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Arquivo de março, 2014

Especialistas divergem sobre formas de combate de lagarta que prejudica a agricultura

28, março, 2014 Sem comentários

Agência Câmara, 27/03/2014

A agricultura brasileira perdeu no ano passado mais de R$ 2 bilhões por causa de uma lagarta chamada Helicoverpa armigera, que ataca a soja, o milho, o algodão e o feijão. A praga, reconhecida no Brasil no ano passado, é devastadora. E ainda não se sabe de onde veio.

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural discutiu o combate a essa praga com representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Uso de defensivo [sic]

A principal polêmica é um defensivo chamado benzoato de emamectina, que chegou a ter sua importação autorizada para uso emergencial, mas, em alguns casos, teve a utilização interditada pela Justiça após ação do Ministério Público, com base em uma norma sanitária de 1934 (Decreto 24.114/34, Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal).

Segundo a gerente-geral de toxicologia da Anvisa, Ana Maria Vekic, estudos de médio prazo apontam que o benzoato provoca problemas neurológicos em quem o aplica na lavoura. “Nesse produto, a gente já observou degenerações no sistema nervoso central e no sistema nervoso periférico nos estudos agudos, coisa que não é comum. Então qualquer dose a que o aplicador do produto estiver exposto, ele estará correndo um sério risco.”

O diretor de Qualidade Ambiental do Ibama, Márcio Rosa Rodrigues de Freitas, também condena o benzoato sob o ponto de vista ambiental. “É um produto que está em reavaliação nos Estados Unidos. Uma das questões que eles colocam é justamente a ausência da avaliação de risco que não foi feito na época do registro em 2002, do ponto de vista ambiental.”

Nos Estados Unidos, atualmente o uso de benzoato é bastante restrito. Mesmo com restrições, o benzoato de emamectina também têm uso autorizado na Europa, Japão, Austrália e Canadá.

Custos para o agricultor

Segundo o representante da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Cesar Busatto, na safra 2013/2014, as aplicações para combate à praga aumentarão os custos da agricultura em R$ 600 milhões, que vão recair sobre o consumidor, o que revolta o deputado Oziel Oliveira (PDT-BA).

“Por exemplo, na Bahia levamos um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões na última safra. Neste ano, nós tivemos lucro e diminuímos o prejuízo e agora estamos pagando uma conta de R$ 1 bilhão. Então não pode mais o produtor ficar nessa queda de braço aqui, mais de um ano e meio, com decisões que são fragilizadas.”

Há uma carga de benzoato interditada na Bahia. Já no Mato Grosso, 51 produtores conseguiram a liberação do Ministério da Agricultura e em breve vão poder usar o benzoato.

Formas de combate

Segundo os especialistas, o combate à praga da helicoverpa armigera é uma corrida contra o tempo. A lagarta tem alta capacidade de reprodução, rápido desenvolvimento e, ao chegar ao Brasil, encontrou um clima favorável. Quando vira mariposa, pode voar 10 km de uma vez e é rápida: atinge 21 km/h. Ela pode voar até 1.000 quilômetros em vôos migratórios.

Para o assessor da Embrapa, Paulo Roberto Galerani, o desespero dos agricultores diante da nova praga mobilizou as atenções para o benzoato, mas, segundo ele, existem dezenas de produtos menos agressivos que cumprem a mesma função.

Galerani afirma que a Embrapa não recebeu autorização para testar o produto, que continua apenas a ser usado em caráter emergencial. O Ministério Público tem barrado o uso emergencial do benzoato porque o marco legal fitossanitário do Brasil é de 1934, um decreto de Getúlio Vargas.

Proposta do governo

O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Pacifici Rangel, afirma que o ministério já está elaborando um projeto que atualiza as normas fitossanitárias. “O Ministério da Agricultura fez um trabalho muito profundo de análise e nivelamento internacional desse novo marco legal. Essa proposta está agora vindo para a Câmara. Está na hora de a gente agilizar e publicar um marco que seja mais adequado ao que a agricultura precisa.”

Segundo a Embrapa, que faz o trabalho de monitoramento de pragas, outras 150 pragas que não chegaram ao Brasil têm possibilidades de chegar. Dez delas estão bem perto disso.

O evento foi solicitado pelo deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). Ele cita noticia divulgada pela Agência Reuters, no dia 21 de novembro de 2013, intitulada “Agricultores do Brasil se preparam para batalha contra praga exótica”, segundo a qual a lagarta ameaça impor prejuízos bilionários a essas lavouras.

