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Textos com Etiquetas ‘fiscalização’

PF apreende 1,2 tonelada de agrotóxico ilegal no Paraná

14, março, 2012 Sem comentários

Folha On Line – 08/30/2012

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira nas cidades de Boa Esperança e Foz do Iguaçu, no Paraná, tirou de circulação 1,2 tonelada de agrotóxicos ilegais e prendeu cinco pessoas.

De acordo com a PF, os investigados compunham uma organização criminosa que adquiria agrotóxicos ilegais no Paraguai, os transportava até depósitos no interior do Paraná e depois promovia a venda para agricultores.

Os produtos apreendidos seriam usados especialmente nas plantações de soja da região. De origem chinesa, esses agrotóxicos não são proibidos no Paraguai.

Os presos na operação poderão responder pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando, e comercialização e transporte ilegal de agrotóxicos. As penas, somadas, podem chegar a 11 anos de reclusão.

A PF acompanhava a movimentação dos investigados desde novembro de 2011. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, oito mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva.

Entre os agrotóxicos ilegais apreendidos estão: Fipronil 80, Imidacloprid 70, Clorimuron 75, Methomyl 90, Clethodim 24, Metsulfuron 60%, Invictus 700, Imidacloprid WP, Master 800, Fichen 80, Ceprid 70, Acetamiprid WP Serpa 700 e Gamaextra 75 WP Glymax.

Nova norma para o uso de agrotóxicos

13, janeiro, 2012 Sem comentários

Com a mudança proposta pelo Ministério da Agricultura, culturas como pimentão e outras deixarão de apresentar problemas no monitoramento realizado pela Anvisa, mas esses produtos continuarão chegando à mesa do consumidor com a mesma quantidade de resíduo de agrotóxicos que vemos hoje.

Em tempo: por que o governo não usa a proposta de taxação sobre os agrotóxicos para promover o controle biológico e o manejo alternativo de pragas ao invés de retornar o dinheiro para a indústrias por meio do registro de agrotóxicos para os minor crops?

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Valor Econômico, 13/01/2012.

Sob críticas. É dessa maneira que os produtores de pimentão encerraram 2011. No início de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou seu relatório anual de irregularidades no uso de agrotóxicos e, pelo terceiro ano consecutivo, o pimentão foi o campeão da lista.

Mas a implementação efetiva de uma norma do Ministério da Agricultura promete retirar o vegetal, bem como outras culturas, da ‘lista negra’ dos agrotóxicos.

Em fevereiro de 2010, o ministério publicou a chamada lei das ‘minor crops’, produções cultivadas em pequenas áreas e para as quais o número de agrotóxicos registrados é insuficiente. A legislação abriu a possibilidade de extrapolar o uso de defensivos agrícolas registrados para grandes culturas (‘major crops’) para pequenas culturas (‘minor crops‘) de uma mesma família, favorecendo a produção de frutas e hortaliças.

No caso do pimentão, por exemplo, a norma permitiria o uso de agrotóxicos registrados para o tomate, sua ‘major crop’. Na prática, é o que já acontece, mas, como os defensivos não são registrados para o pimentão, as análises de resíduos indicam irregularidade. No último relatório da Anvisa, 84,9% das amostras do vegetal indicaram o uso de defensivos não registrados para a cultura.

“É um tema complexo em todo o mundo. Depois da publicação, iniciamos uma peregrinação para explicar a norma”, afirma Luís Eduardo Rangel, coordenador-geral de agrotóxicos do Ministério da Agricultura. Conforme ele, tanto a indústria de defensivos, que temia pela integridade de suas patentes, quanto os produtores tinham dúvidas em relação ao tema.

Outra medida importante foi definir o corte toxicológico junto à Anvisa. “Não poderíamos permitir a extrapolação de registro de qualquer produto”. A partir daí, faltava reunir os principais interessados no tema.

No último mês de outubro, houve o primeiro seminário anual sobre o tema, com produtores, indústria de defensivos e Ministérios da Saúde, da Agricultura e Anvisa. O encontro serviu para que os produtores apresentassem suas reivindicações de extrapolação de registros paras as ‘minor crops’.

