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Textos com Etiquetas ‘Syngenta’

Brasil sustenta 19% do lucro da Syngenta

22, maio, 2015 Sem comentários

É a riqueza gerada no país sendo exportada para o estrangeiro. Será que os que alegam que 30% do PIB vem do agronegócio incluíram esses dados na conta?

 

syngenta 2014

The Wall Street Journal, 08/05/2015

Apicultores processam Syngenta e Bayer no Canadá

18, setembro, 2014 Sem comentários

adaptado de The Globe and Mail, 03/09/2014.

Apicultores de Ontario ingressaram na Justiça com uma ação contra duas gigantes do agronegócio alegando que seus agrotóxicos têm causado ampla mortalidade das abelhas, aumentando os custos e reduzindo a produção de mel.

Segundo a associação de apicultores de Ontario, Syngenta e Bayer foram negligentes no desenvolvimento, comercialização e distribuição dos produtos à base de neonicotinóides, que são usados nos plantios de milho e soja, entre outros.

Na ação os autores pedem indenização de 450 milhões de dólares pelos danos sofridos e pela perda de enxames.

 

Negócio da China

21, agosto, 2014 Sem comentários

Globo Rural, 15/08/2014

China rejeita 1,3 mil toneladas de milho transgênico dos EUA

Substância transgênica desenvolvida pela Syngenta não é aprovada no país

Aproximadamente 1,3 mil toneladas de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos foram rejeitadas no Porto de Xiamen, na China. De acordo com a imprensa local, o grão continha traços de uma substância transgênica não permitida pelas autoridades chinesas.

Em dezembro do ano passado, 1,4 mil toneladas de milho geneticamente modificado dos EUA já haviam sido recusadas também em Xiamen. Na ocasião, parte do carregamento foi destruída, enquanto que outra foi mandada de volta para o país de origem. Desde o ano passado, a China já bloqueou mais de 1 milhão de toneladas de milho dos EUA por conter uma substância transgênica desenvolvida pela gigante Syngenta não permitida no país.

Monsanto perde briga por royalties da soja argentina

Assim como Europa, China também tem embargado grãos modificados, dando preferência aos convencionais

China terá de pagar prêmio em futuras importações de milho transgênico, alertam EUA

21, março, 2014 Sem comentários

Reuters, 20/03/2014

GENEBRA, 20 Mar (Reuters) – A China poderá ter de pagar prêmios em suas compras futuras de milho “transgênico”, depois de ter rejeitado carregamentos com sementes geneticamente modificadas dos Estados Unidos, disse um oficial do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

“Os chineses terão de aprender que as suas ações terão consequências”, disse o representante do USDA para a China, Fred Gale, em evento da AgResource Cereals Europe.

A China rejeitou oficialmente 887 mil toneladas de milho dos EUA desde novembro do ano passado, depois de ter detectado a variedade geneticamente modificada da Syngenta MIR162, não aprovada no país.

A variedade designada para oferecer proteção contra insetos foi aprovada em muitos países.

A China é o terceiro maior comprador de milho dos EUA e aprovou 15 variedades geneticamente modificadas para importação.

A MIR162 aguarda aprovação desde que a Syngenta submeteu uma aplicação em março 2010. Mas o MIR162 tem sido misturado a outras variedades desde que a China começou a importar outras variedades de milho dos EUA em 2011.

A Câmara de Comércio Americana, que tem entre seus membros a Syngenta, reclamou no mês passado que o processo de aprovação de transgênicos na China tornou-se “lento, imprevisível e não transparente”.

“Os vendedores terão de adicionar um prêmio de risco se a China tornar-se um cliente arriscado, porque é claro que esta não é a primeira vez que acontece. Aconteceu sistematicamente com várias commodities que sofreram rejeições de embarques”, disse Gale.

A reunião anual do comitê de biossegurança da China está prevista para o final de março. Se nenhuma decisão for tomada sobre o pedido pendente da Syngenta, a próxima oportunidade para uma revisão será em junho.

O USDA estima as importações da China em 5 milhões de toneladas.

