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Textos com Etiquetas ‘impactos à saúde’

OGM, Alerta Mundial

8, março, 2013 Sem comentários

Vídeo apresenta o trabalho inédito realizado por pesquisadores franceses que demonstraram que o milho transgênico NK 603 da Monsanto aumenta a ocorrência de tumores em ratos e sua taxa de mortalidade.

Seminário – Agrotóxicos e câncer

1, novembro, 2012 4 comentários

Categories: agrotóxicos Tags:

França pode pedir banimento do milho da Monsanto

3, outubro, 2012 Sem comentários

Com informações da NATURE, 25/09/2012.

Ratos alimentados com milho transgênico e/ou roundup apresentaram tumores mais precocemente e em maior intensidade

O primeiro ministro francês Jean-Marc Ayrault disse que, se os resultados [da pesquisa inédita que demosntrou graves danos à saúde causados pelo consumo de milho transgênico e/ou Roundup] forem confirmados, o governo pressionará para que o milho NK 603 seja banido em toda a Europa.

Pesquisadores pró-transgênicos têm alegado que a espécie de rato utilizada no experimento não seria a mais adequada pois ela é naturalmente mais propensa ao desenvolvimento de tumores. Contudo, rebatem os autores da pesquisa, essa mesma espécies foi usada nos testes que a Monsanto apresentou para pedir às autoridades a liberação do milho. Os estudos da empresa foram de 90 dias, enquanto a pesquisa da equipe de Gilles-Eric Séralini durou avaliou 200 ratos por 2 anos, praticamente toda sua vida.

Nature 489, 484 (27 September 2012) doi:10.1038/489484a

Equipe de Séralini rebate criticas

27, setembro, 2012 14 comentários

FAQ – da equipe de pesquisa do CRIIGEN

Protocolo – Resultados – Discussão

http://www.criigen.org/SiteEn/index.php?option=com_content&task=view&id=368&Itemid=130

Tradução: Paulo Cezar Mendes Ramos – Analista ambiental ICMBio; Membro da CTNBio; Coordenador do GT de Agrotóxicos e Transgênicos da ABA

 

SEÇÃO UM: PROTOCOLO

Por que não usar um alimento variado “referência” sobre seus controles, como fez a Monsanto?

Em ciência, devemos estudar uma variável de cada vez. Podemos assim comparar seriamente apenas a um controle geneticamente semelhante demonstrado ser substancialmente equivalente ao estudar precisamente o efeito do OGM.

Por que não ter usado um método estatístico padrão?

Esses métodos não tem sido julgados satisfatórios pelos organismos especializados para demonstrar a toxicidade para grupos de 10 ratos. No entanto, as diferenças máximas de mortes ou tumores com os controles (600 dias, 2 – 5 vezes mais) falam por si.

Além disso, há uma subestimação dos efeitos tumorigênicos no final de dois anos, comparados aos controles de acordo com os dados dessas curvas. Esta subestimação se deve ao fato de que os controles estão vivendo mais tempo e desenvolvendo patologias, incluindo tumores, no final da vida.

Qual o grau de confiança que existe em diferenças significativas encontradas pelo método estatístico OPLS-DA, não existem valores de p?

Este é um dos mais modernos métodos para tratar um grande número de variáveis, tais como em genómica, na verdade o significado não passa através do valor-p reservado para outros testes.

(Nota do tradutor: OPLS-DA – Análise Discriminante de Projecções Ortogonais para Estruturas Latentes – trata-se de método em Quimiometria Metabonômica e Metabolômica utilizada para análises metabólicas. Dados Metabolômicos podem dar uma visão imparcial de alterações no metabolismo durante as mudanças ambientais, genéticas ou de desenvolvimento. Em vez de rastreamento de somente alguns metabólitos, alterações nas quantidades relativas em 300 a 1000 ou mesmo mais metabólitos podem ser registrados e analisados, cobrindo todas as principais vias metabólicas.)

Por que mostraram as análises bioquímicas no mês 15?

Não poderíamos colocar tudo em um primeiro artigo. Este é o último ponto no tempo quando há mais ratos vivos, que demonstra significância.

Os ratos foram tratados durante o experimento por outras moléculas? Sanitizantes? Antibióticos?

Não. Não com as Boas Práticas de Laboratório em geral, caso contrário êles são excluídos do experimento.

Por que você estava usando duas formulações diferentes do Roundup (com água contaminada e culturas)?

As formulações contém cerca de 500 g/L de glifosato. Elas têm nomes diferentes em países diferentes.

Onde você cultivou o milho e tratou os ratos?

Utilizamos o milho do Canadá porque lá a cultura desse OGM é permitida, ao contrário da França. A experiência com ratos foi realizada na França e as análises foram realizadas em laboratórios diferentes, na França e na Itália, alguns desejam manter o anonimato.

Os proponentes deste tipo de estudo são geralmente empresas industriais e o fato de que uma ONG e uma Universidade desenvolveram este estudo juntos significa que ele é independente e exclusivo.

