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Textos com Etiquetas ‘monocultura’

Alertan sobre los impactos de los cultivos transgénicos en Uruguay

18, setembro, 2016 Sem comentários

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A dos décadas de la aprobación del primer cultivo genéticamente modificado en Uruguay, sectores sociales y organizaciones ambientalistas alertan sobre el impacto y los riesgos que este modelo agrario representa para el medio ambiente y la salud de la población.

teleSUR

Crescimento da área global de soja

2, julho, 2016 Sem comentários
Amigos da Terra

Amigos da Terra

Territórios ameaçados pela expansão da soja

1, junho, 2016 Sem comentários

territorios_soja.jpg

– Enviado pela Red Rural, Paraguai

 

 

La tierra en Paraguay

7, dezembro, 2015 Sem comentários

85% das terras agricultáveis do país estão nas mãos de apenas 2% dos produtores

Entre 1997 e 2006, a cada ano cerca de 9 mil famílias deixaram o campo em função da expansão da soja e das monoculturas


Vídeo mostra impacto das monoculturas para produção de etanol

25, novembro, 2015 Sem comentários

http://www.actionaid.org.br/videos/biocombustiveis-energia-nao-alimenta

Monocultura

22, agosto, 2014 Sem comentários


Amosta da biodiversidade visível a olho nu em uma amostra de solo na Cidade do Cabo na visão do fotógrafo David Liittschwager. Cerca de 30 diferentes espécies de plantas e mais 70 de insetos, aproximadamente

 


a amostra

 


Na Costa Rica, foram mais de 150 espécies, entre plantas, insetos e outros.

 


Já numa monocultura de milho em Iowa, nos EUA…

 

Cornstalks Everywhere But Nothing Else, Not Even A Bee

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Agrotóxicos no Uruguai

25, fevereiro, 2014 Sem comentários

Estudo produzido pela Redes e Amigos da Terra Uruguai explora os impactos causados pela intensificação e expansão das monoculturas no país, com destaque para o avanço da soja. Entre os anos de 2000 2011 a área cultivada foi multiplicada por 3,75, sendo que o volume de fertilizantes utilizados quase triplicou e o de agrotóxicos cresceu quase cinco vezes.

Versões eletrônicas do resumo e do estudo na íntegra em espanhol estão disponíveis em: http://www.redes.org.uy

 

 

Lagarta helicoverpa já causa prejuízos na safra 2013/2014

3, novembro, 2013 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 30/10/2013

Mal foram depositadas no solo as primeiras sementes de soja nesta safra 2013/14 no Brasil e as lavouras já recebem uma visita indesejada – e faminta. A lagarta helicoverpa, que causou prejuízos estimados em R$ 2 bilhões na última temporada, está de volta e já é vista devorando plantas recém-emergidas no Paraná e em Mato Grosso.

Em abril, o Ministério da Agricultura autorizou a importação emergencial de defensivos para conter a praga nos campos de soja, milho e algodão, entre outros, mas ainda não há liberação para o uso dos produtos, em função da oposição do Ministério Público, que atenta para o elevado nível de toxicidade dos produtos. A expectativa é que um decreto saia nos próximos dias com o aval para a aplicação. Também deverá ser publicada uma instrução normativa autorizando a produção doméstica.

“A situação é de alerta, estamos em monitoramento constante”, diz Luiz Nery Ribas, gerente-técnico da Aprosoja/MT, associação que representa os produtores de soja e milho de Mato Grosso. Em um acompanhamento realizado na entressafra, a Aprosoja constatou uma presença “intensa” da helicoverpa no campo. Mas como a praga sobreviveu nesse período? Parte da explicação está na facilidade que a lagarta tem de se satisfazer com um cardápio variado.

Depois de consumir lavouras na temporada passada, ela se alimentou de plantas que nasceram espontaneamente – ervas daninhas ou tigueras, aqueles exemplares de culturas comerciais que brotam involuntariamente -, mantendo-se ativa e pronta para avançar sobre a nova safra. A armigera, espécie de helicoverpa que tem predominado no país, é inclusive a que possui o hábito alimentar mais generalista.

“Já há lagartas grandes atacando no início da safra. Quanto maiores, mais difícil combatê-las”, diz Alex Utida, presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis (MT). Segundo ele, os agricultores têm lançado mão de artifícios variados para tentar conter a praga – dos defensivos ao controle biológico (o ministério já liberou o vírus VPN HzSNPV, conhecido como Baculovírus, e o Bacillus Thuringiensis, um tipo de bactéria) -, mas o problema avança.