(Reportagem adicional de Christine Stebbins em Chicago)

 

Syngenta tenta reverter proibição de pesticidas na Europa

28, janeiro, 2014 Sem comentários

é o lucro acima de tudo…

VALOR ECONÔMICO, 23/01/2014

DAVOS – O CEO da Syngenta, Michael Mack, repudiou fortemente hoje a proibição na Europa do uso de certos pesticidas, que o bloco europeu afirma que possam prejudicar a saúde das abelhas.

Em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, ele afirmou que a companhia fará “tudo o que puder” para ter a decisão revertida. Ele chamou a proibição – liderada no ano passado pela França, Alemanha e Holanda — de “política, na sua intenção”.

Os países europeus estão preocupados com a possibilidade de alguns tipos de pesticidas, conhecidos como neonicotinóides, prejudicarem as populações de abelhas do continente e, assim, afetar o suprimento de alimentos na região. Um estudo divulgado pela Autoridade de Segurança Alimentar da Europa afirmou que essas substâncias impõem um “risco agudo” às abelhas.

Mack, no entanto, afirmou que o impedimento do uso desses pesticidas é um “mau uso da ciência” e que dados colhidos em campo refutam as conclusões da União Europeia.

(Dow Jones Newswires)

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/agro/3405300/syngenta-tenta-reverter-proibicao-de-pesticidas-na-europa#ixzz2riqgZ8Ak

 

China cancela mais compras de milho dos EUA

17, janeiro, 2014 Sem comentários

No Brasil há duas variedades de milho da Syngenta liberadas para plantio comercial contento esse evento de modificação genética barrado pela China: o MIR 162, liberado em 2011 e o Bt 11x MIR 162 x GA 21 (Cry1Ab x Vip3 x mepsps) liberado em 2013.

O Estado de S. Paulo, 16/01/2014

Importadores chineses fizeram novos cancelamentos de compras de milho dos Estados Unidos, e um volume adicional de cargas que estavam destinadas para a China foi redirecionado para países vizinhos, mostraram dados do governo norte-americano nesta quinta-feira.

As operações ocorrem em meio à disputa envolvendo uma variedade de milho transgênico não aprovada na China, conhecida como MIR 162, desenvolvida pela Syngenta.

Pelo menos 600 mil toneladas de milho dos EUA destinadas à China foram rejeitadas desde novembro porque continham traços da variedade, que aguarda aprovação por parte das autoridades chinesas há mais de dois anos.

Em seu relatório semanal, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou o cancelamento líquido de 169,8 mil toneladas de milho pela China na semana encerrada em 9 de janeiro.

Foi a segunda vez em três semanas que as vendas para a China, terceiro maior comprador de milho dos EUA na última temporada, foram negativas, apontou o USDA.

A entidade disse também que alguns carregamentos destinados à China no final do ano passado foram redirecionados para importantes compradores como Coreia do Sul e Japão.

Os embarques para a China caíram na semana passada para apenas 26 mil toneladas, menor volume em três meses, segundo o USDA.

Exportadores privados também relataram o cancelamento da entrega de 126 mil toneladas de milho para o atual ano comercial para destinos desconhecidos.

Uma vez que os exportadores são obrigados a informar o destino dos grãos apenas no momento de embarque, muitas vezes as vendas são registradas como para “destinos desconhecidos” para encobrir o comprador, disseram operadores.

Vendas para a China, com frequência, são registradas sob esta categoria.

(Por Karl Plume, em Chicago)

Bayer e Syngenta tentam derrubar proibição de inseticidas tóxicos a abelhas na Europa

22, dezembro, 2013 Sem comentários

Greenpeace Espanha, 16/12/2013.

ONGs intervêm na justiça em favor da proibição

Greenpeace Internacional, o Bee Life European Beekeeping Coordination e outras quarto organizações ambientais e de defesa dos consumidores (Pesticides Action Network Europe, ClientEarth, Buglife e SumOfUs) solicitaram intervir ante o Tribunal de Justiça da União Europeia em defesa da proibição parcial a três agrotóxicos em toda a UE, como resposta à ação judicial impetrada pelas empresas químicas Syngenta e Bayer, que querem anular a proibição. O Greenpeace considera esta proibição necessária e que deve ser ampliada dadas as evidências existentes.