De acordo com Rangel, os resultados do seminário já apareceram. “Recebemos as primeiras solicitações de extrapolação em novembro”, relata, citando pedidos de empresas como FMC, Syngenta e Basf. Foram protocoladas cerca de 20 extrapolações, com previsão de alcançar 45 solicitações até fevereiro. “Devemos ter as primeiras aprovações entre março e abril”.

Entre as extrapolações de registros mais próximas de aprovação, segundo ele, estão produtos para controle de doenças e pragas de melancia, melão, manga, mandioca, abacate, caqui, kiwi e pera.

Após as primeiras aprovações, o ministério entrará na segunda fase do modelo preparado para as ‘minor crops’, que consiste na criação de um fundo destinado a custear registros de culturas pouco atraente às indústria de defensivos. A ideia é destinar um percentual das vendas de agrotóxicos ao fundo. “Ainda não temos previsão, depende de projeto de lei”, prevê.

O fundo é inspirado no modelo americano. Nos EUA, o fundo, cujo orçamento é de US$ 30 milhões, recebe contribuições do governo e da iniciativa privada.

 

Empresa é multada por omitir presença de transgênico em farinha

9, janeiro, 2012 Sem comentários

Produto teria 22% de milho geneticamente modificado, segundo o DPDC.

Fabricante pode recorrer da decisão.

do G1, em São Paulo, 05/01/2012.

A empresa paranaense Zaeli Alimentos foi multada nesta quinta-feira (5) pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, por deixar de informar, no rótulo de sua farinha de milho, a existência de ingrediente transgênico.

A multa, de R$ 548 mil, deve ser depositada em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Ministério da Justiça. A empresa pode recorrer da decisão.

Segundo o DPDC, a análise de laboratório confirmou a presença de 22% de milho geneticamente modificado na Farinha de Milho – Fubá Mimoso, fabricada pela Zaeli. O órgão do ministério da Justiça informa que, de acordo como Código de Defesa do Consumidor, “é obrigatório informar no rótulo do alimento a presença de mais de 1% de ingredientes transgênicos”.

Procurada pelo G1, a Zaeli Alimentos informou que estranha a decisão do DPDC e que irá recorrer da decisão. Segundo a empresa, os testes não seguiram os procedimentos legais. “Além disso, não foi dada a oportunidade de realização de uma contraprova do exame em questão”, afirma a companhia em nota.

 

Anvisa interdita agrotóxico da Ourofino vendido sem procedência

12, dezembro, 2011 Sem comentários

A empresa Ourofino Agronegócios em Uberaba foi alvo de inspeção realizada por fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde foram encontrados agrotóxicos produzidos sem comprovação de origem da matéria-prima. A fiscalização foi feita também em outras duas fábricas de agrotóxicos, a Prentiss Química, em Campo Largo (PR), e DVA Agro, em Ituverava (SP).

De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, no caso da fábrica da Ourofino em Uberaba foram interditados cerca de 230 mil kg do agrotóxico glifosato ácido e 790 mil litros do produto Sucesso BR. Isso porque os produtos eram formulados sem comprovação do fabricante de origem.

Em nota, o diretor da Anvisa, Agenor Álvares, afirma que trata-se de risco para a saúde, principalmente dos trabalhadores rurais, pois, sem comprovação de origem, não temos como assegurar que esses agrotóxicos possuem os requisitos necessários para serem utilizados na lavoura. A empresa foi notificada a apresentar os certificados de análise com a comprovação da unidade fabril de origem do produto técnico.

Conforme assessoria de imprensa da Ourofino Agronegócios, a fiscalização da Anvisa detectou a falta da procedência (fábrica de origem) de um produto da Monsanto, matéria-prima para fabricação de defensivos agrícolas, produzidos nesta unidade da Ourofino. Sendo assim, a Monsanto enviou a Ourofino uma certidão com a certificação da origem do produto e a Ourofino então protocolou este documento na Anvisa em Brasília, sob o nº 2011116961PA.

