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Agrotóxicos – liderança indesejável no mundo

19, julho, 2016 Sem comentários

Preciso e respaldado por uma fartura de dados como sempre, o jornalista Washington Novaes expõe neste artigo o drama da questão dos agrotóxicos no Brasil e conclui que “Nada pode ser mais grave que o risco de morte evidenciado pela ciência”.

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O ESTADO DE SÃO PAULO, 06/07/2016

As notícias não mudam: por mais que a ciência e a comunicação alertem com frequência, o Brasil continua a ser o líder mundial no uso de agrotóxicos – e ainda os isenta ou reduz o pagamento de impostos como ICMS (redução de 60%), PIS/Cofins e outros, enquanto medicamentos têm incentivos de 34% (Envolverde, maio de 2016)

Washington Novaes*

Há muitos alertas e advertências: morangos vermelhos e variedades de espinafre podem ter doses altas de resíduos químicos; muitas frutas, verduras e legumes são borrifados com pesticidas banidos há anos. O consumo, no mundo, desses ingredientes cresceu 93% em dez anos; no Brasil, 190%. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 28% das substâncias usadas por aqui não são autorizadas; a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por agrotóxicos; para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano aumentam em 70 mil os casos de intoxicação aguda ou crônica provocados por agroquímicos.

A Anvisa está reavaliando 16 pesticidas, além de fazer consulta pública. Nos Estados Unidos, Canadá e países da União Europeia já são proibidos, por temor de serem cancerígenos. Há dez anos a Anvisa reavaliou os riscos ambientais do 2,4D, um dos componentes do Agente Laranja, que os EUA usaram na Guerra do Vietnã para eliminar florestas e plantações utilizados como esconderijos de guerrilheiros. Segundo a Cruz Vermelha Internacional, 150 mil crianças têm malformações congênitas por esse motivo – que os EUA contestam. E segundo a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU) e a OMS, é urgente diminuir o uso de praguicidas e substituí-lo pelo plantio direto nas lavouras, que reduz as pragas.

Um dos argumentos usados pelos defensores de agrotóxicos é a “volta da mosca-branca” (Bemisia tabaci), que está levando produtores de soja do Centro-Oeste a um gasto 37% maior que no ano passado. Mato Grosso, por exemplo, que gastava R$ 385 por hectare, agora gasta R$ 508,90. Em outros lugares, R$ 543,69.

Um dos itens mais polêmicos nessa agenda é o glifosato, principalmente depois que a OMS e a FAO voltaram atrás em sua condenação anterior, prorrogaram a liberação por 18 meses e agora asseguram que esse produto não provoca câncer em humanos. E que novas tecnologias reduzirão o uso de praguicidas. A questão do uso ou não de sementes transgênicas também está em suspenso. Uma especialista francesa, Marie-Monique Robin, afirmou (7/5) que “o glifosato é o maior escândalo sanitário de toda a história da indústria química”. Mesmo depois da decisão da OMS, a França tornou a proibir a venda livre do produto.

Há um capítulo à parte, que é o das mudanças climáticas, com muitos cientistas afirmando que a criação de gado em confinamento (na Argentina, 70% do rebanho) aumenta os gases, contribuindo para essas mudanças. A China suspendeu a importação de carne bovina da Austrália, por essa e outras razões.

Há muitos polos nessa luta. A pulverização eletrostática reduz o uso de agroquímicos, dizem seus defensores. Com 70% colocados no alvo certo, a redução é de 30%. A tecnologia é da Fundação do Meio Ambiente, que a recomenda para legumes, frutas e verduras (Eco-finanças, 23/5). Também há quem defenda a supressão de árvores contaminadas como o melhor caminho para evitar a propagação dos problemas – como a Fundação de Defesa da Citricultura, em 349 municípios de São Paulo e Mato Grosso. De qualquer forma, 16,92% das laranjeiras foram suprimidas. De abril do ano passado a março deste ano foram erradicadas em 21,3 mil hectares, mais de metade delas com sintomas de problemas.

Seja como for, a briga é difícil e complicada. As empresas produtores de agrotóxicos constituem um verdadeiro cartel, que domina o mercado mundial, algumas delas com mais de cem anos de existência, como a Monsanto. A Bayer e a Syngenta e poucas mais fazem parte do grupo. Algumas participaram até do Projeto Manhattan, da primeira bomba atômica. Ou do projeto do Agente Laranja, muito em evidência na Guerra do Vietnã.

Mas a luta contra os agrotóxicos também tem aliados importantes, como instituições que participam da Moratória da Soja, que luta contra o desmatamento desde 2006. Ela proíbe o comércio, aquisição e financiamento de grãos produzidos em áreas desmatadas de maneira ilegal no bioma amazônico e em áreas embargadas pelo Ibama e propriedades que estejam na lista de trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Previdência. Desde seu início, a moratória expandiu-se em 2,3 milhões de hectares, nos quais a produção aumentou 200% (amazonia, 23/6).

