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Arquivo de março, 2016

O grito de luta das mulheres do semiárido

21, março, 2016 Sem comentários

CARTA MAIOR, 09/03/2016

por Najar Tubino

Cinco mil mulheres agricultoras protestaram por uma sociedade mais justa, contra a tentativa de golpe das elites brasileiras e pela agroecologia

Areial (PB) – Cinco mil mulheres agricultoras se reuniram ontem hoje nesta pequena cidade de sete mil habitantes, onde o solo é uma areia branca, para protestar contra a violência, a impunidade, por uma sociedade mais justa, contra a tentativa de golpe das elites brasileiras e pela agroecologia. Essa é a VII Marcha pela Vida e pela Agroecologia, novamente ocorrendo num momento político tenso. No ano passado, a prefeitura que apoiava o evento ameaçou retirar o apoio na última hora, porque a Marcha ocorreu no dia 12 de março, após as demonstrações de ódio explícito na Avenida Paulista. Mas não é um simples acontecimento, embora a prefeitura de Areial tenha decretado feriado. Trata-se de uma demonstração de força e poder de mulheres que antes buscavam água barrenta por quilômetros, com uma lata na cabeça.

Eram destratadas pelos governantes e muitas vezes pelos próprios companheiros. A Paraíba está na sexta posição no Mapa da Violência e João Pessoa está em terceiro lugar entre as capitais mais violentas. Nos últimos 10 anos, 43 mil mulheres foram assassinadas no Brasil. No ano passado foram 50 na Paraíba. No último fim de semana, outras duas foram mortas. A Marcha tem dois momentos: um de denúncia, outro de afirmação. A concentração iniciou na zona rural, no sítio Areial II, em um campo de futebol. Setenta ônibus trouxeram comitivas de outros municípios, dos 14 que compõem o Polo da Borborema.

Cinco mulheres comandam os sindicatos

Uma região com tradição de luta camponesa, onde Margarida Alves foi assassinada por um tiro de escopeta 12 na década de 1980, depois de ser a primeira presidenta de um sindicato de trabalhadores e trabalhadoras rurais – no município de Alagoa Grande. Hoje, cinco mulheres comandam os sindicatos. Porém, o Polo é muito mais do que isso. São mais de 150 associações de comunidades do campo, onde já foram instaladas quase 10 mil cisternas de placa e 1600 cisternas de produção. Trabalho organizado pela ASA, pela organização social AS-PTA, que está presente na Paraíba há 20 anos, pelo Coletivo Estadual de Mulheres do Campo e da Cidade e por vários outros movimentos. Um trecho da convocação:

“- Em nome de Ana Alice, jovem agricultora militante do Polo, brutalmente violentada e assassinada em 2012 e de milhares de mulheres que todos os dias são vítimas de violência, cobramos o fim da impunidade dos crimes contra a mulher. Afirmamos que as desigualdades entre homens e mulheres e a violência constituem um forte bloqueio para que a agricultura familiar se consolide como modo de produção e de vida para as famílias agricultoras do território da Borborema”.

Uma rainha afrodescendente

Em volta do campo de futebol algumas tendas, dois carros de som. No palco as apresentadoras vão ensaiando os gritos de luta, as músicas da marcha e a ciranda, que logo depois Lia de Itamaracá, uma afrodescendente de 72 anos, que já percorreu o mundo cantando irá embalar. Lia é alta, esguia, descendente de africanos da Guiné Bissau, do povo Djola. Veste um vestido branco, bordado com uma fita azul, parece uma rainha e tem uma voz firme e forte, como de Benedita de Jesus.

Os grupos de mulheres, crianças, idosos, homens chegam a pé, caminhando pela areia com cartazes, faixas, camisetas da marcha. O sol está quente, mas o planalto da Borborema sempre alivia o calor com um vento, às vezes, fresco. ”Somos Lula e Dilma”, diz o cartaz da Juventude de Remígio. Não vai ter golpe está em vários cartazes. O clima é emocionante, a cada fala, uma canção.

“- Pra mudar a sociedade/do jeito que a gente quer/participando sem medo de ser mulher/ porque a luta/não é só dos companheiros…pois sem mulher/ a luta vai pela metade/na aliança operário e camponesa/participando sem medo de ser mulher/pois a vitória vai ser nossa com certeza/participando sem medo de ser mulher.”

