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Textos com Etiquetas ‘Argentina’

Domínio argentino na venda de soja transgênica no Sul do Brasil

25, outubro, 2012 Sem comentários

A reporagem abaixo mostra que além de as patentes do sistema Roundup Ready serem de propriedade da Monsanto, o desenvolvimento das cultivares usadas no Sul do Brasil é cada vez mais feito por argentinos. Pergunta: onde está o progresso científico e todo o avanço que a suposta revolução tecnológica dos transgênicos traria? Instituições brasileiras como a Embrapa caíram no canto da sereia e estão ficando para trás. Não se trata de perder o bonde, como disse um dos entrevistados, mas sim de pegar o bonde errado.

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VALOR ECONÔMICO, 25/10/2012

É cada vez maior o domínio argentino no negócio de sementes geneticamente modificadas de soja no Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, cerca de 70% desse mercado está nas mãos de companhias que usam germoplasma desenvolvido no país vizinho. Conjunto de genótipos (grupos de genes) de uma espécie, o germoplasma pode ser considerado a fonte de variabilidade genética disponível para o melhoramento das plantas.

Segundo a consultoria Céleres, a área plantada com soja transgênica deve alcançar 23,9 milhões de hectares na safra 2012/13 no país (88,1% da área total que será semeada com o grão) e o Sul responderá por 8,8 milhões. Assim, o cultivo com germoplasma argentino na região deverá atingir 6,2 milhões de hectares.

Segundo a Céleres, o mercado de transgenia no Brasil movimentou US$ 350 milhões em 2011, dos quais US$ 162 milhões referiram-se às empresas que comercializam germoplasma. A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) não tem um levantamento específico sobre as lavouras de soja, mas informa que o mercado total de sementes no Brasil chega a US$ 4,5 bilhões/ano.

Narciso Barison Neto, presidente da Abrasem, lembra que as sementes de soja com genótipos desenvolvidos na Argentina começaram a dominar o Sul do Brasil há quase uma década e de forma ilegal, já que as sementes transgênicas ainda eram proibidas por aqui. De lá para cá, só conquistaram mais espaço.

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Argentina libera soja RR2 da Monsanto

16, agosto, 2012 Sem comentários

A Argentina autorizou a comercialização no país da soja Roundup Ready 2 da Monsanto, chamada de Intacta RR 2. A sementes foi geneticamente modificada para tolerar aplicações do herbicida glifosato e matar alguns tipos de lagartas (Bt). A informação foi divulgada por meio de comunicado da empresa.

Os produtores argentinos não pagavam royalties pelo uso das sementes RR, cuja cobrança agora está sendo discutida pela Monsanto.

A Monsanto aguarda que a China, que é a maior compradora de óleo de soja, aprove as importações dos grãos de Intacta RR 2.

Com informações da Bloomberg, 16/08/2012.

Justiça da Argentina rejeita recurso da Bunge

31, maio, 2012 Sem comentários

G1, 31/05/2012

Buenos Aires, 31 – A Justiça da Argentina rejeitou medida cautelar impetrada pela multinacional Bunge, que reclamou por ter sido excluída do registro nacional de operadores de grãos, acusada de sonegar impostos. A Justiça também manteve o embargo e inibição de bens da companhia no valor de 250 milhões de pesos (US$ 56 milhões) no processo em que é investigada por suposta sonegação de impostos de 435 milhões de pesos, por meio de triangulações de exportações através do Uruguai, nos anos de 2006 e 2007. A causa foi iniciada por denúncia da Administração Federal de Rendas Públicas (Afip), a Receita Federal argentina.

Mesmo excluída do Registro Fiscal de Operadores de grãos, a empresa não é impedida de operar no mercado interno, nem de exportar. Deixa apenas de ter acesso aos benefícios fiscais de devolução de alguns impostos e sofre restrições para obter autorizações de transporte de mercadorias dentro do país. Nos últimos dois anos, o governo argentino tem excluído as grandes empresas agroexportadoras do registro de operadores de GRÃOS com a acusação de sonegação de impostos.

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Argentinos expostos a herbicida usado em transgênicos se queixam de doenças

11, agosto, 2011 Sem comentários

Câncer, leucemia, malformações fetais, abortos espontâneos, problemas respiratórios, oculares e dermatológicos: é interminável a lista de doenças das quais os habitantes de San Jorge se dizem vítimas.

