Mapa das feiras orgânicas
Saiba mais: http://www.idec.org.br/feirasorganicas
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G1, 16/11/2012.
Usuários conseguem, pela internet, adquirir hortaliças, frutas e doces, etc.
Opções de produtos são divulgadas em lista enviada ao email dos clientes.
A internet, aberta ao público no Brasil desde 1995, se tornou uma via rápida para a compra e venda de roupas, entrega de alimentos e diferentes bens de consumo. Atentos a isso, profissionais ligados à agricultura em Piracicaba (SP) criaram a Rede Guandu de Consumo Responsável, que comercializa pela internet produtos usualmente encontrados em feiras, como hortaliças, verduras, frutas, cogumelos, leite, etc.
Pelo menos 500 pessoas em Piracicaba estão cadastradas como compradoras na “feira online” e 19 fornecedores, entre cooperativas e produtores independentes, vendem os produtos por meio de compra coletiva. As opções de produtos ficam disponíveis em uma lista enviada semanalmente ao email de cada cliente, que faz o pedido e retira os produtos às terças-feiras.
A Rede Guandu é um braço do Instituto Terra Mater, organização não-governamental voltada para o desenvolvimento social ligado aos recursos naturais. A gestora da rede Raquel Izidoro, de 26 anos, explicou que o objetivo do sistema de vendas online era dar espaço para um grupo de agricultura familiar com quem trabalha na região de Piracicaba e, conforme o sucesso da rede, os fornecedores se ampliaram para cidades da região.
Agilidade aos pedidos
Com o financiamento público foi possível desenvolver um software prático para dar agilidade aos pedidos online. Hoje o sistema é coordenado por três profissionais e estagiários, responsáveis pela parte operacional e pela relação com os produtores. O projeto hoje já é autosuficiente financeiramente e a coordenação da rede pretende disponibilizar o sistema online de pedidos para que outros trabalhos nessa mesma área possam usá-los.
Base orgânica
“Apesar dos 500 cadastros, a nossa média de clientes por semana varia entre 35 e 40 pessoas. Todos os fornecedores recebem auxílio técnico e acompanhamento, pois a exigência é que tudo seja comercializado com uma base ecológica e orgânica”, disse Raquel. Para que haja interação entre fornecedores e compradores, as terças-feiras também são usadas para a degustação de novos produtos e oficinas com os produtores.
Se estive em Brasília, de certo teria engrossado a votação pela detonação do código florestal. Na posição de governador do estado do Paraná, Beto Richa (PSDB) surpreendeu ao vetar projeto de lei que propunha incentivos à adoação da agroecologia e da agricultura orgânica por produtores familiares do estado. Como se lê no expediente abaixo, o governador entende que fortalecer a produção familiar sustentável é proposta inconstitucional e “contrária ao interesse públco” e que o modelo do agronegócio deve permanecer intocado. Para desgosto do pensamento retrógrado que representa, no início de junho o governo federal lançará a política nacional de agroecologia e produção orgânica, elaborada com consultas à sociedade civil e entidades da área, e que tem como uma de suas diretrizes “garantir a segurança e soberania alimentar e nutricional, com o aumento da oferta e do consumo de produtos orgânicos e oriundos de sistemas produtivos em transição agroecológica”.
O projeto de lei 403/2011 foi proposto pelo Deputado Elton Welter (PT) e o veto do governador deve ser apreciado pelo plenário da ALEP na próxima semana.
Talvez um dos pontos mais questionados pelos críticos da agricultura orgânica seja a contaminação causada pelo uso intensivo de dejetos de animais no sistema orgânico. Primeiramente, deve-se lembrar que o uso de esterco também é comum em sistemas convencionais, embora em quantidades menores. É fato que os dejetos de animais mal tratados podem ser uma fonte de contaminação dos produtos e do solo, tanto no sistema orgânico como no convencional. Portanto, a utilização desses insumos naturais e as técnicas para reduzir o risco de contaminação devem ser efetivamente colocadas em prática nos dois sistemas. Vários trabalhos de pesquisa mostram que não há nenhuma evidência de que alimentos orgânicos sejam mais suscetíveis a contaminação microbiológica do que alimentos convencionais. Entretanto, ainda é preciso expandir essa linha de pesquisa. É importante sublinhar que nos dois sistemas (orgânico e convencional) o uso de boas práticas culturais e de estocagem de alimentos permite reduzir o risco de contaminação.