“A Bayer e a Syngenta lançaram seus advogados para atacar uma proibição que é cientificamente rigorosa, juridicamente correta e que ajuda a proteger os interesses gerais dos agricultores e dos consumidores europeus. A proibição parcial destes três inseticidas é só um primeiro passo, mas necessário, para proteger as abelhas na Europa. Deve ser defendida dos ataques das empresas que perseguem seus interesses particulares em detrimento do meio ambiente”, afirmou Marco Contiero, diretor de Política Agrícola da UE do Greenpeace.

proibição, que entrou em vigor em 01 de dezembro, recai sobre três inseticidas produzidos pela Syngenta (tiametoxam) e Bayer (imidacloprido e clotianidina) que pertencem a uma classe de substâncias químicas conhecida como neonicotinoides. A Comissão Europeia adotou a proibição baseando-se nas avaliações científicas da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) que demonstram os impactos negativos destes inseticidas sobre as abelhas. A proibição recebeu um forte apoio político dos governos da UE.

O Greenpeace Internacional publicou em 16 de dezembro os resultados de um estudo científico piloto de campo que proporciona uma prova mais sobre as vias de exposição das abelhas à contaminação. O estudo mostra que a água exudada por plantas cujas sementes tenham sido tratadas com certos neonicotinoides contêm concentrações muito altas destes inseticidas, o que dá lugar a uma exposição potencialmente mortal para as abelhas que bebem este líquido, denominado água de gutação. (…)

China rejeita carga de 60 mil toneladas de milho transgênico

4, dezembro, 2013 Sem comentários

Globo Rural, 02/12/2013

A China rejeitou uma carga de 60 mil toneladas de milho transgênico proveniente dos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Supervisão e Inspeção de Qualidade chinês, a carga foi rejeitada por conter uma variedade que não foi liberada pelo governo do país asiático.

A notícia foi divulgada pela agência de notícias UPI. De acordo com a publicação, a carga foi rejeitada no porto de Shenzhen. O milho MIR 162 é produzido pela Syngenta e tem entre as principais características a resistência a insetos.

Ainda de acordo com a UPI, o governo chinês comunicou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos para que reforce a inspeção desse tipo de produto. Já a Syngenta confirmou que a variedade integra uma série de tecnologias que aguardam aprovação das autoridades chinesas e que questões como esta podem provocar problemas no mercado.

Parcerias entre rivais marcam investimento em transgênicos

3, junho, 2013 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 03/06/2013

Por Gerson Freitas Jr. | De São Paulo

Com a patente do primeiro transgênico de soja prestes a vencer – e, com ela, a hegemonia da tecnologia Roundup Ready (RR), da Monsanto – o mercado de sementes geneticamente modificadas aponta para o acirramento da concorrência entre as gigantes do setor, com o lançamento esperado de uma série de novas sementes geneticamente modificadas nos próximos anos. Contudo, a nova era da transgenia impõe uma lógica aparentemente estranha ao mercado: para sobreviver à disputa, as rivais vão ter, cada vez mais, de cooperar em si.

O fenômeno não é novo, mas vem ganhando força: desde o fim do ano passado, o mercado tomou conhecimento de pelo menos cinco acordos de cooperação nas áreas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e comercialização em nível global, envolvendo as americanas Monsanto, DuPont e Dow AgroSciences, a alemã Bayer CropScience e a suíça Syngenta. Juntas, essas empresas buscam racionalizar custos, acelerar o desenvolvimento e assegurar acesso a mercado para seus novos produtos.

A tendência é favorecida pela própria natureza desse negócio – sobretudo no atual estágio de evolução da tecnologia. De modo geral, as biotecnologias são complementares e não concorrentes. Um transgênico feito para resistir à aplicação de um herbicida não disputa mercado com um transgênico resistente ao ataque de insetos ou tolerante à seca. Pelo contrário, sua eficiência – e o apelo junto aos agricultores – será significantemente maior se as três características forem combinadas.