A 600 quilômetros de Buenos Aires, com seus 25 mil habitantes, San Jorge é um agradável vilarejo de Santa Fe, uma das mais ricas províncias agrícolas da Argentina. No bairro pobre de Urquiza, somente uma rua de terra separa a casa de Viviana Peralta dos campos de soja onde a pulverização de pesticidas se faz por avião. Foi somente quando ela percebeu que Ailen, sua filha de um ano e meio, estava tendo crises agudas de asma cada vez que o avião sobrevoava sua casa, que a sra. Peralta fez a associação. No hospital, uma pediatra confirmou a presença de glifosato no sangue de Ailen.

 

A reportagem é de Christine Legrand, publicada pelo Le Monde e reproduzida pelo Portal Uol, 09/08/2011 (Via IHU Unisinos).

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Brasil quer apoio de vizinhos contra controle de preços de commodities

1, abril, 2011 Sem comentários

Como se vê abaixo, o ministro Wagner Rossi revela total desconhecimento da legislação brasileira e internacional sobre biossegurança e espera acontecer um “caso concreto” [de dano ambiental ou á saúde] para daí sim ter uma posição sobre risco. Parece crer que seu não preconceito com relação aos transgênicos vale mais que a lei.

Na Argentina o milho não é segregado e lá há 3 tipos de milho transgênico que não foram aprovados no Brasil e entrariam no país caso fosse autorizada a imporatação.

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Para secretário de Política Agrícola, volatilidade nas cotações das commodities agrícolas sempre existiu e solução é aumentar a produção

Marina Guimarães, da Agência Estado, 31/03/2011

BUENOS AIRES – O governo brasileiro quer chegar à reunião do Grupo das 20 nações maiores economias do mundo (G-20), no final de junho, com uma posição unificada dos países da América do Sul contra o controle dos preços e mercados de commodities agrícolas. A proposta será apresentada aos ministros de Agricultura da região pelo secretário de Política Agrícola, Edilson Guimarães, amanhã, em Buenos Aires, durante a 20ª Reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

“Vamos apresentar um trabalho sobre o assunto com a intenção de provocar uma discussão, que possa levar a um consenso”, disse Guimarães à Agência Estado. A opinião dele é que a volatilidade nas cotações das commodities agrícolas sempre existiu e a única forma para diminuir os preços é aumentar a produção. “A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou um documento mostrando que os fundos de investimentos dão maior liquidez aos mercados e, portanto, não seriam os responsáveis pelo aumento dos preços das commodities”, argumentou.

O Brasil e a Argentina são os únicos países da região que fazem parte do G-20, mas ambos querem ter o apoio dos vizinhos para rejeitar qualquer iniciativa dos países desenvolvidos de controle de preços das commodities agrícolas. A França, por exemplo, tem argumentado que a inflação dos alimentos é provocada pelos movimentos especulativos dos fundos de investimentos no setor e, portanto, os países deveriam controlar os preços. O ministro de Agricultura, Wagner Rossi, que preside a reunião do CAS, rejeitou qualquer tipo de gestão neste sentido e reforçou o discurso que vem repetindo no Brasil: “Só podemos reduzir preços aumentando a produção”.

Em entrevista à AE, o ministro também fez comentários sobre a possibilidade de o Nordeste do Brasil importar milho da Argentina para resolver o problema de custo, mas correr o risco de ter a carga barrada pela aduana por tratar-se de milho transgênico. “Vamos ter uma posição específica sobre esse risco quando houver um caso concreto, mas não vejo problema nenhum. Não tenho preconceito contra transgênico”, afirmou.

Rossi disse que “a questão dos transgênicos só não está superada porque existe um pouco de preconceito, mas é uma realidade mundial sem a qual condenaríamos milhões de pessoas à passar fome”. Por outro lado, o ministro mandou seu recado: “É necessário que o preço do milho no Brasil se regularize, até porque estamos sendo protagonistas do mercado de milho. Fomos o quarto exportador no ano passado, tivemos uma produção recorde e não é razoável que, com uma produção tão abundante, ainda tenhamos preços tão elevados”.

O glifosato é intocável

11, março, 2011 1 comentário

 

Enquanto o Ministério da Saúde estuda o grau de toxicidade do pesticida, um telegrama revela como a Embaixada norte-americana pressiona o Ministério da Agricultura e a província do Chaco, na Argentina.


