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Textos com Etiquetas ‘glifosato’

Pedido para reavaliar herbicida a base de glifosato está parado há 6 anos

9, abril, 2014 Sem comentários

DW (via Terra, 08/04/2014)

Pedido é da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Herbicida é o mais vendido no mundo e no Brasil, mas estudos apontam riscos à saúde.

Há seis anos, o glifosato, um dos agrotóxicos mais usados no mundo e mais vendido no Brasil, integra uma lista de produtos que precisam passar por uma reavaliação toxicológica. O pedido é da própria Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária: para o órgão, uma nova análise é necessária porque há indícios de que o herbicida é potencialmente nocivo à saúde e ao meio ambiente.

Em 2008, a agência reguladora reconheceu que o produto vendido no país desde o final década de 1970 precisaria passar por novos testes que garantissem a segurança do produto. Caso contrário, sua venda poderia ser proibida ou restringida no Brasil. Entretanto, o processo de reavaliação ainda não foi concluído.

A Anvisa afirma que está cumprindo a legislação que permite uma” visão ampla dos três setores envolvidos (agricultura, saúde e meio ambiente) e dá direito de ampla defesa aos interessados, além de permitir que a comunidade científica faça parte da discussão de forma ativa”, diz Jeane de Almeida Fonseca, da gerência de Análise Toxicológica da instituição.

O processo de reavaliação envolve não somente a Anvisa, responsável pelos aspectos relacionados à saúde, mas também o Ministério da Agricultura e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Um dos principais problemas enfrentados para a reavaliação do herbicida são as ações judiciais, movidas pelas fabricantes do produto e associações para tentar barrar o processo. A Monsanto detém metade do mercado mundial de glifosato, principal ingrediente ativo do herbicida Roundup. Seu uso foi liberado pela primeira vez em 1974 na Malásia e no Reino Unido. Em 1978, o produto passou a ser vendido no Brasil e, em 1984, passou a ser fabricado no país. Outras empresas como a Syngenta, BASF, Bayer e Dow também possuem produtos a base de glifosato.

A Anvisa informou que cada reavaliação é julgada em todas as instâncias possíveis e praticamente toda semana sua equipe técnica, responsável por formular as respostas dos processos, precisa responder essas questões à Justiça. Outro fator que emperra o processo seria a grande demanda de atividades realizadas pela Anvisa e o número reduzido de funcionários para atendê-las.

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CTNBio tem novo presidente

4, abril, 2014 Sem comentários

O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) foi indicado por seus colegas e estreia na presidência do órgão na próxima semana. Na entrevista abaixo, publicada no site da Monsanto, ele fala sobre os benefícios dos transgênicos e do uso do herbicida glifosato.

presidente ctnbio-monsanto em campo2011Clique na imagem para ler a entrevista na íntegra.

Suspensão de agrotóxicos pode ‘banir’ agricultura, diz ministro em MT

1, abril, 2014 Sem comentários

As saúvas não acabaram com o país, mas, segundo o ministro da agricultura, a dependência do veneno glifosato pode fazê-lo.

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G1, 29/03/2014

MPF pediu suspensão de 9 princípios ativos usados em agrotóxicos.

Ministro da Agricultura anuncia reunião para avaliar atuação do Executivo.

o Ministro da Agricultura Neri Geller

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, disse nessa sexta-feira (28) em Mato Grosso que a suspensão de algum tipo de agrotóxico, entre os quais o glifosato, pode “banir a agricultura brasileira”. A fala é uma referência às duas ações do Ministério Público Federal (MPF) que pedem a imediata suspensão de nove princípios ativos que compõem produtos usados no combate a pragas e plantas invasoras das lavouras.

“Se banirmos o glifosato vamos simplesmente banir a agricultura. Não tem como fazer a agricultura sem [o herbicida]”, declarou Geller, em Lucas do Rio Verde, durante participação no Show Safra, evento voltado ao agronegócio.

Nas duas ações o MPF inclui ainda a parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram, paraquate e o 2,4-D. Para a Procuradoria, o uso dos produtos deve ser reavaliado porque já foram considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Geller afirma que ainda no início da próxima semana vai se reunir com o corpo técnico do Mapa e a Controladoria Geral da União (CGU) para avaliar os impactos do possível embargo. Órgãos do governo que tratam de questões do meio ambiente e saúde humana serão chamados para uma série de conversações.

Geller, no entanto, não confirmou se o Mapa vai tentar derrubar as duas ações. Mas, segundo ele, enquanto o Ministério acompanha o caso, vai atrás de suporte jurídico para subsidiar futuras ações. Tentativa de acordo também não está descartada.

“A CGU será importante para ajudar nosso jurídico e nossa secretaria executiva no encaminhamento das ações que vamos ter que fazer. Ela [a Controladoria] é um órgão fiscalizador dentro do Mapa, mas tem uma proximidade muito forte para ajudar a nos orientar]”, disse o ministro.

“É chamar os órgãos para construir uma solução em conjunto, um diálogo com o MPF e o judiciário. Esses produtos são importantes e foram tecnicamente amparados para serem incorporados [à agricultura]”, avaliou ainda o novo ministro da Agricultura.

