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Arquivo de setembro, 2012

Pelo banimentos dos agrotóxicos já banidos em outros países

30, setembro, 2012 Sem comentários

É inaceitável que o nosso país continue sendo a grande lixeira tóxica do planeta. Por isso, desde 2011, diversas entidades nacionais criaram a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Exigimos que sejam banidos os 14 tipos de agrotóxicos banidos no resto do mundo que ainda são permitidos no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos!

Mais informações em: http://www.contraosagrotoxicos.org

http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_banimentos_dos_agrotoxicos_ja_banidos_em_outros_paises/?tta

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Grãos transgênicos voltam a assustar a Europa

29, setembro, 2012 Sem comentários

obs: pena que a reportagem esqueceu de avisar aos leitores que a Anbio é entidade financiada por empresas como Monsanto, Cargill etc. e sempre defendeu a liberação facilitada dos transgênicos

 

CARTA CAPITAL, 28/09/2012.

O debate sobre os possíveis malefícios dos alimentos transgênicos voltou com força depois que uma pesquisa científica francesa relacionou o aparecimento de tumores cancerígenos em ratos com o consumo de milho geneticamente modificado. O estudo causou alvoroço e o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, chegou a anunciar medidas de incentivo à proibição dos OGM (organismos geneticamente modificados) em toda a Europa, caso se confirme o resultado da nocividade do produto.

Na pesquisa, publicada pela revista “Food and Chemical Toxicology”, 200 ratos foram alimentados durante dois anos de formas distintas: o primeiro grupo com grãos de milho NK603 geneticamente modificados e o pesticida Roundup; o segundo com o OGM, mas sem o pesticida; o terceiro sem o OGM, mas com o pesticida; e o quarto sem OGM nem pesticida. O resultado apontou uma alta taxa de mortalidade dos três primeiros grupos causada por grande incidência de câncer.

As imagens divulgadas eram impressionantes: tumores do tamanho de bolas de pingue-pongue que chegavam a representar 25% do peso dos ratos. As fêmeas foram mais afetadas nas glândulas mamárias e os machos, nos rins e no fígado.

Na prática, o alimento trangênico não é consumido sem o pesticida, já que os grãos são modificados justamente para se tornarem mais resistentes ao produto, que acaba matando apenas as pragas, não a planta. Segundo o coordenador do projeto, Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, essa foi a primeira vez que os efeitos a longo prazo tanto do transgênico quanto do pesticida Roundup foram avaliados em tal profundidade.

A norte-americana Monsanto, empresa responsável pelos dois produtos e maior produtora de transgênicos do mundo, anunciou em comunicado que seus pesquisadores vão revisar o documento, mas adiantam que “alegações similares foram feitas pela mesma pessoa e por outros grupos de pressão contra a biotecnologia” e que foram “sistematicamente refutadas por artigos avaliados por pares, bem como pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos”. A empresa também questiona o autor do trabalho, que “já foi amplamente refutado pela comunidade científica mundial no passado”.

Uma das principais críticas à metodologia foi a utilização dos ratos albinos Sprague Dawley. “O animal utilizado é inadequado, já que tem uma tendência natural ao câncer. E também eram em número abaixo do recomendado”, alega Leila Oda, presidente da Associação Nacional de Biosegurança, a ANBio. O uso dos ratos albinos também foi questionado na Europa, mas de acordo com pesquisadores do Centre National de Recherche Scientifique, sua presença é frequente em laboratórios.

A representante da ANBio também criticou o sensacionalismo em torno da notícia: “Os responsáveis pela pesquisa deveriam ter contatado os órgãos reguladores imediatamente, ao invés da mídia como foi feito”. Ela alega também que os testes foram feitos em apenas um tipo de milho transgênico, ou seja, mesmo se o resultado for real, o problema pode estar naquele OGM específico – o que não é o caso do pesticida Roundup, um dos mais usados no mundo.

Revolução agrágria

O primeiro-ministro francês já avisou a imprensa local que vai se opor aos alimentos transgênicos, caso seu perigo seja confirmado. “Pedi um inquérito rápido que permita verificar a validade científica deste estudo. Se os resultados forem conclusivos, (o ministro francês da Agricultura) Stéphane Le Foll defenderá a proibição dos OGM em nível europeu”, afirmou Ayrault. Os resultados são esperados para fim de novembro.