Jornada de Abril pela Reforma Agrária – Esalq/USP

28, março, 2014 Sem comentários

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Agricultores temem prejuízos com a proibição de nove agrotóxicos

27, março, 2014 Sem comentários

G1, 27/30/2014

A possível suspensão de nove agrotóxicos pode provocar prejuízo de R$ 82 bilhões na agricultura brasileira. O setor produtivo rural teme que as ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF), na última semana, cause impacto em 97% da produção nacional.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja-Brasil), Glauber Silveira, os princípios ativos que estão sendo questionados pelo MPF são usados em 180 produtos, sendo 115 fórmulas exclusivas para a soja. Conforme ele, a economia de 1,5 mil municípios brasileiros seria afetada.

“Esses agrotóxicos são fundamentais para a produção de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. O que não da pra entender é que querem proibir essas moléculas sendo que temos outros 22 princípios ativos para serem aprovados”.

A proibição do agrotóxicos estão inclusas em duas ações movidas pelo MPF. A primeira medida visa obrigar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a reavaliar a toxidade de oito ingredientes ativos suspeitos de causar danos à saúde humana e ao meio ambiente.

Além do glifosato, a lista dos agrotóxicos envolvidos nas ações inclui ainda a parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram e o paraquate. Em outra, o órgão questiona o registro de agrotóxicos que contenham o herbicida 2,4-D, aplicado para combater ervas daninhas de folha larga.

Nos dois casos, há pedido de concessão de liminar para que a União, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), suspenda o registro dos produtos até a conclusão definitiva sobre sua toxidade pela Anvisa – órgão competente para normatizar, controlar e fiscalizar o uso dos agrotóxicos.

Multinacionais do veneno fazem oligopólio bilionário no Brasil

25, março, 2014 Sem comentários

Diário do Nordeste, 17/03/2014

Nove fabricantes multinacionais faturam US$ 8,9 bilhões em vendas no País e não concorrem entre si

A aplicação de defensivos no campo carece de uma série de cuidados de segurança 

Fortaleza | Foi mais de 1 milhão de toneladas de agrotóxicos nas lavouras agrícolas do Brasil na safra 2011/2012, uma boa parte com uso proibido nos Estados Unidos e nos países da União Europeia. Outra parte proibida aqui mesmo, dependendo da cultura em que seja aplicado. Para os fabricantes desses produtos químicos, isso representou um faturamento de US$ 8,9 bilhões somente no Brasil em 2011- em 2000 foi de US$ 2,5 bilhões, tornando o mercado da produção/comércio de veneno um dos mais rentáveis do Brasil. A falta de informação e fiscalização faz com que, em muitos campos agrícolas, o próprio comerciante indique e receite qual veneno o agricultor deve usar. A venda compete diretamente com os riscos.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio (5,73% em 2011) e da participação deste no PIB nacional comprovam a importância do setor que, para produzir, precisa dos agrotóxicos. O setor da agricultura teve alta de 5,57%, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP).

O que espanta muitos especialistas é a intensidade no uso dos produtos químicos. Em 2002, o Brasil consumiu 599,5 milhões de litros de agrotóxicos. Em 2011, a quantidade foi de 852,8 milhões de litros. Na média nacional, aumentou de 10,5 l para 12 l por hectare. E não só a quantidade, mas a toxicidade também tem aumentado.

Um exemplo se dá na Região Jaguaribana, no Ceará. Um dos maiores polos fruticultores do Nordeste, há sete anos, é objeto de estudos científicos nas mais diversas vertentes sobre o impacto dos agrotóxicos – social, ambiental, econômico e na saúde humana. Um deles é o Inventário do Veneno, coordenado pelo engenheiro químico Rivelino Cavalcante, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC). De acordo com o levantamento, dos 207 diferentes produtos químicos para defender a lavoura, 48% estão nas classes toxicológicas I e II, ou seja, extremamente tóxico e muito tóxico, respectivamente.

Vários fatores contribuem para o crescimento no uso de agrotóxicos, como o aumento do crédito agrícola, facilitando a compra de produtos cada vez mais potentes, e mesmo a isenção fiscal (alguns agrotóxicos têm 60% de isenção de ICMS). Os agrotóxicos ficaram isentos de cobrança de ICMS no Ceará desde um decreto do Governo do Estado, em 1997.

Mas a dependência do produto pela cultura é outro mantenedor de sua aquisição. É o caso do glifosato, cuja demanda é cada vez maior, sobretudo nas lavouras de soja transgênica no Estado de Mato Grosso. Trocando em miúdos, a lavoura mantém dependência do veneno quanto mais ele é utilizado.

