Arquivo

Textos com Etiquetas ‘agricultura familiar’

Governo quer dar sumiço na Agricultura Familiar

28, março, 2017 Sem comentários

 

O censo agropecuário de 2006, cujos dados só foram divulgados em 2010, teve o mérito de revelar para o País a importância da agricultura familiar para a produção interna de alimentos e para a dinamização socioeconômica do meio rural.

Segundo informações divulgadas via whatsapp nos últimos dias e publicadas em alguns jornais, o próximo levantamento tende a omitir esse aspecto fundamental da realidade brasileira, ocultando também informações sobre o uso de agrotóxicos, entre outras. Segundo os jornais, o motivo alegado é o corte de orçamentos do IBGE, que deixou apenas 1/3 dos recenseadores originalmente previstos.

O Agro, que é pop, vai aplaudir, pois os dados oficiais que serão usados pelos próximos 10 anos tratarão da agricultura ano país como sendo uma só, seja ela de agricultores familiares, assentados ou produtores de soja no Cerrado.

::

Folha de S. Paulo, 27/03/2017

por Mônica Bergamo

Atingido pelo corte de gastos no governo federal, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) encolheu o questionário do censo agropecuário, que começa em outubro. A pesquisa, que deveria ocorrer a cada dez anos para obter uma radiografia do campo no Brasil, seria feita em 2015, mas foi adiada.

O número de recenseadores também diminuiu: dos 80 mil previstos, serão contratados 26 mil. Um documento interno sobre o censo admite que “é sensível que a redução do questionário foi drástica, […] contudo ele atende minimamente à demanda de atualização”. Questões sobre agricultura familiar, uso de agrotóxicos e raça das pessoas, por exemplo, sumiram.

“Haverá um prejuízo irrecuperável para a série histórica de alguns itens”, afirma Dione Oliveira, do sindicato de servidores do instituto. O IBGE, via assessoria, diz que o censo foi “redesenhado” para ser “exequível” com o orçamento de R$ 505 milhões (50% do esperado). E que são seguidas recomendações internacionais “para preservar as informações essenciais”.

::

Jornal do Brasil, 27/03/2017

O IBGE encolheu o questionário do censo agropecuário, que começa em outubro, dois anos depois do que estava planejado, com 26 mil recenseadores — contra os 80 mil que estavam previstos.

Um documento interno sobre a pesquisa, de acordo com informações da colunista Mônica Bergamo na Folha, fala na redução como “drástica”, mas diz que o questionário atenderia “minimamente à demanda de atualização”.

De acordo com a colunista, questões como agricultura familiar e uso de agrotóxicos não fazem mais parte do levantamento.

::

Articulação do Semiárido – Paraíba

21, junho, 2016 Sem comentários

ASA_PB

Governo [ilegítimo] Temer quer apagar Agricultura Familiar e Reforma Agrária das pautas centrais para o País

2, junho, 2016 Sem comentários

O que quer um governo que desconsidera o setor da sociedade que alimenta o país?

::

ASA, 01/06/2016

Por Amanda Sampaio (Comunicadora do Cetra) e Elka Macedo (Asacom)

 

foto: Ana Lira

Na edição do Diário Oficial da União (DOU), do dia 13 de maio deste ano, foi publicada a medida do Governo interino de Michel Temer que elimina nove Ministérios, entre eles, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), trazendo muita indignação e resistência de milhões de brasileiros e brasileiras. São quatro milhões de famílias agricultoras, aproximadamente 16 milhões de pessoas, que perdem a mínima garantia da visibilidade das pautas camponesas.

Para a Coordenadora Executiva da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) pelo estado do Ceará, Cristina Nascimento, que está participando nessa semana da 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (2ª CNATER), em Brasília, a extinção do MDA representa um profundo retrocesso de direitos. “É a prova real do descaso do Governo interino com o povo brasileiro. O mundo rural, da agricultura familiar, não faz parte da lógica do agronegócio e da burguesia. É retrocesso e também mostra a lógica excludente de um governo impopular. Somos contra a destruição dos direitos conquistados. Resistiremos na rua sempre. A Conferência de ATER já inicia dando o recado que não reconhecemos esse Governo e iremos às ruas nos manifestar pelo fim do Governo golpista e por nenhum direito a menos”, afirmou.

