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Textos com Etiquetas ‘sementes’

XI Feira Regional de Sementes Crioulas e da Biodiversidade em Defesa da Vida

18, junho, 2013 Sem comentários

Feira de Sementes Sao Mateus jul2013

 

Agricultores do Polo da Borborema lançam Programa de variedades crioulas

7, junho, 2013 Sem comentários

Cerca de 120 agricultoras e agricultores de 14 municípios da região da Borborema e representantes da Rede Sementes da ASA Paraíba, participaram neste dia 23 de maio, do lançamento do Programa de Sementes da Paixão do Polo da Borborema. O evento foi promovido pela Comissão de Sementes do Polo da Borborema em parceria com a AS-PTA Agricultura familiar e Agroecologia. O lançamento aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas.

Assistam às matérias:

http://vimeo.com/67578611

http://vimeo.com/67581576

http://vimeo.com/67586698

http://vimeo.com/67588941

Governo gaúcho recebe documento em defesa do milho crioulo e da biodiversidade

29, maio, 2013 Sem comentários

 

Entidades ambientalistas pedem a não distribuição das sementes transgênicas pelo Troca-Troca e o investimento em Bancos de Sementes para garantir a soberania alimentar e nutricional dos gaúchos

Por Eliege Fante – especial para a EcoAgência, 25/05/2013

Os representantes de entidades ambientalistas e estudantes que realizaram a Marcha contra a Monsanto hoje (25), em Porto Alegre (RS), entregaram um documento ao Secretário Executivo do Gabinete do Governador, Itiberê Borba, e também ao ex-presidente da Agapan e coordenador do Programa de Sustentabilidade do Governo, Francisco Milanez. No Salão dos Espelhos do Palácio Piratini, eles receberam uma cesta com variedades de milho crioulo, ofertadas pelo agricultor da Associação Agroecológica, Vilmar Menegat, provenientes do banco de sementes crioulas com grande biodiversidade que ele mantém.

O documento descreve os problemas vigentes gerados pela multinacional Monsanto nos países onde comercializa os transgênicos e os agrotóxicos, como a ameaça às sementes nativas e a biodiversidade local, o uso crescente de venenos para combater a manifestação da biodiversidade visando garantir a sua monocultura de grãos. O Brasil está prestes a conquistar em 2013, pela sexta vez consecutiva, o título de campeão no consumo de venenos, o que significa que a agricultura brasileira utiliza 20% do volume de agrotóxicos produzidos por empresas multinacionais, principalmente, a Monsanto. A ameaça à saúde é imediata e não apenas através da alimentação, mas da manipulação dessas substâncias pelo agricultor, porque a contaminação acontece pelo contato, pelo ar e pela água. Atualmente, 24 ingredientes ativos de agrotóxicos que estão entre os mais utilizados no país, já foram banidos nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa e em outros países. Catorze estão sendo reavaliados e, dos dois proibidos somente o Endosulfan não poderá ser comercializado no Brasil a partir de 31 de julho de 2013. Mas, os outros onze seguem eliminando a biodiversidade, como as plantas que “dão por si”, são conhecidas dos povos tradicionais e das pessoas mais velhas devido o potencial medicinal, fitoterápico, alimentício, e muitos outros, como é o caso das Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC’s).

Os ativistas presentes requereram um posicionamento do Estado sobre a decisão do Conselho Administrativo do Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Empreendimentos Rurais (Feaper), do Estado do Rio Grande do Sul (RS), no dia 23 de abril, de reintroduzir o produto transgênico da Monsanto no programa Troca-Troca de Sementes de Milho na próxima safra 2013/2014. Em 2010, entidades como o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA) e o Fórum de Agricultura Familiar da Região Sul do RS, conseguiram reverter a decisão e possibilitaram a doação de cerca de 30 toneladas de milho crioulo a seis mil famílias de agricultores familiares. O pedido das entidades ambientalistas é para que o Governo impeça a introdução das sementes transgênicas nos campos da agricultura familiar pelo Troca-Troca e adote em seu Programa de Sustentabilidade o investimento em Bancos de Sementes Crioulas de modo a garantir a soberania alimentar e nutricional dos gaúchos.

