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Arquivo da Categoria ‘transgênicos’

O acesso à ciência e o direito às informações sobre transgênicos

25, junho, 2016 Sem comentários

 

O Direito de Beneficiar-se do Avanço da Ciência e os Transgênicos

 


Dia 27 de junho, das 14h às 17h00

Sala Ruy Leme – FEA/USP – Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, 1º andar, Cidade Universitária, São Paulo, SP.
Evento gratuito, com inscrição prévia e transmissão ao vivo.
Informações com Cláudia R. Tavares, email clauregi@usp.br
Página do evento
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por Sylvia Miguel, 20/06/2016 17:55 – última modificação 21/06/2016 16:55

Responsável pelos grandes avanços da humanidade, a ciência e seus benefícios ainda permanecem inacessíveis para grande parte da população. Não por acaso, diversos acordos internacionais tentam garantir que todos possam usufruir da ciência e de suas aplicações. Algumas inovações tecnocientíficas trazem impactos diretos nas sociedades, em especial aquelas ligadas a aspectos da vida, como é o caso da transgenia.

Tendo em vista o direito fundamental de acesso à ciência e a seus resultados, o Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia do IEA dará prosseguimento às atividades iniciadas no primeiro seminário do dia 13 de junho,propondo um debate sobre transgênicos.O Direito de Beneficiar-se do Avanço da Ciência e os Transgênicos será o tema do dia 27 de junho.

A questão central dos pesquisadores será discutir se e como devem ser informadas à sociedade as deliberações realizadas no âmbito das comissões responsáveis pela liberação de variedades de transgênicos para comercialização e uso agrícola. O debate acontece das 14h às 17h, na Sala Ruy Leme da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. O encontro é público, gratuito, terá transmissão online ao vivo e requer inscrição prévia.

Com a moderação do coordenador do grupo de pesquisa, Pablo Rubén Mariconda, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, o debate trará a professora Marijane Vieira Lisboa, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), para discutir os procedimentos adotados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Seu foco será o impacto dos transgênicos na saúde e no ambiente e se as deliberações de uso dos transgênicos vêm assegurando o direito de acesso a essas informações.

O professor visitante do IEA, Hugh Lacey, que no primeiro encontro discutiu o Princípio da Precaução, pretende aprofundar o tema das tensões dentro do modelo da interação das atividades científicas e valores (M-CV). Propõe, nesse encontro, refletir sobre quais riscos e prejuízos devem ser investigados cientificamente em relação a determinadas variedades de transgênicos. Além disso, quais seriam as estratégias seguras de cultivo, distribuição e consumo de variedades transgênicas, tendo em vista as condições socioeconômicas e os agroecossistemas atuais.

No primeiro encontro, os pesquisadores discutiram o significado e o alcance do direito de beneficiar-se do avanço da ciência e de suas aplicações no contexto do modelo da interação entre a atividade científica e valores (M-CV). Além disso, foram discutidas as implicações desse direito para a pesquisa médica e a área da saúde, e as tensões entre esse direito e a ciência comercializada. Outro tema debatido foi a tensão existente entre a liberdade da pesquisa científica afirmada na Declaração de Veneza, ante a participação democrática nas decisões sobre as prioridades da pesquisa científica.

PROGRAMAÇÃO

 

14h – Hugh Lacey (pesquisador visitante CNPq-IEA-USP e Swarthmore College)

A primeira questão é reformulada em termos do M-CV, de modo que agora trata-se de: (a) que tipos de prejuízos e riscos do uso de uma variedade particular de transgênicos (ocasionados por quais tipos de mecanismos) devem ser investigados cientificamente? E (b) que tipos de estratégias precisam ser adotadas nessas pesquisas, para fornecer forte apoio científico para a reivindicação de que os usos (cultivo, distribuição, consumo) do transgênico – sob as condições socioeconômicas e nos agroecossistemas atuais – são seguros?

15h – Marijane Vieira Lisboa (PUC-SP)

Que procedimentos são seguidos pela CTNBio para avaliar as possíveis consequências prejudiciais dos usos dos transgênicos? Servem para assegurar que o direito de beneficiar-se do avanço da ciência será promovido?

16h        Intervalo

16h15    Debate


 

A revolução das sementes no semiárido brasileiro

22, junho, 2016 Sem comentários
Banco Comunitário de Sementes em Vitória da Consquista, BA |foto: AS-PTA

Guardiã de sementes em Banco Comunitário do Programa Sementes do Semiárido, Vitória da Conquista, BA | foto: AS-PTA

por Najar Tubino

CARTA MAIOR, 21/06/2016

Aracaju (SE) – Essa estratégia faz parte da lógica de resistência histórica que a ASA organizou nos nove estados do nordeste e o norte de Minas. Uma política pública bancada pelo BNDES e pelos ministérios do desenvolvimento social e combate à fome e o do desenvolvimento agrário. Resultado: 640 bancos de sementes. O maior projeto de sementes crioulas do mundo – o outro reconhecido de Vandana Shiva, na Índia, tem pouco mais de 200 bancos. E que está ameaçado, não pela estratégia em si, porque os agricultores e agricultoras do semiárido guardam sementes há séculos. Mas porque haveria um salto muito maior: mais mil bancos de sementes.

