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Textos com Etiquetas ‘EUA’

Agricultores podem desistir de transgênicos nos EUA, por baixo rendimento

7, fevereiro, 2013 Sem comentários

Farmers Weekly, 06/02/2013.

Produtores americanos consideram retornar ao uso de sementes convencionais dado que o aumento de pragas resistentes e a perda de lavouras têm levado a menores colheitas dos cultivos transgênicos em relação a suas contrapartes convencionais.

No país, um produtor paga cerca de 100 dólares a mais por acre pelas sementes transgênicas [~R$125/ha], e muitos se perguntam se haverá benefícios em continuar usando essas sementes.

“Trata-se de uma análise de custo e benefício”, disse o economista Dan Basse, presidente da AgResource, empresa de pesquisa agrícola.

“Os produtores estão pagando a mais pela tecnologia mas as colheitas não melhores do que as de 10 anos atrás”.

“Voltei a aplicar inseticidas”, disse Dan Basse, referindo-se aos insetos que não são controlados pelas plantas transgênicas como deveriam.

Caso os produtores decidam voltar atrás esses produtores enfrentarão a questão da oferta de sementes convencionais, dado que cerca de 87% do cultivo no país é feito com sementes modificadas.

Entre os países com maiores produtividades em 2012 estão asiáticos como a China, que não usam sementes transgênicas.

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[Adaptado de: US farmers may stop planting GMs after poor global yields, por Robyn Vinter]

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Estas empresas se opõem à rotulagem

22, agosto, 2012 Sem comentários

Empresas que estão patrocinando campanha contra a chamada Proposta 37, que estabelece a rotulagem de alimentos contendo transgênicos na Califórnia, EUA.

Tratado de livre comércio ameaça sementes nativas na Colômbia

26, junho, 2012 Sem comentários

 

Assine a petição em defesa das sementes nativas.

 

¡Salva las semillas limpias, la diversidad y la cultura en Colombia!

Las semillas nativas en Colombia han entrado en proceso de privatización en el marco del TLC con estados unidos y se ha penalizado su uso tradicional, poniendo en fragilidad la soberanía alimentaria, la cultura y la megadiversidad, obligando a campesinos, indigenas, afros y mestizos a usar semillas certificadas por distintas transnacionales. Es imprescindible hacer el mayor esfuerzo por detener esta determinación gubernamental absurda para poder mantener viva la tradición de los pueblos y la soberanía sobre nuestra tierra y las semillas que por siglos nos han permitido subsistir. Salvar así mismo la genética que las semillas nativas encierran, lo que les ha permitido soportar las distintas condiciones adversas y significar la supervivencia de pueblos olvidados por el estado, quienes ahora serán tratados por el como infractores de la ley.

El Congreso de la República expidió la ley 1518 de abril 23 de 2012, “Por medio del cual se aprueba el Convenio Internacional para la protección de las Obtenciones Vegetales, UPOV 1991″. Esta es una de las tres leyes sobre el tema de propiedad intelectual que afanosamente aprobó el Congreso para que el Presidente Obama le diera la bendición a la entrada en vigencia del TLC, ya que una de sus cláusulas es la obligación de suscribir UPOV 91[1]; el Estado colombiano juiciosamente ha cumplido la tarea como lo han hecho México, Chile, Perú y los países centroamericanos, en sus respectivos TLC.

Esta norma protege las semillas manipuladas; prohíbe la siembra, el uso y la multiplicación de las semillas criollas y legitima únicamente la utilización de semillas extranjeras; además promueve la explotación y apropiación de los recursos naturales en pocas manos y atenta contra el patrimonio genético del país, contra la soberanía alimentaria -en especial de las comunidades indígenas, afro descendientes y campesinas-, y los usos y costumbres ancestrales, originando en las comunidades la pérdida de sus culturas y territorios y desconociendo que las semillas criollas son fruto del trabajo de varias generaciones que desde épocas ancestrales las han mejorado garantizando la soberanía, la autonomía y la seguridad alimentaria no sólo de ellos, sino de buena parte de la población, y, que en tal sentido, al ser patrimonio colectivo del pueblo no pueden ser objeto de apropiación por parte de particulares. En los últimos años el gobierno colombiano ha aprobado varias leyes y normas sobre semillas que son el marco jurídico para entregarle a transnacionales el control de las semillas.