A União Europeia restringe com rigor o cultivo de alimentos trangênicos. Atualmente só é permitida a plantação de dois produtos do tipo: o milho 810, da Monsanto e a batata Amflora, da alemã BASF, que já não é mais cultivada no continente. No entanto, grandes quantidades de grãos geneticamente modificados são importadas para alimentar a criação de animais e servir de base para alimentos de consumo humano. É permitido o comércio de outros 44 tipos de OGM.

Na França, os criadores começam a se preocupar com a possibilidade da proibição à importação: “Nosso país importa 40% de toda proteína, principalmente a soja, cujo padrão no mercado mundial é OGM. Entre 75% e 80% do gado francês é alimentado a base de transgênico”, informou à Reuters Valérie Bris, responsável da alimentação animal de Coop de France, que representa mais de dois terços das empresas do setor.

Desta forma, proibir a entrada de transgênicos em território europeu seria fazer obrigatoriamente uma revolução agrária. “A União Europeia importa cerca de 40 milhões de toneladas de soja anualmente, praticamente toda a soja que consome. Gostaria de saber onde ela conseguiria substitutos para todo esse OGM”, questiona Lucílio Alves, professor do departamento de economia da Escola Superior de Agricultura da USP. O Brasil sozinho exportou quase 6 milhões de toneladas apenas de soja em grãos para o velho continente em 2010.

Não resta dúvidas de que seria extremamente complicado por em prática uma restrição dessa amplitude. E a questão não seria apenas o cultivo, mas o manuseamento da colheita. “Seria necessário fazer uma segregação entre os produtos OGM e não-OGM, senão esse último poderia ser contamidado. O armazenamento e o transporte também teriam que ser cuidados e limpos, para não haver resíduos durante todo o processo da colheita até a chegada na Europa”, explica o professor.

A importação de grãos sem modificação genética sairia consideravelmente mais cara, um aumento de 12% segundo Valérie Bris. “Se a medida fosse adotada apenas pela França, isso nos colocaria em uma situação de competitividade desastrosa em comparação aos outros países europeus”, diz a responsável.

No entanto, Alves acredita que se toda a União Europeia realmente determinasse a interdição dos OGM e pagasse um preço mais caro, os produtores se interessariam pelo negócio. “Será que a Europa estaria disposta a pagar um valor adicional por esse produto, por essa segregação? Se estivessem, seria possível sim”, conclui.

Equipe de Séralini rebate criticas

27, setembro, 2012 14 comentários

FAQ – da equipe de pesquisa do CRIIGEN

Protocolo – Resultados – Discussão

http://www.criigen.org/SiteEn/index.php?option=com_content&task=view&id=368&Itemid=130

Tradução: Paulo Cezar Mendes Ramos – Analista ambiental ICMBio; Membro da CTNBio; Coordenador do GT de Agrotóxicos e Transgênicos da ABA

 

SEÇÃO UM: PROTOCOLO

Por que não usar um alimento variado “referência” sobre seus controles, como fez a Monsanto?

Em ciência, devemos estudar uma variável de cada vez. Podemos assim comparar seriamente apenas a um controle geneticamente semelhante demonstrado ser substancialmente equivalente ao estudar precisamente o efeito do OGM.

Por que não ter usado um método estatístico padrão?

Esses métodos não tem sido julgados satisfatórios pelos organismos especializados para demonstrar a toxicidade para grupos de 10 ratos. No entanto, as diferenças máximas de mortes ou tumores com os controles (600 dias, 2 – 5 vezes mais) falam por si.

Além disso, há uma subestimação dos efeitos tumorigênicos no final de dois anos, comparados aos controles de acordo com os dados dessas curvas. Esta subestimação se deve ao fato de que os controles estão vivendo mais tempo e desenvolvendo patologias, incluindo tumores, no final da vida.

Qual o grau de confiança que existe em diferenças significativas encontradas pelo método estatístico OPLS-DA, não existem valores de p?

Este é um dos mais modernos métodos para tratar um grande número de variáveis, tais como em genómica, na verdade o significado não passa através do valor-p reservado para outros testes.

(Nota do tradutor: OPLS-DA – Análise Discriminante de Projecções Ortogonais para Estruturas Latentes – trata-se de método em Quimiometria Metabonômica e Metabolômica utilizada para análises metabólicas. Dados Metabolômicos podem dar uma visão imparcial de alterações no metabolismo durante as mudanças ambientais, genéticas ou de desenvolvimento. Em vez de rastreamento de somente alguns metabólitos, alterações nas quantidades relativas em 300 a 1000 ou mesmo mais metabólitos podem ser registrados e analisados, cobrindo todas as principais vias metabólicas.)

Por que mostraram as análises bioquímicas no mês 15?