 

A reportagem é de Santiago O’Donnell e publicada no jornal Página/12, 09-03-2011. A tradução é do Cepat (via IHU Unisinos).

A Embaixada dos Estados Unidos defendeu o uso do questionado pesticida glifosato diante de autoridades do Senasa, o organismo responsável pela garantia e certificação da saúde e qualidade da produção agropecuária. De acordo com um telegrama diplomático de julho de 2009 filtrado pelo Wikileaks, e ao qual o Página/12 teve acesso, a Embaixada tomou a decisão de apresentar estudos próprios ao regulador que havia autorizado o uso do pesticida depois que este jornal revelara um estudo científico alertando sobre a possível toxicidade do produto.

O lobby norte-americano a favor do fabricante do pesticida, a multinacional Monsanto, aconteceu seis meses depois que a presidente Cristina Fernández Kirchner ordenara ao Ministério da Saúde iniciar uma investigação oficial sobre os possíveis efeitos nocivos do pesticida. O estudo, que ainda está em andamento, servirá de base para limitar ou eventualmente proibir o uso do glifosato, caso ficar demonstrado que efetivamente é nocivo à saúde da população, como sugere o trabalho questionado pela Embaixada, realizado pelo toxicólogo Andrés Carrasco com embriões de frango.

Segundo o telegrama, para a Embaixada, Carrasco é um pesquisador do “prestigioso” Conicet e da “muito respeitada” Universidade de Buenos Aires. Mas seu estudo não seria “cientificamente crível” porque não tinha sido referendado por essas instituições nem incluído em uma publicação científica.

“Dentro dos círculos científicos e das agências regulatórias responsáveis pela aprovação do uso do glifosato na Argentina, se aceita que o suposto estudo não tem credibilidade científica. Os resultados não foram apresentados para uma análise de metodologia, procedimentos e/ou conclusões”, diz o telegrama.

Como a coca

Para contra-arrestar o que qualificou de “campanha da imprensa pró-governo”, a Embaixada norte-americana entregou informações ao Senasa favoráveis ao uso do glifosato, assinala o despacho.

“Em resposta à controvérsia, a Secretaria de Agricultura da Argentina (através do Senasa) esteve reunindo informações para apoiar sua aprovação do uso de glifosato na Argentina. A seção da Argentina da Embaixada deu ao Senasa informações sobre estudos de glifosato, que são de uso comum nos Estados Unidos e também são usados no programa de erradicação da coca do Plano Colômbia”.

O telegrama também explica o interesse da Embaixada em defender o uso do pesticida: “O glifosato é o ingrediente ativo do popular pesticida Roundup. A Monsanto tem a principal fatia do mercado de glifosato na Argentina, com 40%, e, portanto, é a vítima circunstancial mais proeminente e mais vulnerável aos ataques”.

No entanto, o telegrama não faz referência a estudos científicos previamente realizados sobre a toxicidade do glifosato da Universidade de Caen e do Centro Nacional de Pesquisa de Roscoff, ambos da França, da Universidade de Pittsburg (Estados Unidos), da Universidade Nacional de Rosário e da Universidade Nacional do Litoral, mesmo que estes estudos tenham sido citados no artigo do Página/12 do jornalista Darío Aranda sobre o trabalho de Carrasco. O telegrama também não diz nada sobre os diferentes estudos de autoridades sanitárias no interior do país alertando para as altas taxas de câncer e malformações em zonas fumigadas.

Quanto à validação do estudo de Carrasco, o mesmo foi publicado em agosto do ano passado pela revista científica Chemical Research in Toxicology, num artigo de 10 páginas, que inclui todos os dados necessários para ser revisado pela comunidade científica. Nesse ambiente, a publicação de um estudo em uma reconhecida revista científica é considerada como uma aceitação de sua seriedade. Os telegramas de Wikileaks só cobrem despachos escritos até o começo do ano passado, razão pela qual não indicam se a Embaixada deu conta da publicação e corrigiu sua percepção inicial sobre o trabalho do pesquisador argentino.

Fumigações

Em relação ao uso do glifosato feito pelos Estados Unidos, não se trata de uma situação análoga à de outros países porque a concentração do pesticida, das outras substâncias tóxicas com que é misturado e a forma de aplicação não são as mesmas, alertam os cientistas: “Assim, os conceitos sobre segurança para o ambiente e a saúde, emitidos a partir da caracterização e avaliação de riscos calculados para as ‘condições normais recomendadas de uso’ nos Estados Unidos, não tem base científica em nosso meio”, explica a engenheira agrônoma, bióloga e química colombiana Elsa Nivia no sítio biodiversidadla.org.