A interdição é válida por 90 dias, prazo em que os agrotóxicos interditados não podem ser comercializados. O fabricante tem 15 dias para apresentar defesa nos autos de infração.

 

Anvisa quer fiscalizar agrotóxico em mercado

8, dezembro, 2011 Sem comentários

O Estado de S.Paulo, 08/12/2011

Objetivo é vigiar e multar supermercados pela venda de produtos agrícolas contaminados pela substância; medida deve vigorar em 2013

Supermercados passarão a ser fiscalizados e autuados pela venda de produtos agrícolas contaminados por agrotóxicos. Um protocolo com detalhes sobre a ação começa a ser preparado nos próximos meses pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e será colocado em prática em 2013. A fiscalização será feita por escritórios locais da agência e laboratórios oficiais.

A ação é apontada pela Anvisa como uma das estratégias para combater o uso abusivo e incorreto de agrotóxicos nos alimentos. Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Anvisa revela que 27,9% das amostras apresentavam irregularidades.

Pelo terceiro ano consecutivo, o pimentão foi o responsável pela maior número de amostras contaminadas: 91,8%. Morango e pepino vêm em seguida, com 63,4% e 57,4%.

“Os resultados são muito preocupantes. O consumo de alimentos contaminados aumenta o risco do aparecimento de doenças como câncer, problemas neurológicos e endócrinos”, afirmou o gerente geral de toxicologia da Anvisa, Luiz Claudio Meirelles.

Os problemas, completou Meirelles, são constatados a longo prazo. “Esses produtos trazem riscos. Daí a importância de que a produção se enquadre nos parâmetros técnicos.”

Irregularidades

Esta é a 10.ª edição da análise. As irregularidades encontradas são de uso de agrotóxicos em quantidade excessiva ou não autorizados para determinada cultura. Das amostras avaliadas, apenas a batata não apresentou nenhum desvio de qualidade.

Em 2002, quando a primeira avaliação foi feita, 22,2% das amostras apresentavam irregularidades. A Associação Nacional de Defesa do Vegetal (Andef), garante que resultados do Para não representam uma ameaça à saúde. A associação afirma que boa parte das amostras foi reprovada porque foi identificado o uso de agrotóxico não registrado.

“O agricultor muitas vezes tem duas culturas e usa o mesmo produto. Isso não significa que ele oferece mais riscos”, afirmou Guilherme Guimarães, técnico de regulamentação da Andef.

Os resultados do trabalho serão analisados pelos ministérios da Saúde e da Agricultura. A ideia é que, a partir do que foi encontrado, sejam tomadas medidas consideradas essenciais pela Anvisa. Entre elas, a melhora na qualidade do sistema para identificação de produtores que usam agrotóxicos de forma incorreta. “Parte significativa dos produtos não consegue ser rastreada, e por isso há ainda muito o que se melhorar nesta área”, afirma Guimarães.

 

II FÓRUM MUNICIPAL DE DEBATES SOBRE OS RESULTADOS DO PROGRAMA DE ANÁLISE DE RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS EM ALIMENTOS

22, novembro, 2011 Sem comentários

A Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses do Município do RJ e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, convidam para o II FÓRUM MUNICIPAL DE DEBATES SOBRE OS RESULTADOS DO PROGRAMA DE ANÁLISE DE RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS EM ALIMENTOS – PARA.

DIA: 28 de novembro de 2011

HORÁRIO: das 14h às 18h

LOCAL: Auditório sede do Ministério Público do Rio de Janeiro, Av. Marechal Câmara, 370, 9º andar, Centro, Rio de Janeiro.

subsecretaria_visa@smsdc.rio.rj.gov.br

Anvisa autua duas empresas por vender agrotóxico vencido

17, agosto, 2011 Sem comentários

Basf e Servatis são processadas; Vigilância Sanitária diz ter identificado reprocessamento de 113 mil litros de defensivo

Lígia Formenti | O Estado de S.Paulo, 187/08/2011

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autuou na semana passada as empresas Basf e Servatis por participarem de uma operação para reintroduzir no mercado, supostamente sem controle, agrotóxicos vencidos ou próximos da data de vencimento. A agência diz que identificou o “reprocessamento” de pelo menos 113 mil litros do defensivo Opera. O material, estimado em R$ 7,7 milhões, já estaria em postos de venda.