O Secretário Executivo do Gabinete do Governador disse que Tarso Genro vai ter acesso ao documento e, também, à cesta que representa a biodiversidade do milho crioulo gaúcho. Itiberê Borba garantiu que o documento vai ser avaliado pelo Governo do Estado. Francisco Milanez parabenizou os ativistas e os estudantes que manifestaram-se pelas ruas de Porto Alegre contra o modelo de homogeneização da economia e da cultura pelo agronegócio, na Marcha contra a Monsanto. “A contaminação das lavouras por transgênicos é uma tragédia. Precisamos garantir o direito dos agricultores de cultivar as espécies nativas antes que a contaminação seja total e de preservar este patrimônio genético que pertence à humanidade,” disse.

O documento foi assinado pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS), pela Associação Agroecológica, pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, pela Fundação Gaia – Legado Lutezenberger, pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), pela ong IGRÉ Amigos da Água, pelo Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam), pelo Centro de Estudos Ambientais (CEA) e pela ONG Pachamama.

III Festa das Sementes Orgânicas e Biodinâmicas do Sul de Minas Gerais

22, maio, 2013 1 comentário

Convite festa das sementes 2013 (800x800) (640x640)

Pesquisa e Política de Sementes no Semiárido Paraibano

15, maio, 2013 Sem comentários

Clique na imagem para obter o relatório da pesquisa realizada pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, UFPB e ASA-PB

logo semente da paixão

Cooperativas reforçam projeto de sementes crioulas no Paraná

26, março, 2013 Sem comentários

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Milho pipoca

23, março, 2013 Sem comentários

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Bayer CropScience dá novo passo para crescer em sementes

7, março, 2013 1 comentário

Assim avança o controle das multinacionais sobre as sementes, que definem as estratégias de melhoramento genético e lançamento de cultivares de acordo com seus interesses na venda de insumos. Restam cada vez menos opções para os agricultores.

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VALOR ECONÔMICO, 07/03/2013

Por Gerson Freitas Jr. | De São Paulo

A Bayer CropScience anunciou ontem mais um passo em sua estratégia para crescer em sementes de soja no Brasil – um mercado no qual ainda é incipiente.

A múlti alemã oficializou a aquisição do banco de germoplasma da Agropastoril, de Cascavel (PR), e um acordo para comprar a unidade de sementes de soja da Agrícola Wehrmann e a sua divisão de melhoramento genético (a Wehrtec), com sede em Cristalina (GO). A multinacional não revelou quanto desembolsou nos dois negócios.

A Bayer CropScience já havia adquirido outras duas companhias de perfil semelhante – a CVR, em 2010, e a Soytech, no ano seguinte. Com isso, a múlti tenta criar um banco de germoplasma que a permita acelerar o desenvolvimento de novas variedades e a sua pesquisa com transgênicos.

Desde que decidiu entrar no mercado de sementes, hoje dominado por Monsanto, DuPont e Syngenta, há apenas quatro anos, a gigante do setor químico elegeu como prioridades os mercados de soja e trigo, o que colocou o Brasil no centro de sua estratégia global.

“A área plantada com soja no Brasil deve alcançar cerca de 40 milhões de hectares até 2020, ante 28 milhões cultivados na última safra”, justificou o presidente da Bayer CropScience para a América Latina, Marc Reichardt, em entrevista ao Valor.

“Temos planos muito ambiciosos para expandir e finalmente ser um líder em sementes de soja no Brasil. Estamos muito bem posicionados para isso”. Segundo o executivo, a empresa possui um amplo portfólio de produtos geneticamente modificados em processo de desenvolvimento.

Entre eles, a Bayer estuda uma variedade de soja resistente ao nematoide (verme que ataca as raízes das plantas) e plantios tolerantes a novas classes de herbicidas. Ele não revelou, porém, quando esses produtos serão submetidos a registro no Brasil.

