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Monsanto e Dow Chemicals são condenadas por uso de agente laranja

17, julho, 2013 1 comentário

AFP via Exame, 12/07/2013

Agente laranja, produto químico utilizado na Guerra do Vietnã produzido pelas multinacionais, causou doenças em ex-combatentes

Comentário: A mesma empresa Dow quer liberar aqui no Brasil variedades de soja e milho transgênicos resistentes ao veneno 2,4-D, justamente um dos ingredientes do agente laranja. O 2,4-D, quando no ambiente, libera dioxinas, produto sabidamente cancerígeno, além de ser altamente volátil e queimar lavouras e matas vizinhas. Os doutores da CTNBio estão a um passo de consumar mais essa imoralidade.

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Seul – A Justiça sul-coreana deu razão nesta sexta-feira a 39 ex-combatentes que afirmaram terem ficado doentes devido ao agente laranja, um produto químico utilizado pelos americanos na Guerra do Vietnã, e ordenou que as multinacionais Monsanto e Dow Chemicals os indenizem.

O Tribunal Supremo sul-coreano considera demonstrada a correlação epidemiológica entre este desfolhante e as doenças de pele desenvolvidas por estes ex-militares que combateram junto aos americanos contra o Vietcongue.

O Tribunal ordenou que a Monsanto e a Dow Chemicals, produtoras do agente laranja, indenizem os demandantes com um total de 466 milhões de wons (315 mil euros), somas que certamente não receberão nunca.

A Dow Chemicals anunciou que rejeita a sentença da justiça sul-coreana e invocou decisões anteriores nos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Yonhap.

No entanto, o alto tribunal sul-coreano invalidou um recurso apresentado por outros milhares de veteranos.

Um total de 16.000 ex-combatentes demandaram individualmente em 1999 as empresas americanas e exigiram o equivalente a 3,4 bilhões de euros de indenizações.

A Coreia do Sul mobilizou 300.000 combatentes nas fileiras americanas na guerra do Vietnã.

Por sua vez, Hanoi afirma que até 3 milhões de vietnamitas foram expostos à dioxina que o agente laranja contém, um milhão dos quais sofre com graves problemas de saúde. Entre eles encontram-se 150.000 crianças que nasceram com deformações.

 

 

 

Dow e Monsanto Somam Forças para Envenenar o Coração dos Estados Unidos

27, fevereiro, 2012 Sem comentários

Truthout, 23/02/2011 – Via Vi o mundo

Tradução de Heloisa Villela

Em um casamento que muitos diriam foi engendrado no inferno, os dois maiores produtores de agroquímicos do país somaram forças em uma parceria para reintroduzir o uso do herbicida 2,4-D, metade do infame desfolhante Agente Laranja, que foi usado pelas tropas norte-americanas para limpar as florestas durante a Guerra do Vietnã. Essas duas gigantes da biotecnologia desenvolveram um programa de administração de semente que, se for bem sucedido, será um grande passo na direção de dobrar o uso do herbicida nocivo no cinturão de milho dos Estados Unidos durante a próxima década.

O problema para os fazendeiros de milho é que as “super sementes” vem desenvolvendo resistência ao Roundup, herbicida campeão de vendas nos Estados Unidos, que é pulverizado em milhões de hectares do centro-oeste e em outros lugares. A Dow Agrosciences desenvolveu uma variedade de milho que ela diz que resolve esse problema. A nova variedade geneticamente modificada tolera o 2,4-D, que vai matar as ervas resistentes ao Roundup, mas deixará o milho em pé. Os fazendeiros que optarem pelo sistema terão que dar uma dose dupla a suas plantações, com o coquetel mortífero de Roundup mais o 2,4-D, ambos fabricados pela Monsanto.

Mas este plano alarmou os ambientalistas e também muitos fazendeiros, que relutam em reintroduzir um químico cuja toxicidade já foi muito bem documentada. O 2,4-D foi banido por vários países da Europa e em províncias do Canadá. Suspeita-se que a substância seja carcinogênica, e já foi provado, em um estudo conduzido pelo patologista Vincent Garry, da Universidade de Minnesota, que a incidência de defeitos de nascença dobra em filhos de aplicadores de pesticidas.

Pesquisadores dizem que o efeito do 2,4-D sobre a saúde humana ainda não foi totalmente compreendido. Mas ele pode ser um fator de risco em linfomas e leucemias, que foram detectados com frequência entre os veteranos do Vietnã expostos ao Agente Laranja. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) afirmou que o químico pode ter “potencial de ruptura endócrina” e interfere no sistema hormonal humano. Pode ser que seja tóxico para as abelhas, pássaros, peixes, de acordo com a pesquisa do Serviço Florestal Americano, e outros. Em 2004, uma coalizão de grupos liderada pelo Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e pela Pesticide Action Network, enviou uma carta à EPA cobrando pelo fato de a agência ter subestimado os impactos do 2,4-D sobre a saúde e sobre o meio-ambiente.

A agricultura industrial de larga escala se tornou dependente de aplicações cada vez maiores de agroquímicos. Alguns comparam a situação a um viciado em drogas que requer doses cada vez maiores para ficar entorpecido. O uso de herbicidas aumentou consistentemente no tempo enquanto as ervas desenvolveram resistência e requerem quantidades cada vez maiores e mortíferas de químicos para serem mortas. Isso exige que a engenharia genética produza agressivamente sementes que aguentem o ataque cada vez mais intenso dos produtos químicos.

