Arquivo

Arquivo de junho, 2012

Semillas de Identidad – por la defensa de la biodiversidad y la soberanía alimentaria

30, junho, 2012 Sem comentários

El Grupo Semillas se complace en presentar la colección “Por un mundo para todos, la vida no se vende” en la que se encuentran una serie de videos realizados en distintas partes del mundo alrededor de los temas de Transgénicos, Agroecología, Soberanía Alimentaria, Agrocombustibles y Protegiendo el Planeta. Saiba mais em: http://www.semillas.org.co/

Enviado por Biodiversidad en América Latina y El Caribe

Do mesmo criador do DDT, Agente Laranja, Roundup e OGMs

28, junho, 2012 Sem comentários

Categories: agrotóxicos, empresas Tags:

Monsanto, Cargill e o golpe no Paraguai

28, junho, 2012 2 comentários

Confira abaixo as reportagens publicadas na Carta Maior e na Rede Brasil Atual reconstituindo o passo a passo do golpe e as ações de bastidores das corpotações do agronegócio e ruralistas.

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Ingredientes locais chegam à merenda

28, junho, 2012 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 27/06/2012

Há algo diferente na merenda das escolas públicas brasileiras. Macaxeira, batata doce, castanha, produtos sem agrotóxicos e suco de frutas nativas como caju, cupuaçu e açaí começam a aparecer nas refeições de estudantes da rede pública. Desde 2009, com a aprovação da Lei no 11.947 que estabelece que, no mínimo, 30% do total de recursos da alimentação escolar devem ser usados diretamente na compra de alimentos de agricultores familiares locais, muita coisa está mudando. A lei orienta também que assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas sejam priorizados.

Em 2011, R$ 1 bilhão foi destinado para esse tipo de compra mais local. Com aproximadamente 50 milhões de refeições por dia nas escolas estaduais e municipais, o mercado de alimentação escolar no Brasil movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano.

“Garantir que parte do orçamento da merenda beneficie esse público é uma forma de promover o comércio local, privilegiar os produtores, além de criar hábitos de alimentação saudáveis entre os estudantes”, diz Manoel Bonduki, especialista em políticas públicas e gestão governamental da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). “A lei é de uma simplicidade que não dá para entender porque isso não era feito antes.”

Paragominas, (Pará), Rio Branco (Acre) e Areias (Paraíba) estão entre os primeiros municípios que criaram ações para atender a lei. As iniciativas vão desde treinamento para que as merendeiras criem receitas com produtos locais até a capacitação de agricultores para a produção orgânica. Em Tambaú, cidade próxima a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, região em que predomina a cana-de-açúcar, os agricultores que viviam isolados se organizaram em cooperativas e já vendem para a prefeitura.

Comunidades quilombolas também estão fornecendo para a merenda escolar, como é o caso da Comunidade de Santa Cruz, em Minas Gerais, que já faz parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo desde 2003. Até então, as 85 famílias que fazem parte da comunidade viviam apenas de subsistência. Além de vender o que já plantava – como feijão, banana, chuchu, folhagem, milho, mandioca, farinha, hortaliça -, a Santa Cruz passou a produzir farinha, leite pasteurizado e iogurte, hoje o carro chefe da economia da comunidade. “Antes a comunidade vendia seus produtos a qualquer preço para o atravessador. Não tínhamos informação e éramos sempre manipulados”, diz Maria Alves de Sousa, suplente na secretaria da Associação da Comunidade Quilombola de Santa Cruz.

As grandes cidades, por estarem longe do campo, enfrentam desafios para implementar o sistema. São Paulo, com economia voltada mais para indústria e serviços, possuia pouco mais de 150 mil estabelecimentos agrícolas, segundo dados de 2006 do IBGE. Ao mesmo tempo, contava com 8,8 milhões de estudantes, o maior contingente do país.

Para adotar a compra local, a Prefeitura de São Bernardo, na região metropolitana da capital, contratou um consultor técnico que visitou os estabelecimentos agrícolas no interior, pesquisou e discutiu com os produtores o que eles tinham a oferecer.

