BASF aumenta promessas
A produtividade da soja, assim como a de muitas outras culturas, há tempos passa por um processo de achatamento, ou seja, não apresenta mais saltos em resposta a melhoramento genético. É o que mostra o gráfico ao lado para as principais regiões produtoras da leguminosa nos Estadois Unidos. Mesmo assim, esta semana executivos da BASF foram aos jornais anunciar o lançamento de sua soja transgênica feita em parceria com a Embrapa e ao mesmo tempo alertar para o dato de que “a produtividade média das lavouras precisa dobrar nas próximas duas décadas”. O recado indica que os novos produtos da empresa permitiriam a façanha.
Mas o que na verdade deve mesmo crescer é a venda de agrotóxicos no país em função de sua “sinergia” com os transgênicos. Nas palavras do representante da empresa: “As vendas para o bloco [América Latina] devem crescer, em média, 5% nos próximos anos, ante um crescimento próximo de 1% a 2% das vendas para Europa e Estados Unidos”, estima. “Até o fim da década, a região deve responder por 30% a 32% do faturamento global da divisão [de agrotóxicos da BASF].”
Propaganda e promessas à parte, o que sobra mesmo é o velho e insustentável pacotão da revolução verde.
A seguir as reportagens publicados pelo Estado de São Paulo (03/05) e Valor Econômico (04/05). Leia mais…
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