As corporações multinacionais odeiam as sementes crioulas. Elas são o maior exemplo da incompetência dos cientistas das multis em querer produzir sementes de laboratório com penduricalhos químicos, genes e veneno. O semiárido brasileiro é o mais populoso do mundo, aliás, é o bioma brasileiro com maior população – entre 22 e 25 milhões de pessoas. No IV Encontro de Agricultoras e Agricultores Experimentadores a ASA lançou uma cartilha sobre sementes crioulas. É o resultado de um amplo projeto de pesquisa realizado em 240 municípios, 24 territórios e 12 mil famílias.

A lógica histórica do estoque

Antonio Gomes Barbosa é o coordenador do programa de sementes da ASA, além de coordenar o projeto P1M2, também chamado de Uma Terra e Duas Águas, cujo destino final é a produção de alimentos e as criações de animais. A ASA assessora 90 mil famílias de um total de 130 mil que já foram beneficiadas com este programa. Barbosa é um apaixonado por sementes. Em uma conversa de uma hora ele é capaz de fazer o histórico da evolução da humanidade contada através da evolução genética das sementes. É a teoria do estoque. Uma garrafa PET, hoje em dia, usada para estocar sementes do povo do semiárido, guarda a evolução da agricultura. E os agricultores e agricultoras sabem como dosar isso no plantio, mesmo que a cada década ocorra uma seca e a cada 30 anos uma seca de quatro a cinco anos – ainda estamos vivendo uma seca no semiárido, que é a maior da história do Brasil.  

Depois de quase 20 anos de trabalho a ASA está reencontrando com sua lógica histórica – o estoque de comida, tanto para humanos como para os animais. No semiárido o povo nunca usa todas as sementes da garrafa PET. No primeiro plantio pegam 80% das sementes. Se o inverno falhar – quando a chuva não chega – eles ainda arriscam mais 15% na próxima temporada. Cinco por cento é a garantia da produção futura.

A ideia é a autossuficiência

Semente crioula não é apenas o material genético que o povo do semiárido manuseou por séculos. É a tradução do conhecimento acumulado, um conceito que os burocratas da academia teimam em não reconhecer. Muitas vezes, porque muitos deles trabalham para as corporações que ao longo da história rouba este conhecimento e usa o material genético para produzir os seus frankesteins de laboratório, como são os transgênicos. Como diz Antônio Barbosa, a questão da semente crioula não tem nada a ver com romantismo, é que questão de valor, de competição comercial. A política pública, envolvida com a ampliação dos bancos de sementes crioulas, prevê que as famílias possam comercializar as sementes. Um banco de semente recolhe o produto de 20 famílias. Cada município têm três bancos e eles poderiam suprir a necessidade de sementes dos agricultores e agricultoras neste raio de ação. A ideia é a autossuficiência para cada município.

Muita contaminação nos testes de transgenia

O trabalho da ASA de pesquisa encontrou mais de 400 variedades de sementes de milho – a mais ameaça na atualidade -, mais de 300 variedades de feijão de corda e por aí vai. Também realizaram testes de transgenia nas sementes crioulas, para avaliar a contaminação com as sementes transgênicas das corporações. E encontraram muita contaminação, inclusive no Polo da Borborema, na Paraíba, considerado um santuário de sementes.

A estratégia das multinacionais é contaminar as crioulas. Existe também germoplasma guardado na Embrapa que agora as organizações sociais querem aproveitar. A EMBRAPA precisa abrir a caixa preta, porque ninguém sabe o que tem estocado de semente crioula. Além disso, quem vai pagar o prejuízo pela contaminação das crioulas com os transgênicos da Monsanto, Syngenta, Bayer e companhia limitada. Enquanto isso, o povo do semiárido continua fazendo os seus estoques de sementes, trocando em feiras, como o correu em Aracaju, e divulgando o seu conhecimento. Um dos participantes do IV Encontro Nacional é o seu Golinha, Antônio Rodrigues do Rosário, 60 anos, viúvo, dois filhos, três netos, assentado no Tabuleiro Grande, em Apodi (RN).