Eduardo Leduc, da Basf: união é necessária pois custo de tecnologia é grande

“As parcerias nos permitem oferecer uma gama de soluções mais ampla, abrir novos programas de pesquisa e avançar sobre a base existente. Assim aceleramos o desenvolvimento de tecnologias com horizontes diferentes”, afirma André Buran, gerente de licenciamento da Monsanto no Brasil.

Eduardo Leduc, vice-presidente sênior da unidade de Proteção de Cultivos da Basf no Brasil, afirma que o processo de descoberta, desenvolvimento e registro de um único princípio ativo ou semente geneticamente modificada pode consumir até € 250 milhões e uma década de trabalho para chegar aos consumidores, o que inviabiliza uma corrida solo. “O custo de gerar uma tecnologia é muito grande, então as empresas precisam se unir para otimizar os recursos, maximizar os lucros e garantir acesso a mercado”, afirma.

No mais emblemático dos acordos anunciados nos últimos meses, a Pioneer (divisão de sementes da DuPont) aceitou pagar US$ 1,75 bilhão em royalties à arquirrival Monsanto em troca do acesso à segunda geração de soja transgênica da companhia de Saint Louis. O pacote inclui a soja “Genuity Roundup Ready 2 Yield”, uma variedade resistente ao herbicida glifosato e com maior potencial produtivo, e a “Roundup Ready 2 Xtend”, resistente também ao herbicida dicamba. O acordo também dá à Monsanto acesso a algumas patentes da DuPont.

Brett Begemann, da Monsanto: busca de ações para complementar oferta

Em troca, as duas companhias concordaram em colocar fim a uma longa disputa sobre patentes na Justiça. “Queremos focar no mercado e fugir dos tribunais” declarou na ocasião o presidente da Pioneer, Paul Schickler, em entrevista reproduzida pela Dow Jones Newswires. Em agosto do ano passado, a DuPont havia sido condenada a pagar US$ 1 bilhão para a Monsanto por fazer testes não autorizados com a soja RR, cuja patente expira em 2014. A DuPont, por sua vez, acusava judicialmente a Monsanto de adotar práticas anticoncorrenciais.

Em abril, a Monsanto fechou ainda acordos para a troca de tecnologias com a Dow e Bayer. Em meio aos problemas crescentes com a resistência de ervas daninhas ao seu herbicida, o glifosato, a companhia tem procurado ampliar o acesso a genes que tornem as plantas resistentes a outros produtos químicos. Pela parceria firmada com a Dow, a Monsanto terá acesso à tecnologia do milho “Enlist“, um transgênico resistente ao herbicida 2,4-D. Em contrapartida, a Dow poderá licenciar uma nova tecnologia da Monsanto para o combate de pragas do milho.

O acordo é, na verdade, a segunda etapa de uma parceria iniciada em 2007, quando Dow e Monsanto deram início ao desenvolvimento do “SmartStax“, uma variedade de milho na qual as empresas “empilharam” oito diferentes tipos de genes resistentes a insetos e defensivos. “Continuamos a procurar por modos adicionais de ação que ofereçam benefícios para nossos clientes e complementem nossa oferta atual”, declarou Brett Begemann, presidente global da Monsanto.

Paul Schickler, da DuPont: com foco nos mercados e distante dos tribunais

A Monsanto também licenciou sua segunda geração de transgênicos de soja para a Bayer, que busca de todas as formas crescer no mercado de sementes e reduzir a distância em relação às principais concorrentes. “Estamos empolgados com o fato de que, com a combinação de tecnologias das duas companhias, seremos capazes de oferecer opções adicionais de controle de pragas e um pacote completo de resistência a herbicidas na soja”, declarou, em nota, Rudiger Scheitza, chefe de estratégia e gerenciamento de negócios da companhia alemã. Em troca, os alemães concederam à Monsanto licenças para avaliar tecnologias para o controle de pragas no milho e de resistência a herbicidas.