Apenas três meses depois de assumir a cadeira de CEO global da Bayer CropScience, o irlandês Liam Condon desembarcou ontem em São Paulo para sua primeira visita ao país. “O Brasil é um dos quatro “países-alvo” [mercados considerados prioritários do ponto de vista de investimento] para a Bayer. Acreditamos que o mercado de soja vai dobrar nos próximos 20 anos e queremos participar desse crescimento”, afirmou. Estados Unidos, Índia e China são os outros países-alvo da companhia.

No ano passado, as vendas da Bayer CropScience no Brasil cresceram 38% em moeda local, para R$ 3,085 bilhões (cerca de € 1,2 bilhão). Contudo, a maior parte da receita ainda está atrelada ao mercado de defensivos agrícolas. Em 2012, o segmento respondeu por quase 80% do faturamento global de € 8,4 bilhões, enquanto a participação das sementes foi inferior a 12%.

Em 2012, a Bayer CropScience registrou um crescimento nominal de 15% (12,4% considerando os ajustes de câmbio e portfólio). O resultado foi puxado pelas vendas para América do Norte e América Latina (bloco que inclui ainda os países da África e do Oriente Médio), que cresceram respectivamente 26,5% e 18,5%, em termos nominais, seguida por Ásia, com avanço de 11,4%, e Europa, com 8%.

Embora cresça menos, a Europa ainda é o principal mercado da companhia em volume de vendas (€ 2,7 bilhões), seguida por América do Norte (€ 2,15 bilhões), América Latina (€ 2,13 bilhões) e Ásia (€ 1,3 bilhões)

“Ficamos muito felizes com esse desempenho. Foi um ano bom para o mercado, com os preços das commodities em patamares ainda elevados”, afirma Condon. Para 2013, pondera o executivo, o cenário é menos favorável. Segundo ele, os mercados de defensivos e sementes tendem a desacelerar ao longo do ano. “A expectativa é que cresçamos apenas um dígito ao ano”. “Estamos falando de um setor cíclico. Tivemos dois anos de crescimento na casa dos dois dígitos, o que é inédito, então achamos que em algum momento o mercado vai desacelerar”, afirma Condon.

Segundo ele, o mercado ainda deve se manter aquecido no primeiro semestre, mas pode perder força no segundo, caso a previsão de uma safra recorde nos Estados Unidos se confirme. “Se isso acontecer, os preços das commodities tendem a cair, o que pode desestimular os investimentos por parte dos produtores”, explicou.

Condon ponderou, no entanto, que as vendas de defensivos e sementes para a América do Sul e do Norte (sobretudo, os Estados Unidos) devem continuar a crescer de maneira acelerada, provavelmente na casa dos dois dígitos – “se o mercado concordar”. “Ainda é cedo para fazer qualquer avaliação sobre a safra americana”. “Se tivermos alguma desaceleração, será na margem”, concorda Reichardt.

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Brasil Sem Miséria proporciona sementes crioulas para entidades de pequenos agricultores paraibanos

4, março, 2013 1 comentário
Pergunta: a entrada em massa de sementes prouzidas em outras regiões, ainda que varietais, não pode desarticular os trabalhos locais com sementes da paixão e seus bancos familiares e comunitários?


Stúdio Rural / Programa Domingo Rural, 02/03/2013-20h56


Entidades de agricultores de cidades do Brejo e Curimataú receberam 19 toneladas de sementes crioulas a partir das ações do Programa Brasil sem Miséria do Governo Federal através de parceria com o MPA, Movimento dos Pequenos Agricultores e entrega que aconteceu na manhã da última segunda-feira(25/02) na Praça do Calçadão, centro da cidade de Areia.A coordenadora do MPA na PB, Elisângela de Lima Alves, informou que o estado da Paraíba foi contemplado com 19 toneladas de feijão e milho para o plantio 2013 e que a ação contempla 17 estados brasileiros. Estamos distribuindo essas sementes para agricultores de nossas bases do MPA que estão nos municípios de Areia, Bananeiras, Remígio, Esperança, Aracaji, Pilões, Alagoa Grande e São Sebastião de Lagoa de Roça, explica aquela assessora argumentando que estão sendo contempladas as entidades que são parceiras do movimento: Sindicato dos Trabalhadores Rurais Remígio e Pilões, MST, CPT(Alagoinha), CPT (Curimataú), CPT (Litoral), MAB(Movimento dos Atingidos por Barragens.

