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MST RJ convida para VIII Feira da Reforma Agrária

5, dezembro, 2016 Sem comentários

Categories: agroecologia, alimentação Tags:

Homenagem do MST ao prof. Paulo Kageyama

18, maio, 2016 Sem comentários

NOSSA ETERNA HOMENAGEM AO COMPANHEIRO PAULO KAGEYAMA!

A Direção Nacional do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, reunida em São Paulo neste dia 17 de maio de 2016, recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento do professor Paulo Kageyama, agrônomo, professor titular da ESALQ-USP, membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e consultor da FAO.

A história do professor Paulo Kageyama é marcada pela dedicação em pensar outra matriz agrária e agrícola para nosso país, levando em consideração a conservação e manejo da grande biodiversidade, consolidando-se como um dos maiores pesquisadores dos bens naturais e da agroecologia. Seu legado científico e político é um marco fundamental para a civilização brasileira.

O prof. Kageyama sempre entendeu que essa biodiversidade é um bem comum dos povos, sendo historicamente conservada pela diversidade do campesinato brasileiro. Seu compromisso com os seringueiros, com os ribeirinhos, com os agricultores tradicionais, garantiu o desenvolvimento de uma teoria articulada com a prática que muito contribuiu para diversas iniciativas populares.

Em especial, desde o início dos anos de 1990 o MST e o prof. Kageyama construíram uma forte parceria para pensar e implementar sistemas produtivos pautados na agroecologia e na soberania alimentar em diversos estados do país. Inúmeras experiências se tornaram referência de práticas como a Agrofloresta e o planejamento territorial agroecológico.

Nos últimos 10 anos o prof. Kageyama, mantendo a coerência de suas posições científicas e políticas, se tornou um dos maiores lutadores contra os transgênicos, denunciando as consequências dessa tecnologia para a destruição da biodiversidade e o envenenamento do meio ambiente e da população. Ressaltamos sua postura combativa na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) onde sempre defendeu os interesses do povo brasileiro frente às empresas transnacionais.

O legado de grandes intelectuais do povo, como o prof. Paulo Kageyama, perdura muito além de suas contribuições em vida. A agroecologia brasileira e a luta pela terra levarão seus aprendizados rumo à construção de um país agroecológico, solidário e socialista.

Kageyama sempre teve convicção de que a questão ambiental passa por um campo democratizado, pela realização da Reforma Agrária e pelo enfrentamento aos grandes grupos econômicos do agronegócio e da mineração que privatizam a terra, a água, a vida e toda natureza.

Para eternizar sua contribuição à luta pela agroecologia e à reforma agrária, o MST através de sua base, no estado da Bahia, decidiu em assembleia no dia de hoje, dar o nome a um assentamento que Kageyama acompanhava no município de EUNAPOLIS-Bahia, com 200 famílias assentadas, de Assentamento Prof. Paulo Kageyama. 

Para os trabalhadores e trabalhadoras sem terra Kageyama é como semente crioula que nunca morre, e sempre se multiplica: em cada latifúndio ocupado, nas escolas que se erguem, nos processos de formação, nas marchas, no plantio das agroflorestas, nas experiências agroecológicas e no movimento do povo de luta em mutirão. Que viva para sempre Kageyama, germinando nos lutadores e lutadoras do povo!!

São Paulo, 17 de maio de 2016

Direção Nacional do MST

 

Categories: agroecologia, editorial Tags:

NOTA DO MST SOBRE O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA

4, dezembro, 2015 1 comentário

FORA CUNHA!

NOTA DO MST SOBRE O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem à público denunciar a tentativa de golpe institucional contra Presidenta da República, Dilma Rousseff, promovido pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e reafirma seu compromisso em defesa da democracia e do respeito ao voto.

Repudiamos o comportamento do deputado Eduardo Cunha e afirmamos que ele é reflexo da aliança explícita entre a mídia empresarial, liderada pela Rede Globo, seguida por partidos políticos de direita. Logo, não tem legitimidade moral, ética ou política de propor o impedimento da presidência da república.