Oligopólio

As 11 maiores empresas mundiais detêm 90% do mercado no Planeta e praticamente todo o mercado brasileiro. Essas fabricantes praticamente não concorrem entre si, cada uma com uma variedade de ingredientes ativos para combater uma cultura diferente, num evidente caso de oligopólio.

Embora represente apenas 4% da área agrícola cultivada entre os 20 maiores países agrícolas, o Brasil responde por 20% do consumo de todos os agrotóxicos comercializados no mundo. Os produtos químicos usados na lavoura do Brasil vêm de um grupo de dez grandes empresas, por ordem decrescente de participação – Syngenta (Suíça), Bayer (Alemanha), Basf (Alemanha), FMC (EUA), Du Pont (EUA), Dow Química (EUA), Monsanto (EUA), Makhteshim-Agan (Israel) e Nufarm (Austrália). Em 2010, o Brasil respondia por 18,7% de todo o faturamento da Syngenta no mundo, de U$ 8,8 bilhões.

Para conter o que chamam de “movimentos ideológicos contrários ao desenvolvimento”, os fabricantes apostam na legislação a seu favor, tornando-se os principais doadores de campanhas de muitos deputados estaduais e federais, boa parte dos quais participou da elaboração do novo Código Florestal Brasileiro.

Nova imagem

Em outra frente, os fabricantes mundiais de veneno fazem parcerias com ONGs internacionais em projetos de preservação e, dessa forma, combatem a imagem de fabricantes de “produtos que matam”.

A Fundação Monsanto, por exemplo, é responsável por um projeto de capacitação de professores no interior do Estado do Paraná. O trabalho é feito em parceria com a ONG Inmed Brasil e pretende investir, até 2014, cerca de U$ 500 mil em cursos para professores, coordenadores pedagógicos e diretores de seis escolas, beneficiando também 1,6 mil alunos.

Num WorkShop para jornalistas de todo o Brasil, realizado em 2012, na cidade de Campinas, com a presença do Diário do Nordeste, cientistas da Agência Nacional de Defesa Vegetal (Andef) rebateram um a um todos os argumentos de que os agrotóxicos sejam prejudiciais, se usados conforme a lei.

“O alimento produzido com agrotóxico pode até ser considerado mais saudável do que os orgânicos (que não utilizam os produtos químicos)”, afirmou o engenheiro agrônomo José Francisco da Cunha, consultor da empresa Tec-Fértil.

O rápido crescimento e pujança dos fabricantes de veneno fez esse segmento econômico tão forte que o lobby, nas mais diversas formas, acaba prejudicando a informação sobre o uso mais correto (ou menos prejudicial) do veneno. O resultado é a aplicação de produtos em culturas para as quais ele não é orientado, a falta de obediência à carência entre uma aplicação e outra e uma medida ilegal e letal comum, tanto entre agricultores, quanto entre grandes empresas multinacionais: a produção de coquetéis (mistura de vários ingredientes ativos de herbicidas, fungicidas e inseticidas). Tudo para dar maior garantia de que a produção ficará livre de pragas.

Para conseguir o registro e colocar um produto no mercado (veja infográfico), o fabricante de veneno precisa de autorização dos três órgãos brasileiros responsáveis por regular o setor: Anvisa, Mapa e Ibama.

De acordo com os respectivos critérios de uso e indicação, existem cerca de 2.400 formulações de agrotóxicos registrados no Ministério da Saúde, Mapa e Ministério do Meio Ambiente, contendo cerca de 434 ingredientes ativos e o número pode aumentar nos próximos anos.

MELQUÍADES JÚNIOR

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Painel: Trajetórias e desafios da agricultura familiar e da agroecologia

21, março, 2014 Sem comentários

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China terá de pagar prêmio em futuras importações de milho transgênico, alertam EUA

21, março, 2014 Sem comentários

Reuters, 20/03/2014

GENEBRA, 20 Mar (Reuters) – A China poderá ter de pagar prêmios em suas compras futuras de milho “transgênico”, depois de ter rejeitado carregamentos com sementes geneticamente modificadas dos Estados Unidos, disse um oficial do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

“Os chineses terão de aprender que as suas ações terão consequências”, disse o representante do USDA para a China, Fred Gale, em evento da AgResource Cereals Europe.

