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Textos com Etiquetas ‘patentes’

Quem é o dono do brócolis e do tomate?

30, julho, 2010 Sem comentários

O brócolis, ou pelo menos uma de suas muitas variedades, agora é o prato principal em uma disputa que poderia ter repercussões significativas para as indústrias de alimentos, de agroquímicos e agrícola da Europa e de todo o mundo.

A questão é determinar se é permitido, ou deveria ser, patentear um vegetal. De acordo com uma diretriz da União Europeia de 1998 sobre a proteção de inovações biotecnológicas, não é permitido patentear processos biológicos na reprodução de animais e plantas. Se for demonstrado, no entanto, um novo desenvolvimento técnico na produção de um vegetal, a Agência Europeia de Patentes pode conceder a patente desse desenvolvimento específico.

O problema, portanto, resume-se a determinar se um novo sistema de produção é um processo biológico convencional ou um tecnológico patenteável. É esse princípio que está sendo colocado à prova atualmente em dois casos separados em avaliação pelo conselho de apelações da agência.

O primeiro caso envolve uma patente concedida em 2002 à empresa britânica Plant Bioscience, que desenvolveu um método para aperfeiçoar as propriedades anticancerígenas do brócolis – vegetal há muito conhecido por suas qualidades benéficas à saúde, servindo para prevenir tanto doenças cardíacas como o câncer, desde que não fervido por muito tempo.

A patente da empresa foi contestada pela Syngenta, multinacional agroquímica suíça, e pela Limagrain, uma cooperativa francesa de sementes. Elas argumentam que a patente do brócolis deveria ser revogada, já que basicamente envolve um processo biológico e, assim, não deveria ser patenteável.

O outro caso sob avaliação na agência envolve um método, desenvolvido pelo Ministério de Agricultura israelense, de produzir tomates com baixo conteúdo de água, o que os torna mais adequados para a produção de ketchup. O caso foi aberto após uma queixa da Unilever, uma grande produtora de ketchup, contra a patente israelense dos tomates.

A agência deverá dar seu veredicto sobre ambos os ainda neste ano. Mas as audiências preliminares na sede da agência já provocaram, na semana passada, polêmicas calorosas e não apenas sobre a confirmação ou revogação dessas duas patentes. Políticos, associações de agricultores, o Greenpeace e outras organizações não governamentais aproveitaram esses dois casos para questionar o princípio básico da concessão de patentes para vegetais.

O argumento desse grupo é que se as atuais patentes de brócolis e tomates forem mantidas, permitindo-se a concessão para os vegetais em geral, haverá consequências negativas para consumidores e produtores independentes. Eles acreditam que tais patentes criariam uma concentração ainda maior do mercado agrícola e de alimentos, elevando preços.

Um advogado do Greenpeace advertiu que se a agência confirmar as patentes dos tomates e brócolis estaria abrindo as “comportas”, já que há milhares de pedidos na fila por patentes sobre a produção de vegetais e animais. (…)

Fonte: Valor Econômico, 26/07/2010.

Patentes de vegetais

21, julho, 2010 Sem comentários

A Unilever e a Syngenta estão questionando a validade das patentes europeias nos processos de reprodução para tomates e brócolis. Uma consulta, que começou ontem no Escritório Europeu de Patentes, em Munique, na Alemanha, e atraiu manifestantes, vai estabelecer a validade das patentes para vegetais para cultivo. As duas empresas afirmam que as patentes são inválidas porque elas cobrem mais um processo biológico do que um técnico. (Valor Econômico, 21/07/2010.)

P.S.: Vale lembrar que em 2005 a mesma Syngenta inscreveu 15 pedidos globais de patentes sobre milhares de sequências gênicas do arroz e de outras plantas igualmente importantes. À época, um representante da Syngenta afirmou que a empresa reivindicaria patentes sobre todas as seqüências gênicas que pudessem ser de interesse comercial. Ou seja, alegando direitos sobre as informações genéticas de arroz, a empresa tentaria ao mesmo tempo monopolizar todas as seqüências similares de outras plantas de interesse comercial. Mudaram de opinião?

