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Fundação Banco do Brasil quer captar US$ 100 mi para construir 40 mil cisternas no Nordeste

13, janeiro, 2017 Sem comentários

www1.folha.uol.com.br

PATRICIA PAMPLONA ENVIADA ESPECIAL A JOÃO PESSOA (PB)

Após já ter construído 92 mil cisternas no semiárido nordestino nos últimos quatro anos, a FBB (Fundação Banco do Brasil) está concorrendo ao prêmio de US$ 100 milhões da Fundação MacArthur para erguer outras 40 mil, o que deve beneficiar 200 mil pessoas.

Apesar de expressivo, o número representa 5,7% do total máximo estimado para que o acesso à água seja universalizado na região com a construção de mais 700 mil cisternas, segundo informou o presidente da FBB, Gerôncio Luna, na abertura do 10° Encontro de Jornalistas da organização.

10° Encontro de Jornalistas da FBB

O evento que começou nesta quarta-feira (19), em João Pessoa (PB), reúne 60 profissionais de comunicação de 16 Estados do país. Durante três dias, a cobertura do terceiro setor será a pauta dos jornalistas.

A participação no prêmio da Fundação MacArthur, que destinará o valor a uma iniciativa que solucione problemas críticos envolvendo pessoas, lugares ou o planeta, faz parte da nova frente de mobilização de recursos de fora do Brasil para projetos do banco de tecnologias sociais da FBB.

“As fundações no Brasil atuam muito com o dinheiro de seu instituidor. É preciso trazer recursos de fora”, afirmou Gerôncio Luna. “Isso não significa menor participação da FBB.”

A estratégia para captação de investidores fora do Brasil inclui, ainda, uma aproximação com as embaixadas em Brasília (DF), aproveitar a atuação do Banco do Brasil em 24 países e a internacionalização do Prêmio FBB de Tecnologias Sociais, como Luna divulgou em entrevista exclusiva à Folha.

A fundação é patrocinadora da categoria Escolha do Leitor, onde o público decide seu finalista favorito entre os seis líderes que concorrem ao Prêmio Empreendedor Social e Empreendedor Social de Futuro. A votação está aberta; participe.

INOVAÇÃO SOCIAL EM PAUTA

Anualmente, a FBB reúne jornalistas do país para discutir a cobertura do terceiro setor pela mídia. Neste ano, as mesas reúnem nomes como Rinaldo de Oliveira, do portal Só Notícia Boa, e Deborah Fernandes, que trabalhou na elaboração do documentário “Novos olhares sobre a produção e consumo”.

A noite de abertura contou com a palestra magna do economista Leandro Morais. Com grande foco na área do desenvolvimento sustentável, o especialista trouxe o contexto a ser debatido até esta sexta-feira (21).

Esse panorama inclui 320 milhões de pessoas que vivem na extrema pobreza no mundo e 2,5 bilhões que não têm acesso a água e saneamento.

Ele expôs que, ao longo das duas revoluções industriais e durante a terceira que ocorre, com o avanço tecnológico, houve a “emergência de um padrão produtivo e de consumo que se moderniza e incrementa”.

Para ele, “o padrão produtivo não precisa ser destruído, mas precisamos discutir quando os benefícios dessa evolução não são para todos”.

Durante o evento, serão ainda apresentadas tecnologias sociais da FBB e discutidas diferentes formas de fazer jornalismo com a exposição de plataformas de comunicação produzidas no nordeste.

A repórter PATRICIA PAMPLONA viajou a convite da Fundação Banco do Brasil, patrocinadora do
Prêmio Empreendedor Social

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Articulação do Semiárido – Paraíba

21, junho, 2016 Sem comentários

ASA_PB

Dilma sobre a crise hídrica

26, janeiro, 2015 Sem comentários

G1, 26/01/2015

Por André Trigueiro

“Minhas amigas e meus amigos,

Como se sabe, o Brasil vem enfrentando uma das piores estiagens de sua História, especialmente na região Sudeste, a mais rica e populosa do país.

Acompanhamos de perto a evolução dos acontecimentos nos estados e municípios castigados pela seca, sempre respeitando a autonomia federativa que confere a governadores e prefeitos, dependendo da localidade, a gestão dos recursos hídricos.

