Arquivo

Arquivo da Categoria ‘editorial’

Agroecología y los Objetivos de Desarrollo Sostenible

23, janeiro, 2017 Sem comentários

edición especial

En esta edición especial, publicamos estudios de caso realizados en los países de América Latina sobre la contribución de la agroecología a la realización del potencial multifuncional de la agricultura familiar campesina.

Los efectos positivos sistematizados a partir de diferentes perspectivas de análisis explican el papel central que el campesinado puede desempeñar para contribuir al logro de los Objetivos del Desarrollo Sostenible (#ODS).

 

Haga clic en la imagen para descargar el archivo

::

Em janeiro: curso de biologia Goetheanística

22, dezembro, 2016 Sem comentários

cursogoethejan

Categories: editorial Tags: ,

Contra a PEC 241 – Assine e participe

14, outubro, 2016 Sem comentários

http://brasil2036.org.br

O governo golpista quer congelar por 20 anos os investimentos na educação e na saúde pública e com isso congelar as possibilidades de desenvolvimento do país.

Conheça o site criado pela Associação de Docentes da UFRJ, assine a petição e escreva para os deputados

brasil2036

Categories: editorial Tags:

Um ano da Encíclica Laudato Si

21, junho, 2016 Sem comentários

São Francisco de Assis | Antonio Maia (1985)

 

Por que isso é importante?

por André Trigueiro

Mundo Sustentável, 18/06/2016

Hoje completa-se um ano da primeira encíclica lançada pelo Papa Francisco. “Laudato si (“Louvado Sejas” em italiano, expressão que abre o “Cântico das Criaturas” que Francisco de Assis escreveu 8 séculos atrás) sobre o cuidado com a nossa casa comum” resume em 192 páginas os mais importantes desafios da Humanidade num mundo onde a espécie-líder, topo da cadeia evolutiva, “feita à imagem e semelhança de Deus”, vem a ser a principal responsável pela avassaladora onda de destruição dos recursos que sustentam a vida, e a própria Humanidade.

A leitura é rápida e o texto assinado pelo Papa é considerado pelos vaticanistas o que contém mais citações de trabalhos científicos dentre todas as encíclicas. Francisco explicita “a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta “, num mundo onde o modelo de desenvolvimento concentra renda, polui o ar e as águas, agrava o efeito estufa e reduz a qualidade de vida das atuais gerações e, principalmente, das gerações futuras. Em resumo: o modelo vigente castiga o planeta e agrava a exclusão.

Francisco declara “o clima como um bem comum” e defende a substituição dos combustíveis fósseis por fontes limpas e renováveis de energia. Afirma que a poluição, o desperdício, a má gestão dos recursos hídricos e a apropriação da água por grupos privados ameaçam a Humanidade e expõem os países a conflitos ainda neste século se os cenários de escassez – com impactos diretos sobre os custos dos alimentos – não forem enfrentados com seriedade.

Denuncia o desaparecimento de pássaros e insetos pelo uso intensivo de agrotóxicos, sem que os agricultores se dêem conta de que esses pássaros e insetos são úteis às lavouras. Menciona explicitamente a Amazônia como uma das áreas que precisam ser protegidas, e critica as propostas de internacionalização do maior bioma brasileiro, “que só servem aos interesses econômicos das corporações internacionais”.

A Encíclica também aborda a situação deplorável do berço da vida. “Quem transformou o maravilhoso mundo marinho em cemitérios subaquáticos despojados de vida e de cor?”, pergunta Francisco, defendendo mais investimentos em pesquisas e responsabilidades compartilhadas entre os países na proteção dos oceanos, que abrigam a maior parte dos seres vivos.

A urbanização acelerada e caótica que obriga a maior parte das pessoas a viver “cada vez mais submersas de cimento, asfalto, vidro e metais, privados do contato físico com a natureza” preocupa o Papa. A cultura consumista é atacada duramente na Encíclica por agravar os danos ambientais e aumentar o desperdício.

Ao defender uma “corajosa revolução cultural”, o chefe da Igreja convida a todos – católicos e não católicos – ao exercício da visão sistêmica, que nos revela um mundo interligado e interdependente, onde a fragmentação do saber e do conhecimento nos afastam da verdade das coisas.