A China rejeitou oficialmente 887 mil toneladas de milho dos EUA desde novembro do ano passado, depois de ter detectado a variedade geneticamente modificada da Syngenta MIR162, não aprovada no país.

A variedade designada para oferecer proteção contra insetos foi aprovada em muitos países.

A China é o terceiro maior comprador de milho dos EUA e aprovou 15 variedades geneticamente modificadas para importação.

A MIR162 aguarda aprovação desde que a Syngenta submeteu uma aplicação em março 2010. Mas o MIR162 tem sido misturado a outras variedades desde que a China começou a importar outras variedades de milho dos EUA em 2011.

A Câmara de Comércio Americana, que tem entre seus membros a Syngenta, reclamou no mês passado que o processo de aprovação de transgênicos na China tornou-se “lento, imprevisível e não transparente”.

“Os vendedores terão de adicionar um prêmio de risco se a China tornar-se um cliente arriscado, porque é claro que esta não é a primeira vez que acontece. Aconteceu sistematicamente com várias commodities que sofreram rejeições de embarques”, disse Gale.

A reunião anual do comitê de biossegurança da China está prevista para o final de março. Se nenhuma decisão for tomada sobre o pedido pendente da Syngenta, a próxima oportunidade para uma revisão será em junho.

O USDA estima as importações da China em 5 milhões de toneladas.

(Reportagem adicional de Christine Stebbins em Chicago)

 

Contaminação com transgênicos cresce ao redor do mundo

17, março, 2014 Sem comentários

Suinocultura Industrial (via Valor Econômico, 17/03/2014)

A contaminação dos alimentos para consumo humano e animal comercializados no mundo com culturas geneticamente modificadas está aumentando na medida do crescimento da produção mundial. A constatação é de uma pesquisa feita pela agência para a Alimentação e Agricultura da Organização das Nações Unidas (FAO).

A pesquisa, feita em 75 países, revelou 198 incidentes de “baixos níveis” de culturas geneticamente modificadas misturadas com culturas convencionais entre os anos de 2002 e 2012, informou a agência da ONU baseada em Roma, em um relatório disponibilizado na internet. O número de casos saltou entre 2009 e 2012, com 138 das constatações reportadas nesse período.

O plantio global de culturas geneticamente modificadas cresceu 3% para o recorde de 175,2 milhões de hectares no ano passado, segundo o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA, na sigla em inglês). As culturas modificadas enfrentam oposição política na União Europeia (UE).

“Os incidentes estão provocando perturbações comerciais entre países, com o bloqueio de importações de carregamentos de grãos, cereais e outras culturas, e a destruição ou devolução de produtos para seus países de origem”, afirma o relatório da agência da ONU.

Os alimentos são o terceiro maior grupo de produtos comercializados no mundo, perdendo apenas para os combustíveis e os produtos químicos, com os valores exportados avaliados em US$ 1,375 quatrilhão em 2012, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). As exportações globais de todos os produtos agrícolas somaram US$ 1,657 trilhão, ainda segundo a OMC.

O maior número de incidentes envolveu culturas como linhaça, arroz, milho e mamão, informou a agência. Os carregamentos de culturas com baixos níveis de modificação genética tiveram origem principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e na China, segundo o relatório.

A China, segunda maior consumidora de milho do mundo, começou em outubro a rejeitar alguns lotes do grão provenientes dos EUA, que continham MIR 162, uma variedade geneticamente modificada de milho desenvolvida pela Syngenta e que não foi aprovada no país.

Países da UE como França, Reino Unido e Alemanha rejeitaram dezenas de carregamentos de macarrão da China nos últimos quatro anos, pois eles continham arroz geneticamente modificado e não autorizado. As importações de sementes de linhaça do Canadá pela UE caíram depois da descoberta, em 2009 e 2010, de uma variedade biotecnológica não autorizada chamada CDC Triffid.

“O número de incidentes é pequeno em relação aos milhões de toneladas de alimentos para consumo humano e animal comercializados todos os dias”, diz Renata Clarke, uma funcionária graduada da FAO que trabalha com segurança alimentar e que esteve encarregada da pesquisa.

A FAO conduziu a pesquisa nos 193 países-membros entre fevereiro e junho do ano passado. Dos 75 que responderam, 55 afirmaram ter uma política de tolerância zero em relação a culturas modificadas geneticamente sem autorização, enquanto 17 disseram não ter nenhuma regra para os alimentos para consumo humano e animal no que diz respeito à segurança, ou mesmo regras ambientais para as culturas geneticamente modificadas.

