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Textos com Etiquetas ‘Silvio Tendler’

Agrotóxicos – debate nesta segunda (dia 7) na UERJ

6, maio, 2012 Sem comentários

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Convite – 02/12 São Paulo – SP

28, novembro, 2011 Sem comentários

CONVITE!

O Comitê do Estado de São Paulo da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida convida para o lançamento do filme:

“O Veneno Está na Mesa”, que contará com a presença de seu diretor Sílvio Tendler e convidados envolvidos com a temática.

Programação:

18:30h – recepção e identificação dos participantes ( por favor façam sua inscrição prévia! )

18:40h – apresentação do diretor Silvio Tendler e pronunciamento do Comitê Paulista

19:00h – projeção do filme “O veneno está na mesa”

20:00h – debate com a participação do diretor, de integrantes do Comitê e do público presente.

22:00h – encerramento

O lançamento está sendo organizado com o apoio das seguintes entidades:

Associação de Agricultura Orgânica (AAO)

Cooperativa de Semeadores

Consulta Popular

Coletivo Curupira

Gabinete do deputado estadual Simão Pedro

Instituto 5 elementos

Núcleo de Agroecologia – UFSCAR Sorocaba

Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

Inscrições: http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=a18070.htm&testeira=1737&unit=ACL&sub=1

SENAC Aclimação – eventos

 

 

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Pesquisadora afirma que biotecologia surgiu para reforçar os agrotóxicos

25, outubro, 2011 Sem comentários

Palestra de Magda Zanoni foi realizada no auditório da Emater/RS-Ascar, em Porto Alegre, durante lançamento da Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e Pela Vida

EcoAgência/NEJ/RS    (Via blog da Campanha no DF)

Por Adriane Bertoglio Rodrigues – jornalista Emater*

Evento foi realizado no auditório da Emater-RS – Ascar

 

Foi lançada a Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e Pela Vida no RS, que reúne diversas organizações e entidades. A cerimônia aconteceu na sede da Emater/RS-Ascar, na noite desta segunda-feira (24). Com o auditório lotado, mais de 100 pessoas assistiram ao filme O Veneno Está na Mesa, dirigido por Sílvio Tendler, acompanharam a palestra da bióloga e socióloga Magda Zanoni,e debateram projetos e ações desenvolvidas no Estado. A abertura do lançamento foi prestigiada pelo delegado da Superintendência Regional do MDA, Nilton Pinho De Bem, e pelo diretor de Crédito do Banrisul, Guilherme Cassel, entre outras representações de movimentos sociais e ambientais. Também participaram integrantes da Associação Nacional de Pequenos Agricultores de Cuba, que fazem intercâmbio no RS.

Durante sua palestra, rica em argumentos que comprovam todos os males causados pelos venenos agrícolas, Magda Zanoni afirmou que a biotecnologia veio para reforçar a venda de agrotóxicos. “E conseguiu”, argumentou. Ela acrescentou: “o glifosato, herbicida muito usado na soja transgênica, não é o maior dos males. Estão misturando ao glifosato adjuvantes que chegam a ser três vezes mais tóxicos”.

No entender da pesquisadora Magda Zanoni, a relação entre os agrotóxicos e os transgênicos é estreita. Em relação aos agrotóxicos temos muitas pesquisas e informações sobre contaminações e casos de morte, explicou. Já sobre os transgênicos ainda não foram produzidos estudos conclusivos comprovando que são inofensivos à saúde humana e ao meio ambiente. “Ao contrário”, complementa. “Um pesquisador que conheço trabalhou durante cinco meses em testes com camundongos alimentados com transgênicos. Nesse tempo, constatou aumento no volume do fígado, do pâncreas, redução das hemáceas e complicações renais. Esse mesmo tipo de teste em camundongos é realizado pela Monsanto em apenas 11 dias”.

