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Exploração de cobre provoca violenta expulsão de comunidades indígenas no Equador

22, dezembro, 2016 Sem comentários

Entidades de defesa dos povos indígenas do Equador estão denunciando a crescente escalada de violência contra a etnia shuar, da província amazônica de Morona Santiago.

Ação de despejo em agosto. Foto de Raúl Ankuash.

A comunidade de Nankints, onde tradicionalmente vivem os shuar, está dentro de uma enorme área que foi cedida pelo governo, por um período de 25 anos, para uma empresa chinesa de mineração realizar estudos de prospecção e extração de cobre.

Sob essa justificativa, no dia 11 de agosto passado, forças do exército e da polícia invadiram violentamente a comunidade, dando cinco minutos para que os moradores abandonassem suas casas, que foram em seguida demolidas. “Éramos oito famílias, em um total de 32 pessoas, das quais 12 crianças. Nos expulsaram, tiraram nossas casas, nossas terras. Hoje, não temos nem o que comer. Não nos indenizaram. Nem vieram conversar conosco”, relatou, em entrevista a um jornal local, Luis Tiwiram, dirigente da Federação Shuar. Ele ressaltou também que a Constituição dá amparo legal à reivindicação de propriedade ancestral dessas terras, onde viviam várias gerações de indígenas, motivo pelo qual resistiram durante dez anos a abandoná-las. “Nas nossas terras, tínhamos cultivos de mandioca, banana, guineo, e pescávamos; agora, não temos nada”, denunciou.

Luis Tiwiram, dirigente da etnia shuar: “Nos expulsaram das nossas terras. Agora não temos nada”

No mesmo mês, Luis Tiwiram se reuniu com o representante das Nações Unidas (ONU) no Equador, Diego Zorrilla, para pedir que este levasse ao conhecimento do relator especial sobre os Direitos dos Povos Indígenas de ONU a expulsão das oito famílias shuar.

Violação dos direitos constitucionais

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) lembrou que “o projeto está localizado sobre um território ancestral shuar, mas nunca consultaram seus integrantes, violando seus direitos constitucionais”.

Ainda segundo a Conaie, no 21 de novembro, os shuar voltaram a ocupar a área de Nankints, onde se realizaria a construção do acampamento do projeto de mineração. Nos dias seguintes, os indígenas foram atacados, por terra e ar, por mais de 1.000 efetivos militares e policiais. Como resultado do confronto, “várias pessoas ficaram feridas, indígenas shuar foram presos e não se conhece o paradeiro de alguns deles”, denunciou a organização indígena.

Os dirigentes indígenas Severino Sharupi, Jorge Herrera e Katy Betancourt entregaram uma carta no Ministério de Defesa, pedindo o fim da repressão na zona.  Foto: Expreso

Para a organização equatoriana Acción Ecológica, “a zona em conflito é, majoritariamente, um território do povo shuar. Nesse espaço se impôs um projeto de mineração, no qual se planejam abrir duas minas a céu aberto, que contaminarão o território com enormes quantidades de produtos tóxicos, e utilizarão milhões de litros de água, afetando os rios e outras fontes de água. Quando terminarem a exploração, restarão duas crateras e irreversíveis impactos ambientais, sociais e culturais”, afirmou.

A organização ecologista acrescentou que “há total ausência de consulta e predisposição do governo a escutar as demandas das pessoas afetadas. A população está submetida a contínuos processos de criminalização, agressão e hostilização. Continuam impunes os três assassinatos de indígenas shuar cometidos na zona. No último ano, houve contínuas ações de expulsão e retirada forçada para entregar os territórios a empresas de mineração chinesas”.  A organização destaca ainda “a inoperância e inclusive a conivência do Estado equatoriano nas agressões sofridas”.

Conhecida a nível nacional e internacional pela sua defesa dos direitos coletivos dos povos e os direitos da natureza, a organização ambiental equatoriana Acción Ecológica está agora, segundo denúncias, sob ameaça de fechar as portas, devido a pressões do governo e da transnacional chinesa e por seu apoio ao povo shuar.