Vários desses acordos começam a render frutos. Na semana passada, Basf e Monsanto anunciaram que pretendem lançar até 2014, nos Estados Unidos, a primeira variedade geneticamente modificada de milho com tolerância à seca. O produto é fruto de um acordo nas áreas de pesquisa e desenvolvimento firmado em 2007 com o objetivo de desenvolver tecnologias nas áreas de tolerância à estiagem com investimentos conjuntos da ordem de US$ 2,5 bilhões.

A Basf também pretende colocar no mercado brasileiro, até 2014, a soja “Cultivance“, um transgênico resistente a herbicida desenvolvido em parceria com a Embrapa – empresa com quem mantém ainda acordos de cooperação nas áreas de defensivos biológicos e absorção de nutrientes. Finalmente, Syngenta e Bayer anunciaram em março que deram início ao processo de registro de uma nova soja geneticamente modificada para resistir a três diferentes herbicidas, fruto de uma parceria firmada em 2011.

Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, as parcerias também são uma forma de atrair recursos privados e driblar o orçamento apertado para pesquisa. Segundo ele, dos 980 projetos atualmente em desenvolvimento pela empresa, 350 são financiados com dinheiro de fora do setor público. “Somos provavelmente a única empresa pública do mundo a ter desenvolvido e registrado um transgênico comercial, e que é fruto de uma acordo de inovação aberta”, afirma, referindo-se à parceria com a Basf.

Lopes também aposta na integração com a universidade. “Trata-se de um movimento inevitável. Nos programas mais sofisticados de pesquisa, centrados em mercados competitivos, o custo inicial de desenvolvimento é gigantesco. Para reduzir o custo, é preciso acessar o conhecimento fundamental, que é o mais caro e está na academia”. Em dezembro, a Embrapa firmou um acordo com a Unicamp para a criação de uma unidade de pesquisa mista com foco no desenvolvimento de genes destinados a melhorar a adaptação das plantas a condições climáticas desfavoráveis.

 

Monsanto perde processo criminal contra movimentos sociais

29, maio, 2013 Sem comentários

Terra de Direitos, 27/05/2013

A transnacional entrou com processo criminal contra integrantes de organizações e movimentos sociais em 2005. A decisão do TJ demonstra o reconhecimento da legitimidade dos sujeitos coletivos de direitos em meio ao processo de democratização da sociedade brasileira.

A transnacional Monsanto está em mais de 80 países, com domínio de aproximadamente 80% do mercado mundial de sementes transgênicas e de agrotóxicos. Em diferentes continentes, a empresa acumula acusações por violações de direitos, por omissão de informações sobre o processo de produção de venenos, cobrança indevida de royalties, e imposição de um modelo de agricultura baseada na monocultura, na degradação ambiental e na utilização de agrotóxicos.

No Brasil, a invasão das sementes geneticamente modificadas teve início há uma década, com muita resistência de movimentos sociais, pesquisadores e organizações da sociedade civil. No Paraná, a empresa Monsanto usou a via da criminalização de militantes como forma de responder aos que se opunham aos transgênicos.

Na última quinta-feira (23), desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) absolveram por unanimidade cinco militantes acusados injustamente pela Monsanto de serem mentores e autores de supostos crimes ocorridos em 2003. A transnacional entrou como assistente de acusação na ação criminal em resposta à manifestação de 600 participantes da 2ª Jornada de Agroecologia, na estação experimental da empresa, em Ponta Grossa, para denunciar e protestar contra a entrada das sementes transgênicas no estado e as pesquisas ilegais e outros crimes ambientais praticados pela empresa.

Foram acusados Célio Leandro Rodrigues e Roberto Baggio, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, José Maria Tardin, à época integrante da AS-PTA – Assessoria e Serviços em Agricultura Alternativa, Darci Frigo, da Terra de Direitos, e Joaquim Eduardo Madruga (Joka), fotógrafo ligado aos movimentos sociais. Em claro sinal de criminalização, a transnacional atribuiu à manifestação, feita por mais de 600 pessoas, como responsabilidade de apenas cinco pessoas, usando como argumento a relação genérica dos acusados com os movimentos sociais.

