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Arquivo de agosto, 2012

OAB-RJ debate patrimônio genético

30, agosto, 2012 1 comentário

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IV Feira de Sementes Crioulas e Biodiversidade – Rio Azul, Paraná

27, agosto, 2012 Sem comentários

Decisões judiciais sinalizam aprofundamento no debate do direito à informação a respeito de transgênicos

24, agosto, 2012 Sem comentários

Terra de Direitos, 24/08/2012

Nas últimas semanas importantes decisões envolvendo o debate sobre transgênicos somaram-se às conquistas sociais pela concretização do direito à informação, um dos principais alicerces de um Estado Democrático de Direito.

O avanço dos transgênicos no Brasil, mais do que uma opção consciente pelos consumidores e agricultores, ocorreu por meio da omissão de informações e, até mesmo, utilizando-se de falsas propagandas. E foi sobre isso que dois Tribunais Regionais Federais Brasileiros, e o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, manifestaram-se nas últimas semanas.

Os brasileiros sabem se consomem ou não alimentos transgênicos?

De acordo com o Decreto 4.680/2003 todo alimento deve ser rotulado como transgênico se tiver a presença acima de 1% de transgêne. Porém, em uma Ação Civil Pública proposta pelo Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) e Ministério Público Federal, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 13 de agosto, decidiu que todo alimento feito a partir de organismos geneticamente modificado deve ser rotulado como transgênico, independentemente da porcentagem encontrada.

De acordo com o Procurador regional da República, Nicolao Dino Neto, a definição de rotulagem apenas a partir da presença de 1% de transgêne, ou a partir de qualquer limite mínimo permitido, não garante o direito à informação. Segundo ele “o acesso à informação não pode ser ‘tarifado’, mas antes, visto e respeitado em sua dimensão plena, independentemente do percentual de OGM’s existente no produto”. Assim, além da obrigação da União em impor a rotulagem dos alimentos produzidos a partir de transgênicos independente da porcentagem verificada, os produtos que não cumprirem essa determinação judicial deverão ser retirados de circulação.

Outra importante notícia é que o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça instaurou processo administrativo contra as empresas Nestlé, Kraft Food e Pepsico do Brasil a partir de irregularidades encontradas em fiscalizações realizadas em diversas localidades brasileiras. Testes indicaram a presença de milho e soja transgênicos na composição de diversos produtos destas empresas, sem que houvesse qualquer identificação no rótulo.

Além disso, e ainda na mesma semana, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em Porto Alegre condenou a transnacional Monsanto a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil reais por veiculação de campanha publicitária enganosa.

Em 2004 a empresa divulgou propaganda em redes de televisão, emissoras de rádio e de forma escrita anunciando o uso de sementes de soja transgênica com o herbicida glifosato como um benefício para conservação do meio ambiente. Segundo o Ministério Público Federal, autor da referida Ação Civil Pública, a condenação da empresa estadunidense ao pagamento da indenização, ocorreu porque até hoje não se conseguiu comprovar cientificamente que a soja comercializada pela Monsanto demanda menos herbicida que as variedades convencionais.

Além disso, o Desembargador e relator do caso, Jorge Antônio Maurique salientou em seu voto que agricultores de todo o mundo afirmam a resistência de plantas daninhas ao herbicida à base de glifosato. Por fim, o relator constatou ainda que a propaganda foi veiculada em um momento em que a soja era proibida no Brasil, o que caracterizava o referido comercial como um incentivo ao plantio ilegal daquele grão. Assim, além da condenação ao pagamento da indenização, a Monsanto deve também divulgar contrapropaganda esclarecendo as conseqüências negativas à saúde humana e aos demais animais pela utilização de agrotóxicos.