As ações do extinto MDA, e do também extinto Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), foram transferidas e fundidas para o recém-criado Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário pelo governo interino de Michel Temer. E as decisões, que representam retrocessos dos direitos conquistados pelas famílias agricultoras do Brasil, não param por aí. No último dia 30 de maio, o Governo em exercício anunciou a transferência de cinco secretarias, ligadas anteriormente ao extinto MDA, para a Casa Civil. Atualmente sob administração de Eliseu Padilha (PMDB), a Casa Civil agrega as seguintes Secretarias: Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Secretaria de Reordenamento Agrário, Secretaria da Agricultura Familiar, Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia Legal. Além dessas pastas, a Casa Civil ainda passa a responder pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Com essas recentes decisões, temas como reforma agrária, agroecologia e convivência com o Semiárido passam a ser também minimizados no cenário nacional. Outra política que está gravemente comprometida é a de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) voltada especificamente para as famílias da agricultura familiar. Para o agricultor José de Oliveira Mesquita, do assentamento Lagoa do Norte, em Nova Russas (CE), as consequências reais da extinção do MDA para o povo camponês serão muito graves.

“A consequência pra agricultura familiar é a queda da produção nos quintais produtivos, que vinham produzindo numa escala boa para alimentação, e do avanço que vinha se tendo na agroecologia. Vai ter todo esse retrocesso porque muitos agricultores vinham entrando nesse ritmo, conhecendo mais o que é a agroecologia, entendendo a concepção e a necessidade que se tem de produzir sem agrotóxicos, sem queimar, sem degradação da terra. Tudo isso agora retroage. As pessoas entraram em um barco e quando elas começaram a aprender a manejar o barco, o orientador tá indo embora. A consequência que se pode trazer é um naufrágio total da agricultura familiar. Voltar aos atrasos”, afirma o agricultor.


A Secretária de Mulheres da Contag, Alessandra Lunas ressalta os retrocessos causados pela extinção do MDA, sobretudo para as camponesas | Foto: Divulgação/internet

As mulheres camponesas são ainda mais impactadas pela extinção do Ministério, como destaca a Secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Agricultores na Agricultura (Contag), Alessandra Lunas. “Para nós mulheres agricultoras, o fim do MDA significa um retrocesso imenso, pois este era um Ministério com o qual dialogávamos e que avançava. Eles ouviam o que as Margaridas [referindo-se às mulheres da Marcha das Margaridas] tinham a dizer e a gente tinha espaço para cobrar políticas públicas para mulheres, a exemplo da Ater voltada para as mulheres. Esta é uma perda inadmissível e revela a face do governo golpista que não defende os direitos da população. Portanto, nós continuaremos lutando pela volta da presidente Dilma para que continuemos a avançar e não haja mais retrocessos”, afirma.

Lunas falou ainda sobre como este assunto está sendo pautado na 2ª CNATER, que teve início nesta terça-feira, 31, e acontece sob a gestão da sociedade civil. “A Conferência é um marco de resistência. Sem o MDA, ela está sendo gerida pelo Condraf [Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável] para assegurar a sua realização. Esta e outras conferências são o retrato da democracia participativa do país e o resultado que esperamos deste momento é que os encaminhamentos sejam instrumento de luta para a gente seguir avançando”.

Cartas e manifestos – Após anunciado o fim do MDA, muitas organizações e pessoas se manifestaram com notas, artigos e cartas de repúdio à decisão. A mais recente deve ser publicada ainda hoje, 1º de junho, pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), durante a 2ª CNATER. O Manifesto da ANA salienta o quanto a extinção do MDA interfere nas conquistas das famílias agricultoras, como destacado no trecho abaixo.