Território sob tensão e violência

O estado de tensão e confronto continua na área, com desdobramentos imprevisíveis. No dia 14 de dezembro passado, houve um ataque às instalações da empresa mineradora chinesa, no qual morreu um policial.

O governo tem responsabilizado as comunidades indígenas pela violência. O informativo oficial El Ciudadano afirmou que “o presidente Rafael Correa fez um apelo no sentido de se rejeitar atos de extrema violência”. Segundo o periódico, o que aconteceu foram “atos de violência em Nankints, na província de Morona Santiago, contra os policiais que executavam a retirada de cidadãos que haviam tomado pela força as instalações do projeto mineiro de Ecuacorriente”. Tanto o Ministério da Defesa, quanto o de Interior têm insistido que a expulsão foi feita de acordo com ordens judiciais, já que a zona foi concedida à empresa chinesa. O governo de Pequim não se pronunciou sobre o caso.

-com informações de:

http://lahistoria.ec/2016/10/12/desalojo-de-comunidad-shuar/

https://twitter.com/PepeAcacho/status/763777888084787200

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Brasil envia milho para a China

3, novembro, 2014 Sem comentários

Folhapress, via Diário de Cuiabá, 03/11/2014

Pequim, China | Um navio carregado de milho partiu em meados de setembro do Brasil e deve chegar nos próximos dias à China. É o primeiro embarque desde que o mercado chinês foi oficialmente reaberto ao cereal brasileiro, no fim de março.

O envio foi comemorado como um avanço pelas autoridades brasileiras, mas não clareou as incertezas que ainda cercam a exportação de milho para a China.

A maior dúvida é em relação a uma variedade de milho transgênico usada no Brasil, MIR 162, que não foi aprovada pelo Ministério da Agricultura chinês.

A variedade também é a mais usada pelos produtores dos Estados Unidos e da Argentina, que ao lado do Brasil estão entre os três maiores exportadores de milho do mundo.

No início do ano, a China barrou um carregamento do cereal procedente dos Estados Unidos, alegando ter detectado indícios da variedade MIR 162.

O carregamento que está a caminho da China não deve ter problemas, pois supostamente contem milho convencional ou de variedades transgênicas já aprovadas.

O caminho para as vendas de milho do Brasil para a China foi aberto em novembro do ano passado, com o acordo fitossanitário assinado entre os países.

O primeiro envio só ocorreu agora, dez meses depois, devido às dúvidas sobre a aprovação de sementes geneticamente modificados por parte das autoridades chinesas.

Para tratar dessa e de outras pendências, o ministro da Agricultura do Brasil, Neri Geller, planeja vir em meados de novembro a Pequim.

A visita ainda não está confirmada porque as datas previstas coincidem com a cúpula do bloco econômico Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), o que dificulta o agendamento de encontros com o governo chinês.

Cercada de um mega esquema de segurança, a reunião da Apec terá a presença do presidente dos norte-americano, Barack Obama, entre chefes de Estado dos 21 países membros.

A China não tem pressa para liberar a entrada de mais milho, uma vez que está com excesso de estoque. Recentemente, realizou um grande leilão do cereal.

Apesar de ser um bom indício, o recente envio de milho brasileiro para a China não ocorre num momento muito propício para a exportação.

Como é muito mais barato comprar milho de fora do país do que a produção doméstica, o governo chinês decidiu restringir a importação, anunciou na semana passada o vice-premiê Wang Yang.

“A grande diferença entre os mercados estrangeiros e os domésticos causou uma disparada na importação de grãos. O estoque do outono corre sérios riscos”, disse.

Outra pendência que o ministro brasileiro tentará destravar em Pequim, caso sua visita se confirme, será a entrada da carne bovina brasileira na China.

É outra abertura de mercado chinês que ainda não saiu do papel. O produto foi barrado pela China no fim de 2012, devido a um caso atípico do mal da vaca louca. Em julho foi anunciada a suspensão do embargo, durante a visita ao Brasil do líder chinês, Xi Jinping. Mas até agora os procedimentos não foram finalizados e a decisão não entrou em vigor.