Atualmente, a falácia do argumento das empresas da biotecnologia chega ao seu ápice com o desenvolvimento das sementes transgênicas resistentes aos herbicidas à base do veneno 2,4-D. A adesão da “tecnologia” transgênica se deu a partir do argumento enganoso de que com a utilização destas sementes os agricultores utilizariam menos agrotóxicos. Diante da resistência das plantas daninhas aos herbicidas de uso casado às sementes transgênicas, a alternativa paradoxal ofertada pelas mesmas empresas é a utilização de mais agrotóxicos.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio está analisando o pedido de liberação comercial da soja transgênica resistente ao 2,4-D e ao herbicida glufosinato de amônio. O 2,4-D possui como um de seus componentes o agente laranja, desfolhante utilizado pelas tropas estadunidenses na Guerra do Vietnã para secar as copas das árvores, e, dentre seus resultados conhecidos estão os efeitos cancerígenos, teratogênicos e neurológicos, assim como sua toxidade para abelhas, pássaros e peixes.

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Confira aqui as notícias sobre as decisões:

Justiça condena Monsanto por propaganda enganosa sobre transgênico
Nestlé e Kraft serão processadas por rótulos em transgênicos
Empresas deverão informar até mesmo quantidade inferior a 1%. União terá que recolher produtos, caso descumpram decisão

Monsanto é condenada por propaganda enganosa

22, agosto, 2012 2 comentários

Propaganda em que relacionava o uso de semente de soja transgênica e de herbicida à base de glifosato usado no seu plantio como benéficos à conservação do meio ambiente.

 

Por Ascom TRF4, 21/08/2012

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou, na última semana, a empresa Monsanto do Brasil a pagar indenização de R$ 500 mil por danos morais causados aos consumidores ao veicular, em 2004, propaganda em que relacionava o uso de semente de soja transgênica e de herbicida à base de glifosato usado no seu plantio como benéficos à conservação do meio ambiente.

A empresa de biotecnologia, que vende produtos e serviços agrícolas, também foi condenada a divulgar uma contrapropaganda esclarecendo as consequências negativas que a utilização de qualquer agrotóxico causa à saúde dos homens e dos animais.

Segundo o Ministério Público Federal, que ajuizou a ação civil pública contra a Monsanto, o comercial era enganoso e o objetivo da publicidade era preparar o mercado para a aquisição de sementes geneticamente modificadas e do herbicida usado nestas, isso no momento em que se discutia no país a aprovação da Lei de Biossegurança, promulgada em 2005.

A campanha foi veiculada na TV, nas rádios e na imprensa escrita. Tratava-se de um diálogo entre pai e filho, no qual o primeiro explicava o que significava a palavra “orgulho”, ligando esta ao sentimento resultante de seu trabalho com sementes transgênicas, com o seguinte texto:

– Pai, o que é o orgulho?

– O orgulho: orgulho é o que eu sinto quando olho essa lavoura. Quando eu vejo a importância dessa soja transgênica para a agricultura e a economia do Brasil. O orgulho é saber que a gente está protegendo o meio ambiente, usando o plantio direto com menos herbicida. O orgulho é poder ajudar o país a produzir mais alimentos e de qualidade. Entendeu o que é orgulho, filho?

– Entendi, é o que sinto de você, pai.

A empresa defendeu-se argumentando que a campanha tinha fins institucionais e não comerciais. Que o comercial dirigia-se aos agricultores gaúchos de Passo Fundo com o objetivo de homenagear o pioneirismo no plantio de soja transgênica, utilizando menos herbicida e preservando mais o meio ambiente.

A Justiça Federal de Passo Fundo considerou a ação improcedente e a sentença absolveu a Monsanto. A decisão levou o MPF a recorrer ao tribunal. Segundo a Procuradoria, a empresa foi oportunista ao veicular em campanha publicitária assunto polêmico como o plantio de transgênicos e a quantidade de herbicida usada nesse tipo de lavoura. “Não existe certeza científica acerca de que a soja comercializada pela Monsanto usa menos herbicida”, salientou o MPF.

O relator do voto vencedor no tribunal, desembargador federal Jorge Antônio Maurique, reformou a sentença. “Tratando-se a ré de empresa de biotecnologia, parece óbvio não ter pretendido gastar recursos financeiros com comercial para divulgar benefícios do plantio direto para o meio ambiente, mas sim a soja transgênica que produz e comercializa”, afirmou Maurique.

