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Arquivo de março, 2012

Encontro comemora 11 anos da Feira Agroecológica de Lagoa Seca – PB

30, março, 2012 1 comentário

Adital, 30/03/2012

Em comemoração aos 11 anos de existência da Feira Agroecológica de Lagoa Seca, na Paraíba, acontecerá neste sábado (31), a partir das 5h, uma confraternização organizada pelas 10 famílias agricultoras do município de Lagoa Seca que comercializam produtos agroecológicos na cidade para os produtores e consumidores. Na ocasião será oferecido um café-da-manhã aos presentes ao som de música ao vivo e o sorteio de cestas com produtos vendidos na feira.

A feira acontece todos os sábados, a partir das 4h, ao lado do mercado público do município de Lagoa Seca, no centro da cidade, e se constitui em um espaço importante de comercialização para as famílias agricultoras do município e uma opção para a população da cidade que pode ter acesso a produtos de qualidade e totalmente orgânicos, 100% livres de transgênicos e de agrotóxicos. No local são comercializados 500 kg de produtos hortifrutigranjeiro vindos de várias localidades do município. Atualmente, na Paraíba, existem 20 feiras agroecológicas, oito delas na Região da Borborema.

Informações:

Diógenes Fernandes 9993-9096

Donga 9311-5250

Áurea Olimpia Figueiredo Rêgo

Assessora de Comunicação (Jornalista DRT/PB: 2456)

AS-PTA Agroecologia e Agricultura Familiar

Br 104 Km 06 – Distrito São Miguel

Esperança – Paraíba

www.aspta.org.br

Telefones:

Escritório (83) 3361-9040/9041

Celular: (83) 9629-6425/ 8829-7621

Produtores de MT querem garantias sobre cobranças de royalties da soja

30, março, 2012 Sem comentários

Do G1 MT, 29/03/2012

Leandro J. Nascimento

A introdução da nova variedade de soja transgênica no mercado brasileiro pela Monsanto, a Intacta RR 2 PRO, em substituição à RR (Roundup Ready), predominantemente utilizada nas lavouras do país já movimenta o setor produtivo. A empresa ainda não definiu o valor que será cobrado pela tecnologia e pretende defini-lo após encontros com representantes do setor. Em Mato Grosso, uma reunião está programada para a sexta-feira (30) junto à Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), em Cuiabá.

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1 milhão pedem rotulagem de transgênicos nos EUA

29, março, 2012 Sem comentários

Taí notícia para os que afirmam que os transgênicos são consenso nos Estados Unidos

Levantamento recente da Grocery Manufacturers Association indicou que cerca de 80% da comida industrializada nos EUA contém ingredientes transgênicos.

Mais de 1 milhão de pessoas assinaram petição endereçada à agência de alimentos americana FDA demandando a rotulagem de produtos transgênicos. De acordo com o movimento Just Label It, a adesão foi recorde de participação em assunto de regulação de alimentos. Mais de 500 entidades de todo o país apoiaram a iniciativa.

Enquete do Just Label It que ouviu mil pessoas revelou que 92% defendem a rotulagem de produtos transgênicos, enquanto 5% se opuseram. O apoio foi praticamente igual entre Democratas, Republicanos e Independentes.

“Os americanos explicitamente pedem segurança, transparência e rotulagem de produtos transgênicos,’’ disse Ken Cook, presidente do Environmental Working Group, organização que integra o Just Label It.

“Se o FDA não reagir revisando sua política, consideramos acionar a Justiça”, disse o advogado Andrew Kimbrell, autor da petição.

Um porta-voz do FDA disse que não se pronunciará a respeito da petição e que responderá diretamente aos que a endossaram. Outra porta-voz do mesmo órgão informou que a posição da Agência sobre rotulagem de transgênicos baseia-se na premissa de que não existe “diferença material” entre os produtos que contêm ingredientes transgênicos e aqueles derivados de culturas convencionais.

Com informações de:

Group wants lables on GM foods, The Boston Globe, 27/03/2012

Consumer groups demand GMO labeling, Thomson Reuters, 27/03/2012

Just Label It

Via Genet News

Brasil é o 2º país com maior plantação de transgênicos no mundo

28, março, 2012 Sem comentários

O país “perde” apenas para os Estados Unidos. Para o consumidor, há uma indicação com a letra T nas embalagens dos produtos, mas poucos sabem disso.