Parece não haver dúvida de que cresce rapidamente em toda parte – no Brasil e nos países para os quais exportamos grãos e outros itens agrícolas – a resistência a produtos de regiões que usem agrotóxicos. Ainda assim, estas têm conseguido protelar novas tentativas de ampliar legalmente as restrições. Mas a Agência Europeia dos Produtos Químicos conclui pesquisa sobre riscos cancerígenos na origem dos produtos. Só que a OMS e sua agência de pesquisa sobre câncer não conseguiram apertar as restrições, que ficaram para ser decididas até o fim de 2017. Até lá só vigorarão restrições ao uso de agrotóxicos em áreas de parques e jardins .

Nessa hora decisiva, o Pnuma afirmou na recente convenção de Nairóbi que os danos ao meio ambiente estão entre as maiores causas de morte no mundo. Por que, então, não se consegue avançar na questão dos agrotóxicos? Por que nossos Poderes – principalmente o Legislativo – não conseguem estabelecer regras duras nessa área relacionada com alimentos e saúde? Os eleitores precisam cobrar. Se a opinião pública deixar claro que não aceita os prejuízos, o panorama poderá mudar. Nada pode ser mais grave que o risco de morte evidenciado pela ciência.

*Washington Novaes é jornalista

E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

 

 

USDA aprova sementes transgênicas de soja e milho da Dow Agrosciences

22, setembro, 2014 Sem comentários

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Essas sementes são resistentes ao herbicida 2,4-D, que fez parte do agente laranja usado na Guerra do Vietnã. Elas aparecem como “alternativa” ao sistema Roundup Ready, da Monsanto, que dia a dia perde eficácia. Cabe agora a Agência de Proteção Ambiental (EPA), dos EUA, aprovar a mistura de herbicidas a ser usada no pacote da Dow, isto é, glifosato + 2,4-D.

A matéria abaixo omite a informação, mas o próprio USDA reconhece que a liberação dessas variedades de soja e milho levarão a um aumento sem precedentes no uso de 2,4-D de 2 a 7 vezes até 2020, saltando de 26 milhões para até 176 milhões de libras por ano [1, 2].

A depender da CTNBio, o Brasil será o próximo país a liberar o uso comercial desse nefasto pacote.

Valor Econômico, 18/09/2014

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aprovou o uso das sementes de soja e milho geneticamente modificadas da americana Dow Agrosciences. A decisão se refere a duas variedades transgênicas de soja e uma de milho, batizadas de Enlist. Agora, a companhia aguarda aval da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) para comercializar os produtos.

As sementes da tecnologia Enlist são resistentes a herbicidas e ervas daninhas (sic). Uma das variedades da soja foi desenvolvida em conjunto com a empresa de tecnologia MS Technology.

A Dow Agrosciences pretende começar a comercializar as três variedades no próximo ano.

A companhia também espera uma decisão da EPA sobre o herbicida Enlist Duo, que, se for aprovado, competirá com o glifosato da Monsanto. O defensivo da Dow Agrosciences faz parte do sistema de controle de ervas daninhas Enlist, que a empresa pretende oferecer em conjunto aos produtores.

 

Monsanto e Dow Chemicals são condenadas por uso de agente laranja

17, julho, 2013 1 comentário

AFP via Exame, 12/07/2013

Agente laranja, produto químico utilizado na Guerra do Vietnã produzido pelas multinacionais, causou doenças em ex-combatentes

Comentário: A mesma empresa Dow quer liberar aqui no Brasil variedades de soja e milho transgênicos resistentes ao veneno 2,4-D, justamente um dos ingredientes do agente laranja. O 2,4-D, quando no ambiente, libera dioxinas, produto sabidamente cancerígeno, além de ser altamente volátil e queimar lavouras e matas vizinhas. Os doutores da CTNBio estão a um passo de consumar mais essa imoralidade.

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Seul – A Justiça sul-coreana deu razão nesta sexta-feira a 39 ex-combatentes que afirmaram terem ficado doentes devido ao agente laranja, um produto químico utilizado pelos americanos na Guerra do Vietnã, e ordenou que as multinacionais Monsanto e Dow Chemicals os indenizem.

O Tribunal Supremo sul-coreano considera demonstrada a correlação epidemiológica entre este desfolhante e as doenças de pele desenvolvidas por estes ex-militares que combateram junto aos americanos contra o Vietcongue.

O Tribunal ordenou que a Monsanto e a Dow Chemicals, produtoras do agente laranja, indenizem os demandantes com um total de 466 milhões de wons (315 mil euros), somas que certamente não receberão nunca.

