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Textos com Etiquetas ‘arroz’

Bola fora de prêmios Nobel

20, julho, 2016 Sem comentários

 

“Os experts são incompetentes para tudo aquilo que excede a sua especialidade”

Edgar Morin, 2007, p.150

No final de junho o jornal The Whashington Post publicou matéria divulgando que mais de cem ganhadores do prêmio Nobel haviam assinado manifesto dirigido ao Greenpeace no qual pedem que a organização ambientalista deixe de fazer campanha contra os transgênicos. Na carta aberta, que também é dirigida às Nações Unidas e aos governos ao redor do mundo, os laureados chegam a insinuar que as campanhas do Greenpeace seriam equivalentes a crimes contra a humanidade.

A defesa aos transgênicos é feita a partir do caso do arroz dourado, teoricamente desenvolvido para produzir mais beta-caroteno, precursor da vitamina A, elemento indispensável para se evitar a cegueira. Na argumentação apresentada fica a ideia de que essa solução mágica nunca chegou aos pratos dos que dela poderiam se beneficiar pela difamação da tecnologia promovida pela ONG. Ora, se após 20 anos até hoje não se provou se essa semente funciona e até agora também ela não foi aprovada em nenhum país, não se pode acusar o Greenpeace por mais esse fracasso da indústria dos transgênicos e de sua produtiva fábrica de promessas.

Segundo o professor da UnB Nagib Nassar, FAO e OMS recomendam para crianças de 1-3 anos a ingestão diária de 400 ug da vitamina A, e, para adultos, 500 a 850 ug. O arroz dourado tem 1,6 ug do B-caroteno por grama de peso fresco. A batata doce, o alimento mais barato e abundante para populações pobres, e disponível em todo o mundo, possui 11,4 ug/g. Como o índice de conversão de B-carotena em vitamina A é de 6 por 1, seria necessária comer 1,5 kg de arroz dourado por dia para ter o nível médio de vitamina A recomendado.

Aliás, ainda que o arroz dourado fosse tudo aquilo que se prometeu, ele não poderia servir para uma defesa ampla de qualquer tipo de transgênico como fizeram nessa carta. Afinal de contas, a avaliação dos transgênicos deve se dar caso a caso. E se essas avaliações fossem isentas ou de fato baseadas em dados científicos dificilmente teríamos a ampla lista de soja, milho e algodão liberados por aqui, já que há pelo menos 700 estudos sobre riscos e impactos dos transgênicos que foram descartados pelos órgãos reguladores da biotecnologia e suas aplicações.

O manifesto ilustra bem como podem falhar os especialistas quando usam de sua autoridade científica para emitir opinião sobre áreas que não são as suas e não baseadas em dados de pesquisa.

p.s. Notem que entre a lista dos que assinam o manifesto tem até um Nobel falecido ano passado:
https://www.independentsciencenews.org/news/107-nobel-laureate-attack-on-greenpeace-traced-back-to-biotech-pr-operators/

 

 

China deve proibir entrada de trigo e arroz transgênicos

28, setembro, 2011 Sem comentários
27/09/2011
A China deve proibir plantações de arroz e trigo transgênicos nos próximos cinco e dez anos. O país asiático pode adotar a medida devido a preocupações públicas. No entanto, o milho geneticamente modificado deve ser a exceção, uma vez que a oferta do grão vem ficando abaixo da demanda no país. Como faz parte, principalmente, da nutrição animal ou é matéria-prima para produtos alimentícios, o milho transgênico não deve encontrar resistência para sua promoção. Já o trigo e o arroz são bases da dieta de boa parte da população chinesa. Para o gigante asiático, faltam experiências em pesquisas, promoção e regulamentação de grãos geneticamente modificados.
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Bayer deve pagar US$ 750 milhões a produtores por arroz contaminado nos Estados Unidos

4, julho, 2011 Sem comentários

 

Companhia foi processada após variedades transgênicas contaminarem lavouras

Agência Estado,02/07/2011

A companhia alemã Bayer acertou nesta sexta, dia 1º, o pagamento de uma indenização de US$ 750 milhões a produtores de arroz dos Estados Unidos. Eles processaram a companhia depois que duas variedades transgênicas contaminaram as lavouras entre 1998 e 2001, durante experimentos com a variedade de arroz em campos dos Estados Unidos.