“Na Colômbia se está aplicando o glifosato sobre plantações ilícitas e tudo o que o circunda, e numa concentração até 26 vezes maior, com o agravante de que é adicionado o surfactante Cosmo-Flux 411F, que pode até quadruplicar a ação biológica do Roundup. A esta lamentável situação se acrescenta algo mais perverso: há denúncias de várias passadas das avionetas quando fumigam sobre zonas camponesas; quatro, seis e até 12 vezes fumigam o mesmo campo”, assinala a pesquisadora.

Os protestos do governo equatoriano levaram a Colômbia a suspender as fumigações com glifosato na fronteira com esse país.

“Denúncias graves”

Em janeiro de 2009, em um discurso em que anunciou novas medidas para o campo, a presidente argentina informou sobre a abertura de uma pesquisa oficial sobre a toxicidade do glifosato. “Também tomamos conhecimento nestes dias, porque foi profusamente divulgado por muitos meios de comunicação, e inclusive há uma medida da Justiça de Córdoba, sobre a fumigação na qual são utilizados determinados agroquímicos, quanto às proibições de não fazê-lo perto de povoados pelo que isto representa de impacto à saúde da população”, disse Cristina Kirchner. “Mesmo que isso seja de competência exclusiva de municípios e províncias, pedi à senhora ministra da Saúde que realize uma investigação, porque me parece que são fatos muitos importantes, fazem mal à saúde de todos os argentinos e aí não se pode entrar em questão de competências e jurisdições: tem que colocar à disposição todos os elementos, porque são denúncias muito graves e, além disso, porque até as próprias justiças provinciais intervieram por casos de contaminação de agentes cancerígenos, etc.”, explicou, e prometeu acompanhar o tema “de perto”.

La Leonesa

Das diferentes denúncias às quais a Presidente fez referência, talvez a mais grave provém da província do Chaco. No ano passado, um juiz provincial suspendeu as fumigações nos arrozais por 90 dias na localidade de La Leonesa e ordenou à província um estudo sobre os efeitos do glifosato nessa população. A Comissão Provincial de Pesquisa de Poluentes da Água publicou o relatório em agosto de 2010. Adverte que nos últimos 10 anos em La Leonesa triplicaram os casos de câncer em crianças menores de 15 anos na localidade e que quadruplicaram os casos de malformações em recém nascidos e que isto coincidiu com o auge da exploração de arroz na zona do departamento Bermejo.

Cientistas e ambientalistas denunciaram repetidamente a falta de resposta do governo provincial frente à ameaça sanitária. O próprio Carrasco foi agredido por funcionários locais quando visitou La Leonesa em 2009 em uma ocasião em que foi chamado para falar sobre os perigos do glifosato, de acordo com denúncia da Anistia Internacional. Uma explicação possível para a denunciada passividade do governo chaquenho aparece em outro telegrama do Wikileaks publicado por este jornal na semana passada, que dá conta da visita do então presidente da Monsanto Argentina, Juan Ferreyra, à Embaixada norte-americana em agosto de 2008.

Ferreyra disse que a Monsanto estava tendo boas conversações com produtores de algodão para expandir o uso do bt cotton (algodão transgênico) na província do Chaco, no norte argentino, e cooperar ali”, diz o telegrama. “No dia 12 de agosto, a Monsanto assinou um acordo de cooperação com o governador do Chaco. O embaixador pôde apoiar esta iniciativa com uma nota na página editorial do principal jornal do Chaco e com conversações com o governador nesse mesmo dia. O governador Capitanich se mostrou muito entusiasmado em trabalhar com a Monsanto para melhorar e expandir a produção local de algodão”.

Link para a reportagem original do Página 12: http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-163729-2011-03-09.html

Para ler mais:

DuPont Argentina é sancionada por trabalho escravo

4, fevereiro, 2011 Sem comentários

Reportagem de Emilio Ruchansky publicada no jornal argentino Página/12 em 02/02/2011, traduzida pelo Cepat e disponível no site do Instituto Humanitas Unisinos.