Em sentido contrário, a decisão do TJ demonstra o reconhecimento da legitimidade dos sujeitos coletivos de direitos na sociedade brasileira. Segundo José Maria Tardin, coordenador da Escola Latina Americana de Agroecologia e da Jornada de Agroecologia do Paraná, o ato na sede da Monsanto em 2003 e posterior ocupação permanente da área chamaram a atenção em âmbito nacional e internacional para a ilegalidade das pesquisas com transgênicos.

Nos anos seguintes às denúncias, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e equipe técnica ligada ao governo do estado realizaram vistorias detalhadas nos procedimentos da transnacional. Foram confirmadas ilegalidades que violavam a legislação de biossegurança vigente.

A área ficou ocupada por trabalhadores sem terra durante aproximadamente um ano. Neste período, os camponeses organizaram o Centro Chico Mendes de Agroecologia e cultivaram sementes crioulas. Para Tardin, a agroecologia é o “caminho da reconstrução ecológica da agricultura, combatendo politicamente o modelo do agronegócio e do latifúndio”.

Pragas resistentes a milho transgênico mostram a ineficiência da tecnologia

29, maio, 2013 Sem comentários

The Wall Street Journal, 23/05/2013

[Syngenta e outras lucram com os fracassos tecnológicos da Monsanto]

Por Ian Berry

As vendas estão beneficiando fabricantes de pesticidas como American Vanguard Corp. e Syngenta AG. Mas organizações de defesa do meio-ambiente e alguns cientistas estão preocupados com o fato de que um dos benefícios mais alardeados do milho transgênico – que ele reduz a necessidade do controle de pragas – está se esgotando. Ao mesmo tempo, o ressurgimento dos pesticidas poderia trazer riscos tanto para agricultores quanto para insetos que são benéficos para a lavoura.

Até recentemente, grande parte dos produtores de milho nos EUA havia abandonado os pesticidas de solo graças principalmente à adoção generalizada de uma modificação genética, desenvolvida pela Monsanto Co., que faz as sementes do milho gerar suas próprias toxinas contra as pragas – mas que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (ou EPA, na sigla em inglês) afirma não ser nociva aos seres humanos.

As sementes modificadas foram introduzidas pela primeira vez em 2003 e se mostraram altamente eficientes contra a Diabrotica speciosa, a larva de um besouro voraz também conhecida como larva-alfinete, que é o pior inimigo dos produtores de milho do país. Hoje, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, dois terços de todo o milho cultivado inclui um gene contra essa larva chamado Bt.

À medida que mais agricultores adotavam a semente modificada, a proporção da área plantada com milho que era tratada com inseticida caiu para 9% em 2010, ano mais recente para o qual há dados disponíveis, comparado com 25% em 2005, segundo o Departamento de Agricultura. E os produtores que continuaram a usar inseticida fizeram menos pulverizações em 2010, segundo os dados.

Em 2011, no entanto, entomologistas da Universidade do Estado de Iowa e da Universidade de Illinois começaram a identificar larvas que eram imunes ao gene da Monsanto e descobriram que essas pragas resistentes haviam se espalhado pelo chamado Centro-Oeste. Agora, muitos produtores já concluíram que precisam aplicar pesticidas no solo para matar as larvas que se tornaram resistentes ao Bt, assim como uma crescente população de outras pragas.

Scott Greenlee, que cultiva 688 hectares em Iowa, disse que pretende começar a usar inseticidas este ano depois que as larvas destruíram parte de sua lavoura em 2012. Greenlee, que havia plantado o chamado milho Bt, da Monsanto, disse que a área afetada produziu somente cerca de 120 a 150 bushels por hectare, perto de um terço da produção normal.