Os nove princípios ativos estão presentes em 180 agrotóxicos aprovados e usados no país. Entidades do setor produtivo nacional estimam que o embargo pode gerar prejuízos de R$ 82 bilhões à agricultura.

Agricultores temem prejuízos com a proibição de nove agrotóxicos

27, março, 2014 Sem comentários

G1, 27/30/2014

A possível suspensão de nove agrotóxicos pode provocar prejuízo de R$ 82 bilhões na agricultura brasileira. O setor produtivo rural teme que as ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF), na última semana, cause impacto em 97% da produção nacional.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja-Brasil), Glauber Silveira, os princípios ativos que estão sendo questionados pelo MPF são usados em 180 produtos, sendo 115 fórmulas exclusivas para a soja. Conforme ele, a economia de 1,5 mil municípios brasileiros seria afetada.

“Esses agrotóxicos são fundamentais para a produção de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. O que não da pra entender é que querem proibir essas moléculas sendo que temos outros 22 princípios ativos para serem aprovados”.

A proibição do agrotóxicos estão inclusas em duas ações movidas pelo MPF. A primeira medida visa obrigar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a reavaliar a toxidade de oito ingredientes ativos suspeitos de causar danos à saúde humana e ao meio ambiente.

Além do glifosato, a lista dos agrotóxicos envolvidos nas ações inclui ainda a parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram e o paraquate. Em outra, o órgão questiona o registro de agrotóxicos que contenham o herbicida 2,4-D, aplicado para combater ervas daninhas de folha larga.

Nos dois casos, há pedido de concessão de liminar para que a União, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), suspenda o registro dos produtos até a conclusão definitiva sobre sua toxidade pela Anvisa – órgão competente para normatizar, controlar e fiscalizar o uso dos agrotóxicos.

Sementes da discórdia

5, novembro, 2013 Sem comentários

CARTA CAPITAL, 05/11/2013

por Samantha Maia

Da clandestinidade à quase onipresença nas lavouras de soja, as sementes transgênicas da Monsanto passaram por cima da polêmica sobre os riscos ao meio ambiente, à saúde humana e à concentração do mercado. Na última década, desde a liberação no mercado nacional, em 2003, o Brasil tornou-se o segundo mercado da companhia, atrás apenas dos EUA. Em 2012, seu faturamento aqui chegou a 3,4 bilhões de reais, 21% mais que em 2011. No caminho aberto pela soja Roundup Ready, chegaram versões geneticamente modificadas de milho e algodão. Outras multinacionais seguiram o rastro, assim como a Embrapa. Abafada desde a legalização, a discussão associada aos efeitos diretos e colaterais da agricultura transgênica pode voltar ao primeiro plano. Argumentos não faltam.

Mesmo no governo federal há divergências. O Ministério da Agricultura e a Embrapa são entusiastas da nova tecnologia. Já o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) tem alertado para os efeitos colaterais indesejáveis. Desde 2009, diz o MDA, o Brasil tornou-se o maior consumidor e produtor de agrotóxicos do planeta por causa das sementes transgênicas, mais resistentes aos agrotóxicos. Apoiado nesse argumento, no início de outubro o procurador federal Anselmo Cordeiro Lopes, do Distrito Federal, enviou um ofício à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança para incluir audiências públicas nos processos de análise para a liberação do uso comercial dos transgênicos. Ex-integrante da comissão, o agrônomo Rubens Nodari, especialista em genética, considera o órgão esvaziado desde a sua criação. “A falta de discussão tornou a CTNBio mera carimbadora de aprovações”, afirma o especialista.

Resultado: estima-se que todos os derivados de milho consumidos no País sejam transgênicos e a soja geneticamente modificada está em grande parte dos alimentos que levam lecitina de soja, de biscoitos a chocolates. A letra T em um triângulo amarelo nas embalagens indica a presença de ao menos 1% de ingredientes modificados, mas o expediente não tem sido eficiente para informar os consumidores. E, em muitos casos, a exigência nem sequer é cumprida. A entrada dos transgênicos no Brasil precedeu a regulamentação. A soja resistente ao glifosato (Roundup, fabricado pela Monsanto) foi contrabandeada da Argentina a partir de 1998 e, em poucos anos, dominou os campos do Sul do País. Em 2003 o governo liberou a comercialização das safras ilegais, mesmo sem ter feito os testes definitivos para provar a segurança dos produtos geneticamente alterados.

Baseados no princípio da precaução, estudos independentes têm barrado a entrada da produção transgênica na União Europeia. O pesquisador francês Gilles-Eric Séralini, entre outros, detectou um aumento de casos de câncer em ratos alimentados pelo milho NK603, também da Monsanto, liberado no Brasil desde 2008. Apesar de admitir ser importante aumentar a exigência de tempo de realização dos estudos solicitados às empresas, a CTNBio recusou-se a reavaliar a liberação do milho. Imperturbável, Flavio Finardi, presidente da comissão, diz existirem falhas técnicas no estudo francês. A reação da União Europeia foi liberar 3 milhões de euros para novas investigações científicas, em andamento.