Desafiar o poder público – Representando o governador Tarso Genro, o diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus, salientou a importância da Campanha. “É preciso desafiar o poder público em todos os níveis, até porque os governos têm um papel estratégico, que possibilita promover o avanço e o acúmulo de conhecimentos”, defendeu Paulus, ao citar eventos como o realizado nesta terça-feira (25) em Ijuí, sobre transição de sistemas de produção de grãos, e, na quarta-feira (26), em Taquara, sobre sistemas agroflorestais. “Através de momentos como este e de eventos que provoquem o despertar da consciência de técnicos, agricultores e consumidores, é que poderemos garantir qualidade de vida para todos”, destacou o diretor. Ele finalizou com uma frase de José Lutzenberguer, (pioneiro/fundador da Agapan), que atenta para a importância de se manter ações sustentáveis. “Não podemos considerar como progresso o que não somo para a facilidade humana”.

O vídeo mostra depoimentos de agricultores que optaram por não usar agrotóxicos. Do RS, tem agricultores de Caiçara, Paraíso do Sul, Agudo, Boa Vista das Missões e Iraí, na comunidade Sanga dos Índios, que desafiam as transnacionais químicas e se contrapõem ao modelo da chamada Revolução Verde. O site EcoAgência também é mencionado.

Alertas para a saúde – De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os hortigranjeiros preocupam, pois recebem altas doses de agrotóxicos, muitas vezes proibidos, e são consumidos in natura. Os alimentos mais contaminados são beterraba (33% de contaminação), alface (38%), mamão (39%), abacaxi e couve (44%), morango (51%), pepinos (55%), uva (56%) e pimentão (80%). Nos 10 anos, entre 1998 e 2008, a venda de agrotóxicos aumentou 140%. “Não é à toa que são 5,2litros por pessoa/ano”, informa o vídeo, que será disseminado pelos participantes.

Outro fator que favorece o crescente consumo de agrotóxicos é o estímulo fiscal oferecido pelos governos, que dá descontos de 60 a 100% para as empresas químicas. “Faltam financiamento e políticas públicas para os pequenos agricultores, para que eles aumentem e diversifiquem a produção, provocando a baixa no preço dos orgânicos”, critica Dario Milanez, da Via Campesina. Ele questiona a expansão de monocultivos, como a soja, “que ocupa mais da metade da terra agricultável no Brasil. A expansão da soja, a transgenia e o aumento do uso de agrotóxicos é suficiente para trazer ainda mais riscos para a saúde das pessoas e para a contaminação do ambiente”.

O chefe de Gabinete da Emater/RS, Jaime Weber, afirma o compromisso da Instituição em mudar essa realidade, e diz lamentar erros médicos em diagnósticos de contaminação, prescrevendo serem casos de leptospirose. “Isso ocorre na região do fumo”. Para Jaime, “cada vez mais precisamos buscar informações e disputar por um modelo mais saudável”. Para isso, ele sugere repensar a militância, pressionar os governos e construir alianças estratégicas com os municípios. “Precisamos debater com conteúdo e informação”.

O pioneirismo do RS na promulgação da Lei Estadual Contra os Agrotóxicos, na década de 80, foi destacado pelo presidente da Agapan, Francisco Milanez, ao criticar a lei nacional como “uma cópia mal feita”. Ele defende o repasse dos royalties dos transgênicos para resolver o “conclamado problema da fome no mundo”.

Programas de crédito de incentivo à produção orgânica no RS devem ser anunciados em breve pelo Banrisul. A informação é da representante da instituição, Simone Azambuja, ao citar o Rio Grande Ecológico, que será recriado para custear a compra de sementes crioulas e para investimentos na agroecologia.

Atualmente, o Comitê Estadual Contra o Uso de Agrotóxicos e Pela Vida integra 30 entidades, “mas outras estão convidadas a participar”, salienta um dos coordenadores, o estudante Edmundo Oderich. A próxima reunião do comitê será na segunda-feira (31), às 18h30, na sede da PGDR (Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural), ao lado do DCE da Ufrgs, em Porto Alegre.