Francisca Paula da Conceição Gonçalves é componente do MPA-PB e, ao dialogar com os ouvintes do Programa Universo Rural desta terça-feira(26), informou que a semente veio para atender a agricultores e entidades da base do movimento que compreende nove municípios dizendo que o MPA chega com a entrega de sementes num momento em que não está sendo entregue sementes por parte dos governos federal e estadual. “O Movimento dos Pequenos Agricultores é um movimento de caráter nacional e tem o coletivo de produção e essa semente que veio pra ser distribuída hoje na cidade de Areia para os municípios que compreende a base do movimento que são nove municípios aqui presentes e demais entidades parceiras do movimento. A importância pra nós enquanto movimento social é que estamos á frente dos municípios e do governo do estado porque já estamos em fevreiro e nenhuma distribuição de sementes”.

Eulália dos Santos Oliveira, Lalinha, é coordenadora nacional do MPA e, ao participar de nosso Universo Rural, informou que a dinâmica de distribuição é pela organicidade e que aqui na Paraíba está sendo atendidas as bases do movimento nos municípios e depois os diversos parceiros STRs, CPT, MAB, associações parceiras dentre outras e garante que, ao todo, o MPA Sul vendeu para o Governo Federal 420 toneladas de sementes que, pela sai quantidade, recebe o tratamento com inseticidas num sistema convencional. “Nós costumamos brincar: proteger sementes com cinza, tipo 10 quilos, dez garrafas petis de dois litros, beleza, agora 421 toneladas pra gente virar á mão quilo por quilo infelizmente não dá, e o milho tem uma facilidade muito grande de pegar o pulgão, o feijão não, o feijão se fosse pra consumir até que daria porque ele não tem nenhum tipo de agrotóxico, nenhum tipo de conservante, mas o milho infelizmente é tratado e ele não serve para consumir, só para o plantio”, explica ao dialogar com nosso público ouvinte.

Renildes Tavares do Nascimento é secretário da agricultura do município de Areia e, ao dialogar com Stúdio Rural, disse que o município foi contemplo com cerca de seis toneladas que serão distribuídas naquele município em parceria com entidades parceiras municipais. “Nós vamos fazer a distribuição atendendo a maioria dos agricultores, aqueles que realmente plantam porque nós queremos a semente para o agricultor plantar pra ter o seu banco”, explica.

Dentre os sindicatos que receberam as sementes, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio recebeu 1 mil quilos de sementes entre milho e feijão e, segundo o presidente daquele sindicato, Euzébio Cavalcante de Albuquerque, a iniciativa do MPA é importante mas, no caso daquele sindicato, lamentou por ser uma semente convencional que recebe tratamento com agrotóxicos o que contrariaria o trabalho feito pelo sindicato nas dinâmicas agroecológicas na parceria com as entidades do Pólo da Borborema o que fez com que ele levasse o produto para colocar em discussão naquele sindicato se faz ou não o uso do produto além de ser um produto adaptado no processo produtivo na região Sul. “Há muito tempo que vem acontecendo isso, o governo vem trazendo sementes com agrotóxicos e antes a gente fez muita planta de sementes, mas esta semente não é boa pra se alimentar com ela e a gente tem muita preocupação isso aí de como é que a gente fazer com uma semente tratada com veneno, esse é o chamamento que a gente vai levar para a comissão de sementes pra que a gente debata. Se a gente tiver que não plantar a gente não planta, mas a gente vai debater isso juntos”, explica aquela liderança após receber o produto.

