Arquivo

Arquivo de fevereiro, 2016

Quem vai registrar o uso do mosquito transgênico?

24, fevereiro, 2016 Sem comentários
foto: Leonardo Melgarejo

foto: Leonardo Melgarejo

Há no site da Anvisa uma nota que dá a entender que ela pode querer passar a batata quente do registro do Aedes GM para outra instância. O processo está lá desde meados de 2014 e é de se imaginar a pressão que estão recebendo. Na última sexta a Dilma visitou a fábrica da Moscamed em Juazeiro. Se registra o produto a Anvisa terá o ônus de fiscalizar seu uso, se diz não baterá de frente com a ctnbio e criará um problema político para o governo.

E como no caso do Espírito Santo e do Mato Grosso do Sul, outros governos, inclusive municipais, estão argumentando que essa é uma ferramenta a mais e deve portanto ser adotada. Mas para tanto falta o registro pela Anvisa…

Já no sábado passado a Folha de S. Paulo publicou matéria que melhor situa a manifestação da OMS sobre o mosquito transgênico. Alguns jornais noticiaram apoio da OMS ao uso do mosquito transgênico desenvolvido pela britânica Oxitec, quando o texto divulgado recomenda a realização de mais teste e de uma avaliação de riscos da nova tecnologia.

TEMOS POUCO TEMPO PARA PROIBIR TRÊS AGROTÓXICOS NO BRASIL

24, fevereiro, 2016 Sem comentários

Participe hoje mesmo de consulta pública no site da ANVISA sobre os agrotóxicos CARBOFURANO, TIRAM e LACTOFEM, que já são proibidos em diversos países.

O CARBOFURANO, banido na Europa, é ALTAMENTE TÓXICO! É um inseticida autorizado para uso em diversas hortaliças, frutas e grãos. O prazo se encerra NESTA QUINTA-FEIRA (25).

O TIRAM é considerado mutagênico, causa TOXICIDADE REPRODUTIVA e possui suspeita de DESREGULAÇÃO ENDÓCRINA, causando PROBLEMAS HORMONAIS. O LACTOFEM é considerado CANCERÍGENO e, por isso, banido na União Europeia. É utilizado na soja. O prazo da consulta para ambos se encerra no dia 7 de março.

Para saber mais, CONSULTE AS RECOMENDAÇÕES E EXPOSIÇÕES DE MOTIVOS sobre agrotóxicos preparadas pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em http://bit.ly/1LEL0xg

PARA PARTICIPAR DAS CONSULTAS PÚBLICAS, ACESSE http://bit.ly/1WGYQVH

A perigosa loteria dos transgênicos

24, fevereiro, 2016 Sem comentários

 

Pílulas Diárias, 23 de fevereiro de 2016

A publicação “Lavouras Transgênicas: riscos e incertezas” foi lançada recentemente pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Organizada por Gilles Ferment, Leonardo Melgarejo, Gabriel Bianconi Fernandes e José Maria Ferraz, ela traz referências a cerca de 750 artigos publicados entre 1980 e 2015 sobre transgênicos.

Segundo os autores, são contribuições mantidas “na invisibilidade porque seus achados contrariam as abundantes campanhas de marketing” a favor dos organismos geneticamente modificados.

O estudo começa abordando toda a complexidade envolvendo a principal matéria-prima das manipulações transgênicas. A simples transcrição da informação do DNA contido no núcleo de uma única célula humana “exigiria a publicação de 10 livros, em formato A4, com 1.000 páginas cada”.

A encrenca é tamanha que os cientistas atualmente não têm certeza sobre o que exatamente seja um gene e qual seu verdadeiro papel. Um exemplo: o ser humano possui aproximadamente 22 mil genes. Mas isso representa menos da metade dos cerca de 50 mil genes do arroz.

São informações que desfazem o mito de que o conhecimento do genoma equivale a dispor de um mapa capaz de organizar a criação da vida. Na verdade, diz o levantamento, o nível de certeza em manipulações genéticas “se revela substancialmente inferior ao das loterias”.