Opinião pública atrasa aprovação de nova soja transgênica na China, dizem fontes

29, setembro, 2014 Sem comentários

O título da matéria não deveria ser: “Transgênicos atropelam opinião pública”?

Reuters, 26/09/2014

PEQUIM – A China suspendeu o processo de aprovação de importação de uma nova variedade de soja geneticamente modificada, citado “baixa aceitação pública” para alimentos transgênicos, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto.

É a primeira vez que o Ministério da Agricultura da China cita a opinião pública como razão para atrasar a aprovação de grão transgênico, disseram as fontes.

A decisão pode fomentar uma preocupação mais ampla no setor do agronegócio sobre um ambiente cada vez mais difícil para grãos transgênicos no país asiático.

“Antes, se o Ministério da Agricultura não aprovava um novo produto, era porque não havia dados científicos suficientes”, disse um executivo de uma associação da indústria, que pediu para não ser identificado devido ao caráter sensível da questão.

“Mas este ano, a razão é que eles estão considerando os problemas de aceitação social.”

As fontes não quiserem identificar a variedade de soja envolvida.

A China responde pelas compras de cerca de 60 por cento da soja negociada no mercado internacional.

Atualmente a China autoriza a importação de oito tipos de soja transgênica e 15 produtos de milho, que são amplamente utilizados na alimentação animal e não para consumo humano.

Uma variedade de milho transgênico cultivado nos Estados Unidos, a MIR162 da Syngenta, ainda não foi aprovada pela China, provocando a devolução de quase 1 milhão de toneladas de milho norte-americano desde novembro do ano passado.

Analistas relacionaram a rejeição pela China a uma grande oferta doméstica, mas os alimentos transgênicos também estão tendo dificuldades para ganhar a opinião pública depois de uma série de reportagens na imprensa nos últimos anos, alegando supostos riscos para a saúde.

(Por Dominique Patton)

Negócio da China

21, agosto, 2014 Sem comentários

Globo Rural, 15/08/2014

China rejeita 1,3 mil toneladas de milho transgênico dos EUA

Substância transgênica desenvolvida pela Syngenta não é aprovada no país

Aproximadamente 1,3 mil toneladas de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos foram rejeitadas no Porto de Xiamen, na China. De acordo com a imprensa local, o grão continha traços de uma substância transgênica não permitida pelas autoridades chinesas.

Em dezembro do ano passado, 1,4 mil toneladas de milho geneticamente modificado dos EUA já haviam sido recusadas também em Xiamen. Na ocasião, parte do carregamento foi destruída, enquanto que outra foi mandada de volta para o país de origem. Desde o ano passado, a China já bloqueou mais de 1 milhão de toneladas de milho dos EUA por conter uma substância transgênica desenvolvida pela gigante Syngenta não permitida no país.

Monsanto perde briga por royalties da soja argentina

Assim como Europa, China também tem embargado grãos modificados, dando preferência aos convencionais

“China: guerra contra a poluição”

4, agosto, 2014 Sem comentários

G1, 01/08/2014

Repórter André Trigueiro mostra como a China tenta combater a poluição.
150 milhões de pessoas são afetadas pela poluição, inclusive brasileiros.

A coluna Sustentável foi até a China para ver como o país está se preparando para combater os altos índices de poluição. Ao longo de cinco reportagens, saiba quais são os investimentos do governo chinês, como vivem os brasileiros que estão por lá, o projeto de uma cidade sustentável, o projeto de um biodiesel menos poluente e as curiosidades da China.

http://glo.bo/1m74vkM


 

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Rigor com transgênico reduz exportação de milho dos EUA à China

12, abril, 2014 Sem comentários

via Globo Rural, 11/04/2014

De acordo com autoridades, 1,45 milhão de toneladas foram rejeitadas

A rigorosa posição da China contra a importação de certas variedades de milho geneticamente modificado tem prejudicado as exportações dos Estados Unidos, justamente num momento em que o país colhe uma safra recorde. Estimativa da Associação Nacional de Grãos e Sementes, que representa a indústria norte-americana, aponta para uma queda de 85% no volume embarcado para o gigante asiático no acumulado de 2014 ante igual período de 2013, com apenas 171 mil toneladas.