A Dow Chemicals anunciou que rejeita a sentença da justiça sul-coreana e invocou decisões anteriores nos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Yonhap.

No entanto, o alto tribunal sul-coreano invalidou um recurso apresentado por outros milhares de veteranos.

Um total de 16.000 ex-combatentes demandaram individualmente em 1999 as empresas americanas e exigiram o equivalente a 3,4 bilhões de euros de indenizações.

A Coreia do Sul mobilizou 300.000 combatentes nas fileiras americanas na guerra do Vietnã.

Por sua vez, Hanoi afirma que até 3 milhões de vietnamitas foram expostos à dioxina que o agente laranja contém, um milhão dos quais sofre com graves problemas de saúde. Entre eles encontram-se 150.000 crianças que nasceram com deformações.

 

 

 

Dow e Monsanto Somam Forças para Envenenar o Coração dos Estados Unidos

27, fevereiro, 2012 Sem comentários

Truthout, 23/02/2011 – Via Vi o mundo

Tradução de Heloisa Villela

Em um casamento que muitos diriam foi engendrado no inferno, os dois maiores produtores de agroquímicos do país somaram forças em uma parceria para reintroduzir o uso do herbicida 2,4-D, metade do infame desfolhante Agente Laranja, que foi usado pelas tropas norte-americanas para limpar as florestas durante a Guerra do Vietnã. Essas duas gigantes da biotecnologia desenvolveram um programa de administração de semente que, se for bem sucedido, será um grande passo na direção de dobrar o uso do herbicida nocivo no cinturão de milho dos Estados Unidos durante a próxima década.

O problema para os fazendeiros de milho é que as “super sementes” vem desenvolvendo resistência ao Roundup, herbicida campeão de vendas nos Estados Unidos, que é pulverizado em milhões de hectares do centro-oeste e em outros lugares. A Dow Agrosciences desenvolveu uma variedade de milho que ela diz que resolve esse problema. A nova variedade geneticamente modificada tolera o 2,4-D, que vai matar as ervas resistentes ao Roundup, mas deixará o milho em pé. Os fazendeiros que optarem pelo sistema terão que dar uma dose dupla a suas plantações, com o coquetel mortífero de Roundup mais o 2,4-D, ambos fabricados pela Monsanto.

Mas este plano alarmou os ambientalistas e também muitos fazendeiros, que relutam em reintroduzir um químico cuja toxicidade já foi muito bem documentada. O 2,4-D foi banido por vários países da Europa e em províncias do Canadá. Suspeita-se que a substância seja carcinogênica, e já foi provado, em um estudo conduzido pelo patologista Vincent Garry, da Universidade de Minnesota, que a incidência de defeitos de nascença dobra em filhos de aplicadores de pesticidas.

Pesquisadores dizem que o efeito do 2,4-D sobre a saúde humana ainda não foi totalmente compreendido. Mas ele pode ser um fator de risco em linfomas e leucemias, que foram detectados com frequência entre os veteranos do Vietnã expostos ao Agente Laranja. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) afirmou que o químico pode ter “potencial de ruptura endócrina” e interfere no sistema hormonal humano. Pode ser que seja tóxico para as abelhas, pássaros, peixes, de acordo com a pesquisa do Serviço Florestal Americano, e outros. Em 2004, uma coalizão de grupos liderada pelo Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e pela Pesticide Action Network, enviou uma carta à EPA cobrando pelo fato de a agência ter subestimado os impactos do 2,4-D sobre a saúde e sobre o meio-ambiente.

A agricultura industrial de larga escala se tornou dependente de aplicações cada vez maiores de agroquímicos. Alguns comparam a situação a um viciado em drogas que requer doses cada vez maiores para ficar entorpecido. O uso de herbicidas aumentou consistentemente no tempo enquanto as ervas desenvolveram resistência e requerem quantidades cada vez maiores e mortíferas de químicos para serem mortas. Isso exige que a engenharia genética produza agressivamente sementes que aguentem o ataque cada vez mais intenso dos produtos químicos.

Muitos cientistas agrícolas alertam que essa dependência crescente de agroquímicos é insustentável a longo prazo. A fertilidade do solo diminui na medida em que minhocas e microorganismos vitais são mortos pelos pesticidas e herbicidas. Eles também poluem os depósitos subterrâneos de água e comprometem a saúde dos animais alimentados com grãos contaminados pelos produtos químicos.

Estes impactos estão fadados a crescer. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que o uso de herbicidas aumentou em 173 milhões de quilos de 1996 a 2008. Significativamente, quase metade deste incremento (46%) se deu entre 2007 e 2008 como resultado da venda das novas sementes resistentes a herbicidas como o novo híbrido de milho da Dow.