Hoje há 56 variedades transgênicas aprovadas no Brasil: sementes de soja, milho, algodão e feijão. Apenas o último, desenvolvido pela Embrapa, ainda não é comercializado. Segundo as fabricantes de sementes alteradas, as lavouras transgênicas produzem mais e demandam menos agrotóxico, com economia de água, diesel e menor geração de gás carbônico. A Céleres, consultoria ligada às empresas de sementes, calcula em 19 bilhões de dólares os benefícios acumulados em 16 anos de biotecnologia no Brasil. Mas os dados também são controversos, a começar pela quantidade de agrotóxicos nas lavouras.

A saída da Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi elevar o limite máximo do agrotóxico aceitável na soja. Mas o uso do glifosato trouxe consequências.

como o surgimento de ervas daninhas resistentes e o aumento do risco de intoxicação do consumidor. Mais uma vez a despeito de evidências científicas em sentido contrário. Estudo recente da ONG Friends of the Earth detectou resíduo do herbicida na urina de 44% dos consumidores testados em 18 países europeus. No Brasil, a fiscalização sobre o uso dos agrotóxicos é feita pelos governos estaduais e acompanhada pelo Ministério da Agricultura. Há pouca informação, porém, sobre os impactos das quantidades permitidas sobre a saúde humana. As empresas sustentam, obviamente, a segurança do herbicida.

Enquanto a maioria dos integrantes da CTNBio se diz convencida da validade dos transgênicos, o mercado europeu premia os produtores das variedades convencionais. Na safra 2012-2013, a cooperativa Castrolanda, no sul de São Paulo, recebeu 4 reais de bônus por saca de 60 quilos de soja convencional. A remuneração compensou o trabalho de destinar um galpão exclusivo para o grão e a limpeza dos equipamentos usados para não restar vestígios dos grãos transgênicos, pois os testes são capazes de detectar quantidades ínfimas. Ainda assim, das 50 mil toneladas da oleaginosa produzidas naquele ano pela Castrolanda, apenas 10% foram não transgênicas e a expectativa é manter o mix na próxima safra.

Diante da ofensiva dos transgênicos, os agricultores interessados no cultivo convencional se uniram na Associação Brasileira dos Produtores de Grãos não Geneticamente Modificados (Abrange), para garantir seu espaço. Em 2010, em parceria com a Embrapa, lançaram o Programa Soja Livre para ampliar a oferta de sementes convencionais em Mato Grosso, o principal produtor do País. Neste ano, colocou no mercado um certificado para sementes tradicionais. “Muitas promessas de resultados com as sementes geneticamente modificadas não se confirmaram. E o custo da segregação fica com quem não quer produzir transgênico”, diz César Borges de Sousa, presidente da Abrange.

Também aí há polêmica. Segundo o produtor Luiz Moulatlet, não há diferença de produtividade ou de custo entre as duas culturas. A facilidade de manejo da espécie resistente ao glifosato tem sido perdida há duas safras, desde o surgimento de pragas resistentes. E outros agrotóxicos precisam ser usados, o que encarece o cultivo. Por causa disso, os cooperados da Castrolanda se opõem ao milho resistente ao glifosato. Os herbicidas disponíveis no mercado dariam conta do recado. “Mas sabemos que com o aumento do uso chegará uma hora em que encontraremos no mercado mais dessa opção do que outras”, diz Rudnei Bogorni, agrônomo da Castrolanda.

Alheia aos embates que, impávida, considera ideológicos, a Monsanto pretende seguir a sua trajetória de crescimento acelerado. Segundo Leonardo Bastos, diretor de marketing da empresa, a companhia aposta suas fichas no mercado brasileiro. Com 36 unidades em 12 estados, a multinacional atua com pesquisas, processamento de sementes e a produção do herbicida. Em 2008, comprou a empresa de engenharia genética CanaVialis e iniciou as pesquisas para desenvolver uma espécie de cana-de-açúcar alterada, igualmente resistente ao glifosato e às pragas.

A soja Intacta, produto exclusivo para o mercado nacional, é a grande novidade no portfólio da Monsanto. Se emplacar, o retorno da variedade resistente a lagartas deverá ser significativo, estima Bastos. A nova semente é vendida por 115 reais por hectare plantado, enquanto a versão anterior, a RR1, custa 22 reais por hectare. Segundo o executivo, os benefícios compensam: uma redução de 360 reais dos custos por hectare. “Testes feitos em campo mostram que há redução da aplicação de inseticida e o aumento da produtividade.”

É a regra do Brasil: interessa é produzir mais, mesmo com risco para a saúde dos consumidores.

 

Justiça determina fiscalização no uso de agrotóxico nas fazendas de soja transgênica do MA

9, agosto, 2013 Sem comentários

-> Vale a pena ler a belíssima sentença expedida pelo Juiz Federal Substituto Caio Castagine Marinho

Jornal Pequeno, 09/08/2013

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) obteve liminar, junto à Justiça Federal, para garantir fiscalização do uso do herbicida Glifosato, utilizado no plantio de soja transgênica, na região do baixo Parnaíba. A União, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado do Maranhão (Aged-Ma) e o estado do Maranhão tem 180 dias para cumprir as determinações da Justiça, sob pena de multa.