Francisco não se omitiu. Fez o que estava ao seu alcance. É definitivamente um homem à altura do seu tempo, do seu cargo, e do discurso que vocaliza em favor de um mundo melhor e mais justo.

Ao honrar os princípios do Franciscanismo, promove no século XXI o mesmo convite à ruptura do modelo vigente que o poverello de Assis realizou no século XIII. O novo Cântico das Criaturas é tão inspirador quanto o original. Sejamos, portanto, aliados da “mãe Terra”, nos integrando à maravilhosa comunidade dos seres viventes. É o convite que nos faz a Encíclica.

 

::

Territórios ameaçados pela expansão da soja

1, junho, 2016 Sem comentários

territorios_soja.jpg

– Enviado pela Red Rural, Paraguai

 

 

O preconceito transgênico da Folha de S. Paulo

24, maio, 2016 Sem comentários

preconceito transgenico FolhaSP23mai2016

Nesta segunda (23) o jornal Folha de São Paulo publicou mais um editorial daqueles em que só faltou “jurar” que os transgênicos são mesmos seguros e que não causaram, não causam e nem nunca causarão nenhum tipo de problema para a saúde nem para o meio ambiente. As afirmações baseiam-se em relatório divulgado pela National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (EUA) que revisou mil estudos sobre o tema. O mesmo relatório diz, entretanto, que as plantas transgênicas não aumentaram a produtividade das lavouras, não trouxeram benefícios para o consumidores, mas sim criaram problemas para os agricultores a partir do desenvolvimento de novas pragas e de plantas resistentes a herbicidas. Ou seja, ao contrário do que noticiaram jornais como El País, o relatório não concluiu que “os transgênicos são tão saudáveis quanto os outros alimentos”. E, ao contrário do que defende o editorial da Folha de S. Paulo, o relatório da Academia de Ciências traz elementos que ajudam a sustentar a defesa e a necessidade da rotulagem de produtos transgênicos. Entre eles a possibilidade de a engenharia genética introduzir novos alergênicos na comida.

::

Abaixo, um comentário de leitor que o jornal publicou hoje:

Painel de Leitores, Folha de S. Paulo, 24/05/2016

TRANSGÊNICOS

O editorial “Preconceito transgênico” baseia-se em revisão da Academia de Ciências dos Estados Unidos que desconsiderou pelo menos 750 estudos publicados na literatura científica. São pesquisas que levantam evidências de impactos negativos dos transgênicos à saúde e ao meio ambiente e estão organizadas em livro disponível na internet.

GABRIEL B. FERNANDES (Rio de Janeiro, RJ)

::

Extinção do MDA: Crueldade e crime premeditado

23, maio, 2016 Sem comentários

Publicado na página da Democracia Socialista, em 16/05/2016

por Guilherme Cassel, ex-Ministro do Desenvolvimento Agrário

           “Ao decretar que o MDA é um ministério da área social, o governo golpista retira da Agricultura Familiar    brasileira o status de setor econômico e produtivo e a relega a um papel secundário, objeto não de políticas de estímulo econômico e produtivo, mas de políticas sociais e de combate a pobreza”.

 

Uma das primeiras medidas do governo ilegítimo que assaltou o poder no Brasil foi extinguir o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Sob a justificativa de racionalidade administrativa, as estruturas do MDA foram fundidas com as do Ministério do Desenvolvimento Social, responsável, entre outras atribuições, pela gestão do Programa Bolsa Família. Mais do que uma insensatez, trata-se de um gesto de crueldade.

Tanto o MDS como o MDA têm estruturas enxutas, aquém das suas necessidades reais e trabalham com um enorme universo de pessoas e demandas: o Bolsa Família atende 13,8 milhões de famílias e o MDA é responsável pela gestão do crédito, do seguro agrícola, da assistência técnica e da comercialização, de mais de quatro milhões de famílias de Agricultores Familiares e de Assentados da Reforma Agrária. Nos dois casos, o volume de trabalho e a especialização necessária para bem realizá-lo justificam a existência dos dois ministérios. Simples assim. Autoexplicativo.

