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Arquivo de dezembro, 2014

Feijão transgênico da Embrapa vai para a geladeira

21, dezembro, 2014 Sem comentários

superfeijao

Anunciado como o “super feijão” que combateria doenças, a semente desenvolvida pela Embrapa foi liberada em 2011 pela CTNBio mesmo com os próprios criadores da variedade afirmando que ainda precisariam de mais pesquisas para entender seus mecanismos de funcionamento.

Ao saber dos planos de arquivamento do produto pela própria Embrapa, o então presidente da CTNBio à época da liberação endereçou o artigo abaixo à direção da empresa fazendo apelo para que a semente chegue ao mercado, apesar de sua interação com uma outra doença do feijoeiro ainda não ter sido esclarecida.

Jornal da Ciência, 15/12/2014

EMBRAPA: uma decisão que se impõe

Walter Colli defende em artigo a liberação de técnica para tratamento de infecção por vírus nas plantações de feijão, aprovada em 2011 pela CTNBio, e atualmente interrompida por motivos que, segundo o autor, não se justificam

Estima-se que 500 milhões de pessoas na África e na América Latina consomem feijão. Essa leguminosa é uma das mais importantes fontes de proteínas, cálcio, ferro, fósforo e vitaminas do complexo B. O Brasil é ainda o maior produtor de feijão, contribuindo com, aproximadamente, 20% da produção mundial. Os agricultores familiares são responsáveis por 70% da produção brasileira, ainda insuficiente para as necessidades de consumo dos brasileiros.

As plantações de feijão estão sujeitas à infecção pelo vírus do mosaico dourado (VMDF). Esse vírus é propagado pela mosca branca que pica as folhas para sugar a seiva e o transmite à planta. Essa doença é altamente infecciosa e persistente, isto é, quando o inseto adquire o vírus, irá transmiti-lo por toda a vida. Sabemos que até 3 moscas brancas por planta podem infectar 100% das plantas no campo. Assim, os agricultores que têm dinheiro fazem em média 16 aplicações de inseticidas para manter a população de moscas bem baixa, não sendo incomum a existência de produtores que chegam a fazer 80 aplicações quando o preço do feijão no mercado compensa. No entanto, para os pequenos produtores o custo de 16 aplicações de inseticida é muito alto. Ademais, o ideal seria reduzir ao mínimo a aplicação desses inseticidas porque são de tarja vermelha, isto é, muito tóxicos, além do fato de que as moscas estão ficando mais resistentes aos diversos produtos existentes no mercado.

Em 2013, as perdas com o mosaico dourado apenas na região do Distrito Federal e entorno foram de 15 milhões de reais segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-DF). De acordo com a Cooperativa Agrícola Serra dos Cristais (COACRIS) e o Sindicato dos Produtores Rurais de Unaí as perdas foram de 202 milhões de reais em Cristalina (GO) e 170 milhões em Unaí (MG), respectivamente. Por esse motivo a EMATER-DF decretou um vazio sanitário para o feijão. As multas seriam de R$ 15 mil a R$ 50 mil para os produtores que descumprissem a ordem de não plantar. (http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/10/agricultores-estao-proibidos-de-plantar-feijao-em-propriedades-do-df.html).

Grupos de excelentes cientistas da EMBRAPA, há mais de10 anos, vêm se dedicando a encontrar uma solução para esse problema, que proteja a planta e reduza dramaticamente a utilização de inseticidas. Utilizando os mais recentes conhecimentos da Engenharia Genética e da Biologia Molecular, a solução encontrada foi elegante e simples. Em poucas palavras: as plantas, assim como outros organismos, têm uma máquina de defesa que reconhece duplas fitas de RNA, quando presentes, e as destrói gerando pequenos fragmentos de RNA (siRNA). Esses pequenos fragmentos, se assemelhados às sequências do genoma viral, interferem com a expressão de uma proteína do vírus necessária à sua maturação. A brilhante inovação dos cientistas da EMBRAPA foi construir um gene que introduzido no genoma da planta produz esse RNA, que forma duplas fitas dobrando-se ao meio. A planta produz, então, com sua maquinaria enzimática própria, os pequenos fragmentos de siRNA que vão inibir o crescimento do vírus (evento EMBRAPA 5.1).