Após constatar a falta de fiscalização adequada dos órgãos estaduais e federais, bem como o emprego excessivo do Glifosato no plantio de soja do Maranhão, o MPF/MA moveu ação civil pública contra a União, a Aged-Ma e o estado, em maio deste ano.

As investigações do MPF, feitas com auxílio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Grupo de Estudos Rurais e Urbanos (Gerur) do programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), identificaram diversas consequências do uso incorreto do agrotóxico, como: contaminação dos recursos hídricos e das áreas usadas na produção de alimentos, destruição de nascentes, assoreamento de cursos d’água, contaminação de riachos por conta do despejo de produtos com aviões, entre outras.

Na decisão, o juiz da 8ª Vara da Justiça Federal considerou que a prova documental oferecida pelo MPF indica a negligência no uso, armazenamento e descarte do herbicida, por parte da União, Aged-Ma e estado. A sentença afirma ainda que a continuidade do uso incorreto do Glifosato consolida “uma situação de gravíssima degradação ambiental, que comporta perigo elevado ao ecossistema local e à saúde humana”.

A Justiça deferiu o pedido de liminar do MPF e determinou que União, Aged-Ma e estado promovam, em 180 dias, levantamento das condições das lavouras que fazem uso do Glifosato no Maranhão, com realização de vistorias e estudos técnicos para definir medidas de correção sob pena de multa diária de R$ 180 mil; que União e estado do Maranhão realizem, no mesmo prazo, análise dos resíduos de Glifosato nos produtos de origem vegetal, para monitorar a presença excessiva do referido agrotóxico; que o estado do Maranhão observe determinados requisitos antes de conceder novas licenças ambientais a empreendimentos agrícolas que façam uso do Glifosato, sob pena de multa de R$ 100 mil para cada licença irregularmente concedida e que União e estado não admitam o uso de aeronaves na aplicação do herbicida, inclusive promovendo fiscalização.

(Ascom/MPF-MA)

 

Herbicida do agente laranja pode ser liberado para uso em lavouras transgênicas

5, agosto, 2013 Sem comentários

Portal Terra, 03/08/2013

Transgênicos devem promover liberação de polêmico herbicida no Brasil

Os herbicidas à base de glifosato, anunciados em anos anteriores como solução definitiva contra pragas na agricultura, já não exercem a mesma eficácia sobre plantas daninhas. Como resultado, as espécies invasoras ocupam lavouras e resistem à pulverização, prejudicando ou até inviabilizando safras inteiras. Uma solução apresentada propõe o plantio de variedades transgênicas de soja e milho resistentes a um defensivo mais agressivo, o 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético).

Atualmente em análise na Comissão Nacional de Biotecnologia (CTNBio), órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, a solicitação caminha para a liberação. Mas a medida gera controvérsias: enquanto uma força-tarefa capitaneada pelo setor agroquímico defende a aprovação, alguns pesquisadores a condenam por fomentar o uso de um produto que imporia riscos à saúde humana.

Integram a pauta da CTNBio pedidos de liberação comercial de duas variedades de soja e de uma variedade de milho tolerantes ao 2,4-D – todos impetrados pela Dow AgroSciences em 2012. Dois deles já foram examinados e aprovados por subcomissões que avaliam seus impactos sobre a saúde humana e animal.

Até 14 de agosto, a tramitação de ao menos um deles deve estar concluída nos grupos que analisam aspectos associados ao meio ambiente e produção vegetal. Se aprovados, seguem para deliberação na reunião plenária da CTNBio já no dia seguinte.

“As discussões devem ser acaloradas em função das peculiaridades do 2,4-D e das implicações relacionadas a seu uso em larga escala, no caso da liberação comercial daquelas plantas geneticamente modificadas”, considera o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, doutor em Engenharia de Produção e representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na CTNBio.

Melgarejo acredita que a decisão final não irá ocorrer na reunião de agosto, considerando os pedidos de protelamento que partiram do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e do Conselho Federal de Nutricionistas. No entanto, quando a votação ocorrer, a tendência é que as novas variedades transgênicas sejam liberadas.

Há indicativo de que o assunto seja integrado também à pauta da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal, o que ainda não ocorreu, segundo a assessoria do senador Blairo Maggi (PR/MT), que preside a comissão. O parlamentar, conhecido produtor de soja na região Centro-Oeste, não quis comentar a possível aprovação das novas variedades transgênicas.

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Ervas daninhas desafiam poder da biotecnologia

3, agosto, 2013 Sem comentários

FOLHA DE SÃO PAULO, 30/07/2013

Do New York Times

A depender do ponto de vista, o capim-arroz é um pesadelo ou uma maravilha. Isso porque é uma planta extremamente triunfante. O capim-arroz é particularmente devastador em arrozais, onde os prejuízos às vezes chegam a 100%. Ele desenvolveu resistência a muitos herbicidas usados por agricultores para controlar ervas daninhas, e cada planta pode produzir até 1 milhão de sementes, que se alojam no solo esperando a chance de crescer.

