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Expedição Safra mostra aumento da área com transgênicos

8, janeiro, 2013 Sem comentários

GAZETA DO POVO / Gazeta Maringá, 08/01/2013

Soja e milho transgênicos embalam a supersafra [título original da matéria]

Sementes geneticamente modificadas ganharam 2 milhões de hectares em ano de plantio recorde, mostra levantamento da Expedição Safra Gazeta do Povo

O plantio de soja e milho transgênicos teve nova expansão no Brasil nesta temporada, crescendo em áreas que eram dedicadas aos grãos convencionais mas não rendiam bônus aos produtores, bem como nas terras que estão sendo destinadas aos grãos pela primeira vez. A participação das lavouras transgênicas aumentou dois pontos porcentuais tanto na soja quanto no milho de verão, chegando a 89% e 85%, respectivamente. O avanço foi apurado pela Expedição Safra durante 28 mil quilômetros de viagens pelas principais regiões agrícolas do país.

As sementes geneticamente modificadas (GMs) da oleaginosa e do cereal ganharam 2,16 milhões de hectares extras (1,72 milhão em Mato Grosso e 232 mil no Paraná), passando de 28,99 milhões para 31,15 milhões (ha). Isso numa temporada em que o incremento na área plantada, considerando sementes GMs e convencionais, somou 1,63 milhão de hectares nas duas culturas. A colheita dos dois produtos, que deve atingir a marca recorde de 118 milhões de toneladas, cresce com o uso da transgenia.

Houve aumento real na participação dos transgênicos nas lavouras brasileiras, embora a expansão tenha perdido ritmo, avaliou o agrônomo Robson Mafioletti, técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) que participa da Expedição Safra, projeto da Gazeta do Povo desenvolvido desde a temporada 2006/07.

Os 2,16 milhões de hectares equivalem a 6,09% do que o país planta nas duas culturas em 2012/13. Esse avanço, por outro lado, é o menor desde a liberação do plantio comercial de soja transgênica no Brasil, seis safras atrás. Na duas últimas temporadas, o incremento foi de 2,62 milhões (2011/12) e 6,21 milhões de hectares (2010/11), considerando soja e milho.

Tanto quem planta convencional quanto quem usa sementes GMs aponta como critérios a relação entre custo e rendimento e as questões agronômicas. “Mantenho 20% da área da soja com variedades convencionais para que possamos alternar o uso de agrotóxicos de diferentes princípios ativos”, justifica Luis Alberto Novaes, que dedica 1,8 mil hectares à oleaginosa em Maracaju (MS).

Os bônus pagos aos produtores de soja convencional limitam a expansão da semente tolerante ao glifosato, mas frequentemente cobrem apenas custos adicionais. Os entrevistados relataram receber de R$ 2 a R$ 4,5 a mais por saca de soja não transgênica quando conseguem contratos especiais. A maioria comentou que esse adicional equivale às despesas extras com segregação e à queda na produtividade que acontece quando há infestação de plantas daninhas.

O predomínio dos transgênicos reduziu a disponibilidade de sementes convencionais no mercado, disse o produtor Hendrik Barkema, de Tibagi (PR). Dessa forma, mesmo quando o bônus é atraente, muitos produtores seguem plantando grãos GMs, contou.

Os casos de aumento na participação dos grãos convencionais são raros e apresentam variações pequenas. Na zona de abrangência da cooperativa Castrolanda, de Castro (PR), as sementes de soja não modificadas passaram de 7% para 10% da área plantada, disse o gerente de Negócios da empresa, Márcio Copacheski. Esses produtores esperam receber R$ 4 a mais por saca. No caso do milho, acrescenta o dirigente, não há segregação e a área dos transgênicos se aproxima dos 90%.

Nicho da soja convencional dá lucro e deve se expandir

Quem aproveita o nicho de mercado da soja convencional consegue lucrar mais do que se produzisse soja transgênica. A avaliação é do diretor técnico da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), Ivan Paghi. Ele afirma que a própria expansão do uso da transgenia estimula a oferta de bonificação por parte dos importadores que buscam grãos tradicionais.

“Países como a Alemanha estão se fechando cada vez mais aos transgênicos. Existem empresas oferecendo R$ 5 de bônus por saca de soja convencional em Sorriso [MT], e sobre um preço de R$ 60”, comemora. “Quanto mais transgênico, melhor para o produtor de grão convencional”, pontua.