La Ley 1518 de 2012 por medio de la cual se aprueba el “Convenio Internacional para la Protección de las Obtenciones Vegetales” desconoce disposiciones de rango superior y desarrollos normativos y jurisprudenciales internacionales que consagran las obligaciones del Estado de garantizar y respetar los derechos de quienes están bajo su jurisdicción y específicamente la obligación de velar por la soberanía y seguridad alimentaria de la población. El Convenio Internacional ratificado por medio de la Ley 1518, sin garantizar el derecho fundamental a la consulta previa de las minorías étnicas, busca la concesión y consecuente protección de derechos de obtentor de géneros y especies vegetales estableciendo, por un lado, determinadas condiciones que no pueden cumplir las variedades nativas y criollas porque el mejoramiento genético que han realizado los agricultores se basa en un enfoque y principios totalmente diferentes al que realizan los fitomejoradores modernos, y por otro, los alcances de su reconocimiento protegiendo intereses económicos de algunos e imponiendo el uso de semillas protegidas legalmente por requerimiento de las empresas transnacionales.

http://www.semillas.org.co

http://www.avaaz.org/es/petition/Salva_las_semillas_limpias_la_diversidad_y_la_cultura_en_Colombia/?tta

Enviado por Avaaz en nombre de Carlos

Cresce movimento pela rotulagem de transgênicos nos EUA

4, abril, 2012 Sem comentários

A bancada dos agricultores dos Democratas na Assembleia Legislativa de Minnesota apresentou projeto de lei que estabelece que todos os alimentos transgênicos vendidos no estado sejam claramente rotulados como tais.

Hoje estima-se que cerca de 70% dos alimentos industrializados contenham ingredientes transgênicos, segundo levantamento realizado em 2010 pela Universidade de Colorado.

Muitos países exigem a informação no rótulo, mas a agência de alimentos americana FDA não o faz. Nenhum estado dos EUA requer rotulagem atualmente.

Phyllis Kahn, co-autor da proposta, avalia que o projeto não será aprovado na atual sessão legislativa. No entanto, cresce o movimento pela rotulagem de transgênicos no país. Até o final de fevereiro, de acordo com a Conferência Nacional das Assembleias Estaduais, 20 estados estavam considerando implementar a rotulagem.

Pesquisa de opinião realizada em 2010 pela Reuters e National Public Radio revelou que 93% dos americanos defendem que os produtos transgênicos sejam rotulados.

Com informações de Minnesota Daily, 03/04/2012

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1 milhão pedem rotulagem de transgênicos nos EUA

29, março, 2012 Sem comentários

Taí notícia para os que afirmam que os transgênicos são consenso nos Estados Unidos

Levantamento recente da Grocery Manufacturers Association indicou que cerca de 80% da comida industrializada nos EUA contém ingredientes transgênicos.

Mais de 1 milhão de pessoas assinaram petição endereçada à agência de alimentos americana FDA demandando a rotulagem de produtos transgênicos. De acordo com o movimento Just Label It, a adesão foi recorde de participação em assunto de regulação de alimentos. Mais de 500 entidades de todo o país apoiaram a iniciativa.

Enquete do Just Label It que ouviu mil pessoas revelou que 92% defendem a rotulagem de produtos transgênicos, enquanto 5% se opuseram. O apoio foi praticamente igual entre Democratas, Republicanos e Independentes.

“Os americanos explicitamente pedem segurança, transparência e rotulagem de produtos transgênicos,’’ disse Ken Cook, presidente do Environmental Working Group, organização que integra o Just Label It.

“Se o FDA não reagir revisando sua política, consideramos acionar a Justiça”, disse o advogado Andrew Kimbrell, autor da petição.