De nossa parte, monitoramos a situação dos rios federais que atravessam mais de um estado, como é o caso do Paraíba do Sul, que corta os estados de São Paulo,Rio de Janeiro e Minas Gerais

Apesar de o país dispor de uma Lei Nacional de Recursos Hídricos, da Agência Nacional de Águas, dos Comitês de Bacias Hidrográficas e de outros instrumentos de gestão e governança, este governo entende que é preciso fazer mais. Nesse sentido, a atual crise hídrica representa uma excelente oportunidade para avançarmos ainda mais na direção de um modelo mais inteligente e eficiente de gerenciamento de recursos hídricos.

Decidimos, portanto, tomar as seguintes providências:

– Estou instituindo um Conselho de Notáveis com os mais prestigiados hidrologistas, cientistas e representantes das mais importantes instituições de pesquisa e universidades brasileiras (com pessoas de todos os estados) para que possam instruir o governo sobre como tornar o Brasil não apenas o país com o maior volume de água doce superficial de rio do mundo, mas também o mais eficiente no uso dessa água. Nosso compromisso é o de ampliar este debate com consultas públicas e trabalhar pela implementação das medidas sugeridas ainda este ano.

– Instrui o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, a convocar representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Agência Nacional de Águas (ANA) para que reapresentem as críticas formuladas por essas instituições contra o novo Código Florestal, no que se refere aos riscos que ele representaria às bacias hidrográficas. Em se confirmando que as alterações aprovadas pelo Congresso no texto original dessa lei carecem de estudos devidamente embasados sobre o seu impacto na resiliência dessas bacias, meu compromisso é o de mobilizar todos os esforços possíveis no sentido de reabrir o debate e, se for o caso, defender uma nova mudança na legislação.

– Ordenei ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que apresente no prazo de uma semana propostas de novos estímulos fiscais a produtos e serviços que promovam a drástica redução do consumo de água e energia nos mais diversos setores da economia. É preciso elevar os parâmetros já existentes e apoiar quem já investe em inovação.

– Determinei à ministra da Agricultura Kátia Abreu que realize um amplo levantamento das técnicas mais eficientes no uso de água pelo setor agrícola. Aproximadamente 70% da água doce em nosso país são usados nas lavouras, nem sempre com o devido cuidado ou orientação. O Brasil não pode continuar promovendo o uso perdulário de água nas irrigações com a utilização de pivô central, aspersores ou culturas de inundação, para citar apenas alguns exemplos de técnicas que já estão sendo abandonadas em muitos países. Há muito o que se avançar neste setor e pretendo ainda neste governo condicionar a concessão de crédito agrícola à eficiência no consumo de água no campo.

– Encomendei ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, um estudo identificando quais os empreendimentos que mais consomem energia elétrica hoje no país. Nossa intenção é condicionar a liberação de recursos públicos, via BNDES ou outros órgãos de fomento públicos, à apresentação de planos que confirmem a disposição desses setores em serem exemplos de eficiência e inovação.

– Declaro que este governo apoiará ostensivamente a ampla disseminação da água de reuso em todo o território nacional. Instruí o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, a realizar os esforços necessários para a tão esperada regulamentação técnica da água de reuso, definindo seus parâmetros e características para que não haja mais nenhuma hesitação do mercado em investir nessa direção. Queremos apoiar todas as atividades que utilizem água de reuso em suas rotinas.

– É nosso desejo que todas as companhias públicas ou privadas de água e esgoto no país sejam mais eficientes. Não é possível que registremos em média 37% de perdas de água potável nas redes, desperdiçando preciosos recursos públicos. Para estimular a maior eficiência do setor, pretendemos condicionar a liberação de recursos federais à redução dessas perdas no sistema. Acertaremos caso a caso quais são as metas possíveis e aplicaremos as novas regras de financiamento.

– Este governo deverá encaminhar ao Congresso, logo após a votação para a Presidência da Câmara e do Senado, um projeto de Lei determinando a criação de linhas especiais de crédito para todas as construções que sejam comprovadamente eficientes no consumo de água e energia elétrica, e que possuam certificações reconhecidas internacionalmente.

Encerro meu pronunciamento reconhecendo que esta terrível estiagem nos estimula a sermos ainda mais propositivos na Conferência do Clima que terá lugar em dezembro em Paris. Infelizmente, ao que tudo indica, eventos extremos como esse poderão ser tornar cada vez mais freqüentes em função das mudanças climáticas. Mas é meu dever, enquanto Chefe de Estado da maior potência megabiodiversa do planeta, preparar o país para qualquer dos cenários previstos pelos cientistas. Sinto-me pronta para esta missão.

Convoco todos os brasileiros a unirem forças em favor das nossas águas – o bem mais precioso e indispensável à vida, sem o qual nenhuma atividade humana é possível – que a natureza generosamente nos proporcionou e que mantêm o Brasil em condição ainda invejável perante o mundo neste século XXI.