Ao final do debate, foi anunciada a realização do XII Seminário Estadual sobre Agroecologia XI Seminário Internacional sobre Agroecologia, de 28 a 30 de novembro, no auditório Dante Barone, na Assembleia Legislativa do RS, que tem como tema “Um outro olhar para o desenvolvimento”. Também foi citada a realização, em Pelotas, do lançamento regional da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, no dia 23 de novembro, na Faculdade Agrícola São Maciel.

* Colaboração de Juarez Tosi (EcoAgência).

Lançamento do Veneno está na mesa em Belo Horizonte

3, outubro, 2011 Sem comentários

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Silvio Tendler apresenta documentário sobre agrotóxicos na Semana Universitária da UnB

3, outubro, 2011 Sem comentários


Amanhã, dia 4/10 (terça-feira), o documentarista Silvio Tendler lança na Universidade de Brasília (UnB) seu novo filme, “O veneno está na mesa”, que aborda os riscos do emprego de agrotóxicos na agricultura e revela como esse modelo beneficia as grandes transnacionais do veneno em detrimento da saúde da população. A sessão acontece às 20 horas, no Teatro de Arena.

“O mundo está sendo completamente intoxicado por uma indústria absolutamente desnecessária e gananciosa, cujo único objetivo realmente é ganhar dinheiro. Não tem nenhum sentido para a humanidade que justifique isso que está se fazendo com os seres humanos e a própria terra. A partir daí resolvi trabalhar essa questão. É um filme que vai ter desdobramentos, porque eu agora quero trabalhar essas questões”, afirma Tendler, que conversará com os presentes após a exibição gratuita do filme (com duração de 50 minutos).

Semana Universitária

A exibição do filme integra a programação da Semana Universitária da UnB – 2011 e é parte do Seminário “A Crise do Capital, as Chagas da Terra e a luta dos povos pela Vida”, que acontece entre 4 e 7 de outubro no Auditório da Faculdade de Educação Física (C.O).

Entre os principais debates do Seminário, estão as mesas-redondas “Crise do Capital e Emancipação Social” e “Questão agrária brasileira”, no dia 6, e “Crise, Reforma agrária e Reforma Urbana”, no dia 7. Já estão confirmadas as presenças de Jaime Zambrana Vargas (UNIBOL – Bolívia), Denir de Oliveira Sosa Jr. (Brigada Internacionalista Apolônio de Carvalho – Venezuela), José Batista de Oliveira (Via Campesina – Brasil), Brancolina Ferreira (IPEA), Carlos Sérgio Figueiredo Tautz (Instituto Mais Democracia) e Horácio Martins de Carvalho (Consultor – Reforma Agrária).

Além dos debates e da exibição do filme, a programação da Semana inclui ainda o minicurso “Aspectos socioambientais do uso dos recursos naturais – terra e água”, ministrado pela pesquisadora da Embrapa Débora Calheiros, e a exibição do documentário “Sagrada Terra Especulada (A luta contra o Setor Noroeste)”, produzido pelo Centro de Mídia Independente do DF.

O Seminário “A Crise do Capital, as Chagas da Terra e a luta dos povos pela Vida” é organizado pelo Instituto de Ciências Humanas (IH), Departamento de Serviço Social (SER), Programa de Pós-Graduação em Política Social, Núcleo de Pesquisa sobre Poder Local, Políticas Urbanas e Serviço Social (LOCUSS) e Núcleo de Estudos Cubanos (Nescuba/CEAM).

A exibição do documentário “O Veneno está na mesa” é promovida pelo Núcleo Quintas Urbanas UnB, Núcleo de Estudos Cubanos-Nescuba/CEAM-UnB, Campanha Contra Uso de Agrotóxicos – DF, CAEF-UnB e pela ABEEF.

