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Textos com Etiquetas ‘monocultura’

Um futuro melhor na visão da Syngenta

7, maio, 2013 2 comentários

republica da soja

O avesso da reforma agrária

4, abril, 2013 1 comentário

Dez grandes companhias já controlam uma área superior a 1 milhão de hectares na região

Cerrado piauiense vira soja

 

Valor Econômico, 01/04/2013 | via clipping do MPOG

Por Gerson Freitas Jr.

De Bom Jesus (PI) e Balsas (MA) |  O avanço da soja no Mapito – região fronteiriça entre os Estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, além da Bahia – nos últimos anos foi impulsionado pela presença de grandes grupos empresariais e fundos de investimento. Um levantamento feito pelo Valor mostrou que dez grandes companhias já controlam – direta ou indiretamente – uma área superior a 1 milhão de hectares na região. Embora nem toda essa área já esteja cultivada, ela representa cerca de um terço dos 3 milhões de hectares em que a soja está sendo colhida na região na atual safra.

Quem percorre os quase 120 quilômetros de chão batido da rodovia PI-397, que corta a Serra do Quilombo, no Piauí, vê um cenário em transformação. Longas extensões de vegetação nativa postas no chão anunciam o avanço das lavouras de soja e milho sobre o chapadão, naquela que é conhecida como a “última fronteira agrícola” do país – a porção de Cerrado que engloba o sul do Maranhão e do Piauí, o leste do Tocantins e o oeste da Bahia, também conhecida pelo acrônimo “Mapitoba”.

O Piauí integra aquela que é conhecida como a “última fronteira agrícola” do país – a porção de Cerrado que engloba ainda o sul do Maranhão, a parte leste do Tocantins e o oeste da Bahia e que ficou conhecida pelo acrônimo “Mapitoba”.

Nos últimos 10 anos, a área plantada com soja nessa região cresceu em mais de 1,7 milhão de hectares, para quase 3 milhões – pouco mais de 10% da área dedicada ao grão em todo o país na última safra. No período, a área ocupada com lavouras mais do que dobrou no Maranhão, triplicou no Tocantins e praticamente quintuplicou no Piauí. Mais de dois terços desse crescimento aconteceu a partir do ciclo 2005/06 – não à toa, quando os preços internacionais da commodity iniciaram sua escalada.

O que mais chama atenção em relação ao avanço da produção em uma das regiões mais pobres do país é o perfil desse crescimento. Trata-se de um fenômeno impulsionado pela chegada de grandes empresas de capital aberto, controladas por fundos estrangeiros ou por empresários nacionais ligados a outros ramos da economia. E que exploram um modelo de produção que combina altíssima escala, gestão profissional e acesso aos mercados de capitais.

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Comer ou não comer, quem decide? Artigo de Silvia Ribeiro

6, setembro, 2012 Sem comentários

La Jornada, 25/08/2012

Tradução: ADITAL, 28/08/2012

Silvia Ribeiro é pesquisadora do Grupo ETC

No nordeste da Argentina, essa província, que deve seu nome às missões jesuítas instaladas na região do século XVI ao século XVIII, era coberta pela floresta tropical. Entretanto, a paisagem foi transformada há cerca de um século pelos colonos de origem européia, que desmataram uma parte grande do território a fim de explorar a terra vermelha, rica em óxido de ferro e muito fértil. Em dez anos, o consumo de herbicidas à base de glifosato passou de 28 milhões a 200 milhões de litros, enquanto, nesse mesmo período, 100.000 agricultores foram obrigados a abandonar suas fazendas. Foto: Yann Arthus-Bertrand, http://terravistadoceu.com

Como serpente que morde o próprio rabo, o sistema alimentar industrial –que é o principal causador da mudança climática global- se sacode pelas perdas de colheitas devido a intensas secas nos Estados Unidos. Em algumas partes, apesar de que há colheita, esta não pode ser utilizada porque por falta de chuva as plantas não processam os fertilizantes sintéticos e tornam-se tóxicos para o consumo. Tudo isso está relacionado com o mesmo sistema industrial: sementes uniformes, sem biodiversidade, com agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, com uso de transporte, energia e petróleo -portanto, grande emissor de gases de efeito estufa-, e controlado pelas transnacionais.

No caso do milho, a escassez se exacerba porque 40% da produção nos Estados Unidos destina-se ao etanol, ou seja, para alimentar carros em vez de gente.