Todos os ataques aos direitos da classe trabalhadora, proferidos sob a Presidência de Eduardo Cunha na Câmara de Deputados, estão sendo respondidos com um grande FORA CUNHA! Portanto, seguiremos empunhando essa bandeira até que o Cunha caia e seja provada a sua culpabilidade criminosa nos processos instaurados, sendo imediatamente preso.

Salientamos a necessidade de o Governo Dilma assumir a pauta que a elegeu em 2014 e fazer um mandato que defenda a classe trabalhadora. Porém, não aceitamos nenhum tipo de golpe e vamos defender o mandato da Presidenta legitimado pelas urnas. Ao mesmo tempo, continuaremos lutando para combater a atual política econômica de viés neoliberal, implementada no segundo mandato da Presidenta Dilma, que penaliza a população brasileira, promove um retrocesso nos direitos trabalhistas, beneficia o capital rentista e sinaliza a entrega das nossas riquezas naturais à rapinagem do capital internacional.

Acreditamos que as crises política, econômica, social e ambiental que vivemos nos dias de hoje, exigem profundas reformas estruturais que assegurem a consolidação e aprofundamento da democracia, promovam a distribuição da renda e riqueza produzida aqui e garantam a soberania do nosso país.

Por isso, convocamos toda a militância e toda a classe trabalhadora para lutar pela cassação do mandato e prisão de Eduardo Cunha. Entendendo que, somente com as reformas estruturais podemos colocar Brasil em um novo patamar de democracia e justiça social.

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

São Paulo, 03 de dezembro de 2015

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MST denuncia CTNBio à Dilma

28, fevereiro, 2014 Sem comentários

Em audiência com a presidenta Dilma realizada na semana de seu VI Congresso Nacional, o MST denunciou os laços corporativos da CTNBio, comissão do governo encarregada de avaliar os pedidos de pesquisa e comercialização de transgênicos, como se lê no seguinte trecho da carta entregue à presidenta:

“Queremos denunciar que o atual coordenador da CTNbio, que julga a liberação de sementes transgênicas, até ontem fazia consultoria para empresas transnacionais que obtém vultuosos lucros com a vendas dessas sementes. Isso é, no mínimo, falta de ética. Exigimos que essa pessoa seja substituída. E, solicitamos que os movimentos populares do campo e as universidades também tenham o direito de indicar cientistas para compor a comissão de analise das sementes transgênicas. Exigimos que o governo use sua base parlamentar para impedir o avanço dos projetos de lei que querem legalizar o uso da tecnologia que esteriliza as sementes. Nenhum pais do mundo aprovou a “tecnologia terminator”. O Brasil não pode ser essa exceção.”

A íntegra da carta do MST à Dilma está disponível em: http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/noticias-para-o-boletim/613-leia-carta-do-mst-a-dilma

 

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Mortes no campo, vergonha nacional

18, fevereiro, 2013 Sem comentários

artigo de Marcelo Canellas

Diário de Santa Maria – RS, 19/02/2013

Todo ano a Comissão Pastoral da Terra divulga um balanço das mortes no campo. Em 2011, por exemplo, 29 pessoas foram assassinadas em conflitos agrários no Brasil. Em 2012, num levantamento ainda parcial, aparece o mesmo número: 29 mortes. A despeito dos avanços da modernidade, essa violência medieval não arrefece. A cada novo anúncio, a CPT aponta as mesmas causas de sempre: interesses econômicos contrariados, impunidade, tensão criada pela demora no julgamento de processos judiciais e ineficiência da política de reforma agrária do Estado.

É de se espantar que um país como o nosso não tenha superado a fase pré-capitalista de uma reforma agrária de verdade. Governo e sociedade são cúmplices de uma omissão secular com que têm de lidar agora e que se manifesta em efeitos trágicos e perversos. Como se vidas humanas não estivessem em jogo, perde-se de vista o caráter de urgência da distribuição de terra, crédito, assistência técnica e infraestrutura de produção a milhões de famílias dispostas a cultivar alimento limpo e saudável para, cinicamente – e a esta altura! – promover uma discussão conceitual sobre a necessidade ou não de fazer reforma agrária no Brasil. E que ninguém se engane: há muito de clichê e preconceito nesse debate. Os sem-terra ou são retratados como pobres coitados merecedores de ação social caritativa, ou são vistos como arruaceiros que só querem aporrinhar o agronegócio.