Um prêmio de R$ 3 por saca representa renda extra de R$ 180 mil a cada mil hectares, aponta, considerando produtividade de 60 sacas por hectare. O executivo soma como lucro ainda R$ 24 por hectare, valor médio referente aos royalties que deixam de ser pagos. “São R$ 204 mil a cada mil hectares. Um produtor com dez mil hectares pode arrecadar R$ 1 milhão a mais por safra.”

O diretor técnico da Abrange avalia que os custos de produção do grão convencional se iguala ao do geneticamente modificado, dependendo das opções dos produtores, e que há disponibilidade de sementes convencionais tão produtivas quanto as transgênicas oferecidas pelas revendedores.

A Abrange foi criada em 2008 para mostrar que há mercado para os produtos convencionais. Estima que as sementes convencionais ainda ocupam ao menos 20% das lavouras de soja e milho brasileiras. Segundo Paghi, grandes produtores estão investindo na produção convencional, que deve voltar a crescer. A indústria de sementes, por outro lado, aposta na adoção cada vez maior dos transgênicos, multiplicando cada vez mais variedades modificadas.

O mercado prevê novo salto da soja GM em 2013/14, quando deve estar disponível para cultivo comercial a soja RR2. A semente vem sendo multiplicada mas ainda enfrenta restrições por não ter sido aprovada na China, principal cliente da soja brasileira. A Monsanto, detentora da tecnologia, informou que ainda aguarda a liberação chinesa.

Expansão segue ritmo do mercado e compasso da oferta de semente

No Paraná, as sementes de soja e milho geneticamente modificadas (GMs) atingiram 40% das lavouras logo na estreia. Depois, foram avançando aos poucos até chegarem perto de 90%, o que parece ser um ponto de equilíbrio. Em sua sétima temporada, a soja tolerante a herbicida está com 89% da área plantada. Com três safras de verão, o milho resistente a insetos – agora também tolerante a herbicidas – alcança 88% das plantações no estado. Entretanto, essa evolução gradual e contínua tem seguido ritmos diferentes, dependendo da região do país.

No Rio Grande do Sul, que plantava soja transgênica antes mesmo da liberação comercial em 2006/07, as sementes modificadas atingem 99% da área da oleaginosa, como em nenhum outro estado. Em Mato Grosso, líder na sojicultura, a participação da semente GM se limita a 82%, com grandes grupos assumindo a segregação e buscando contratos de exportação que garantam adicionais para a soja convencional. Na nova fronteira agrícola brasileira, o Centro-Norte, os transgênicos avançam à medida que as variedades mais produtivas ganham versões GMs, conversão que ocorreu primeiro nas demais regiões do país. Esse quadro fez do Brasil o segundo maior produtor de grãos transgênicos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Das 118 milhões de toneladas soja e milho que estão sendo produzidas, 102,6 milhões são geneticamente modificadas. As outras 15,4 só podem ser consideradas convencionais se forem separadas.

Contaminação ameaça soja convencional brasileira

25, junho, 2012 Sem comentários

Perdas ameaçam competitividade de soja convencional brasileira

Em Cuiabá (MT), durante congresso, especialistas discutiram futuro cultura.

Desperdícios influenciam diretamente no desempenho da oleaginosa.

G1 MT, 24/06/2012

A pressão exercida pela transgenia nas lavouras brasileiras pressionou a área ocupada com soja geneticamente não modificada. A cada safra cai a participação dos materiais livres enquanto na outra ponta aumenta-se a participação dos GMs. Somente na safra passada, a área de transgênicos no país cresceu 20% ou 4,9 milhões de hectares a mais, puxado pela oleaginosa em 20,6 milhões de hectares, milho com 7,3 milhões de hectares e o algodão, 600 mil hectares, indicou último relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA).

Mesmo com a tradicional disputa entre as variedades o país conserva o título de maior produtor de soja e derivados não GMs do mundo, com produção voltada especialmente às demandas da União Europeia e Ásia. Na temporada 2011/12 no Brasil, 28% da área de soja foram plantados com cultivares livres, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange). Mas apesar de produzir soja livre, o que chega ao destino final (como mercado externo) não reflete em sua totalidade o volume colhido no campo, alerta Ivan Domingos Paghi, diretor-técnico da Abrange.