Por Estados Unidos serem um dos principais exportadores mundiais de milho, soja e trigo, juntamente ao fato de que 80% da distribuição global de cereais está em mãos de quatro multinacionais que administram o abastecimento de modo a obter mais lucros, a baixa de produção nesse país tem efeito dominó sobre o mercado global, onde os preços dos alimentos estão disparados. Além dos grãos, sobem os preços das aves, dos porcos e do gado, já que mais de 40% da produção de cereais do mundo é usada como forragem para a criação industrial confinada de animais. O que é outro absurdo do mesmo sistema agroindustrial, já que seria muito mais eficiente usar os cereais para a alimentação humana e consumir menos carne, ou que a criação fosse em pequena escala, com forragens diversificadas. A criação industrial confinada e massiva de animais também dá origem a epidemias, como a gripe suína e a gripe aviária, que, por sua vez, geram escassez e aumento de preços, como vimos recentemente no México, com o aumento do preço dos ovos devido a um brote de gripe aviária.

Os que mais sofrem com os aumentos de preços são os mais pobres, principalmente os que vivem em zonas urbanas, que gastam 60% de seus ingressos em alimentos.

Ao contrário, as poucas transnacionais que controlam o sistema alimentar e agroindustrial (da Monsanto até a Wal-Mart, passando pela Cargill, ADM, Nestlé e algumas mais), que controlam as sementes e pés de criação, os agrotóxicos, a compra, distribuição e armazenamento de grãos (também para biocombustíveis), os processadores de carnes, alimentos e bebidas, bem como os supermercados, são os responsáveis pela crise; porém, se blindaram contra seus efeitos, trasladando as perdas para os pequenos produtores, para os consumidores e para os cofres públicos. Para elas, o caos climático e a escassez não significam perdas, mas aumento nos lucros, como acontece com as sementes, com os agrotóxicos e fertilizantes que voltam a ser vendidos, ou a empresas que armazenam cereais, os acaparam e especulam, vendendo-os mais caros; ou os produtos em supermercados, cujo preço aumenta muito mais do que a proporção no início da cadeia produtiva.

O caso do milho no México é ilustrativo. Apesar de que os agricultores do norte do país afirmam ter 2 milhões de toneladas para vender, recentemente importaram 1.5 milhões de toneladas dos Estados Unidos (transgênico) e, por outro lado, venderá 150 mil toneladas para El Salvador e outra partida para a Venezuela. Anteriormente, havia comprado meio milhão de toneladas da África do Sul. Absurdo para o clima, devido aos transportes desnecessários; e, brutal contra a produção nacional. Questionado, o Secretário de Economia, Bruno Ferrari (que foi funcionário da Monsanto), lavou as mãos, alegando que é uma decisão de empresas privadas.

O pano de fundo, como explica Ana de Ita, do Centro de Estudos para o Campo Mexicano (Ceccam), é que o contexto das políticas para liberalizar a produção agrícola nacional que precederam à assinatura do Tlcan, desmantelou-se a paraestatal Companhia Nacional de Subsistências Populares (Conasupo), que equilibrava o comércio interno de milho, entregando o mercado interno às transnacionais: empresas como Cargill, ADM, Corn Products International, junto a grandes granjas suínas, avícolas e de processamento industrial de ‘tortillas’. Estas compram a quem lhes convém, seja porque é mais barato ou por outras razões, como comprar a agricultores com os quais têm contratos de produção nos Estados Unidos.

Esse tipo de empresas –e seus ex-funcionários no governo, como Ferrari- são as que afirmam que se deve importar milho, porque a produção nacional não é suficiente. No entanto, nos últimos anos, o México produziu ao redor de 22 milhões de toneladas anuais, e o consumo humano é de uns 11 milhões. São usados em derivados industriais outros 4 milhões de toneladas, restando ainda 7 milhões. Porém, as empresas importam entre 8-9 milhões de toneladas anuais adicionais, porque são utilizadas 16 milhões de toneladas de milho na criação industrial massiva de aves e porcos –também de grandes empresas.

Se a criação fosse descentralizada e com forragens diversificadas haveria suficiente produção, sem epidemias e sem milho transgênico de transnacionais, com muitas mais fontes de trabalho rural. A importação de milho para o México não é necessária; é, simplesmente, um negócio entre transnacionais, comutado e subsidiado pelo governo.