Dos países que responderam, 37 disseram ter pouca ou nenhuma capacidade de detectar culturas geneticamente modificadas, diz a FAO. “Ficamos surpresos ao ver incidentes em todas as regiões”, diz Clarke. “Parece que quanto maiores os testes e o monitoramento feitos por eles, mais incidentes eles constatam”.

França proíbe milho transgênico da Monsanto antes de plantio

17, março, 2014 Sem comentários

Exame (via Reuters) , 15/03/2014

Paris – O Ministério da Agricultura francês proibiu neste sábado a venda, uso e cultivo de milho MON 810 geneticamente modificado da Monsanto, a única variedade atualmente autorizada na União Europeia.

O governo francês, que mantém que as culturas geneticamente modificadas apresentam riscos ambientais, vem tentando colocar uma nova proibição ao milho após seu mais alto tribunal ter derrubado medidas semelhantes duas vezes anteriormente.

A decisão está programada para evitar qualquer semeadura de milho transgênico por parte dos agricultores antes de um projeto de lei que será debatido em 10 de abril e é destinado a proibir o plantio organismos geneticamente modificados.

Diferenças de longa data entre os países da UE ressurgiram em fevereiro, quando eles não conseguiram chegar a um acordo sobre se devem ou não aprovar uma outra variedade de milho geneticamente modificado, o Pioneer 1507, desenvolvido pela DuPont e Dow Chemical, deixando o caminho aberto para a Comissão da UE liberá-lo para o cultivo.

A França tenta ganhar apoio para reformar as regras da UE.

 

França proíbe cultivo de milho transgênico Monsanto MON 810

17, março, 2014 Sem comentários

EM (via AFP), 15/03/2014

O ministério francês da Agricultura proibiu neste sábado por decreto a comercialização, utilização e cultivo de milho geneticamente modificado MON 810, produzido pelo grupo americano Monsanto.

“A comercialização, a utilização e o cultivo de variedades de sementes de milho procedentes do milho geneticamente modificado MON 810 (…) ficam proibidos até a adoção (…) de uma decisão definitiva”, estipula o decreto, publicado no Diário Oficial.

Já estava previsto que uma proposta de lei que proíbe o cultivo de milho transgênico fosse debatida no Parlamento francês no dia 10 de abril.

Mas o ministério da Agricultura considerou que havia urgência “devido à proximidade do início do período de plantio” para estabelecer a proibição, invocando o “princípio de precaução”.

“Segundo dados científicos confiáveis e pesquisas internacionais muito recentes, o cultivo de sementes de milho MON 810 (…) apresentaria graves riscos para o meio ambiente, assim como um risco de propagação de organismos daninhos convertidos em resistentes”, indica o texto.

Os Estados da União Europeia têm a possibilidade de proibir em seu território um OGM autorizado pela UE.

 

Mas a França quer modificar uma proposta da Comissão Europeia para ampliar e consolidar os motivos pelos quais um Estado membro pode se negar a cultivar um OGM em seu território se Bruxelas autorizar.

 

Paris quer que cada empresa produtora de OGM “solicite a cada Estado uma autorização para cultivá-los”, disse recentemente o ministro da Agricultura, Stephane Le Foll.

Justiça proíbe venda de milho transgênico da Bayer no Norte e Nordeste

17, março, 2014 Sem comentários

Agência Brasil, 13/03/2014

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região proibiu a venda do milho transgênico Liberty Link, produzido pela Bayer, nas regiões Norte e Nordeste do país. A venda só poderá ocorrer após estudos serem apresentados à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). O relator da decisão, desembargador Alfredo Silva Leal Júnior, destacou que não foram feitas pesquisas suficientes e que, por terem diferenças em seus ecossistemas, as duas regiões deveriam ter sido analisadas de acordo com suas características específicas.

“Os estudos não foram feitos em todos os biomas brasileiros e nem tiveram abrangência geográfica capaz de dar conta dos aspectos relacionados à saúde humana, à saúde dos animais e aos aspectos ambientais em todas as regiões brasileiras. Não é possível escolher apenas alguns pedaços do território nacional, segundo a conveniência comercial ou o interesse econômico do interessado para as pesquisas sobre a biossegurança do milho transgênico”, destacou Leal Júnior em sua decisão.

A sentença refere-se a uma ação civil pública ajuizada em 2007 contra a União pela Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Orgânica (AS-PTA), Associação Nacional de Pequenos Agricultores, Terra de Direitos e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Na ocasião, as entidades argumentaram que os estudos feitos com milho transgênicos eram insuficientes, principalmente com relação a possíveis danos à saúde humana. A ação pedia que a comercialização fosse proibida em todo o Brasil.