Daí, o clima de insegurança quanto aos efeitos patológicos da engenharia transgênica. Ingerir plantas banhadas em agrotóxico ou saturadas de toxinas não é nada tranquilizador.

Mas é possível deduzir uma grande certeza da leitura da publicação. Na loteria dos transgênicos perdem a saúde e a economia populares. O grande prêmio fica com a meia dúzia de grandes empresas que controlam o mercado de alimentos.

Acesse a publicação aqui.

 

Categories: transgênicos Tags: ,

Mosquito ‘transgênico’ não é solução contra zika; entenda por que

23, fevereiro, 2016 Sem comentários

Se o raciocínio abaixo é válido, o mosquito transgênico não funciona nem para o Zika nem para a dengue

Super Interessante, 22/02/2016

Em resposta ao avanço do vírus zika, que classifica como “emergência pública internacional”, a Organização Mundial da Saúde recomendou que os países afetados realizem testes com mosquitos geneticamente modificados. No caso, o mosquito OX513A, que foi desenvolvido pela empresa inglesa Oxitec (derivada da Universidade de Oxford). A lógica do processo é a seguinte. Libera-se o OX513A no ambiente, onde ele se reproduz com as fêmeas de Aedes aegypti. Só que os filhotes nascem defeituosos, e não conseguem alcançar a idade adulta nem se reproduzir – o que, com o tempo, vai extinguindo a população de mosquitos.

O OX513A foi aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, e testado em duas cidades brasileiras: Jacobina e Juazeiro, ambas na Bahia. Em ambos os casos, obteve sucesso. Alguns meses após a introdução do mosquito transgênico, a população de Aedes aegypti nessas cidades foi reduzida em mais de 90% (o OX513A foi um elemento a mais na estratégia municipal, que continuou envolvendo mutirões de limpeza e educação da população). O mosquito geneticamente modificado é uma criação sofisticada e engenhosa. Mas há dois poréns.

Os mosquitos OX513A liberados na natureza são machos, e não picam os seres humanos (só as fêmeas picam, pois precisam do sangue humano para produzir ovos). As fêmeas geradas durante o processo de criação do OX513A são separadas e mortas pela Oxitec. Mas a empresa admite que até 0,2% das fêmeas transgênicas podem escapar a esse processo, e acabar sendo liberadas junto com os machos. Elas picam – e poderiam se tornar vetores de transmissão de doenças. Inclusive porque a técnica envolve uma quantidade gigantesca de mosquitos, o que nos leva ao segundo ponto.

Jacobina é uma cidade relativamente pequena, e Juazeiro também. Em áreas maiores, o OX513A não é uma estratégia viável, por um motivo simples: seria preciso liberar enormes quantidades dele. O mosquito modificado é menor e mais fraco que o Aedes aegypti normal, e por isso só consegue se acasalar com as fêmeas ganhando pelo número – é necessário liberar dez OX513A para cada Aedes existente na natureza. Isso significa que para tratar uma área bem pequena, com 10 mil habitantes, é preciso soltar 2 milhões de mosquitos modificados por semana durante a fase inicial de tratamento, que dura de quatro a seis meses. Para tratar uma cidade grande, a quantidade de mosquitos necessários seria astronômica – e seria extremamente difícil, ou impossível, criar e distribuir centenas de milhões de mosquitos transgênicos por semana.

Professores da USP defendem a rotulagem de transgênicos

19, fevereiro, 2016 Sem comentários

Inauguração da Fundação Nagib Nassar para o desenvolvimento Científico e Sustentável

17, fevereiro, 2016 Sem comentários

 

Funagib

Informações sobre programa de pesquisa da mandioca podem ser obtidas em www.geneconserve.pro.br e sobre os  editais de pesquisa em: http://funagib.geneconserve.pro.br/

 

Categories: alimentação Tags: ,