Se as políticas públicas protegessem a produção agrícola e pecuária diversificada e de pequena escala, com sementes próprias e públicas nacionais, se diversificariam os riscos –inclusive climáticos- e teríamos produção alimentar suficiente, acessível e de melhor qualidade.

Pesquisador da USP diz que uso abusivo de agrotóxicos no país está relacionado ao modelo agrícola

27, abril, 2012 Sem comentários

por Thais Leitão | Agência Brasil, 27/04/2012

Rio de Janeiro – O uso “abusivo, exorbitante e descontrolado” de agrotóxicos nas lavouras brasileiras mostra a subordinação do país na nova divisão internacional do trabalho, ficando responsável pela exportação de produtos primários com pouco valor agregado. Segundo o pesquisador e especialista em economia agrária José Juliano de Carvalho, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP), esse cenário está diretamente relacionado ao modelo agrícola brasileiro, que se sustenta no latifúndio, na monocultura, na produção altamente mecanizada e em larga escala.

“Não é uma questão de tecnologia, mas do modelo de agronegócio colocado como o prioritário no Brasil. Para sustentar essa lógica, empresas e produtores usam sem controle os agrotóxicos e isso afeta de forma muito negativa a economia brasileira”, acrescentou Carvalho, que também é diretor da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra).

O professor defende uma regulação mais ampla do agronegócio no país, a implementação de projetos de reforma agrária e de zoneamento agroecológico. Ele acredita que o fortalecimento da AGRICULTURA FAMILIAR pode ser uma alternativa ao modelo atual.

“O problema não é só a química, mas a maneira como ela é usada. O que vemos no Brasil é o domínio do agronegócio pelas grandes multinacionais. É preciso haver regulação do agronegócio e fortalecimento da AGRICULTURA FAMILIAR que acaba inviabilizada não apenas pelo agrotóxico, mas pelo conjunto do modelo do agronegócio”, disse.

Estudo divulgado há cerca de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que o comércio de agrotóxicos no Brasil cresceu 190% entre 2000 e 2010, mais que o dobro da média mundial, de 93%. O mercado nacional de agrotóxicos, que em 2010 movimentou US$ 7,3 bilhões, é altamente concentrado, assim como no restante do mundo. As dez maiores empresas do setor são responsáveis por 65% da produção nacional e por 75% das vendas. O levantamento também mostrou que um único produto, o glifosato, é responsável por 29% do mercado brasileiro de agrotóxicos.

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Efeitos colaterais da expansão do agronegócio no Uruguai

27, março, 2012 Sem comentários

Documentário produzido por Radio Mundo Real, Redes, Amigos da Terra e Uruguay Sustentable

Parte 1

 

Efectos Colaterales (capitulo 01) from Radio Mundo Real on Vimeo.

Parte 2

Efectos Colaterales (capitulo 2) from Radio Mundo Real on Vimeo.

À Sombra de um Delírio Verde

12, fevereiro, 2012 Sem comentários

À Sombra de um Delírio Verde from Mídia Livre on Vimeo.

Na região Sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, o povo indígena com a maior população no Brasil trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território.

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Justiça concede liminar que suspende plantação de eucalipto em Taubaté e Redenção da Serra

16, novembro, 2011 Sem comentários

Após ação da Defensoria Pública de SP, Justiça concede liminar que suspende plantação de eucalipto em Taubaté e Redenção da Serra

Defensoria Pública do Estado de São Paulo, 11/11/2011

A Defensoria Pública de SP em Taubaté obteve decisão liminar da Justiça que determina a suspensão da plantação de eucaliptos nos municípios de Taubaté e Redenção da Serra, no Vale do Paraíba, até que sejam realizados Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e audiências públicas relativas a cada empreendimento que cultiva a árvore nessas duas cidades. Em caso de descumprimento, está prevista uma multa diária de R$ 15 mil. A decisão – da Vara da Fazenda Pública de Taubaté – também impõe ao Estado e aos respectivos municípios a obrigação de fiscalizar o cumprimento da liminar e respeitar as normas ambientais.

“Se não existem estudos detalhados sobre os efeitos do plantio de eucaliptos realizado, que esteja sendo realizado ou que vai se realizar, pode-se considerar sob perigo a coletividade, até que se demonstre segurança naquilo que se faz”, apontou o Juiz Paulo Roberto da Silva.