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Um futuro melhor na visão da Syngenta

7, maio, 2013 2 comentários

republica da soja

UE suspeita de inseticidas por “sumiço” de abelhas

21, janeiro, 2013 1 comentário

As autoridades europeias informaram que três inseticidas há muito suspeitos de contribuir para a queda acentuada das populações de abelhas representam risco para os insetos, e defenderam que esses produtos químicos sejam submetidos a um exame mais detalhado.

Trata-se dos neonicotinoides clotianidina e imidacloprida, da Bayer, e do tiametoxam, da Syngenta. Exatamente os mesmos que aqui no Brasil o Ibama tentou restringir e depois acabou engolindo sua permissão para pulverização aérea formalizada em conjunto com o Ministério da Agricultura.

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The Wall Street Journal | Valor Econômico, 18/01/2013.

França, Alemanha, Itália e outros países europeus já proibiram ou suspenderam o uso de determinados inseticidas, conhecidos como neonicotinoides, que, segundo argumentam muitos agricultores e cientistas, são a causa principal da queda das populações de abelhas comuns. A indústria de pesticidas e outros cientistas dizem que as doenças e as mudanças ambientais é quem são os responsáveis.

A avaliação de risco, publicada anteontem, afirmava que três neonicotinoides – a clotianidina e o imidaclopride, fabricados principalmente pela Bayer, e o tiametoxam, produzido pela Syngenta – representam riscos para as abelhas por meio da presença de resíduos de terra e pesticida contaminados no néctar e no pólen. O órgão europeu vê “alto e grave risco” para as abelhas na forma pela qual os três inseticidas são aplicados a cereais, algodão, canola, milho e girassol.

Sua análise “propôs uma avaliação de risco muito mais abrangente para o caso das abelhas e introduziu, além disso, um nível mais alto de atenção na interpretação dos estudos de campo”, disse a EFSA. Mas a agência observou que não há dados para concluir que os inseticidas contribuem para o colapso das colônias de abelhas.

A Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia (UE), solicitará novas informações das fabricantes dos produtos químicos, disse um porta-voz da comissão. A UE está preparada para tomar “as medidas necessárias” se novos estudos revelarem a existência de ameaça definitiva imposta pelos produtos químicos às populações de abelhas, acrescentou.

Um alto executivo da Syngenta criticou o estudo. “Fica evidente para nós que a EFSA sofreu pressão política para produzir uma avaliação de risco apressada e imprópria, que ela mesma reconhece conter alto nível de incerteza”, disse John Atkin, diretor operacional da Syngenta. “Este relatório não é digno da EFSA e seus cientistas”.

A EFSA não respondeu a uma solicitação por seus comentários.

A Bayer diz que sustenta os dados anteriores apresentados aos órgãos reguladores, que demonstravam que os produtos químicos não causam danos às abelhas se usados da maneira pela qual foram aprovados na Europa. “Consideramos que os novos relatórios da EFSA não alteram a qualidade e a validade dessas avaliações de risco e os estudos subjacentes”, disse a companhia química alemã.

O Departamento de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), que regulamenta o uso de pesticida, diz desconhecer dados que demonstrem que os neonicotinoides tenham contribuído para o colapso das colônias de abelhas. Pesquisadores do Departamento de Agricultura americano examinam a questão, mas dizem não ter encontrado prova que relacione pesticidas às mortes de abelhas.

A EPA rejeitou solicitações emergenciais de ambientalistas de que uma série de neonicotinoides seja retirada do mercado. Mas, em resposta à pressão pública, acelerou a análise periódica de segurança de produtos químicos para verificar a necessidade da adoção de restrições adicionais a seu uso.

Os grupos ambientais dizem que a EPA está se movimentando com excessiva lentidão e cogitam mover uma ação judicial para obrigar o órgão a agir. “A EPA tem um enorme problema de conformidade”, disse Jay Feldman, diretor-executivo do grupo antipesticidas Beyond Pesticides. A EPA não comentou de imediato o assunto.

Nos EUA os neonicotinoides substituíram pesticidas considerados mais perigosos, gradualmente retirados do mercado americano.

