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Arquivo de setembro, 2010

Syngenta troca café gourmet por agrotóxicos

30, setembro, 2010 Sem comentários

Empresa “fideliza” produtor condicionando venda de sua produção de café à compra de um pacote completo de insumos e agrotóxicos.

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Reportagem de Luiz Silveira para o Brasil Econômico, 30/09/2010.

Syngenta troca defensivo por café especial e exporta 200 mil sacas

Uma empresa sem nenhuma tradição ou foco na comercialização de commodities está se consolidando como uma das maiores exportadoras brasileiras de cafés especiais. A indústria de agroquímicos e sementes Syngenta tem contratos para comprar e exportar 208 mil sacas de café gourmet ao longo deste ano,dentro de um programa no qual troca seus produtos por sacas do grão. Leia mais…

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Cresce monopólio sobre as sementes

30, setembro, 2010 2 comentários

Enquanto as empresas seguem renovando suas promessas – a bola da vez são as sementes resistentes à seca – cresce o monopólio e as sementes convencionais cada vez mais somem do mercado. É o que mostra a reportagem abaixo do Valor Econômico (30/9/2010) a partir de informações da Pioneer.

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VI Encontro Regional da Alimentação

29, setembro, 2010 Sem comentários

Milho Bt polui rios do cinturão do milho dos EUA

28, setembro, 2010 Sem comentários

Por Steve Connor, Editor de Ciência

The Independent, 28/09/2010

Tradução: AS-PTA

Um inseticida usado nas culturas geneticamente modificadas extensivamente cultivadas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo vazou para os corpos d’água do entorno das plantações.

O inseticida é produto de um gene bacteriano inserido no milho transgênico e em outros cereais para protegê-los de insetos como a broca europeia do colmo. Cientistas detectaram o inseticida em um número significativo de córregos do grande cinturão do milho do meio oeste norte americano.

Os pesquisadores detectaram a proteína bacteriana em resíduos vegetais que foram arrastados das lavouras de milho para córregos até a distância de 500 metros. Eles não determinaram quão significante é o fato em termos de riscos para a saúde humana e para o meio ambiente em geral.

“Nossa pesquisa soma-se ao crescente corpo de evidências de que derivados de milho podem se dispersar pela rede córregos e riachos e que os componentes associados às culturas transgênicas tais como as proteínas inseticidas podem atingir os corpos d’água próximos”, disse Emma Rosi-Marshall do Cary Institute of Ecosystem Studies de Millbrook, Nova Iorque.

As sementes transgênicas são amplamente cultivas, com exceção da Inglaterra e outras partes da Europa. Em 2009, mais de 85% do milho estadunidense era geneticamente modificado para repelir insetos ou para ser tolerante a herbicidas usados para matar plantas daninhas nas áreas cultivadas.

O milho transgênico tem um gene da bacteria Bacillus thuringiensis (Bt) inserido para repelir o besouro da broca do colmo. O gene Bt produz uma proteína chamada Cry1Ab que possui propriedades inseticidas.

O estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Science, analisou 217 córregos de Indiana. Os cientistas encontraram 86% dos locais contendo folhas, palha ou sabugo do cereal em seus canais e 13% contendo níveis detectáveis da proteína inseticida.

“A ligação próxima entre as áreas de milho e os córregos assegura novas pesquisas sobre como subprodutos do milho, incluindo as proteínas inseticidas, potencialmente impactam ecossistemas não-alvo, tais como córregos e outros corpos d’água”, disse a Dra. Rosi-Marshall.

Todos os locais dos córregos com proteínas inseticidas em quantidades detectáveis estavam localizados num raio de até 500 metros de uma plantação de milho. As ramificações são vastas em Iowa, Illinois, e Indiana, onde cerca de 90% dos rios e córregos – algo como 295 mil km de cursos d’água – estão também localizados dentro de um raio de 500 metros das áreas de milho.

Depois da colheita, uma prática comum é deixar os restos vegetais na área. Essa forma de “plantio direto” minimiza a erosão do solo, mas também abre caminho para resíduos de milho entrarem nos córregos das redondezas.