A decisão decorre de ação civil pública proposta pelo Defensor Público Wagner Giron de La Torre em face da VCP Votorantim Celulose e Papel, hoje conhecida como FIBRIA –responsável, segundo a ação, pela implantação da monocultura na região – e também em face dos municípios de Taubaté e Redenção da Serra, bem como do Estado de São Paulo, responsáveis pela fiscalização do cumprimento das normas ambientais.

A ação foi proposta em razão de diversas denúncias feitas por movimentos de defesa do meio ambiente da região. Segundo consta na ação, a VCP/Fibria é responsável pelo plantio intensivo do eucalipto na Bacia do Rio Una, tombada como patrimônio histórico e ambiental de Taubaté e uma das principais fontes de abastecimento de água potável para a população de Tremembé e Taubaté. A área ainda é classificada como uma área de preservação permanente (APP) e como tal a exploração dos recursos naturais é proibida. Além disso, o plantio intensivo de eucalipto nesta área estaria causando a extinção de inúmeras fontes de água, rios e cachoeiras, bem como acelerando o processo de assoreamento do Rio Una.

Outro problema ambiental registrado diz respeito à aceleração do processo de desertificação de terras e perda de solos férteis devido ao grande número de estradas clandestinas abertas em meio às plantações de eucalipto para escoamento das toras dessas árvores por meio de caminhões.

Diante desses e de outros problemas ambientais e sociais encontrados, a Defensoria pede, além da suspensão do plantio de eucalipto, o corte das árvores de eucalipto plantadas nas APPs, inclusive em topos de morros, e indenização pelos danos ambientais já causados. Na ação, a Defensoria pede ainda que sejam cumpridas pelos órgãos públicos as normas ambientais com a exigência de realização de processo administrativo de licenciamento ambiental. Além disso, que os municípios envolvidos instituam um zoneamento agroflorestal em seus territórios, direcionados à preservação dos recursos naturais.

Referência: ação civil pública nº 625.01.2010.003916-7 – Vara da Fazenda Pública da Comarca de Taubaté

Outros casos

A Defensoria Pública de SP já propôs ações semelhantes em outras cidades do Estado. Decisões liminares favoráveis também foram concedidas em São Luiz do Paraitinga, Piquete e Guaratinguetá. Veja abaixo:

Defensoria Pública de SP obtém decisão judicial liminar que suspende plantio de eucaliptos em Guaratinguetá

Defensoria obtém decisão que suspende plantio de eucalipto em Piquete

Defensoria obtém decisão liminar que suspende corte e transporte de eucalipto em área de São Luiz do Paraitinga

 

A sequela da monocultura

23, agosto, 2011 Sem comentários

SCIENTIFIC AMERCIAN, 17/08/2011

Uso de herbicida pode causar sérias doenças em seres humanos

Segundo declarações de um cientista do governo americano, o uso excessivo do herbicida Roundup, da Monsanto, pode causar mudanças prejudiciais no solo e, potencialmente, prejudicar os rendimentos das culturas geneticamente modificadas pelos agricultores.

“O uso repetido do glifosat, o principal ingrediente do herbicida Roundup, causa impactos na estrutura química das plantas, e 15 anos de pesquisas indicam que a substância química pode ser a responsável por doenças nas raízes causadas por fungos”, explica Bob Kremer, microbiólogo do Agriculture’s Agricultural Research Service.

Roundup é o herbicida mais vendido no mundo, e seu uso tem fortalecido a Monsanto, maior empresa de sementes do planeta, que continua implantando culturas “Roundup Ready”, tolerantes ao herbicida.

O milho, a soja e outras culturas Roundup Ready são amados pelos agricultores, pois permitem que pulverizem o herbicida diretamente em suas colheitas para matar ervas daninhas. Além disso, o milho e a soja estão entre os produtos mais cultivados nos Estados Unidos.

Mas como os agricultores aumentaram a utilização de culturas Roundup Ready e consequentemente do herbicida Roundup, os problemas começaram a surgir. Um dos maiores problemas atualmente é a resistência de plantas daninhas ao Roundup. Mas Kremer disse que os problemas menos visíveis, presentes abaixo do solo, também devem ser observados e pesquisados mais amplamente.