REDE TV NEWS, 23/03/2012

 

Apicultores pedem banimento de milho transgênico na Polônia

28, março, 2012 Sem comentários

Com informações de Digital Journal Reports, 27/03/2012 e http://festiwalstopgmo.pl/ (Via GMWatch)

Cerca de 1,5 mil apicultores poloneses despejaram milhares de abelhas mortas na entrada do Ministério da Agricultura, em Varsóvia. O protesto, realizado no último dia 15, teve como objetivo denunciar os impactos causados pelo plantio de milho transgênico e o uso de agrotóxicos sobre insetos benéficos como abelhas, borboletas e mariposas. A perda de polinizadores afeta o meio ambiente e reduz drasticamente a produção agrícola.

Uma marcha com os manifestantes fantasiados de abelha ou vestindo a indumentária dos apicultores foi organizada pela Associação Polonesa de Apicultores, pela Coalizão por uma Polônia Livre de Transgênicos e pela Coalizão Internacional para proteger o interior da Polônia.

O foco da manifestação foi o milho transgênico MON 810, da Monsanto, que produz proteínas inseticidas. Os participantes também cobraram do governo uma moratória total aos transgênicos e aos agrotóxicos que mais afetam o meio ambiente e as abelhas. Em resposta à manifestação, o ministro da Agricultura polonês Marek Sawicki anunciou planos de banir o MON 810 no país.

Em 2008 o Parlamento polonês proibira o uso de ração transgênica, incluindo o plantio e a importação de transgênicos. A União Europeia reluta em aceitar a autonomia dos países para banimentos regionais.

Efeitos colaterais da expansão do agronegócio no Uruguai

27, março, 2012 Sem comentários

Documentário produzido por Radio Mundo Real, Redes, Amigos da Terra e Uruguay Sustentable

Parte 1

 

Efectos Colaterales (capitulo 01) from Radio Mundo Real on Vimeo.

Parte 2

Efectos Colaterales (capitulo 2) from Radio Mundo Real on Vimeo.

Festa Nacional das Sementes Crioulas

26, março, 2012 Sem comentários

Monsanto é alvo de investigação por suspeita de venda casada

23, março, 2012 2 comentários

Apuração é da Secretaria de Direito Econômico; empresa nega

FOLHA DE SÃO PAULO, 23/03/2012

A SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, investiga a multinacional Monsanto pela prática de venda casada.

Segundo denúncia recebida pelo órgão, a empresa estaria obrigando agricultores a comprar sementes transgênicas para ter acesso às convencionais.

A Folha apurou que a averiguação é preliminar e corre sob sigilo. Procurada, a secretaria não quis comentar.

A Monsanto disse que não faz venda casada e que não tomou conhecimento de nenhuma investigação da SDE.

Se o órgão entender que há indícios de prática anticoncorrencial, poderá enviar parecer ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) pedindo a punição da multinacional. Se condenada pelo conselho, a empresa de biotecnologia poderá ter que pagar multa de até 30% de seu faturamento.

DENÚNCIA

Em 2010, produtores de soja recorreram ao Cade contra o que chamavam de práticas abusivas da Monsanto. Na época, a empresa foi acusada de exigir que o agricultor apresentasse uma área plantada de 85% de transgênicos para que pudesse comprar sementes tradicionais.

Eles também denunciavam a cobrança de royalties muito altos, o que seria abusivo e impediria o acesso ao mercado de produtores menores. A reportagem tentou contato com a Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), que representa o setor, mas o porta-voz da associação estava indisponível.

A Monsanto já foi investigada e punida pelo Cade por outras práticas consideradas prejudiciais à concorrência.

Em 2005, o conselho determinou que a multinacional retirasse de seus contratos cláusulas de exclusividade para a venda de ácido glifosato, que é usado na produção de herbicidas.

No ano seguinte, o Cade proibiu a celebração de acordos da Monsanto com comercializadores de semente e centros de pesquisa que impediam a utilização de tecnologia de transgênicos de outras empresas.

