Noroeste Notícias, 07/06/2012.

Agricultores familiares e lideranças políticas de 22 municípios gaúchos se reuniram em Tenente Portela, na Região Noroeste do Estado, para defender o resgate e plantio das sementes crioulas. Eles participaram do 3º Seminário Sementes Patrimônio Sociocultural e 1º Encontro Regional pelas Sementes Crioulas, eventos que reuniram aproximadamente 450 pessoas no distrito de São Pedro, no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. “A defesa das sementes crioulas é o ponto de partida de um trabalho que tem futuro”, disse o assessor técnico da Ong AS-PTA, com sede no Rio de Janeiro, Gabriel Fernandes.

Outras regiões do país, segundo Fernandes, preservam e trocam sementes, a exemplo dos gaúchos. “Vocês não estão isolados”, garantiu o assessor técnico da AS-PTA. Para o gerente da Emater/RS-Ascar da região administrativa de Ijuí, Geraldo Kasper, “os agricultores familiares devem buscar, através de suas organizações, o reconhecimento político da produção agroecológica”.

No caso de Tenente Portela, o reconhecimento político ao esforço dos pequenos agricultores e povos indígenas tem sua melhor expressão no Programa Guardiões da Agrobiodiversidade, criado pela prefeitura, em parceria com a Emater/RS-Ascar, Conselho de Missão entre Índios (Comin) e Conselho Municipal do Meio Ambiente. “Esse programa se volta às pequenas propriedades”, explicou o vice-prefeito, Claudenir Scherer. Fazem parte do programa 37 famílias de pequenos agricultores, um grupo e duas associações indígenas, todos chamados de Guardiões das Sementes. “Queremos que a ideia se espalhe para outros municípios”, disse o secretário de Agricultura, Gilmar Canzi.

A ideia de criar uma rede de Guardiões das Sementes já tem adeptos em Três Passos, Braga, Redentora, Barra do Guarita, Esperança do Sul, Vista Gaúcha, Bom Progresso, Sede Nova, Derrubadas, Crissiumal, Tiradentes do Sul e Miraguaí. Contudo, existem guardiões que vivem em outros municípios, atendidos pela Embrapa. “Mantemos contato com pelo menos 200 famílias”, lembrou no encontro o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Gilberto Bevilaqua. A expressão “guardiões das sementes”, segundo Bevilaqua, é antiga, tem mais de dois mil anos, porém ganhou força no Estado nos últimos quatro anos. “Estamos comprometidos em fazer agricultura a partir das sementes crioulas e do conhecimento guardado pela comunidade”, concluiu o presidente da Comissão Estadual de Produção Orgânica do RS (CPOrg/RS), José Cleber Dias.

Guardiões das sementes crioulas recebem homenagem durante o evento

Sementes Crioulas

Variedade de semente crioula é, na definição do pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Gilberto Bevilaqua, qualquer semente que esteja na comunidade há muito tempo – mais de 15 anos. Em alguns casos, segundo Bevilaqua, as sementes crioulas podem ser mais ricas sob o ponto de vista nutricional que as sementes melhoradas pela pesquisa.

Agricultores familiares e lideranças políticas de 22 municípios gaúchos se reuniram em Tenente Portela, na Região Noroeste do Estado, para defender o resgate e plantio das sementes crioulas. Eles participaram do 3º Seminário Sementes Patrimônio Sociocultural e 1º Encontro Regional pelas Sementes Crioulas, eventos que reuniram aproximadamente 450 pessoas no distrito de São Pedro, no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. “A defesa das sementes crioulas é o ponto de partida de um trabalho que tem futuro”, disse o assessor técnico da Ong AS-PTA, com sede no Rio de Janeiro, Gabriel Fernandes.

Outras regiões do país, segundo Fernandes, preservam e trocam sementes, a exemplo dos gaúchos. “Vocês não estão isolados”, garantiu o assessor técnico da AS-PTA. Para o gerente da Emater/RS-Ascar da região administrativa de Ijuí, Geraldo Kasper, “os agricultores familiares devem buscar, através de suas organizações, o reconhecimento político da produção agroecológica”.

No caso de Tenente Portela, o reconhecimento político ao esforço dos pequenos agricultores e povos indígenas tem sua melhor expressão no Programa Guardiões da Agrobiodiversidade, criado pela prefeitura, em parceria com a Emater/RS-Ascar, Conselho de Missão entre Índios (Comin) e Conselho Municipal do Meio Ambiente. “Esse programa se volta às pequenas propriedades”, explicou o vice-prefeito, Claudenir Scherer. Fazem parte do programa 37 famílias de pequenos agricultores, um grupo e duas associações indígenas, todos chamados de Guardiões das Sementes. “Queremos que a ideia se espalhe para outros municípios”, disse o secretário de Agricultura, Gilmar Canzi.

A ideia de criar uma rede de Guardiões das Sementes já tem adeptos em Três Passos, Braga, Redentora, Barra do Guarita, Esperança do Sul, Vista Gaúcha, Bom Progresso, Sede Nova, Derrubadas, Crissiumal, Tiradentes do Sul e Miraguaí. Contudo, existem guardiões que vivem em outros municípios, atendidos pela Embrapa. “Mantemos contato com pelo menos 200 famílias”, lembrou no encontro o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Gilberto Bevilaqua. A expressão “guardiões das sementes”, segundo Bevilaqua, é antiga, tem mais de dois mil anos, porém ganhou força no Estado nos últimos quatro anos. “Estamos comprometidos em fazer agricultura a partir das sementes crioulas e do conhecimento guardado pela comunidade”, concluiu o presidente da Comissão Estadual de Produção Orgânica do RS (CPOrg/RS), José Cleber Dias.

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fotos: gabriel b. fernandes