No fim das contas, o capim-arroz e as muitas outras ervas daninhas do mundo resultam em uma redução de 10% na produtividade das lavouras. Só nos EUA, causam um prejuízo estimado em US$ 33 bilhões por ano. Os herbicidas podem reduzir o dano, mas a resistência se desenvolve em poucos anos a partir da introdução de um novo defensivo químico. Agora, alguns cientistas argumentam que podemos encontrar formas mais eficazes de combater as ervas daninhas estudando sua evolução.

“São plantas incrivelmente bem-sucedidas. Elas evoluíram para tirar proveito de nós”, disse Ana Caicedo, da Universidade de Massachusetts. O capim-arroz mudou drasticamente em relação a seus ancestrais, desenvolvendo tolerância ao solo encharcado dos arrozais. Ele também evoluiu para ficar parecido com o arroz.

“O pessoal da biotecnologia não tem nem ideia sobre como fazer uma planta se parecer com outra planta”, disse R. Ford Denison, biólogo evolucionista da Universidade de Minnesota. “No entanto, mil anos de seleção em um pedacinho da Terra foram suficientes para dar ao capim-arroz a capacidade de mimetismo com a lavoura -e a tolerância à inundação.”

Certos traços ajudam as espécies selvagens a se tornarem ervas daninhas -elas crescem rapidamente, por exemplo, e produzem muitas sementes.

Outras ervas evoluem a partir da união de plantas selvagens com cultivos agrícolas. Na década de 1970, beterrabas selvagens da Europa lançaram pólen que fertilizou beterrabas açucareiras cultivadas em fazendas. Também cultivos agrícolas podem virar ervas daninhas. “Domesticamos uma planta a partir do estado selvagem, e ela, de alguma forma, se ‘desdomestica’ -o que eu acho bastante interessante”, disse Caicedo.

Entre esses cultivos desgarrados está uma erva daninha conhecida como arroz vermelho. O arroz domesticado foi selecionado geneticamente de modo a reter suas sementes quando colhido. Já o arroz vermelho desenvolveu sementes frágeis, que caem no chão ao serem colhidas, às vezes ficando dormentes. Essas sementes dormentes podem posteriormente brotar. “É um traço fantástico para uma erva daninha”, disse Caicedo.

O DNA das ervas “desdomesticadas” adquire novas mutações em diferentes genes. “Você tem um novo conjunto de truques genéticos”, disse Norman Ellstrand, da Universidade da Califórnia, em Riverside.

O último século trouxe uma série de herbicidas químicos que logo se tornaram ineficazes. Hoje, 217 espécies de ervas são resistentes a pelo menos um herbicida, segundo a Pesquisa Internacional de Ervas Resistentes a Herbicidas.

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Adianta botar cálcio no leite de soja transgênico?

27, junho, 2013 Sem comentários

TV Câmara, 25/06/2013

 

Pesquisador da Embrapa alerta sobre riscos da resistência de plantas daninhas

29, maio, 2013 Sem comentários
Milho transgênico RR viceja em meio a lavoura de soja RR no Mato Grosso. Foto: Abrange

Milho transgênico RR viceja em meio a lavoura de soja RR no Mato Grosso. Foto: Abrange

[Problema está no próprio tripé que sustenta as monoculturas: plantio direto + herbicidas + sementes transgênicas]

Expresso MT, 23/05/2013

A resistência de plantas daninhas é atualmente uma das principais preocupações da agricultura mundial. No Brasil, casos de resistência já ocorrem no Sul e começam a aparecer no Centro-Oeste. Segundo o pesquisador da Embrapa Soja Fernando Adegas, é preciso fazer o controle correto para evitar que este problema chegue às lavouras de Mato Grosso.

O alerta está sendo feito a técnicos e produtores que participam do Encontro Nacional de Tecnologias de Safra (Entec$), em Lucas do Rio Verde. Durante o evento, que ocorre de 21 a 24 de maio, Adegas faz duas palestras como parte da Capacitação Continuada de Técnicos que atuam nas Cadeias produtivas de grãos, fibras e integração de sistemas, realizada pela Embrapa Agrossilvipastoril em parceria com a Aprosoja. Uma das palestras será na tarde desta quinta e outra na manhã de sexta, sendo a última aberta ao público.

De acordo com o pesquisador, a criação de resistência de plantas daninhas vem ocorrendo devido ao uso sucessivo de um mesmo herbicida, o glifosato, na dessecação para o plantio direto e no controle das lavouras geneticamente modificadas RR (Roundup resistent) de soja, milho e algodão. Com isto a população dos indivíduos resistentes aumenta, causando prejuízos às lavouras.

“Este é um dos principais problemas nos Estados Unidos, na Austrália, na Argentina e no Sul do Brasil. Vamos mostrar este cenário para não deixar isto acontecer no Cerrado. Provavelmente o problema vai chegar. Queremos reduzir a intensidade para ver se o pessoal se prepara melhor, para ter menor custo”, alerta Fernando Adegas.