Um país novo

Conheci Golinha em Juazeiro (BA) no III ENA. É o sujeito que mais sabe vender sementes crioulas – além de ervas medicinais – na barraca do RN, no evento. Em volta dele sempre tem um grupo de pessoas escutando as explicações, as receitas e comprando. Apelidei ele de Senhor Semente. Golinha é um perigo para a Monsanto. Ele bota qualquer diretor de marketing de multinacional no chinelo. É impressionante o conhecimento da família, que começou com o bisavô – morreu com 104 anos -, continuou com o avô que morreu aos 99 e seguiu com o pai, morto aos 99. São 361 anos da Sementes da Tradição, que é a marca do assentado do Apodi.

No IV Encontro de Agricultoras e Agricultores Experimentadores o refrão de uma musica popular era entoado seguidamente. Diz assim:

“- Esse encontro é nosso / esse encontro é do povo / com o semiárido / nós fazemos um país novo”.

  
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Quem sabe quanto se planta de transgênicos?

2, junho, 2016 Sem comentários

Dados oficiais mais confundem que ajudam a explicar; empresas se beneficiam do desencontro dos números

Qual das duas fontes melhor representa a área de milho transgênico na Espanha?

A PESQUISADORA Rosa Binimelis vem procurando dados confiáveis que possam melhor indicar a realidade do plantio de milho transgênico na Espanha, o único cultivo geneticamente modificado autorizado na Europa. Ao comparar os números de duas fontes oficiais do país, o Ministério da Agricultura e o governo regional, a pesquisadora relatou variações de até 66% para um mesmo ano.

Assim como acontece no Brasil, lá também a projeção da área plantada é feita com base no volume de sementes que as empresas declaram haver vendido. Com base nesses dados os ministérios divulgam seus dados “oficiais”. No caso dos governos regionais da Espanha, a outra fonte são os próprios agricultores, que declaram qual variedade plantarão, para fins de acesso a a subsídios da Política Agrícola Comum europeia.

No primeiro caso pode-se imaginar que as empresas teriam interesse em inflar os números a fim de exaltar a adoção de transgênicos, ainda mais em solo europeu. No segundo caso, por algum motivo, os agricultores podem não declarar o tipo de semente adotada.

Fica no ar a confusão, que certamente não beneficia quem planta milho comum, crioulo e/ou orgânico e ainda impõe dificuldades para a fiscalização e a aplicação de regras de coexistência. As empresas agradecem.

– Com informações do Agri/Cultures Project (25/05/2016)

 

O preconceito transgênico da Folha de S. Paulo

24, maio, 2016 Sem comentários

preconceito transgenico FolhaSP23mai2016

Nesta segunda (23) o jornal Folha de São Paulo publicou mais um editorial daqueles em que só faltou “jurar” que os transgênicos são mesmos seguros e que não causaram, não causam e nem nunca causarão nenhum tipo de problema para a saúde nem para o meio ambiente. As afirmações baseiam-se em relatório divulgado pela National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (EUA) que revisou mil estudos sobre o tema. O mesmo relatório diz, entretanto, que as plantas transgênicas não aumentaram a produtividade das lavouras, não trouxeram benefícios para o consumidores, mas sim criaram problemas para os agricultores a partir do desenvolvimento de novas pragas e de plantas resistentes a herbicidas. Ou seja, ao contrário do que noticiaram jornais como El País, o relatório não concluiu que “os transgênicos são tão saudáveis quanto os outros alimentos”. E, ao contrário do que defende o editorial da Folha de S. Paulo, o relatório da Academia de Ciências traz elementos que ajudam a sustentar a defesa e a necessidade da rotulagem de produtos transgênicos. Entre eles a possibilidade de a engenharia genética introduzir novos alergênicos na comida.

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Abaixo, um comentário de leitor que o jornal publicou hoje:

Painel de Leitores, Folha de S. Paulo, 24/05/2016

TRANSGÊNICOS

O editorial “Preconceito transgênico” baseia-se em revisão da Academia de Ciências dos Estados Unidos que desconsiderou pelo menos 750 estudos publicados na literatura científica. São pesquisas que levantam evidências de impactos negativos dos transgênicos à saúde e ao meio ambiente e estão organizadas em livro disponível na internet.

GABRIEL B. FERNANDES (Rio de Janeiro, RJ)

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Futuro do herbicida glifosato em suspenso na União Europeia

20, maio, 2016 Sem comentários

Sem acordo, comité de peritos da Comissão Europeia não chegou a votar o prolongamento da autorização de venda do herbicida. Se nada for decidido até 30 de Junho, será proibida a venda de glifosato na União Europeia.