Pelos dados da associação, 1,45 milhão de toneladas de milho transgênico já foram rejeitadas por Pequim, bem mais que as 545 mil toneladas anunciadas pelas autoridades chinesas e que as 900 mil toneladas estimadas pela imprensa. O prejuízo para a indústria dos EUA já chega a US$ 427 milhões, sem falar nas perdas para os produtores, informa a associação.

A China vem rejeitando carregamentos dos EUA desde meados de novembro passado, quando testes detectaram a variedade Agrisure Viptera, produzida pela Syngenta e não permitida no país. A gigante suíça vende esse tipo de milho aos EUA, Brasil e Argentina, com aprovação dos respectivos governos, desde 2011.

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China terá de pagar prêmio em futuras importações de milho transgênico, alertam EUA

21, março, 2014 Sem comentários

Reuters, 20/03/2014

GENEBRA, 20 Mar (Reuters) – A China poderá ter de pagar prêmios em suas compras futuras de milho “transgênico”, depois de ter rejeitado carregamentos com sementes geneticamente modificadas dos Estados Unidos, disse um oficial do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

“Os chineses terão de aprender que as suas ações terão consequências”, disse o representante do USDA para a China, Fred Gale, em evento da AgResource Cereals Europe.

A China rejeitou oficialmente 887 mil toneladas de milho dos EUA desde novembro do ano passado, depois de ter detectado a variedade geneticamente modificada da Syngenta MIR162, não aprovada no país.

A variedade designada para oferecer proteção contra insetos foi aprovada em muitos países.

A China é o terceiro maior comprador de milho dos EUA e aprovou 15 variedades geneticamente modificadas para importação.

A MIR162 aguarda aprovação desde que a Syngenta submeteu uma aplicação em março 2010. Mas o MIR162 tem sido misturado a outras variedades desde que a China começou a importar outras variedades de milho dos EUA em 2011.

A Câmara de Comércio Americana, que tem entre seus membros a Syngenta, reclamou no mês passado que o processo de aprovação de transgênicos na China tornou-se “lento, imprevisível e não transparente”.

“Os vendedores terão de adicionar um prêmio de risco se a China tornar-se um cliente arriscado, porque é claro que esta não é a primeira vez que acontece. Aconteceu sistematicamente com várias commodities que sofreram rejeições de embarques”, disse Gale.

A reunião anual do comitê de biossegurança da China está prevista para o final de março. Se nenhuma decisão for tomada sobre o pedido pendente da Syngenta, a próxima oportunidade para uma revisão será em junho.

O USDA estima as importações da China em 5 milhões de toneladas.

(Reportagem adicional de Christine Stebbins em Chicago)

 

China culpa semente transgênica contrabandeada dos EUA por quebra em produção de milho

24, janeiro, 2014 Sem comentários

A China tem conseguido manter os alimentos transgênicos fora de suas lavouras, rejeitando e mesmo incinerando carregamentos de milho provenientes dos EUA. Mas apesar dos esforços algumas sementes conseguiram invadir os campos, e essas sementes dos EUA têm sido culpadas por perdas de safra na região leste do país.

A polícia do estado de Hunan descobriu um caso de contrabando de sementes que pode ter contribuído para o fracasso na produção de 80 hectares de milho no distrito de Tongdao no ano passado. Chamado de “milho dourado americano” por autoridades locais, as sementes são originárias de gigantes multinacionais como a Monsanto e a Syngenta.

Mais recentemente um contrabandista chamado Luo Haihong foi preso, acusado de ter contrabandeado mais de 500 mil toneladas de sementes de milho para a China desde 2003.

“Veio à tona o caso da infiltração de sementes transgênicas de milho na China, trazendo potenciais riscos à segurança alimentar e mesmo à segurança nacional no país”, disse Li Wenliang, professor da Universidade de Relações Internacionais.

Acredita-se que algumas dessas sementes tenham chegado pela alfândega com turistas que entraram no país. Outras podem ter vindo por Hong Kong em caminhões e pelo envio em pacotes. De todo modo, não se tem ideia de como tantas sementes transgênicas puderam infiltrar o sistema agrícola chinês. (…)

Natural Society, 18/01/2014.