Reunir tudo isso em uma só pasta é apostar no fracasso e no desmantelamento das estruturas e programas no curto e no médio prazo e, cá entre nós, não temos o direito de, ingenuamente, pensar que se trata de um simples erro de avaliação ou desconhecimento. Não é. É crime premeditado.
Mas como afirmei que se trata de um gesto de crueldade, quero justificar. Ao decretar que o MDA é um ministério da área social, o governo golpista retira da Agricultura Familiar brasileira o status de setor econômico e produtivo e a relega a um papel secundário, objeto não de políticas de estímulo econômico e produtivo, mas de políticas sociais e de combate a pobreza.

Eles, os golpistas, sabem que a Agricultura Familiar Brasileira produz 70% de tudo aquilo que a população consome no dia a dia e que, portanto,trata-se de um setor econômico vital para a segurança alimentar e nutricional do país. Sabem – e sabem muito bem – que nos últimos 14 anos a renda média das famílias da Agricultura Familiar cresceu três vezes mais do que a média nacional, impulsionada por programas de crédito, seguro, assistência técnica e comercialização, que alavancaram a produção de alimentos no Brasil. Eles sabem de tudo isso. Sabem e não gostam.

Querem devolver os Agricultores Familiares brasileiros à pobreza do passado e isso tem nome: crueldade. Apostam no empobrecimento de uns para concentrar terra, crédito e riqueza nas mãos de uns poucos latifundiários. Querem minar a produção interna de alimentos para abrir mercado para a importação.

É necessário lembrar que o Ministério do Desenvolvimento Agrário foi criado no governo FHC, por pressão dos movimentos populares do campo. Não foi uma concessão, foi uma conquista, resultado de muitos anos de luta. De lá para cá, muita coisa mudou. O PRONAF é hoje um programa nacional de crédito para a produção que gira com mais de três milhões de contratos/ano, movimenta cerca de R$ 30 bilhões e tem sido copiado por diversos países em todo o mundo. O Programa Mais Alimentos, outro bom exemplo, permitiu que os Agricultores Familiares modernizassem suas propriedades, adquirindo máquinas e implementos agrícolas a juros baixos e prazos longos, aumentando com isso a produção e melhorando em muito as condições de trabalho no campo. Mais de 50 mil tratores foram adquiridos pelos agricultores depois da criação do programa em 2008.

Tudo isso tem nome e autor: o nome é mobilidade social e diminuição da desigualdade; os autores foram os governos Lula e Dilma. E é com isso que eles estão tentando acabar. As conseqüências, mais cedo ou mais tarde, todos iremos sofrer: alimentos mais caros e menos saudáveis, degradação ambiental e êxodo rural deteriorando a qualidade de vida no campo e nas cidades.

Extinguir o MDA no primeiro dia diz muito do caráter e das pretensões dos golpistas. A crueldade, o sadismo e o sentimento de impunidade costumam sempre andar juntos. Até que o povo os derrote.

 —

Homenagem do MST ao prof. Paulo Kageyama

18, maio, 2016 Sem comentários

NOSSA ETERNA HOMENAGEM AO COMPANHEIRO PAULO KAGEYAMA!

A Direção Nacional do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, reunida em São Paulo neste dia 17 de maio de 2016, recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento do professor Paulo Kageyama, agrônomo, professor titular da ESALQ-USP, membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e consultor da FAO.

A história do professor Paulo Kageyama é marcada pela dedicação em pensar outra matriz agrária e agrícola para nosso país, levando em consideração a conservação e manejo da grande biodiversidade, consolidando-se como um dos maiores pesquisadores dos bens naturais e da agroecologia. Seu legado científico e político é um marco fundamental para a civilização brasileira.

O prof. Kageyama sempre entendeu que essa biodiversidade é um bem comum dos povos, sendo historicamente conservada pela diversidade do campesinato brasileiro. Seu compromisso com os seringueiros, com os ribeirinhos, com os agricultores tradicionais, garantiu o desenvolvimento de uma teoria articulada com a prática que muito contribuiu para diversas iniciativas populares.