“A tendência é que os produtores antecipem e aumentem a aplicação de inseticidas. O fato é que os agricultores ainda não têm muito conhecimento sobre essa praga e é possível que haja danos maiores que na safra passada”, diz. Segundo Utida, que está semeando 6,5 mil hectares de soja nesta temporada de verão de 2013/14, seus custos com defensivos cresceram 30% por conta da helicoverpa, para R$ 374 por hectare.

O pânico instaurado pela praga no país tem preocupado técnicos e pesquisadores em relação ao uso exagerado de defensivos. A situação é crítica, concordam os especialistas, mas não há motivos para desespero.

“O produtor, com medo, acaba fazendo coisa errada, aplicando inseticida demais. Mas há o efeito positivo de se voltar a atenção para o manejo integrado de pragas, que institui táticas mais racionais de controle, com recomendações sobre qual a melhor ferramenta para cada momento”, afirma Adeney de Freitas Bueno, pesquisador da Embrapa Soja.

Segundo Bueno, seria importante uma avaliação prévia da área a ser plantada, para verificar a presença da helicoverpa na vegetação de cobertura e realizar uma dessecação de três a quatro semanas antes da semeadura, procedimento que eliminaria a fonte de alimento da lagarta.

Para o pesquisador, o não cumprimento do vazio sanitário por produtores de Mato Grosso pode ter colaborado para aumentar a população da praga no Estado. “A intensidade dessa contribuição é difícil de medir, mas certamente provocou um aumento na disponibilidade de comida para a lagarta”, explica.

Há quem afirme, também, que o milho transgênico tem sua parcela de culpa. O grão geneticamente modificado libera uma toxina capaz de combater alguns tipos de lagartas, como a do cartucho do milho, mas seria menos eficaz no controle da helicoverpa. Como a lagarta do cartucho é predadora natural da helicoverpa, sua redução nas lavouras de milho transgênico favoreceria o aumento da população da praga.

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Um futuro melhor na visão da Syngenta

7, maio, 2013 2 comentários

republica da soja

O avesso da reforma agrária

4, abril, 2013 1 comentário

Dez grandes companhias já controlam uma área superior a 1 milhão de hectares na região

Cerrado piauiense vira soja

 

Valor Econômico, 01/04/2013 | via clipping do MPOG

Por Gerson Freitas Jr.

De Bom Jesus (PI) e Balsas (MA) |  O avanço da soja no Mapito – região fronteiriça entre os Estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, além da Bahia – nos últimos anos foi impulsionado pela presença de grandes grupos empresariais e fundos de investimento. Um levantamento feito pelo Valor mostrou que dez grandes companhias já controlam – direta ou indiretamente – uma área superior a 1 milhão de hectares na região. Embora nem toda essa área já esteja cultivada, ela representa cerca de um terço dos 3 milhões de hectares em que a soja está sendo colhida na região na atual safra.

Quem percorre os quase 120 quilômetros de chão batido da rodovia PI-397, que corta a Serra do Quilombo, no Piauí, vê um cenário em transformação. Longas extensões de vegetação nativa postas no chão anunciam o avanço das lavouras de soja e milho sobre o chapadão, naquela que é conhecida como a “última fronteira agrícola” do país – a porção de Cerrado que engloba o sul do Maranhão e do Piauí, o leste do Tocantins e o oeste da Bahia, também conhecida pelo acrônimo “Mapitoba”.

O Piauí integra aquela que é conhecida como a “última fronteira agrícola” do país – a porção de Cerrado que engloba ainda o sul do Maranhão, a parte leste do Tocantins e o oeste da Bahia e que ficou conhecida pelo acrônimo “Mapitoba”.

Nos últimos 10 anos, a área plantada com soja nessa região cresceu em mais de 1,7 milhão de hectares, para quase 3 milhões – pouco mais de 10% da área dedicada ao grão em todo o país na última safra. No período, a área ocupada com lavouras mais do que dobrou no Maranhão, triplicou no Tocantins e praticamente quintuplicou no Piauí. Mais de dois terços desse crescimento aconteceu a partir do ciclo 2005/06 – não à toa, quando os preços internacionais da commodity iniciaram sua escalada.