Um porta-voz do FDA disse que não se pronunciará a respeito da petição e que responderá diretamente aos que a endossaram. Outra porta-voz do mesmo órgão informou que a posição da Agência sobre rotulagem de transgênicos baseia-se na premissa de que não existe “diferença material” entre os produtos que contêm ingredientes transgênicos e aqueles derivados de culturas convencionais.

Com informações de:

Group wants lables on GM foods, The Boston Globe, 27/03/2012

Consumer groups demand GMO labeling, Thomson Reuters, 27/03/2012

Just Label It

Via Genet News

Substituto de fungicida para a laranja custa até 30% mais

2, fevereiro, 2012 Sem comentários

DCI, 02/02/2012

Alternativa possível é o uso de produto do grupo estrobilurina, cujo problema é valer três vezes mais por aplicação (R$ 30), segundo a Fundecitrus – São Paulo Araraquara

A substituição do fungicida carbendazin – utilizado nos laranjais brasileiros, mas restrito nos Estados Unidos, que são os maiores importadores da fruta – terá impacto negativo no custo de produção da próxima safra. As lavouras atuais, em geral, já foram pulverizadas com este defensivo, que se tornou um fator impeditivo ao desembarque da commodity nos EUA e no Canadá.

Uma das alternativas para o carbendazin – cuja função é prevenir a laranja das doenças pinta-preta e estrelinha – está no grupo químico da estrobilurina, que custa até três vezes mais no mercado nacional. As aplicações do carbendazin custam de R$ 10 a R$ 12 cada; já as de produtos com estrobilurina chegam a custar R$ 30, de acordo com um pesquisador do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

Fungicidas à base de carbendazin deveriam ser proibidos no Brasil

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Após bloqueio dos EUA, indústria do suco admite mudar fungicida

28, janeiro, 2012 Sem comentários

Mais um exemplo de duplo padrão da indústria: os produtos melhores vão para fora.

Foto: Jornal de Londrina


Os EUA barraram cinco cargas de suco de laranja brasileiro com teor acima do permitido de um produto usado para combater doenças nos pomares. O fungicida carbendazim é liberado no Brasil, mas não em solo americano.

FOLHA DE S.PAULO, 28/01/2012 (Via IHU-Unisinos)

A agência que supervisiona alimentos e remédios nos EUA (FDA) está recolhendo amostras de cargas de suco importadas desde o início do mês, após o alerta de uma empresa local sobre o fungicida.

De 80 cargas avaliadas, 11 apontaram a presença de carbendazim acima do limite de 10 partes por bilhão (ppb), ou 10 gramas do fungicida para mil toneladas de suco.

Dessas, cinco partiram do Brasil. Cada carga representa um navio, que pode transportar entre 15 mil e 40 mil toneladas do produto.

As outras seis cargas reprovadas são do Canadá, que compra suco do Brasil para revendê-lo após misturas.

No nível encontrado, o carbendazim não prejudica a saúde, mas em doses altas pode causar danos ao fígado.

Os importadores terão 90 dias para exportar ou destruir o produto rejeitado. Segundo a FDA, 29 cargas passaram no teste, sendo duas do Brasil.

Os testes continuarão para autorizar a entrada do suco no país. O mercado continua aberto para o Brasil, mas, na prática, poucas cargas poderão entrar no país, pois todos os produtores usaram o fungicida na última safra.

Diante da possibilidade de ter mais cargas detidas, a indústria brasileira foi aos EUA propor um limite maior para o fungicida, de 55 a 60 ppb. “Pedimos que o suco concentrado seja avaliado na mesma proporção que o suco consumido”, diz Christian Lohbauer, presidente da CitrusBR (Associação dos Exportadores de Sucos Cítricos).

O setor também já admite a substituição do carbendazim por outra substância. “Mas precisamos de 18 meses para garantir que não haverá mais resíduos”, diz Lohbauer.

Sem divulgar estimativa para o impacto econômico dessa devolução, a indústria minimiza os efeitos do problema nos EUA, que em 2011 compraram US$ 344 milhões em suco brasileiro. “Eles representam 13% de nossas exportações”, diz Lohbauer.

Mas grandes indústrias brasileiras estão instaladas nos EUA, o que faz daquele país um mercado estratégico.