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em 15/09/2011 emitiu o seguinte parecer sobre o pedido da EMBRAPA para liberar comercialmente o feijão 5.1: No âmbito das competências que lhe são atribuídas pelo art. 14 da Lei 11.105/05, a CTNBio considerou que o pedido atende às normas e legislação vigentes que visam garantir a biossegurança do meio ambiente, agricultura, saúde humana e animal e concluiu que o feijão Embrapa 5.1 é substancialmente equivalente ao feijão convencional, sendo seu consumo seguro para a saúde humana e animal. No tocante ao meio ambiente, concluiu a CTNBio que o cultivo do feijão Embrapa 5.1 não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, guardando com a biota relação idêntica à do feijão convencional”. (Parecer Técnico nº 3024/2011) (http://www.ctnbio.gov.br/index.php/content/view/16661.html).

Ocorre que os estudos de campo visando demonstrar a completa proteção dos feijoeiros pela nova tecnologia verificaram que a infecção por VMDF mascarava uma outra infecção por um Carlavirus também transmitido pela mosca branca, menos grave.

Como a CTNBio já havia aprovado o feijão EMBRAPA 5.1 em 2011 não havia motivos para não comercializá-lo livrando os agricultores dessa praga altamente deletéria. No entanto, recentemente tivemos notícia de uma Nota Técnica da EMBRAPA sobre o Carlavirus que dentre outras coisas diz que a EMBRAPA recomenda a ênfase no controle da mosca branca por meio de uma combinação do controle químico do vetor, aliada a medidas como o vazio sanitário, manejo integrado de pragas, rotação de culturas e eliminação de restos celulares e de plantas espontâneas hospedeiras da mosca branca; que as pesquisas para o desenvolvimento do feijão transgênico EMBRAPA 5.1 continuam em paralelo com a busca de soluções para a eliminação dos danos do Carlavirus e que não há previsão de data para lançamento da cultura transgênica.

Em projeto submetido ao Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da EMBRAPA para desenvolver métodos que contenham o Carlavirus afirma-se que o lançamento da cultivar transgênica resistente ao VMDF foi postergado, até que se tenham resultados de pesquisas propostas neste projeto, que envolve as áreas de Fitopatologia, Entomologia, Biotecnologia, Recursos Genéticos e Melhoramento Genético do feijoeiro comum, para caracterização do Carlavírus, desenvolvimento de estratégias genéticas para resistência conjunta ao VMDF….etc. Este projeto propõe uma data de atuação entre 01/09/2014 a 31/08/2018.

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Milho milagroso – promessas duvidosas dos transgênicos

15, dezembro, 2014 Sem comentários

Anvisa aprova iniciativa para banir dois agrotóxicos

11, dezembro, 2014 Sem comentários

Assessoria de Imprensa da Anvisa, 09/12/2014

A Anvisa aprovou nesta terça-feira (09/12) duas iniciativas regulatórias para propor o banimento dos agrotóxicos Forato e Parationa Metílica. Os dois produtos fazem parte do grupo de agrotóxicos que vem passando por reavaliação da Anvisa para revisar os seus parâmetros de segurança. No processo de registro de agrotóxicos no Brasil, cabe à Anvisa avaliar o impacto destas substâncias sobre a saúde humana, tanto do trabalhador rural como do consumidor.

Por lei, o registro de agrotóxicos não tem data de validade, porém as reavaliações são feitas para rever os limites de segurança do produto diante de novas informações científicas sobre estas substâncias. A Anvisa já havia realizado consultas públicas com a indicação de banimentos destas duas substâncias anteriormente.