O assassinato de Cícero Guedes dos Santos, executado com 14 tiros, no dia 26 de janeiro, em Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, desmascara todos os que tentam fazer confusão de conceitos. Cícero era o anti-clichê. Inteligente e carismático, chamou a atenção da academia. Seu sítio Brava Gente, conquistado na luta pela terra, estava sempre repleto de estudantes universitários dispostos a aprender. A pequena unidade de produção era estudo de caso e objeto de pesquisa de cientistas de duas universidades, a UFF (Federal Fluminense) e Uenf (Estadual do Norte Fluminense) que viam em suas práticas agroecológicas a síntese do conhecimento ancestral acumulado pelos camponeses.

Inquieto e solidário, queria para os outros o que tinha para ele e sua família. Integrava comitês de erradicação do trabalho escravo, e ajudou a organizar a ocupação da usina Cambahyba, complexo de oito fazendas consideradas improdutivas pelo Incra desde 1998. Morreu aos 48 anos, deixando mulher, dois filhos e a certeza de uma dívida vergonhosa que temos com a família dele.

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Dilma visita assentamento do MST no Paraná e fala sobre reforma agrária

7, fevereiro, 2013 Sem comentários

CARTA DA DIREÇÃO NACIONAL DO MST À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

Arapongas/Paraná, 4 de fevereiro de 2013

 

Excelentíssima presidenta Dilma Rousseff,

a sua visita ao assentamento Dorcelina Folador, no município de Arapongas, na região de Londrina (PR), para a inauguração da agroindústria da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran), é um reconhecimento da necessidade, importância e potencial da Reforma Agrária.

Os trabalhadores rurais estão fazendo muito pelo nosso país e podem fazer muito mais. Estamos muito longe do nosso potencial, que demanda uma ação forte, ampla e eficiente do Estado.

Em primeiro lugar, o governo precisa retomar a política de criação de assentamentos e fazer a Reforma Agrária. Muito pouco tem sido feito para democratizar a terra.

Em segundo lugar, os programas do governo para as famílias assentadas são conquistas importantes, no entanto, são muito burocráticos, não têm recursos suficientes tanto para cumprir seus fins como para a universalização.

Abaixo, apresentamos alguns pontos fundamentais para desenvolver o meio rural e combater a pobreza, fazendo a Reforma Agrária, agregando valor à produção dos assentados e gerando renda para melhorar a qualidade de vida do trabalhador rural.

1-Um programa emergencial para assentar todas as famílias que vivem acampadas, em situação de extrema pobreza, com a desapropriação imediata de latifúndios em todo o país. Só o nosso movimento organiza 90 mil famílias acampadas.

2-Garantir assistência técnica pública, programas de pesquisa e tecnologia para agropecuária.. Precisamos de uma empresa estatal de máquinas para a agricultura camponesa.

3-Política de crédito específica para as famílias assentadas, associada à produção agrícola diversificada e em bases agroecológicas e sem agrotóxicos e transgênicos, para promover uma agricultura sustentável. O Pronaf não atende as necessidades dos trabalhadores assentados.

4-Desenvolver políticas públicas para a cooperação agrícola, como mutirões, formas tradicionais de organização comunitária, associações e cooperativas, para aumentar a escala da produção.

5-Garantir a implementação de agroindústrias na forma cooperativa, sob controle dos agricultores e dos trabalhadores, para beneficiar os alimentos, agregar valor à produção e gerar renda, garantindo a oportunidades de trabalho para a juventude no meio rural.

6-Universalizar as políticas públicas de compra da produção de alimentos, de qualidade e saudáveis para atender a demanda dos municípios próximos dos assentamentos e as compras governamentais, para escolas e hospitais, fortalecendo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e os programas PNAE e PAA.