Serviço

Lançamento do documentário “O veneno está na mesa”

Data: Dia 4/10, às 20h

Local: Teatro Arena – Universidade de Brasília

Entrada franca

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Crescente uso de agrotóxicos gera insegurança alimentar

14, setembro, 2011 Sem comentários

A conquista do direito a uma alimentação adequada depende tanto do consumidor quanto das políticas públicas dizem participantes de debate realizado em Porto Alegre/RS.

Por Eliege Fante, repórter da EcoAgência de Notícias Ambientais

14 de setembro de 2011

A produção de alimentos dependente do uso de agrotóxicos, para acabar com a fome, é um dos argumentos do agronegócio que é desmontado quando assistimos o documentário “O Veneno está na Mesa”, de Silvio Tendler, exibido no auditório do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul (MPE/RS). O cultivo de monocultura, que vem tomando o lugar da biodiversidade, reduziu o repertório alimentar. Ancestralmente, já chegou a sete mil itens em um ano. Hoje, consumimos apenas 18 tipos de alimentos. A nutricionista e presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS (Consea/RS), Regina Miranda, disse, após a exibição do documentário, que a situação de insegurança alimentar ocorre devido ao uso e abuso de agrotóxicos na produção de alimentos.

Segundo Leonardo Melgarejo, representante do Ministério de Desenvolvimento Agrário na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), um dos debatedores do evento, o limite de resíduos de agrotóxicos na soja, por exemplo, aumentou 50 vezes a partir da introdução da soja transgênica. Tendler ilustra em seu documentário que as aplicações de herbicidas, em vez de diminuírem, como dizia a propaganda em favor das sementes geneticamente modificadas, aumentaram para o número de oito, como ocorre com a soja.

Outra debatedora, Maria José Guazelli, engenheira agrônoma e fundadora do Centro Ecológico de IPÊ/RS, acrescentou que há plantação de pêssego no interior do Estado onde a pulverização é feita 36 vezes por safra. “A situação é bem pior do que mostra o documentário de Tendler. Falta perspectiva para o agricultor, que perdeu o conhecimento de como se produz alimentos e é pressionado pelas indústrias através dos vendedores de agrotóxicos que batem todo dia à sua porta,” contou. O fato de os financiamentos para os plantios condicionarem o uso das tecnologias desenvolvidas para a guerra e a morte, como retrata “O Veneno está na Mesa”, também foi muito criticado pelos debatedores e pelo público participante.

Orgânicos – Para reverter a situação, a idéia de adquirir alimentos saudáveis de produtores locais e orgânicos, cujo modo de produção possa ser conhecido e acompanhado pelo consumidor, surgiu a partir dos participantes do debate. “Há quem produza sem agrotóxicos. Em Porto Alegre, há onde comprar em, pelo menos, oito lugares por semana. Então, quando escolhemos o nosso alimento, estamos apoiando aquele modo de produzir,” disse Maria José.

A promotora de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE) Miriam Balestro, acredita que a pressão popular, que ajudou a consolidar os direitos humanos, precisa acontecer novamente para consolidar o direito a uma alimentação adequada – um direito previsto constitucionalmente e ratificado pelo Brasil em diversos acordos internacionais. “A sociedade civil deve encaminhar as denúncias ao Ministério Público, para que seja possível a identificação de onde está havendo a violação dos direitos,” disse.

O debate foi uma atividade da Tenda da Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, que oferecerá atividades gratuitas durante a V Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS (V CESANS RS). O evento inicia nesta quarta-feira (15) e vai até sábado (17), no Teatro Dante Barone da Assembléia Legislativa. A Conferência trará o desafio da “Implantação do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS”.