Quando a gente luta sempre consegue

Roselita Vitor da Costa, de Remígio é uma das coordenadoras do Polo da Borborema. Para ela, a Marcha das Mulheres é a maior expressão do movimento feminino na Paraíba, talvez do Brasil. As mudanças na maneira de produzir, a responsabilidade de assumir as tarefas ao redor de casa, os ensinamentos da agroecologia, o acesso à água de beber e de produzir, a implantação das políticas públicas que apoiaram a agricultura familiar tudo isso se expressa em maior participação política e social. Roselita cita a rede de 1300 agricultoras experimentadoras, da produção comercializada em 10 feiras agroecológicas no Polo, na melhoria da renda. Enfim, conseguiram um novo papel para a agricultora camponesa, com força e valorização.

É o que diz outra agricultora, Ligória, dando um testemunho no palco:

“- Eu planto, colho, trabalho na construção civil como ajudante de pedreiro e não tenho medo de enfrentar a luta, porque quando a gente luta, consegue. Vou continuar marchando”.

Agronegócio sempre ameaçando

Zeneide Balbino é a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Areial, também promotor da Marcha.

“- Nós precisamos valorizar o que nós temos no Polo – as nossas sementes crioulas, sementes da paixão, as galinhas capoeiras. Porque já tem empresas querendo trazer raças de fora, que precisam de ração, de milho transgênico. Temos que defender o nosso projeto de agroecologia, que está sendo ameaçado pelo agronegócio”.

São 82 bancos de sementes na região. O agronegócio já tentou de várias maneiras desestruturar a agricultura familiar, desde incentivar o plantio de tabaco até varrer as plantações de cítricos, que estão localizadas na área do território chamada de brejo úmido, com inseticidas e fungicidas, quando sofreram um ataque da mosca preta. Foram bloqueados pelas associações e sindicatos. Mesmo assim, grande parte do Polo ainda é ocupada por grandes fazendas de pecuária ou de cana – 254 ocupam 43,6% da área, enquanto 8.842 estabelecimentos apenas 3,2% da área. Na definição do Ministério do Desenvolvimento Agrário o Território da Borborema é composto por 21 municípios e conta com 21 mil estabelecimentos da agricultura familiar, que ocupam área entre 2 e 10 hectares.

No teatro o homem vive o pesadelo de ser mulher

Nailde de Lima é separada, têm dois filhos, o ex-marido está em São Paulo. A separação ocorreu por sucessivos abusos violentos. Mas ela não consegue assumir a terra que plantava quando era casada no assentamento Veloso, onde vivem 31 famílias, em Casserengue. Lá, Maria Celina é a presidenta do Sindicato. E vieram para a Marcha em quatro ônibus. Leônia Soares, de Maçaranduba comenta que o machismo ainda é muito presente no meio sindical e que as mulheres precisam assumir esses espaços de poder para valorizar o trabalho das agricultoras, que sempre são sobrecarregadas com as atividades domésticas, de cuidados dos filhos, além do trabalho no quintal e no roçado.

A Marcha deveria sair do Sítio Areial II às 10 horas. Já são quase 10h30min e ainda rola uma peça de teatro no palco. O agricultor Biu está sonhando que assume o papel da mulher, enquanto ela desfruta das delícias de ser o dono da casa – pega o dinheiro ganho na venda das galinhas e vai descansar um pouco a cabeça no bar. Daí ele acorda, e sente que viveu um pesadelo. E as mulheres em coro: esse é o nosso dia a dia. Um pesadelo.

Nunca olharam para as pessoas mais pobres

Roselita Vitor da Costa promove o último diálogo com as mulheres: quem já passou fome e sede aqui presente. A maioria levanta as mãos. Quem já teve que ir buscar água barrenta com lata na cabeça. A maioria responde sim. Quem tem cisterna de água para beber? Praticamente todas levantam as mãos. Quem recebe bolsa família? Quase todas. E quem tem filho na universidade? Algumas levantam. E vocês acham que isso aconteceu por quê?