Obs.: Em 2007, a equipe de Emma Rosi-Marshall publicou estudo indicando que as larvas de um inseto herbívoro da ordem trichoptera que vivem nos ecossistemas aquáticos do norte de Indiana também são afetadas pelo Bt. No artigo, publicado na mesma revista científica PNAS, os autores concluíram que o plantio de lavouras Bt provoca consequências inesperadas em escala de ecossistemas.

O artigo gerou reação furiosa e imediata de cientistas pró-transgênicos. Diversos pesquisadores escreveram para as autoras, para a PNAS e para a Fundação Nacional de Ciência (NSF, em inglês) do governo americano, que financiou o trabalho de Rosi-Marshall. O trabalho foi acusado de falho, omisso, mal desenhado, entre outras coisas. Curioso que nenhuma das críticas pediu mais pesquisas ou a repetição do estudo. Os novos dados agora divulgados reforçam a tese de que as plantas transgênicas são liberadas no escuro, sem se conhecer seus reais impactos.

Saiba mais sobre o bloqueio a pesquisas independentes:

Cientistas denunciam perseguição e “poder de veto” da indústria de biotecnologia para pesquisas sobre efeitos dos transgênicos

Monsanto, Syngenta e DuPont vetam uso de planta em pesquisa independente

Scientific American denuncia como empresas de biotecnologia impedem a realização de pesquisas independentes sobre transgênicos

Sobre o artigo publicado na PNAS:

Occurrence of maize detritus and a transgenic insecticidal protein (Cry1Ab) within the stream network of an agricultural landscape

<http://www.pnas.org/content/early/2010/09/22/1006925107.abstract>

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Monsanto reconhece que milho SmartStax produz menos

27, setembro, 2010 Sem comentários

De acordo com a empresa, os dados inciais referentes à safra estadunidense revelam que o híbrido SmartStax, que tem 8 transgenes, está produzindo menos que suas variedades mais antigas de 3 transgenes.

A variedade SmartStax é a semente mais cara da Monsanto, que foi propagandeada por seu presidente Hugh Grant como sendo 5 a 10% mais produtiva.

As variedades resultantes do cruzamento de diferentes transgênicos são chamadas de piramidadas. Órgãos como a CTNBio as aprovam considerando que os diferentes transgenes não interagem e portanto não podem produzir efeitos adversos ou inesperados na planta modificada.

Quem garante que essa diferença na produtividade reconhecida pela própria Monsanto não é resultado dessas interações desconhecidas que os biotecnológos afirmam não existir?

Com informações da Bloomberg, 20/09/2010.

http://www.bloomberg.com/news/2010-09-20/monsanto-says-latest-modified-corn-seeds-yield-less-than-older-product.html

Comissão Europeia quer facilitar entrada de transgênicos, França resiste

24, setembro, 2010 Sem comentários

França se opõe à proposta da UE de deixar países livres para decidir sobre transgênicos

Segundo matéria publicada pela Reuters, o ministro de agricultura da França Bruno Le Maire afirmou em 16/09 que o país se opõe ao plano da União Europeia (UE) de deixar que cada país membro possa decidir se aprova ou não o cultivo de transgênicos. A declaração foi feita em uma conferência de imprensa, junto com o comissário de assuntos de saúde e consumidores da UE, John Dalli.

A proposta havia sido apresentada pela Comissão Europeia em junho último, na tentativa de superar as divergências entre países quanto ao tema, que têm tornado a aprovação de transgênicos no bloco extremamente difícil.

Segundo a Reuters, a Espanha também rejeita a ideia.

Na conferência de imprensa, Dalli reconheceu como legítima a posição da França e de outros países contrários à proposta, mas afirmou que espera avançar rapidamente na discussão com os 27 estados membros e o Parlamento Europeu com vistas a mudar as regras já no próximo ano.