As merendeiras da cidade são levadas para treinamento do campo. “A maioria das merendeiras não tem noção de onde vem o alimento e acaba rejeitando vegetais que não são todos do mesmo tamanho”, afirma Vanessa Angelo Garcia, chefe de Divisão de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação de São Bernardo do Campo.

O Estado do Paraná vai comprar R$ 25 milhões de 96 cooperativas da agricultura familiar em 2012. O Distrito Federal vai gastar cerca de R$ 7 milhões. A cidade de Campinas deu uma passo a frente e realizou uma audiência pública para esclarecer as cooperativas de agricultores da região sobre a lei e dar informações sobre os produtos que planeja adquirir e as condições de compra. Cerca de 60 agricultores compareceram.

No passado, os alimentos percorriam um longo caminho até chegar ao destino final. Nas décadas de 70 e 80, grandes empresas nacionais se formaram para oferecer a merenda e acabaram por dominar o mercado. A compra era centralizada em Brasília e depois distribuída para todo o país e o desperdício era grande. Em 2000 o processo começou a ser descentralizado. A chamada pública passou a ser utilizada para convocar os produtores, mais simples que a antiga licitação, que excluía grande parte das cooperativas. O Brasil tem 4,5 milhões de pessoas na agricultura familiar, responsável por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

A lei já inspira iniciativas. O Paraná sinalizou a intenção de comprar de agricultores familiares produtos para as refeições universitárias. O Rio Grande do Sul e Distrito Federal criaram leis para adquirir da agricultura familiar alimentos para outras áreas como hospitais e restaurantes populares. O Brasil tem recebido representares de países da América Latina e África para conhecer de perto o programa.

 

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/especiais/2729198/ingredientes-locais-chegam-merenda#ixzz1z66tdLEo

 

Agrotóxicos: usos e abusos no Brasil – nesta 5a na UERJ

27, junho, 2012 Sem comentários

Categories: agrotóxicos, alimentação Tags:

Embrapa estuda política de royalties para feijão transgênico

27, junho, 2012 Sem comentários

GAZETA DO POVO, 26/06/2012

O agricultor brasileiro não vai pagar royalty para plantar o feijão transgênico desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Em­­­­brapa). O sistema de cobrança adotado para a soja ge­­neticamente modificada (porcentual sobre a semente ou produção) es­­tá descartado, conforme o pesquisador Josias Faria, da Embrapa Arroz e Feijão, que ajudou a desenvolver a nova semente.

Até 2014, o feijão resistente ao mosaico dourado – doença que pode provocar perdas de 40% – estará em fase de multiplicação. Nesse período, a Embrapa vai definir um sistema que permita o aces­­so do produtor brasileiro à tecnologia sem elevação de custos, e também que preserve os direitos da instituição quando outras empresas lucrarem com a alternativa, afirma o especialista.

“Não será cobrado royalty do feijão. Mas, em relação à apropriação da tecnologia pelo mercado, isso não vai acontecer graciosamente. O que nós queremos é que o feijão diminua os custos do produtor que usa defensivos contra o mosaico dourado”, disse Faria.

A semente tende a ganhar o mercado nacional em 2015 e desperta interesse também da Argentina e dos Estados Uni­­dos. Promete sistematizar a distribuição de sementes da leguminosa. Para ficar livre do mosaico dourado, os agricultores que produzem suas próprias sementes tendem a migrar para o mercado de variedades registradas. Se isso ocorrer, a participação da semente industrial, estimada em 15%, dará um salto.

Não está descartada a cobrança pelo uso da tecnologia da Embrapa, principalmente quando associada a um feijão de propriedade de uma empresa privada. Mesmo assim, conforme a Embrapa Arroz e Feijão, o custo não deve ter o peso que apresenta no milho transgênico – no cereal, os valores extras pagos às indústrias podem passar de dois terços dos ganhos na produção.

Por enquanto, apesar de apro­­vado há nove meses pela Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia (CTNBio), o feijão transgênico não pode ser plantado. Isso porque ainda não foi estruturado o sistema de segmentação e identificação. O alimento geneticamente modificado que chegar aos supermercados sem um triângulo amarelo com a letra T no meio será considerado ilegal. Por outro lado, a Embrapa já pesquisa outras sementes transgênicas, como o feijão resistente ao mofo branco.