O desembargador analisou os estudos constantes nos autos apresentados pelo MPF e chegou à conclusão de que não procede a afirmação publicitária da Monsanto de que o plantio de sementes transgênicas demanda menor uso de agrotóxicos. Também apontou que agricultores em várias partes do mundo relatam que o herbicida à base de glifosato já encontra resistência de plantas daninhas.

Segundo Maurique, “a propaganda deveria, no mínimo, advertir que os benefícios nela apregoados não são unânimes no meio científico e advertir expressamente sobre os malefícios da utilização de agrotóxicos de qualquer espécie”.

O desembargador lembrou ainda em seu voto que, quando veiculada a propaganda, a soja transgênica não estava legalizada no país e era oriunda de contrabando, sendo o comercial um incentivo à atividade criminosa, que deveria ser coibida. “A ré realizou propaganda abusiva e enganosa, pois enalteceu produto cuja venda era proibida no Brasil e não esclareceu que seus pretensos benefícios são muito contestados no meio científico, inclusive com estudos sérios em sentido contrário ao apregoado pela Monsanto”, concluiu.

O valor da indenização deverá ser revertido para o Fundo de Recuperação de Bens Lesados, instituído pela Lei Estadual 10.913/97. A contrapropaganda deverá ser veiculada com a mesma frequência e preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário do comercial contestado, no prazo de 30 dias após a publicação da decisão do TRF4, devendo a empresa pagar multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Ainda cabe recurso contra a decisão .

AC 5002685-22.2010.404.7104/TRF

TRF4 – Via EcoAgência

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Camponeses paraguaios se mobilizam contra transgênicos

22, agosto, 2012 Sem comentários

Assunção, 21/08/2012 | Prensa Latina

A Federação Nacional Camponesa (FNC) anunciou a realização por seus milhares de filiados de protestos contra aprovação pelo governo do uso de sementes transgênicas para a produção de milho e algodão.

A autorização para esse tipo de produção foi dada pessoalmente por Federico Franco – quem ocupou a Presidência da República depois da destituição do mandatário Fernando Lugo – durante uma reunião com os grandes empresários do setor, seguida da assinatura de um decreto.

No dia 7 de julho, o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes inscreveu no Registro Nacional de Cultivos Comerciais a variedade transgênica de algodão da multinacional Monsanto, do tipo “BT”, foi publicado oficialmente.

A utilização dessas sementes – das mesmas multinacionais que concentram a produção e exportação, vendendo também ao Paraguai os produtos químicos para o processo agrícola – foi recusada pelos trabalhadores.

Além da FNC, um total de 28 centrais camponesas e indígenas, junto a instituições ambientalistas e de defesa dos direitos humanos, exigiram ao Ministério de Saúde e à Secretaria do Meio Ambiente publicar os argumentos utilizados para liberar o milho transgênico.

Igualmente, apontaram a responsabilidade da instituição em garantir que as sementes usadas não tenham efeitos negativos nos cultivos e alimentos, assim como na terra.

Os trabalhadores rurais denunciam que, tanto os herbicidas vendidos pelas mencionadas multinacionais, como o uso de tais sementes, são inclusive nocivos à saúde dos agricultores e suas famílias e prejudicam fortemente as terras, que ficam inúteis para outros cultivos.

A demanda das organizações inclui exigir das multinacionais e grandes empresários nacionais estudos completos e contundentes sobre a inocuidade alimentária e o impacto que têm no medioambiente estes cultivos agora autorizados pelo Executivo.

Segundo argumentam, muitas análises científicas do mundo inteiro provam os efeitos negativos do milho transgênico na saúde humana, as consequências nocivas sobre o equilíbrio ambiental e a contaminação genética das espécies locais.

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Estas empresas se opõem à rotulagem

22, agosto, 2012 Sem comentários

Empresas que estão patrocinando campanha contra a chamada Proposta 37, que estabelece a rotulagem de alimentos contendo transgênicos na Califórnia, EUA.

Marcelo Freixo propõe alimentos orgânicos na merenda escolar

21, agosto, 2012 Sem comentários

EXTRA, 21/08/2012.