7-Universalizar o acesso à educação escolar de qualidade em todos os níveis, da creche à universidade e ensino técnico, com a construção e manutenção de escolas públicas e gratuitas, para aumentar o nível educacional dos assentados. Promover mutirão para erradicar o analfabetismo da população adulta.

8-Garantir a implementação do programa Minha Casa Minha Vida Rural, conforme sua determinação em abril de 2001 e até hoje não normatizada, para viabilizar a construção de moradias adequadas à cultura do meio rural.

9-Assentar as famílias sem-terra nos perímetros irrigados na região Nordeste, que serão beneficiadas com terra e acesso a água. Garantir abastecimento permanente de água potável nas comunidades rurais.

10-Fortalecer e universalizar o programa nacional para o desenvolvimento de técnicas de produção com base na agroecologia. Implementar um amplo programa de reflorestamento, para todas as áreas de Reforma Agrária, sob coordenação das mulheres, para recuperar as áreas degradadas e fontes de água destruídas pelo latifúndio.

 

DIREÇÃO NACIONAL DO MST

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NOTA DO MST SOBRE O ASSASSINATO DO CÍCERO GUEDES

1, fevereiro, 2013 Sem comentários

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Campos dos Goytacazes, 01 de Fevereiro de 2013.

O MST RJ vem a público reconhecer o empenho e a celeridade da Polícia Civil em apurar os responsáveis pelo assassinato do militante Cícero Guedes dos Santos. A eficiência da Polícia nesse caso vem aliviar um pouco a tensão permanente em que vivem os acampados, assentados, militantes e apoiadores do MST.

O assassinato do Cícero foi um crime contra os que lutam pela terra. Em que os principais responsáveis são o latifúndio e a morosidade do Estado Brasileiro em realizar a Reforma Agrária. Cícero, militante histórico do MST, assentado desde 1997 no assentamento Zumbi dos Palmares, foi assassinado por defender a Reforma Agrária e os princípios do MST.

Gostaríamos de afirmar, que o acusado não possui, nem nunca possuiu nenhum tipo de vínculo com o MST, não participa de nenhuma de nossas instâncias. O acusado, ao contrário, representava interesses criminosos que pela força tentaram dominar o acampamento.

A Usina Cambahyba, palco do conflito que culminou com o assassinato do Cícero, tem um histórico de 14 anos de luta pela terra. Em 1998 a área recebeu Decreto de Desapropriação para fins de Reforma Agrária, da Presidência da República. Como o processo de desapropriação não avançou após o decreto, 470 famílias organizadas no MST ocuparam as terras da Usina no dia 17 de abril de 2000, como forma de pressionar o Estado. Desapropriação que até hoje não ocorreu. Os primeiros meses da ocupação foram marcados pelas ameaças dos seguranças da Usina às famílias sem terra, que precisaram da intervenção do Ministério Público e da Polícia Militar para garantia de sua segurança. No ano de 2005 a Justiça Federal de Campos, que aceitou todos os recursos dos proprietários da Usina contra o processo de desapropriação desde 1998, concedeu a liminar que resultou no despejo mais violento que o MST sofreu no Estado do Rio de Janeiro.

Dia 2 de novembro de 2012, após a divulgação nos grandes veículos de comunicação de que a Usina Cambahyba, serviu para incineração de corpos dos militantes no período da ditadura militar, o MST reocupou as terras da usina cobrando do Estado a conclusão do processo de desapropriação passados 14 anos do decreto.

A irresponsabilidade do Estado Brasileiro nesses 14 anos em acabar com um dos símbolos da violência do latifúndio é a principal causa do assassinato de Cícero e por toda vulnerabilidade que se encontram as famílias sem terra do acampamento Luiz Maranhão.

Esperamos que esse seja o primeiro passo das investigações contra as ameaças sofridas por essas famílias e que outras mortes sejam evitadas.

Exigimos que o Estado Brasileiro de um fim a história de violência da Usina Cambahyba!

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III Feira Estadual da Reforma Agrária – RJ

26, novembro, 2012 Sem comentários

MST-RJ 15 anos

3, dezembro, 2011 Sem comentários

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