Em alguns casos, até 50% dos grãos convencionais perdem-se em função de fatores como dificuldades na segregação, problemas infraestruturais. De uma média de 18 milhões de toneladas anualmente produzidos com soja convencional no país somente 6 milhões chegam até o consumidor final, estima Ricardo Souza, diretor-executivo da Abrange. “Se observamos que 28% da produção são de não transgênico e exportamos 6 milhões de toneladas, certamente a soja acaba se perdendo ou por questões logísticas, de contaminação, colheita”, destaca.

O desafio dos produtores que optam pela utilização da soja livre é manterem-se distantes da contaminação pelos grãos geneticamente alterados. “As empresas organizam sua produção, os agricultores a logística e os portos preparam-se para receber a produção. É uma questão de controle de qualidade”, pondera o diretor da Associação.

Riscos de contaminação pelos materiais transgênicos também ampliam as chances de produtores de convencionais perderem a produção. Podem ocorrer a partir de diferentes fatores como a utilização de máquinas em lavouras transgênicas e posteriormente encaminhadas para trabalhar em áreas livres, além de armazéns, lembram os representantes da Abrange.

“O que se contamina é preciso vender como transgênico e pagar royaltie”, cita ainda Ricardo Souza. Para Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho no Brasil (Aprosoja), prevenir-se contra a contaminação de grãos requer altos investimentos e que, nem sempre, estão acessíveis ao produtor rural.

“Não é simples, pois você não está 100% livre da não contaminação. É muito dinheiro que se precisa ter para uma estrutura diferente”, reforça Silveira.

A imposição exercida pela transgenia vai continuar incidindo sobre a sojicultura brasileira. Mas para a Abrange, cabe ao produtor tomar a decisão de aderir – ou não – às culturas. “Não somos contra a tecnologia, mas desde que se mantenham as opções [de escolha] ao produtor”, menciona Ivan Paghi.

Em cima do muro
No mercado de sementes, que anualmente reduz a oferta de variedades livres, garantir a disponibilidade de não GMs é o primeiro passado para manter a sobrevivência dos produtores convencionais. Mas para a Abrange, as empresas devem ‘sair de cima do muro’. Ou seja, decidirem-se sobre qual nicho de mercado pretendem trabalhar.

“É o primeiro passo, pois já são poucas as sementeiras. Hoje o Brasil tem em torno de 600 sementeiras e quem produz soja transgênica ganha pelo produto e também pelos royalties. O perigo é o produtor ficar refém disso”, pondera Ivan Paghi.

Mitos transgênicos

18, maio, 2012 Sem comentários

Valor Econômico, 18/05/2012

por César Borges de Sousa, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) e vice-presidente da Caramuru Alimentos.

Em outubro de 2010, a Embrapa, maior centro de pesquisa agropecuária do mundo tropical, lançava um programa denominado “Soja Livre” no Mato Grosso, maior produtor brasileiro do grão. Menos de dois anos depois, o programa, conduzido em parceria com a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) e com a Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), é uma das principais conquistas da agricultura brasileira.

Explica-se: os produtores que a ele aderiram estão operando com grandes vantagens sobre os agricultores que formam suas lavouras com variedades transgênicas: economizam no pagamento de royalties pagos às empresas produtoras de sementes geneticamente modificadas, operam com menor custo de produção e registram alta produtividade.

De quebra, ainda obtêm maior remuneração, como resultado do prêmio que os consumidores europeu e asiático – que têm aversão a produtos transgênicos – dispõem-se a pagar, de forma a garantir o suprimento de produtos certificadamente não geneticamente modificados.

Na ponta do lápis, somente os agricultores que participam do programa “Soja Livre” instalados no Mato Grosso embolsaram receita adicional de R$ 235,3 milhões na última safra. Adicionalmente, ao não terem que recolher taxas de royalties para as empresas produtoras de sementes transgênicas, economizaram R$ 47,4 milhões.

Mais valorizada pelo mercado, a soja não transgênica é também mais competitiva. É o que mostra estudo da Embrapa Agropecuária Oeste sobre a safra 2010/11. O custo de produção da soja transgênica situou-se em R$ 1.219,86 por hectare, enquanto o da soja convencional ficou em R$ 1.187,60, uma economia de R$ 32,20 por hectare.

Já pelos cálculos da Embrapa e de estudo do Instituto Matogrossense de Economia Agrícola (Imea) realizado na safra 2009/10, a vantagem da soja convencional é ainda maior. Esse trabalho apontou o custo de produção de R$ 440,26 para a soja transgênica, enquanto o da soja não transgênica ficou em R$ 380,75 – o que significa um ganho de R$ 51,51 por hectare.