Não poderíamos colocar tudo em um primeiro artigo. Este é o último ponto no tempo quando há mais ratos vivos, que demonstra significância.

Os ratos foram tratados durante o experimento por outras moléculas? Sanitizantes? Antibióticos?

Não. Não com as Boas Práticas de Laboratório em geral, caso contrário êles são excluídos do experimento.

Por que você estava usando duas formulações diferentes do Roundup (com água contaminada e culturas)?

As formulações contém cerca de 500 g/L de glifosato. Elas têm nomes diferentes em países diferentes.

Onde você cultivou o milho e tratou os ratos?

Utilizamos o milho do Canadá porque lá a cultura desse OGM é permitida, ao contrário da França. A experiência com ratos foi realizada na França e as análises foram realizadas em laboratórios diferentes, na França e na Itália, alguns desejam manter o anonimato.

Os proponentes deste tipo de estudo são geralmente empresas industriais e o fato de que uma ONG e uma Universidade desenvolveram este estudo juntos significa que ele é independente e exclusivo.

O milho usado como controle é exatamente o mesmo que os OGM?

Uma identidade genética não é possível devido ao método de produção de sementes, mas é o mais próximo genética e fenotipicamente.

Os diferentes milhos foram cultivados ao mesmo tempo? As condições climáticas eram as mesmas?

Absolutamente sim e geograficamente muito próximas, embora evitando contaminação cruzada.

Quantas vezes os milhos foram tratados? Em que momento?

Uma vez durante a cultura com Roundup, quando tratados. Resíduos de glifosato e AMPA (ácido aminometilfosfônico, principal metabólito microbiano da biodegradação do Glifosato – considerado tóxico – nota do tradutor) em OGM são reconhecidos e regulamentados, mesmo nos tecidos dos animais que os consomem. Renúncias dos direitos para exceder são regularmente concedidas, infelizmente. Este não era o caso para nós.

Houve glifosato na água dos controles?

Não dentro de limites de detecção. Nós mudamos a água semanalmente e contaminamos com as doses precisas indicadas para os tratamentos.

Por que você usou uma média e não uma mediana para o limite de envelhecimento?

É o costume geral; há pouco dito da vida mediana dos franceses por exemplo. Não tiramos dela quaisquer cálculos estatísticos, mas uma marca gráfica.

SEÇÃO DOIS: OS RESULTADOS

Qual é a magnitude da diferença na mortalidade dos controles em relação à norma histórica?

Cada experimento tem suas próprias condições, a norma histórica é muito grande para ser um comparador relevante. Os controles estão na vida normal média, e as nossas diferenças são comparadas com os controles do experimento.

Como você explica a ausência de manifestação de distúrbios bioquímicos nos machos?

Ao contrário, há muitos. No entanto, não são apresentados todos os resultados no estudo, o que era impossível por causa de seu número. Há sempre uma diferença de tempo entre distúrbios bioquímicos, os primeiros a aparecer e lesões patológicas que observamos em ambos os sexos. Nos machos, as lesões patológicas foram anteriores e maiores do que nas fêmeas e essas lesões são as mais notadas.

As mesmas diferenças podem ser encontradas em todos os tratamentos, como você sabe que os controles não são os anormais? Ou que não é devido à sorte?

Nossos controles correspondem aos valores observados nas espécies. Achados patológicos têm explicações lógicas para todos os tratamentos, são consistentes e numerosos o suficiente para não ser relacionados ao acaso; extensivas estatísticas a nível bioquímico são consistentes e demonstram isto. Nossos estudos in vitro são consistentes.

Como você pode ter certeza de que uma depleção tão pequena em ácidos caféico e ferúlico explica também uma grande variedade de patologias?

Existem para nós indicadores compreensíveis para as alterações no metabolismo do milho que poderia ter acontecido, as pegadas lógicas muito interessantes da literatura científica e o nosso trabalho, eles em nenhuma maneira excluem a ação de outros metabólitos tóxicos devido aos OGM e é por isto que estamos a pedir financiamento para análise em proteômica, transcriptômica, a fim de saber detalhes chave mecanísticos dos eventos.

Você tem quaisquer resultados interessantes para as doses de Roundup em tecidos, microbiologia e dosagem transgene?

Sim, nós temos resultados que devem ser concluídos e que nos dão pistas muito interessantes que serão publicadas mais tarde. Várias publicações estão planejadas após este trabalho preliminar.

Por que usar o limite de 17.5 * 17.5 mm nos machos e 20 * 20 mm nas fêmeas para contagem de tumores?