A fiscalização ficará a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Ma­­pa). A Embrapa alerta para a necessidade de conscientização dos produtores pela cadeia de instituições ligadas ao agronegócio. A tarefa deve ser discutida nos próximos meses.

Comercialização

Plantio de norte a sul deve começar apenas em 2015

Com plantio comercial aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) desde setembro do ano ano passado, o primeiro feijão transgênico só deve chegar a todo o mercado nacional em 2015, um ano após o estimado, conforme a Embrapa. O ritual de multiplicação está levando um pouco mais de tempo que o esperado.

A semente passa por uma fase de ensaios, em campos experimentais localizados em Ponta Grossa, no Paraná. A partir de agosto, os grãos serão multiplicados nas principais regiões produtoras, incluindo os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia e Pernambuco.

Essas lavouras é que vão fornecer dados para registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do material que será comercializado. Esse procedimento é realizado tanto no caso de sementes convencionais como no de transgênicas. A tecnologia estará disponível primeiro no feijão pérola e no pontal.

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Plantar o pão, colher a vida: para o mundo se alimentar sem veneno – Samba enredo 2011 da Unidos da Lona Preta

27, junho, 2012 Sem comentários

Plantar o pão, colher a vida: para o mundo se alimentar sem veneno”

 

Canta povo brasileiro

Batucada é de bamba                                                                Refrão

Hoje a Lona Preta vem dizer, dizer

A luta é o tempero do meu samba

 

Oh Mãe Natureza

Nós queremos a tua diversidade

De cores, sabores

Na mesa do campo e da cidade

Agroecologia

Com soberania alimentar

Pra preservar o nosso chão

Um novo mundo pede uma nova relação

Do jeito que tá, não dá pra ficar

A produção

 

Comida ruim ninguém aguenta, ninguém aguenta

É veneno em todo canto, em todo canto                                    Refrão

Mata gente e mata rio, e mata rio

Agronegócio a mentira do Brasil

 

Semente com patente é roubar a natureza

Monocultura na agricultura

Deserto verde: cadê a beleza?

Lucrando e fazendo a guerra

Matando o ser humano e a mãe terra

 

A luz

Do companheiro Keno

Ta na memória

De quem ocupa a avenida

Presente que aduba a sua história

Colhe o pão da vida

Fonte: http://www.brasildefato.com.br

Tratado de livre comércio ameaça sementes nativas na Colômbia

26, junho, 2012 Sem comentários

 

Assine a petição em defesa das sementes nativas.

 

¡Salva las semillas limpias, la diversidad y la cultura en Colombia!

Las semillas nativas en Colombia han entrado en proceso de privatización en el marco del TLC con estados unidos y se ha penalizado su uso tradicional, poniendo en fragilidad la soberanía alimentaria, la cultura y la megadiversidad, obligando a campesinos, indigenas, afros y mestizos a usar semillas certificadas por distintas transnacionales. Es imprescindible hacer el mayor esfuerzo por detener esta determinación gubernamental absurda para poder mantener viva la tradición de los pueblos y la soberanía sobre nuestra tierra y las semillas que por siglos nos han permitido subsistir. Salvar así mismo la genética que las semillas nativas encierran, lo que les ha permitido soportar las distintas condiciones adversas y significar la supervivencia de pueblos olvidados por el estado, quienes ahora serán tratados por el como infractores de la ley.

El Congreso de la República expidió la ley 1518 de abril 23 de 2012, “Por medio del cual se aprueba el Convenio Internacional para la protección de las Obtenciones Vegetales, UPOV 1991”. Esta es una de las tres leyes sobre el tema de propiedad intelectual que afanosamente aprobó el Congreso para que el Presidente Obama le diera la bendición a la entrada en vigencia del TLC, ya que una de sus cláusulas es la obligación de suscribir UPOV 91[1]; el Estado colombiano juiciosamente ha cumplido la tarea como lo han hecho México, Chile, Perú y los países centroamericanos, en sus respectivos TLC.