“O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), criado ainda no Governo Fernando Henrique Cardoso, exerce um papel fundamental na interlocução com a sociedade civil para aprimorar essas políticas, bem como para implementá-las a partir dos Planos Safra da Agricultura Familiar. A extinção do MDA, anunciada logo após o afastamento da Presidenta Dilma, mostra o desrespeito do Governo ilegítimo com este enorme contingente, e também um desconhecimento da importância da agricultura familiar para a segurança alimentar e nutricional do país. Lutaremos para a reversão dessa medida.”

Em carta enviada, em 23 de fevereiro deste ano, ao então Ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, a Articulação já se mostrava preocupada com os rumos da execução de políticas públicas voltadas à agricultura familiar.  “Para a ANA, é motivo de enorme preocupação cortes de recursos em políticas públicas direcionadas à reforma agrária, à agricultura familiar, às mulheres e à juventude rural, aos povos indígenas e aos povos e comunidades tradicionais, como os que vimos em 2015. Políticas garantidoras de direitos precisam ser priorizadas e ampliadas e isso se expressa em primeiro lugar pela dotação orçamentária a elas alocada.”

A extinção do Ministério põe em xeque as possibilidades de ações que beneficiem a classe camponesa. O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Lula, Guilherme Cassel, traz essa preocupação em artigo intitulado Extinção Do MDA – Crueldade e Crime Premeditado publicado em seu perfil na rede social Facebook no último dia 16 de maio. Em um dos trechos do artigo ele explica porque esta atitude do Governo interino é considerada por ele um “crime premeditado”.

“Tanto o MDS como o MDA têm estruturas enxutas, aquém das suas necessidades reais e trabalham com um enorme universo de pessoas e demandas: o Bolsa Família atende 13,8 milhões de famílias e o MDA é responsável pela gestão do crédito, do seguro agrícola, da assistência técnica e da comercialização, de mais de quatro milhões de famílias de Agricultores Familiares e de Assentados da Reforma Agrária. Nos dois casos, o volume de trabalho e a especialização necessária para bem realizá-lo justificam a existência dos dois ministérios. Simples assim. Autoexplicativo. Reunir tudo isso em uma só pasta é apostar no fracasso e no desmantelamento das estruturas e programas no curto e no médio prazo”.

 

 ::

Extinção do MDA: Crueldade e crime premeditado

23, maio, 2016 Sem comentários

Publicado na página da Democracia Socialista, em 16/05/2016

por Guilherme Cassel, ex-Ministro do Desenvolvimento Agrário

           “Ao decretar que o MDA é um ministério da área social, o governo golpista retira da Agricultura Familiar    brasileira o status de setor econômico e produtivo e a relega a um papel secundário, objeto não de políticas de estímulo econômico e produtivo, mas de políticas sociais e de combate a pobreza”.

 

Uma das primeiras medidas do governo ilegítimo que assaltou o poder no Brasil foi extinguir o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Sob a justificativa de racionalidade administrativa, as estruturas do MDA foram fundidas com as do Ministério do Desenvolvimento Social, responsável, entre outras atribuições, pela gestão do Programa Bolsa Família. Mais do que uma insensatez, trata-se de um gesto de crueldade.

Tanto o MDS como o MDA têm estruturas enxutas, aquém das suas necessidades reais e trabalham com um enorme universo de pessoas e demandas: o Bolsa Família atende 13,8 milhões de famílias e o MDA é responsável pela gestão do crédito, do seguro agrícola, da assistência técnica e da comercialização, de mais de quatro milhões de famílias de Agricultores Familiares e de Assentados da Reforma Agrária. Nos dois casos, o volume de trabalho e a especialização necessária para bem realizá-lo justificam a existência dos dois ministérios. Simples assim. Autoexplicativo.