O futuro da comercialização do controverso herbicida glifosato continua em suspenso. O Comité Permanente de Plantas, Animais, Alimentos de Consumo Humano e Animal da Comissão Europeia, com representantes dos 28 Estados-membros, esteve reunido na quarta e na quinta-feira em Bruxelas para, entre outros assuntos, votar o prolongamento da venda do glifosato no espaço comunitário. A 30 de Junho, a autorização de venda deste herbicida expira. Em Março, o comité já tinha debatido o assunto sem ter chegado a uma conclusão. Nesta quinta-feira, sem os votos a favor de França e Alemanha, seria impossível obter-se uma maioria qualificada. E o assunto voltou a ser adiado.

“Já que não seria alcançada uma maioria qualificada, a votação não aconteceu”, segundo declarações oficiais de um porta-voz da Comissão Europeia no final da reunião. “A Comissão vai reflectir sobre os resultados destas discussões. Se nenhuma decisão for tomada até 30 de Junho, o glifosato não será mais autorizado na União Europeia e os Estados-membros terão de retirar a autorização [comercial] de todos os produtos à base de glifosato.”

O glifosato é um herbicida que mata uma grande variedade de espécies vegetais e é usado para queimar as ervas daninhas. É aplicado a nível urbano e na agricultura. Apesar de existir desde a década de 1970, o aparecimento de culturas geneticamente modificadas para serem resistentes ao glifosato fez disparar o uso do herbicida nas últimas décadas. Foi a gigante Monsanto que desenvolveu o químico. Mas na Europa há à venda mais de 300 herbicidas à base de glifosato de 40 empresas diferentes.

O actual impasse é um resultado directo da controvérsia existente sobre esta substância química. Em 2015, um relatório da Agência Internacional para a Investigação do Cancro, que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), concluiu que há “provas limitadas” de que o glifosato é carcinogénico. Mas um novo relatório de um comité conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da OMS concluiu, na última segunda-feira, que “é pouco provável que o glifosato tenha um risco carcinogénico”.

A polémica levou a Comissão Europeia a decidir, em Março, que o prolongamento da autorização de venda do glifosato fosse de nove anos e não de 15 anos, como estava previsto inicialmente. Em Abril, uma votação no Parlamento Europeu recomendou que a renovação fosse de apenas sete anos. Segundo o jornal The Wall Street Journal, se nada ficar decidido até Julho, as lojas têm seis meses para vender os stocks dos produtos.

Portugal foi um dos países que se abstiveram sobre o assunto no comité, como tinha dito na quarta-feira no Parlamento o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos. “Portugal absteve-se em função dos dados técnicos e científicos recolhidos, nos quais não encontrou argumentos sólidos para votar a favor ou contra”, especificou ao PÚBLICO o gabinete de comunicação do Ministério da Agricultura. Portugal esteve representado no comité por um técnico da Direcção-Geral de Agricultura e Veterinária.

“O Governo dispõe de uma margem para legislar em termos nacionais, que é considerada suficiente para dar uma resposta satisfatória à questão, enquanto não houver uma resposta europeia”, lê-se ainda na resposta por escrito do gabinete de comunicação. “Portugal já proibiu o uso da taloamina, um co-formulante utilizado em diversos herbicidas à base de glifosato, e está a ser desencadeado o processo legislativo com vista à proibição de utilização de fitofármacos em espaços públicos, com algumas excepções.”

Na quarta-feira, o projecto de lei do Bloco de Esquerda (BE) para proibir a aplicação de produtos contendo glifosato em zonas urbanas, de lazer e vias de comunicação foi chumbado com os votos contra da direita e do Partido Comunista Português. Um dos argumentos contra a substância usados pelo BE e pelos Verdes foi o princípio da precaução, que defende o não uso de uma substância até se provar que não faz mal. Do outro lado das barricadas, Pekka Pesonen, o secretário-geral de um grupo de sindicatos europeus de agricultores (Copa-Cogega), considera que a proibição do uso deste herbicida resultará numa “verdadeira desvantagem competitiva” para a Europa.

Notícia actualizada às 19h30

Vitória: STF garante rotulagem de qualquer teor de transgênicos, fruto de ação do Idec

20, maio, 2016 Sem comentários

Idec, 19/05/2016

Ministro rejeita recurso e mantém decisão obtida pelo Idec que exige informação no rótulo sobre uso de ingredientes geneticamente modificados, independentemente da quantidade 

 

O direito dos consumidores brasileiros à informação sobre transgênicos volta a prevalecer. Em decisão proferida no último dia 12, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin manteve a decisão obtida pelo Idec e voltou a garantir a indicação no rótulo de alimentos que utilizam ingredientes geneticamente modificados, independentemente da quantidade presente.

