Com o passar do tempo, o sistema Roundup Ready acabou se auto inviabilizando em função da crescente resistência ao glifosato adquirida por diferentes espécies de mato. O problema que os produtores agora enfrentam abriu oportunidades para as concorrentes da Monsanto buscarem espaço para o seu pacote “semente transgênica + agrotóxico”.
Veja os próximos passos daquilo que alguns chamam de revolução biotecnológica:
A DOW quer pôr no mercado sementes resistentes ao sexagenário 2,4-D, usado na guerra do Vietnã e que destrói qualquer coisa plantada no entorno. O veneno é tido como desruptor endócrino.
A Monsanto mira no Dicamba, que mata não só as planas espontâneas como a própria soja. Para isso busca criar uma soja resistente ao Dicamba.
A Bayer vem trabalhando com o isoxaflutole.
A Syngenta aposta no Callisto para aplicação em soja.
A Dupont, por sua vez, busca sementes que sejam ao mesmo tempo resistentes ao glifosato e a outros herbicidas.
- com informações do Energy Bulletin.
Na última quinta (18) a CTNBio deu sinal verde para plantio experimental da soja transgênica resistente ao veneno 2,4-D, ingrediente do agente laranja. Está aí mais uma prova de que os transgênicos vieram para 1) permitir patentes sobre sementes e 2) aumentar o a venda de agrotóxicos. E a turma da CTNBio enche a boca para dizer que está lá “fazendo ciência”. Ciência é outra coisa, e o que eles fazem tem outro nome.
Em tempo: do site da CTNBio: “Dow AgroSciences Industrial Ltda. 01200.004885/2008-98. Liberação planejada no meio ambiente de soja geneticamente modificada tolerante a herbicidas AAD-12 (RN06 – com informação confidencial) e importação de sementes (01200.004886/2008-32). Data de protocolo: 27/11/2008. Extratos prévios: 1730/2009 e 1701/2009, publicados em 05/02/2009 e 06/01/2009.”

A Monsanto introduziu um gene na soja dando-a resistência ao Roundup, porém o contrato afirma que ela é proprietária de toda a planta. Como pode ela reivindicar direitos de propriedade sobre toda planta se ela introduziu apenas um gene?
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