RIO – O candidato à Prefeitura do Rio, Marcelo Freixo (PSOL) visitou nesta terça-feira as feiras orgânicas de Laranjeiras e do Flamengo, na Zona Sul do Rio. Após conversar com comerciantes, Freixo defendeu incentivo à agricultura familiar e prometeu isenção de IPTU nas áreas de tradição agrícola do Rio, como Santa Cruz, na Zona Oeste. Ele propôs a introdução de alimentos orgânicos à merenda escolar municipal e ainda aproveitou o tema para atacar o candidato à reeleição e prefeito Eduardo Paes (PMDB).

O Rio de Janeiro propôs isenções fiscais para instalar a indústria da CSA, em Santa Cruz. Se fizesse isso para estimular a tradição pesqueira, artesanal e agrícola da região geraria muito mais empregos. E, como se não bastasse, a prefeitura está cobrando IPTU de área agrícola. Não vamos fazer isso porque não tem sentido — disparou Freixo. — Propomos um diálogo com os municípios vizinhos para que a produção de orgânicos abasteça a rede municipal de educação e ainda sirva como forma de trabalhar a educação alimentar nas escolas. Esta é uma política que a prefeitura pode adotar para profissionalizar e organizar a agricultura familiar.

O candidato também disse que, caso seja eleito, a prefeitura irá disponibilizar um entreposto agrícola, num terreno municipal, para facilitar a armazenagem e a distribuição de alimentos orgânicos mais baratos.

— Hoje, só existem nove feiras de produtos orgânicos na cidade. Todas no eixo Tijuca a Zona Sul. Praticamente não tem feiras orgânicas entre a Zona Norte e a Zona Oeste. Isto porque faltam incentivos do poder público — afirmou Freixo.

O candidato também assinou uma carta compromisso em que se compromete, caso seja eleito, a proibir o uso de agrotóxicos como Endossulfan e Cihexatina — que são banidos de mais de 20 países por causarem prejuízos ao meio ambiente e à saúde — em território municipal.

Justiça mantém rotulagem plena de alimentos

21, agosto, 2012 Sem comentários

A ABIA Associação Brasileira da Indústria de Alimentos tentou sem sucesso derrubar rotulagem plena de alimentos contento transgênicos. Em 2011 a CNI Confederação Nacional da Indústria propusera ação tentando barrar a rotulagem e o direito à informação.

DCI-SP (Via Abrange)

Abaixo, íntegra da decisão do TRF-1.

Leia mais…

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Campanha contra royalty da soja da Monsanto

21, agosto, 2012 Sem comentários

CORREIO DO POVO, 19/08/2012

Atualmente, custo pelo uso da tecnologia RR é de 2% da produção, mas chegará a 7,5% com plantio da Intacta

Produtores rurais da Região Centro-Oeste do Estado [do RS] darão início, no dia 30, na Expointer, a uma campanha contra o pagamento de royalties pelo uso da soja RR, produzida pela Monsanto. Capitaneada pelo Sindicato Rural de Santiago – que abrange Unistalda e Capão do Cipó -, a ação busca coibir a cobrança da tecnologia transgênica na moega. Serão distribuídos 5 mil adesivos e mil folders, além da fixação de faixas nas principais rodovias da rota de produção da oleaginosa no Interior. A cobrança na entrega da safra já é utilizada pela Monsanto em sua tecnologia de soja RR e deve ser adotada também para a variedade Intacta RR2, com previsão de venda a partir de dezembro. Pelo sistema implantado, o produtor pode optar por pagar a taxa tecnológica sobre a semente a um preço fixo – que na tecnologia RR é de R$ 22,00 por hectare e será de R$ 115,00 na Intacta. Caso ele salve o insumo para uma outra safra, a Monsanto cobra percentual sobre a entrega na moega. Hoje, sobre a RR incide a taxa de 2% e na Intacta RR2 será de 7,5%.

Além de serem contra o sistema de cobrança, a notícia de que Farsul e Fecoagro, que integram a comissão que trata de assuntos relacionados a royalties, teriam uma reunião com a Monsanto na segunda-feira gerou críticas de sojicultores de nove municípios. Pelo menos dois sindicatos, o de Tapes e o de Santiago, irão elaborar um documento à Farsul, após realizarem assembleia no início de setembro com produtores associados, esclarecendo que não querem ser representados pelas federações na negociação. “Nosso receio é que aconteça como na safra 2000/2001, que tivemos que iniciar a pagar os royalties sobre produção após a negociação. Quem pagou foi o produtor. Não queremos que isso se repita”, diz o presidente do Sindicato Rural de Tapes, Juarez Petry.