Boa noite.

OBS: A Presidente Dilma não escreveu esse discurso. Mas neste momento em que a crise hídrica impacta uma população estimada de 46 milhões de brasileiros, qualquer manifestação propositiva da maior autoridade da República seria muito bem-vinda. 

André Trigueiro

 

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Cientistas avaliam práticas de 900 famílias para reduzir efeitos das secas

9, janeiro, 2013 Sem comentários

Objetivo é verificar como produtores em nove Estados convivem com a ausência de chuvas, dispondo de estruturas que garantem segurança alimentar e até mesmo renda; para especialistas, a estiagem atual é a pior dos últimos 40 anos.

sítio Sustentabilidade, via IHU-Unisinos, 09/01/2013

foto: ASA Brasil

Pesquisadores brasileiros estudam estratégias para reduzir os efeitos da estiagem no Brasil. Para especialistas, a seca atual é a pior dos últimos 40 anos e afeta mais de 8 milhões de brasileiros.

De acordo com o projeto, que conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e será realizado pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e Rede de Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), a partir de março serão catalogados os métodos já utilizados por pequenos agricultores do Nordeste e de parte de Minas Gerais para enfrentar o problema.

O objetivo dos pesquisadores é verificar como 900 famílias em nove Estados desenvolveram estratégias para conviver com as secas dos últimos anos com estruturas e práticas que garantem segurança alimentar e, em algum casos, também geram renda.

“Essas práticas vão desde as coisas mais simples, como quantidade correta de água usada para irrigação, até estratégicas mais elaboradas, como o manejo florestal sustentável para produção de lenha e outros produtos”, explica o diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Campello.

A expectativa é apresentar as primeiras propostas e resultados de pesquisas até o final deste ano. Na segunda fase do projeto, serão selecionadas as práticas mais inovadoras e eficientes, que podem ser multiplicadas com facilidade pelas famílias do semiárido. A última etapa é estudar os mecanismos e, a partir deles, formular sugestões de políticas públicas e de ações para institutos e organizações socais que atuam na região.

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Veneno na água de beber – entrevista com prof. Wanderlei Pignati

2, fevereiro, 2012 Sem comentários

Controle da qualidade da água no Brasil não acompanha contaminação química

25, julho, 2011 Sem comentários

Jornal do Brasil, 25/07/2011

 

A água potável no Brasil pode conter 22 tipos de agrotóxicos, 13 de metais pesados, 13 de solventes e seis de desinfetantes. Essa presença contaminante é tolerada até níveis fixados em uma escala oficial, que às vezes é ultrapassada por conveniências econômicas e devido a controles inadequados. Até 1977 as autoridades determinavam que a água própria para consumo humano não podia conter resíduos de mais de 12 agrotóxicos e dez metais. Nada sobre os demais. Desde então foram feitas duas atualizações, em 1990 e 2004, “legalizando” os resíduos de novos insumos químicos usados na agricultura e na indústria, lamentou Wanderlei Pignati, médico e professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Leia mais…

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Economia de água

10, junho, 2011 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 10/06/2011

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recomendou ontem que fazendeiros, governos e agências reguladoras tomem medidas preventivas para melhorar o controle da água. Segundo o órgão, a mudança climática trará temperaturas mais elevadas e secas mais frequentes, reduzindo a disponibilidade de água especialmente nas regiões mais secas. Em relatório, a FAO recomendou, entre outros pontos, o plantio antecipado ou posterior ao habitual e a adoção de práticas de conservação da umidade do solo.

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O ESTADO DE SÃO PAULO, 10/06/2011

O estudo Mudanças Climáticas, Água e Segurança Alimentar, divulgado ontem em Roma, indica que haverá uma aceleração do ciclo hidrológico do planeta, pois a alta nas temperaturas aumentará a taxa de evaporação da água tanto na terra como no mar.

As chuvas, segundo o estudo, aumentarão nos trópicos e nas latitudes mais altas, mas serão reduzidas nas regiões que possuem características secas ou semiáridas. Também está previsto um aumento na frequência das grandes secas e inundações.

O aumento na frequência das secas, segundo a FAO, levaria a um maior uso da água subterrânea para irrigação. A perda de geleiras também pode levar a uma redução nas águas superficiais, hoje utilizadas pelos agricultores. O estudo defende como “prioridade” que os países em desenvolvimento recebam ajuda dos países ricos para fazer uma boa gestão de suas águas.

 

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