Os produtores que participam do “Soja Livre” também não conhecem o preocupante aumento da resistência de plantas daninhas ao glifosato, o herbicida utilizado nos pacotes tecnológicos de lavouras geneticamente modificadas associado com o uso de herbicidas convencionais que voltaram com força total para proporcionar um manejo mais efetivo.

O insuspeito Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) calcula que a área infestada por plantas invasoras e resistentes ao agroquímico já soma mais de 10 milhões de hectares. No Brasil, os campos de produção de soja estão sendo tomados por invasoras como o capim amargoso, buva, corda de viola, trapoeraba e o próprio milho transgênico, resistente ao glifosato. São plantas de rápida disseminação e difícil controle, o que deve ser realizado com aplicações posteriores de outras famílias de defensivos, acarretando custos adicionais de produção.

O Brasil, a propósito, assumiu a liderança mundial no consumo de agrotóxicos. As vendas de defensivos em 2010 somaram US$ 8 bilhões, movimentando 1 milhão de toneladas, o que representa o consumo de 5 quilos de agroquímicos por brasileiro, conforme dados da Associação Nacional de Defesa Vegetal. Ou seja, a propalada redução da utilização de defensivos que a transgenia proporcionaria ao meio ambiente não passa de mais um mito.

Finalmente, é preciso que se diga com clareza que, não fosse o pioneirismo do programa “Soja Livre”, garantindo a oferta de sementes convencionais de alto desempenho, o produtor estaria à mercê do monopólio da transgenia – fato que, infelizmente, pode estar ocorrendo no mercado de milho. Trata-se, como se vê, de uma questão de soberania nacional.

Diante desse quadro, soa risível o bordão “a Embrapa perdeu o bonde”, escrito e multiplicado por chamados analistas de mercado para apontar o que pretensamente seria um ponto fraco da entidade: seu suposto atraso tecnológico na pesquisa e desenvolvimento de produtos transgênicos.

A Embrapa, detentora de um dos maiores bancos genéticos públicos do planeta, não apenas investe na pesquisa de produtos transgênicos como vem registrando conquistas que colocam o trabalho de investigação científica brasileira na linha de frente da pesquisa mundial. Como exemplo, cite-se o feijão transgênico resistente a vírus, um feito que constitui pioneirismo mundial.

Responsável pela proeza de desenvolver a tecnologia de produção que permitiu a exploração dos Cerrados brasileiros, a Embrapa também deu a maior contribuição para colocar o Brasil nas primeiras posições do ranking internacional de produção e exportação de soja, ao aclimatar a cultura originária da China às condições tropicais.

Perfeitamente sintonizada com a modernidade, a empresa desenvolve variedades de soja transgênica e de outras culturas. É o caso da alface-vacina, que incorpora uma proteína que atua como antígeno do protozoário que provoca a leishmaniose (lepra). Uma vez desenvolvida tal tecnologia, podermos nos imunizar contra a doença com o prosaico ato de consumir alfaces (!).

Mais ainda: a empresa também investe no desenvolvimento de variedades transgênicas de batata resistentes aos vírus do enrolamento das plantas e do mosaico; na obtenção de plantas de mamão das variedades formosa e papaia resistentes ao vírus da mancha anelar e de tomates resistentes ao geminivírus, uma das piores pragas da cultura.

Finalmente, a Embrapa é um dos principais pilares da política de segurança alimentar do país, ao garantir o suprimento de material genético de alta performance de produtos de importância socio-econômica, como o são os alimentos básicos: mandioca, arroz, feijão, trigo, leite, carnes e outros. Vale lembrar que as empresas de transgenia não manifestam o menor interesse por este mercado de produtos básicos. O material genético desenvolvido pela instituição só interessa às empresas de sementes quando se trata de grandes culturas.

Tudo considerado, a afirmação de que a “A Embrapa perdeu o bonde” constitui, pois, evidente descalabro ou – mais grave -, dissimulada divulgação de interesses comerciais de empresas às quais a empresa brasileira é indevidamente comparada.