Tratam-se de análises rigorosas que busca reunir todas as evidências e trabalhos científicos que apontem dados relevantes para a saúde humana.

Desde 2009, quando a Agência iniciou a reavaliação de 14 agrotóxicos existentes no país, quatro já foram banidos e outros dois sofreram alterações em seus limites e recomendações de uso. A iniciativa regulatória está publicada na edição nº 240 do Diário Oficial da União.

Leia tambémAgência divulga resultado de monitoramento de agrotóxicos

 

 

Projetos Demonstrativos PD/A – um balanço

10, dezembro, 2014 Sem comentários

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A quem interessa o Brasil ser o primeiro país a liberar o plantio de árvore transgênica?

9, dezembro, 2014 Sem comentários

por Flávia Camargo

O Brasil está a poucos passos de aprovar a liberação comercial de eucalipto transgênico. Sem ter realizado devidamente os estudos para avaliar os impactos e riscos dessa tecnologia, poderemos ser o primeiro país a liberar comercialmente o plantio de árvores transgênicas no mundo.


A liberação de árvores transgênicas requer maior precaução tendo em vista que as árvores têm ciclos bem mais longos de vida e a sua interação com o meio ambiente é bem mais complexa do que a interação de plantas anuais, como a soja e o milho. A liberação do eucalipto transgênico exige uma preocupação ainda maior, uma vez que boa parte da produção de mel brasileira é oriunda do pólen dos eucaliptos.

O eucalipto transgênico foi desenvolvido pela empresa FuturaGene, uma subsidiária da Suzano Papel e Celulose, a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo. De acordo com a empresa, o eucalipto transgênico pode elevar a produtividade do volume de madeira em até 20% em relação ao eucalipto convencional.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), responsável pela autorização do uso de transgênicos no Brasil, realizou, em setembro, uma audiência pública sobre o eucalipto transgênico. Com o objetivo de acelerar o processo de liberação de seu produto, a audiência pública foi solicitada pela própria empresa. Essa audiência contou com a presença maciça de funcionários da empresa e foi um espaço insuficiente para um debate mais aprofundado com a sociedade civil. Vários questionamentos levantados pela sociedade civil e por gestores públicos não foram devidamente respondidos.

No relatório de biossegurança apresentado pela empresa à CTNBio, consta como justificativa, para a não realização de uma avaliação mais aprofundada, a reduzida disponibilidade de tempo e a liberação tardia dos recursos destinados a financiar as pesquisas sobre os efeitos do eucalipto transgênico. Baseando-se nessa desculpa, a FuturaGene eximiu-se de realizar o estudo sobre as proteínas do mel, o efeito desse mel sobre as bactérias da flora intestinal, a possibilidade de transferência dos genes transgênicos para os micro-organismos e os possíveis efeitos tóxicos, mutagênicos e teratogênicos (efeito sobre fetos), entre outros.

Além disso, sob as mais diversas justificativas, outras análises obrigatórias deixaram de ser realizadas e estudos relevantes mais específicos, como a análise dos impactos da plantação de eucalipto transgênico sobre a disponibilidade da água, também não foram feitos da forma adequada. Parte dos estudos de campo ainda está em andamento. Mesmo sem a realização das devidas análises de impacto e risco e sem obtenção de resultados das pesquisas que ainda estão em curso, a empresa apressou-se em solicitar a audiência pública para acelerar a liberação do eucalipto transgênico.

Qual seria a atitude esperada da CTNBio diante da “estratégia” da empresa de alegar falta de recursos financeiros e de tempo, entre outras justificativas, para não realizar a devida avaliação de impacto e de risco? O esperado seria determinar a realização dos estudos e paralisar os procedimentos para a liberação até que as devidas avaliações estivessem concluídas ou aceitar essas justificativas e dar andamento ao processo?