A exigência estava suspensa desde 2012, por uma decisão liminar (provisória) do ministro Ricardo Lewandovski, do STF, que atendeu ao pedido da União e da Associação Brasileira de Indústria de Alimentos (Abia) contra a decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), que foi favorável à ação do Idec.

A União e Abia alegavam que a decisão do TRF-1 “usurpava a competência” do STF de decidir sobre o tema. Mas, ao julgar o recurso, Fachin não concordou. Em decisão monocrática (analisada apenas por um julgador), o ministro relator do processo validou a decisão do Tribunal.

Código do Consumidor x Decreto

A decisão do TRF-1 que voltou a valer acolhe o pedido do Idec de rotulagem de qualquer teor de transgênicos e afasta a aplicação do Decreto n° 4.680/03, que flexibiliza a exigência de rotulagem apenas para produtos que contêm mais de 1% de ingredientes geneticamente modificados.

O Tribunal considerou que o direito à informação previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC) se sobrepõe ao decreto.

“A decisão do STF é muito importante neste momento, pois  enfraquece o PL que quer acabar com a rotulagem de transgênicos. Ela mantém a decisão fruto de uma Ação Civil Pública que garante que todos os alimentos geneticamente modificados devem ser rotulados, fortalecendo o direito à informação e o CDC”, destaca Claudia Pontes Almeida, advogada do Instituto.

A União e a Abia ainda podem entrar com novo recurso para que o tema seja analisado pelo plenário do STF. Mas, por hora, o direito à informação venceu mais uma vez.

Histórico da ação

Relembre os principais fatos envolvendo a ação do Idec para garantir a rotulagem de transgênicos:

2001: Idec entra com Ação Civil Pública contra a União para exigir informação clara no rótulo de alimentos sobre o uso de transgênicos, independentemente do teor de ingredientes geneticamente modificados presentes

2003: publicado o Decreto 4.680/03, que exige rotulagem apenas para produtos com mais de 1% de transgênicos

2007: sentença acolhe o pedido do Idec e obriga rotulagem de transgênicos, independentemente do teor. União e Abia entram com recurso

2009:  TRF-1 rejeita recurso e mantém sentença favorável aos consumidores, fruto da ACP do Idec. Abia e União recorrem ao STF.

2012: ministro do STF Ricardo Lewandovski acolhe pedido da União e Abia e concede liminar suspendendo decisão do TRF-1 até que o recurso seja julgado.

maio de 2016: ministro Edson Fachin, do STF, julga e rejeita o recurso, validando decisão do TRF-1 que garante a rotulagem de qualquer teor de transgênicos, como pediu o Idec em 2001.

 

<http://www.idec.org.br/em-acao/em-foco/vitoria-stf-garante-rotulagem-de-qualquer-teor-de-transgenicos-fruto-de-aco-do-idec>

 

 

 

 

PUC-Rio: III Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária

10, maio, 2016 Sem comentários

Clima e pragas preocupam produtores de milho de Mato Grosso

4, maio, 2016 Sem comentários

No Mato Grosso avança a ocorrência de insetos praga que desenvolveram resistência ao milho transgênico Bt, que deveria controlar essas pragas. Além disso, como relata a matéria abaixo, pragas de importância secundária como o percevejo passam a ganhar importância. Ou seja, mais inseticidas sobre a tecnologia que prometia acabar com sua necessidade… [os grifos abaixo foram adicionados]

Notícias Agrícolas, 03/05/2016

Os produtores rurais de Mato Grosso estão preocupados com a safra de milho. Dados preliminares coletados pelas equipes do Circuito Tecnológico Etapa Milho mostram que haverá queda na produtividade. “Há o problema climático e também o plantio fora da janela ideal, consequência da safra anterior de soja. Na região Leste houve muitos relatos deste problema”, explica Cristiani Bernini, analista da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

Além disso, há a ocorrência de pragas na maior parte dos cultivos de milho transgênico, por causa da perda de resistência dos híbridos Bt. A Aprosoja monitora este problema e há rodadas frequentes para observar o desenvolvimento desta tecnologia no controle das pragas, especialmente da lagarta do cartucho.

O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Alexandre Ferreira, observou que, além de milho semeado fora da janela, há área razoável de lavouras semeadas com milho grão. “Vimos também problemas com má distribuição de plantas na linha, principalmente por causa da velocidade no plantio. E ainda grande incidência de percevejos”, observa.

“A comissão de Defesa Agrícola está trabalhando fortemente com o grupo de trabalho que monitora a qualidade das sementes em relação a vigor e germinação. Nesta safra, a maior parte dos relatos sobre baixa qualidade das sementes foi na região Norte”, afirma Franciele Dal’Maso, analista da Aprosoja.