 

Produtividade da soja convencional ultrapassa a do grão transgênico

26, janeiro, 2012 Sem comentários

FAMASUL, 26/01/2012

A cada mil hectares plantados, uma lucratividade extra de até R$ 200 mil reais. Esses são os resultados da comercialização das cultivares de soja convencional apresentadas pela Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa e Pecuária e pela Embrapa durante a 16ª edição da Showtec, que acontece na sede da Fundação MS, em Maracaju (MS), até o dia 27.

De acordo com o presidente da Fundação Meridional, Almir Montecelli, das variedades de soja que foram plantadas na sede da Fundação MS, a soja BRS 284 rendeu 74 sacas por hectare. A média de produtividade é de 50 a 60 sacas. “As sojas convencionais apresentadas aqui são mais resistentes a doenças como a neumatóide, por exemplo”, explica Montecelli. “O preço das cultivares da soja convencional testadas aqui também tem um valor de R$ 3 reais a mais por saca”, complementa Ivan Pagui, diretor técnico da Associação Brasileira de Produtores de GRÃOS Não Geneticamente Modificados (Abrange).

A Fundação Meridional trabalha com um grupo de 64 produtores de sementes nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Rondônia. A apresentação feita na Showtec faz parte do programa Soja Livre que conta com a parceria da própria Fundação Meridional, Embrapa, da Abrange e da Importação e Comércio Paraná (Imcopa).

- Informações sobre evento podem ser obtidas pelo site www.fundacaoms.org.br, pelo telefone (67) 3454-2631 ou pelo e-mail fundacaoms@fundacaoms.org.br

Selo para não transgênicos

19, janeiro, 2012 Sem comentários

Revista Época, 16/01/2012

A legislação atual obriga os produtos transgênicos a ser identificados com um selo característico. A Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados – ABRANGE considera essa medida insuficiente. Por isso, lançará ainda neste ano um selo específico para os alimentos livres de transgênicos. A marca poderá ser usada por derivados de soja e milho convencionais, como óleos, e por carnes de frangos e porcos alimentados por eles.

 

 

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Semear 2011 – 10 e 11 de maio, São Paulo

2, maio, 2011 Sem comentários

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Semear 2011 – São Paulo 10 e 11 de maio

18, abril, 2011 Sem comentários

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Soja transgênica preocupa produtor de MT

5, abril, 2011 Sem comentários

Mauro Zafalon | Folha de S. Paulo, 05/04/2011

 

Os que optaram pela soja transgênica nesta safra tiveram custos 2% maiores e, em algumas regiões, estão recebendo menos pelo produto.

 

Já os que plantaram a soja convencional chegam a ter renda de R$ 100 a mais por hectare. Em algumas regiões, o produtor teve remuneração de R$ 4,50 a mais por saca.

 

As informações são da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso), com base em dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

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Semear 2011

4, fevereiro, 2011 Sem comentários

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Empresas financiam cultivo de não-transgênicas no Mato Grosso

31, janeiro, 2011 1 comentário

DIÁRIO DE CUIABÁ, 30/01/2011

A maior processadora de soja não transgênica do país, Imcopa, é uma das empresas financiadoras do programa Soja Livre. Em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso), Abrange (Associação de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados) e outras organizações, o projeto fomenta o desenvolvimento e cultivo de novas variedades de soja convencional, livre de organismos geneticamente modificados, para assegurar ao produtor o direito de escolha entre soja convencional ou transgênica.

“Queremos garantir que o consumidor final possa decidir se deseja ou não consumir o produto transgênico”, afirmou José Enrique Marti Traver, diretor de operações da Imcopa. De acordo com ele, a necessidade de um projeto dessa natureza decorre de uma distorção na legislação Brasileira que regula o mercado de sementes. “Por um lado as sementes de produtos convencionais são enquadrados na legislação de novas cultivares (sementes), enquanto que as sementes de produtos transgênicos são enquadrados na Lei de Propriedade Intelectual, o que permite a obtenção de patentes e cobrança de royalties por um período de 10 anos”, esclareceu Traver.

Na regulamentação das cultivares convencionais essa proteção não existe, o que leva os sementeiros a desenvolver sementes transgênicas, que lhes garante a propriedade intelectual e o retorno dos investimentos.

“Cerca de 90% das novas variedades de semente de soja introduzidas no mercado a cada ano são transgênicas, o que ameaça a continuidade do produto convencional. A médio prazo isso implicaria na extinção dessas sementes”, complementou o diretor da empresa.

As empresas e entidades que participam do programa Soja Livre se comprometem a financiar, desenvolver e produzir novas e competitivas variedades de soja que se adequem às necessidades de cada região produtora.