Porque é o tamanho-limite em que mais de 95% dos tumores são não-regressivos.

O que é a base para determinar os critérios de patogenicidade utilizados na tabela 2? Que classificação você usa?

Por eliminação diferencial dos menores intervalos.

Mediram-se com resíduos de glifosato no NK603 ou o alimento seco?

Sim, nós checamos o seu uso e a presença de todos os pesticidas. Os valores foram abaixo os limites regulamentares. Os limites de quantificação em diversas matrizes são diferentes.

Você indica um efeito de estresse oxidativo em ratos devido a seus tratamentos, os marcadores de estresse oxidativo estão corrompidos?

Sim para os citocromos no fígado e o GST, por exemplo.

(Nota do tradutor: Glutationa S-transferase (GST) é uma família de enzimas que desempenham um papel importante na desintoxicação de xenobióticos.)

O milho tem sido pulverizado com outros pesticidas? Encontraram-se com outros resíduos?

Sim, normalmente, não eram culturas orgânicas que nós poderíamos testar daí por diante. Não há nenhum pesticidas acima do limite de quantificação em alimentos.

SEÇÃO TRÊS: DISCUSSÃO

Os resultados que você encontrou neste estudo são correspondentes aos distúrbios encontrados nos testes subcrônicos reanalizados anteriormente em suas publicações, que a Monsanto sub-interpretou?

Sim, há sinais de toxicidade hepatorrenal que foram publicados anteriormente depois de apenas 90 dias de tratamento, que são relatados firmemente como patologias em nossa experiência a longo prazo.

Você acha que essas patologias podem ser transmissíveis aos seres humanos?

Muito geralmente, sim, mas não todas. Na verdade, quaisquer sinais de toxicidade em ratos devem ser tomados em conta para a proibição de um produto. Há 50 anos os estudos são realizados em ratos ou células humanas para produtos que não são testados em seres humanos (onde eles testam apenas drogas, não testam OGMs, nem pesticidas e nem químicos). E, para drogas, testes em ratos ou 2-3 mamíferos precedem qualquer ensaio clínico. Se mostram efeitos graves, os seres humanos não são tratados em seguida. Distúrbios hormonais são certamente relevantes para as mulheres para contribuir para tumores de mama e efeitos hepatorrenais foram encontrados em células humanas in vitro.

Por que você cita Zhang et al. 2012 como referência? Esta referência não se relaciona com OGMs.

Uma hipótese é que novo micro RNA produzido por OGMs pode interferir com o metabolismo. Nós não poderíamos deixar isto não dito, mas temos outras hipóteses explicativas.

Como você explica que os efeitos não são encontrados nas populações humanas? Ninguém nunca notou um aumento no câncer de mama em populações expostas ao Roundup?

Há uma explosão no número de tumores de mama que não são explicados por estudos epidemiológicos. Lembramos-lhe que os OGMs não estão sendo rotulados, o consumo de OGM nos EUA não está listado, nem para o uso do Roundup ao redor do mundo.

Recomenda-se a experimentar em 50 ratos para estudo estatutório sobre a carcinogênese. Qual o valor de trazer seus resultados em 10 ratos?

Foram estudados 200 ratos, 10 ratos/grupo. Estudos bioquímicos legais são recomendados pela OCDE em no mínimo 10 ratos por grupo.

Nenhum estudo legal que permitiu a autorização dos OGM tinha mais de 10 ratos medidos por grupo.

Portanto, fizemos os testes mais robustos do mundo, especialmente porque estávamos a analisar a longo prazo.

Nós não poderíamos antecipar os resultados dos tumores, mas nós observamos e os registramos neste estudo, o que era normal, não é o estudo dos efeitos de carcinogênese específicos com 50 ratos/grupo que não teria permitido observar os efeitos hepatorrenal e outros.

As concentrações de ácido ferúlico encontradas são correspondentes as indicadas na experiência da Monsanto?

A Monsanto infelizmente não mediu as concentrações de ácidos hepatorrenais e mama-protetor diretamente na dieta, mas apenas uma vez o ácido ferúlico no milho e no controle de OGM.

Você diz que 76% dos parâmetros no rim estão perturbados, em que isto mostra toxicidade? Eu não entendo esse método.