O circuito – As seis equipes técnicas do Circuito Tecnológico Etapa Milho percorreram mais de 7.600 quilômetros e cobriram uma área de mais de 210 mil hectares de lavouras de milho, um aumento de 12% da área em relação ao evento do ano passado. Foram visitados 30 municípios e aplicados 187 questionários. Os dados estão sendo analisados pelos especialistas da Aprosoja e da Embrapa e pelos estatísticos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O Circuito Tecnológico Etapa Milho ocorreu de 25 a 29 de abril e foi realizado pela Aprosoja e pela Embrapa, com apoio do Imea. São patrocinadores a Syngenta, Dupont e UPL.

Fonte: Aprosoja

Pesquisadores alertam para o uso em excesso de agrotóxicos em cultivos transgênicos

11, abril, 2016 Sem comentários

dc.clicrbs.com.br

Diário Catarinense, 07/04/2016

Os transgênicos já foram sinônimo de maior produção e menor uso de agrotóxicos.Mas, após 13 anos da primeira safra de soja brasileira geneticamente modificada, os resultados desse tipo de cultivo chamam a atenção de pesquisadores, principalmente por conta da quantidade de pesticidas. O alerta para a ineficiência da cultura transgênica será tema de palestra de Robin Mesnage , pesquisador francês do Departamento de Genética Médica e Molecular do King’s College, de Londres, hoje na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento é promovido pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC).

— Não somos contra qualquer prática ou estudo de transgênicos, mas é fato que o cultivo, associado a tantos agrotóxicos como está atualmente no mundo, não é saudável para os consumidores, produtores e meio ambiente. O uso dos agrotóxicos aumentou e isso precisa mudar de alguma forma — diz Mesnage.

O pesquisador visita o Estado a convite do professor da UFSC Rubens Nodari, que trabalha com plantas transgênicas e as consequências de seus cultivos. Segundo Nodari, as plantações tiveram uma redução no uso de agrotóxicos após a liberação de organismos geneticamente modificados, mas apenas nos primeiros quatro anos. Após esse período, houve um crescimento contínuo:

— O primeiro motivo é o aumento de plantas resistentes aos produtos, em um processo simples de seleção natural. Outra possibilidade é a própria mutação das vegetações daninhas. E o mesmo já ocorre com alguns insetos, que não morrem e continuam a infestar as plantações.

O estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, feito em 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra esse aumento apontado por Nodari e revela que o Brasil dobrou a quantidade de agrotóxicos por área plantada em lavouras. Esses dados incluem todas as culturas e não apenas as transgênicas como soja, milho e algodão.

O professor da UFSC aponta ainda que a cultura transgênica como promessa de menor uso de agrotóxicos ou menor custo de produção não se confirma e acrescenta que há outros

problemas no sistema de agricultura que se refletem na aplicação de produtos químicos, como fiscalização, falta de conhecimento por parte dos agrônomos e a pouca quantidade de estudos nacionais publicados.

— Mas não é por isso que temos que continuar coniventes, nós estamos em uma encruzilhada e, se continuarmos assim, vamos envenenar o ambiente e as pessoas. Precisamos pensar em outras formas de cuidados como a diversificação de cultivos, separados por áreas menores — alerta Nodari.

Soja, milho e algodão são os três cultivos transgênicos liberados para plantar no Brasil e um amostra de feijão é estudado na Embrapa. Esses organismos geneticamente modificados são mais resistentes aos agrotóxicos e também podem ter na sua composição genética toxinas que matam pestes como insetos.

A melhora está no manejo. O agricultor ganhou em facilidade de manejo das imensas plantações e pode aplicar os produtos químicos sobre toda a lavoura. Como a plantação é resistente não morrerá, mas as plantas daninhas sim. Deveriam, pelo menos.

O problema é que nos últimos anos, as plantas daninhas se tornaram mais resistentes e não estão morrendo com as aplicações normais de agrotóxicos e os agricultores passaram a usar mais compostos químicos para manter a plantação livre de pestes. O mesmo ocorre com alguns insetos que deveriam morrer ao ingerir os primeiros pedaços de plantas transgênicas. Mas assim como há insetos diferentes, que podem não ser suscetíveis às toxinas implantadas nos genes, eles também podem ter se tornado resistentes. Em 2014, uma plantação de milho transgênico no Mato Groso não resistiu a uma infestação de lagartas e para não perder o produto usa-se mais inseticidas, como em uma lavoura normal.

Foto: Carina Rufino / Embrapa Soja

Entrevista – Robin Mesnage
‘ Cultivar plantas geneticamente modificadas não é sustentável’

Como os transgênicos afetam a saúde?
Quase todos os organismos foram geneticamente modificados para tolerar ou produzir pesticidas e acumulam resíduos de pesticidas mais do que as plantas convencionais. Os agrotóxicos são concebidos para ser veneno. Por isso temos que considerar os riscos ligados a doenças crônicas, neurológicas, cancerígenas ou defeitos de nascimento.