– Via: http://aspta.org.br/campanha/660-2/

N.E.: A estratégia da disseminação de lavouras transgênicas através do contrabando de sementes não é uma novidade, sendo utilizada para forçar a liberação da tecnologia. No Brasil o contrabando de sementes de soja transgênica oriundas da Argentina no final da década de 1990 e início da década de 2000 e a disseminação dos plantios ilegais pela região Sul do país levaram à chamada situação do “fato consumado” (dizia-se que o plantio de transgênicos já era uma realidade irreversível) e à legalização das lavouras sem a realização de qualquer estudo de impacto ambiental e de riscos à saúde. Duas medidas provisórias (113/2003 e 131/2003) legalizaram as safras 2003 e 2004 plantadas ilegalmente e a Lei de Biossegurança (11.105/2005) tornou definitiva a autorização (Art. 35).

China cancela mais compras de milho dos EUA

17, janeiro, 2014 Sem comentários

No Brasil há duas variedades de milho da Syngenta liberadas para plantio comercial contento esse evento de modificação genética barrado pela China: o MIR 162, liberado em 2011 e o Bt 11x MIR 162 x GA 21 (Cry1Ab x Vip3 x mepsps) liberado em 2013.

O Estado de S. Paulo, 16/01/2014

Importadores chineses fizeram novos cancelamentos de compras de milho dos Estados Unidos, e um volume adicional de cargas que estavam destinadas para a China foi redirecionado para países vizinhos, mostraram dados do governo norte-americano nesta quinta-feira.

As operações ocorrem em meio à disputa envolvendo uma variedade de milho transgênico não aprovada na China, conhecida como MIR 162, desenvolvida pela Syngenta.

Pelo menos 600 mil toneladas de milho dos EUA destinadas à China foram rejeitadas desde novembro porque continham traços da variedade, que aguarda aprovação por parte das autoridades chinesas há mais de dois anos.

Em seu relatório semanal, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou o cancelamento líquido de 169,8 mil toneladas de milho pela China na semana encerrada em 9 de janeiro.

Foi a segunda vez em três semanas que as vendas para a China, terceiro maior comprador de milho dos EUA na última temporada, foram negativas, apontou o USDA.

A entidade disse também que alguns carregamentos destinados à China no final do ano passado foram redirecionados para importantes compradores como Coreia do Sul e Japão.

Os embarques para a China caíram na semana passada para apenas 26 mil toneladas, menor volume em três meses, segundo o USDA.

Exportadores privados também relataram o cancelamento da entrega de 126 mil toneladas de milho para o atual ano comercial para destinos desconhecidos.

Uma vez que os exportadores são obrigados a informar o destino dos grãos apenas no momento de embarque, muitas vezes as vendas são registradas como para “destinos desconhecidos” para encobrir o comprador, disseram operadores.

Vendas para a China, com frequência, são registradas sob esta categoria.

(Por Karl Plume, em Chicago)

China rejeita carga de 60 mil toneladas de milho transgênico

4, dezembro, 2013 Sem comentários

Globo Rural, 02/12/2013

A China rejeitou uma carga de 60 mil toneladas de milho transgênico proveniente dos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Supervisão e Inspeção de Qualidade chinês, a carga foi rejeitada por conter uma variedade que não foi liberada pelo governo do país asiático.

A notícia foi divulgada pela agência de notícias UPI. De acordo com a publicação, a carga foi rejeitada no porto de Shenzhen. O milho MIR 162 é produzido pela Syngenta e tem entre as principais características a resistência a insetos.

Ainda de acordo com a UPI, o governo chinês comunicou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos para que reforce a inspeção desse tipo de produto. Já a Syngenta confirmou que a variedade integra uma série de tecnologias que aguardam aprovação das autoridades chinesas e que questões como esta podem provocar problemas no mercado.