A Administração Federal de Impostos Públicos (AFIP), que detectou cinco acampamentos em Córdoba, com 140 trabalhadores submetidos a trabalho escravo, anulou os benefícios econômicos de que gozava a multinacional DuPont Argentina. Nas sanções ficaram incluídas a subsidiária Pioneer e a terceirizadora Adecco.

Pela primeira vez desde 1999, quando se facilitou uma aduana domiciliar a certas empresas por seu volume de importações e exportações, a Administração Federal de Impostos Públicos (AFIP) suspendeu este serviço a um dos 32 beneficiados. Trata-se da companhia DuPont Argentina, filial da multinacional norte-americana com sede em Delaware, que controla a cerealista Pioneer, acusada de evasão e redução à servidão de 140 trabalhadores rurais em Córdoba. Todos eles foram contratados pela “prestadora de serviços eventuais”, recrutadora de trabalhadores, Adecco Specialities. De agora em diante, nenhuma das três empresas poderá atuar como provedora do Estado e cessarão todos os benefícios de créditos, fiscais e aduaneiros ao menos até que cesse a situação denunciada. (…)

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Monsanto na Argentina

21, outubro, 2010 Sem comentários

Valor Econômico, 21/20/2010

A Monsanto quer aumentar sua cota de sementes de milho na Argentina, que deve ter um plantio sem precedentes. A expectativa é ter 52% do mercado este ano, frente a 50% de 2009. O país é o 2º maior exportador de milho.

Argentina: médicos pedem proibição das pulverizações

9, setembro, 2010 Sem comentários

Os participantes do “Primeiro Encontro de Médicos dos Povos Fumigados”, que reuniu mais de 160 participantes de diversos estados entre 27 e 28 de agosto na Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Córdoba (UNC), na Argentina, pedem à presidenta do país que “proteja a saúde e a vida dos povos fumigados por agrotóxicos”.

A declaração final do encontro solicita ainda à presidenta e aos ministros da Saúde e do Interior que se proíbam imediatamente as pulverizações aéreas de agrotóxicos em todo o território da Argentina, assim como já foi estabelecido na União Europeia, e que se restrinjam as fumigações terrestres, distanciando-as das zonas urbanas e dos povoados.

A carta pede ainda ao Congresso Nacional que trate de aprovar leis que determinem estas proibições, e que também passem a considerar as fumigações ilegais delitos que atentam contra a saúde e o meio ambiente.

Segundo os participantes de encontro, “além de parar de fumigar, é preciso proibir a utilização por qualquer meio de agrotóxicos de classes toxicológicas I e II, bem como colocar em questão o atual modelo de produção agroindustrial e transgênico, buscando sistemas que permitam a integração social e cultural e a defesa e reprodução das condições ecológicas do nosso meio ambiente”.

Os participantes do encontro aprovaram ainda uma carta abertas às entidades agropecuárias, exortando-as a “parar de fumigar”. Nesta carta, denunciam que “os cânceres e outras doenças graves são detectadas com mais frequência agora. Da mesma maneira que os abortos espontâneos, transtornos de fertilidade e nascimento de bebês com malformações congênitas têm apresentado índices muito elevados (…). os transtornos respiratórios, endócrinos, hematológicos, neurológicos e psíquicos são, também agora, muito mais frequentes em populações sistematicamente fumigadas. Fumigadas porque compartilham o mesmo espaço geográfico com os cultivos agroindustriais e transgênicos que os senhores exploram”.

Extraído e adaptado de: CTA – Central de Trabajadores de la Argentina, 02/09/2010.

ACÓRDÃO do Tribunal de Justiça da União Europeia

7, julho, 2010 Sem comentários

Sobre o litígio aberto pela Monsanto contra o Estado argentino e empresas exportadoras de farelo de soja.

“(…) Directiva impede que uma legislação nacional conceda uma protecção absoluta do produto patenteado enquanto tal, independentemente de exercer ou não a sua função na matéria que o contém”.

Confira abaixo a íntegra do acórdão. Leia mais…

Monsanto perde disputa de soja modificada em tribunal da União Europeia

6, julho, 2010 Sem comentários

Multinacional cobrava há anos os direitos sobre patente em litígio com Argentina e várias empresas

Monsanto perde briga por royalties da soja argentina

BRUXELAS (Efe) – O Tribunal de Justiça da União Europeia emitiu decisão contrária à multinacional Monsanto que cobrava há anos os direitos sobre a patente de soja geneticamente modificada, em um litígio com o governo da Argentina e várias empresas.