Ambientalistas pedem a suspensão de pesticidas da BAYER

17, dezembro, 2012 2 comentários

Coordinadora contra os perigos da BAYER, 17/12/2012

Ao revelar que no México se encontram 27 inseticidas altamente perigosos comercializados por Bayer, Basf e Syngenta, organizações ambientalistas enviaram carta aos executivos das transnacionais, exigindo a suspensão das vendas desses produtos “por seu impacto à saúde humana e ao meio ambiente”.

De acordo com um comunicado, “no dia internacional do Não uso de pesticidas, mais de 120 organizações e 10 mil pessoas mundialmente enviaram uma carta aos executivos das transnacionais Syngenta, Bayer e Basf, exigindo que deixem de vender pesticidas altamente perigosos à saúde humana e ao meio ambiente. Estas transnacionais fabricam, em seu conjunto, 50 inseticidas altamente perigosos que, em muitos casos, não são vendidos ou não estão registrados em seus países de origem e, no entanto, são comercializados em países da Ásia, África e América Latina”.

“A carta foi dirigida à suíça Syngenta, e as alemãs Bayer Cropscience e Basf porque elas são, em grande parte, responsáveis pelos envenenamentos e problemas ambientas causados pelos pesticidas. As três transnacionais foram beneficiadas, em 2012, com 47% das vendas do mercado mundial (seguidas das estadunidenses Monsanto, Dow e DuPont)”.

A carta foi uma iniciativa de Pestizid Aktions-Netzwerk e.V. – PAN Alemanha (rede de ação contra os pesticidas) e tem como título “Pesticidas altamente perigosos da Basf, Bayer e Syngenta. Resultados de uma investigação internacional”. Indica que há mais de 25 anos a indústria e os governos promovem o “uso seguro dos inseticidas”, no entanto, os problemas ocasionados pelos agrotóxicos continuam. Neste relatório, o PAN discrimina os produtos altamente perigosos que são divulgados em páginas eletrônicas das transnacionais em seu país e em nove países da Ásia, África e América Latina (Brasil e Argentina).

Referindo-se ao relatório, Fernando Bejarano, coordenador da Red de Acción em Plaguicidas y sus Alternativas no México (Rapam), informou que “no México encontramos 27 inseticidas altamente perigosos comercializados pela Bayer, Basf e Syngenta que estão incluídos no informe citado pelo PAN. Portanto, nos somamos à demanda internacional para que detenham sua comercialização”.


Por Juan Garciaheredia/ El Sol de México (http://www.oem.com.mx/eloccidental/notas/n2794299.htm)

Tradução: Sandra Luiz Alves

 

Coordinadora contra os perigos da BAYER
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Empresas investem em cana transgênica

5, setembro, 2011 Sem comentários

ONGs reclamam de processo de aprovação

Sabrina Valle

O Estado de São Paulo, 05/09/2011

O processo de aprovação da primeira cana-de-açúcar transgênica deve passar pelas mesmas críticas aplicadas à soja, ao milho e ao algodão. A AS-PTA, associação civil de AGRICULTURA FAMILIAR, diz que as principais promessas relativas a transgênicos, como aumento de produtividade ou redução de uso de agrotóxicos, não foram cumpridas. O assessor técnico Gabriel Fernandes cita um estudo da Union of Concerned Scientists mostrando que transgênicos não aumentaram a produtividade; outro da Embrapa Agropecuária Oeste apontando que produzir soja convencional é mais barato do que produzir a geneticamente modificada; e dados da Anvisa mostrando que depois da autorização da soja RR (Monsanto) no Brasil o consumo de herbicidas à base de glifosato (roundup) disparou. “Uma das vantagens das multinacionais é a venda casada das sementes com agrotóxicos.”

A assessora jurídica da ONG Terra de Direitos, Larissa Packer, diz que faltam estudos sobre riscos ambientais e alimentares e sobre fluxo gênico. Ela afirma que as aprovações pela CTNBio têm sido ilegais, ferindo o Anexo 3 do Protocolo de Cartagena.

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