Há aspectos econômicos envolvidos?
Um dos problemas são os custos extras dos cultivos transgênicos, como a gestão das resistências de ervas daninhas, os gastos de saúde pública associados aos agrotóxicos e a despoluição da água. O uso contínuo de produtos químicos mata a biodiversidade do solo e reduz a fertilidade, que conduz ao uso de fertilizantes e amplia os danos ambientais.

Essas culturas falharam?
O cultivo de plantas geneticamente modificadas não é sustentável e suas características só funcionam por alguns anos. Isso porque eles produzem seus inseticidas de forma contínua e levam o agricultor a aumentar o uso de herbicidas específicos para matar pragas e ervas daninhas resistentes. Os agricultores têm de usar mais agrotóxicos.

E como deveria ser a produção?
Um jeito mais saudável e barato de produzir em grande escala. Entre os exemplos está o aumento da biodiversidade associada a práticas agroecológicas que reduzem o uso de pesticidas e preservam a saúde do solo. Em casos de seca, o aumento da retenção de água aumenta a produtividade e reduz a necessidade de irrigação. No entanto, essas alternativas agroecológicas são menos promovidas e estudadas.

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Quem vai registrar o uso do mosquito transgênico?

24, fevereiro, 2016 Sem comentários
foto: Leonardo Melgarejo

foto: Leonardo Melgarejo

Há no site da Anvisa uma nota que dá a entender que ela pode querer passar a batata quente do registro do Aedes GM para outra instância. O processo está lá desde meados de 2014 e é de se imaginar a pressão que estão recebendo. Na última sexta a Dilma visitou a fábrica da Moscamed em Juazeiro. Se registra o produto a Anvisa terá o ônus de fiscalizar seu uso, se diz não baterá de frente com a ctnbio e criará um problema político para o governo.

E como no caso do Espírito Santo e do Mato Grosso do Sul, outros governos, inclusive municipais, estão argumentando que essa é uma ferramenta a mais e deve portanto ser adotada. Mas para tanto falta o registro pela Anvisa…

Já no sábado passado a Folha de S. Paulo publicou matéria que melhor situa a manifestação da OMS sobre o mosquito transgênico. Alguns jornais noticiaram apoio da OMS ao uso do mosquito transgênico desenvolvido pela britânica Oxitec, quando o texto divulgado recomenda a realização de mais teste e de uma avaliação de riscos da nova tecnologia.

A perigosa loteria dos transgênicos

24, fevereiro, 2016 Sem comentários

 

Pílulas Diárias, 23 de fevereiro de 2016

A publicação “Lavouras Transgênicas: riscos e incertezas” foi lançada recentemente pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Organizada por Gilles Ferment, Leonardo Melgarejo, Gabriel Bianconi Fernandes e José Maria Ferraz, ela traz referências a cerca de 750 artigos publicados entre 1980 e 2015 sobre transgênicos.

Segundo os autores, são contribuições mantidas “na invisibilidade porque seus achados contrariam as abundantes campanhas de marketing” a favor dos organismos geneticamente modificados.

O estudo começa abordando toda a complexidade envolvendo a principal matéria-prima das manipulações transgênicas. A simples transcrição da informação do DNA contido no núcleo de uma única célula humana “exigiria a publicação de 10 livros, em formato A4, com 1.000 páginas cada”.

A encrenca é tamanha que os cientistas atualmente não têm certeza sobre o que exatamente seja um gene e qual seu verdadeiro papel. Um exemplo: o ser humano possui aproximadamente 22 mil genes. Mas isso representa menos da metade dos cerca de 50 mil genes do arroz.

São informações que desfazem o mito de que o conhecimento do genoma equivale a dispor de um mapa capaz de organizar a criação da vida. Na verdade, diz o levantamento, o nível de certeza em manipulações genéticas “se revela substancialmente inferior ao das loterias”.

Daí, o clima de insegurança quanto aos efeitos patológicos da engenharia transgênica. Ingerir plantas banhadas em agrotóxico ou saturadas de toxinas não é nada tranquilizador.

Mas é possível deduzir uma grande certeza da leitura da publicação. Na loteria dos transgênicos perdem a saúde e a economia populares. O grande prêmio fica com a meia dúzia de grandes empresas que controlam o mercado de alimentos.

Acesse a publicação aqui.