Em consulta a organizações francesas contrárias aos transgênicos, a AS-PTA apurou os motivos da rejeição do país à proposta da UE. Segundo elas, a proposta faz parte de uma estratégia para finalmente disseminar as lavouras transgênicas na Europa: liberando-se os países para decidir sobre permitir ou não o cultivo, certamente haverá aqueles que optarão pela liberação. E, introduzindo-se as sementes modificadas em um país, certamente em pouco tempo os outros estarão com suas lavouras contaminadas. Trata-se, novamente, da estratégia do “fato consumado”: uma vez contaminadas as lavouras, os governos vêem-se forçados a liberar o cultivo, caso contrário terão boa parte das lavouras de seus países em situação ilegal.

Feiras orgânicos no Rio

23, setembro, 2010 Sem comentários

Propostas para o Brasil defender na COP MOP no Japão

22, setembro, 2010 Sem comentários

Terra de Direitos, 22/09/2010.

Sessenta e cinco organizações enviaram um documento ao governo brasileiro com várias recomendações para as negociações na 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena (MOP-5) e 10ª Conferência das Partes da Convenção de Diversidade Biológica (COP-10), que acontecem no próximo mês no Japão. As recomendações foram debatidas durante a Plenária Nacional realizada nos dias 15 e 16 de setembro, em Brasília, e encaminhadas ao Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty, Ministério responsável por estabelecer consenso nacional entre os demais ministérios e setores da sociedade civil para as negociações de Nagoya.

A COP MOP deste ano irá reunir representantes de cerca de 170 países para analisar o resultado das metas de preservação da fauna e da flora assumidas em 2002 e definir quais serão os próximos objetivos até 2020. Segundo o documento encaminhado pela sociedade civil ao Itaramaty, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que os países fracassaram com relação às metas de redução da taxa de perda da biodiversidade. Os dados são alarmantes. Cerca de 150 espécies são extintas por dia em todo o mundo, afirma o Secretário da Convenção da Diversidade Biológica. Esta drástica redução da biodiversidade também se encontra na quantidade de culturas cultivadas para o cons umo humano. Atualmente apenas sete variedades correspondem a 75% da alimentação mundial e a FAO denuncia que (1) bilhão de pessoas passam fome atualmente no mundo.

O governo brasileiro apesar de alguns números a seu favor, como a redução do desmatamento na Amazônia, não vem implementando ações efetivas contra a perda da biodiverisidade brasileira, ilustrada pela vergonhosa iniciativa de flexibilização das proteções do Código Florestal e anistia aos desmatadores. O descontrole da contaminação genética dos campos de milho convencional pelo milho transgênico, por exemplo, pode gerar danos irreversíveis ao patrimônio genético e cultural do país ao colocar em risco as variedades de milho crioulo melhoradas há séculos pelos pequenos agricultores familiares e camponeses. “Identificamos e denunciamos que o cercamento territorial e tecnológico dos agricultores, comunidades tradicionais e povos indígenas através da concentração de terras, principalmente por empresas transnacionais, e dos recursos biológicos transformados em mercadoria pela biotecnologia e por normas de propriedade intelectual, representam séria violação aos Direitos Humanos”, afirma o documento.

Uma das recomendações ao governo requer que o Brasil, um dos mais megadiversos do planeta, paute-se pelo princípio da precaução e pela conservação e uso sustentável da biodiversidade e não por interesses de mercado. “É inaceitável que a posição do Brasil se paute por interesses de mercado, subordinando a Convenção da Diversidade Biológica às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, afirma o preâmbulo do documento. A sociedade civil também denuncia que são as atividades econômicas de empresas transnacionais e nacionais e seus lobbies nos espaços de negociação de acordos internacionais e nacionais uma das causas mais fortes pelo fracasso coletivo com relação ao cumprimento das metas de preservação da biodiversidade.

As recomendações da sociedade civil abrangem diversos assuntos, como a necessidade do Brasil identificar as cargas que contém transgênicos; moratória e zoneamento ecológico antes de autorização de pesquisas com árvores transgênicas; manutenção da moratória às tecnologias de restrição de uso (as sementes conhecidas como Terminator) e às atividades com geoengenharia, como a fertilização de oceanos; aplicação do princípio da precaução à produção de agrocombustíveis; e ainda com relação às mudanças climáticas, recomendam que a conservação de florestas não sirva de licenças para as emissões do hemisfério norte.