Esta norma protege las semillas manipuladas; prohíbe la siembra, el uso y la multiplicación de las semillas criollas y legitima únicamente la utilización de semillas extranjeras; además promueve la explotación y apropiación de los recursos naturales en pocas manos y atenta contra el patrimonio genético del país, contra la soberanía alimentaria -en especial de las comunidades indígenas, afro descendientes y campesinas-, y los usos y costumbres ancestrales, originando en las comunidades la pérdida de sus culturas y territorios y desconociendo que las semillas criollas son fruto del trabajo de varias generaciones que desde épocas ancestrales las han mejorado garantizando la soberanía, la autonomía y la seguridad alimentaria no sólo de ellos, sino de buena parte de la población, y, que en tal sentido, al ser patrimonio colectivo del pueblo no pueden ser objeto de apropiación por parte de particulares. En los últimos años el gobierno colombiano ha aprobado varias leyes y normas sobre semillas que son el marco jurídico para entregarle a transnacionales el control de las semillas.

La Ley 1518 de 2012 por medio de la cual se aprueba el “Convenio Internacional para la Protección de las Obtenciones Vegetales” desconoce disposiciones de rango superior y desarrollos normativos y jurisprudenciales internacionales que consagran las obligaciones del Estado de garantizar y respetar los derechos de quienes están bajo su jurisdicción y específicamente la obligación de velar por la soberanía y seguridad alimentaria de la población. El Convenio Internacional ratificado por medio de la Ley 1518, sin garantizar el derecho fundamental a la consulta previa de las minorías étnicas, busca la concesión y consecuente protección de derechos de obtentor de géneros y especies vegetales estableciendo, por un lado, determinadas condiciones que no pueden cumplir las variedades nativas y criollas porque el mejoramiento genético que han realizado los agricultores se basa en un enfoque y principios totalmente diferentes al que realizan los fitomejoradores modernos, y por otro, los alcances de su reconocimiento protegiendo intereses económicos de algunos e imponiendo el uso de semillas protegidas legalmente por requerimiento de las empresas transnacionales.

http://www.semillas.org.co

http://www.avaaz.org/es/petition/Salva_las_semillas_limpias_la_diversidad_y_la_cultura_en_Colombia/?tta

Enviado por Avaaz en nombre de Carlos

Pela responsabilização das empresas de biotecnologia por danos causados pelos transgênicos

26, junho, 2012 Sem comentários

      O segundo boletim informativo “Biodiversidade e Rio+20”, produzido pela Terra de Direitos, aponta a necessidade de responsabilização das empresas de biotecnologia pelos danos gerados pelos transgênicos no meio ambiente.

Segundo a publicação, o Protocolo Suplementar ao protocolo de Cartagena pode ser instrumento de responsabilização das transnacionais da biotecnologia por danos causados pelos transgênicos ao meio ambiente e à saúde pública.

Clique aqui para acessar o boletim em pdf.

Acesse também o planfleto sobre o tema.

A Pesquisa é um bem público – assine a petição

26, junho, 2012 Sem comentários

 

Lançamento do Movimento “Ciência Cidadã”, no FÓRUM INTERNACIONAL CIÊNCIA E DEMOCRACIA” Cúpula dos Povos – Rio+20

ASSINE a petição e faça parte do movimento pela Ciência Cidadã

Vivemos uma mudança de natureza dos riscos, das disparidades e dos perigos criados pelos modos dominantes de produção e de consumo. A globalização do livre mercado acentua as ameaças e pretende submeter a pesquisa e o desenvolvimento técnico às exigências do capital. Estes últimos anos, a acumulação de crises (a fome endêmica, a insegurança alimentar, explosões nucleares, Tchernobyl, Fukuschima, mortes por amianto, vaca louca, OGM, clonagens, agrotóxicos, aquecimento global, agricultura intensiva e exclusão dos pequenos agricultores e camponeses, erosão da biodiversidade, indisponibilidade de água, superexploração dos recursos naturais do planeta) provocada por uma sociedade inspirada em uma única visão produtivista mostrou a necessidade de levar em conta outros interesses e riscos do que os até então definidos pelos atores tecno-industriais. Nosso olhar sobre os embates a respeito do conhecimento evoluiu.