Produzida pela OESTEBIO, Cooperativa Mista de Produção, Industrialização de Biocombustívies e Produtos Agropecuários do Sul do Brasil, São Miguel do Oeste, Santa Catarina, o produtos já teve sua distribuição em diversos estados da federação e, segundo a coordenadora do movimento, Eulália dos Santos Oliveira, estão sendo distribuídos 421 toneladas dentro do Projeto Brasil Sem Miséria além de produção feita pela empresa para venda na Venezuela e Cuba dentre outras.

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EUA: Monsanto processa agricultor que replantou semente transgênica

23, fevereiro, 2013 4 comentários

Monsanto processa agricultor que replantava colheita ao invés de comprar sementes novas

A maior produtora mundial de sementes de biotecnologia, a Monsanto, está processando Vernon Hugh Bowman, um pequeno agricultor do Estado de Indiana (EUA), por infração de patente sobre suas sementes de soja. Não se trata de um caso de espionagem industrial ou de alta tecnologia: Bowman simplesmente guardava sementes de cada colheita para plantar a seguinte, como fez sua vida inteira. Mas não com as sementes transgênicas da Monsanto. O processo está no Supremo Tribunal dos Estados Unidos. Bowman disse ao “The New York Times” que só planta 300 acres (121,4 hectares) dedicados à soja, ao milho e ao trigo. “Nem sou grande o suficiente para ser chamado de fazendeiro”.

- A reportagem é de Emilio de Benito, publicada no jornal El País e reproduzida pelo Portal Uol, 21/02/2013, via IHU-Unisinos

O agricultor Vernon Hugh Bowman

 

Para a multinacional, é um caso paradigmático. “O réu obteve a soja modificada de um fornecedor local e durante nove anos a reproduziu violando a patente”, afirma a empresa em um comunicado. Nos Estados Unidos os agricultores assinam um contrato ao comprar as sementes, no qual eles se comprometem a não plantarem a produção. Essa salvaguarda foi introduzida pela Monsanto depois de abandonar em 1999 a tecnologia denominada Terminator, que tornava estéreis as sementes produzidas. Todo ano era necessário comprar novas sementes.

“O sistema de patentes dos Estados Unidos permitiu a descoberta e a expansão de uma ciência inovadora que revolucionou a agricultura, permitindo aos agricultores produzirem mais comida e poupar recursos naturais”, disse em um comunicado Daniel Snively, vice-presidente executivo da Monsanto.

No fundo, o que está em jogo é o que acontece com sistemas que podem se replicar sozinhos. As sementes são um caso particular, porque ninguém pensa nelas como algo artificial, mas esse tipo de proteção se utiliza em outras tecnologias, desde cultivos celulares para produzir medicamentos até programas de software que podem se replicar facilmente. Por isso, o “The New York Times” apurou que não somente o Departamento de Justiça apoia a Monsanto, mas também grupos como a BSA/The Software Alliance, que representa empresas como a Apple e a Microsoft, disseram em um comunicado que uma sentença contra a Monsanto “poderia facilitar a pirataria de softwares em grande escala”, já que os programas são facilmente replicáveis.

Em compensação, grupos como o Center for Food Safety (Centro para a Segurança Alimentar) e Save Our Seeds (Salve Nossas Sementes) afirmaram que o julgamento revela o papel predominante da Monsanto e de outras empresas biotecnológicas no setor, que levaram a um aumento dos preços. Segundo a primeira dessas organizações, a multinacional entrou com 140 processos similares que afetaram 410 fazendeiros e 56 pequenas fazendas que lhe renderam mais de US$ 23,67 milhões (R$ 46,4 milhões).

O conflito entre Bowman e a empresa é, portanto, simbólico. O homem afirma que todos os anos comprou sementes da Monsanto, e que somente replantou uma parte para ter uma segunda colheita. A empresa lhe pediu mais de US$ 80 mil (R$ 157 mil). “Eu estava preparado para ser atropelado por eles, mas eu não ia sair do caminho”, disse Bowman.