Muitos cientistas agrícolas alertam que essa dependência crescente de agroquímicos é insustentável a longo prazo. A fertilidade do solo diminui na medida em que minhocas e microorganismos vitais são mortos pelos pesticidas e herbicidas. Eles também poluem os depósitos subterrâneos de água e comprometem a saúde dos animais alimentados com grãos contaminados pelos produtos químicos.

Estes impactos estão fadados a crescer. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que o uso de herbicidas aumentou em 173 milhões de quilos de 1996 a 2008. Significativamente, quase metade deste incremento (46%) se deu entre 2007 e 2008 como resultado da venda das novas sementes resistentes a herbicidas como o novo híbrido de milho da Dow.

Ninguém sabe qual será o efeito que o uso desse híbrido terá sobre a saúde dos consumidores norte-americanos. Milho entrelaçado com altos níveis de 2,4-D pode contaminar de tudo, dos cereais do café da manhã ao bife de vaca, que concentra toda a toxina na carne. Já que o milho e frutose de milho são elementos-chave de tantas comidas processadas, alguns especialistas em saúde pública alertam que todos os norte-americanos, em breve, serão cobaias em um experimento de massa mal concebido com um dos principais itens de nossa cadeia alimentar. O departamento de agricultura dos Estados Unidos, o USDA, está considerando desregulamentar as novas variedades de milho geneticamente modificado da Monsanto (o que será usado em conjunto com o 2,4-D) e está aceitando os últimos comentários públicos sobre o tema até o dia 27 deste mês (fevereiro).

Até recentemente, sementes resistentes a herbicidas eram populares com os fazendeiros, que conseguiam alta produtividade quase sem esforço na administração das ervas daninhas. Mas agora que o problema das ervas está voltando com força, alguns estão questionando a sabedoria deste modelo de uso intensivo de químicos na agricultura. O milho biotecnológico da Dow custa quase três vezes o preço da semente comum. E a projeção de que o uso de pesticidas vai dobrar nos próximos anos vai tornar tudo mais caro, e ao mesmo tempo mais destrutivo para as fazendas e para o ecossistema.

Existem alternativas viáveis à agricultura intensiva em químicos, métodos que passaram no teste do tempo, como a rotação de culturas, o uso de sementes cover, e outras práticas que permitem aos fazendeiros competir naturalmente com as ervas. Já é hora dos fazendeiros recuperarem o conhecimento de seus ancestrais nesta área.

Alguns cientistas agrícolas defendem o desenvolvimento de um sistema integrado de manejo das ervas para substituir o uso insustentável de produtos químicos. Mas as grandes empresas de agroquímicos não têm o menor interesse em dar apoio à agricultura sustentável, que tem o potencial de eliminá-las do mercado. Enquanto houver bilhões de dólares em jogo na venda de herbicidas e de sementes geneticamente modificadas resistentes aos herbicidas, não haverá muito dinheiro disponível para pesquisas que explorem alternativas naturais à destruição do coração de nossa nação.

Corrida pelos herbicidas

8, junho, 2010 Sem comentários

Com o passar do tempo, o sistema Roundup Ready acabou se auto inviabilizando em função da crescente resistência ao glifosato adquirida por diferentes espécies de mato. O problema que os produtores agora enfrentam abriu oportunidades para as concorrentes da Monsanto buscarem espaço para o seu pacote “semente transgênica + agrotóxico”.

Veja os próximos passos daquilo que alguns chamam de revolução biotecnológica:

A DOW quer pôr no mercado sementes resistentes ao sexagenário 2,4-D, usado na guerra do Vietnã e que destrói qualquer coisa plantada no entorno. O veneno é tido como desruptor endócrino.

A Monsanto mira no Dicamba, que mata não só as planas espontâneas como a própria soja. Para isso busca criar uma soja resistente ao Dicamba.

A Bayer vem trabalhando com o isoxaflutole.

A Syngenta aposta no Callisto para aplicação em soja.

A Dupont, por sua vez, busca sementes que sejam ao mesmo tempo resistentes ao glifosato e a outros herbicidas.

com informações do Energy Bulletin.

CTNBio aprova pesquisa com soja laranja

22, junho, 2009 2 comentários

Na última quinta (18) a CTNBio deu sinal verde para plantio experimental da soja transgênica resistente ao veneno 2,4-D, ingrediente do agente laranja. Está aí mais uma prova de que os transgênicos vieram para 1) permitir patentes sobre sementes e 2) aumentar o a venda de agrotóxicos. E a turma da CTNBio enche a boca para dizer que está lá “fazendo ciência”. Ciência é outra coisa, e o que eles fazem tem outro nome.

Em tempo: do site da CTNBio: “Dow AgroSciences Industrial Ltda. 01200.004885/2008-98. Liberação planejada no meio ambiente de soja geneticamente modificada tolerante a herbicidas AAD-12 (RN06 – com informação confidencial) e importação de sementes (01200.004886/2008-32). Data de protocolo: 27/11/2008. Extratos prévios: 1730/2009 e 1701/2009, publicados em 05/02/2009 e 06/01/2009.”

Entrevista com Marie-Monique Robin

5, junho, 2009 2 comentários

mmonique-robin

A Monsanto introduziu um gene na soja dando-a resistência ao Roundup, porém o contrato afirma que ela é proprietária de toda a planta. Como pode ela reivindicar direitos de propriedade sobre toda planta se ela introduziu apenas um gene?
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