Segundo o pesquisador, no Brasil há cinco espécies resistentes ao glifosato. Uma é o azevém, mais comum em regiões temperadas, como Rio Grande do Sul e Paraná, e que não deve chegar a Mato Grosso. Há ainda três espécies de buva e o capim amargoso, as quatro com incidência no estado.

Soluções

Para evitar que o problema da resistência de plantas daninhas aos herbicidas acometa as lavouras mato-grossenses, Adegas cita duas medidas que podem ser adotadas: rotação de herbicidas e formação de palhada.

De acordo com o pesquisador, houve uma redução na oferta de herbicidas, mas ainda há opções para serem alternadas com o glifosato.

“Ainda existem alternativas, apesar de terem diminuído muito. Só para ter uma ideia, em outros países havia de 30 a 40 produtos. Quando começou a utilizar o glifosato, voltou a ser 3 a 4 produtos utilizados. Continuamos com outras alternativas, mas não estamos utilizando. Precisamos voltar a utilizá-los. Mesmo que seja na soja ou milho RR”, explica.

Adegas ressalta a eficiência e praticidade do glifosato. Até por isso alerta para o uso moderado para evitar a perda da tecnologia.

“Glifosato é um produto excepcional. Em matéria de herbicidas, pode-se dizer que é o mais completo. É relativamente barato e de fácil utilização. É tão bom que deveríamos preservá-lo para não perdê-lo”, alerta.

Outra alternativa é a formação de palhada. Como as plantas daninhas resistentes têm grande dificuldade de crescer em solo coberto, o consórcio de milho com braquiárias, por exemplo, apresenta-se como uma importante alternativa para evitar o desenvolvimento das plantas resistentes.

“Se você consorciar com uma braquiária ruziziensis ou outra braquiária, você já evita quase 100% das plantas resistentes. As sucessões em que você usa o mesmo herbicida e forma pouca palhada são mais fáceis de ter plantas resistentes”, explica.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, os produtores que fizerem o manejo correto das plantas daninhas, poderão evitar prejuízos no futuro.

“Se fizer isto, alguns vão conseguir evitar, outros vão conseguir adiar e outros farão com que chegue com menor intensidade. Uma coisa é certa: quem tiver resistência na propriedade irá gastar mais dinheiro”, destaca o pesquisador.

Pesquisa monitora a resistência de plantas daninhas no Rio Grande do Sul

15, maio, 2013 1 comentário

Monsanto e cia prometeram mundos e fundos com suas novas sementes, mas os resultados práticos estão aí: prejuízos milionários arcados pelos produtores e um ambiente cada vez mais encharcado de venenos.

o custo adicional para controle de azevém e buva resistentes, com herbicidas ou medidas alternativas está entre R$ 140 e R$ 585 milhões por ano”

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Agrosoft, 15/05/2013

A produção de grãos, principalmente de soja no Sul do Brasil, vem de lavouras que utilizam sementes transgênicas, com o uso do herbicida glifosato em larga escala como forma de facilitar o manejo de plantas daninhas na lavoura. Contudo, esta prática tem resultado no aumento de casos de resistência de plantas daninhas aos diversos herbicidas disponíveis no mercado.

Somente no Rio Grande do Sul, biótipos de azevém e de buva resistentes ao glifosato estavam presentes em mais de 80% das lavouras de soja na última safra. Custos adicionais e perdas no rendimento de grãos estimados em R$ 1,15 bilhão. Os números estão no levantamento realizado por pesquisadores e cooperativas para monitorar a dispersão do problema no Estado.

O herbicida glifosato vem sendo utilizado há mais de 20 anos pelos agricultores, principalmente na dessecação da vegetação para formação da palhada, indispensável para implantação do sistema plantio direto. A introdução da soja transgênica, resistente ao glifosato, foi rapidamente aceita e adotada pelos produtores. Isso se deve, principalmente, ao fato do glifosato ser um herbicida eficiente sobre a maioria das espécies daninhas, relativamente de fácil aplicação e de baixo custo. Atualmente, são realizadas de duas a três aplicações de glifosato por ciclo da soja, uma na dessecação e uma ou duas na pós-emergência da cultura.

Os dois primeiros casos de resistência ao glifosato no Brasil foram identificados no Rio Grande do Sul (azevém em 2003 e buva em 2005). Depois disso, dispersou-se rapidamente por todo o Estado e também para Santa Catarina e regiões frias do Paraná. Em 2010 e 2011, foram identificados biótipos de azevém com resistência múltipla, tanto ao glifosato como a herbicidas inibidores da enzima Acetyl-CoA Carboxylase (ACCase) e inibidores da Acetolactato sintase (ALS).

As resistências do azevém e da buva restringem o controle dessas espécies ao uso de herbicidas alternativos, que são menos eficientes, possuem maior custo e são fitotóxicos para as culturas. Dessa forma, o controle ineficiente de buva e azevém resistentes tem resultado em perdas de rendimento, em casos extremos, superiores a 45%.