Além disso, muitos países seguem os americanos nesse tipo de decisão. Desde o início dos testes pela FDA, a CitrusBR tem sido procurada para prestar esclarecimentos. A União Europeia, principal destino do produto, é um dos mercados que avalia o tema.

“Os países serão cada vez mais exigentes em relação aos resíduos”, diz Maurício Mendes, presidente da Informa Economics FNP.

O mercado respondeu à devolução das cargas. Na contramão das demais commodities, o primeiro contrato de suco subiu 2% em Nova York.

Plantações de milho transgênico começam a apresentar problemas nos Estados Unidos

1, dezembro, 2011 Sem comentários

Globo Rural, 20/11/2011

p.s. Quando o problema for revelado aqui a empresa vai dizer que a culpa é do agricultor que não sabe usar a tecnologia, e a CTNBio, por sua vez, dirá que o fato não tem nada a ver com ela pois não é questão de biossegurança.

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Globo Rural, 20/11/2011

Plantio de milho transgênico cresce no Paraná e em Minas Gerais

Milho modificado para produzir mais álcool gera polêmica nos EUA

16, agosto, 2011 Sem comentários

O Globo, 16/08/2011

RIO – Agricultores americanos começaram a plantar a primeira cultura de milho geneticamente modificado para produzir mais etanol dentro da política dos EUA de aumentar o uso da bioenergia no país, informou o jornal britânico “Guardian”. O plantio, no entanto, já começa a gerar é polêmica, com organizações não-governamentais alertando que a nova planta pode piorar uma crise alimentar global que ganhou evidência com a fome na Somália ao desviar ainda mais milho para a produção de energia.

A indústria alimentícia também manifestou desagrado, já que o milho modificado, embora não seja totalmente intragável, não serve para fabricar a maioria dos produtos alimentares que normalmente usam milho em sua fórmula. Além disso, fazendeiros que plantam milho para consumo humano estão preocupados com a possível contaminação de suas lavouras.

O milho desenvolvido pela empresa suíça de pesticidas Syngenta contém um gene a mais para a produção de uma enzima, a amilase, que acelera a quebra de seus aminoácidos em etanol. As usinas de álcool geralmente têm que adicionar a enzima ao milho para fabricar o etanol.

Batizado Enogen, o milho modificado está sendo plantado comercialmente pela primeira vez em cerca de 5 mil acres de terra nos limites do chamado “cinturão do milho americano” no estado de Kansas após aprovação pelo Departamento de Agricultura dos EUA em fevereiro último. Em seu material promocional, a Syngenta afirma que ele permite aos fazendeiros produzir mais etanol com menor uso de energia e água.

 

Brasil deve passar os EUA em venda de defensivos agrícolas

22, julho, 2011 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO,  22/07/2011

Gerson Freitas Jr.

O Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior mercado mundial de agrotóxicos ainda em 2011, com vendas superiores a US$ 8 bilhões. Com o bom desempenho das vendas do insumo no primeiro semestre e a forte alta nos preços das principais commodities, o setor reviu suas estimativas e espera uma crescimento de até 10% na receita com as vendas.

Isso significa que o mercado pode crescer duas vezes mais do que se previa no início do ano. As projeções iniciais do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) indicavam uma expansão de 4,5%, ritmo compatível com o crescimento então esperado para a economia brasileira.

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Alfafa transgênica é liberada nos Estados Unidos

28, janeiro, 2011 Sem comentários

Variedade é tolerante ao herbicida glifosato e estará disponível aos agricultores ainda este ano

por Globo Rural Online, 28/01/2010

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quinta-feira (27/01) a liberação da variedade transgênica de alfafa tolerante ao herbicida glifosato para plantio e comercialização. A decisão foi tomada pelo Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Usda, depois que o estudo de potenciais impactos ambientais e econômicos conduzido pelo departamento concluiu que a planta transgênica é tão segura quanto a convencional.

O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, afirmou que essa é uma decisão que favorece a coexistência de plantas transgênicas e convencionais. “Os agricultores devem ter a opção de plantar a variedade convencional, transgênica ou orgânica”, disse Vilsack.