Fonte: Embrapa
Folha de Londrina, 03/02/2012
A produção de orgânicos vem crescendo a cada ano no Paraná. O Estado já conta com 7.245 produtores, de acordo com levantamento realizado pela Emater e pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). O volume de produção saltou de 52.270 toneladas na safra 2002/2003 para 138.241 toneladas na safra 2008/2009, o que representa um crescimento de 164%. Esta safra é o último dado de levantamento disponível. Na safra 2002/2003, eram 3.648 produtores no Paraná.
O diretor do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), Márcio Miranda, disse que a produção vem crescendo porque a oferta de produtos não atende o total da demanda. Segundo ele, também tem aumentado a demanda destes produtos para alimentação escolar e para o Programa de Aquisição de Alimentos para a população de baixa renda do governo federal.
Ele acredita que ocorra aumento da produção nos próximos anos por exigência da sociedade e também do meio ambiente.
No Paraná, o consumo é de 1% das vendas do setor de supermercados, segundo informações da Associação Paranaense de Supermercados (Apras). O último ranking da Abras – Associação Brasileira do setor – divulgado em abril de 2011, apontou que o crescimento do volume destes produtos nas lojas é de 15% a 20% nos últimos anos.
Redação FolhaWeb
Conheças as cartilhas elaboradas pela PESAGRO-RJ com receitas e modo de uso de produtos alternativos para o controle de pragas e doenças:
DEFENSIVOS ALTERNATIVOS – 23p.
URINA DE VACA: ALTERNATIVA EFICIENTE E BARATA – 12p.
PRODUÇÃO DE TOMATE ORGÂNICO – 40p.
CONTROLE DE PRAGAS DE HORTAS E DE AMBIENTE DOMÉSTICO – 21p.
foto: AS-PTA
Anvisa divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação (06/12)
Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo (07/12)
Saiba o que pode ser feito para reduzir a quantidade de agrotóxicos nos alimentos (08/12)
A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), através dos seus departamentos, o Grupo de Educação, Saúde e Agrotóxicos (GESA) e a Gerencia Geral de Toxicologia (GGTox), em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado do Paraná, produziram este vídeo, cuja ideia foi expor as culturas, orgânica e convencional, com o intuito de discutir nossa saúde e o futuro sustentável da agricultura, no Brasil. O vídeo conta com a participação de uma técnica do Ministério do Meio Ambiente, que também é atriz e interpreta a personagem “Velha do Cerrado”, representando a personificação da natureza.
Consumidores encontram alimentos orgânicos mais baratos em feiras
O programa na íntegra está na página do GLOBO REPÓRTER, 25/03/2011
Orgânicos têm primeiro levantamento baseado no censo
O IPD Orgânicos depurou números do Censo Agropecuário de 2006 do IBGE para ver o tamanho da área e produção
Tânia Rabello, para o Estrado de São Paulo, 09/03/2011
Levados ao pé da letra,os números soam exagerados. Mas se forem considerados como indicativos sobre que direção tomar para políticas de fomento, tornam- se valiosos. Trata-se da primeira depuração de estatísticas ligadas ao setor de orgânicos com base no Censo Agropecuário de 2006.Ou seja, do primeiro levantamento baseado em números oficiais, no caso, os do IBGE. No censo de 2006, algumas perguntas relativas à produção orgânica foram inclusas, como se o produtor usava ou não adubo químico ou agrotóxicos e se ele tinha algum tipo de certificação orgânica.
Os resultados, contabilizados pelo Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD Orgânicos), estão no trabalho recém-concluído Perfil do mercado orgânico brasileiro como processo de inclusão social. Vale lembrar que em 2006 a Lei dos Orgânicos, embora promulgada, ainda não estava regulamentada (o que ocorreu só em dezembro de 2007) e,que,portanto, não era exigida certificação para agricultores que comercializassem produtos orgânicos.