Auxílio de Brasília na liberação de soja da Monsanto pela China

11, junho, 2013 1 comentário

VALOR ECONÔMICO, 11/06/2013

Por Mauro Zanatta | De Brasília

Na liberação comercial da soja Intacta, produzida pela americana Monsanto, sem dúvida pesou o lobby favorável dos produtores rurais do Brasil, que foram à Pequim solicitar o sinal verde do gigante asiático. Mas a situação só mudou realmente quando o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, resolveu intervir e negociar com autoridades chinesas.

A visita do ministro Antônio Andrade ao país, sobretudo pelo “timing”, além das gestões do Ministério do Desenvolvimento, também contaram a favor, apurou o Valor. O chanceler Antonio Patriota entrou pessoalmente nas conversas. Nem mesmo a troca do embaixador do Brasil em Pequim atrapalhou – Valdemar Carneiro Leão substituiu Clodoaldo Hugueney.

O principal argumento das autoridades brasileiras nas negociações bilaterais foi que a variedade beneficiaria especificamente o mercado nacional, ainda que algumas áreas do norte da Argentina possam utilizar a nova semente. Além disso, os argentinos também entraram na arena para reivindicar a liberação. Isso pesou de forma significativa para a aprovação, segundo fontes brasileiras.

No início, os chineses encaravam a nova tecnologia como um assunto de interesse restrito apenas dos Estados Unidos. O governo brasileiro relatou o avanço da variedade Cultivance, desenvolvida pela estatal Embrapa em parceria com a alemã Basf, para realçar se tratar de uma questão de Estado para o país. Esse “escudo” teria auxiliado a arrefecer a rejeição do governo chinês.

Mesmo com a demora na aprovação pelo principal cliente das exportações brasileiras, a Monsanto teria condições de atender, já na safra 2013/14, a 10% da área plantada de soja aqui, ou algo próximo de 2,8 milhões de hectares. Haveria 1,8 milhão de sacas disponíveis no Brasil. O principal atrativo da variedade é a resistência ao herbicida glifosato e a lagartas, cujo prejuízo acumulado superou R$ 1 bilhão na safra 2012/13, segundo os produtores.

A semente está aprovada no Brasil desde agosto de 2010. Mesmo com a aprovação, a China ainda precisa emitir um certificado de biossegurança para sacramentar a decisão e abrir caminho ao produto nacional. Normalmente, uma autorização comercial demora 270 dias.

No início de maio, uma comitiva oficial que deveria ter sido liderada pelo ministro Antonio Andrade fez, sem sucesso, gestões junto a autoridades chinesas. Estiveram no grupo, chefiado pelos secretários Celio Porto (Relações Internacionais) e Enio Marques (Defesa Agropecuária), o diretor-executivo da associação dos produtores de sementes, José Américo Rodrigues, e o gerente de assuntos industriais da Monsanto, Otávio Cançado.

China libera importação de 3 tipos de soja transgênica

11, junho, 2013 Sem comentários

Ministério da Agricultura, 10/06/2013

O governo chinês aprovou três variedades de soja geneticamente modificadas de interesse do Brasil [????], conforme informou nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, que está em visita oficial à China. Ele participou, neste domingo, em Beijing, do Foro China-America Latina e Caribe de Ministros da Agricultura.

A aprovação das variedades geneticamente modificadas foi comunicada à Andrade pelo ministro da Agricultura da China, Han Changfu, durante encontro bilateral. Foram aprovadas a Intacta RR2 PRO [Monsanto], que tem a propriedade de supressão da população de lagartas que causam muitos danos às lavouras de soja no Brasil e a CV127 [BASF/Embrapa] e Liberty Link [Bayer], tolerantes a herbicidas.

O ministro brasileiro, que fez o pedido da liberação, agradeceu a decisão das autoridades locais e aproveitou para esclarecer ao seu colega chinês que a agricultura tropical é mais sujeita ao ataque de pragas e ervas daninhas, por essa razão é mais dependente da contínua introdução de novas tecnologias.