O que mais chama atenção em relação ao avanço da produção em uma das regiões mais pobres do país é o perfil desse crescimento. Trata-se de um fenômeno impulsionado pela chegada de grandes empresas de capital aberto, controladas por fundos estrangeiros ou por empresários nacionais ligados a outros ramos da economia. E que exploram um modelo de produção que combina altíssima escala, gestão profissional e acesso aos mercados de capitais.

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Comer ou não comer, quem decide? Artigo de Silvia Ribeiro

6, setembro, 2012 Sem comentários

La Jornada, 25/08/2012

Tradução: ADITAL, 28/08/2012

Silvia Ribeiro é pesquisadora do Grupo ETC

No nordeste da Argentina, essa província, que deve seu nome às missões jesuítas instaladas na região do século XVI ao século XVIII, era coberta pela floresta tropical. Entretanto, a paisagem foi transformada há cerca de um século pelos colonos de origem européia, que desmataram uma parte grande do território a fim de explorar a terra vermelha, rica em óxido de ferro e muito fértil. Em dez anos, o consumo de herbicidas à base de glifosato passou de 28 milhões a 200 milhões de litros, enquanto, nesse mesmo período, 100.000 agricultores foram obrigados a abandonar suas fazendas. Foto: Yann Arthus-Bertrand, http://terravistadoceu.com

Como serpente que morde o próprio rabo, o sistema alimentar industrial –que é o principal causador da mudança climática global- se sacode pelas perdas de colheitas devido a intensas secas nos Estados Unidos. Em algumas partes, apesar de que há colheita, esta não pode ser utilizada porque por falta de chuva as plantas não processam os fertilizantes sintéticos e tornam-se tóxicos para o consumo. Tudo isso está relacionado com o mesmo sistema industrial: sementes uniformes, sem biodiversidade, com agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, com uso de transporte, energia e petróleo -portanto, grande emissor de gases de efeito estufa-, e controlado pelas transnacionais.

No caso do milho, a escassez se exacerba porque 40% da produção nos Estados Unidos destina-se ao etanol, ou seja, para alimentar carros em vez de gente.

Por Estados Unidos serem um dos principais exportadores mundiais de milho, soja e trigo, juntamente ao fato de que 80% da distribuição global de cereais está em mãos de quatro multinacionais que administram o abastecimento de modo a obter mais lucros, a baixa de produção nesse país tem efeito dominó sobre o mercado global, onde os preços dos alimentos estão disparados. Além dos grãos, sobem os preços das aves, dos porcos e do gado, já que mais de 40% da produção de cereais do mundo é usada como forragem para a criação industrial confinada de animais. O que é outro absurdo do mesmo sistema agroindustrial, já que seria muito mais eficiente usar os cereais para a alimentação humana e consumir menos carne, ou que a criação fosse em pequena escala, com forragens diversificadas. A criação industrial confinada e massiva de animais também dá origem a epidemias, como a gripe suína e a gripe aviária, que, por sua vez, geram escassez e aumento de preços, como vimos recentemente no México, com o aumento do preço dos ovos devido a um brote de gripe aviária.

Os que mais sofrem com os aumentos de preços são os mais pobres, principalmente os que vivem em zonas urbanas, que gastam 60% de seus ingressos em alimentos.

Ao contrário, as poucas transnacionais que controlam o sistema alimentar e agroindustrial (da Monsanto até a Wal-Mart, passando pela Cargill, ADM, Nestlé e algumas mais), que controlam as sementes e pés de criação, os agrotóxicos, a compra, distribuição e armazenamento de grãos (também para biocombustíveis), os processadores de carnes, alimentos e bebidas, bem como os supermercados, são os responsáveis pela crise; porém, se blindaram contra seus efeitos, trasladando as perdas para os pequenos produtores, para os consumidores e para os cofres públicos. Para elas, o caos climático e a escassez não significam perdas, mas aumento nos lucros, como acontece com as sementes, com os agrotóxicos e fertilizantes que voltam a ser vendidos, ou a empresas que armazenam cereais, os acaparam e especulam, vendendo-os mais caros; ou os produtos em supermercados, cujo preço aumenta muito mais do que a proporção no início da cadeia produtiva.

O caso do milho no México é ilustrativo. Apesar de que os agricultores do norte do país afirmam ter 2 milhões de toneladas para vender, recentemente importaram 1.5 milhões de toneladas dos Estados Unidos (transgênico) e, por outro lado, venderá 150 mil toneladas para El Salvador e outra partida para a Venezuela. Anteriormente, havia comprado meio milhão de toneladas da África do Sul. Absurdo para o clima, devido aos transportes desnecessários; e, brutal contra a produção nacional. Questionado, o Secretário de Economia, Bruno Ferrari (que foi funcionário da Monsanto), lavou as mãos, alegando que é uma decisão de empresas privadas.

