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Arquivo de 8, agosto, 2012

Produtores pedem ajuda para liberação de soja transgênica para China

8, agosto, 2012 1 comentário

Quando interessa, setores que defendem as leis de mercado e o Estado mínimo lembram que o governo existe e exigem sua intervenção. Em pauta, de novo, a estratégia do fato consumado, que tanto funcionou com o Lula. Quando a nova semente da Monsanto foi repassada aos sementeiros já se sabia que a China não a aceitaria. As sementes foram multiplicadas mesmo assim, e agora os produtores alegam que se o governo nada fizer amargarão prejuízo de R$ 500 milhões. Querem botar nas costas do governo um problema criado por eles e pela Monsanto. De quebra, vão chiar das restrições que vêm sendo impostas aos venenos agrícolas mais tóxicos, como aqueles que o Ibama quer banir por afetarem as abelhas, e os 14 cuja toxicologia está sendo reavaliada pela Anvisa.

Vale ainda lembrar que:

- quem plantar a sementes da soja RR 2 pagará 7,5% de sua receita como royalty

- produtores não estão botando muita fé nas promessas da Monsanto – cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça…

- a Monsanto depende dessa semente para manter seu monopólio, já que as patentes sobre a soja RR estão expirando

- o Bt introduzido na semente controla supostamente pragas que não afetam as plantações do Sul do país

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Agencia Estado, via G1, 08/08/2012

Produtores pedem ajuda para liberação de soja transgênica para China

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira, irá pedir a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que negocie com o governo chinês para liberação da importação por aquele país de grãos da nova variedade de soja transgênica da Monsanto, a Intacta RR2, que foi lançada comercialmente neste ano. Segundo Silveira, a restrição da China à nova cultivar irá provocar um prejuízo de R$ 500 milhões, valor correspondente às 500 mil sacas de sementes que estão disponíveis para plantio na próxima safra.

O presidente da Aprosoja calcula que os agricultores deixarão de ter uma renda adicional de R$ 150 milhões, que seria proporcionada pela maior produtividade da nova variedade de soja. Além da tolerância ao herbicida glifosato, que é uma característica da soja RR, a soja Intacta também apresenta proteção contra as principais lagartas que atacam as lavouras, o que contribui para reduzir os gastos com agrotóxicos.

Os produtores também vão pedir a intervenção da Casa Civil para reverter uma decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que proibiu o uso de quatro ingredientes ativos de agrotóxicos utilizados na pulverização aérea de lavouras. A Aprosoja estima que a proibição vá restringir o uso na pulverização aérea de 30 agrotóxicos utilizados no combate às principais pragas e doenças.

A restrição diz respeito apenas à pulverização aérea, pois as outras formas de aplicação dos produtos estão liberadas. Segundo a Aprosoja os produtores da Região Centro-Oeste, em especial Mato Grosso, são os principais interessados. Naquela região a aviação agrícola é utilizada para pulverizar as plantações, principalmente em anos chuvosos, quando o manejo com a utilização de tratores é mais difícil e aumenta o risco de perda por causa da infestação de pragas.

A Aprosoja deve aproveitar a reunião na Casa Civil para pedir a liberação de novos princípios ativos de agrotóxicos. Silveira relatou que quando a presidente Dilma Rousseff era chefe da Casa Civil foi criada uma comissão que iria acelerar a aprovação dos novos defensivos agrícolas, mas os trabalhos não avançaram. Os produtores reclamam da demora do Ibama e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aprovação das novas moléculas, que já são comercializadas em outros países.

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Produção orgânica rende mais que convencional

8, agosto, 2012 Sem comentários

- A produtividade nos dois sistemas é equivalente

- Em anos de seca a agricultura orgânica tem melhor desempenho

- Sistemas orgânicos recuperam a matéria orgânica dos solos

- Sistemas agrícolas convencionais produzem 40% mais gases de efeito estufa

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Redação do Site Inovação Tecnológica

Plantações orgânicas produzem o mesmo rendimento em grãos em lavouras de milho e soja em relação às plantações convencionais, mas utilizam 30 por cento menos energia, menos água e nenhum pesticida. Esta é a conclusão de um estudo que durou nada menos do que 22 anos, conduzido pelo professor David Pimentel, da Universidade de Cornell, Estados Unidos.

“Lavouras orgânicas oferecem vantagens reais em plantações de milho e soja,” afirma o pesquisador em um artigo publicado no exemplar de Julho da revista Bioscience. O estudo compara a plantação orgânica com a plantação convencional de lavouras de soja e milho em termos de seus custos e benefícios ambientais, energéticos e econômicos.

“O cultivo orgânico desses grãos não apenas utiliza uma média de 30 por cento menos energia fóssil, mas também conserva mais água no solo, induz menos erosão, mantém a qualidade do solo e conserva mais recursos biológicos do que a agricultura convencional,” afirma Pimentel.

O experimento de 22 anos, intitulado “Rodale Institute Farming Systems Trial“, comparou uma fazenda convencional, que utiliza aplicações de fertilizantes e pesticidas recomendados por especialistas, com uma fazenda que utiliza esterco animal como adubo e outra, que cultiva legumes orgânicos e utiliza uma rotação de três anos de ervilha/milho e centeio/soja e trigo. Os dois sistemas orgânicos não receberam nenhum tipo de pesticida ou fertilizante químico.

A pesquisa comparou a atividade de fungos no solo, rendimento em grãos, eficiência energética, custos, alterações da matéria orgânica ao longo do tempo, acumulação de nitrogênio e lixiviação de nitratos dos dois sistemas de cultivo.

“Primeiro e mais importante, nós descobrimos que o rendimento do milho e da soja foram os mesmos nos três sistemas,” afirmou Pimentel, acentuando que, embora o rendimento do milho orgânico tenha sido de apenas um terço do convencional durante os quatro primeiros anos do estudo, ao longo do tempo os sistemas orgânicos produziram mais, especialmente sob condições de seca.

A razão para esse maior rendimento da agricultura orgânica é que a erosão do vento e da água degradou o solo na fazenda convencional, enquanto que o solo das fazendas orgânicas melhorou continuamente em termos de matéria orgânica, umidade, atividade microbiana e outros indicadores de qualidade do solo.

O fato de que os sistemas de agricultura orgânica absorvem e retêm quantidades significativas de carbono no solo também tem implicações para o aquecimento global, afirma o professor, destacando que o carbono no solo das fazendas orgânicas aumentou de 15 para 28 por cento, o equivalente à captura de 1.500 quilos de dióxido de carbono do ar por hectare plantado.

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