“- Porque essas melhorias são resultado de um governo que tem olhado pra as pessoas mais pobres desse país. A gente não pode esquecer disso. A elite brasileira não admite que filho de pobre estude em universidade e que eles possam viajar de avião. A imprensa e a televisão ficam manipulando as pessoas, dizendo que o problema é a corrupção que só acontece no governo do PT. Nunca falam dos outros governantes. Porque nunca olharam para a gente. Nós iremos para a rua novamente para defender as políticas que beneficiaram o semiárido e mudaram as vidas das pessoas e das mulheres”, disse ela.

Daí a Marcha sai da areia por uma estradinha de chão, por entre sítios da agricultura familiar, plantações de batata doce, mandioca, palma forrageira. Um pé de jaca carregado . Entra na Rodovia PB-121 ocupando as duas pistas e segue até a Praça Central de Areial. A população nas calçadas, em cima de muros, nas lajes, em todo canto vibrava com o movimento, a cantoria, os gritos de luta das mulheres do semiárido, que neste dia 8 de março mais uma vez fizeram a história desse país.

Levantamento da ASA comprova a rica diversidade das sementes do Semiárido

17, março, 2016 Sem comentários

“Ia com o pensamento que as famílias não guardavam sementes. Depois dos cursos, vimos que guardam demais da conta” | Foto: Arquivo Cáritas Diocesana de Araçuaí

 

ASA, 16/03/2016

Levantamento da ASA comprova a rica diversidade das sementes do Semiárido

Diante do cenário mundial da fome e má nutrição e dos efeitos das mudanças climáticas, o valor deste patrimônio genético extrapola os limites da região

Por Verônica Pragana – Asacom

Numa época em que um dos grandes problemas mundiais é a fome e a má nutrição de milhões de pessoas, o Semiárido brasileiro guarda e preserva uma grande variedade de sementes crioulas. A partir do processo de estocagem de água e sementes, a região vem se fortalecendo como um espaço de preservação e multiplicação de um importante patrimônio genético para a humanidade apesar de uma longa e intensa estiagem que acomete a região desde 2012. Um levantamento preliminar do Programa Sementes do Semiárido, da ASA, identificou milhares de variedades de 54 espécies alimentares e medicinais pesquisadas. Só de feijão de corda são 440 variedades, 335 de feijão comum, 322 de milho, 189 de fava, 116 de jerimum e 106 de batata doce.

Os dados foram coletados a partir de entrevistas com 7.380 famílias que vivem e produzem em 442 comunidades rurais de 179 municípios, que corresponde a quase 16% dos municípios do Semiárido. Quando concluída, a pesquisa vai abranger um total de 12,8 mil famílias envolvidas com o Programa Sementes do Semiárido e que desfrutam de água para consumo humano e para produção que foram disseminadas na região, principalmente, pela ASA.

Entre os fatores responsáveis pela situação de insegurança alimentar no planeta está a erosão genética. Há milhares de anos, há indícios da existência de sete mil espécies de plantas cultivadas ou coletadas. Atualmente, na base da alimentação mundial predominam quatro espécies: trigo, arroz, milho e batata, que fornecem mais de 60% da necessidade de energia que vem dos alimentos, segundo o documento em inglês intitulado “Recursos genéticos vegetais usá-los ou perdê-los”, publicado pela FAO.

Essa erosão tem uma forte relação com a mercantilização da alimentação. Como mercadoria, o alimento passa a ser produzido com custos cada vez mais baixos e lucros cada vez maiores para “um reduzido grupo de transnacionais ligadas ao setor do agronegócio, da indústria de alimentos e das redes de supermercados”, como afirma o editorial da Revista Agriculturas sobre alimentação adequada e saudável, publicada em dezembro de 2014.

Sementes de excelência

“Um dos grandes debates na produção de alimentos no mundo está associado aos desafios trazidos com as mudanças climáticas. Nele, as sementes adaptadas às regiões semiáridas e áridas, consideradas até então como grãos no Brasil, são altamente valorizadas pela ciência que quer estudar suas dinâmicas e características. De grão, elas passam a ser consideradas sementes de excelência”, ressalta Antônio Barbosa, coordenador dos Programas Uma Terra e Duas Águas (P1+2) e Sementes do Semiárido.