O acordo conclui um caso de quatro anos, que sucedeu a revelação de que traços de dois tipos de arroz geneticamente modificados entraram nos canais de oferta dos Estados Unidos sem autorização dos reguladores federais. A descoberta levou uma série importadores a proibir a entrada de arroz norte-americano ou a exigir testes rigorosos antes de autorizar sua distribuição. Isso derrubou os preços da commodity no país.

Naquele momento, o arroz pertencia à química Aventis e foi desenvolvido para resistir ao seu próprio herbicida. A Bayer comprou partes da Aventis em outubro de 2001, incluindo traços de arroz, e os tornou parte da subsidiária Bayer CropScience. A Bayer foi responsabilizada pela contaminação e por demorar pelo menos dois meses para notificar o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mesmo depois de ter conhecimento do problema. O USDA anunciou a situação em agosto de 2006, segundo os advogados dos produtores.

Segundo o advogado Adam Levitt, os produtores continuam sentindo o impacto do problema até hoje. Ele afirmou que a indústria ainda “encontra dificuldades para retomar sua primazia” no mercado internacional e que o processo na Justiça tinha como objetivo fazer a Bayer assumir a responsabilidade sobre os danos causados aos produtores.

– Essa solução excelente ocorre após um longo caminho para alcançar a meta – acrescentou Levitt.

Cerca de 11 mil produtores em cinco Estados dividirão os US$ 750 milhões, no Arkansas, em Louisiana, no Mississippi, no Missouri e no Texas. Agricultores que plantaram arroz em cada um dos cinco anos de 2006 a 2010 poderão receber US$ 310 por acre, de acordo com os advogados. Os que plantaram um tipo específico de arroz contaminado em 2006 receberão mais US$ 100 por acre (um acre = 0,40 hectare).

AGÊNCIA ESTADO

veja também: www.nwitimes.com/business/article_7ba6dc9b-5451-5d75-8526-078bde177b88.html

 

 

Líder chinês em sementes de arroz híbrido chega ao Brasil

21, abril, 2011 Sem comentários

De longe os maiores produtores e consumidores de arroz do mundo, os chineses estão expandindo suas fronteiras no que diz respeito à comercialização de sua tecnologia de produção. Executivos da Anhui Longping High-Tech Seeds desembarcaram no Brasil na última quinta-feira atrás de parceiros locais, estrangeiros ou nacionais, interessados na cooperação tecnológica para a comercialização de sementes de arroz híbrido no país.

Na bagagem, a empresa, uma das maiores do segmento de tecnologia em sementes da China, trouxe dois modelos de negócios que podem ser aplicados no Brasil. No primeiro, mais convencional, ela fornece a genética das sementes de arroz dominadas nas últimas três décadas de existência para o parceiro local, que multiplica as sementes para comercialização, pagando royalties ao grupo chinês. A segunda possibilidade é a criação de uma joint venture, nas quais as condições seriam discutidas futuramente.

No roteiro pelo Brasil, a Anhui Longping sentará à mesa de negociação com pelo menos três das maiores multinacionais de sementes e tecnologia agrícola do mundo já instaladas no país, mas também com empresas nacionais que resistiram ao movimento de fusões das gigantes internacionais. “Nosso plano é trazer a tecnologia para o Brasil e daqui para a América do Sul. Estamos antes de mais nada conhecendo o mercado brasileiro”, disse ao Valor Geng Zhimin, diretor geral da Anhui Longping. (…)

Fonte: Valor Econômico, 18/04/2011.

Bayer é novamente condenada por contaminação do arroz nos EUA em 2006

20, abril, 2011 Sem comentários

Um tribunal do município de Arkansas, no estado de mesmo nome, EUA, determinou no final de março o pagamento de US$ 136,8 milhões à empresa Riceland Foods, considerando que a Bayer CropScience foi negligente e causou prejuízos à Riceland quando o seu arroz transgênico Liberty Link (tolerante ao herbicida Liberty – glufosinato de amônio), que estava sendo testado a campo, contaminou a cadeia alimentar.

Quando a contaminação veio à tona, em 2006, ao União Europeia suspendeu todas as importações de arroz nos EUA. Cinco anos depois as exportações do cereal ainda não foram restabelecidas.