Ainda receberam destaque as recomendações específicas com relação ao Regime internacional de Acesso e Repartição de Benefícios para que se garanta um regime efetivo de repartição dos benefícios oriundos do acesso aos recursos e conhecimentos tradicionais, em respeito aos direitos dos povos indígenas e comunidades locais. Também reafirmaram a necessidade de se estabelecer um regime de proteção sui generis ao conhecimento tradicional de acordo com os princípios da CDB e com os sistemas locais de regulação, os quais se distanciam em muito dos direitos de propriedade intelectual estabelecidos atualmente.

Com relação ao Protocolo suplementar ao Protocolo de Cartagena sobre a responsabilidade por danos decorrentes do comércio de transgênicos, as organizações e movimentos da sociedade civil manifestaram-se por um regime internacional forte e vinculante que estabeleça sistemas de acesso e exigibilidade para responsabilizar os operadores da tecnologia, como também que “normas nacionais rígidas sejam estabelecidas para que os custos com as medidas necessárias tomadas no caso de danos não recaiam sobre as sociedades nacionais, mas sobre os setores que lucram com a tecnologia, especialmente o operador-detentor da tecnologia”.

Esta é a primeira vez que a sociedade civil se organiza para estabelecer consensos e recomendar que o governo brasileiro defenda, em âmbito internacional, posições coerentes com as legislações nacionais e com o respeito aos direitos humanos, e os direitos dos povos indígenas e comunidades locais. As organizações e movimentos sociais mostram-se como atores nacionais e internacionais importantes para aperfeiçoar os mecanismos de participação democrática e exigibilidade de compromissos internacionais assumidos pelos Países, em especial na defesa dos direitos humanos e da conservação e uso sustentável da biodiversidade do planeta.
Mais informações:

Terra de Direitos – Larissa Packer: 41 3232-4660

Terra de Direitos – Ana Carolina Brolo de Almeida: 41 3232-4660

Salmão transgênico nos EUA

22, setembro, 2010 Sem comentários

Sociedade civil pede rotulagem de salmão

Associated Press/Valor Econômico, 22/09/2010.

Representantes da sociedade civil americana exortaram ontem a FDA – agência de fiscalização de remédios e alimentos dos Estados Unidos – a exigir que o salmão geneticamente modificado, em análise pelo órgão, seja rotulado, caso seja aprovado para consumo humano.

De acordo com esses representantes, trata-se de um direito do consumidor saber que uma modificação genética foi realizada no animal. Para a AquaBounty, a empresa que desenvolveu a espécie transgênica e a submeteu à FDA, o salmão modificado tem sabor, textura, cor e odor iguais ao do peixe convencional.

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Agrotóxicos livres de impostos causam problemas de saúde no CE, diz pesquisadora

21, setembro, 2010 Sem comentários

Decreto assinado em 1997 pelo então governador Tasso Jereissati (PSDB), hoje candidato ao Senado, pode ter causado aumento da ocorrência de casos de câncer no estado

Por Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual |  15/09/2010

Guararema (SP) – A isenção de impostos para agrotóxicos no Ceará, em vigor desde 1997, é responsável por um uso indiscriminado de insumos na lavoura e na pecuária. Segundo Raquel Maria Rigotto, médica, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Ceará, a prática provoca danos à saúde de trabalhadores e ao meio ambiente. A crítica foi feita durante sua palestra na manhã desta quarta-feira (15), no Seminário Nacional contra o uso dos Agrotóxicos, promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Guararema (SP).