Glória Araújo, que representa a ASA Paraíba na Coordenação Executiva da ASA Brasil, lembra inclusive que quando as sementes crioulas eram consideradas de menos valor do que as das multinacionais, as famílias tinham vergonha e chegavam a escondê-las em casa. “Essa pesquisa vem visibilizar a cultura camponesa de guardar as sementes que são experimentadas, multiplicadas e selecionadas no agroecossistema familiar. E é através destas práticas que as famílias mostram a capacidade de resistência às ameaças a esse material genético, como as políticas públicas que continuam a valorizar as sementes externas”.

Os dados do levantamento referendam, inclusive, uma demanda antiga da sociedade civil com relação à política pública de distribuição de sementes: a diversificação das variedades entregues a partir das necessidades locais. “Hoje, são distribuídas quatro variedades de feijão, uma por região, e uma de milho, quando temos 322 variedades de milho que atendem a necessidades diversas das famílias agricultoras do Semiárido”, destaca Barbosa. Para Glória, essas informações desafiam as políticas públicas a reforçarem as práticas de preservação e multiplicação de sementes que estão na região há muito tempo.

Origem

Os dados apresentados revelam uma grata surpresa com relação à origem das sementes: 81,46% das sementes vieram da própria comunidade. A maioria delas (38,05%) foram herdadas dos pais, avós. Mas, a depender das espécies, essa origem varia. Enquanto as sementes de jerimum ou abóbora, que está na base da alimentação das famílias, 97,09% vêm da comunidade, as de hortaliças têm um significativo índice de aquisição em lojas. A alface, por exemplo, em 42,19% dos casos são compradas e 43,24% vem da comunidade.

“Antes do P1+2, quase todas as sementes de alface eram compradas”, destaca Barbosa evidenciando o processo de transformação que o Semiárido passa enquanto produtor de alimentos. A circulação das sementes na própria comunidade ou entre comunidades e regiões é uma estratégia que protege as sementes crioulas e é fortalecida pelos intercâmbios e encontros promovidos pelos programas da ASA.

Outra informação importante trazida pela sistematização dos dados diz respeito ao lugar de cultivo das espécies pesquisadas nas propriedades. Mais de 51% do material genético manejado pelas famílias estão no quintal, que é o espaço do entorno da casa que varia de 10 metros quadrados a meio hectare. E 44,9% no roçado das famílias. “Essa pesquisa revelou esse número todo de variedades de sementes tendo focado sua investigação em apenas dois subsistemas da propriedade. Imaginem se tivesse incluído todo o agroecossistema?”, destaca Glória.

A diversidade das comunidades

Entre as localidades pesquisadas, está a comunidade Cabral, na área rural do município de Pedro II, no Piauí, onde vive e produz a família de Antônio Alves Pereira e Francisca Francinete, ambos guardiões de sementes crioulas. Lá, foi construída uma casa de sementes comunitária para estocar o material genético que fica à disposição de todas as famílias da comunidade para plantio. A lógica da gestão das casas ou bancos de sementes é o empréstimo de uma quantidade e devolução de uma quantia maior, que não precisa ser, necessariamente, do mesmo tipo das sementes retiradas da casa, caso a colheita não tenha sido suficiente.

“O resgate das águas e das sementes são a melhor coisa que vi na vida”, declara seu Antônio, que, na região onde mora, é conhecido como Antônio Zifirino, por ser filho de Zifirino. “Antes das casas [comunitárias], já existiam as casas de famílias, que guardavam as sementes de plantar e os grãos de comer. Na década de 1970, deu uma seca forte, quando acabou os grãos comestíveis, as famílias iam pras sementes de plantar. As sementes que vão para as casas são iguais ao dinheiro que a gente coloca no banco e a gente esquece lá pra um dia poder pegar. Se ficasse em casa, a gente gastava tudo.”

Seu Antônio, que além de ser agricultor e guardião de sementes, é profeta da chuva e poeta, não imaginava que na sua comunidade tinha tantas variedades de semente. Ele reconhece que os intercâmbios ajudam bastante no resgate e ampliação do material genético local. “Com os intercâmbios, trazemos as sementes de outras comunidades e região pra cá. Se viver escondido, tem conhecimento?”.