O júri de Arkansas determinou que a Bayer terá que pagar US$ 16,9 milhões em compensação por perdas, mas considerou que neste caso a negligência foi dividida em 70% para a Bayer e 30% para a Riceland, o que reduziu a multa para US$ 11,8. O júri determinou ainda o pagamento de US$ 125 milhões à Riceland por danos morais.

Há ainda centenas de casos judiciais referentes à contaminação do arroz pela variedade Liberty Link pendentes de julgamento — 31 só no município de Arkansas. Alguns dos que aguardam decisão esperam que o ritmo de julgamentos seja retomado.

Extraído de: Dewitt Era Enterprise, 23/03/2011.

 

N.E.: Saiba mais sobre as condenações da Bayer pela contaminação provocada pelo arroz Liberty Link em Pratos Limpos.

O problema da vizinhança

16, novembro, 2010 Sem comentários

Reportagem de Marina Lopes para o Zero Hora (13/11) revela o problema enfrentado em Uruguaiana (RS) por produtores vizinhos de arrozeiros. O nome do produto não é citado, mas o fato é que os venenos aplicados no arroz são carregados pelo vento e estão afetando a produção de hortaliças dos agricultores vizinhos.

O destaque da matéria vai para o pouco caso feito pelo pesquisador do IRGA, para quem a contaminação das hortaliças não causa danos à saúde dos consumidores. Fala como se fosse esse o problema. Além da impossibilidade de evitar a contaminação de suas plantações por agrotóxicos indesejados, produtores da região já relataram prejuízos de até 80%.

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Herbicida divide Uruguaiana

Produto usado no arroz estaria causando danos a pequenos produtores

Um impasse entre pequenos agricultores e arrozeiros de Uruguaiana migrou das lavouras para a promotoria e a prefeitura. Denúncias de uso indevido das pulverizações com herbicidas motivaram uma apuração do Ministério Público e uma audiência pública, realizada ontem.

De 2009 para cá, o vereador Luis Risso (PMDB), organizador da audiência pública, recebeu 50 reclamações de produtores de hortaliças e pequenas culturas de que as pulverizações com herbicidas em lavouras de arroz acabam, conforme a intensidade do vento, atingindo e danificando plantações em áreas limítrofes.

Ademir Bertolo e Derlei Vasconcellos têm cerca de um hectare e registraram o prejuízo na Polícia Civil e procuraram a promotoria.

– No ano passado, perdi 80% do que plantei. Este ano, tive de replantar 40%. E o principal mercado para o qual eu fornecia hortaliças me dispensou, porque o consumidor reclama que a folha tem sinais de agrotóxico – explica Vasconcellos.

O diretor técnico do Instituto Riograndense do Arroz (IRGA), Valmir Menezes, explica que não há relato de que o consumo humano de hortaliças atingidas cause dano à saúde:

– Mas é preciso bom senso entre vizinhos produtores, e que os arrozeiros evitem aplicações aéreas, em que o risco de deriva é maior.

Walter Arns, presidente da Associação dos Arrozeiros da cidade, diz que a entidade defende as boas práticas e já treinou mais de cem pessoas para aplicação correta de agroquímicos. O promotor Cláudio Ari Mello ouvirá as partes até o final do mês.

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Confira também: O prejuízo que vem do vizinho – Fruticultores reclamam de perdas na produção

MOÇÃO – TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS

13, agosto, 2010 Sem comentários

Nós, 348 participantes do II Encontro de Agroecologia do Rio de Janeiro, realizado no Campus da UFRRJ no município de Seropédica – RJ, entre os dias 5 e 7 de agosto de 2010, entendemos que é direito fundamental do ser humano a alimentação saudável, livre de transgênicos e de agrotóxicos, bem como é direito dos agricultores o livre acesso e uso da biodiversidade.