Em especial, desde o início dos anos de 1990 o MST e o prof. Kageyama construíram uma forte parceria para pensar e implementar sistemas produtivos pautados na agroecologia e na soberania alimentar em diversos estados do país. Inúmeras experiências se tornaram referência de práticas como a Agrofloresta e o planejamento territorial agroecológico.

Nos últimos 10 anos o prof. Kageyama, mantendo a coerência de suas posições científicas e políticas, se tornou um dos maiores lutadores contra os transgênicos, denunciando as consequências dessa tecnologia para a destruição da biodiversidade e o envenenamento do meio ambiente e da população. Ressaltamos sua postura combativa na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) onde sempre defendeu os interesses do povo brasileiro frente às empresas transnacionais.

O legado de grandes intelectuais do povo, como o prof. Paulo Kageyama, perdura muito além de suas contribuições em vida. A agroecologia brasileira e a luta pela terra levarão seus aprendizados rumo à construção de um país agroecológico, solidário e socialista.

Kageyama sempre teve convicção de que a questão ambiental passa por um campo democratizado, pela realização da Reforma Agrária e pelo enfrentamento aos grandes grupos econômicos do agronegócio e da mineração que privatizam a terra, a água, a vida e toda natureza.

Para eternizar sua contribuição à luta pela agroecologia e à reforma agrária, o MST através de sua base, no estado da Bahia, decidiu em assembleia no dia de hoje, dar o nome a um assentamento que Kageyama acompanhava no município de EUNAPOLIS-Bahia, com 200 famílias assentadas, de Assentamento Prof. Paulo Kageyama. 

Para os trabalhadores e trabalhadoras sem terra Kageyama é como semente crioula que nunca morre, e sempre se multiplica: em cada latifúndio ocupado, nas escolas que se erguem, nos processos de formação, nas marchas, no plantio das agroflorestas, nas experiências agroecológicas e no movimento do povo de luta em mutirão. Que viva para sempre Kageyama, germinando nos lutadores e lutadoras do povo!!

São Paulo, 17 de maio de 2016

Direção Nacional do MST

 

Categories: agroecologia, editorial Tags:

Homenagem a Paulo Kageyama, lutador da agroecologia

18, maio, 2016 Sem comentários

Kageyama era um defensor da agroecologia e atuante junto aos movimentos populares / Gerhard Waller

 

Pensem em um bom exemplo a ser seguido; Kageyama se foi e ainda estará entre nós, ajudando para um futuro mais justo

 

por Leonardo Melgarejo

 

Brasil de Fato, 17 de Maio de 2016

Pensem numa pessoa gentil, respeitosa, com disposição e humildade para ouvir a todos, demonstrando que sempre haverá o que apreender, na escuta atenciosa do que cada um tem a dizer. Pensem em um professor disposto a enfrentar escolas; insistindo, sempre, que os mestres devem aprender com os alunos. Que devemos desconfiar das tecnologias e estudar não para divulgá-las ou ganhar com elas, mas para filtrar seus efeitos a partir das respostas da natureza e da interpretação trazida pelos que com elas interagem, em sua vivência cotidiana. Nosso líder na luta contra os transgênicos, Paulo Kageyama.

Pensem em uma pessoa que em Seminário da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), no qual todos só falam sobre a importância da engenharia genética para acabar com a fome no planeta, sobe na tribuna para dizer o contrário. E que dali afirma ter chegado o momento do mundo reconhecer os erros, as ameaças e os danos contidos neste caminho, que além de comprometer a democracia e a solidariedade entre os povos, está ameaçando a natureza da vida, cujas dimensões sequer conhecemos em totalidade.

Pensem nesta pessoa dizendo, com calma, gentileza e cuidados, que cabe aos cientistas assumir o papel responsável de levar para a sociedade as informações corretas. De que a biodiversidade e a agroecologia têm respostas melhores para estes e outros problemas. E demonstrar, com humildade, que suas afirmativas se apoiam em mais de 20 anos de pesquisa participativa construída com agricultores assentados graças à luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em áreas recuperadas de latifúndios improdutivos, no centro-sul do Brasil. Nosso líder na luta por uma ciência cidadã, Paulo Kageyama.