Cafpal promove dia de campo sobre milho crioulo

20, fevereiro, 2013 1 comentário

gazeta de palemira jan2012

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FAO: Preservar variedade genética dos alimentos é fundamental para combater fome e desnutrição

16, fevereiro, 2013 Sem comentários

ONU BR, 15/04/2013

A diversidade genética é essencial para adaptar e melhorar a agricultura diante de ameaças como doenças e mudanças climáticas, que podem alterar as condições de cultivo.

As mudanças climáticas e a crescente necessidade de alimentos por causa do aumento populacional exigem que os países preservem e compartilhem recursos genéticos para combater a fome e a desnutrição, disse nesta segunda-feira (15) a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

“Os impactos das alterações climáticas devem reduzir a produtividade agrícola, a estabilidade e a renda em muitas áreas que já sofrem altos níveis de fome e desnutrição. No entanto, a produção agrícola mundial deve aumentar 60% até a metade deste século – em menos de 40 anos a partir de agora – para manter o ritmo com as necessidades alimentares da população mundial em constante crescimento”, disse o Vice-Diretor-Geral da FAO, Dan Gustafson, em discurso na Comissão de Recursos Genéticos para a Alimentação e a Agricultura.

“Os recursos genéticos para alimentação e agricultura desempenham um papel crucial para que culturas agrícolas, gado, organismos aquáticos e florestas consigam suportar as condições relacionadas às mudanças climáticas”, acrescentou Gustafson.

Segundo a FAO, existem 30 mil espécies de plantas terrestres comestíveis no mundo. No entanto, apenas 30 culturas são responsáveis por 95% das necessidades de energia para a produção da alimentação humana – com arroz, trigo, milho, painço e sorgo representando 60% dessas necessidades.

Cerca de 75% da diversidade genética foi perdida no último século quando agricultores em todo o mundo transformaram as variedades de alto rendimento em geneticamente uniformes e abandonaram as múltiplas variedades locais.

A diversidade genética é essencial para adaptar e melhorar a agricultura diante de ameaças como doenças e mudanças climáticas, que podem alterar as condições de cultivo.

Expedição Safra mostra aumento da área com transgênicos

8, janeiro, 2013 Sem comentários

GAZETA DO POVO / Gazeta Maringá, 08/01/2013

Soja e milho transgênicos embalam a supersafra [título original da matéria]

Sementes geneticamente modificadas ganharam 2 milhões de hectares em ano de plantio recorde, mostra levantamento da Expedição Safra Gazeta do Povo

O plantio de soja e milho transgênicos teve nova expansão no Brasil nesta temporada, crescendo em áreas que eram dedicadas aos grãos convencionais mas não rendiam bônus aos produtores, bem como nas terras que estão sendo destinadas aos grãos pela primeira vez. A participação das lavouras transgênicas aumentou dois pontos porcentuais tanto na soja quanto no milho de verão, chegando a 89% e 85%, respectivamente. O avanço foi apurado pela Expedição Safra durante 28 mil quilômetros de viagens pelas principais regiões agrícolas do país.

As sementes geneticamente modificadas (GMs) da oleaginosa e do cereal ganharam 2,16 milhões de hectares extras (1,72 milhão em Mato Grosso e 232 mil no Paraná), passando de 28,99 milhões para 31,15 milhões (ha). Isso numa temporada em que o incremento na área plantada, considerando sementes GMs e convencionais, somou 1,63 milhão de hectares nas duas culturas. A colheita dos dois produtos, que deve atingir a marca recorde de 118 milhões de toneladas, cresce com o uso da transgenia.

Houve aumento real na participação dos transgênicos nas lavouras brasileiras, embora a expansão tenha perdido ritmo, avaliou o agrônomo Robson Mafioletti, técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) que participa da Expedição Safra, projeto da Gazeta do Povo desenvolvido desde a temporada 2006/07.