Reunir tudo isso em uma só pasta é apostar no fracasso e no desmantelamento das estruturas e programas no curto e no médio prazo e, cá entre nós, não temos o direito de, ingenuamente, pensar que se trata de um simples erro de avaliação ou desconhecimento. Não é. É crime premeditado.
Mas como afirmei que se trata de um gesto de crueldade, quero justificar. Ao decretar que o MDA é um ministério da área social, o governo golpista retira da Agricultura Familiar brasileira o status de setor econômico e produtivo e a relega a um papel secundário, objeto não de políticas de estímulo econômico e produtivo, mas de políticas sociais e de combate a pobreza.

Eles, os golpistas, sabem que a Agricultura Familiar Brasileira produz 70% de tudo aquilo que a população consome no dia a dia e que, portanto,trata-se de um setor econômico vital para a segurança alimentar e nutricional do país. Sabem – e sabem muito bem – que nos últimos 14 anos a renda média das famílias da Agricultura Familiar cresceu três vezes mais do que a média nacional, impulsionada por programas de crédito, seguro, assistência técnica e comercialização, que alavancaram a produção de alimentos no Brasil. Eles sabem de tudo isso. Sabem e não gostam.

Querem devolver os Agricultores Familiares brasileiros à pobreza do passado e isso tem nome: crueldade. Apostam no empobrecimento de uns para concentrar terra, crédito e riqueza nas mãos de uns poucos latifundiários. Querem minar a produção interna de alimentos para abrir mercado para a importação.

É necessário lembrar que o Ministério do Desenvolvimento Agrário foi criado no governo FHC, por pressão dos movimentos populares do campo. Não foi uma concessão, foi uma conquista, resultado de muitos anos de luta. De lá para cá, muita coisa mudou. O PRONAF é hoje um programa nacional de crédito para a produção que gira com mais de três milhões de contratos/ano, movimenta cerca de R$ 30 bilhões e tem sido copiado por diversos países em todo o mundo. O Programa Mais Alimentos, outro bom exemplo, permitiu que os Agricultores Familiares modernizassem suas propriedades, adquirindo máquinas e implementos agrícolas a juros baixos e prazos longos, aumentando com isso a produção e melhorando em muito as condições de trabalho no campo. Mais de 50 mil tratores foram adquiridos pelos agricultores depois da criação do programa em 2008.

Tudo isso tem nome e autor: o nome é mobilidade social e diminuição da desigualdade; os autores foram os governos Lula e Dilma. E é com isso que eles estão tentando acabar. As conseqüências, mais cedo ou mais tarde, todos iremos sofrer: alimentos mais caros e menos saudáveis, degradação ambiental e êxodo rural deteriorando a qualidade de vida no campo e nas cidades.

Extinguir o MDA no primeiro dia diz muito do caráter e das pretensões dos golpistas. A crueldade, o sadismo e o sentimento de impunidade costumam sempre andar juntos. Até que o povo os derrote.

 —

Monitoramento da Sustentabilidade de Sistemas Familiares em Transição Agroecológica

27, novembro, 2015 Sem comentários

por Sergio R V Bernardo, 23/11/2015

Este debate explorou a metodologia de diagnósticos de agroecossistemas desenvolvida na Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) desde 1990. Associação de direito civil sem fins lucrativos que atua para o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção do desenvolvimento rural sustentável no Brasil, a AS-PTA busca comprovar a contribuição do enfoque agroecológico para o enfrentamento dos grandes desafios da sustentabilidade agrícola pelas famílias agricultoras. A metodologia em questão incorpora na sua linha de análise a linha do tempo do agroecossistema e do território ao qual ele pertence; a valoração do produto completo e não apenas a sua parte comercializada; a relação com os mercados; a participação social; a equidade de gênero; a geração de renda; e o acesso a políticas públicas, entre outros quesitos.
iea_video_nov2015
 –

Instituto de Estudos Avançados da USP debate Agroecologia

18, novembro, 2015 Sem comentários

iea.usp.br

Diagnóstico da sustentabilidade de agroecossistemas — IEA

 

por Sylvia Miguel, 03/11/2105.

home AgroecologiaA análise econômica convencional baseada na avaliação de custo-benefício é insuficiente e inadequada para retratar a sustentabilidade de sistemas complexos como a agroecologia. Para falar sobre o tema, o Grupo de Trabalho em Agroecologia do Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia organiza, no dia 18 de novembro, o debate Monitoramento da Sustentabilidade de Sistemas Familiares em Transição Agroecológica.