As duas empresas autuadas responderão a um processo administrativo sanitário. Elas estão sujeitas ao pagamento de multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. A Basf e a Servatis têm 15 dias para apresentar a defesa. Usado principalmente na cultura da soja, o Opera é um dos principais produtos da Basf, uma das líderes do mercado de agrotóxicos.

O reprocessamento foi identificado em uma fiscalização de rotina há duas semanas na Servatis, em Resende (RJ). Foi constatado que a Basf encaminhava à Servatis o material vencido para reprocessá-lo.

A empresa contratada era encarregada de tirar o produto das embalagens e colocá-lo em um tanque, onde seria submetido a um processo semelhante à centrifugação. Depois, o material era novamente embalado, com novos números de lote, novas datas de fabricação e de validade. Nessa prática, podiam ser usados vários lotes do produto.

Na Servatis, a Anvisa apreendeu documentos em que a Basf fazia recomendações detalhadas sobre a “operação de desenvase”, processo considerado pela empresa como de rotina e dentro da lei. O documento pedia que o procedimento fosse mantido sob sigilo. Para garantir a confidencialidade, a Basf recomendava que a Servatis obrigasse “seus empregados à dissimulação, dentro das possibilidades legais, mesmo para o tempo depois de ter deixado a empresa”.

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Forte aumento na falsificação de agrotóxicos

28, junho, 2011 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 28/06/2011

Fernando Lopes

A falsificação superou o contrabando e tornou-se a principal preocupação das empresas de defensivos que atuam no país no que se refere à proliferação de produtos ilegais no mercado.

Levantamento do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) mostra que as apreensões de agrotóxicos ilegais somarão praticamente 20 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, 52% mais que em igual intervalo de 2010.

Segundo Fernando Henrique Marini, gerente do Sindag, as falsificações representaram metade das apreensões, sendo que quando esse tipo de crime começou a ganhar força no Brasil, há cerca de dez anos, o percentual não passava de 5% e o contrabando dominava.

“No caso do contrabando, indústria e autoridades uniram esforços desde meados da década passada, fiscalização e inteligência melhoraram e o problema diminuiu. Temos que fazer um trabalho semelhante para coibir a falsificação, que em geral é realizada no próprio país e segue outra lógica”, afirma Marini.

No caso dos produtos contrabandeados, as fronteiras de Paraná e Mato Grosso do Sul com o Paraguai continuam as principais portas de entrada, mas aumentou o movimento no Rio Grande do Sul. “Quando a fiscalização aperta, normalmente há uma mudança de rota”, observa o executivo.

E é em parte por causa disso que as falsificações têm aumentado. Para regiões de plantio de grãos e algodão em Mato Grosso e no Cerrado de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia não há muitos roteiros alternativos e o transporte aéreo encarece as cargas ilegais, incentivando a mudança da prática criminosa.

Cálculos da Croplife International estimam que a indústria brasileira perde 9% de seu faturamento por causa dos produtos ilegais, contrabandeados ou falsificados. De acordo com a entidade, são cerca de US$ 660 milhões por ano em perdas.

Neste primeiro semestre, graças ao avanço das falsificações, Mato Grosso lidera o ranking de apreensões, com quase 7,9 mil toneladas. O Paraná vem em segundo lugar, de acordo com o Sindag, com mais de 7,2 mil toneladas, seguido pelo Rio Grande do Sul, com cerca de 2,6 mil.

“Além da fiscalização integrada [com participação da Polícia Federal], a campanha de estímulo às compras em canais seguros continua. E ela é fundamental, já que hoje em dia é possível encontrar e comprar produtos ilegais até pela internet”, conclui Marini.