Os 2,16 milhões de hectares equivalem a 6,09% do que o país planta nas duas culturas em 2012/13. Esse avanço, por outro lado, é o menor desde a liberação do plantio comercial de soja transgênica no Brasil, seis safras atrás. Na duas últimas temporadas, o incremento foi de 2,62 milhões (2011/12) e 6,21 milhões de hectares (2010/11), considerando soja e milho.

Tanto quem planta convencional quanto quem usa sementes GMs aponta como critérios a relação entre custo e rendimento e as questões agronômicas. “Mantenho 20% da área da soja com variedades convencionais para que possamos alternar o uso de agrotóxicos de diferentes princípios ativos”, justifica Luis Alberto Novaes, que dedica 1,8 mil hectares à oleaginosa em Maracaju (MS).

Os bônus pagos aos produtores de soja convencional limitam a expansão da semente tolerante ao glifosato, mas frequentemente cobrem apenas custos adicionais. Os entrevistados relataram receber de R$ 2 a R$ 4,5 a mais por saca de soja não transgênica quando conseguem contratos especiais. A maioria comentou que esse adicional equivale às despesas extras com segregação e à queda na produtividade que acontece quando há infestação de plantas daninhas.

O predomínio dos transgênicos reduziu a disponibilidade de sementes convencionais no mercado, disse o produtor Hendrik Barkema, de Tibagi (PR). Dessa forma, mesmo quando o bônus é atraente, muitos produtores seguem plantando grãos GMs, contou.

Os casos de aumento na participação dos grãos convencionais são raros e apresentam variações pequenas. Na zona de abrangência da cooperativa Castrolanda, de Castro (PR), as sementes de soja não modificadas passaram de 7% para 10% da área plantada, disse o gerente de Negócios da empresa, Márcio Copacheski. Esses produtores esperam receber R$ 4 a mais por saca. No caso do milho, acrescenta o dirigente, não há segregação e a área dos transgênicos se aproxima dos 90%.

Nicho da soja convencional dá lucro e deve se expandir

Quem aproveita o nicho de mercado da soja convencional consegue lucrar mais do que se produzisse soja transgênica. A avaliação é do diretor técnico da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), Ivan Paghi. Ele afirma que a própria expansão do uso da transgenia estimula a oferta de bonificação por parte dos importadores que buscam grãos tradicionais.

“Países como a Alemanha estão se fechando cada vez mais aos transgênicos. Existem empresas oferecendo R$ 5 de bônus por saca de soja convencional em Sorriso [MT], e sobre um preço de R$ 60”, comemora. “Quanto mais transgênico, melhor para o produtor de grão convencional”, pontua.

Um prêmio de R$ 3 por saca representa renda extra de R$ 180 mil a cada mil hectares, aponta, considerando produtividade de 60 sacas por hectare. O executivo soma como lucro ainda R$ 24 por hectare, valor médio referente aos royalties que deixam de ser pagos. “São R$ 204 mil a cada mil hectares. Um produtor com dez mil hectares pode arrecadar R$ 1 milhão a mais por safra.”

O diretor técnico da Abrange avalia que os custos de produção do grão convencional se iguala ao do geneticamente modificado, dependendo das opções dos produtores, e que há disponibilidade de sementes convencionais tão produtivas quanto as transgênicas oferecidas pelas revendedores.

A Abrange foi criada em 2008 para mostrar que há mercado para os produtos convencionais. Estima que as sementes convencionais ainda ocupam ao menos 20% das lavouras de soja e milho brasileiras. Segundo Paghi, grandes produtores estão investindo na produção convencional, que deve voltar a crescer. A indústria de sementes, por outro lado, aposta na adoção cada vez maior dos transgênicos, multiplicando cada vez mais variedades modificadas.

O mercado prevê novo salto da soja GM em 2013/14, quando deve estar disponível para cultivo comercial a soja RR2. A semente vem sendo multiplicada mas ainda enfrenta restrições por não ter sido aprovada na China, principal cliente da soja brasileira. A Monsanto, detentora da tecnologia, informou que ainda aguarda a liberação chinesa.