A Justiça comunitária ditou a sentença sobre um processo da Monsanto, que denunciou na Holanda a importação de sementes da Argentina por várias empresas, a “soja RR”, cujo gene foi registrado na Europa pela empresa americana.

Entre os anos 2005 e 2006, a disputa comercial ganhou impulso porque a Monsanto deteve na Holanda sementes de soja argentina para cobrar direitos e royalties. Leia mais…

Parlamentares argentinos questionam boicote a Andrés Carrasco

2, junho, 2010 Sem comentários

O pesquisador argentino Andrés Carrasco teve sua conferência na Feira do Livro 2010 organizada pelo Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas). Poucos meses antes, Carrasco havia divulgado efeitos nocivos à saúde provocados pelo glifosato (princípio ativo do herbicida Roundup, da Monsanto, usado nas lavouras transgênicas Roundup Ready) através de pesquisas com anfíbios (ver Boletim 437).

Segundo noticia agora a imprensa do país, um grupo de parlamentares, na sua maioria de centro-esquerda, apresentou ao Conicet um duro pedido de informações buscando identificar possíveis vínculos e compromissos entre o Conicet e a Monsanto.

Para os parlamentares, há ao menos dois setores em conflito: “De um lado estão os prejudicados pela utilização do glifosato e, do outro, os atores econômicos que avançam no sentido de buscar maior produtividade e rentabilidade ao negócio da soja”. Para eles, “está demonstrado que a informação proporcionada pelos fabricantes do agrotóxico sobre a sua segurança é ao menos duvidosa, o que levou diferentes equipes de cientistas de vários países a pesquisar de forma independente sobre o tema”.

Com informações de: E-campo.com, 26/05/2010.

Decisão judicial inédita na Argentina favorece camponeses

14, abril, 2010 Sem comentários

Reportagem de Eric Nepomuceno para a CARTA CAPITAL, 13/04/2010 | Na Argentina, a Justiça do estado de Santa Fé acaba de tomar uma decisão inédita: determinou, em sentença definitiva, a proibição do uso de glifosato em fumigações agrícolas nas zonas urbanas da cidade de San Jorge. Quase todo o glifosato usado no país é produzido pela Monsanto, maior fabricante mundial de sementes transgênicas e de produtos agroquímicos.

A sentença da Justiça de Santa Fé trouxe ainda uma novidade significativa: deu ao governo estadual e à Universidade Nacional do Litoral o prazo de seis meses para que se comprove que os agroquímicos (evitou-se o uso de “agrotóxicos”) não são prejudiciais à saúde. Assim, inverteu o ônus da prova: até agora, os afetados (em sua imensa maioria pequenos camponeses de escassos recursos) é que tinham de provar que seus padecimentos estavam relacionados ao glifosato. Ao passar para os grandes impulsionadores do modelo de agronegócios a obrigação de comprovar que os efeitos do produto químico não são prejudiciais à saúde, sentou as bases para uma nova postura judicial, com maior proteção às eventuais vítimas. Leia mais…

Sentença inovadora sobre glifosato na Argentina

22, março, 2010 Sem comentários

A Justiça de Santa Fé, na Argentina, proibiu a utilização do glifosato, o pilar fundamental da produção de soja, nas proximidades de zonas urbanas: proibição total de pulverizar agrotóxicos a menos de 800 metros de moradias familiares se o método utilizado for terrestre, e de 1.500 metros se a aspersão for feita por avião.

Os juízes também marcaram jurisprudência ao invocar o Princípio da Precaução: diante da possibilidade de prejuízo ambiental irremediável, é necessário tomar medidas protetoras. Os iniciadores da causa, moradores que sofreram transtornos na saúde por causa das fumigações, já solicitaram que a medida se estenda a toda a província. Leia mais…

A soja resiste, mas e a vida humana?

14, setembro, 2009 Sem comentários

Carta Capital | 01/09/2009

Eric Nepomuceno, de Buenos Aires

Há 35 anos a multinacional Monsanto começou a testar um herbicida à base de um componente químico chamado glifosato. Na década de 80, chegou à formula final do Roundup, que a partir dos anos 90 passou a ser utilizado em várias partes do mundo em pequena ou média escala (no Brasil, nos campos cobertos pelo agronegócio). Leia mais…