 

Ibama flagra desmatamento com agrotóxico

28, junho, 2011 Sem comentários

O Ibama apreendeu na sexta-feira quatro toneladas de agrotóxicos que seriam utilizados para desmatar 3.000 hectares de floresta nativa da União em Novo Aripuanã, sul do Amazonas.

Folha de S. Paulo, 28/06/2011

Kátia Brasil

O único registro de uso de agrotóxico em desmatamentos no Estado ocorreu em 1999. Durante um sobrevoo, fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) encontraram uma área de 250 hectares, no município de Boca do Acre, já destruída por ação do veneno Tordon 2,4 D.

Pulverizados sobre a floresta, os agrotóxicos têm o poder de desfolhar as árvores.

“A floresta vira um grande paliteiro, facilitando o desmatamento. É o mesmo processo usado pelo exército norte-americano para encontrar os vietnamitas na guerra do Vietnã”, disse o superintendente do Ibama no Amazonas, Mário Lúcio Reis.

OPERAÇÃO

Os fiscais do Ibama monitoravam o envio da carga de Rondônia para Novo Aripuanã (227 km de Manaus) havia uma semana.

Na sexta-feira, os produtos foram apreendidos em uma região de floresta desabitada às margens do rio Acari (afluente do Madeira), que fica nos limites entre a RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) do Juma e uma propriedade de um fazendeiro de Rondônia.

Os produtos químicos estavam escondidos debaixo de uma lona. Na carga, foram identificados os agrotóxicos 2,4 D Amina 72, U46BR, Garlon 480 e óleo mineral. Eles são comercializados legalmente como herbicidas para matar ervas daninhas em plantações de arroz e milho.

O nome do fazendeiro, que já foi multado por desmatar floresta nativa em outra ocasião, está sob sigilo devido às investigações do novo crime ambiental. A multa pode chegar a R$ 2 milhões.

Reis afirma que os fiscais encontraram uma pista de pouso na fazenda, de onde partiria um avião pulverizador para jogar os agrotóxicos sobre a floresta.

QUEIMADAS

Ainda de acordo com o superintendente, após a pulverização as árvores que têm valor comercial são derrubadas com motosserras. “Depois, eles fazem queimadas para limpar o terreno. No lugar da floresta, o fazendeiro iria criar um grande pasto.”

Segundo o agrônomo e pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) Hiroshi Noda, ao serem lançados sobre a floresta, os agrotóxicos contaminam solo, lençóis freáticos, animais e seres humanos.

“Eles causam uma reação química no metabolismo das árvores, provocando seu colapso imediato”, disse.

Noda afirmou que, meses após a pulverização dos agrotóxicos, a terra pode ser utilizada para pastagens.

Agrotóxicos irregulares chegam a 11%

7, fevereiro, 2011 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 07/02/2011.

Levantamento realizado pelo Ministério da Agricultura indica que das 650 marcas de defensivos analisadas em 2010, 74 apresentaram irregularidades – desde problemas no rótulo a usos não autorizados. Com isso, o governo considera que 88,6% dos produtos estavam dentro dos padrões determinados. A pesquisa do Ministério da Agricultura surge dias depois de o Ibama ter divulgado seu primeiro relatório sobre a venda de agrotóxicos no país em 2009. Segundo o Ibama, 88% deles são perigosos, muito perigosos ou altamente perigosos. Apenas 12% foram considerados “pouco perigosos”.

Ibama flagra cultivo de soja transgênica ao lado de unidade de preservação ambiental

4, fevereiro, 2011 Sem comentários

Canal Rural, 01/02/2011.

Propriedades também foram autuadas e multadas por armazenamento incorreto de embalagens de agrotóxico

A equipe-conjunta do Ibama de Mato Grosso do Sul e Goiás flagrou cultivo de soja transgênica na fiscalização realizada ao longo de toda a semana no entorno do Parque Nacional das Emas. A propriedade, com 276 hectares, fica localizada na zona de amortecimento do parque, no município de Costa Rica, na área sul-matogrossense. O proprietário foi multado em 226 mil reais.