Antônio Andrade lembrou, ainda, que a aprovação torna-se ainda mais significativa em função da propagação da lagarta Helicoverpa armigera em vários Estados do Brasil [só faltou dizer que o uso de sementes transgênicas é apontado como fator que desencadeou a explosão dessa praga]. Conforme o ministro, as novas sementes aprovadas pelo governo chinês já tinham seu uso autorizado no Brasil e em outros mercados, mas os produtores de soja e a empresa detentora da tecnologia estavam aguardando a aprovação chinesa, pelo fato de a China ser o principal mercado comprador da soja brasileira [e porque não há segregação].

Em abril de 2013, o Brasil exportou 7,154 milhões de toneladas de soja em grãos, equivalente a US$ 3,797 bilhões. Deste total, 5,604 milhões de toneladas (US$ 2,966 bilhões) tiveram a China como destino.

“Essa decisão era ansiosamente aguardada pelos sojicultores brasileiros, visto que as empresas têm poucas semanas para embalar e distribuir o produto, a tempo do plantio da nova safra”, destacou Andrade.

O ministro propôs ainda a Han Changfu o aumento da cooperação entre a Embrapa e a Academia de Ciências Agrárias da China no campo da biotecnologia e falou sobre as oportunidades de investimento para empresas chinesas nas novas fronteiras agrícolas do Brasil, principalmente no Mato Grosso e na região conhecida como Matopiba.

A região traz novas opções de escoamento da produção no sentido norte, por hidrovias e ferrovias, viabilizadas a partir da recente aprovação da Medida Provisória dos Portos. Esses temas serão novamente abordados por ocasião da visita do vice-ministro da Agricultura da China ao Brasil, nos dias 20, 21 e 22 deste mês. Leia mais…

Ministro da Argentina também faz lobby por transgênicos na China

10, junho, 2013 Sem comentários

Argentina diz que China aprovou compra de mais soja e milho transgênicos

BUENOS AIRES, 8 Jun (Reuters) – O ministro da Agricultura da Argentina disse neste sábado que a China aprovou três nova variedades de soja geneticamente modificada (GM), e uma nova variedade de milho transgênico para importação, o que deve impulsionar o comércio entre os dois países. [sojas resistentes a imidazolinonas e glufosinato de amônia e milho 1161 – as duas variedades de soja já foram liberadas no Brasil mas não estavam sendo plantadas justamente pelas restrições dos compradores, sobretudo a China. Se a informação da matéria estiver correta, tudo indica que essas variedades passarão a ser cultivadas por aqui. Já o ministro da agricultura Antonio Andrade pede na China a liberação da soja RR2, da Monsanto]

O argentino Norberto Yauhar fez o anúncio após uma reunião com o ministro chinês da Agricultura, Han Changfu, em Pequim, segundo um comunicado publicado no website da presidência da Argentina.

O país sul-americano é o terceiro maior exportador mundial de soja e milho, e o principal fornecedor de óleo e farelo de soja. Praticamente toda a soja argentina é transgênica, assim como boa parte do milho do país.

(Reportagem de Hilary Burke)

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China aprobó tres sojas transgénicas y un maíz de Argentina

http://www.lapoliticaonline.com

Fue en un encuentro entre Norberto Yauhar y su par de China, Han Chang Fu. Las sojas son resistentes a la imidazolidonas y al gufosinato y el maíz el 1161. “Es una de las noticias más importante para el país en términos de comercio exterior de los últimos tiempos”, dijo el ministro de Agricultura.

El ministro de Agricultura, Ganadería y Pesca de la Nación, Norberto Yauhar, informó hoy que la República Popular de China aprobó tres sojas transgénicas y un maíz, que incluyen la soja RR2BT, una soja resistente a las Imidazolidonas, una resistente al glufosinato y el maíz 1161.

Lo hizo al término de un encuentro mantenido con su par chino, Han Chang Fu, durante la jornada inicial del Primer Foro de Ministros de Agricultura entre China y América Latina, que se realiza en el país asiático.

Al respecto, Yauhar expresó que: “Es una de las noticias más importante para el país en términos de comercio exterior de los últimos tiempos”, y agregó que “el Ministro chino nos acaba de confirmar la aprobación de todos los eventos de maíz y de soja que teníamos pendientes, incluida la Intacta de Monsanto”.