Ecoagência Solidária de Notícias Ambientais

O veneno nosso de cada dia, novo filme de Marie-Monique Robin

9, setembro, 2011 Sem comentários

Lançamento da Campanha em Salvador – BA

8, setembro, 2011 Sem comentários

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Ciclo de debates sobre a Rio+20

30, agosto, 2011 Sem comentários

O veneno está na mesa, lançamento em Brasília

23, agosto, 2011 1 comentário

 

 

Fotos de Leonardo Melgarejo

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Domingo é dia de cinema

16, agosto, 2011 Sem comentários

Cinelândia, Rio de Janeiro

O Veneno está na mesa – assista ao vídeo

1, agosto, 2011 1 comentário

Filme de Silvio Tendler abre campanha contra agrotóxicos

1, agosto, 2011 2 comentários

O vídeo pode ser baixado na página do Soltec/UFRJ: http://www.soltec.ufrj.br/

Você também pode baixar a capa e a etiqueta para montar seu DVD.

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.:. Portal PUC-Rio Digital .:.. clique para ler a reportagem

por Bruna Scot, 29/07/2011

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Confira também as entrevistas do cineasta ao

jornal Brasil de Fato – “O brasileiro come veneno”, por Aline Scarso (01/08)

e à Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Fiocruz)“O veneno está na mesa”, por Raquel Junia

 

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A denúncia está na mesa, por teleSUR

1, agosto, 2011 Sem comentários

Brasil es el primer consumidor de agrotóxicos del mundo

Brasil es el campeón mundial en consumir agrotóxicos, químicos utilizados para combatir plagas agrícolas, según lo revela en nuevo documental del cineasta Silvio Tendler, “El veneno está en la mesa”, cuyo estreno colmó una sala de cine de Río de Janeiro.

teleSUR, 27/07/2011.

Público lota sessão de lançamento do filme “O veneno está na mesa”

27, julho, 2011 2 comentários

 

por Sheila Jacob, do NPC, com fotos de Diana Helene, do SOLTEC/UFRJ


Debate realizado com o autor Silvio Tendler após apresentação do vídeo


No último dia 25/07, o Teatro Casa Grande ficou pequeno para as mais de 500 pessoas que assistiram ao lançamento de “O veneno está na mesa”, o mais novo documentário do cineasta Silvio Tendler. O filme, feito para a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, mostra em apenas 50 minutos os enormes prejuízos causados por um modelo agrário baseado no agronegócio.. Além dos ataques ao meio ambiente, os venenos cada vez mais utilizados nas plantações causam sérios riscos à saúde tanto do consumidor final quanto de agricultores expostos diariamente à intoxicação. Nessa história toda, só quem lucra são as grandes empresas transnacionais, como a Monsanto, Syngenta, Bayer, Dow, DuPont, dentre outras.

O documentário aborda como a chamada Revolução Verde do pós-guerra acabou com a herança da agricultura tradicional. No lugar, implantou um modelo que ameaça a fertilidade do solo, os mananciais de água e a biodiversidade, contaminando pessoas e o ar. Nós somos as grandes vítimas dessa triste realidade, já que o Brasil é o país do mundo que mais consome os venenos: são 5,2 litros/ano por habitante. A ANVISA denuncia que, em 2009, quase 30% dos mais de 3000 alimentos analisados apresentaram resultados insatisfatórios, com níveis de agrotóxicos muito acima da quantidade tolerável. Os produtos orgânicos, mais indicados, são de difícil acesso à população em geral devido ao alto custo.

Apesar do quadro negativo, o filme aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola. Este é o caso de Adonai, um jovem agricultor que individualmente faz questão de plantar o milho sem veneno, enfrentando inclusive programas de financiamento do governo que tem como condição o uso desses agrotóxicos. Outro exemplo vem da Argentina: em 2009, a presidenta Cristina Kirchner ordenou à ministra da saúde, Graciela Ocaña, a abertura de uma investigação oficial sobre o impacto, na saúde, do uso de agrotóxicos nas lavouras. Enquanto isso, no Brasil, há incentivo fiscal para quem usa esses produtos, gerando uma contradição entre a saúde da população e a economia do país, com privilégio da segunda. Leia mais…

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