De acordo com a processadora, as empresas participantes do projeto garantem a compra da soja não transgênica com pagamento de prêmio ao produtor. “A iniciativa vai ao encontro dos exportadores de soja convencional e seus derivados para o mercado europeu, onde a rejeição aos trânsgênicos é mais acentuada e crescente”, comentou Traver.

Soja transgênica

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja. Da safra de 68 milhões de toneladas neste ano, 65% são soja transgênica, produzida principalmente a partir de sementes que incorporam tecnologias desenvolvidas pela empresa Monsanto. A empresa recebe royalties pelo uso da tecnologia, e os agricultores temem que a escassez de sementes não transgênicas os deixe nas mãos da multinacional.

“Em poucos anos estaremos totalmente dependentes das multinacionais que trabalham com biotecnologia”, afirmou Blairo Maggi, ex-governador e produtor de soja. Ele admitiu que a soja transgênica tem um “papel importante’, mas lembrou que as variedades naturais não devem ser abandonadas, pois valem mais.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que lançou um programa para estimular a produção de sementes não transgênicas de soja, irá desenvolver vários tipos de sementes convencionais, adequadas às diferentes condições de cultivo e ampliará sua produção em instalações próprias por meio de empresas parceiras.

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Europeus evitam os transgênicos

Principal mercado comprador da soja convencional de Mato Grosso, a Europa tende cada vez mais a optar pelos alimentos não-transgênicos ou orgânicos. A verdade é que a soja OGM não é bem aceita pelo consumidor europeu. Boa parte desse mercado aceitava soja transgênica, mas, com a entrada em vigor da lei de rotulagem e de rastreabilidade imediata de transgênicos, e uso de código identificador único, até o mercado de farelo para ração de animais está comprando soja convencional em razão da ração precisar ser rotulada como contendo OGM (Organismo Geneticamente Modificado) e a forte rejeição do público consumidor europeu contra os transgênicos.

O maior mercado para soja transgênica mato-grossense, que a aceita sem restrições, é a China, embora recentemente tenha colocado e retirado restrições a transgênicos na mesa várias vezes. De acordo com os especialistas a China é um importante parceiro comercial de Mato Grosso e já é um grande mercado comprador que alivia a pressão do mundo desenvolvido sobre a economia brasileira, haja vista a vitória do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), no caso do algodão e nas negociações envolvendo redução de subsídios à agricultura e abertura de mercado para produtos agrícolas do G-20, grupo de países liderado pelo Brasil, fortalecido principalmente pela China e depois pela Índia e África do Sul.

São os alimentos geneticamente modificados que, de um lado, agradam os produtores porque são resistentes a pragas e mais rentáveis. De outro, despertam pânico nos ambientalistas, que apontam riscos à saúde e à natureza.

“A verdade é que existem argumentos favoráveis ao cultivo dos transgênicos, mas também existem razões para se defender a proteção de algumas áreas, em que os GRÃOS seriam totalmente puros. O principal aspecto a ser considerado em favor dos alimentos geneticamente modificados é o potencial de expansão da safra agrícola. Os GRÃOS modificados têm maior resistência a pragas e necessitam de menos herbicidas, o que teoricamente barateia os custos de produção. Mas isso não é uma verdade”, afirma o agrônomo Pedro Paulo Tirloni Júnior, que dá assistência a lavouras de soja na região do Médio Norte de Mato Grosso.

Mas, segundo ele, existem também aspectos econômicos em favor da produção de alimentos convencionais, “uma vez que alguns dos principais mercados importadores, especialmente Europa e Japão, favorecem as compras de produtos com certificação não-transgênica”.

(MM)

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Não transgênico é mercado estratégico e rentável

13, janeiro, 2011 Sem comentários

BRASIL ECONÔMICO, 13/01/2010.

Maiores compradores são Alemanha, França, Itália, Inglaterra, Coreia do Sul e Japão

Enquanto as exportações de soja em GRÃOS registraram queda de 3,3% nos valores cobrados em 2010 ante 2009, as exportações do farelo tiveram alta de 2,8% nos preços. Além do óbvio valor agregado do farelo, a diferença também pode ser explicada pelos prêmios pagos pelo insumo não transgênico, que têm a preferência de alguns países europeus nas compras brasileiras. Os produtores nacionais já entenderam a importância do nicho e estão cada vez dividindo o cultivo entre sementes geneticamente modificadas e as não transgênicas.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Produtores de GRÃOS Não Geneticamente Modificados (Abrange), relativos à safra 2009/2010, o Brasil exportou 8,6 milhões de toneladas de farelo de soja não transgênico e 3,9 milhões de toneladas de farelo transgênico.