Embora Kremer afirme que a pesquisa até o momento não comprovou que o glifosato provoca doenças fúngicas que limitam diretamente a produção agrícola e a saúde, os dados sugerem que poderia ser o caso. “Estamos sugerindo que esse potencial certamente existe”, disse Kremer em uma apresentação na conferência anual da Organização para Mercados Competitivos, realizada recentemente em Kansas City.

Kremer explica que a pesquisa mostra que essas culturas geneticamente alteradas não rendem mais do que as culturas convencionais, e deficiências de nutrientes ligadas a problemas de doenças na raiz são provavelmente fatores limitantes.

Kremer disse que os agricultores devem tomar cuidado e considerar uma maior rotatividade de culturas e maior acompanhamento do uso do glifosato. Ele está entre um grupo de cientistas que notou problemas potenciais com esse herbicida. Pesquisadores de outros países também manifestaram preocupações sobre o uso do glifosato poder estar ligado ao câncer, a abortos e outros problemas de saúde em pessoas e animais.

A Monsanto declarou que o glifosato liga-se fortemente à maioria dos tipos de solo e que não é prejudicial às colheitas. A empresa disse que suas pesquisas mostram que o glifosato é seguro tanto para seres humanos quanto para o meio ambiente.

“Nem o USDA (United States Department of Agriculture), nem a Agência de Proteção Ambiental que está analisando o registro do glifosato para a sua segurança e eficácia, demonstraram interesse em continuar a explorar essa área de pesquisa”, lamenta Kremer.

 

Vídeo mostra impactos da soja transgênica na Bolívia

12, junho, 2011 1 comentário

Vídeo em espanhol com legendas em … holandês, creio

 

Liminar suspende novos plantios de eucalipto em Guaratinguetá – SP

8, abril, 2011 Sem comentários

LIMINAR EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE GUARATINGUETÁ SUSPENDE PLANTIOS FUTUROS DE EUCALIPTOS EM TODO O MUNICÍPIO

Foi acolhido o pleito de liminar formulado pela Defensoria Pública do Estado na Ação Civil Pública Ambiental nº 0000950-48.2011.8.26.0220 da Vara 1ª Vara Cível da Comarca de Guaratinguetá,  tendo o Poder Judiciário local determinado à FIBRIA CELULOSE S.A a imediata suspensão de todo e qualquer plantio de eucalipto no território do município, em empreendimentos presentes ou futuros, e que se abstenha de realizar quaisquer cortes de eucaliptos na Fazenda Santa Rita V, situada no Bº do Mandu, até a realização de EIA/RIMA – Estudo de Impacto Ambiental, junto com as correlatas audiências públicas,  em cada empreendimento silvicultural do município, sob pena de multa diária de R$ 15.000,00.

A Liminar também impõe ao Estado de S. Paulo e Município de Guaratinguetá a obrigatoriedade, através de seus órgãos próprios, de fiscalizar o cumprimento da ordem liminar e respeitar as normas ambientais, suspendendo quaisquer licenciamentos ambientais à empresa de celulose até a realização dos Estudos de Impactos Ambientais, como postulado pela Defensoria Pública.

Essa ação foi ajuizada em 3.2.2011 em razão de denúncias feitas à Defensoria Pública pelo pequeno campesinato,  noticiando que após a implantação de vastas áreas do eucalipto na região, começou a diminuição do abastecimento  d’água potável nas fazendas vizinhas, contaminação do lençol freático com agrotóxicos e metais pesados e êxodo de animais silvestres, fugindo das áreas de monocultivo, gerando impactos ambientais sem precedentes na região.

A Defensoria Pública constatou, em levantamento de campo, que a empreendedora do monocultivo possui mais de 6 mil hectares de terras recobertas com eucalipto, aproximadamente  12% do território do município, sem controle algum pelos Poderes Públicos. Constatou-se também que o monocultivo do eucalipto foi implantado em zonas localizadas em Áreas de Preservação Ambiental como Topos de Morro, o que gera impactos ambientais severos no ecossistema e desequilíbrio no nível do lençol freático.

A Defensoria Pública postula, através dessa ação, um maior controle sobre o avanço do monocultivo pelo Estado de S. Paulo e Município, com a criação de mecanismos de monitoramento e prevenção dos impactos ambientais, condicionando futuras licenças ambientais à feitura de EIA/RIMA pela empreendedora, além da recomposição, pela FIBRIA, das áreas de preservação ambiental atingidas pelos eucaliptais.