Pensem numa pessoa forte, com disposição para enfrentar a todos em defesa de cada um, apontando a importância da solidariedade como fundamento insubstituível, orientador de qualquer ato consciente, da vida, da pesquisa e do ensino, em suas múltiplas possibilidades. Pensem em uma pessoa disposta a defender uma idéia, contra todos e com ela abraçar as causas dos sem-nada, contra os que têm tudo, e que perto do final, mesmo quando muitos se afastavam, permanecia ali, entre eles, lutador. Nosso irmão, Paulo Kageyama.

Pensem em um homem que deixa rastro e lembranças por onde passou e passará. Pensem em um bom exemplo a ser seguido. Pensem em Paulo Kageyama, que se foi e ainda assim estará sempre entre nós, ajudando na construção de um futuro mais justo para todos. Pensem em Paulo Kageyama, presente.

**Paulo Kageyama, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP e reconhecido lutador em prol da agricultura familiar e da agroecologia, faleceu nesta terça-feira (17).

*Leonardo Melgarejo é agrônomo e presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan).

 

Categories: agroecologia, editorial Tags:

Nota da ANA “Em defesa da Democracia e contra o golpe”

14, dezembro, 2015 Sem comentários
Confira abaixo a nota divulgada pela ANA em referência ao cenário político atual.
agroecologia.org.br, 10/12/2015

Em defesa da Democracia e contra o golpe

logo ana

A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), rede de organizações da sociedade civil e de movimentos sociais comprometidos com a luta por um desenvolvimento rural fundado na equidade socioambiental em nosso País, vem a público manifestar seu mais veemente e militante repúdio às manobras golpistas e às tentativas de subversão das instituições democráticas em curso no submundo da política parlamentar e da grande mídia em nosso País. Capitaneadas pelo presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, personagem reconhecidamente identificado com a corrupção e o banditismo político e repudiado por toda a sociedade, o golpismo em marcha constitui ameaça à legalidade e às conquistas democráticas alcançadas pelas lutas populares sobre a ditadura.

Ao reafirmar que a Democracia e as instituições que a sustentam são condição essencial para o cumprimento de seus objetivos e a emergência de novos padrões de desenvolvimento rural no Brasil fundados na Agroecologia, a Articulação Nacional de Agroecologia reitera seu alinhamento às causas democráticas da sociedade brasileira e seu repúdio ao golpismo. Para tanto, a ANA estará mobilizada e ativa em todas as regiões do País junto aos mais amplos setores da sociedade.

Pela Democracia e contra o golpe!

Brasília,DF, 10 de dezembro de 2015

Categories: agroecologia, editorial Tags:

NOTA DO MST SOBRE O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA

4, dezembro, 2015 1 comentário

FORA CUNHA!

NOTA DO MST SOBRE O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem à público denunciar a tentativa de golpe institucional contra Presidenta da República, Dilma Rousseff, promovido pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e reafirma seu compromisso em defesa da democracia e do respeito ao voto.

Repudiamos o comportamento do deputado Eduardo Cunha e afirmamos que ele é reflexo da aliança explícita entre a mídia empresarial, liderada pela Rede Globo, seguida por partidos políticos de direita. Logo, não tem legitimidade moral, ética ou política de propor o impedimento da presidência da república.

Todos os ataques aos direitos da classe trabalhadora, proferidos sob a Presidência de Eduardo Cunha na Câmara de Deputados, estão sendo respondidos com um grande FORA CUNHA! Portanto, seguiremos empunhando essa bandeira até que o Cunha caia e seja provada a sua culpabilidade criminosa nos processos instaurados, sendo imediatamente preso.

Salientamos a necessidade de o Governo Dilma assumir a pauta que a elegeu em 2014 e fazer um mandato que defenda a classe trabalhadora. Porém, não aceitamos nenhum tipo de golpe e vamos defender o mandato da Presidenta legitimado pelas urnas. Ao mesmo tempo, continuaremos lutando para combater a atual política econômica de viés neoliberal, implementada no segundo mandato da Presidenta Dilma, que penaliza a população brasileira, promove um retrocesso nos direitos trabalhistas, beneficia o capital rentista e sinaliza a entrega das nossas riquezas naturais à rapinagem do capital internacional.