A alfafa é usada principalmente como feno para gado e já poderá ser cultivada na próxima primavera. De acordo com o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), agricultores que usam sementes da planta transgênica afirmam que, com elas, seus rendimentos aumentariam, e que isso poderia ajudar a reduzir o preço final para o consumidor.

A alfafa é quarta maior cultura nos Estados Unidos, com um valor aproximado de US$ 9 bilhões e cerca de 20 milhões de hectares plantados.

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Saiba mais sobre a polêmica e a decisão contraditória da Suprema Corte dos EUA

EUA: produtores se dão conta das desvantagens das sementes transgênicas

14, outubro, 2010 Sem comentários

Produtores estadunidenses estão se queixando que as sementes transgênicas estão muito caras, que podem contaminar as plantações convencionais e que o mato ficou resistente ao herbicida. Apesar disso continuam usando essas sementes. Mas investigações em curso sobre práticas anti competitivas da Monsanto podem levar os agricultores a mudar de ideia.

Empresas como a Monsanto criaram um monopólio no mercado de sementes, adquirindo sementeiras menores e vendendo apenas as variedades transgênicas. Com isso fica cada vez mais difícil a tarefa de se encontrar sementes comuns, já que o melhoramento genético obtido pelas vias convencionais só chega ao mercado “casado” com as sementes transgênicas.

Acontece que com a subida dos custos e a resistência do mato aos herbicidas, as sementes transgênicas estão menos vantojosas, e os produtores estão se dando conta disso. No ano passado, o preço das sementes de soja transgênica subiu 24% e o do milho 32%. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está investigando as práticas anti competitivas da Monsanto, que anunicia, por sua vez, que planeja oferecer no próximo ano mais opções de sementes a um custo menor.

“Simplesmente não existe competição no mercado”, disse Craig Griffieon, produtor em Iowa.

Embora as sementes transgênicas predominem, os produtores começam a avaliar que elas não trazem tantos benefícios assim. O número de agricultores que adotou sementes transgênicas nos Estados Unidos em 2009 cresceu apenas 1%, de 85 para 86%. Foi o menor crescimento desde 2001. Em Illinois, por exemplo, a área cultivada com milho transgênico caiu de 84 para 82%, enquanto a de soja foi de 90 para 89%.

Com informações de Daily Tech, 05/10/2010.

Veja também:

Signs of a biotech backlash?

Science Monitor, EUA, 04/10/2010.

Milho Bt polui rios do cinturão do milho dos EUA

28, setembro, 2010 Sem comentários

Por Steve Connor, Editor de Ciência

The Independent, 28/09/2010

Tradução: AS-PTA

Um inseticida usado nas culturas geneticamente modificadas extensivamente cultivadas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo vazou para os corpos d’água do entorno das plantações.

O inseticida é produto de um gene bacteriano inserido no milho transgênico e em outros cereais para protegê-los de insetos como a broca europeia do colmo. Cientistas detectaram o inseticida em um número significativo de córregos do grande cinturão do milho do meio oeste norte americano.

Os pesquisadores detectaram a proteína bacteriana em resíduos vegetais que foram arrastados das lavouras de milho para córregos até a distância de 500 metros. Eles não determinaram quão significante é o fato em termos de riscos para a saúde humana e para o meio ambiente em geral.

“Nossa pesquisa soma-se ao crescente corpo de evidências de que derivados de milho podem se dispersar pela rede córregos e riachos e que os componentes associados às culturas transgênicas tais como as proteínas inseticidas podem atingir os corpos d’água próximos”, disse Emma Rosi-Marshall do Cary Institute of Ecosystem Studies de Millbrook, Nova Iorque.

As sementes transgênicas são amplamente cultivas, com exceção da Inglaterra e outras partes da Europa. Em 2009, mais de 85% do milho estadunidense era geneticamente modificado para repelir insetos ou para ser tolerante a herbicidas usados para matar plantas daninhas nas áreas cultivadas.