 

Wagner Giron de la Torre

Defensor Público

Pça. Cel. Vitoriano, 113, centro,

Taubaté-SP- CEP 12020-020

(12) 3624-2676

Soja louca e resistência de erva daninha desafiam pesquisadores

14, dezembro, 2010 Sem comentários

Agência Estado/iG, 14/12/2010

Dois problemas que afetam a produtividade das lavouras de soja no Brasil têm desafiado os pesquisadores atualmente – um novo tipo de anomalia conhecido como Soja Louca II e a resistência das chamadas super ervas daninhas aos produtos utilizados em associação com o glifosato, um dos herbicidas mais utilizados no mundo

Em casos mais extremos, ambos podem provocar perdas de cerca de 50% da produção.

A Soja Louca II vem sendo tratada como uma anomalia, mas sua causa ainda é desconhecida. Quando ocorre, a planta não amadurece e registra alto índice de abortamento de flores e vagens. Em outros anos foram registradas ocorrências no final do ciclo de desenvolvimento da soja, mas nesta safra ela surgiu mais cedo, no começo da fase vegetativa, e preocupa principalmente em áreas mais quentes, com casos no Maranhão, Tocantins, Pará e norte de Mato Grosso, o principal Estado produtor.

“Normalmente é nas folhas mais novas que ocorrem os sintomas mais fortes. Elas ficam deformadas, as flores caem, não vingam e não produzem vagens. Isso nos ajuda a entender o problema, porque aparentemente a anomalia se instala na parte mais nova da planta”, explicou à Agência Estado Mauricio Meyer, pesquisador da Embrapa Soja, que coordena as pesquisas sobre a doença.

De acordo com Meyer, o problema da Soja Louca II vem aumentando de forma gradual e consistente desde a safra 2005/06, mas foi neste ano que começou a ficar mais preocupante.

Em parceria com outras instituições de pesquisa e cooperativas, a Embrapa montou unidades de observação e um questionário para tentar entender o momento e a situação em que a anomalia aparece, os sintomas e o histórico da área, como por exemplo algum manejo ou procedimento que estaria favorecendo o surgimento do problema.

O pesquisador explica que as observações já realizadas indicam que a anomalia provavelmente não está ligada ao uso de herbicidas. “O problema tem aparecido em várias formas de manejo de herbicidas. Talvez tenha alguma ligação com algum tipo de planta invasora que aparece na entressafra. Temos agora que ver como é transmitido de alguma erva daninha para a soja”, disse ele, explicando que soube de relatos esparsos sobre a Soja Louca II na Costa Rica e nos Estados Unidos, mas que não sabe de nenhuma estratégia de controle. “Parece que estamos sendo pioneiros (nos estudos)”.

Apesar de não ter como comparar com danos provocados em outros anos devido à falta de informações, Meyer calcula que, nas áreas onde já ocorre a doença, houve uma redução de produtividade de 40% a 60%. “É uma preocupação muito forte porque a ocorrência tem aumentado, e isso vem diminuindo a produtividade consistentemente”.

Resistência

No que se trata de ervas daninhas, a preocupação agora é com a solução encontrada para controlar a resistência das chamadas super ervas daninhas ao glifosato, um dos herbicidas mais importantes na agricultura.

No Brasil já foram registradas cinco dessas plantas resistentes: o capim amargoso (digitaria insularis), o azevém, o amendoim bravo e dois tipos de buva, esses os mais preocupantes por serem um tipo de erva que está espalhada pelo Paraná e pelo Rio Grande do Sul, Estado pioneiro no uso de soja transgênica tolerante ao glifosato.

Para controlar a resistência dessas plantas ao glifosato, a solução encontrada foi utilizar outros produtos parceiros, como herbicidas graminicidas, inibidores da ACCase ou da ALS, dependendo da planta. E se a preocupação antes era com o uso errado do glifosato, agora é com a utilização indiscriminada desses produtos, já que as ervas daninhas também podem ampliar a resistência a eles.  “Existe um risco iminente de essas ervas que já têm resistência ao glifosato criarem resistência também a esses produtos que estão sendo a solução. Se não controlarmos muito bem o uso desses produtos, eles serão perdidos”, explicou Dionisio Gazzieiro, pesquisador da Embrapa Soja, a estatal brasileira de pesquisa agrícola.