Frequentemente surge a desconfiança dos cientistas e interrogações sobre suas responsabilidades, sendo estas o sintoma de um fenômeno mais profundo.

Constata-se a crescente contestação da ciência e da peritagem, a renovação das mobilizações sociais em vários países do mundo e, consequentemente, numerosas iniciativas de envolvimento de profanos na pesquisa dos experts ou ainda a vigilância do público no que se refere à aplicação das descobertas científicas que conduziram a um excessivo poder da ciência e de suas instituições.

Diante da mercantilização dos conhecimentos e da matéria viva, da desconsideração do saber popular, estas mobilizações e iniciativas desencadearam um sobressalto democrático e um novo pacto social para uma ciência cidadã, responsável e solidária.

Longe de se reduzir a um “aumento das crenças irracionais” ou a uma falta de informação ou de “cultura científica”, pesquisadores, técnicos e movimentos sociais que reconhecem a necessidade da democratização da Ciência, afirmam que uma ciência para todos deve se construir com todos, em um diálogo com os conhecimentos outrora desvalorizados.

Na verdade, a questão não é nova. Estamos convencidos da existência de profundas interrogações sobre o papel das ciências nas opções de desenvolvimento. Elas aparecem nos debates recentes sobre o progresso, o desenvolvimento, o crescimento, o consumo, a saúde, o trabalho, o peso dos objetivos econômicos no curto prazo na definição das políticas científicas, e o desvio do conceito de inovação (um conceito a ser reinventado?) sempre sob o mais implacável rigor científico. Os fatos avassaladores relacionados às desregulamentações monetárias destes últimos anos produzem um efeito ampliado sobre essas interrogações.

Todavia, estes debates estão ainda marcados por um enfoque pontual, parcial, limitado.

É chegado o momento de posicionarmo-nos diante do lugar das ciências e tecnologias para atuarmos neste universo de crise global. Ambiental mas também societal, cultural e econômica que caracteriza o mundo atual.

Esta posição deve contar com as reflexões e análises das ciências humanas e sociais. A exclusão de suas análises e avaliações não é mais concebível na reorientação da inovação e mais fundamentalmente das ciências e tecnologias. Não queremos seguir sendo apenas legistas do passado, mas legisladores do futuro.

Abolimos a eliminação dominante das controvérsias que devem ser estimuladas como formas de resistência ao determinismo da inovação e da tecnociência.

OBJETIVOS

1. Reunir os pesquisadores, os cientistas críticos e os cidadãos engajados (ou não) nas lutas sociais da agricultura, da alimentação, da habitação, da saúde e do ambiente.

2. Associar, em uma reflexão e uma ação transversal de democratização da ciência e da peritagem, e o empoderamento da sociedade civil, daqueles atores mais capacitados ora isolados na organização compartimentada da ciência e da tecnologia.

3. Elaborar, propor, promover novas formas de fazer ciência em democracia, com a participação dos sujeitos (Convenções de Cidadãos, pesquisa participativa, Fóruns populares de educação científica, lojas de ciências, tecnologias sociais…) e submetê-las aos legisladores quando a ocasião se apresentar.

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Aumenta a disseminação de Capim-Amargoso resistente ao glifosato na sojicultura

25, junho, 2012 1 comentário

Embrapa Soja, 01/06/2012

Na última safra, observou-se um aumento na disseminação de plantas de capim-amargoso resistentes ao glifosato nas lavouras de soja, ocasionando perdas de rendimento significativas. “A seleção de biótipos resistentes a esse produto, como aconteceu com a buva na sojicultura, é um sinal de alerta para toda a cadeia produtiva. Hoje há ocorrência de capim-amargoso resistente principalmente no sul do Mato Grosso do Sul, do norte ao oeste do Paraná e em São Paulo, estado onde a planta é comum em áreas de citrus e outras frutíferas”, ressalta Dionísio Gazziero, pesquisador da Embrapa Soja.