Em dois encontros de produtores com a Farsul, em julho, um na Capital e outro em Júlio de Castilhos, sindicatos teriam deixado claro que não aceitariam pagar na moega. “Não aceitamos cobrança em cima de produção. Aceitamos apenas pagar pela tecnologia”, diz o presidente do Sindicato Rural de Santiago, Fernando Gonçalves.

O vice-presidente do Sindicato Rural de Santo Ângelo, Ricardo Copetti, ficou surpreso. “Existe uma ação na Justiça para cair a cobrança na moega da soja RR. Enquanto não há decisão, a Farsul não pode negociar.”

O presidente da Fecoagro, Rui Polidoro, argumentou que a comissão ouvirá a proposta da Monsanto, mas afirmou: não haverá uma decisão unilateral. “Os produtores serão consultados.” Já o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, foi sucinto: “Só falo sobre royalties em 15 dias”.

O diretor da Monsanto Márcio Santos anunciou que a estratégia comercial para a soja Intacta já está consolidada. “Mesmo assim, sentaremos com a Farsul e a Fecoagro para ouvir o que as lideranças têm a dizer.” Sobre o eventual desacordo entre os produtores e seus representantes, Santos disse que não cabe a ele comentar.

Dependência química

20, agosto, 2012 Sem comentários

Conforme aumentou a quantidade de herbicida glifosato aplicado nas plantações americanas aumentou também o número de espécies de plantas espontâneas que desenvolveram resistência ao produto, que por sua vez levou os produtores a aplicarem mais herbicidas etc etc

Por Monsanto, sojicultores apelam à Casa Civil

17, agosto, 2012 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 17/08/2012.

Os produtores brasileiros de soja apelaram ao governo federal para que ajude a Monsanto a aprovar sua nova geração de transgênicos na China, último obstáculo para que a multinacional americana comece a vender as sementes no Brasil.

A variedade já está liberada para o cultivo comercial no Brasil e [acabou de ser liberada] na Argentina, mas a Monsanto ainda precisa do aval dos importadores. Estados Unidos, União Europeia e Coreia do Sul deram o sinal verde, mas o maior comprador mundial de soja ainda não se manifestou.

A Monsanto há meses promove o novo produto, batizado de ‘Intacta RR2 Pro‘, e tinha esperança de colocá-lo no mercado antes do plantio da safra 2012/13, que começa em meados de setembro e se estende até o fim do ano. Desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro [ué, então por que foi liberada na Argentina também??], a nova soja promete resistir ao ataque de lagartas e à aplicação do herbicida glifosato, além de render até 300 quilos por hectare a mais do que as variedades convencionais [mas os próprios produtores alegam que a pesquisa oficial não validou esses dados].

Na semana passada, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) encaminhou uma carta à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, solicitando que o governo “faça gestão junto à embaixada da China no Brasil no intuito de garantir que os eventos transgênicos novos para a cultura da soja já aprovados no Brasil sejam aprovados também pelo ministério da agricultura daquele país”.

Segundo a entidade, a Monsanto já produziu sementes suficientes para o cultivo de 500 mil hectares e uma colheita estimada de 1,6 milhão de toneladas de soja – o que renderia à Monsanto um valor estimado em R$ 57 milhões só com o pagamento de royalties (R$ 115 por hectare). Essas sementes teriam de ser destruídas caso a aprovação da China não venha nas próximas semanas.

Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, afirma que os produtores também vão amargar um “prejuízo” de R$ 150 milhões com a não liberação da tecnologia, considerando o ganho de produtividade esperado.

“Nossa preocupação é grande, porque deixamos de plantar variedades melhores. Novas tecnologias estão sendo lançadas, e precisamos que haja um protocolo capaz de garantir uma liberação rápida nos países consumidores”, afirma Silveira.