O programa Sementes do Semiárido tem várias fases. A primeira é identificar as sementes ainda existentes. Com isso, as comunidades despertam para as sementes perdidas que precisam ser resgatadas. E a segunda fase incentiva a multiplicar o material genético que vai ser estocado nos bancos ou casas de sementes comunitárias para uso quando as famílias precisarem. Vale destacar que nem todas as sementes das famílias são armazenadas nos bancos comunitários. Lá, se guardam algumas variedades em grande quantidade para garantir o plantio. “O estoque da diversidade fica nas casas das famílias”, explica Barbosa.

“Cada comunidade faz a gente ficar mais besta. Ia com o pensamento que as famílias não guardavam sementes. Depois dos cursos, vimos que guardam demais da conta.” O depoimento é de Valteir Antunes, guardião de sementes da região do Vale de Jequitinhonha, em Minas Gerais. Ele é gestor do banco de sementes comunitário mais antigo de Minas, a Casa de Sementes da Gente e do Amor, na comunidade Caldeirão, em Itinga, onde vive. Essa casa é um verdadeiro banco de germoplasma, abriga mais de 120 variedades de milho, feijão, sementes nativas e hortaliças.

O conhecimento e experiência de Seu Valteir com relação às sementes crioulas o têm levado a visitar cerca de 60 comunidades ao longo do Rio Jequitinhonha. O principal motivo da sua andança é que ele assumiu o papel de facilitador das capacitações do Programa Sementes. E, desde então, seu Valteir passou a testemunhar o amor e carinho que cada família dedica às sementes crioulas. “A família guarda logo. São todas naturais”.

Inauguração da Casa da Sementes em Mandirituba, PR

7, março, 2016 Sem comentários

 

                   CASA DA SEMENTE

Um Sonho que se tornou Realidade!

Mandirituba, 04 de março de 2016.

Ao Diretor da Emater Regional da Região Metropolitana e aos profissionais da Emater ligados aos grupos agroecologicos da Rede Ecovida!

Acreditando e valorizando a sabedoria dos agricultores e agricultoras familiares camponeses, no dia 13 de março de 2016, ás 16:00 horas, no Sítio da ABAI, Casa Olga, Camponeses e Camponesas, lideranças de Movimentos sociais, Organizações Não- governamentais e Técnicos de órgãos Públicos estarão concretizando um Sonho, inaugurando a Casa da Semente, importante ferramenta para cumprir este valioso compromisso de preservar a agro biodiversidade para ás gerações futuras, garantido a soberania das sementes em suas mãos, mantendo-lhes a condição de permanecer produzindo alimentos em harmonia com a natureza, livre de agrotóxicos e dos transgênicos.

Você é nosso convidado especial para esse dia histórico para a vida dos agricultores e agricultoras familiares e camponeses e de Mandirituba.

Entidades Organizadoras:

AOPA, ABAI, REDE SEMENTES DA AGROECOLOGIA

 

 

 

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Agroecología, Agricultura Familiar y Agrobiodiversidad

4, março, 2016 Sem comentários

 

Autor : CIPCA

Año de edición : 2015
ISBN : 978-99954-88-60-4
Páginas : 128
Editorial : CIPCA
Contenido : Memoria del Seminario “Agroecología, Agricultura Familiar y Agrobiodiversidad” con el contenido de cada una de las mesas de trabajo con conclusiones y con  información, argumentos, experiencias y propuestas para seguir transitando por la vía de la Agroecología, agricultura familiar y la agrobiodiversidad, como ruta alternativa de desarrollo sostenible en el país.

Clique na imagem acima para baixar o documento

 

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Pesquisadores condenam uso de agrotóxicos para combater mosquito

3, março, 2016 Sem comentários

Uma das principais revistas científicas da área médica publicou esta semana nota técnica produzida por pesquisadores brasileiros ligados à Abrasco em que condenam e pedem o fim do uso de agrotóxicos no combate ao mosquito Aedes aegypti.

“Para a Abrasco, a degradação das condições de vida nas cidades, saneamento básico inadequado, particularmente no que se refere à dificuldade de acesso contínuo a água, coleta de lixo precária, esgotamento sanitário, descuido com higiene de espaços públicos e particulares – são os principais responsáveis por esse desastre [os surtos de dengue, Zika e Chinkungunya].”

Confira a nota publicada pelo The Lancet: http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(16)00626-7/fulltext