Ninguém sabe qual será o efeito que o uso desse híbrido terá sobre a saúde dos consumidores norte-americanos. Milho entrelaçado com altos níveis de 2,4-D pode contaminar de tudo, dos cereais do café da manhã ao bife de vaca, que concentra toda a toxina na carne. Já que o milho e frutose de milho são elementos-chave de tantas comidas processadas, alguns especialistas em saúde pública alertam que todos os norte-americanos, em breve, serão cobaias em um experimento de massa mal concebido com um dos principais itens de nossa cadeia alimentar. O departamento de agricultura dos Estados Unidos, o USDA, está considerando desregulamentar as novas variedades de milho geneticamente modificado da Monsanto (o que será usado em conjunto com o 2,4-D) e está aceitando os últimos comentários públicos sobre o tema até o dia 27 deste mês (fevereiro).

Até recentemente, sementes resistentes a herbicidas eram populares com os fazendeiros, que conseguiam alta produtividade quase sem esforço na administração das ervas daninhas. Mas agora que o problema das ervas está voltando com força, alguns estão questionando a sabedoria deste modelo de uso intensivo de químicos na agricultura. O milho biotecnológico da Dow custa quase três vezes o preço da semente comum. E a projeção de que o uso de pesticidas vai dobrar nos próximos anos vai tornar tudo mais caro, e ao mesmo tempo mais destrutivo para as fazendas e para o ecossistema.

Existem alternativas viáveis à agricultura intensiva em químicos, métodos que passaram no teste do tempo, como a rotação de culturas, o uso de sementes cover, e outras práticas que permitem aos fazendeiros competir naturalmente com as ervas. Já é hora dos fazendeiros recuperarem o conhecimento de seus ancestrais nesta área.

Alguns cientistas agrícolas defendem o desenvolvimento de um sistema integrado de manejo das ervas para substituir o uso insustentável de produtos químicos. Mas as grandes empresas de agroquímicos não têm o menor interesse em dar apoio à agricultura sustentável, que tem o potencial de eliminá-las do mercado. Enquanto houver bilhões de dólares em jogo na venda de herbicidas e de sementes geneticamente modificadas resistentes aos herbicidas, não haverá muito dinheiro disponível para pesquisas que explorem alternativas naturais à destruição do coração de nossa nação.

Corrida pelos herbicidas

8, junho, 2010 Sem comentários

Com o passar do tempo, o sistema Roundup Ready acabou se auto inviabilizando em função da crescente resistência ao glifosato adquirida por diferentes espécies de mato. O problema que os produtores agora enfrentam abriu oportunidades para as concorrentes da Monsanto buscarem espaço para o seu pacote “semente transgênica + agrotóxico”.

Veja os próximos passos daquilo que alguns chamam de revolução biotecnológica:

A DOW quer pôr no mercado sementes resistentes ao sexagenário 2,4-D, usado na guerra do Vietnã e que destrói qualquer coisa plantada no entorno. O veneno é tido como desruptor endócrino.

A Monsanto mira no Dicamba, que mata não só as planas espontâneas como a própria soja. Para isso busca criar uma soja resistente ao Dicamba.

A Bayer vem trabalhando com o isoxaflutole.

A Syngenta aposta no Callisto para aplicação em soja.

A Dupont, por sua vez, busca sementes que sejam ao mesmo tempo resistentes ao glifosato e a outros herbicidas.

com informações do Energy Bulletin.

CTNBio aprova pesquisa com soja laranja

22, junho, 2009 2 comentários

Na última quinta (18) a CTNBio deu sinal verde para plantio experimental da soja transgênica resistente ao veneno 2,4-D, ingrediente do agente laranja. Está aí mais uma prova de que os transgênicos vieram para 1) permitir patentes sobre sementes e 2) aumentar o a venda de agrotóxicos. E a turma da CTNBio enche a boca para dizer que está lá “fazendo ciência”. Ciência é outra coisa, e o que eles fazem tem outro nome.

Em tempo: do site da CTNBio: “Dow AgroSciences Industrial Ltda. 01200.004885/2008-98. Liberação planejada no meio ambiente de soja geneticamente modificada tolerante a herbicidas AAD-12 (RN06 – com informação confidencial) e importação de sementes (01200.004886/2008-32). Data de protocolo: 27/11/2008. Extratos prévios: 1730/2009 e 1701/2009, publicados em 05/02/2009 e 06/01/2009.”

Entrevista com Marie-Monique Robin

5, junho, 2009 2 comentários

mmonique-robin

A Monsanto introduziu um gene na soja dando-a resistência ao Roundup, porém o contrato afirma que ela é proprietária de toda a planta. Como pode ela reivindicar direitos de propriedade sobre toda planta se ela introduziu apenas um gene?
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