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Na Europa, produtos orgânicos já custam mais barato

10, março, 2009 Sem comentários

O GLOBO | Razão Social | 10/03/2009

Uma das barreiras que enfrenta quem quer passar a levar uma vida mais saudável e consumir apenas produtos orgânicos é o preço que se paga por tais produtos. Em qualquer supermercado ou feira, eles são muito mais caros do que os outros. É um paradoxo da modernidade. Antigamente, quando o uso de agrotóxicos era muito menos difundido, ia-se na quitanda, comprava-se o tomate que lá estava, e pronto. Mas os tomates passaram a ser mais bonitos, brilhantes, maiores, produzidos por empresas e… com preços mais caros. Hoje, para se levar para casa aquele tomate que antigamente se comprava na vendinha, fruto do trabalho de um ou mais produtores rurais, é preciso gastar mais dinheiro.

Pois bem. A coordenadora do projeto da Sociedade Nacional de Agricultura chamado OrganicsNet, Sylvia Wachsner, cujo objetivo tem sido ajudar os pequenos produtores a tornarem seus preços mais competitivos, voltou agora da Alemanha, onde participou de uma feira de produtos orgânicos, com uma boa notícia. Na Europa, esta disparidade de preços entre orgânicos e não orgânicos, praticamente não existe mais. É o resultado direto do incremento na escala da produção de orgânicos.

Wachsner observou ainda que a crise econômica está fazendo com que os europeus passem a dar preferência para os produtos locais porque estão preocupados com o impacto ambiental que teria a importação dos produtos procedentes de outros países, assim como o impacto ambiental que teria a produção desses produtos no país de origem.

Informações fornecidas pela Sociedade Nacional de Agricultua dão conta de que o crescimento de produtos orgânicos ano passado na Alemanha foi de 10%, mantendo o crescimento de dois dígitos dos últimos cinco anos. Estes produtos podem ser encontrados lá em supermercados comuns, em supermercados só de orgânicos e em espaços onde crescem as vendas de produtos orgânicos de marca própria. Cerca de 30% dos produtos orgânicos na Alemanha, hoje, estão nas mãos de supermercados convencionais ou dos produtores que vendem marca própria.