ÁREA – Os resultados mais grandiosos apontam que o País possuía, em 2006, 4,4 milhões de hectares ocupados com lavoura ou pecuária orgânicas (sem contar o extrativismo). Deste total, 517 mil hectares, ou 10,5%,eram certificados.Em relação aos estabelecimentos que se declararam orgânicos (certificados ou não),depurou-se o número de 90.498, sendo 10,5% deste total certificado.
Além disso,em 2006, o valor da produção orgânica no País foi de R$1,2 bilhão.Dentro deste número, lavouras temporárias representam R$ 478 milhões; lavouras permanentes, R$ 408 milhões; horticultura, R$ 144 milhões.O restante, outras atividades. Entre os Estados, os que mais se destacam na produção orgânica são Bahia, Minas, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná, Piauí e São Paulo.
O Piauí surpreendeu,segundo o coordenador-executivo do Projeto Organics Brasil, Ming Liu, por possuir a maior área certificada entre todos os Estados: 70.341 hectares em 2006.Mas em relação à diversidade dos produtos certificados, o Paraná é campeão, com 49 atividades orgânicas.
Com base nesses números,o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, pretende se guiar para propor políticas de fomento, enquanto o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos não estiver pronto.
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Alguns dados de 2006
4,4milhões de hectares eram ocupados com lavoura ou pecuária orgânicas
90.498 produtores estavam envolvidos com a atividade orgânica
FOLHA DE SÃO PAULO, 25/01/2011
O crescimento das vendas de produtos orgânicos no mercado interno ultrapassou o das exportações em 2010.
O diretor-executivo do projeto Organics Brasil, Ming Liu, estima um aumento de 30% das vendas externas do setor em relação a 2009.
Só as 72 empresas associadas ao projeto, que representam pelo menos 60% do setor, exportaram US$ 108 milhões no ano passado.
Já para as vendas domésticas, Liu estima um aumento de 40%, com base em dados de redes varejistas. Segundo ele, as vendas de alimentos orgânicos já se aproximam de R$ 350 milhões no país.
A adesão de supermercados aos alimentos sem agrotóxicos, hormônios ou antibióticos (no caso das carnes), a maior preocupação com a origem e a qualidade dos produtos e o aumento da renda explicam essa expansão.
O fato de o consumidor, que cada vez mais busca produtos que tragam benefícios à sua saúde, não precisar se locomover a uma loja especializada em orgânicos para comprar esse tipo de alimento tem impulsionado as vendas, segundo Liu.
No Pão de Açúcar, as vendas de orgânicos apresentaram crescimento entre 40% e 50% em 2010, segundo dados citados por Liu.
O avanço no grande varejo não anula a expansão de lojas especializadas. A rede de franquias Mundo Verde, por exemplo, faturou R$ 180 milhões em 2010, um aumento de 30%, e para este ano prevê a abertura de 50 lojas.
Segundo Marcos Leite, diretor da Mundo Verde, o aumento da renda está possibilitando a inserção da classe C no consumo de itens ligados ao bem-estar e que não são considerados essenciais.
A rede carioca, que abriu as primeiras lojas paulistas em áreas nobres da capital, como Moema e Itaim Bibi, agora amplia sua presença para bairros como Jabaquara e Ipiranga.
FEIRA DO FLAMENGO: Praça José de Alencar, esquina das ruas Marquês de Abrantes e São – Salvador, às terças-feiras.
FEIRA DE BOTAFOGO: Praça Joia Valansi, na Rua Muniz Barreto, em frente ao nº 448. Todos os sábados.
FEIRA DO CATETE: Praça do Poeta, na Rua do Catete, esquina com a Silveira Martins, às quintas-feiras.
FEIRA DA COBAL DO HUMAITÁ: Rua Voluntários da Pátria, 448. Todos os dias.
FEIRA DA GLÓRIA: Praça do Russel, aos sábados
FEIRA ORGÂNICA DO ITANHANGÁ: Estrada da Barra da Tijuca nº 1990, na Barra da Tijuca
A informação é do jornal O Globo, 04/05/2010. Leia mais…
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