O pano de fundo, como explica Ana de Ita, do Centro de Estudos para o Campo Mexicano (Ceccam), é que o contexto das políticas para liberalizar a produção agrícola nacional que precederam à assinatura do Tlcan, desmantelou-se a paraestatal Companhia Nacional de Subsistências Populares (Conasupo), que equilibrava o comércio interno de milho, entregando o mercado interno às transnacionais: empresas como Cargill, ADM, Corn Products International, junto a grandes granjas suínas, avícolas e de processamento industrial de ‘tortillas’. Estas compram a quem lhes convém, seja porque é mais barato ou por outras razões, como comprar a agricultores com os quais têm contratos de produção nos Estados Unidos.

Esse tipo de empresas –e seus ex-funcionários no governo, como Ferrari- são as que afirmam que se deve importar milho, porque a produção nacional não é suficiente. No entanto, nos últimos anos, o México produziu ao redor de 22 milhões de toneladas anuais, e o consumo humano é de uns 11 milhões. São usados em derivados industriais outros 4 milhões de toneladas, restando ainda 7 milhões. Porém, as empresas importam entre 8-9 milhões de toneladas anuais adicionais, porque são utilizadas 16 milhões de toneladas de milho na criação industrial massiva de aves e porcos –também de grandes empresas.

Se a criação fosse descentralizada e com forragens diversificadas haveria suficiente produção, sem epidemias e sem milho transgênico de transnacionais, com muitas mais fontes de trabalho rural. A importação de milho para o México não é necessária; é, simplesmente, um negócio entre transnacionais, comutado e subsidiado pelo governo.

Se as políticas públicas protegessem a produção agrícola e pecuária diversificada e de pequena escala, com sementes próprias e públicas nacionais, se diversificariam os riscos –inclusive climáticos- e teríamos produção alimentar suficiente, acessível e de melhor qualidade.

Pesquisador da USP diz que uso abusivo de agrotóxicos no país está relacionado ao modelo agrícola

27, abril, 2012 Sem comentários

por Thais Leitão | Agência Brasil, 27/04/2012

Rio de Janeiro – O uso “abusivo, exorbitante e descontrolado” de agrotóxicos nas lavouras brasileiras mostra a subordinação do país na nova divisão internacional do trabalho, ficando responsável pela exportação de produtos primários com pouco valor agregado. Segundo o pesquisador e especialista em economia agrária José Juliano de Carvalho, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP), esse cenário está diretamente relacionado ao modelo agrícola brasileiro, que se sustenta no latifúndio, na monocultura, na produção altamente mecanizada e em larga escala.

“Não é uma questão de tecnologia, mas do modelo de agronegócio colocado como o prioritário no Brasil. Para sustentar essa lógica, empresas e produtores usam sem controle os agrotóxicos e isso afeta de forma muito negativa a economia brasileira”, acrescentou Carvalho, que também é diretor da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra).

O professor defende uma regulação mais ampla do agronegócio no país, a implementação de projetos de reforma agrária e de zoneamento agroecológico. Ele acredita que o fortalecimento da AGRICULTURA FAMILIAR pode ser uma alternativa ao modelo atual.

“O problema não é só a química, mas a maneira como ela é usada. O que vemos no Brasil é o domínio do agronegócio pelas grandes multinacionais. É preciso haver regulação do agronegócio e fortalecimento da AGRICULTURA FAMILIAR que acaba inviabilizada não apenas pelo agrotóxico, mas pelo conjunto do modelo do agronegócio”, disse.

Estudo divulgado há cerca de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que o comércio de agrotóxicos no Brasil cresceu 190% entre 2000 e 2010, mais que o dobro da média mundial, de 93%. O mercado nacional de agrotóxicos, que em 2010 movimentou US$ 7,3 bilhões, é altamente concentrado, assim como no restante do mundo. As dez maiores empresas do setor são responsáveis por 65% da produção nacional e por 75% das vendas. O levantamento também mostrou que um único produto, o glifosato, é responsável por 29% do mercado brasileiro de agrotóxicos.