O esperado de uma comissão que deve zelar pela proteção da saúde humana e do meio ambiente seria determinar a realização de novos estudos e a conclusão dos que estão em curso. Mas, não foi isso o que aconteceu. Sem que fossem realizados os estudos necessários, a CTNBio deu andamento ao processo e a Subcomissão Setorial Permanente de Saúde Humana e Animal do colegiado aprovou, em novembro, a liberação comercial do eucalipto transgênico. Agora, falta a aprovação na Subcomissão Setorial Permanente das Áreas Vegetal e Ambiental, para que posteriormente o pedido de liberação possa ser encaminhado à plenária para a aprovação final.

Até recentemente, a CTNBio estava sem representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), os quais foram nomeados após a realização da referida audiência pública. Além disso, os cargos (titular e suplente) de especialista de meio ambiente a ser indicados pela sociedade civil e nomeados pelo MMA continuam vagos. A dimensão ambiental está enfraquecida na composição da CTNBio e, a despeito disso, ela tem dado continuidade à aprovação dos transgênicos. Em abril, por exemplo, o colegiado aprovou a liberação comercial do mosquito transgênico Aedes aegypti para combater a dengue sem que os especialistas da área ambiental estivessem presentes. Aspectos relevantes como o impacto desses mosquitos sobre o saneamento ambiental e o controle biológico de pragas não foram avaliados com a ausência desses especialistas.

É importante recordar uma decisão política que facilitou a aprovação dos transgênicos no Brasil. Em 2007, o então presidente Lula sancionou uma lei que reduziu o número de votos necessários à liberação de transgênicos, que passou de dois terços dos membros da comissão à maioria simples. Como a CTNBio tem 27 membros, o número de votos necessários à aprovação caiu de 18 para 14. Essa diferença de quatro votos foi essencial para “destravar” a liberação dos transgênicos. Mais de 90% das plantas transgênicas permitidas hoje no país foram liberadas após essa mudança.

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Indígenas do TO e militantes realizam ato na CTNBio

8, dezembro, 2014 Sem comentários

Globo Rural destaca guardiões dse sementes do norte de Minas

8, dezembro, 2014 Sem comentários

Globo Rural, 07/12/2014 08h45 – Atualizado em 07/12/2014 08h49

[Clique no link acima para assistir ao vídeo]

Comunidades cultivam sementes crioulas no semiárido mineiro

Agricultores que produzem as sementes são chamados de guardiões.
Prática está sendo resgatada no Brasil e também em outros países.

 

Em vez de sementes industrializadas, sementes crioulas. É assim que são cultivadas muitas lavouras do semiárido de Minas Gerais. Uma prática que está sendo resgatada não só no Brasil, mas também em outros países.

Os agricultores que plantam sementes, que eles mesmos produziram, são conhecidos como guardiões de sementes.  Na região mais seca de Minas, a mesa farta é um milagre que vem da terra.

“Quando a gente começou as pessoas chamavam até de doido. Roça de doido devido ao sistema que a gente plantava e de várias espécies de coisas”, o agricultor Geraldo Gomes Barbosa.

Muitos tipos de plantas, muitas sementes. Roça de doido ou costume milenar? Está na contramão de uma tendência internacional, em que os agricultores do mundo inteiro compram no comércio e cultivam um número cada vez menor de variedades de grãos. Mas na região, semente não é o mesmo que grão.

“Semente é uma coisa que vai produzir uma vida nova”, fala o agricultor Cristovino Ferreira Neto.

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Mobilizações no dia 3 de dezembro

8, dezembro, 2014 Sem comentários

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30 anos da AS-PTA e 15 do programa de Agricultura Urbana

8, dezembro, 2014 Sem comentários

ATENÇÃO para a alteração do local:

Casa da Ciência da UFRJ

Rua Lauro Muller, 3 (ao lado do shopping Rio Sul)

CONVITE-ASPTA-15-ANOS-AGRI-URB

Categories: agroecologia Tags:

Lei visa proibir “junk food” nos colégios

7, dezembro, 2014 Sem comentários

A proibição de venda de frituras, doces e outros alimentos não saudáveis nas cantinas escolares é medida essencial para combater a obesidade infantil e deverá contribuir para melhorar os hábitos alimentares das crianças, avalia a senadora Ângela Portela, que foi relatora da proposta com esse teor, aprovada na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O PLC 93/2010  restringe a venda de alimentos não saudáveis, como doces, refrigerantes e salgadinhos nas escolas de ensino infantil e fundamental. O projeto ainda determina que o cardápio da merenda desses estabelecimentos deverá ser elaborado por nutricionista e deverá passar, ainda pelo acompanhamento das autoridades sanitárias. O texto também destaca a necessidade de se respeitar as tradições culinárias de cada região na elaboração desses cardápios e proíbe propaganda de alimentos não saudáveis nas dependências das escolas.

http://petistas.blogspot.com.br/2014/12/aprovado-texto-da-senadora-angela.html

 

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Políticos do RS pressionam contra liberação do Paraquat

3, dezembro, 2014 Sem comentários

Agrolink, 03/12/14

Deputados estaduais do Rio Grande do Sul estão se articulando para proibir a comercialização de Paraquat no estado. Eles vão entregar nesta semana uma “moção de inconformidade” contra a decisão liminar do Tribunal de Justiça do RS que libera a comercialização do agroquímico fabricado pelas empresas Helm e Syngenta.

O Tribunal considerou ilegal uma iniciativa da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) de proibir a venda de Paraguat no Rio Grande do Sul. De acordo com o TJ, esse órgão não tem competência legal para impedir a comercialização de produtos liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os políticos invocam a Lei 7.747/82, segundo a qual só poderiam ser admitidos no RS produtos importados que tenham uso autorizado no país de origem da fabricação. Alegam que esse é o caso do Paraquat, que está proibido nos países da Comunidade Europeia há mais de cinco anos.

A Fepam entrou com recurso especial extraordinário contra a decisão do TJ, solicitando que a matéria seja avaliada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Tribunal de Justiça encaminhou a pauta para o STF, mas até lá concedeu a liberação provisória para comercialização no RS.

 

 

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Hoje: dia internacional de luta contra os agrotóxicos

3, dezembro, 2014 Sem comentários
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Congresso peruano tenta derrubar moratória aos transgênicos

1, dezembro, 2014 Sem comentários

El Comercio, 02/09/2014
El presidente de la Comisión de Ciencia, Innovación y Tecnología del Congreso de la República de Perú, Eduardo Cabrera, anunció hoy que presentará un proyecto de ley para eliminar la ley de moratoria del ingreso de los transgénicos durante diez años, vigente desde el 15 de noviembre del 2012.
“Elaboraré un proyecto de ley para suspender la ley de moratoria de transgénicos, de manera que la pequeña y mediana agricultura pueda trabajar con las semillas genéticamente modificadas, así como lo hace medio mundo”, declaró el congresista de Fuerza Popular, Eduardo Cabrera.
En su opinión, “no hay nada que temer a los transgénicos, pues se trata de producir más gastando menos en materia agrícola”.
“Con la eliminación de la moratoria, los medianos y pequeños agricultores podrían importar semillas transgénicas para trabajar tanto algodón como maíz, y les daría ventajes económicas inmensas pues se volverían muy competitivos a nivel local e internacional en materia de producción”, sostuvo el parlamentario.
Más aún, consideró que actualmente en el país se consume soya y maíz transgénico, y que “bien podríamos producirlo acá. El transgénico no afecta la biodiversidad porque sus factores son limitantes a las áreas que se siembran”.
Como se recuerda, la moratoria se impuso en el 2012 con el argumento de que buscaba proteger la diversidad biológica y los cultivos nativos, que podrían ser afectados por la diseminación de las semillas transgénicas.
El congresista hizo este planteamiento al culminar la sesión ordinaria de la comisión que presidirá hasta julio del 2015.
Cabe anotar que Salcedo es congresista por la región Ica y es propietario del Fundo Salcedo.