O palestrante é o engenheiro agrônomo Gabriel Bianconi Fernandes, assessor técnico da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia. A moderação é de Hugh Lacey, ex-professor visitante do IEA, e Pablo Mariconda, coordenador do Grupo de Pesquisa. Com transmissão ao vivo pela internet, o encontro acontece das 8h às 11h, na Sala de Eventos do IEA. Não haverá necessidade de inscrição prévia.

O debate irá explorar a metodologia de diagnósticos de agroecossitemas desenvolvida na AS-PTA desde 1990. A AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia é uma associação de direito civil sem fins lucrativos que, desde 1983, atua para o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção do desenvolvimento rural sustentável no Brasil. A experiência acumulada pela entidade ao longo dos anos permitiu comprovar a contribuição do enfoque agroecológico para o enfrentamento dos grandes desafios da sustentabilidade agrícola pelas famílias agricultoras. A AS-PTA atua em diversas redes da sociedade civil voltadas à promoção do desenvolvimento rural sustentável.

A metodologia em questão incorpora na sua linha de análise a linha do tempo do agroecossistema e do território ao qual ele pertence; a valoração do produto completo e não apenas a sua parte comercializada; a relação com os mercados; a participação social; a equidade de gênero; a geração de renda; e o acesso a políticas públicas, entre outros quesitos.

 


Monitoramento da Sustentabilidade de Sistemas Familiares em Transição Agroecológica
Dia 18 de novembro, das 08h às 11h.
Sala de Eventos do IEA. Rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5° andar, Butantã, São Paulo.
Transmissão ao vivo pela internet.
Inscrições e informações pelo email clauregi@usp.br, tel. (11) 3091-1686
Ficha do evento:
http://www.iea.usp.br/eventos/monitoramento-da-sustentabilidade-de-sistemas-familiares

Seminário: A Agricultura Familiar e Camponesa Diante dos Cenários Climáticos decorrentes do Processo de Aquecimento Global

11, novembro, 2015 Sem comentários

convite_MDA_ABRA

Categories: governos Tags: ,

IV Colóquio Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural

3, outubro, 2014 Sem comentários

flyer

O ano de 2014 foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional da Agricultura Familiar.

A importância  da agricultura familiar e sua contribuição para o desenvolvimento rural é fato. Mas seu futuro e os desafios que tem pela frente precisam ser melhor conhecidos e estudados.

O GEPAD/UFRGS, com o apoio do FIDA, da FAO, da SAF e do MDA, da CRESOL, da CAPES, da FAPERGS, da EMATER-RS, da Red PP-AL, juntamente com os Programas de Pós em Sociologia e Desenv. Rural, estamos promovendo o IV Colóquio sobre Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural que terá como tema “O futuro da agricultura familiar – teoria e política para um novo desenvolvimento rural.

O IV Colóquio será realizado na cidade de Porto Alegre nos dias 12 a 14 de Novembro de 2014, no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

No site do evento  http://www.ufrgs.br/coloquioaf/home.php  estão todas as informações necessárias.

Como temos  limitação de espaco físico, as inscrições deverão ser realizadas por meio do site do evento, acessando o menu “Inscrições” até o dia 12 de outrubro.

Declaração sobre direitos dos agricultores

16, setembro, 2014 Sem comentários

IMG_6442

DO preâmbulo da declaração apresentada pela Vía Campesina em março de 2011 ao Conselho de Direitos Humanos da ONU:

“Os camponeses e camponesas representam cerca de metade da população mundial. Mesmo no mundo da tecnologia de ponta, as pessoas comem alimentos produzidos por camponeses e camponesas. A agricultura não é apenas uma atividade econômica mas está intimamente ligada à vida e à sua sobrevivência sobre a Terra. A segurança da população depende do bem estar dos camponeses e camponesas e da agricultura sustentável. A fim de proteger a vida humana, é importante respeitar e implementar os direitos dos camponeses. Na realidade, a violação contínua desses direitos ameaça a vida humana e o planeta”.
 