Estos nuevos eventos permitirán producir y comercializar nuevos productos como estas tres variedades de soja y una de maíz que derivarán en significativos beneficios para la cadena productiva argentina.

Asimismo, el funcionario nacional confirmó la compra por parte de China del primer barco de maíz argentino, lo que implica la venta de las primeras 60.000 toneladas de este cultivo a través de una empresa privada nacional.

“En la próxima campaña ya vamos a poder estar utilizando estas semillas aprobadas y obviamente podremos comercializar más producción”, manifestó el jefe de la cartera agropecuaria nacional.

Por otra parte, en el marco de este foro internacional de agricultura, ambos funcionarios analizaron la relación bilateral, las oportunidades de inversión y comercio, y los estudios de factibilidad para construir zonas de desarrollo y procesamiento de productos agrícolas.

Al respecto Yauhar expresó que “se hizo una revisión de todos los programas que estamos llevando adelante.

En la mañana de hoy tuvimos una muy buena reunión con el vicepresidente del Banco de Desarrollo de China y todo su equipo con miras a futuros emprendimientos”.

El funcionario argentino adelantó que la entidad bancaria “está de acuerdo en acompañarnos en un proyecto que estamos presentándoles para reconvertir un millón de hectáreas alternativas a través de la aplicación de nuestros equipos de riego y toda la tecnología para que comiencen a ser productivas.

Para ello estaremos presentándole al Banco de Desarrollo de China un programa del que a priori hemos interiorizado al ministro Han Chang Fu, que dio su aval para que podamos seguir adelante con el proyecto”.

 

Lobby de alto nível

7, junho, 2013 2 comentários

Dilma ainda não teve uma audiência sequer com os indígenas desde que assumiu seu mandato. Enquanto isso, a alta cúpula do governo realiza sua segunda missão à China em menos de dois meses para viabilizar aqui os interesses da Monsanto. Como indica a matéria abaixo, a empresa não pode mais cobrar royalties sobre sua soja RR, apesar das tentativas pela via judicial. Criou então a soja RR2, com novas promessas tecnológicas, mas com o fito de ganhar novo prazo para cobrança da taxa.

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Ministro visita o país asiático

VALOR ECONÔMICO, 06/06/2013

Por Gerson Freitas Jr. e Tarso Veloso | De São Paulo e Brasília

O ministro da agricultura, Antônio Andrade, vai engrossar o lobby dos produtores rurais pela aprovação de uma nova variedade de soja transgênica da Monsanto pela China. Andrade embarca para o país asiático no fim de semana em uma viagem oficial de dois dias.

Andrade vai pedir que o governo chinês libere o consumo da soja “Roundup Ready 2 Intacta”, uma variedade resistente à aplicação do herbicida glifosato e ao ataque de lagartas, desenvolvida pela Monsanto para substituir a soja Roundup Ready – sobre qual está impedida de cobrar royalties – no país.

A aprovação da China, maior importador mundial de soja, é o último obstáculo para que a múlti comece a vender as novas sementes. A Monsanto esperava lançar o produto ainda a tempo do plantio do ano passado, mas teve de adiar os planos diante da demora chinesa. Agora, corre contra o tempo para não perder também o cultivo da safra 2013/14.

Em nota, o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, afirmou que a intervenção do ministro da agricultura era um pleito da entidade. “É de extrema importância que novas tecnologias estejam acessíveis e com garantia de venda ao produtor”.

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China deve proibir entrada de trigo e arroz transgênicos

28, setembro, 2011 Sem comentários
27/09/2011
A China deve proibir plantações de arroz e trigo transgênicos nos próximos cinco e dez anos. O país asiático pode adotar a medida devido a preocupações públicas. No entanto, o milho geneticamente modificado deve ser a exceção, uma vez que a oferta do grão vem ficando abaixo da demanda no país. Como faz parte, principalmente, da nutrição animal ou é matéria-prima para produtos alimentícios, o milho transgênico não deve encontrar resistência para sua promoção. Já o trigo e o arroz são bases da dieta de boa parte da população chinesa. Para o gigante asiático, faltam experiências em pesquisas, promoção e regulamentação de grãos geneticamente modificados.
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