 

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Mosquito ‘transgênico’ não é solução contra zika; entenda por que

23, fevereiro, 2016 Sem comentários

Se o raciocínio abaixo é válido, o mosquito transgênico não funciona nem para o Zika nem para a dengue

Super Interessante, 22/02/2016

Em resposta ao avanço do vírus zika, que classifica como “emergência pública internacional”, a Organização Mundial da Saúde recomendou que os países afetados realizem testes com mosquitos geneticamente modificados. No caso, o mosquito OX513A, que foi desenvolvido pela empresa inglesa Oxitec (derivada da Universidade de Oxford). A lógica do processo é a seguinte. Libera-se o OX513A no ambiente, onde ele se reproduz com as fêmeas de Aedes aegypti. Só que os filhotes nascem defeituosos, e não conseguem alcançar a idade adulta nem se reproduzir – o que, com o tempo, vai extinguindo a população de mosquitos.

O OX513A foi aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, e testado em duas cidades brasileiras: Jacobina e Juazeiro, ambas na Bahia. Em ambos os casos, obteve sucesso. Alguns meses após a introdução do mosquito transgênico, a população de Aedes aegypti nessas cidades foi reduzida em mais de 90% (o OX513A foi um elemento a mais na estratégia municipal, que continuou envolvendo mutirões de limpeza e educação da população). O mosquito geneticamente modificado é uma criação sofisticada e engenhosa. Mas há dois poréns.

Os mosquitos OX513A liberados na natureza são machos, e não picam os seres humanos (só as fêmeas picam, pois precisam do sangue humano para produzir ovos). As fêmeas geradas durante o processo de criação do OX513A são separadas e mortas pela Oxitec. Mas a empresa admite que até 0,2% das fêmeas transgênicas podem escapar a esse processo, e acabar sendo liberadas junto com os machos. Elas picam – e poderiam se tornar vetores de transmissão de doenças. Inclusive porque a técnica envolve uma quantidade gigantesca de mosquitos, o que nos leva ao segundo ponto.

Jacobina é uma cidade relativamente pequena, e Juazeiro também. Em áreas maiores, o OX513A não é uma estratégia viável, por um motivo simples: seria preciso liberar enormes quantidades dele. O mosquito modificado é menor e mais fraco que o Aedes aegypti normal, e por isso só consegue se acasalar com as fêmeas ganhando pelo número – é necessário liberar dez OX513A para cada Aedes existente na natureza. Isso significa que para tratar uma área bem pequena, com 10 mil habitantes, é preciso soltar 2 milhões de mosquitos modificados por semana durante a fase inicial de tratamento, que dura de quatro a seis meses. Para tratar uma cidade grande, a quantidade de mosquitos necessários seria astronômica – e seria extremamente difícil, ou impossível, criar e distribuir centenas de milhões de mosquitos transgênicos por semana.

Professores da USP defendem a rotulagem de transgênicos

19, fevereiro, 2016 Sem comentários

Carta Política da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

25, janeiro, 2016 1 comentário

“Comida de verdade no campo e na cidade, por direitos e soberania alimentar” foi o tema da conferência que reuniu 1.700 pessoas em novembro último na capital federal.

A carta política da 5a Conferência apresenta um balanço crítico dos avanços e desafios no tema, destacando ações promovidas pela sociedade civil e pelo governo que permitiram avanços no último período no campo da segurança alimentar. Questões controversas que estão na ordem do dia e precisam urgentemente de posicionamento do governo são ressaltadas na carta, como o avanço do agronegócio, das sementes transgênicas e dos agrotóxicos, ameaças legislativas como a recém aprovada lei da biodiversidade, a derrubada da rotulagem dos transgênicos, a tentativa de liberação das sementes terminator e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00, que afeta povos indígenas e quilombolas.

O documento é referência importante e pode ser lido na página do Consea.

 

 

 

Suíça estende moratória aos transgênicos

23, dezembro, 2015 Sem comentários

O mesmo país que é sede da Syngenta e de contas milionárias não declaradas do ainda deputado e ainda presidente da Câmara Eduardo Cunha, acaba de votar pela prorrogação da moratória aos transgênicos, que deve vigorar até 2021.

Suíça estende moratória aos transgênicos

Reunido em Bern no ultimo dia 18, o Conselho Federal posicionou-se favoravelmente à manutenção de moratória ao cultivo de transgênicos no país, que atualmente permite apenas plantios experimentais.

O Conselho também pede que sejam especificados princípios de coexistência que garantam a proteção de cultivos convencionais bem como o direito de livre escolha dos consumidores.

Assim, entende o Conselho que a renovação da moratoria será oportunidade para um amplo e objetivo debate sobre o futuro dos transgênicos na agricultura do país, reafirmando que as discussões devem basear-se não apenas em questões de biossegurança, mas também em aspectos agrícolas e econômicos.

Com informações do Inf’OGM, via GMWatch (editado)