“Nossos maiores compradores de não transgênicos são Alemanha, França, Itália, Inglaterra, Coreia do Sul e Japão”, diz o diretor-executivo da Abrange, Ricardo Sousa.

Segundo Sousa, em torno de 35% do total de soja plantada no Brasil hoje é de não transgênica.

No caso do milho, essa proporção vai a 40%. Países como Estados Unidos e Argentina também produzem não transgênicos,mas em menor proporção. “O importante nesse segmento é que haja segurança em relação à segregação da produção, tem que haver uma logística bem coordenada para que efetivamente seja uma produção livre de GRÃOS geneticamente modificados”, explica.

A opção segue a lógica do mercado. “Se o consumidor tem suas ideologias ou crenças, temos a preocupação em atender essas demandas”, diz Sousa, ao observar que na Europa, muito mais do que no Brasil, há uma parcela da população com preocupações profundas em relação aos transgênicos.

Preço do farelo de soja teve alta de 2,8%. Parte do aumento é creditada aos prêmios pagos pelo insumo sem modificação genética

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Produtores lançam programa Soja Livre

8, novembro, 2010 Sem comentários

O Grupo Gestor do Programa Soja Livre – MT realizará Coletiva de Imprensa para marcar o lançamento oficial do programa e das parcerias que se uniram para promover o desenvolvimento de sementes e do mercado de grãos não geneticamente modificados, ou convencionais, para os sojicultores do Estado do Mato Grosso.

Parceiros: Embrapa, Aprosoja, Aprosmat, Abrange, AMaggi, Caramuru, Imcopa, Fundações Triângulo, Cerrados, Rio Verde e Bahia.

LOCAL: BRASILIA – DF

SEDE DA EMBRAPA

AUDITORIO – CECAT: Centro de Estudos e Capacitação da Embrapa

DATA: 09/11/10

HORÁRIO: 10:30 AS 11:30 H

“BRUNCH (Breakfast + lunch)” : 11:30 AS 12:30 H

AGENDA

ABERTURA DA REUNIÃO

APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA SOJA LIVRE

COMENTÁRIOS DOS PARCEIROS: EMBRAPA – ABRANGE – APROSOJA

PERGUNTAS E RESPOSTAS

COLETIVA DE IMPRENSA

ASSINATURA CONTRATO EMBRAPA

ASSINATURA CONTRATO FUNDAÇÃO RIO VERDE

COQUETEL – BRUNCH (Breakfast + lunch)

informações: abrange@abrange.org

Produtores de grãos não-transgênicos do país são mapeados na internet

6, novembro, 2010 Sem comentários

O cadastro pode pressionar fabricantes a identificar no rótulo dos produtos se a matéria-prima usada é convencional ou geneticamente modificada

Os produtores de grãos não-transgênicos do país já podem ser identificados por meio de uma plataforma na internet que está em desenvolvimento pela Associação Brasileira de Grãos Não-Geneticamente Modificados (Abrange). O projeto, que deve ficar disponível ao público em dezembro, teve início em razão de uma necessidade do mercado, afinal o comprador precisa saber onde encontrar produtores de grãos que não são modificados geneticamente.

O primeiro produto do mapeamento é o milho. De acordo com Ivan Paghi, diretor-técnico da Abrange, o milho teve a preferência porque sua procedência é pouco conhecida no mercado, além do que “vale a pena iniciar o monitoramento por uma cultura em que se estima ter um menor número de produtores que a soja, por exemplo”. (…) Após o lançamento da ferramenta web do milho, serão iniciados, em paralelo, os monitoramentos dos produtores de algodão e soja. Os três produtos foram escolhidos para o mapeamento porque têm sua versão geneticamente modificada liberada no Brasil.