Considerando que as sementes transgênicas não trazem nenhum benefício a consumidores nem a agricultores e têm como único objetivo aumentar cada vez mais o lucro de grandes empresas por meio da crescente venda de agrotóxicos e do monopólio sobre as sementes:

  • Apoiamos a decisão da Justiça Federal do Paraná que suspendeu a venda e plantio do milho transgênico da multinacional Bayer e defendemos que essa decisão seja aplicada às demais variedades de milho transgênico liberadas no país;
  • Conclamamos o Governo Federal a tomar a dianteira no debate sobre a liberação do arroz transgênico, proibindo sua liberação, plantio e consumo no Brasil;
  • Repudiamos os projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional visando acabar com a rotulagem de produtos transgênicos (PL 4.148/08, de Luiza Carlos Heinze – PP-RS, PL 5.575/09, de Cândido Vacarezza – PT-SP e PDS 90/07, de Kátia Abreu – DEM-TO); e
  • Apoiamos a reavaliação toxicológica periódica de agrotóxicos, com vistas ao banimento dos produtos prejudiciais à saúde.

Seropédica, 07 de agosto de 2010.

O arroz transgênico por Carlos Latuff

16, julho, 2010 Sem comentários

Outras charges de Carlos Latuff: http://latuff2.deviantart.com/

Rejeição dos produtores faz Bayer adiar planos de lançar arroz transgênico

30, junho, 2010 Sem comentários

DW-WORLD.DE |30.06.2010

Empresa alemã, que vende no Brasil soja e milho geneticamente modificados, desiste temporariamente de obter licença para arroz transgênico. Brasileiros não querem ser os primeiros do mundo a oferecer esse tipo de grão.

A reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que debateu aprovações comerciais de novos produtos geneticamente modificados no mercado brasileiro em 23 de junho último, era para ter sido sem surpresas.

Mas não foi: a aprovação dada como “certa” do arroz LibertyLink (semente tolerante ao herbicida glufosinato de amônio), da Bayer, não chegou sequer a ser discutida pelos membros da comissão. Por iniciativa da própria empresa alemã, o processo foi retirado temporariamente da pauta de decisões técnicas. Leia mais…

Coagida, Bayer recua

29, junho, 2010 Sem comentários

Reportagem de Lúcio Vaz para o Correio Braziliense, 24/06/2010.

Empresa retira pedido de liberação de arroz modificado geneticamente da pauta da CNTBio. Argumento é necessidade de ampliar diálogo com membros da cadeia produtiva

“É uma decisão sábia deles. Eles iriam desgastar a própria imagem e não teriam muito a ganhar, até porque os produtores não querem” – Flávio Breseghello, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão

Leia mais…

Organizações sociais pressionam governo contra aprovação de arroz transgênico

28, junho, 2010 Sem comentários

Reportagem de Karol Assunção para a ADITAL, 22/06/2010.

Na próxima quinta-feira (24), as atenções de ambientalistas e produtores de arroz estarão voltadas para a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Neste dia, membros da CTNBio poderão votar a favor ou contra o plantio e o consumo do Arroz Liberty Link LL 62, cereal transgênico resistente ao herbicida glufosinato de amônio.

De acordo com documento divulgado por diversas organizações e entidades sociais, tal arroz, desenvolvido pela empresa Bayer, ainda não foi aprovado por nenhum país. “O arroz não é plantado nem consumido em nenhum país. A população do Brasil poderá virar cobaia mundial de um produto que não foi aprovado em nenhum outro lugar”, destaca Gabriel Fernandes, integrante da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA). Leia mais…

Bayer recua e desiste do pedido de liberação do arroz transgênico

28, junho, 2010 Sem comentários

Terra de Direitos, 24/06/2010 | A empresa Bayer Cropscience informou em sua página da internet ontem que solicitou à CTNBio a retirada temporária do processo de liberação comercial do arroz Liberty Link (LL 62) da pauta de decisões técnicas. O pedido de liberação causou uma série de reações contrárias, por parte de vários grupos, desde produtores, comunidade científica e diversas organizações ambientalistas, de consumidores e movimentos sociais. Leia mais…

Arroz da Bayer fora da pauta da CTNBio

28, junho, 2010 Sem comentários

Valor Econômico, 24/06/2010.

A Bayer CropScience comunicou ontem a retirada temporária de seu arroz geneticamente modificado “LibertyLink” da pauta de discussões da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em Brasília. Em nota, a multinacional alemã informou que pretende “ampliar o diálogo” com o setor produtivo.