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ACÓRDÃO do Tribunal de Justiça da União Europeia

7, julho, 2010 Sem comentários

Sobre o litígio aberto pela Monsanto contra o Estado argentino e empresas exportadoras de farelo de soja.

“(…) Directiva impede que uma legislação nacional conceda uma protecção absoluta do produto patenteado enquanto tal, independentemente de exercer ou não a sua função na matéria que o contém”.

Confira abaixo a íntegra do acórdão. Leia mais…

Monsanto perde disputa de soja modificada em tribunal da União Europeia

6, julho, 2010 Sem comentários

Multinacional cobrava há anos os direitos sobre patente em litígio com Argentina e várias empresas

Monsanto perde briga por royalties da soja argentina

BRUXELAS (Efe) – O Tribunal de Justiça da União Europeia emitiu decisão contrária à multinacional Monsanto que cobrava há anos os direitos sobre a patente de soja geneticamente modificada, em um litígio com o governo da Argentina e várias empresas.

A Justiça comunitária ditou a sentença sobre um processo da Monsanto, que denunciou na Holanda a importação de sementes da Argentina por várias empresas, a “soja RR”, cujo gene foi registrado na Europa pela empresa americana.

Entre os anos 2005 e 2006, a disputa comercial ganhou impulso porque a Monsanto deteve na Holanda sementes de soja argentina para cobrar direitos e royalties. Leia mais…

Monsanto reivindica patente sobre a carne

3, maio, 2010 Sem comentários

As empresas multinacionais de sementes perseguem uma estratégia coerente para tomar o controle dos recursos básicos da produção de alimentos. Uma pesquisa realizada recentemente mostra que não somente as plantas transgênicas mas, cada vez mais, métodos de cultivo de plantas convencionais estão no centro de interesse dos monopólios de patentes: os pedidos de patentes internacionais neste âmbito aumentaram consideravelmente, tendo dobrado entre o final de 2007 e o final de 2009. As empresas que lideram os pedidos destas patentes são a Monsanto, a Syngenta e a Dupont.

As múltis estão ainda ampliando seus pedidos sobre a cadeia completa de produção de alimentos, começando pela ração para animais até chegar a produtos alimentícios como a carne. Em um pedido de patente pendente, a Monsanto reivindica inclusive o bacon e o filé: através do pedido de patente WO2009/097403, reivindica os direitos sobre a carne procedente dos porcos alimentados com plantas geneticamente modificadas patenteadas por ela. Uma patente similar da Monsanto (WO2010/27788) foi apresentada em março de 2010 para o peixes produzidos em cativeiro. Algumas patentes de longo alcance sobre alimentos já foram concedidas: a Monsanto recebeu em 2009 uma patente europeia (EP 1356033) que cobre a cadeia de produção de alimentos desde as sementes de plantas transgênicas até produtos alimentícios como a carne e o óleo.

Segundo François Meienberg, da ONG suíça Declaração de Berna, trata-se de um atentado amoral de abuso à lei de patentes. Segundo ele, “as empresas têm como objetivo maximizar seus benefícios apresentando patentes sobre alimentos ao mesmo tempo em que um bilhão de pessoas estão passando fome”. Assim como mostram as experiências nos Estados Unidos, as patentes sobre sementes estão levando a uma crescente concentração do mercado e a um aumento drástico nos preços das sementes, à diminuição das possibilidades de escolha na compra de sementes e a uma elevada dependência dos agricultores. Neste momento o Ministério de Justiça dos EUA e os procuradores gerais de diversos estados norteamericanos estão investigando se a Monsanto abusou de seu poder de mercado para excluir seus competidores e aumentar o preço das sementes.

A coalizão “No Patents on Seeds” (Não às Patentes sobre Sementes) adverte que esta concentração no mercado também aumentará se não for contido este abuso na lei de patentes. Esta coalizão conta com o apoio de mais de 200 organizações em todo o mundo. Elas exigem uma mudança clara na política e na prática dos escritórios de patentes e pedem aos governos que revisem suas leis de patentes sobre sementes, animais e suas partes.