Conheça o movimento Occupy-Monsanto

22, março, 2012 1 comentário
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CONTAG denuncia casos de morte pelo uso de agrotóxicos

21, março, 2012 Sem comentários

Imprensa CONTAG, 20/03/2012 |  Verônica Tozzi

Cerca de 150 assalariados e assalariadas rurais de vários estados estão reunidos na manhã desta terça-feira (20 de março) na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em um ato com caixões pretos representando os casos de morte de trabalhadores e trabalhadoras rurais pelo uso de agrotóxicos sem proteção em atividades agrícolas. Segundo informações da Embrapa, o Brasil é o líder mundial no consumo de agrotóxicos e utiliza pelo menos oito tipos de ingredientes tóxicos já banidos em outras partes do mundo.

Nesse sentido, o secretário de Assalariados e Assalariadas Rurais da CONTAG, Antonio Lucas, informou que a pauta entregue ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, no dia 29 de fevereiro, reivindica o fim da pulverização aérea com agrotóxicos e a proibição imediata de nove princípios ativos na sua composição. “Mato Grosso é o estado que apresenta o maior número de ocorrências de uso de agrotóxicos sem proteção e a consequente morte de assalariados e assalariadas rurais.”

Embrapa vive dilema por competitividade

21, março, 2012 Sem comentários

1. Taí a grande chance para a Embrapa se afirmar como empresa que desenvolve e comercializa sementes convencionais, cumprindo, assim, seu papel de empresa pública de garantir que os produtores não fiquem nas mãos das multinacionais e obrigados a comprar sementes transgênicas.

2. Impressiona o número de fontes ouvidas em off pelo jornal, que não quiseram se identificar.

3. No dia seguinte à publicação da matéria do Valor, o editorial de O Estado de S. Paulo também tratou do assunto. O texto está mais abaixo.

VALOR ECONÔMICO, 21/03/2012 (Via IHU-Unisinos)

por Gerson Freitas Jr. e Tarso Veloso

A Embrapa é considerada fundamental para o país do ponto de vista estratégico e social, mas vem enfrentando dificuldades para competir no mercado de biotecnologia após o início das liberações de sementes transgênicas no país, em meados da década passada. Sem recursos suficientes para grandes projetos, dificuldades para estabelecer parcerias com outras empresas e resistências à entrada do capital privado, a estatal vê sua participação despencar em alguns dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio.

São os casos da soja, do milho e do algodão. Responsáveis por quase metade do Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola brasileira, essas culturas passaram a ser dominadas por empresas como Monsanto, DuPont, Syngenta, Bayer CropScience e Dow AgroSciences.

Não há números públicos sobre a fatia de cada empresa no mercado brasileiro de sementes, mas diferentes fontes ouvidas pelo Valor estimam que a Embrapa vendeu menos de 15% das sementes de soja e 10% dos híbridos de milho comercializados no país na última safra.

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Nova soja transgênica aguarda registro do exterior

21, março, 2012 1 comentário

Repare bem, a matéria abaixo informa que a nova soja da Monsanto está em fase final de testes, mas que mesmo assim já foi liberada pela CTNBio, que teria que ter avaliado seus riscos para a saúde e o meio ambiente. As empresas entenderam que a lassidão da CTNBio é o camimho para sua liberação no exterior. Com o argumento de que o Brasil, grande produtor agrícola já liberou, pressionam outros países a a fazerem o mesmo. É o Brasil contribuindo para a Monsanto abrir novos mercados.

Gazeta do Povo, 20/03/2012

A mais nova geração de soja geneticamente modificada, Intacta RR2 Pro, deve ser lançada comercialmente até outubro deste ano. Pelo menos esta é a pretensão da Monsanto, que aguarda o registro das cultivares e aprovação da tecnologia na China e nos países da Europa, principais mercados importadores. A tecnologia começou a ser desenvolvida há dez anos e está em fase final de testes.

“No Brasil nós já temos todas as autorizações para comercializar, incluindo o da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança [CTNBio]. Aguardamos a aprovação dos mercados importadores. Havendo tempo hábil, comercializaremos as sementes na próxima safra”, explicou o gerente comercial da Monsanto, Rafael Carmona.

A Intacta é anunciada pela empresa como uma revolução na agricultura brasileira, prometendo três soluções aos produtores rurais: a tolerância ao glifosato, resultados de produtividade sem precedentes e proteção contra as principais lagartas que atacam a cultura, algo inédito até então.