Diagnóstico no Rio Grande do Sul

Uma ação conjunta da Embrapa Trigo e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) junto com 28 cooperativas e revendas do Rio Grande do Sul, está monitorando e mapeando a dispersão das resistências de azevém e buva no Estado, com coleta de sementes e levantamentos nas áreas infestadas.

“Os locais de coleta de sementes são georeferenciados e as plantas originadas dessas sementes, usadas em estudos de ecofisiologia e determinação das bases genéticas da resistência. As informações são utilizadas na elaboração de mapas de dispersão das resistências. Após elaboração dos mapas, são enviados alertas e indicações de manejo específicas para cada região e realizados cálculos do custo da resistência, ajudando a assistência na decisão de quando e qual produto aplicar”, explica o professor e pesquisador da UFPel, Dirceu Agostinetto.

A partir dos levantamentos, identificou-se que, na safra 2012 de soja, os biótipos de azevém e buva resistentes ao glifosato estavam presentes em mais de 80% das lavouras do Rio Grande do Sul. Além disso, os biótipos de azevém resistentes aos inibidores da ACCase e da ALS, além de glifosato, estavam em mais de 30% das lavouras. A presença de azevém com resistência múltipla e de buva resistente ao glifosato elimina a possibilidade de uso dos principais herbicidas utilizados para controle dessas espécies. Com isso, aumentou a presença dessas plantas daninhas nas lavouras.

Com base nos mapas de dispersão e a partir de informações sobre a capacidade competitiva da invasora e o nível de dano que pode causar, foi possível estimar as perdas de rendimento e os custos da resistência em 2012, no RS. Assim, o custo adicional para controle de azevém e buva resistentes, com herbicidas ou medidas alternativas está entre R$ 140 e R$ 585 milhões por ano. Em média, as perdas são ao redor de 10%, aproximadamente R$ 1,15 bilhão no RS. Dessa forma, o retorno pelo uso das indicações de manejo está entre R$ 565 milhões a R$ 1,01 bilhão.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Leandro Vargas, os casos de resistência historicamente foram resolvidos com uso de moléculas alternativas ou com a introdução de novas tecnologias (como a soja RR). “O problema é que no momento não existem perspectivas de lançamento de novas moléculas ou tecnologia com potencial de controle eficiente do azevém e da buva. O produtor e a assistência técnica precisam estar conscientes do quanto é importante buscar estratégias alternativas para controle dessas espécies, que passam obrigatoriamente pelo manejo correto dos herbicidas e pelo próprio sistema de manejo da lavoura”, alerta Vargas.

Tem solução?

Os pesquisadores têm avaliado o cultivo consecutivo, ou seja, sem períodos de pousio das áreas de lavoura, como a melhor estratégia de controle de plantas daninhas. Culturas como trigo, centeio, canola, aveia e soja, que apresentam elevada capacidade de cobertura do solo com reconhecido efeito alelopático, podem diminuir o número de plantas de buva e azevém em até 65%, quando comparado a áreas de pousio.

O uso de estratégias como sobre-semeadura de aveia em lavouras de soja e cultivo de culturas concomitantes, a exemplo de Brachiaria ruziziensis cultivada juntamente com o milho, também apresentaram excelentes resultados.

“O uso dessas práticas associadas à alternância e à associação de diferentes mecanismos de ação herbicida, juntamente com o monitoramento e a eliminação mecânica ou manual de plantas daninhas sobreviventes aos tratamentos herbicidas, resultou em controle total das daninhas”, comemora Leandro Vargas.

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OGM, Alerta Mundial

8, março, 2013 Sem comentários

Vídeo apresenta o trabalho inédito realizado por pesquisadores franceses que demonstraram que o milho transgênico NK 603 da Monsanto aumenta a ocorrência de tumores em ratos e sua taxa de mortalidade.

Coamo tenta deter capim-amargoso

18, fevereiro, 2013 Sem comentários

GAZETA DO POVO, 05/02/2013

Quando a buva parecia estar dominada, uma nova erva daninha virou tema central do Dia de Campo da Coamo, evento que reúne 4 mil cooperados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso em Campo Mourão nesta semana. Entre dez temas selecionados, o capim amargoso concentra atenção porque seu controle é mais complexo que o da buva resistente a glifosato, disso o agrônomo responsável pela Fazenda Experimental da Coamo, Joaquim Mariano Costa.

A fazenda tem cerca de 200 hectares usados em canteiros experimentais. Os técnicos plantaram capim-amargoso com diferentes graus de resistência ao glifosato e aplicaram herbicidas diferentes em estágios distintos de desenvolvimento da planta. Com isso, acreditam ter mapeado o que pode ocorrer no campo dependendo do manejo adotado pelo produtor.

“Ao contrário do que se imaginava, o capim-amargoso não tem época para emergir, do inverno ao verão. E a aplicação de defensivo tem mais efeito logo após a emergência, mas quanto menor a erva daninha melhor”, resumiu o agrônomo Paulo Henrique Battisti. A espécie existe em praticamente todas as regiões do Brasil, frisou.