O capim-amargoso (Digitaria insularis) pertence à família poacea ou gramínea, envolve aproximadamente trezentas espécies no mundo e inclui outras plantas bem conhecidas como o capim-colchão. Segundo Gazziero, trata-se de uma planta perene, rizomatosa com alta capacidade de rebrota, forma touceiras, e nas condições brasileiras, pode germinar o ano todo. Suas sementes são pequenas e se dispersam facilmente pelo vento. “A planta é muito comum em pastagens e acabou se espalhando pelas áreas de produção de grãos, com a ampliação da adoção da semeadura direta, passando de uma espécie considerada marginal, para uma das principais plantas daninhas no Brasil”, disse o pesquisador.

De acordo com Gazziero, mesmo as plantas adultas de capim-amargoso não resistentes que se desenvolvem na entressafra são difíceis de serem controladas. “O maior risco está em se tentar o controle de plantas já desenvolvidas, pois requerem altas doses e aplicações seqüenciais com intervalos de 25 a 30 dias. Não são raros os casos de rebrota, o que reforça a importância da eliminação das plantas novas”, conta. Ainda segundo o pesquisador, a integração do controle mecânico com o químico pode trazer resultados em plantas desenvolvidas, mas em grandes áreas essa alternativa tem baixo rendimento, é onerosa, e de pouca viabilidade prática. “Quando cortadas após a passagem da máquina, as touceras devem ser tratadas com herbicidas após cerca de 20 dias”, afirma.
No caso de biótipos resistentes, é perciso trocar de produto para complementar o controle dessa espécie. De qualquer forma todas as aplicações devem ser feitas em plantas pequenas

O manejo de plantas daninhas tem o objetivo de controlar as invasoras com sustentabilidade e vantagens econômicas. “Por ser rápido e prático, o controle químico é o mais utilizado. Mas herbicidas devem ser vistos como alternativas e parte integrante de um programa de manejo. Nos anos 1980, plantas resistentes como o leiteiro, capim-marmelada e picão-preto, foram selecionadas devido ao uso intenso de herbicidas do mesmo grupo de ação, provocando, de forma rápida, a disseminação destas espécies. Com um manejo inadequado, o banco de sementes das plantas daninhas foi aumentando, agravando o problema”, revela Gazziero.

O pesquisador alerta para a necessidade de não deixar que este tipo de probelma se repita. “Embora a resistência ao glifosato já ocorra de forma preocupante no Brasil, ainda é tempo de se evitar danos maiores. A velha e boa enxada continua a ser uma alternativa principalmente para eliminar plantas adultas, fonte da produção de sementes resistentes”, complementa Gazziero.

Carina Gomes(MTb 3914/PR)

Embrapa Soja

Contatos: 43 3371 6067

Colaboração: Dulce Mazer

Contaminação ameaça soja convencional brasileira

25, junho, 2012 Sem comentários

Perdas ameaçam competitividade de soja convencional brasileira

Em Cuiabá (MT), durante congresso, especialistas discutiram futuro cultura.

Desperdícios influenciam diretamente no desempenho da oleaginosa.

G1 MT, 24/06/2012

A pressão exercida pela transgenia nas lavouras brasileiras pressionou a área ocupada com soja geneticamente não modificada. A cada safra cai a participação dos materiais livres enquanto na outra ponta aumenta-se a participação dos GMs. Somente na safra passada, a área de transgênicos no país cresceu 20% ou 4,9 milhões de hectares a mais, puxado pela oleaginosa em 20,6 milhões de hectares, milho com 7,3 milhões de hectares e o algodão, 600 mil hectares, indicou último relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA).

Mesmo com a tradicional disputa entre as variedades o país conserva o título de maior produtor de soja e derivados não GMs do mundo, com produção voltada especialmente às demandas da União Europeia e Ásia. Na temporada 2011/12 no Brasil, 28% da área de soja foram plantados com cultivares livres, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange). Mas apesar de produzir soja livre, o que chega ao destino final (como mercado externo) não reflete em sua totalidade o volume colhido no campo, alerta Ivan Domingos Paghi, diretor-técnico da Abrange.