Registramos todos os parâmetros perturbados em comparação aos controles e comparamos com o número de parâmetros relacionados com a atividade renal, sobre o conjunto de todos os parâmetros. Nós temos 48% dos parâmetros renais entre todos os parâmetros medidos, ainda 76% dos perturbados são marcadores da atividade renal! Qualquer médico iria entrar em pânico para um paciente neste caso. A distribuição não pode ser devido ao acaso. (Esta figura foi 42% em uma de nossas publicações anteriores, de parâmetros perturbados, 24,9% medidos no rim de machos e um consumo trimestral em média de 19 OGMs, normas de ensaios). O rim é 1,5 vezes mais afetado do que outros órgãos.

Roundup aumenta o tempo de vida em machos? Isso não é um melhor indicador da segurança deste herbicida? Esse aumento é dose-dependente do mesmo. Estranhamente você não falar sobre isso, por que?

Deixamos a você esta interpretação equivocada! Machos tratados eram mais doentes do que os controles em todos os casos, mesmo em um caso em cada 6 tratamentos (3 machos + 3 fêmeas) não havia nenhuma mortalidade extra em qualquer dose antes de espectativa média de vida. Porém, estes ratos perdem peso (discutido em outra publicação) e isso pode dar-lhes alguma resistência.

Você comparou os resultados com os do estudo japonês de Sakamoto, ou algum outro? Ao contrário do que você diz você não é o primeiro a estudar a segurança de um OGM por 2 anos.

Sim. Nenhum foi tão abrangente como o nosso, e nenhum é sobre o milho NK 603 além de 3 meses.

Por que você escolheu ratos Sprague Dawley?

Este é o modelo mais comum nesses estudos, o mais conhecido.

Você já fez o estudo em um ambiente de Boas Práticas de Labortório, é o estudo BPL? O fato de não sê-lo não o denigre?

Não havia nenhum protocolo padrão para este tipo de estudo muito longo com OGM, nós o estabelecemos enquanto o aprimoramos. Este é o primeiro no mundo. Assim, não poderia haver qualquer padrão previamente definido para esse tipo de teste. Além disso, esta pesquisa é um protocolo onde adicionamos juntamos análises, bioquímica e microscópica para entender o que estava acontecendo. Agora ele pode servir de exemplo para estabelecer padrões para BPL para OGMs, muito mais sérios do que o que as agências de saúde fazem hoje que não trabalham honestamente nem cientificamente. No entanto, nós fizemos isso em um ambiente de laboratório BPL, claro.

 

Produzido pela equipe do Prof. Séralini.

Rússia decide barrar as importações de milho da Monsanto

26, setembro, 2012 Sem comentários

A reportagem ouviu Monsanto e CIB, que dá quase no mesmo, mas não se deu ao trabalho de ouvir um pesquisador, entidade científica ou ONG que defenda o estudo.

VALOR ECONÔMICO, 26/09/2012 (Via IHU-Unisinos)

Uma semana após a publicação de um controverso estudo sobre os riscos de uma variedade de milho transgênico à saúde humana, a Rússia anunciou ontem a suspensão das importações e do uso do grão desenvolvido pela Monsanto.

Foi a primeira resposta prática de um país às descobertas apresentadas pela equipe do cientista francês Gilles Eric Séralini, da Universidade de Caen. O trabalho, publicado na conceituada revista científica Food and Chemical Toxicology, demonstrou que ratos alimentados com a variedade de milho NK 603, da Monsanto, e expostos ao herbicida glifosato apresentaram maior incidência de câncer e outras doenças graves, além de maior taxa de mortalidade.

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O milho NK 603, cultivado em larga escala em países como os Estados Unidos e o Brasil, é geneticamente modificado para resistir ao glifosato, um agrotóxico usado para matar ervas daninhas.

Como a Rússia é um exportador de milho, as consequências da decisão sobre o comércio internacional da commodity tendem a ser nada mais do que desprezíveis. De todo modo, a notícia é um trunfo para os críticos da transgenia, particularmente numerosos na Europa.

Na França, onde os transgênicos estão banidos desde 2008 – motivo de choques com a Comissão Europeia, que liberou o cultivo de algumas variedades -, o estudo serviu de pretexto para que as autoridades voltassem a atacá-los. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault disse na semana passada que seu país defenderá a proibição do milho transgênico em todo o bloco caso as conclusões sejam ratificadas.

A Agência Francesa para Alimentos, Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional (Anses, na sigla em francês) adiantou que vai apresentar suas conclusões sobre o estudo até o fim de outubro. Já a Comissão Europeia solicitou à Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) que revise o estudo e espera uma posição até o fim do ano.