A decisão é uma resposta à polêmica criada com a possibilidade de aprovação do primeiro arroz transgênico no Brasil, que desde o mês passado tem levantado críticas de especialistas sobre a segurança alimentar da nova variedade e dúvidas entre produtores sobre a aceitação do cereal no mercado internacional.

Joga luz também sobre a dificuldade que produtos transgênicos direcionados ao consumo humano enfrentam. Em 2004, a americana Monsanto abandonou as pesquisas com trigo após consultas com compradores no mercado internacional revelarem que eles não tinham intenção de comprar o alimento transgênico. Leia mais…

Bayer segue pagando milhões por contaminação do arroz nos EUA

25, junho, 2010 Sem comentários

Vimos relatando neste boletim as indenizações milionárias que a Bayer tem sido obrigada a pagar nos EUA por ter deixado seu arroz transgênico Liberty Link (o mesmo que a CTNBio quer autorizar por aqui), tolerante à aplicação do herbicida glufosinato de amônio, contaminar a cadeia do arroz em 2006. O arroz transgênico não é plantado comercialmente em nenhum. Imediatamente após a divulgação da contaminação, Japão e Europa, principais importadores dos EUA, suspenderam as importações, prejudicando milhares de produtores (até hoje o mercado não foi restabelecido).

Em dezembro de 2009 a Bayer foi condenada a pagar US$ 2 milhões a agricultores de Missouri por perdas provocadas pela contaminação. Logo depois, em fevereiro de 2010, a multinacional foi condenada a pagar US$ 1,5 milhão a três agricultores de Arkansas e Mississippi. Em abril de 2010 o tribunal estadual de Arkansas ordenou o pagamento de pouco mais de US$ 1 milhão ao rizicultor Lenny Joe Kyle, sendo metade do valor da multa referente a danos morais. No último julgamento, também em abril, a Bayer foi condenada a indenizar 12 agricultores de Arkansas em US$ 50 milhões, sendo US$ 6 milhões por compensação por perdas e US$ 42 por danos morais.

(Ver Boletins 477, 484 e 489).

Segundo notícias divulgadas esta semana, a Bayer fez agora um acordo para pagar US$ 5,8 milhões à empresa Riviana Foods e suas afiliadas. Trata-se do primeiro acordo deste tipo entre os casos multidistritais sobre a contaminação do arroz.

Além disso, começou esta semana (21/06) um novo julgamento, que deverá durar várias semanas. Agricultores de Missouri, Arkansas, Texas, Louisiana e Mississippi impetraram ações múltiplas. Dezenas deles serão contemplados pelo julgamento iniciado agora.

Nem é preciso discorrer sobre o risco que correm os rizicultores daqui. E não é à toa que eles estão todos mobilizados contra a liberação.

Com informações de:

– Settlement reached in one GM rice suit; court issues order in another – Lexology.com, 18/06/2010.

– Rice contamination trial begins – stltoday.com, 22/06/2010.

Cadeia produtiva do arroz discute transgênico

22, junho, 2010 Sem comentários

18/06/2010 | A cadeia produtiva do arroz esteve reunida na sede da Farsul, nessa quinta-feira, 17/06, para debater a utilização do arroz transgênico na produção. De acordo com o coordenador da comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, a fase de pesquisas já foi superada e está na pauta de votação da CTNBIO a regulamentação do grão geneticamente modificado. ”Por isso reunimos a cadeia produtiva e pesquisadores para discutir a utilização ou não do grão. Após um longo debate, concluímos que somos favoráveis a tecnologia transgênica, mas pelo momento comercial do grão, entendemos que não devemos usar ainda o arroz geneticamente modificado, em função do mercado externo conquistado nos últimos anos.” concluiu Schardong.

Participaram da reunião o coordenador da comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong; o presidente da Federarroz, Renato Rocha e o presidente do Irga, Maurício Fischer; o professor da UFRGS, Marcelo Gravina e a pesquisadora da Fundação Zoobotânica e membro da CTNBIO, Luiza Chomenko.

Na próxima semana, Francisco Schardong estará em Brasília, onde falará sobre o tema na reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários (21/06) e participará de reunião (22/06) com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, para falar sobre endividamento da orizicultura e aumento da TEC, entre outros temas.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

http://www.farsul.org.br/pg_informes.php?id_noticia=1112

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