 

No Ano Internacional da Agricultura Familiar, sociedade civil demanda a transformação dos sistemas alimentares

14, abril, 2014 Sem comentários

loro

Abril de 2014: o acesso à terra, água e sementes, bem como o apoio aos sistemas alimentares locais e à agroecologia, estão entre as principais demandas da sociedade civil no Ano Internacional da Agricultura familiar

Em uma série de encontros regionais realizados na primeira metade de 2014, organizações de agricultores, pescadores, povos indígenas, ONGs, sindicatos de trabalhadores rurais e outros grupos da sociedade civil apresentaram à FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) um conjunto de demandas objetivas.

Agricultores familiares cumprem um papel fundamental na produção de alimentos, na geração e manutenção de empregos rurais e na conservação da biodiversidade. Entretanto, conforme apontado pelas organizações, a liberalização do mercado, as privatizações e os processos de desregulamentação têm beneficiado as corporações transnacionais e reduzido a capacidade dos países e povos de assegurar o direito à alimentação a todas as pessoas.

Essas políticas agravaram a fome, a pobreza e a desnutrição. Contribuíram ainda para o êxodo rural e expulsaram agricultores familiares de suas terras, frequentemente em situação de violação de seus direitos humanos. Tudo isso se contrasta de forma gritante com a celebração, em 2014, do Ano Internacional da Agricultura Familiar.

Para reverter essa situação, organizações da sociedade civil pedem à FAO e aos governos que garantam às famílias agricultoras, muitas das quais lideradas por mulheres, o acesso à terra, à água e aos recursos genéticos. No tema das perdas e desperdício de alimentos, as organizações recomendam a promoção de sistemas alimentares locais, baseados nos métodos agroecológicos de produção. Outras demandas chave são a adoção de políticas coerentes que permitam aos jovens ingressar na atividade agrícola e a suspensão do apoio à agricultura industrial.

As organizações enfatizam ainda que, no Ano Internacional da Agricultura Familiar, as medidas de apoio às famílias agricultoras devem incluir a implementação, pelos governos, das Diretrizes sobre o Direito à Alimentação, bem como das Diretrizes para Posse de Terra, Acesso aos Recursos Florestais e Pesca.

As propostas da sociedade civil foram apresentadas nas Conferências Regionais de 2014 da FAO, que promove o Ano Internacional da Agricultura Familiar.

Rede Agriculturas Internacional, abril de 2014.

Leia também: Dez Qualidades da Agricultura Familiar, por Jan Douwe van der Ploeg, publicado pela Agriculturas – experiências em agroecologia.

Entrevista com Jean Ziegler sobre fome no mundo e necessidade de apoio à agricultura familiar

14, julho, 2013 Sem comentários

“Todas as pesquisas, não somente no Brasil, apontam que a agricultura familiar é a solução para a fome”.

Jean Ziegler foi relator da ONU para o direito humano à alimentação entre 2000 e 2008

“O poder das multinacionais da área de alimentos é maior que o das petroleiras, são elas quem decidem, a cada dia, com a definição do preço dos alimentos, quem vai comer e viver e quem vai ter fome e morrer”.

A entrevista com o sociólogo suíço foi publicada em 13/07 pelo jornal O Globo.

saiba mais em: http://www.righttofood.org/the-team/jean-ziegler/

Quais mercados para a produção familiar?