Segundo ele, a companhia poderia comercializar a semente, desde que fosse possível segregar a produção no Brasil. “Não haveria problema se essa soja ficasse no mercado interno, mas é difícil garantir que nada será exportado para a China”, explica.

O representante dos produtores de soja conta que a Monsanto solicitou a intervenção da Aprosoja durante um evento da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), no dia 6. A entidade, que possui um histórico de reclamações da Monsanto por causa da cobrança de royalties sobre a soja Roundup Ready, não hesitou em estender a mão. “Continuamos brigando muito por causa dos royalties, mas essa é outra discussão. É do interesse de todos aprovar essa tecnologia. Hoje é a Monsanto, amanhã é a Embrapa“, justifica.

A Monsanto nega, entretanto, que tenha solicitado qualquer tipo de manifestação dos sojicultores. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa declarou que a iniciativa partiu da Aprosoja e que aguarda os trâmites de aprovação de sua tecnologia na China. A companhia não confirma quanto já produziu da nova semente e garante que nada foi comercializado até o momento.

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Indústria contra a rotulagem nos EUA

16, agosto, 2012 Sem comentários

Se os transgênicos são tão bons por que só a Monsanto gastou mais de 4 milhões de dólares em campanha para derrubar uma proposta de rotualgem de alimentos na Califórnia [California right to know Genetically Engineered Food Act]? Se somados os desembolsos de empresas como Dupont, Pepsico, Basf, Bayer, Dow, Nestle, Coca-Cola e Syngenta o valor passa de 15 milhões. Tudo isso para impedir que os consumidores tenham acesso a informação sobre a natureza dos alimentos que levam para casa. Deve ser a dita resposabilidade social.

O gráfico abaixo fala por si só.

Argentina libera soja RR2 da Monsanto

16, agosto, 2012 Sem comentários

A Argentina autorizou a comercialização no país da soja Roundup Ready 2 da Monsanto, chamada de Intacta RR 2. A sementes foi geneticamente modificada para tolerar aplicações do herbicida glifosato e matar alguns tipos de lagartas (Bt). A informação foi divulgada por meio de comunicado da empresa.

Os produtores argentinos não pagavam royalties pelo uso das sementes RR, cuja cobrança agora está sendo discutida pela Monsanto.

A Monsanto aguarda que a China, que é a maior compradora de óleo de soja, aprove as importações dos grãos de Intacta RR 2.

Com informações da Bloomberg, 16/08/2012.

IV Seminário de Agroecologia de Mato Grosso do Sul

14, agosto, 2012 Sem comentários

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Aviação agrícola defende agrotóxicos que prejudicam abelhas

13, agosto, 2012 6 comentários

CORREIO DO POVO, 13/08/2012

Veto a defensivo [agrotóxico] gera divergência

A partir desta semana, o Ministério da Agricultura deve levar ao Ministério do Meio Ambiente uma proposta elaborada pelos setores de aviação agrícola, defensivos e produtores para estabelecer uma alternativa à proibição de aplicação aérea de defensivos agrícolas que contenham os princípios ativos Imidacloprid, Tiametoxam, Clotianidina ou Fipronil. A medida do Ibama, publicada em julho, visa proteger as abelhas, que, conforme estudos científicos, estariam até morrendo pela exposição aos agrotóxicos. O objetivo, segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Nelson Paim, é encontrar um meio termo que permita as operações, já que as lavouras de cana-de-açúcar e de cítricos estão desprotegidas. Uma das sugestões do Sindag é o mapeamento das colmeias para que a aplicação seja feita sem causar danos. Paim alega que a proibição inviabilizaria a agricultura no país, porque os princípios ativos são base de defensivos das principais culturas: soja, milho, arroz, algodão e cítricos.

Para o presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), José Gumercindo Cunha, a derrubada da restrição seria um “tiro no pé”, já que as abelhas polinizam e contribuem para a boa produção de grãos e de frutas. “Consideramos a proibição uma conquista, a exemplo da Europa, que também veta o uso deste princípios ativos, e esperamos que seja mantida.” A confederação divulgará publicamente um manifesto para que a medida do Ibama seja mantida e que haja, sim, estímulo às indústrias para o desenvolvimento de produtos tolerantes.