Não há pesquisa sobre a área de lavouras atingida pelo capim-amargoso. O pesquisador Dionísio Gazziero, da Embrapa Soja, estima que 600 mil hectares enfrentam o problema, principalmente em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Em áreas com quatro a oito plantas por metro quadrado que poderiam render 3,3 mil quilos de soja por hectare, a produtividade cai para 1,88 mil kg/ha, mostra projeção também da Embrapa Soja.

O produtor Sebastião Corrêa, de Mangueirinha (PR), participou do Dia de Campo para evitar que a nova erva-daninha cause tanto problema quanto a buva. Ele afirma ter controlado os danos da buva à produtividade, mas que ainda precisa arrancar plantas que crescem na lavoura e na pastagem. As sementes vêm da vizinhança e ficam no solo por mais de três safras.

Roundup afeta bactérias intestinais benéficas

11, janeiro, 2013 1 comentário

in vitro

por AS-PTA, Via GMWatch

Pesquisadores da Universidade de Leipzig publicaram estudo mostrando que o herbicida Roundup impacta negativamente bactérias gastrointestinais de aves. Os testes, realizados in vitro, revelaram ainda que enquanto bactérias altamente patogênicas como as que causam salmonela e botulismo resistiram ao Roundup, aquelas benéficas foram de moderada a altamente suscetíveis ao produto.

O estudo fornece bases científicas para os relatos de aumento de doenças gastrointestinais em animais alimentados com soja Roundup Ready, que é tolerante ao herbicida Roundup, cujo ingrediente ativo é o glifosato. No Brasil, quando liberado o sistema soja RR-herbicida Roundup, o governo multiplicou por 50 o limite de resíduo de glifosato permitido nos grãos modificados.

Abstract

Shehata, A. A., W. Schrodl, et al. (2012). The effect of glyphosate on potential pathogens and beneficial members of poultry microbiota in vitro. Curr Microbiol. Publ online 9 December.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23224412

 

Abstract: The use of glyphosate modifies the environment which stresses the living microorganisms. The aim of the present study was to determine the real impact of glyphosate on potential pathogens and beneficial members of poultry microbiota in vitro. The presented results evidence that the highly pathogenic bacteria as Salmonella Entritidis, Salmonella Gallinarum, Salmonella Typhimurium, Clostridium perfringens and Clostridium botulinum are highly resistant to glyphosate. However, most of beneficial bacteria as Enterococcus faecalis, Enterococcus faecium, Bacillus badius, Bifidobacterium adolescentis and Lactobacillus spp. were found to be moderate to highly susceptible. Also Campylobacter spp. were found to be susceptible to glyphosate. A reduction of beneficial bacteria in the gastrointestinal tract microbiota by ingestion of glyphosate could disturb the normal gut bacterial community. Also, the toxicity of glyphosate to the most prevalent Enterococcus spp. could be a significant predisposing factor that is associated with the increase in C. botulinum-mediated diseases by suppressing the antagonistic effect of these bacteria on clostridia.

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Monsanto não deve elevar produção de glifosato

10, janeiro, 2013 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 08/01/2013

por Mariana Caetano | Valor com Dow Jones Newswires

Mesmo em meio a um aumento nos preços do glifosato, a Monsanto não deve voltar com força a este mercado. Segundo Hugh Grant, CEO da multinacional, as altas “não vão durar para sempre” e a companhia manterá o foco em produzir um volume limitado do herbicida, com a venda a um nível de preços um pouco acima dos produtos genéricos.

Em 2010, a Monsanto decidiu reduzir a fabricação de glifosato, por conta de uma queda acentuada nos preços do herbicida. Agora, Grant ressalta que a valorização do produto, que colaborou para os bons resultados do primeiro trimestre fiscal de 2013, devem persistir e impulsionar os ganhos da companhia ao longo do ano.

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VALOR ECONÔMICO, 08/01/2013

Lucro da Monsanto quase triplica no 1º trimestre fiscal

por Fernanda Pressinott

A Monsanto apresentou um lucro líquido atribuído aos acionistas de US$ 339 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2013, encerrado em 30 de novembro. O valor é 169% maior que os US$ 126 milhões lucrados no primeiro trimestre fiscal de um ano antes. O lucro por ação ficou em US$ 0,62 ante US$ 0,23 na mesma base de comparação.

As vendas líquidas da empresa somaram US$ 2,94 bilhões no primeiro trimestre fiscal do calendário, 21% maior na comparação com os US$ 2,44 bilhões de um ano antes. A margem bruta aumentou para 47,5% ante 44,9%.

Segundo comunicado da companhia, os resultados fortes foram reflexo da expansão dos negócios na América Latina, principalmente de milho, e as vendas de sementes nos Estados Unidos.

“Conseguimos um bom início do ano, com contribuições de várias áreas, o que nos oferece confiança em nossa capacidade de ter um terceiro ano consecutivo de crescimento significativo”, disse Hugh Grant, CEO da companhia, em conferência a jornalistas.

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