Extraído de: Nota à Imprensa da coalizão No Patents on Seeds, 27/04/2010.

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Monsanto surfa na onda do monopólio

15, março, 2010 Sem comentários

Gráfico: Produção e custo da soja em Illinois – áreas de elevada produtividade.

Em 2009, nos Estados Unidos, em plena crise econômica, a Monsanto seguiu elevando o preço de suas sementes transgênicas. As de milho ficaram 32% mais caras e as de soja, 24%. Desde 2001, o preço da semente de milho modificado está 135% mais caro e o da soja, 108%. Hoje, 93% da soja estadunidense leva a patente da Monsanto. Como mostra o gráfico acima, só a produtividade da soja é que não cresce.

Todd Leake, agricultor do estado de Dakota do Norte, resume a situação: “Não sobrou quase nada, você tem que usar a sementes deles e pagar o preço que eles querem”.

Com informações do New York Times e do Los Angeles Times, ambos de 11/03/2010.

Embrapa patenteia gene de sorgo Africano

28, janeiro, 2010 Sem comentários


O Centro Africano de Biossegurança (African Centre for Biosafety – ACB) lançou recentemente um documento intitulado “Celeiro Africano Saqueado: Privatização de Sorgo da Tanzânia protegido pelo Tratado de Sementes” (Tratado da FAO). O estudo relata que um gene isolado de uma variedade local de sorgo cultivado na Tanzânia foi patenteado nos EUA, compartindo a autoria entre o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a EMBRAPA e a Universidade do Texas, violando o Tratado Internacional de Recursos Genéticos da FAO (órgão das Nações Unidas Alimentação e Agricultura).

O gene isolado, denominado SbMATE, é responsável pela tolerância ao alumínio, elemento presente em alta quantidade em solos ácidos, situação predominante em 30% dos solos da América Latina, Leste Asiático e parte da África, bem como em partes da América do Norte e Europa. A expectativa é que o gene SbMATE seja utilizado em engenharia genética de outros cultivos, especialmente milho. Leia mais…

Contratos secretos da Monsanto são revelados

11, janeiro, 2010 Sem comentários

Contratos confidenciais que detalham as práticas de negócios da Monsanto Co. revelam como a maior desenvolvedora de sementes do mundo está pressionando competidores, controlando companhias menores de sementes e protegendo seu domínio sobre o mercado multibilionário de sementes geneticamente modificadas.

A reportagem é de Chirstopher Loenard, publicada pela Associated Press e pelo sítio The Atlanta Journal-Constitution, 14-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto e foi publicado pelo IHU-Unisinos. Leia mais…

Projeto de Lei visa garantir patentes sobre transgênicos

23, julho, 2009 Sem comentários

A proposta de alteração da Lei de Patentes vem rolando no Congresso desde março de 2005, após a apresentação do PL 4961/2005 do Dep. Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). Depois de indas e vindas, o PL foi retomado no início de 2007.

Em 14/07/09, o Relator Dep. Germano Bonow (DEM-RS) apresentou o seu parecer na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), diga-se de passagem, dominada pelos agronegociantes. O Parecer deixa evidente que o relaxamento das regras de patenteamento são necessários para promover os transgênicos. É um bom estímulo para os PLs que propõe a liberação do Terminator, como por exemplo o PL 5575/2009 do Deputado Cândido Vaccarezza do PT de SP, apresentado em 05/07/2009 e já despachado para tramitação (!!) Leia mais…

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O sol e a peneira

15, junho, 2009 Sem comentários

sem-milho-defSegue a disputa judicial entre sindicatos de produtores do Rio Grande do Sul e Monsanto pelo pagamento de royalties da soja transgênica. Os produtores questionam a taxa de 2% sobre o valor bruto da produção que a empresa recolhe daqueles que plantaram sementes próprias de soja Roundup Ready, ou seja, que não compraram as sementes patenteadas “oficiais”.

Incialmente, os sindicatos conseguiram que o valor fosse depositado em juízo, mas recurso da Monsanto garantiu que apenas metade do valor seria bloqueado. Leia mais…