3, julho, 2012 Sem comentários

Enviado por Servicio de Información Mesoamericano sobre Agricultura Sostenible – SIMAS – Nicarágua

CARTA DO III SEMINÁRIO ESTADUAL DE SEMENTES CRIOULAS

7, junho, 2010 Sem comentários

Nós, participantes do 3o Seminário de Sementes Crioulas, realizado no município de Apodi (RN), com a participação de mais de 300 trabalhadores e trabalhadoras rurais, além de representação de ONGs e movimentos populares, vimos manifestar a nossa preocupação com o ataque sem precedentes ao patrimônio genético e cultural da humanidade que vem se dando através da ação articulada, por parte de grandes corporações multinacionais, às sementes que historicamente estão sob os cuidados das populações tradicionais e que são elementos fundamentais para a sua autonomia, reprodução social e soberania alimentar.

Para se contrapor a esse perigo que coloca em risco a agrobiodiversidade, realiza-se mundialmente um movimento de contraposição que vem afirmando a importância de fortalecer a preservação e o controle das sementes em posse daqueles e daquelas que produzem os alimentos para a maioria da população, evitando assim que elas se tornem uma mercadoria e fonte de lucros exorbitantes para poucas empresas do sistema agroalimentar.

Diante disso, o referido seminário tirou como proposição a criação, no Rio Grande do Norte, de uma Rede Estadual de Sementes Nativas – vegetais e animais –, com o objetivo de animar, articular e promover iniciativas para o seu resgate, proteção e multiplicação. Além desta, algumas outras proposições foram dadas:

– Articulação das comunidades rurais, estimulando a coleta de sementes, por intermédio de trabalhos com os jovens, mulheres e multiplicadores comunitários, estimulando a criação de bancos de sementes familiares e comunitários;

– Criação e fortalecimento de roçados coletivos que potencializem os bancos de sementes e intercâmbios culturais que estimulem as trocas de sementes e mudas;

– Campanha de organização e mobilização para o resgate e multiplicação das sementes nativas através de discussões em fóruns municipais, sindicatos, conselhos comunitários, territórios, escolas, etc;

– Promoção de ações de contraposição veemente à criação e propagação das sementes transgênicas e aos pacotes tecnológicos compostos de agrotóxicos, adubos químicos e mecanização que comprometem os recursos naturais como o solo e água.

São esses os compromissos assumidos pelos participantes do 3o Seminário de Sementes Crioulas, que levam de Apodi a determinação e a certeza de lutar pela construção de um mundo justo, solidário, sustentável e com soberania alimentar.

Apodi-RN, 29 de maio de 2010.

Agricultores realizam ato político em Apodi

2, junho, 2010 Sem comentários

No último sábado 29 agricultores (as) de Apodi e Região realizaram ato político na Feira da Agricultura Familiar de Apodi. As reivindicações foram no sentido da luta pela melhoria na qualidade das sementes nativas que os agricultores (as) possuem, se opondo dessa forma ao modelo adotado pela agro-indústria que se firma nos alimentos transgênicos que apresentam uma forte ameaça a saúde humana.

Fonte: Notícias do Campo/ STTR Apodi-RN,

III Seminário de Sementes Crioulas em Apodi

2, junho, 2010 Sem comentários

por Centro Juazeiro, 28 de maio de 2010 | Está acontecendo hoje e amanhã o III Encontro de agricultores e agricultoras de Apodi envolvendo todas as regiões do Estado do Rio Grande do Norte.

O Encontro conta a participação de todas as entidades da ASA, da Rede Pardal e de outras entidades parceiras importantes que entendem que a defesa das sementes crioula é a defesa da vida. Conta também com a participação de André Jantara da AS-PTA do Paraná, que veio fazer um debate sobre a importância das sementes crioulas e o perigo dos transgênicos.

O Coordenador da ASA José Edson fez uma importante apresentação e um chamamento para que todos nós possamos assumir um compromisso com a vida em defesa das sementes crioulas.

O Encontro conta com a participação de agricultores de muitos municípios como Messias Targino, Campo Grande, Upanema, Território do Mato Grande, alem de uma grande participação dos trabalhadores e trabalhadoras de Apodi. Um total de 250 participantes.

O encontro acontecerá até o dia de sábado onde será feito uma caminhada e um ato publico e troca de sementes entre os (as) participantes