 

Após uma primeira sentença proibir a venda apenas no Norte e Nordeste, as autoras recorreram. A sentença foi reformada e a comercialização acabou sendo liberada em todo o país. No entanto, como o acórdão não foi unânime, foi possível um segundo recurso, chamado embargos infringentes, que resultou na decisão atual.

Na decisão, o desembargador acatou ainda pedido das entidades de ampla publicidade dos documentos apresentados nos requerimentos de liberação comercial do milho à CTNBio. Ele terminou que a comissão edite norma quanto aos pedidos de sigilo das empresas sobre informações de interesse comercial, prevendo um prazo para analisar os dados e decidir quais devem ser resguardados. “O objetivo de proteger as informações de interesse comercial não pode impedir aos interessados, aos demais agentes públicos e à sociedade em geral o direito e informação e participação”, disse.

A assessoria de comunicação da Bayer informou que aguardará notificação oficial da decisão da Justiça para se manifestar sobre o assunto.

Veto a milho transgênico não afeta mercado

17, março, 2014 Sem comentários

Gazeta do Povo, 15/03/2014

A proibição de venda do milho transgênico Liberty Link nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tomada pela Justiça Federal na última quinta-feira, não terá impacto no mercado de grãos brasileiro. Apesar de aprovada pela Comissão Técnica de Biossegurança (CTNBio) desde 2008, a tecnologia desenvolvida pela Bayer Seeds ainda não é comercializada no país.

De acordo com a decisão da 2.ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a empresa alemã só pode comercializar o produto após realizar estudos que permitam à CTNBio certificar que a produção do cereal geneticamente modificado não é nocivo ao ecossistema do Norte e Nordeste.

Mesmo sem efeitos práticos nos negócios, o setor avalia a decisão com um retrocesso da agricultura brasileira. Para o presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paolinelli, o veto implica na redução de tecnologias à disposição dos produtores.

“A variedade é cultivada nos Estados Unidos, Argentina e países da Europa. Aqui seria mais uma opção tecnológica”, aponta. Resistente ao herbicida glufosinato de amônio, o Liberty Link foi o primeiro milho transgênico aprovado no Brasil.

Em nota, a Bayer informou que não recebeu oficialmente a decisão judicial e, somente após notificada, irá se pronunciar sobre o assunto.

Eficácia do mosquito transgênico é questionada

6, março, 2014 Sem comentários

PANAMÁ: Eficacia de vector inglés es discutible

La Prensa / 06/03/2014

El jefe de la Unidad de Enfermedades Desatendidas, Tropicales y Transmitidas por Vectores de la Organización Panamericana de la Salud (OPS), Luis Gerardo Castellano, indicó que para el organismo aún no existe suficiente evidencia técnica o literatura científica que lleve a recomendar a un país los beneficios o desventajas que pueda generar el uso del mosquito transgénico o inglés.

Castellano, quien asistió a una reunión sobre dengue en Panamá, expresó que se tiene muy poco conocimiento de los resultados de este experimento en Brasil.

El representante de la OPS consideró como “discutibles” los informes de los resultados que el estudio científico logró en otros países fuera de la región de las Américas.

El científico no dudó de la capacidad del Instituto Conmemorativo Gorgas de Estudios de la Salud (Icges) para llevar adelante el estudio.

Por su parte, el entomólogo del Icges, encargado del proyecto, Lorenzo Cáceres, aseguró que sí existen evidencias no publicadas de la efectividad del vector transgénico.

Cáceres aseguró que en Brasil, luego de la liberación del insecto, lograron reducir un 90% el Aedes aegypti, mientras una publicación sobre un experimento en Gran Caimán, Inglaterra, muestra una reducción del 80% del vector que transmite el dengue.

El Icges están realizando una evaluación de la nueva herramienta para determinar si realmente es eficaz en la reducción del mosquito Aedes aegypti, dijo Cáceres.

La misión del mosquito modificado genéticamente es copular con la hembra Aedes aegypti que pone entre 80 y 100 huevos. Estas larvas no llegan a la etapa adulta, pues en general mueren antes de los 10 días.

El Icges espera liberar el insecto en Nuevo Chorrillo, Arraiján, a finales de este mes, como una alternativa para combatir el vector transmisor del dengue, que solo este año ha enfermado a 2 mil 912 personas y provocado la muerte a seis.

 

 

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