O milho transgênico tem um gene da bacteria Bacillus thuringiensis (Bt) inserido para repelir o besouro da broca do colmo. O gene Bt produz uma proteína chamada Cry1Ab que possui propriedades inseticidas.

O estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Science, analisou 217 córregos de Indiana. Os cientistas encontraram 86% dos locais contendo folhas, palha ou sabugo do cereal em seus canais e 13% contendo níveis detectáveis da proteína inseticida.

“A ligação próxima entre as áreas de milho e os córregos assegura novas pesquisas sobre como subprodutos do milho, incluindo as proteínas inseticidas, potencialmente impactam ecossistemas não-alvo, tais como córregos e outros corpos d’água”, disse a Dra. Rosi-Marshall.

Todos os locais dos córregos com proteínas inseticidas em quantidades detectáveis estavam localizados num raio de até 500 metros de uma plantação de milho. As ramificações são vastas em Iowa, Illinois, e Indiana, onde cerca de 90% dos rios e córregos – algo como 295 mil km de cursos d’água – estão também localizados dentro de um raio de 500 metros das áreas de milho.

Depois da colheita, uma prática comum é deixar os restos vegetais na área. Essa forma de “plantio direto” minimiza a erosão do solo, mas também abre caminho para resíduos de milho entrarem nos córregos das redondezas.

Obs.: Em 2007, a equipe de Emma Rosi-Marshall publicou estudo indicando que as larvas de um inseto herbívoro da ordem trichoptera que vivem nos ecossistemas aquáticos do norte de Indiana também são afetadas pelo Bt. No artigo, publicado na mesma revista científica PNAS, os autores concluíram que o plantio de lavouras Bt provoca consequências inesperadas em escala de ecossistemas.

O artigo gerou reação furiosa e imediata de cientistas pró-transgênicos. Diversos pesquisadores escreveram para as autoras, para a PNAS e para a Fundação Nacional de Ciência (NSF, em inglês) do governo americano, que financiou o trabalho de Rosi-Marshall. O trabalho foi acusado de falho, omisso, mal desenhado, entre outras coisas. Curioso que nenhuma das críticas pediu mais pesquisas ou a repetição do estudo. Os novos dados agora divulgados reforçam a tese de que as plantas transgênicas são liberadas no escuro, sem se conhecer seus reais impactos.

Saiba mais sobre o bloqueio a pesquisas independentes:

Cientistas denunciam perseguição e “poder de veto” da indústria de biotecnologia para pesquisas sobre efeitos dos transgênicos

Monsanto, Syngenta e DuPont vetam uso de planta em pesquisa independente

Scientific American denuncia como empresas de biotecnologia impedem a realização de pesquisas independentes sobre transgênicos

Sobre o artigo publicado na PNAS:

Occurrence of maize detritus and a transgenic insecticidal protein (Cry1Ab) within the stream network of an agricultural landscape

<http://www.pnas.org/content/early/2010/09/22/1006925107.abstract>

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Salmão transgênico nos EUA

22, setembro, 2010 Sem comentários

Sociedade civil pede rotulagem de salmão

Associated Press/Valor Econômico, 22/09/2010.

Representantes da sociedade civil americana exortaram ontem a FDA – agência de fiscalização de remédios e alimentos dos Estados Unidos – a exigir que o salmão geneticamente modificado, em análise pelo órgão, seja rotulado, caso seja aprovado para consumo humano.

De acordo com esses representantes, trata-se de um direito do consumidor saber que uma modificação genética foi realizada no animal. Para a AquaBounty, a empresa que desenvolveu a espécie transgênica e a submeteu à FDA, o salmão modificado tem sabor, textura, cor e odor iguais ao do peixe convencional.

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Justiça dos EUA suspende aprovação de beterraba açucareira transgênica

26, agosto, 2010 Sem comentários

Uma corte federal de São Francisco, nos EUA, revogou em 13 de agosto a aprovação da beterraba açucareira transgênica Roundup Ready, tolerante à aplicação do herbicida glifosato, alegando que o Departamento de Agricultura do governo não avaliou adequadamente as consequências ambientais do cultivo antes de autorizar o plantio comercial.

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