A eficácia do produto está sendo testada em 500 propriedades rurais de dez estados – no Paraná são 105. A reportagem da Gazeta do Povo acompanhou o dia de colheita na Fazenda Agrícola Três Palmeiras, em Campo Mourão, na região Centro-Oeste, onde 1,5 hectare dos 500 da área total foi destinado ao plantio de soja com a tecnologia Intacta. A média colhida foi de 69,9 sacas por hectare, cerca de 10% a mais do que o colhido na área com sojas RR, onde cada hectare rendeu aproximadamente 62,8 sacas.

“Eu costumo fazer até três aplicações de inseticida contra lagarta na minha lavoura e nesta área de teste não foi necessário nenhuma”, declarou o proprietário da fazenda, Aldo Hanel.

Apesar do resultado, o gerente comercial da Monsanto ressalta que é preciso aguardar a conclusão dos demais testes para apresentar o índice de produtividade da Intacta. “Este valor de 10% é um número daquele período, daquele produtor, naquela condição. Não podemos criar um número cabalístico”, explicou Carmona.

Para o trabalho com soja Intac­­ta, as áreas de cultivo precisaram receber uma série de cuidados especiais, com o objetivo de evitar que a soja chegue à comercialização. Os campos de teste foram cercados por fileiras de milho, distantes dez metros. O manejo e a co­­lheita ainda exigiram máquinas exclusivas, que após o trabalho são desmontadas e lavadas. Ao final do experimento, todos os grãos colhidos foram destruídos na própria fazenda.

Rumo à reforma agrária, artigo de Frei Betto

20, março, 2012 Sem comentários

Correio Braziliense, 16/03/2012

Caiu mais um ministro, o do Desenvolvimento Agrário. Nomeado o novo: Pepe Vargas (PT-RS), que foi prefeito de Caxias do Sul por dois mandatos e mantém boas relações com o MST.

A esperança é que a presidente Dilma Rousseff tenha dado o primeiro de três passos urgentes para o Brasil não ficar mal na foto do “concerto das nações”, como diria o Conselheiro Acácio. Os outros dois são o veto ao Código Florestal proposto pelo Senado e uma nova política ambiental e fundiária que prepare bem o país para acolher, em junho, a Rio+20.

A questão fundiária no Brasil é a nódoa maior da nação. Nunca tivemos reforma agrária. Ou melhor, uma única, cujo modelo o latifúndio insiste em preservar: quando a Coroa portuguesa dividiu nossas terras em capitanias hereditárias.

Desde 2008, o Brasil ultrapassou os EUA ao se tornar o campeão mundial de consumo de agrotóxicos. E, segundo a ONU, vem para o Brasil a maioria dos agrotóxicos proibidos em outros países. Aqui são utilizados para incrementar a produção de commodities.

Basta dizer que 50% desses “defensivos agrícolas” são aplicados na lavoura de soja, cuja produção é exportada como ração animal. E o mais grave: desde 1997 o governo concede desconto de 60% no ICMS dos agrotóxicos. E o SUS que aguente os efeitos… nos trabalhadores do campo e em todos nós que consumimos produtos envenenados.

Os agrotóxicos não apenas contaminam os alimentos. Também degradam o solo e prejudicam a biodiversidade. Afetam a qualidade do ar, da água e da terra. E tudo isso graças ao sinal verde dado por três ministérios, nos quais são analisados antes de chegarem ao mercado: Saúde, Meio Ambiente e Agricultura.

É uma falácia afirmar que os agrotóxicos contribuem para a segurança alimentar. O aumento do uso deles em nada fez decrescer a fome no mundo, como indicam as estatísticas.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenta manter o controle sobre a qualidade dos agrotóxicos e seus efeitos. Mas, quando são vetados, nem sempre consegue vencer as pressões da bancada ruralista sobre outros órgãos do governo e, especialmente, sobre o Judiciário.