Em alguns casos, até 50% dos grãos convencionais perdem-se em função de fatores como dificuldades na segregação, problemas infraestruturais. De uma média de 18 milhões de toneladas anualmente produzidos com soja convencional no país somente 6 milhões chegam até o consumidor final, estima Ricardo Souza, diretor-executivo da Abrange. “Se observamos que 28% da produção são de não transgênico e exportamos 6 milhões de toneladas, certamente a soja acaba se perdendo ou por questões logísticas, de contaminação, colheita”, destaca.

O desafio dos produtores que optam pela utilização da soja livre é manterem-se distantes da contaminação pelos grãos geneticamente alterados. “As empresas organizam sua produção, os agricultores a logística e os portos preparam-se para receber a produção. É uma questão de controle de qualidade”, pondera o diretor da Associação.

Riscos de contaminação pelos materiais transgênicos também ampliam as chances de produtores de convencionais perderem a produção. Podem ocorrer a partir de diferentes fatores como a utilização de máquinas em lavouras transgênicas e posteriormente encaminhadas para trabalhar em áreas livres, além de armazéns, lembram os representantes da Abrange.

“O que se contamina é preciso vender como transgênico e pagar royaltie”, cita ainda Ricardo Souza. Para Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho no Brasil (Aprosoja), prevenir-se contra a contaminação de grãos requer altos investimentos e que, nem sempre, estão acessíveis ao produtor rural.

“Não é simples, pois você não está 100% livre da não contaminação. É muito dinheiro que se precisa ter para uma estrutura diferente”, reforça Silveira.

A imposição exercida pela transgenia vai continuar incidindo sobre a sojicultura brasileira. Mas para a Abrange, cabe ao produtor tomar a decisão de aderir – ou não – às culturas. “Não somos contra a tecnologia, mas desde que se mantenham as opções [de escolha] ao produtor”, menciona Ivan Paghi.

Em cima do muro
No mercado de sementes, que anualmente reduz a oferta de variedades livres, garantir a disponibilidade de não GMs é o primeiro passado para manter a sobrevivência dos produtores convencionais. Mas para a Abrange, as empresas devem ‘sair de cima do muro’. Ou seja, decidirem-se sobre qual nicho de mercado pretendem trabalhar.

“É o primeiro passo, pois já são poucas as sementeiras. Hoje o Brasil tem em torno de 600 sementeiras e quem produz soja transgênica ganha pelo produto e também pelos royalties. O perigo é o produtor ficar refém disso”, pondera Ivan Paghi.

Ação contra o uso de agrotóxicos surpreende evento da CNA na Rio + 20

25, junho, 2012 Sem comentários

Manifestação organizada pela Via Campesina e pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida desmascara as falsas soluções do agronegócio em evento da CNA-Monsanto-Embrapa.

por Via Campesina / ALBATV / Radio Mundo Real

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Assembleia dos Povos define propostas para a soberania alimentar

22, junho, 2012 Sem comentários

Assembleia da Cúpula dos Povos realizada ontem (21) no Aterro do Flamengo definiu propostas para a soberania alimentar: “A agroecologia é nosso projeto político para a transformação dos sistemas de produção de alimentos. É importante que sigamos fortalecendo as alianças entre as organizações do campo e da cidade, em especial promovendo a agricultura urbana e peri-urbana”.

O documento final com as Nossas Soluções pode ser lido no site da Cúpula:
http://cupuladospovos.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Plenaria-3-nossas-solu%C3%A7%C3%B5es.pdf

 

Agrosustentável? Que mentira, CNA!

21, junho, 2012 Sem comentários

Nesta quinta feira (21), militantes da Via Campesina de vários países ocuparam o AgroBrasil, espaço da Confederação Nacional da Agricultura na Rio+20. O objetivo foi denunciar que o agronegócio é insustentável, e anunciar que o único modelo sustentável é a agricultura camponesa e a agroecologia, como nos conta Cléber Folgado, coordenador da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Veja também: Via Campesina acaba com festa da hipocrisia da CNA e denuncia agrotóxicos