Acreditamos que as crises política, econômica, social e ambiental que vivemos nos dias de hoje, exigem profundas reformas estruturais que assegurem a consolidação e aprofundamento da democracia, promovam a distribuição da renda e riqueza produzida aqui e garantam a soberania do nosso país.

Por isso, convocamos toda a militância e toda a classe trabalhadora para lutar pela cassação do mandato e prisão de Eduardo Cunha. Entendendo que, somente com as reformas estruturais podemos colocar Brasil em um novo patamar de democracia e justiça social.

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

São Paulo, 03 de dezembro de 2015

Categories: editorial, governos Tags:

O desastre com a lama tóxica no Brasil é uma calamidade para os direitos humanos

30, novembro, 2015 Sem comentários
O desastre com a lama tóxica no Brasil é uma calamidade para os direitos humanos

O desastre com a lama tóxica no Brasil é uma calamidade para os direitos humanos

Carta de apoio ao Papa Francisco

10, novembro, 2015 Sem comentários

leonardoboff.wordpress.com, 07/11/2015

Nos EUA, Papa Francisco recebe carta de mexicana filha de imigrantes

Há uma campanha mundial e especialmente dentro da Cúria Romana de forte oposição ao Papa Francisco, especialmente ao seu modo carinhoso e informal que caracteriza seu estilo de ser Pastor da Igreja Universal e bispo de Roma. Grupos fortes dentro e fora dos quadros eclesiais que objetivam desestabilizar e até ridicularizar seu modo de ser Papa, despojado dos símbolos de poder, bem no estilo de São Francisco de Assis de quem tomou o nome.

No II Congresso de Teologia Continental, realizado em Belo Horizonte entre os dias 26-30 de outubro sob o lema A Igreja que caminha no Espírito a partir dos pobres resolveu escrever esta carta aberta em apoio ao Papa Francisco. Logo aderiram cerca de 300 pessoas do Brasil, de toda América Latina, do Caribe e de representantes da Europa, do Canadá e dos Estados Unidos.

Pedimos divulgarem esta carta e testemunharem a sua adesão para o e-mail <valecarusi@gmail.com> da embaixada argentina junto à Santa Sé.

Lboff      

 

      Carta de apoio ao Papa Francisco

 

Querido Papa Francisco,

Somos muitos na América Latina, no Caribe e noutras partes do mundo que acompanhamos com preocupação a oposição e os ataques que lhe fazem minorias conservadoras, mas poderosas de dentro e de fora da Igreja. Perplexos, assistimos a algo inusitado nos últimos séculos: a tomada de posição de alguns cardeais contra o seu modo de conduzir o Sínodo e, mais que tudo, a Igreja Universal.

A carta estritamente pessoal, dirigida ao Sr. foi vazada para a imprensa, como já havia sucedido com sua encíclica Laudato Si’, em clara violação dos princípios de um jornalismo ético.

Tais grupos postulam uma volta ao modelo de Igreja do passado, concebida mais como uma fortaleza fechada do que como “um hospital de campanha sempre aberto para acolher quem lhe bata às portas”; Igreja que deverá “procurar e acompanhar a humanidade de hoje não com portas fechadas, o que trairia a si mesma e a sua missão e que, em vez de ser uma ponte, se tornaria uma barreira”. Estas foram suas corajosas palavras.

As atitudes pastorais do tipo de Igreja proposto em seus discursos e em seus gestos simbólicos se caracterizam pelo amor caloroso, pelo encontro vivo entre as pessoas e com o Cristo presente entre nós, pela misericórdia sem limites, pela “revolução da ternura” e pela conversão pastoral. Esta implica que o pastor tenha “cheiro de ovelha” porque convive com ela e a acompanha ao longo de todo o percurso.

Lamentamos que tais grupos, o mais que fazem é dizer não. Recordamos a esses nossos irmãos as coisas mais óbvias da mensagem de Jesus. Ele não veio dizer não. Ao contrário, ele veio dizer sim. São Paulo na segunda Epístola aos Coríntios nos recorda que “o Filho de Deus sempre foi sim, porque todas as promessas de Deus são sim em Jesus” (2 Cor 1,20).