A Cúpula Mundial do Meio Ambiente na África do Sul, em 2002, emitiu um documento em que afirma que a produção mundial de alimentos aumentou em volume e preço (devido ao uso de agrotóxicos e sementes transgênicas). À custa de devastação dos solos, contaminação e desperdício da água, destruição da biodiversidade, invasão de áreas ocupadas por comunidades tradicionais (indígenas, clãs, pequenos agricultores etc.). Fica patente, pois, que a chamada “revolução verde” fracassou.

Hoje, somos 7 bilhões de bocas no planeta. Em 2050, seremos 9 bilhões. Se medidas urgentes não forem tomadas, há de se agravar a sustentabilidade da produção agrícola.

Diante desse sinal amarelo, o documento recomenda: reduzir a degradação da terra; melhorar a conservação, alocação e manejo da água; proteger a biodiversidade; promover o uso sustentável das florestas; e ampliar as informações sobre os impactos das mudanças climáticas.

Quanto aos primeiro e terceiro itens, sobretudo, o Brasil marcha na contramão: cada vez mais se ampliam as áreas de produção extensiva para monocultivo, destruindo a biodiversidade, o que favorece a multiplicação de pragas. Como as pragas não encontram predadores naturais, o recurso é envenenar o solo e a água com agrotóxicos. E com frequência isso não dá resultado. No Ceará, uma grande plantação de abacaxi fracassou, malgrado o uso de 18 diferentes “defensivos agrícolas”.

Tomara que o ministro Pepe Vargas consiga estabelecer uma articulação interministerial para livrar o Brasil da condição de “casa da mãe Joana” das multinacionais da insustentabilidade e da degradação do nosso patrimônio ambiental. E acelere o assentamento das famílias sem-terra acampadas à beira de rodovias, bem como a expropriação, para efeito social, de terras ociosas e também daquelas que utilizam mão de obra escrava.

Governo é, por natureza, expressão da vontade popular. E a ela deve servir. O que significa manter interlocução permanente com os movimentos sociais interessados nas questões ambiental e fundiária, irmãs siamesas que não podem ser jamais separadas.

Frei Betto é frede dominicano, escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser, de Conversa sobre a fé e a ciência (Agir), entre outros livros

Transgênicos? É hora de restaurar o Princípio da Precaução

20, março, 2012 Sem comentários

FASE, 14/03/2012

O Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Biotecnológicas (ISAAA, em inglês), divulgou em fevereiro que em 2011, pelo terceiro ano seguido, o Brasil foi o principal responsável pela expansão das lavouras transgênicas no mundo, que cresceram 8%. Conforme informação publicada pelo jornal Valor Econômico  e reproduzida pelo Boletim da Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos, “o Brasil, sozinho responde por 40% dessa expansão. No ano passado, a área ocupada com transgênicos no país somou 30,3 milhões de hectares, um aumento de quase 20% ou 4,9 milhões de hectares em relação à safra anterior”1.

Os dados revelam que a aposta de governos e das grandes corporações na tecnologia como “o futuro da agricultura” continua de pé. E nos lembram dos crescentes debates sobre Economia Verde, apoiada centralmente em respostas tecnológicas, no caminho para a Rio+20. Afinal, o que a experiência dos transgênicos nos mostrou até agora?

Na FASE, acreditamos que impera uma visão reducionista na avaliação de riscos pelos interessados nessa tecnologia. E a segurança alimentar é praticamente ignorada nessa visão. Pesquisa do Prof. Rubens Nodari, identificou na base de dados da CAPES e do Scielo, no período 1987 a 2008, em um total de 716 estudos, apenas oito com abordagem a partir da segurança alimentar sobre exposição a riscos e incertezas para a saúde e meio ambiente oriundos dos transgênicos2.

A incerteza é apenas um dos motivos pelo qual a FASE se mantém contra a liberação dos transgênicos e considera a importância estratégica da adoção do princípio da precaução, estabelecido em acordos internacionais como princípio ético e a alternativa um imperativo diante de tantas incertezas e riscos da ciência. Compartilhamos a proposta da ciência precaucionária como alternativa, como nos fala Nodari3, coerentemente com a defesa da soberania alimentar, segurança alimentar e nutricional.

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Semillas en resistencia

16, março, 2012 Sem comentários

Movimentos de preservação das sementes de diversos países da Europa  se mobilizam contras mudanças na legislação europeia que pretendem ampliar o controle das empresas sobre a agrobiodiversidade