Outras quatro propriedades foram autuadas e multadas por armazenamento incorreto de embalagens de agrotóxico e duas fazendas foram notificadas pelas equipes de fiscalização. Ao todo, foram lavrados cinco autos de infração e duas notificações e as multas totalizaram R$ 261.872,00.

O parque localiza-se ao norte do estado de Mato Grosso do Sul, na divisa com Goiás e Mato Grosso. A maior parte do território do parque fica no estado de Goiás. (…)

O cultivo de variedades transgênicas é proibido numa faixa de 100 metros para o milho, 500 metros para a soja e 800 metros para o algodão no entorno de unidades de conservação integral, como é o caso do Parque Nacional das Emas. Esses limites ficam dentro da zona de amortecimento do parque, que, nesse caso, é de 10 km ao redor da unidade. (…)

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Comentário: Na verdade, no caso do milho, 100 metros é a distância mńima de isolamento da plantação transgênica para as demais. A zona de amortecimento para isolar o milho GM das unidades de conservação ainda não foi definida pelo Poder Executivo. Sendo assim, vale a regra dos 10 km.

Agrotóxicos: 88% dos comercializados no Brasil são perigosos

4, fevereiro, 2011 Sem comentários

Monitor Mercantil, 24/01/2011.

A maioria dos agrotóxicos comercializados no Brasil são classificados como perigosos ou muito perigosos para o meio ambiente, de acordo com relatório divulgado pelo Ibama.

Em 2009, 1% dos defensivos agrícolas comercializados no país pertencia à classe 1 (altamente perigosos); 38%, à classe 2 (muito perigosos); e 49%, à 3 (perigosos). Apenas 12% estão na classe 4 (pouco perigosos). (…)

O agrotóxico mais comercializado no país em 2009 foi o herbicida glifosato, utilizado em lavouras de 26 culturas diferentes, entre elas arroz, café, milho, trigo e soja. Avaliado na classe 3, de produtos perigosos, o agrotóxico teve 90,5 mil toneladas comercializadas no período.

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Fiscalização encontra agrotóxicos fabricados com produtos vencidos desde 2007

6, dezembro, 2010 Sem comentários

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou, em 09/11, cerca de 60 mil litros do agrotóxico Clorpirifós Técnico na fábrica da Fersol Indústria e Comércio S.A, em Mairinque (SP). Ingredientes importados da Índia para fabricação do produto não possuíam registro. Além disso, a empresa não possuía autorização do Ministério da Agricultura para produzir o produto, utilizado para formular o agrotóxico Clorpirifós Fersol 480 EC, autorizado para uso em 14 culturas.

O registro no Ministério da Agricultura é requisito obrigatório para produção e comercialização de agrotóxicos no Brasil. “Agrotóxicos sem registro não passaram por avaliação dos órgãos competentes, portanto são produzidos de forma clandestina e sem nenhuma segurança para a saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.

Durante a fiscalização, também foi identificado que mais de 2/3 dos estoques de matérias primas e componentes utilizados pela Fersol para produção de agrotóxicos e inseticidas, que correspondem a mais de 200 mil litros de produtos, estavam com os prazos de validade vencidos. “Em alguns casos, foram encontrados produtos vencidos desde 2007”, complementa Álvares.

Devido, as irregularidades encontradas, a Polícia Civil Especializada em Crimes Contra Saúde Pública do Estado de São Paulo prendeu o responsável técnico da fábrica. Do ponto de vista sanitário, as infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão. Também participaram da fiscalização a Vigilância Sanitária e a Guarda Municipal de Mairinque

Clorpirifós

O Clorpirifós integra o grupo químico dos organofosforados, que geram alto risco à saúde e que podem levar a problemas no sistema nervoso e a déficits de função cognitiva. Em 2004, a Anvisa reavaliou o Clorpirifós e concluiu que as intoxicações causadas pelo referido ingrediente ativo podem provocar distúrbios cerebrais e no desenvolvimento de crianças.

No mesmo ano, a Agência proibiu o uso de inseticidas de uso doméstico e coletivos à base de Clorpirifós. Na época, a decisão foi tomada para evitar danos à saúde decorrentes da ação neurotóxica desses inseticidas.

Fonte: Anvisa, 10/11/2010.

Cresce apreensão de agrotóxicos ilegais

18, outubro, 2010 Sem comentários

Alexandre Inacio | Valor Econômico, 18/10/2010

Pouco mais de 20 mil quilos. Esse foi o volume de defensivos agrícolas apreendidos no Brasil entre janeiro e setembro, segundo estatísticas do Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). O volume representa um crescimento de 7,6% em comparação ao mesmo período de 2009, quando 18,6 mil quilos de produtos foram apreendidos.

Até agora o mês de janeiro foi o de maior número de apreensões (7.614 quilos), seguido pelo mês de agosto (4.827 quilos). Em setembro foram apreendidos “apenas” 500 quilos, mas a expectativa é que nos próximos meses os volumes aumentem diante do avanço do plantio da safra no Brasil, que começou a ser semeada a partir de outubro. A expectativa do Sindag, inclusive, é que as apreensões superem o volume de 2009 quando quase 25 mil quilos foram impedidos de chegar ao mercado.

“Consideramos que o crescimento das apreensões significa ações mais efetivas dos órgãos responsáveis contra a ilegalidade, especialmente em Estados que possuem grandes fronteiras com outros países”, afirma Fernando Henrique Marini, coordenador da campanha contra agrotóxicos ilegais do Sindag.

Segundo Marino, o resultado da fiscalização em 2010 tem um diferencial em relação aos anos anteriores. Historicamente, 95% das apreensões eram de produtos contrabandeados de outros países para o Brasil e apenas 5% eram falsificações. De acordo com o Sindag, em 2010, a divisão entre produtos falsificados e contrabandeados é de 50% para cada lado. “Como está cada vez mais difícil entrar com o contrabando no país, as quadrilhas estão optando por falsificar os produtos”, afirma Marini.

Entre os produtos mais procurados pelas quadrilhas os fungicidas são os preferidos. Isso porque, diante das preocupações com a ferrugem da soja, falsificadores e contrabandistas têm apostado no crescimento da demanda por fungicidas. Dos 20 mil quilos apreendidos neste ano até setembro, quase 40% foram de fungicidas.

Dados do Sindag indicam que os produtos contrabandeados e falsificados representam 9% do valor do mercado nacional de defensivos. Isso representa quase US$ 550 milhões por ano. “As quadrilhas estão cada vez mais ousadas e criativas. Na semana passada foram apreendidos cerca de 50 litros e outros 10 quilos em produtos dentro de uma ambulância da prefeitura de Santana do Livramento (RS). Ao que tudo indica, o motorista fazia um “bico” transportando produtos químicos”, afirma Marini.

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Entrevista: as graves consequências do uso de agrotóxicos nas lavouras

28, julho, 2010 Sem comentários

Mobilizadores COEP, 27/07/2010.

A engenheira agrônoma e consultora da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), Flávia Londres, fala sobre os agrotóxicos mais utilizados nas lavouras brasileiras e quais as conseqüências para a saúde humana e também para o meio ambiente do uso indiscriminado de alguns deles. Ela cita o papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na avaliação toxicológica dos agrotóxicos e explica porque muitos deles ainda não foram banidos por aqui, apesar de já terem sido proibidos em países da União Européia e China, por exemplo.

Ela chama a atenção para o fato de que precisamos saber qual o modelo de desenvolvimento rural que desejamos: um modelo de muita terra para poucos, manejadas com pouca mão de obra e altíssimo uso de máquinas e produtos químicos, ou um modelo de menos terra para muitos, em que sistemas intensivos possam empregar muita mão de obra, dinamizar economias e abastecer mercados locais com alimentos saudáveis.

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