No evangelho de São João, Jesus afirma explicitamente: ”Se alguém vem a mim eu não o mandarei embora” (Jo 6,37). Podia ser uma prostituta, um leproso, um teólogo medroso como Nicodemos: a todos acolhia com amor e misericórdia.

A característica fundamental do Deus de Jesus, “Abba”, é sua misericórdia ilimitada (Lc 6,36) e seu amor preferencial pelos pobres, doentes e pecadores (Luc 5,32; 6,21). Mais que fundar uma nova religião com fieis piedosos, Jesus nos veio ensinar a viver e a realizar a mensagem central do Reino de Deus, cujos bens são: o amor, a compaixão, o perdão, a solidariedade, a fome e sede de justiça e a alegria de todos sentirem-se filhos e filhas amados de Deus.

Os intentos de deslegitimar seu modo de ser bispo de Roma e Papa da Igreja universal, guiando-se mais pela caridade do que pelo direito canônico, mais pela colegialidade e pela cooperação do que pelo exercício solitário do poder serão vãos, porque nada resiste à bondade e à ternura das quais o Sr. nos dá um esplêndido exemplo. Da história aprendemos que, onde prevalece o poder, desaparece o amor e se extingue a misericórdia, valores centrais da sua pregação e da de Jesus.

Neste contexto, face à nova fase planetária da história e às ameaças que pesam sobre o sistema-vida e o sistema-Terra corajosamente apontadas em sua encíclica Laudato Si’sobre “o cuidado da Casa Comum” queremos cerrar fileiras ao seu redor e mostrar nosso inteiro apoio à sua pessoa e ministério, à sua visão pastoral e aberta de Igreja e à forma carismática pela qual nos faz sentir novamente a Igreja como um lar espiritual. E são tantos de outras igrejas e religiões e do mundo secular que o apoiam e o admiram pelo seu modo de falar e de agir.

Não é destituído de significação o fato de que a maioria dos católicos vive nas Américas, na África e na Ásia, onde se constata grande vitalidade e criatividade em diálogo com as diferentes culturas, mostrando vários rostos da mesma Igreja de Cristo. A Igreja Católica é hoje uma Igreja do Terceiro Mundo, pois somente 25% dos católicos vivem na Europa. O futuro da Igreja se decide nessas regiões onde sopra fortemente o Espírito.

A Igreja Católica, não pode ficar refém da cultura ocidental que é uma cultura regional, por maiores méritos que tenha acumulado. É preciso que se des-ocidentalize, abrindo-se ao processo de mundialização que favorece o encontro das culturas e dos caminhos espirituais.

Querido Papa Francisco: o Sr. participa do mesmo destino do Mestre e dos Apóstolos que também foram incompreendidos, caluniados e perseguidos.

Mas estamos tranquilos porque sabemos que o Sr. assume tais tribulações no espírito das bem-aventuranças. Suporta-as com humildade. Pede perdão pelos pecados da Igreja e segue as pegadas do Nazareno.

Queremos estar ao seu lado, apoiá-lo em sua visão evangélica e libertadora de Igreja, conferir-lhe coragem e força interior para nos atualizar, por palavras e gestos, a Tradição de Jesus feita de amor, de misericórdia, de compaixão, de intimidade com Deus e de solidariedade para com a humanidade sofredora.

Enfim, querido Papa Francisco, continue a mostrar a todos que o evangelho é uma proposta boa para toda a humanidade, que a mensagem cristã é um força inspiradora no “cuidado da Casa Comum” e geradora de uma pequena antecipação de uma Terra reconciliada consigo mesma, com todos os seres humanos, com a natureza e principalmente com o Pai que mostrou ter características de Mãe de infinita bondade e ternura. Ao final, poderemos juntos dizer: “tudo é muito bom”(Gn 1,31).

Categories: editorial Tags:

II Curso sobre Bioética e Biodireito

17, setembro, 2015 Sem comentários

Cartaz II Curso de Bioética e Biodireito

Categories: editorial Tags:

II Curso sobre temas de Bioética e Biodireito

3, agosto, 2015 Sem comentários

cbb oab ago2015

Categories: editorial Tags: