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Arquivo de março, 2011

Avicultores do Nordeste querem milho transgênico argentino

31, março, 2011 Sem comentários

Avicultores do Nordeste negociam importação de milho da Argentina

VALOR ECONÔMICO, 31/03/2011

Os produtores de aves do Nordeste enfrentam um grave dilema para abastecer 100 milhões de frangos com milho geneticamente modificado da Argentina. Diante da necessidade de importar a matéria-prima a preços razoáveis, os avicultores da região correm o risco de ter suas cargas rejeitadas nos portos pelas autoridades brasileiras.

Um problema não resolvido pelos ministros do Conselho Nacional de Biossegurança (CTNBio) [CNBS], que ainda não decidiu se essa importação atende aos “interesses nacionais”, uma vez que a situação ameaça a produção de aves da região cuja demanda mais cresce no país. Desde 2008, os 11 ministros avaliam pedidos de importação de milho transgênicos argentino, mas a situação está longe de ser decidida.

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Área de milho transgênico deve crescer 20%

30, março, 2011 Sem comentários

 

É o Brasil cada vez mais se emburacando numa opção monolítica, cada vez mais nas mãos de meia dúzia de multinacionais. O presidente da Abrasem não só estimula o fato como ainda desacredita o trabalho dos produtores que estão se organizando para seguir no mercado de grãos convencionais, como mostra a reportagem abaixo.

 

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Abrasem prevê área de 8,8 milhões de hectares na safra 2011/2012, ante 7,3 milhões de hectares no atual ciclo

Marcela Caetano – O Estado de S.Paulo, 30/03/2011

A aplicação de sementes geneticamente modificadas de milho deve crescer 20% na safra 2011/2012, para 8,84 milhões de hectares. A expectativa é da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). No atual ciclo 2010/2011 foram cultivados 7,37 milhões de hectares com transgênicos (safras verão e inverno), ou 57,2% do total do País, que chegou a 12,88 milhões de hectares.

A previsão tem como base levantamento da consultoria Céleres. Na área de milho safrinha, o uso da tecnologia disparou. Em apenas três anos a participação dos transgênicos chegou a 75,4%, número próximo aos 76,2% de área semeada na soja em dez anos de uso no Brasil.

A elevação da produtividade, o melhor combate de pragas e aumento da oferta de variedades são alguns dos fatores que estimulam a adoção da tecnologia. “O milho é uma planta alta, o que torna a aplicação de inseticidas complicada. Com o grão transgênico, o manejo ficou mais fácil”, diz o integrante do conselho da Abrasem, Iwao Miyamoto. No caso da soja, a expectativa é que o uso de transgênicos cresça de forma mais modesta, cerca de 5% em 2011/2012. O ciclo atual indica 76,2% de área semeada com OGM, de um total 23,708 milhões de hectares.

Miyamoto acredita que a disposição dos compradores em pagar um prêmio pelo produto convencional, atualmente de R$ 2/saca, está diminuindo. “A soja convencional está virando um nicho. A procura passou de países para empresas.” E pondera que o produtor que se dedica ao plantio convencional e transgênico precisa ter estrutura para colher, armazenar e transportar o grão separadamente. “O prêmio não compensa esse trabalho.”

Portaria reduz área de segurança para transgênico

30, março, 2011 Sem comentários

Decisão que permite o plantio de milho geneticamente modificado em terras vizinhas a áreas de proteção deve ser anunciada no próximo mês

GAZETA DO POVO

Publicado em 30/03/2011 | Foz do Iguaçu - Fabiula Wurmeister, da sucursal

O Instituto de Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deve publicar no próximo mês uma portaria que estabelece novas regras para o plantio de milho transgênico perto de áreas de preservação ambiental. A mudança tem o aval técnico do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Iguaçu (Conparni) e o apoio, entre outros, da Fede­­ração da Agricultura do Paraná (Faep). Decisão semelhante em vigor desde o final de outubro de 2006 beneficia apenas o algodão e a soja geneticamente modificados.

A Lei de Biosegurança protege os parques nacionais por meio de uma espécie de cinturão de segurança da flora e da fauna, chamado zona de amortecimento, que se estende por 10 km no entorno da reserva. Uma portaria do ICMBio ou um decreto presidencial pode determinar, no entanto, que o cultivo do milho transgênico possa ser feito a partir de 1,2 mil metros da unidade. O limite já estabelecido e válido para todo o território nacional para o algodão e para a soja é de no mínimo 1,8 km e 500 metros, respectivamente.

A redução da zona de amortecimento deve beneficiar 54 mil agricultores

Referência em ações de preservação ambiental, o Parque Nacional do Iguaçu (PNI), no Oeste do Paraná, se estende por 185 mil hectares e conta com uma zona de amortecimento de mais 215 mil hectares. A faixa de segurança atinge diretamente perto de 54 mil agricultores de pequeno e médio porte. Caso o ICMBio ou o próprio governo federal reduza o limite de segurança, cerca de 190 mil hectares, hoje restritos, ficarão livres para o cultivo de milho transgênico, essencial na produção de ração para aves e suínos. A agroindústria é o setor econômico mais significativo da região.

Entidades representativas dos agricultores defendem que a alteração é mais vantajosa economicamente que uma ameaça para o meio ambiente. “Estudos feitos até agora apontam que todos os eventos de plantio de milho transgênico no Brasil se deram de forma segura tanto no aspecto ambiental como alimentar, e os resultados são equivalentes aos do milho convencional. Além disso, o milho não cruza com qualquer outra espécie nativa presente no Parque Nacional do Iguaçu”, diz a engenheira agrônoma do departamento técnico e econômico da Fiep, Carla Beck.

Do outro lado da polêmica que se arrasta desde 2005, quando agricultores foram flagrados cultivando soja transgênica em propriedades vizinhas ao PNI, ambientalistas alertam que antes da vantagem econômica é preciso atentar para os riscos. “Estamos diante de uma questão em que o interesse econômico acaba prevalecendo sobre a defesa e a proteção do meio ambiente. Não é possível dizer com toda a certeza que a proximidade com a flora original preservada não traga qualquer prejuízo”, observa o biólogo e ambientalista Maurício Cruz. Manifestações contrárias à mudança foram encaminhadas ao ICMBio, ao Conparni e à Presidência da República.

Série especial sobre agrotóxicos no Brasil

28, março, 2011 Sem comentários

Especial: Os perigos dos agrotóxicos no Brasil

 

A Radioagência NP apresenta uma série especial de sete reportagens sobre os agrotóxicos no Brasil. Os programas tratam dos efeitos dos agrotóxicos na saúde humana (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores de alimentos), no meio ambiente e na agricultura.

O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.

Com a aplicação exagerada de produtos químicos nas lavouras no país, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública e preservação da natureza.

O consumo de agrotóxicos cresce de forma correspondente ao avanço do modelo do agronegócio, que concentra a terra e utiliza grande quantidade de venenos para para garantir a produção em escala industrial.

Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. Essas fórmulas podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios.

Leia e ouça os programas da série especial “Os perigos dos agrotóxicos no Brasil”, produzido pela Radioagência NP.

Programa 01 – Os modelos agrícolas em disputa
Programa 02 – O papel das grandes empresas no mercado dos agrotóxicos
Programa 03 – Mercado dos agrotóxicos, legislação e irregularidades
Programa 04 – Os danos dos agrotóxicos ao meio ambiente
Programa 05 – Impactos dos agrotóxicos na saúde dos trabalhadores do campo
Programa 06 – Contaminação dos alimentos e a saúde pública
Programa 07 – A campanha nacional contra o uso de agrotóxicos

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Entrevista com a pesquisadora que descobriu veneno no leite materno

28, março, 2011 Sem comentários

Viomundo 28 de março de 2011 às 10:01h

A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. A ela coube pesquisar o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde. A seguir, o relato:

Lucas do Rio Verde é um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, estado vitrine do agronegócio no Brasil. Apesar de apresentar alto IDH (índice de desenvolvimento humano), a exposição de um morador a agrotóxicos no município durante um ano é de aproximadamente 136 litros por habitante, quase 45 vezes maior que a média nacional — de 3,66 litros.

Desde 2006, ano em que ocorreu um acidente por pulverização aérea que contaminou toda a cidade, Lucas do Rio Verde passou a fazer parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo médico e doutor em toxicologia, Wanderlei Pignatti, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa avaliou os resíduos de agrotóxicos em amostras de água de chuva, de poços artesianos, de sangue e urina humanos, de anfíbios, e do leite materno de 62 mães. A pesquisa referente às mães coube à mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso, Danielly Palma.

A pesquisa revelou que 100% das amostras indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico. Em todas as mães foram encontrados resíduos de DDE, um metabólico do DDT, agrotóxico proibido no Brasil há mais de dez anos. Dos resíduos encontrados, a maioria são organoclorados, substâncias de alta toxicidade, capacidade de dispersão e resistência tanto no ambiente quanto no corpo humano.

No dia seguinte à defesa de sua tese, Danielly concedeu uma entrevista ao Viomundo.

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Zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu está ameaçada

28, março, 2011 Sem comentários


Terra de Direitos, 28/03/2011

Reunião do Conselho do parque discutiu na última terça-feira (22) permissão de plantio de milho transgênico dentro da zona de amortecimento de uma das mais importantes áreas de preservação ambiental do país


O Conselho Consultivo do Parque Nacional do Iguaçu firmou, em reunião na última terça-feira (22), posicionamento favorável à permissão de plantio de milho geneticamente modificado a partir de 1,2 mil metros da unidade de conservação. Isso significa que se o ICMBio acatar o posicionamento do Conselho, o plantio será permitido dentro da zona de amortecimento do parque nacional. Até agora, o cultivo de milho transgênico é proibido em todo esse entorno, que abrange 10 km ao redor da unidade.

O direcionamento do conselho foi decidido em votação, em Foz do Iguaçu, que discutiu a permissão do plantio a partir de 800 ou 1.200m do Parque Nacional. Os conselhereiros que não concordaram com o plantio tiveram apenas a opção de se abster. A Terra de Direitos esteve presente na reunião e expôs algumas implicações jurídicas e sócio-econômicas caso se permita o plantio de milho geneticamente modificado na área. Compareceram ainda entidades representativas de agricultores familiares, mas que não puderam se manifestar durante a reunião.

O convite para as entidades participarem da votação foi feito às vésperas do encontro e aconteceu em resposta a uma carta assinada por mais de 50 organizações da sociedade civil e movimentos sociais de todo o Brasil. Na carta, as entidades requerem a imediata paralisação do processo de edição de portaria pelo ICMBio que pretende permitir o plantio de milho transgênico na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. A manifestação foi protocolada no Instituto Chico Mendes, no Conselho do Parque Nacional do Iguaçu e nos gabinetes da presidência da república.

As discussões sobre a permissão de plantio de milho geneticamente modificado dentro da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu estão ocorrendo há cerca de um ano no Conselho do Parque, sem que a sociedade civil tivesse conhecimento. Processo semelhante está ocorrendo diante da iminência de edição de Decreto a ser assinado pela Presidenta Dilma Rousseff, que permitirá o plantio de milho transgênico a partir de 1,2 mil metros das Unidades de Conservação Federais. Até o momento, nenhum processo de consulta pública junto aos agricultores familiares foi realizado.


Saiba mais:

– Leia a carta entregue na reunião ao poder público.
– Leia a nota técnica sobre o aumento do uso de agrotóxicos nas lavouras de soja transgênica no Paraná.
– Leia documento assinado por diversas organizações da sociedade civil e movimentos sociais sobre “o quadro acelerado de liberações de ogms no Brasil, o controle da cadeia agroalimentar e a sistemática violação ao princípio da precaução” protocolado no Ministério da Ciência e Tecnologia.

 

Wanderlei Pignati: Até 13 metais pesados, 13 solventes, 22 agrotóxicos e 6 desinfetantes na água que você bebe

25, março, 2011 Sem comentários
25 de março de 2011 às 14:27

por Manuela Azenha, de Cuiabá (MT)

VI O MUNDO

Há cinco anos, Lucas do Rio Verde, município de Mato Grosso, foi vítima de um acidente ampliado de contaminação tóxica por pulverização aérea. Wanderlei Pignati, médico e doutor na área de toxicologia, fez parte da equipe de perícia no local. Apesar de inconclusiva, ela revelava índices preocupantes de contaminação.

Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pignati passou então a dirigir suas pesquisas à região Centro-Oeste.  Professor na Universidade Federal do Mato Grosso,  há dez anos ele estuda os impactos do agronegócio na saúde coletiva. É o estado onde mais se aplica agrotóxicos e fertilizantes químicos no Brasil, país campeão no consumo mundial dessas substâncias. Pignati alerta que três grandes bacias hidrográficas se localizam no Mato Grosso,  portanto quando se mexe com agrotóxico no estado, a contaminação da água produz impacto enorme.

O projeto de pesquisa coordenado por Pignati tem o compromisso de  levar  às populações afetadas os dados  levantados e os diagnósticos. Para ele, é fundamental promover um movimento social de vigilância sanitária e ambiental que envolva não só entidades do governo, mas a sociedade civil organizada e participativa.

Diferentemente da União Européia, aqui a legislação não acompanha a produção de conhecimento científico acerca do tema. Segundo Pignati, a legislação nacional, permissiva demais, limita a poluição das indústrias urbanas e rurais, enquanto paralelamente a legaliza.

As portarias de potabilidade da água, por exemplo, ampliaram cada vez mais o limite de resíduos tóxicos na água que bebemos. E na revisão da portaria que está prestes a acontecer, pretende-se ampliar ainda mais.

Pignati condena a campanha nacional em prol do álcool e do biodiesel, energias que considera altamente prejudiciais e poluentes para o país que as produz: “Se engendrou toda uma campanha para dizer que o biodiesel viria da mamona, do girassol, de produtos que incentivariam a agricultura familiar, mas é mentira, vem quase tudo do óleo de soja”.

Assim como a pesquisadora cearense Raquel Rigotto (leia aqui a entrevista dela ao Viomundo), Pignati também questiona a confiabilidade do  “uso seguro dos agrotóxicos”,  um aparato de normas e procedimentos que mesmo se contasse com estrutura para seu funcionamento ideal, ainda assim não garantiria o manejo absolutamente seguro dos venenos.

Para Pignati, a falta de investimento na vigilância à saúde e ao ambiente no Brasil é uma questão de prioridade: “Tem muito dinheiro para vigilância, mas não para o homem. Existe um verdadeiro SUS que cuida de soja e gado, produtos para exportação”.

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Globo Repórter sobre alimentos orgânicos

25, março, 2011 Sem comentários

Consumidores encontram alimentos orgânicos mais baratos em feiras

O programa na íntegra está na página do GLOBO REPÓRTER, 25/03/2011

 

Agrotóxico usado na agricultura contamina leite materno no MT

23, março, 2011 Sem comentários

Redação Carta Capital 23 de março de 2011 às 16:55h

Pesquisa detecta substância em todas as moradoras que participaram da pesquisa na segunda maior cidade produtora de grãos do estado

O município de Lucas do Rio Verde, no norte do Mato Grosso, chama a atenção por ser o segundo maior produtor de grãos do estado. Somente em 2009, cultivou 410 mil hectares de soja e milho. E para a plantação resistir e dar bons resultados, foram utilizados 5 milhões de litros de agrotóxico naquele ano. Tudo perfeito, não fossem os problemas para a saúde.

Uma pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso, de autoria da bióloga Danielly Palma, detectou a presença de agrotóxicos no leite materno de 62 mulheres que moram na cidade, que tem 45 mil habitantes. Dez substâncias foram determinadas e todas as amostras de leite apresentaram pelo menos um tipo de agrotóxico analisado.

Para realizar o estudo, foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres entre a 3ª e a 8ª semana após o parto. “Os resultados podem ser oriundos da exposição ocupacional, ambiental, alimentar do processo produtivo da agricultura que expôs a população a 114,37 litros de agrotóxicos por habitante na safra agrícola de 2009/2010”, afirma Danielly.

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Leite materno é contaminado por agrotóxicos em MT, diz pesquisa

21, março, 2011 Sem comentários

JORNAL DA BAND, 21/03/2011

 

Do Jornal da Band

pauta@band.com.br

 

Uma pesquisa revelou contaminação do leite materno por agrotóxicos usados em plantações em uma cidade no Mato Grosso. As amostras foram colhidas de 62 mulheres atendidas pelo programa de saúde da família do município de Lucas do Rio Verda, a 350 km de Cuiabá. Os níveis de agrotóxicos encontrados estão bem acima da média e põem em risco a saúde humana.

 

Em 100% das amostras foi encontrado ao menos um tipo de agrotóxico e em 85% dos casos foram encontrados entre 2 e 6 tipos.

 

A substância com maior incidência é conhecida como DDE, um derivado de outro agrotóxico, DDDT, proibido pelo Governo Federal em 1998 por provocar infertilidade no homem e abortos espontâneos nas mulheres.

 

Embora os agrotóxicos sejam necessários para as plantações, não existe nenhuma barreira física que impeça o produto de se espalhar pela região com a ação do vento.

 

Agrotóxico contamina leite materno em município de MT

21, março, 2011 Sem comentários

BAND NEWS, 21/03/2011

Veneno usado em fumo contamina outras lavouras no Paraná

18, março, 2011 Sem comentários

Agricultores familiares de municípios da região Centro-Sul, responsável pela maior produção de fumo do Paraná, e de municípios do Planalto Norte de Santa Catarina enviaram aos ministérios públicos (MPs) dos municípios, ao Ministério Público Estadual do Meio Ambiente e às secretarias de Estado da Agricultura e Saúde denúncia sobre problemas graves enfrentados na safra de fumo deste ano. Os agricultores afirmam que o uso abusivo de um tipo de agrotóxico, em desacordo com a legislação, resultou na contaminação e morte de várias outras culturas e plantas existentes na região.

Além do dano ambiental, a contaminação das lavouras ameaça o futuro econômico dos agricultores agroecológicos da região. Segundo o técnico agrícola André Emílio Jantara, da ONG Assessoria a Serviços e Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), os agricultores correm o risco de perder a certificação como produtores de alimentos orgânicos e ter prejuízo com investimentos de quatro anos que trabalharam até converter a unidade produtiva de convencional para a agroecologia. Sem a certificação, os agricultores perderiam o direito ao adicional de 30% que recebem na venda de alimentos ecológicos para programas governamentais que abastecem escolas, creches, asilos e entidades filantrópicas da região.

O engenheiro florestal Luiz Claudio Bona, da AS-PTA, explica que os problemas com o uso dos agrotóxicos na cultura do tabaco é sentido há vários anos, mas a situação se agravou nos últimos dois e apareceu de forma mais visível na safra 2010/2011. Eles apontam o agrotóxico Gamit como causador, uma vez que os efeitos apareceram logo após a sua aplicação, feita na época de plantio do fumo, nos meses de agosto, setembro e outubro. Outras comunidades de agricultores, nas cidades de Santa Cruz e São Borja, no Rio Grande do Sul, já culparam o mesmo veneno por situações semelhantes.

‘Bolha de veneno’


“Depois da aplicação, parecia que tinha se formado uma bolha de veneno no ar, que foi se espalhando”, conta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Palmeira, Vilmar Agostinho Sergiki. De acordo com ele, verduras, plantas medicinais, folhagens mantidas dentro de casa ficaram esbranquiçadas ou tiveram as folhas amareladas. O efeito foi sentido até mais de 800 metros da aplicação e até em plantas isoladas dentro de matas.

Os agricultores culpam a indústria fumageira pela situação. A bula do agrotóxico Gamit, conforme registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, recomenda sua utilização a uma distância mínima de 800 metros de outras culturas. Mas, de acordo com a denúncia protocolada junto ao Ministério Público e assinadas em nome do Coletivo Triunfo, não é o que ocorre.

Segundo o técnico agrícola André Emílio Jantara, da ASPTA, técnicos e engenheiros agrônomos das empresas fumageiras receitam o veneno aos fumicultores, e esses são obrigados a utilizá-lo em decorrência de obrigações estipuladas nos contratos com as empresas. Eles afirmam, ainda, que os agrônomos fazem o receituário sem fazer um diagnóstico da área onde ele será aplicado, o que contraria o decreto 4.074/02. Assim, na maioria dos casos, as plantações de fumo ficam a menos de 50 metros de outras lavouras.

Fonte: Folha Web – via Rural Centro, 18/03/2011.


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Bayer fecha fábrica de Temik nos EUA

18, março, 2011 Sem comentários
O Temik é registrado no Brasil para uso em algodão, batata, café, cana-de-açúcar, citros, feijão e banana.
Produto será eliminado até 2012

A Coalizão Contra os Perigos da Bayer, com sede na Alemanha, e os moradores do Vale de Kanawha, em Viginia Ocidental, nos EUA, alcançaram um triunfo histórico: após meio século de campanha, a multinacional química Bayer fechará a fábrica que possui nesta localidade para a produção de isocianato de metila (MIC), substância responsável, entre outras catástrofes, pela morte de milhares de pessoas na tragédia de Bhopal, Índia, ocorrida em 1984.

O produto é usado para a fabricação do Aldicarbe, ingrediente ativo do herbicida Temik. Em 2010 a empresa firmou um acordo com a Agência de Proteção Ambiental, do governo norteamericano, para cessar a produção do Temik até 2012.
A unidade vinha sendo vistoriada pelos órgãos de Saúde e Segurança do Trabalho do governo dos EUA, mas a decisão da empresa se antecipou aos resultados da avaliação.


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Ministério da Justiça instaura processos administrativos contra 10 empresas por não rotularem alimentos transgênicos

16, março, 2011 Sem comentários


As embalagens de pelo menos 10 produtos alimentícios produzidos à base de transgênicos não informam aos consumidores que usam esses ingredientes em suas composições. É o que concluiu uma ação coordenada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, em diferentes regiões do país.

O fato é resultado de descumprimento das regras de rotulagem dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM). A fiscalização foi feita em parceria com os Procons de São Paulo, Bahia e Mato Grosso. As empresas responsáveis responderão a processos administrativos do DPDC, instaurados nesta quarta-feira.

Os produtos onde foi constatada a presença de transgênicos sem a respectiva informação no rótulo são: biscoito recheado Tortinha de Chocolate com Cereja (Adria Alimentos do Brasil), farinha de milho Fubá Mimoso (Alimentos Zaeli), biscoito de morango Tortini (Bangley do Brasil Alimentos), bolinho Ana Maria Tradicional sabor chocolate (Bimbo do Brasil), mistura para bolo sabor coco Dona Benta (J. Macedo), biscoito recheado Trakinas (Kraft Foods), biscoito Bono de morango (Nestlé), barras de cereais Nutry (Nutrimental), mistura para panquecas Salgatta (Oetker) e Baconzitos Elma Chips (Pepsico do Brasil).

“O Código de Defesa do Consumidor há vinte e um anos estabelece que a informação é um direito básico do consumidor e uma obrigação do fornecedor. Assegura a transparência nas relações de consumo e garante ao consumidor o exercício pleno de escolha”, defende a diretora do DPDC, Juliana Pereira.

Os testes foram feitos por um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura e os resultados apontaram substâncias transgênicas no milho e na soja usados como ingredientes dos produtos listados. Os processos foram instaurados com base no descumprimento do Código de Defesa do Consumidor e do Decreto 4.680/2003, que estabelece a obrigatoriedade de informar no rótulo do produto a presença de OGM em quantidade superior a 1%.

Fonte: Brasil 247 (com informações da Agência Brasil), 16/03/2011.

N.E.: Cabe ressaltar, ainda, que mesmo as empresas que atualmente rotulam seus alimentos como transgênicos não o fazem de maneira adequada — e, do jeito que fazem, tornam a rotulagem praticamente inócua: segundo o Decreto 4680, que desde 2003 disciplina a rotulagem de alimentos contendo ingredientes transgênicos no Brasil, “Tanto nos produtos embalados como nos vendidos a granel ou in natura, o rótulo da embalagem ou do recipiente em que estão contidos deverá constar, em destaque, no painel principal e em conjunto com o símbolo a ser definido mediante ato do Ministério da Justiça, uma das seguintes expressões, dependendo do caso: “(nome do produto) transgênico”, “contém (nome do ingrediente ou ingredientes) transgênico(s)” ou “produto produzido a partir de (nome do produto) transgênico” (Art. 2, § 1o.).

Infelizmente, não se tem notícia, até hoje, de rótulo de alimento transgênico que apresente a frase explicando o significado do minúsculo T dentro de um triângulo amarelo. E o símbolo sem legenda não informa ninguém.

Dissertação aborda agrotóxico em leite materno

15, março, 2011 Sem comentários

http://www.ufmt.br/ufmt/site/noticia/visualizar/1051/Cuiaba
A aluna do Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mat Grosso (UFMT), Danielly Cristina de Andrade Palma, defenderá hoje (15) dissertação “Agrotóxico em leite materno de mães residentes em Lucas do Ri verde – MT”. A defesa será às 16h, na sala 18 do Instituto de Saúde Coletiva (ISC – CCBSIII. O trabalho foi desenvolvido sob a orientação do professor Wanderle Antonio Pignati. Foram examinadas amostras de leite coletadas de 62 nutrizes qu estavam amamentando seus bebês da segunda à oitava semana de nascidos. De substâncias foram determinadas e todas as amostras de leite apresentaram pel menos um tipo de agrotóxico analisado.
A pesquisa rendeu artigo sobre o assunto, apresentado no I Simpósio de Saúde Ambiental realizado em 09 de dezembro de 2010, em Belém (PA). Conforme consta no artigo, “os resultados podem ser oriundos da exposição ocupacional, ambiental, alimentar do processo produtivo da agricultura que expôs a população a 114,37 litros de agrotóxicos por habitante na safra agrícola de 2009/2010”. A essa exposição estavam sujeiras as gestantes. Lucas do Rio Verde é o segundo maior produtor de grãos do Estado, em 2009 cultivou 410 mil hectares de soja e milho e utilizou 5.162.029 litros de agrotóxicos.
A banca examinadora da dissertação, além do orientador, tem como membros o professor Josino Costa Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e as professoras Thaís Hernandes, do Instituto de Ciências Exatas e da Terra (ICET) e Marta Gislene Pignati, do ISC, como suplente.

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