Expansão segue ritmo do mercado e compasso da oferta de semente

No Paraná, as sementes de soja e milho geneticamente modificadas (GMs) atingiram 40% das lavouras logo na estreia. Depois, foram avançando aos poucos até chegarem perto de 90%, o que parece ser um ponto de equilíbrio. Em sua sétima temporada, a soja tolerante a herbicida está com 89% da área plantada. Com três safras de verão, o milho resistente a insetos – agora também tolerante a herbicidas – alcança 88% das plantações no estado. Entretanto, essa evolução gradual e contínua tem seguido ritmos diferentes, dependendo da região do país.

No Rio Grande do Sul, que plantava soja transgênica antes mesmo da liberação comercial em 2006/07, as sementes modificadas atingem 99% da área da oleaginosa, como em nenhum outro estado. Em Mato Grosso, líder na sojicultura, a participação da semente GM se limita a 82%, com grandes grupos assumindo a segregação e buscando contratos de exportação que garantam adicionais para a soja convencional. Na nova fronteira agrícola brasileira, o Centro-Norte, os transgênicos avançam à medida que as variedades mais produtivas ganham versões GMs, conversão que ocorreu primeiro nas demais regiões do país. Esse quadro fez do Brasil o segundo maior produtor de grãos transgênicos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Das 118 milhões de toneladas soja e milho que estão sendo produzidas, 102,6 milhões são geneticamente modificadas. As outras 15,4 só podem ser consideradas convencionais se forem separadas.

Venda de sementes pode aumentar 10% em 2013

8, janeiro, 2013 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 08/01/2013

Por Fernanda Pressinott | De São Paulo

Milho e soja juntos representam mercado de R$ 9 bi

Os produtores de sementes esperam um ano favorável para o setor. A expectativa é de um crescimento de 10% sobre o faturamento estimado para 2012, de R$ 9 bilhões. A previsão contempla a venda de sementes de diversos tipos de plantas e flores por mais de 700 empresas multiplicadoras, além das gigantes do setor como Monsanto, DuPont e Syngenta.

Para o presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Narciso Barison Neto, o aumento da área de grãos e a renda elevada devem garantir mais investimentos na tecnologia. “Os produtores de grãos estão capitalizados. Sempre que isso ocorre, eles procuram sementes de melhor qualidade, com biotecnologia envolvida e qualidade de germinação vigorosa”.

Para o representante, a área plantada com sementes de milho produzidas comercialmente pode fechar a safra 2012/13 com um crescimento de até 10% ante os 15 milhões de hectares da safra anterior. “Tivemos uma redução no plantio de verão, mas ela deverá ser mais do que compensada pelo plantio de inverno”. O milho responde pela maior parte da receita do setor – cerca de R$ 6 bilhões. Aproximadamente 90% da área destinada ao grão no Brasil é cultivada com sementes comerciais.

No caso da soja, a Abrasem prevê que a área total deve crescer apenas 3% em 2013, mas aposta em um crescimento mais expressivo na taxa de utilização de sementes comerciais. Em 2012, cerca de 30% da área de soja foi cultivada com sementes “salvas” pelos próprios produtores rurais. Segundo Barison, o uso de sementes comerciais pode alcançar 75% em 2013, o que significaria um mercado adicional de 1 milhão de hectares para as sementeiras. A soja é o segundo cultivo mais importante para as produtoras de sementes, com receita estimada em pouco menos de R$ 3 bilhões.

As perspectivas de longo prazo para a soja, diz Barison, são otimistas, com a chegada de variedades tolerantes à seca e com ômega 3 na composição. “Até 2020, essas variedades estarão no mercado”, garante.

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p.s. considerando que a transgenia seja capaz de desenvolver variedades tolerantes a seca ou com maiores teores de ômega 3, restaria o desafio da segregação desses grãos, até hoje não implementada.

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II Feira e Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros

7, dezembro, 2012 Sem comentários