Segundo ele, as perdas de produtividade nas lavouras de soja no caso da infestação pela buva chegam a até 50%. A solução para a resistência em ambos os casos passa pelo manejo adequado das lavouras, por meio da rotação de culturas e do próprio herbicida, tomando cuidado para que as indicações de uso sejam seguidas, como o momento ideal de aplicação e a quantidade. “Não existe uma solução mágica. O que existe é uma conscientização dos agricultores com boas práticas. O importante é não perder a molécula do glifosato, que viabiliza o plantio direto e é extremamente barata”, disse Julio Negreli, gerente de estratégia de proteção de cultivos da Monsanto, empresa que desenvolveu a soja, o milho e o algodão transgênicos tolerantes ao glifosato.

Paraguai: entidades denunciam impactos das monoculturas transgênicas

27, agosto, 2010 Sem comentários

http://www.redrural.org.py/

Agência de Informação Frei Tito para a América Latina, 26/08/2010

por Tatiana Félix, jornalista da Adital

Uma intensa mobilização de entidades ambientalistas aconteceu ontem (25), no Paraguai, com o objetivo de apresentar para a sociedade os impactos negativos do monocultivo de grãos transgênicos como a soja e o milho. Segundo as entidades, este tipo de cultivo afeta, diretamente, os direitos humanos das comunidades campesinas e indígenas, e, também o de toda a população. Na ocasião também foi lançada a campanha nacional “Paraguai livre de milho transgênico”.

A análise foi apresentada pela Associação de ONGs do Paraguai (POJOAJU), a Coordenadora de Direitos Humanos do Paraguai (CODEHUPY) e a Rede Rural de Organizações Privadas de Desenvolvimento (REDE RURAL). Eles afirmaram que “todos os produtos com manipulação genética estão destinados a aumentar os biocombustíveis, afetando a ecologia, a economia, o ambiente, mas, não estão destinados a superar a falta de alimentos da população mundial”. Leia mais…

Depois da vaca louca…

13, agosto, 2010 Sem comentários

Soja louca, doença misteriosa

Uma nova anomalia detectada em lavouras comerciais de soja nas últimas safras tem tirado o sono dos produtores. Pesquisadores ainda não sabem qual é a causa do problema, mas, no campo, as perdas com a queda de produtividade já chegam a 40%. “Estamos evitando falar de uma doença de fato, pois ainda não se conhece a sua causa. É um problema relativamente novo, pelo menos nessas proporções”, diz o pesquisador da Embrapa Soja Maurício Conrado Meyer. Segundo ele, a anomalia já foi observada há mais de dez anos em regiões do Pará, Maranhão, Tocantins e norte de Mato Grosso.

“Era um problema esporádico, em regiões mais quentes, e que agora aparece de maneira mais generalizada.” Já houve, segundo o pesquisador, relatos de sintomas da anomalia no Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, mas ainda não se sabe se se trata do mesmo problema. Leia mais…

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Eucalipto, monocultura e insustentabilidade ambiental

14, dezembro, 2009 Sem comentários

Artigo de WAGNER GIRON DE LA TORRE, Defensor Público no Estado de São Paulo e Coordenador da Defensoria Regional de Taubaté.

“Em três ações civis públicas ajuizadas em São Luiz do Paraitinga, Distrito de Catuçaba e Piquete, Defensoria Pública do Estado de São Paulo conseguiu acessar decisões judiciais suspendendo os projetos futuros do monocultivo nessas localidades até que as empresas responsáveis pela exploração desmedida dos recursos naturais realizem os necessários Estudos de Impactos Ambientas (EIA/RIMA) em cada plantio, devidamente guarnecidos com as audiências públicas junto às populações afetadas.”

Artigo na íntegra: eucalipto_wagner_giron

Justiça proíbe eucalipto em Piquete-SP

6, novembro, 2009 Sem comentários

DPE/SP, 04/11/2009 | A Defensoria Pública do Estado de São Paulo em Taubaté obteve decisão liminar junto à Vara Cível da Comarca de Piquete que suspende novos plantios, aplicação de herbicidas e replantios de eucaliptos naquele município. Na decisão, a juíza Kátia Margarida Barroso determinou sejam feitos estudos de impacto ambiental e elaboração do respectivo relatório (EIA/RIMA), conforme legislação vigente. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de 15 mil reais. Leia mais…