A busca pelos produtores de não-transgênicos será apoiada também pelas secretarias de Agricultura dos estados, que vão divulgar o serviço nas associações de agricultores das cidades. O produtor interessado em fazer com que sua plantação seja inserida na plataforma da Abrange terá de se submeter à verificação de transgenia (avaliação biológica/química para saber se o grão é transgênico). O serviço é gratuito e o monitoramento completo leva de três a quatro meses. Cerca de dez técnicos vão a campo realizar um único rastreamento. (…)   Desde 2004 existe a lei de rotulagem de transgênicos, que visa informar ao consumidor final se ele está levando para casa o produto modificado geneticamente. Mas não são todos os fabricantes que exibem esta informação nos rótulos de seus produtos acabados. (…)   “Com o trabalho de mapeamento, o comprador do grão convencional poderá destacar isto na embalagem, colocando-se como um diferencial perante o mercado”, avisa o diretor-técnico da Abrange. O consumidor final também pode pressionar para que os fabricantes sejam claros nas escolhas de suas matérias-primas. Ligar para o SAC e exigir nas redes sociais das empresas a rotulagem correta daquilo que é vendido são boas iniciativas.

Fonte: Instituto Akatu, 27/10/2010.

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Produtor quer mais semente de soja convencional

25, agosto, 2010 Sem comentários

Folha de São Paulo, 25/08/2010.

O avanço rápido da soja transgênica em Mato Grosso fez os produtores buscarem novas alternativas para não perderem o fornecimento dessa variedade [leia-se ‘da variedade convencional’].

A soja transgênica, devido à atuação cada vez maior das multinacionais, já atinge 60% do total de sementes ofertadas no Estado. Há três anos era de apenas 20%.

Aprosoja (associação de produtores), Embrapa Soja, Abrange (que reúne produtores e processadores de grãos não transgênicos) e Aprosmat (que reúne produtores de sementes) se reúnem hoje em Cuiabá para acertar detalhes de um programa que dará força à semente convencional no Estado.

Serão escolhidas 20 áreas de Mato Grosso para o cultivo de 22 cultivares da Embrapa apropriadas à região. O objetivo é desenvolver um volume bom de semente para que o agricultor tenha produto à disposição na safra 2011/12.

O objetivo desse programa é o de “fortalecer e manter o plantio da soja convencional”, diz Luiz Nery Ribas, gerente técnico da Aprosoja, entidade que reúne produtores do Estado.

Ele deixa claro, no entanto, que a Aprosoja não é contra a soja transgênica, mas os produtores têm o direito de optar pela variedade que desejam plantar.

Alexandre Cattelan, chefe-geral da Embrapa Soja, diz que há uma boa demanda por soja convencional na região e que o objetivo é fortalecer parcerias para melhorar essa oferta.

A Embrapa, que terá uma unidade em Sinop (MT), voltará a ter forte atuação no Estado, inclusive nas áreas de algodão, arroz, milho e pecuária.

Cattelan deixa claro que, embora esse programa (por ora chamado de “Soja Livre”) procure elevar a oferta de soja convencional, a Embrapa terá também cultivares transgênicas para os produtores interessados.

N.E.: Não cansamos de repetir: não só no Brasil, mas em todo o mundo, o grande avanço das sementes transgênicas tem se dado não pela preferência dos agricultores, mas sim pela imposição das grandes multinacionais sementeiras, que controlam a oferta e reduzem, por vezes ao extremo, a disponibilidade de sementes convencionais. As vantagens agronômicas proporcionadas pelas variedades transgênicas existentes não se sustentam após algumas poucas safras. Mas quando o agricultor se dá conta e decide voltar a usar as variedades convencionais não mais as encontra no mercado. Esse é o resultado óbvio e inevitável de permitirmos que o suprimento do insumo básico da agricultura fique concentrado nas mãos de um punhado de empresas: agricultores reféns.

Produtores acusam a Monsanto de ‘segurar’ semente convencional

15, julho, 2010 Sem comentários

Mais uma disputa entre produtores de soja de Mato Grosso e a multinacional Monsanto está em curso. Desta vez, o centro das discussões é a soja convencional.

Alexandre Inacio e Bettina Barros, Valor Econômico, 15/07/2010.

Produtores da região norte do Estado, juntamente com a Associação dos Produtores de Semente de Mato Grosso (Aprosmat), alegam que a multinacional está reduzindo a disponibilidade de variedades convencionais. A Monsanto atua na comercialização e produção de sementes de soja com a marca Monsoy.

A oferta menor é identificada, segundo os produtores, no momento em que a Monsanto oferece as cultivares aos multiplicadores de sementes. Eles afirmam haver uma gama muito maior de opções geneticamente modificadas. Leia mais…