Um decreto do então governador Tasso Jereissati (PSDB), hoje senador e candidato à reeleição, isentou do pagamento de diferentes tributos e contribuições (ICMS, IPI, PIS/Pasep e Cofins) estaduais os insumos agrícolas. A norma foi mantida pelas gestões de Lúcio Alcântara (PR) e Cid Gomes (PSB). São incluídos inseticidas, fungicidas, formicidas, herbicidas, parasiticidas, germicidas, acaricidas, nematicidas, raticidas, desfolhantes, dessecantes, espalhantes adesivos, estimuladores e inibidores de crescimento (reguladores), vacinas, soros e, ainda, medicamentos produzidos para uso na agricultura e na pecuária.
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As 10 maiores empresas de agronegócio do Brasil

20, setembro, 2010 Sem comentários

Reparem os valores: faturamento das 10 maiores em 2009 foi de R$ 95 bilhões. Este ano o governo destinou R$ 100 bilhões para financiar o agronegócio.

de Portal Exame
Márcio Juliboni, de EXAME.com – 15/09/2010 | 20:51

Juntas, as dez maiores companhias do setor faturaram mais de US$ 56 bilhões no ano passado

1. Bunge Alimentos
2. Cargill
3. Souza Cruz
4. Sadia (hoje com a Perdigão na Brasil Foods)
5. Brasil Foods
6. Unilever
7. Copersucar
8. JBS
9. Nestlé
10. ADM

Ver alguns detalhes sobre cada uma delas, no:
http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/10-maiores-empresas-agronegocio-brasil-596695.html

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Jornal da Chapada do Apodi – Agrotóxicos

10, setembro, 2010 1 comentário

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Argentina: médicos pedem proibição das pulverizações

9, setembro, 2010 Sem comentários

Os participantes do “Primeiro Encontro de Médicos dos Povos Fumigados”, que reuniu mais de 160 participantes de diversos estados entre 27 e 28 de agosto na Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Córdoba (UNC), na Argentina, pedem à presidenta do país que “proteja a saúde e a vida dos povos fumigados por agrotóxicos”.

A declaração final do encontro solicita ainda à presidenta e aos ministros da Saúde e do Interior que se proíbam imediatamente as pulverizações aéreas de agrotóxicos em todo o território da Argentina, assim como já foi estabelecido na União Europeia, e que se restrinjam as fumigações terrestres, distanciando-as das zonas urbanas e dos povoados.

A carta pede ainda ao Congresso Nacional que trate de aprovar leis que determinem estas proibições, e que também passem a considerar as fumigações ilegais delitos que atentam contra a saúde e o meio ambiente.

Segundo os participantes de encontro, “além de parar de fumigar, é preciso proibir a utilização por qualquer meio de agrotóxicos de classes toxicológicas I e II, bem como colocar em questão o atual modelo de produção agroindustrial e transgênico, buscando sistemas que permitam a integração social e cultural e a defesa e reprodução das condições ecológicas do nosso meio ambiente”.

Os participantes do encontro aprovaram ainda uma carta abertas às entidades agropecuárias, exortando-as a “parar de fumigar”. Nesta carta, denunciam que “os cânceres e outras doenças graves são detectadas com mais frequência agora. Da mesma maneira que os abortos espontâneos, transtornos de fertilidade e nascimento de bebês com malformações congênitas têm apresentado índices muito elevados (…). os transtornos respiratórios, endócrinos, hematológicos, neurológicos e psíquicos são, também agora, muito mais frequentes em populações sistematicamente fumigadas. Fumigadas porque compartilham o mesmo espaço geográfico com os cultivos agroindustriais e transgênicos que os senhores exploram”.

Extraído e adaptado de: CTA – Central de Trabajadores de la Argentina, 02/09/2010.

Transgênicos: crescimento sem limites

4, setembro, 2010 Sem comentários

Hoje, a soja dos brasileiros contém 50 vezes mais veneno do que em 1998. O aumento expressivo do uso de agrotóxicos é a indicação clara de que estes últimos e os transgênicos fazem parte de um mesmo modelo, onde a dominação do mercado de sementes e insumos está nas mãos de um pequeno grupo de grandes corporações

por Andrea Lazzarini Salazar

Publicado na revista Le Monde Diplomatique Brasil, edição de agosto de 2010. Leia mais…