Desde o fim dos anos 1990, quando a Monsanto colocou no mercado suas primeiras sementes geneticamente modificadas, diferentes lobbies científicos (contrários e favoráveis à adoção da tecnologia) promovem uma verdadeira guerra de estudos e versões sobre o impacto da tecnologia para a saúde e o meio ambiente – o próprio Séralini é presidente do Conselho Científico do Comitê para Pesquisa e Informação Independente sobre Engenharia Genética (Criigem), uma entidade que, nos últimos anos, posicionou-se persistentemente contra o uso de organismos geneticamente modificados.

Pesquisadores simpáticos à transgenia trataram de desqualificar o trabalho do cientista francês. “Esse estudo não pode ser considerado sério do ponto de vista científico porque utiliza métodos muito discrepantes daqueles utilizados pela ciência”, rechaçou Adriana Brondani, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), entidade sustentada por empresas do setor.

A cientista argumenta que faltam dados claros sobre como a dieta dos animais foi conduzida, que o tamanho das amostras é insuficiente e que a linhagem dos ratos utilizados possui uma propensão ao desenvolvimento de tumores. “Além disso, a pesquisa foi conduzida por dois anos, o que é um período excessivamente longo em se tratando de ratos”, afirma. Brondani lembra que diferentes estudos publicados na mesma revista apresentaram conclusões bastante diferentes.

Para a Monsanto, o estudo “não atende as normas mínimas aceitáveis para esse tipo de pesquisa científica, as descobertas não são fundamentadas pelos dados apresentados e as conclusões não são relevantes para efeitos de avaliação de segurança”. A empresa alega ainda que toxicologistas e especialistas em saúde “veem problemas fundamentais com o formato do estudo” e que os dados apresentados “não suportam as interpretações do autor”.

Carta de Cunha – 3a FEIRA DE TROCA DE SEMENTES, MUDAS E ANIMAIS CAIPIRAS

25, setembro, 2012 Sem comentários

A ampliação dos transgênicos no Brasil. Entrevista especial com Leonardo Melgarejo

25, setembro, 2012 Sem comentários
Do portal do Instituto Humanitas / Unisinos , 25/09/2012

“Entendo que os riscos são grandes, que as avaliações de biossegurança são insuficientes, mas espero estar errado”, pondera o engenheiro agrônomo.

Confira a entrevista.

soja transgênica Intacta RR2 Pro, que causou polêmica entre os produtores do Mato Grosso, incorpora um novo trangene e resiste “a banhos de herbicidas à base de glifosato, como também carrega, em todas suas células, uma toxina que não está presente na soja convencional”, diz o engenheiro agrônomo,Leonardo Melgarejo, à IHU On-Line em entrevista concedida por e-mail. Para ele, a crítica dos produtores à Monsanto, por comercializar o produto antes da aprovação do mercado chinês, é “coerente”. “Os produtores se preocupam com a contaminação das cargas destinadas à exportação, que poderiam ser rejeitadas pelo maior mercado consumidor da soja brasileira. As implicações seriam enormes, pois, uma vez liberado o plantio, a contaminação seria inevitável”, salienta.

De acordo com Melgarejo, a Intacta RR2 Pro promete reduzir o uso de inseticidas e combater lagartas que “prejudicam” a produção. Entretanto, esclarece, “o que costuma ocorrer é que os insetos-alvo terminam adquirindo resistência, e, mesmo antes disso, outros insetos que eram pragas secundárias crescem em importância, exigindo tratamentos químicos que antes não eram realizados”. Representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA na CTNBio, o agrônomo ressalta que “não há sequer um acompanhamento” de plantio transgênico e não transgênico. “Dispomos apenas de estimativas com base na comercialização de sementes, que ocultam dados relativos ao contrabando e ao uso de sementes próprias”. E dispara: “Ademais, o milho e a soja entram em praticamente todas as cadeias de alimentos processados. A única maneira de assegurar ausência ou pelo menos redução no consumo de transgênicos, isso na alimentação de qualquer família, reside na aproximação com redes de produtores orgânicos”.

Leonardo Melgarejo é engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural, e doutor em Engenharia de Produção pela Universidade de Santa Catarina – UFSC. É membro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra, no Rio Grande do Sul.

Confira a entrevista. 

Leia mais…

Transgênicos aumentam em até três vezes ocorrência de câncer em ratos

20, setembro, 2012 1 comentário

AFP, via IG, 19/09/2012

Estudo revelou que ratos alimentados com milho geneticamente modificado morreram mais rápido. Cientistas afirmam que resultados de pesquisa são alarmantes

No estudo, 200 ratos foram alimentados durante dois anos com três tipos diferentes de milho

O milho NK 603 está liberado para plantio e consumo no Brasil e foi considerado seguro pela CTNBio

Os ratos alimentados com organismos geneticamente modificados (OGM) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência do que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista “Food and Chemical Toxicology”, que considera os resultados “alarmantes”.

“Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com OGM. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos”, explicou Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo.

Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais utilizado do mundo) e com milho não alterado geneticamente tratado com Roundup.

Plante semente crioula

20, setembro, 2012 1 comentário

http://estanislauschumann.blogspot.com.br/2012/09/semente-crioulacuidarmultiplicar-e.html, 18/09/2012

Os alunos do EMIEP (Ensino Médio Integrado à Educação Profissional) Técnico em Agronegócio,em parceria com a ONG ASPTA da filial de Palmeira-Pr , estão distribuindo gratuitamente aos pequenos agricultores do nosso município 100 sacas de sementes de milho das variedades Caiano, Azteca,Fortuna,Nutricional,Composto eTostão,todas crioulas.

A importância de cultivar esse tipo de semente deve-se ao fato de que elas sempre estiveram presentes com nossos pequenos agricultores,sendo cultivadas ano após ano por essas famílias, portanto já estão adaptadas às nossas condições de clima e solo, e tudo isso sem precisar dos venenos e nem dos adubos químicos.

Todas estas sementes produzidas e acompanhadas no seu desenvolvimento com a assessoria da AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia estão sendo distribuídas gratuitamente para as famílias agricultoras das regiões Centro Sul do Paraná e Planalto Norte Catarinense,que fazem parte do grupo de discussão sobre agroecologia Coletivo Triunfo. Cada família tem o direito de receber um pacote de 20 kg de sementes da variedade que ela desejar, tendo como compromisso de multiplicar, para que desta forma possa ter sua própria semente para novos plantios.

Esta iniciativa já vem acontecendo desde o ano passado junto com as famílias da região e este ano foram comercializadas, 67 toneladas de sementes crioulas de milho de 16 variedades, beneficiando 55 famílias como uma forma de alternativa de geração de renda de 7 municípios da nossa região através de projetos elaborados pelas cooperativas de agricultores familiares dos municípios de Palmeira e São Mateus do Sul.

Agricultores preparam as sementes crioulas de milho para a distribuição através do PAA, projeto da compra de sementes para doação simultânea via Conab. Está sendo feito um estudo de viabilidade, para que nos próximos anos as famílias de pequenos agricultores de Bela Vista do Toldo também sejam beneficiados com a produção de sementes,sendo mais uma alternativa de renda em suas propriedades.

A E.E.B. Estanislau Schumann, através dos alunos e professores do EMIEP sentem-se orgulhosos em fazer parte de um projeto s com tão grande nível e dar viabilidade à agricultura familiar, presente em nosso município e necessária para a fixação do homem no campo.

 

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Transgênicos matam mais e causam até três vezes mais câncer em ratos, diz estudo

20, setembro, 2012 Sem comentários

UOL, 19/09/2012

Ratos alimentados com alimentos transgênicos morrem antes do previsto e sofrem de câncer com mais frequência do que os outros animais da espécie, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista Food and Chemical Toxicology. 

“Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com organismos geneticamente modificados [OGM]. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos”, explicou Gilles-Eric Seralini, coordenador do estudo e professor da Universidade de Caen, na França.

Para fazer a pesquisa de dois anos, 200 ratos foram divididos em grupos e alimentados de maneiras diferentes. Eles seguiram proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos. O primeiro grupo teve 11% de sua dieta composta pelo milho OGM NK603; o segundo comeu também 11% do milho OGM NK603 tratado com Roundup, o herbicida mais usado no mundo; e o terceiro foi alimentado com milho não alterado geneticamente, mas tomava água com doses de Roundup usadas nas plantações.

O milho transgênico (NK603) e o herbicida são produtos do grupo americano Monsanto, comercializados em vários países. No Brasil, amostras foram aprovadas em setembro de 2008 pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e, no começo de 2009, o Ministério da Agricultura aprovou o registro de doze híbridos de milho com a tecnologia Roundup. O certificado de biossegurança foi aprovado pela comissão em novembro de 2010.

Segundo o estudo francês, 50% dos machos e 70% das fêmeas dos três grupos morreram prematuramente, contra 30% e 20%, respectivamente, do grupo de controle. Os tumores na pele e nos rins aparecem até 600 dias antes nos machos do que no grupo de controle. No caso das fêmeas, os tumores nas glândulas mamárias aparecem uma média de 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos. A hipófise foi o segundo órgão que mais sofreu alterações prejudiciais no período de testes – é ela quem produz hormônios importantes para o organismo, o que a torna a glândula principal do sistema nervoso.

“Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e importante durante o consumo dos produtos”, afirmou Seralini, cientista que integra comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em diversos países. “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimenta com OGM). A primeira fêmea oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com milho OGM”, explica o cientista.

“Pela primeira vez no mundo, um transgênico e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os governos e as indústrias”, disse o coordenador do estudo.

Séralini faz parte de um grupo, o Criigen, que faz uma série de pesquisa sobre segurança de alimentos. Em dezembro de 2009, ele publicou um estudo com ratos alimentados com os três principais tipos de milhos transgênicos, tanto administrados em rações de animais quanto vendidos para humanos. As amostras dos milhos NK603, MON810, MON863, da Monsanto, causaram danos sérios nos rins e nos fígados das cobaias, além de outros efeitos notados no coração, em glândulas supra-renais e no baço. (Com informações de agências internacionais)

Fórum baiano de combate aos impactos dos agrotóxicos

18, setembro, 2012 Sem comentários

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Ciência Hoje: Paraíso do Agrotóxico

17, setembro, 2012 Sem comentários

Revista CIÊNCIA HOJE, setembro de 2012

Edição 296

O Brasil é a lixeira tóxica do planeta. Desde 2008 o país é o maior consumidor global de insumos químicos para agricultura. Mas diante dos números sedutores na balança comercial, discutir os aspectos negativos desse modelo agrário virou um tabu. No artigo de capa da CH deste mês, veja como a nossa economia agroexportadora insiste em se reafirmar, ainda que acompanhada por temerosas dívidas sociais e ambientais.

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Consea convida: mesa de controvérsias sobre agrotóxicos

17, setembro, 2012 Sem comentários

Seminário: A produção contemporânea de alimentos para a humanidade

13, setembro, 2012 Sem comentários

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Aprosoja decide recorrer à Justiça

10, setembro, 2012 Sem comentários

Correio do Povo, 10/09/2012

Com o aval de seis presidentes de oito regionais, a Aprosoja decidiu, sábado, notificar judicialmente a Monsanto, além de acionar o Ministério Público. O objetivo é evitar que a multinacional distribua a soja Intacta RR2 enquanto a China não liberar a importação. “Eles dizem que vão incinerar, mas não temos certeza. O produtor tem que se precaver”, frisou o presidente interino da Aprosoja, Pedro Nardes. A Monsanto disse que segue fiel ao compromisso de não lançar semente sem aprovação dos mercados e informou que o cultivo se limitará a áreas demonstrativas.

p.s. Não foi exatamente isso que aconteceu em meados da década de 1990 com a soja Roundup Ready, nem em 2005 com o algodão RR, que foram aqui disseminados ilegalmente mesmo sem a aceitação do mercado. No caso da soja, usou-se do fato consumado para forçar sua liberação e abertura do mercado. Entre 2003 e 2004 três medidas provisórias foram editadas para tanto.

Monsanto destruirá sementes RR2

9, setembro, 2012 Sem comentários

Correio do Povo, 05/09/2012

A Monsanto irá destruir 600 mil sacas de sementes da soja transgênica Intacta RR2 Pro desenvolvidas nas estações de beneficiamento da multinacional no Brasil. A produção seria comercializada entre agosto e setembro deste ano, mas será eliminada porque a variedade não recebeu aval da China, principal importador da commodity.

Em comunicado, a multinacional destacou que “segue fiel ao seu compromisso voluntário de não lançar comercialmente novas tecnologias até a liberação para importação nos principais destinos da soja brasileira”. Mas lamenta o fato, principalmente por “estarmos em um ano de forte demanda por soja em função de inúmeros fatores, como o aumento do consumo mundial e a quebra da safra em razão da seca em regiões como EUA, Argentina e o Sul do Brasil”. A Intacta RR2 Pro foi aprovada pela CTNBio em agosto de 2010.

A multinacional seguirá com os testes da variedade em solo brasileiro. A assessoria da Monsanto informou que a empresa oferece sementes a produtores para avaliação sob as mesmas condições de segurança e monitoramento que regeram os testes em 500 propriedades na safra passada. A Aprosoja/MT aconselha produtores a não plantarem a nova variedade antes da aprovação da China. Já a Aprosoja/RS estuda interpelação judicial para impedir que a multinacional distribua as sementes.

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