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Efeitos colaterais da expansão do agronegócio no Uruguai

27, março, 2012 Sem comentários

Documentário produzido por Radio Mundo Real, Redes, Amigos da Terra e Uruguay Sustentable

Parte 1

 

Efectos Colaterales (capitulo 01) from Radio Mundo Real on Vimeo.

Parte 2

Efectos Colaterales (capitulo 2) from Radio Mundo Real on Vimeo.

À Sombra de um Delírio Verde

12, fevereiro, 2012 Sem comentários

À Sombra de um Delírio Verde from Mídia Livre on Vimeo.

Na região Sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, o povo indígena com a maior população no Brasil trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território.

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Justiça concede liminar que suspende plantação de eucalipto em Taubaté e Redenção da Serra

16, novembro, 2011 Sem comentários

Após ação da Defensoria Pública de SP, Justiça concede liminar que suspende plantação de eucalipto em Taubaté e Redenção da Serra

Defensoria Pública do Estado de São Paulo, 11/11/2011

A Defensoria Pública de SP em Taubaté obteve decisão liminar da Justiça que determina a suspensão da plantação de eucaliptos nos municípios de Taubaté e Redenção da Serra, no Vale do Paraíba, até que sejam realizados Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e audiências públicas relativas a cada empreendimento que cultiva a árvore nessas duas cidades. Em caso de descumprimento, está prevista uma multa diária de R$ 15 mil. A decisão – da Vara da Fazenda Pública de Taubaté – também impõe ao Estado e aos respectivos municípios a obrigação de fiscalizar o cumprimento da liminar e respeitar as normas ambientais.

“Se não existem estudos detalhados sobre os efeitos do plantio de eucaliptos realizado, que esteja sendo realizado ou que vai se realizar, pode-se considerar sob perigo a coletividade, até que se demonstre segurança naquilo que se faz”, apontou o Juiz Paulo Roberto da Silva.

A decisão decorre de ação civil pública proposta pelo Defensor Público Wagner Giron de La Torre em face da VCP Votorantim Celulose e Papel, hoje conhecida como FIBRIA –responsável, segundo a ação, pela implantação da monocultura na região – e também em face dos municípios de Taubaté e Redenção da Serra, bem como do Estado de São Paulo, responsáveis pela fiscalização do cumprimento das normas ambientais.

A ação foi proposta em razão de diversas denúncias feitas por movimentos de defesa do meio ambiente da região. Segundo consta na ação, a VCP/Fibria é responsável pelo plantio intensivo do eucalipto na Bacia do Rio Una, tombada como patrimônio histórico e ambiental de Taubaté e uma das principais fontes de abastecimento de água potável para a população de Tremembé e Taubaté. A área ainda é classificada como uma área de preservação permanente (APP) e como tal a exploração dos recursos naturais é proibida. Além disso, o plantio intensivo de eucalipto nesta área estaria causando a extinção de inúmeras fontes de água, rios e cachoeiras, bem como acelerando o processo de assoreamento do Rio Una.

Outro problema ambiental registrado diz respeito à aceleração do processo de desertificação de terras e perda de solos férteis devido ao grande número de estradas clandestinas abertas em meio às plantações de eucalipto para escoamento das toras dessas árvores por meio de caminhões.

Diante desses e de outros problemas ambientais e sociais encontrados, a Defensoria pede, além da suspensão do plantio de eucalipto, o corte das árvores de eucalipto plantadas nas APPs, inclusive em topos de morros, e indenização pelos danos ambientais já causados. Na ação, a Defensoria pede ainda que sejam cumpridas pelos órgãos públicos as normas ambientais com a exigência de realização de processo administrativo de licenciamento ambiental. Além disso, que os municípios envolvidos instituam um zoneamento agroflorestal em seus territórios, direcionados à preservação dos recursos naturais.

Referência: ação civil pública nº 625.01.2010.003916-7 – Vara da Fazenda Pública da Comarca de Taubaté

Outros casos

A Defensoria Pública de SP já propôs ações semelhantes em outras cidades do Estado. Decisões liminares favoráveis também foram concedidas em São Luiz do Paraitinga, Piquete e Guaratinguetá. Veja abaixo:

Defensoria Pública de SP obtém decisão judicial liminar que suspende plantio de eucaliptos em Guaratinguetá

Defensoria obtém decisão que suspende plantio de eucalipto em Piquete

Defensoria obtém decisão liminar que suspende corte e transporte de eucalipto em área de São Luiz do Paraitinga