O milho usado como controle é exatamente o mesmo que os OGM?

Uma identidade genética não é possível devido ao método de produção de sementes, mas é o mais próximo genética e fenotipicamente.

Os diferentes milhos foram cultivados ao mesmo tempo? As condições climáticas eram as mesmas?

Absolutamente sim e geograficamente muito próximas, embora evitando contaminação cruzada.

Quantas vezes os milhos foram tratados? Em que momento?

Uma vez durante a cultura com Roundup, quando tratados. Resíduos de glifosato e AMPA (ácido aminometilfosfônico, principal metabólito microbiano da biodegradação do Glifosato – considerado tóxico – nota do tradutor) em OGM são reconhecidos e regulamentados, mesmo nos tecidos dos animais que os consomem. Renúncias dos direitos para exceder são regularmente concedidas, infelizmente. Este não era o caso para nós.

Houve glifosato na água dos controles?

Não dentro de limites de detecção. Nós mudamos a água semanalmente e contaminamos com as doses precisas indicadas para os tratamentos.

Por que você usou uma média e não uma mediana para o limite de envelhecimento?

É o costume geral; há pouco dito da vida mediana dos franceses por exemplo. Não tiramos dela quaisquer cálculos estatísticos, mas uma marca gráfica.

SEÇÃO DOIS: OS RESULTADOS

Qual é a magnitude da diferença na mortalidade dos controles em relação à norma histórica?

Cada experimento tem suas próprias condições, a norma histórica é muito grande para ser um comparador relevante. Os controles estão na vida normal média, e as nossas diferenças são comparadas com os controles do experimento.

Como você explica a ausência de manifestação de distúrbios bioquímicos nos machos?

Ao contrário, há muitos. No entanto, não são apresentados todos os resultados no estudo, o que era impossível por causa de seu número. Há sempre uma diferença de tempo entre distúrbios bioquímicos, os primeiros a aparecer e lesões patológicas que observamos em ambos os sexos. Nos machos, as lesões patológicas foram anteriores e maiores do que nas fêmeas e essas lesões são as mais notadas.

As mesmas diferenças podem ser encontradas em todos os tratamentos, como você sabe que os controles não são os anormais? Ou que não é devido à sorte?

Nossos controles correspondem aos valores observados nas espécies. Achados patológicos têm explicações lógicas para todos os tratamentos, são consistentes e numerosos o suficiente para não ser relacionados ao acaso; extensivas estatísticas a nível bioquímico são consistentes e demonstram isto. Nossos estudos in vitro são consistentes.

Como você pode ter certeza de que uma depleção tão pequena em ácidos caféico e ferúlico explica também uma grande variedade de patologias?

Existem para nós indicadores compreensíveis para as alterações no metabolismo do milho que poderia ter acontecido, as pegadas lógicas muito interessantes da literatura científica e o nosso trabalho, eles em nenhuma maneira excluem a ação de outros metabólitos tóxicos devido aos OGM e é por isto que estamos a pedir financiamento para análise em proteômica, transcriptômica, a fim de saber detalhes chave mecanísticos dos eventos.

Você tem quaisquer resultados interessantes para as doses de Roundup em tecidos, microbiologia e dosagem transgene?

Sim, nós temos resultados que devem ser concluídos e que nos dão pistas muito interessantes que serão publicadas mais tarde. Várias publicações estão planejadas após este trabalho preliminar.

Por que usar o limite de 17.5 * 17.5 mm nos machos e 20 * 20 mm nas fêmeas para contagem de tumores?

Porque é o tamanho-limite em que mais de 95% dos tumores são não-regressivos.

O que é a base para determinar os critérios de patogenicidade utilizados na tabela 2? Que classificação você usa?

Por eliminação diferencial dos menores intervalos.

Mediram-se com resíduos de glifosato no NK603 ou o alimento seco?

Sim, nós checamos o seu uso e a presença de todos os pesticidas. Os valores foram abaixo os limites regulamentares. Os limites de quantificação em diversas matrizes são diferentes.

Você indica um efeito de estresse oxidativo em ratos devido a seus tratamentos, os marcadores de estresse oxidativo estão corrompidos?

Sim para os citocromos no fígado e o GST, por exemplo.

(Nota do tradutor: Glutationa S-transferase (GST) é uma família de enzimas que desempenham um papel importante na desintoxicação de xenobióticos.)

O milho tem sido pulverizado com outros pesticidas? Encontraram-se com outros resíduos?

Sim, normalmente, não eram culturas orgânicas que nós poderíamos testar daí por diante. Não há nenhum pesticidas acima do limite de quantificação em alimentos.

SEÇÃO TRÊS: DISCUSSÃO

Os resultados que você encontrou neste estudo são correspondentes aos distúrbios encontrados nos testes subcrônicos reanalizados anteriormente em suas publicações, que a Monsanto sub-interpretou?

Sim, há sinais de toxicidade hepatorrenal que foram publicados anteriormente depois de apenas 90 dias de tratamento, que são relatados firmemente como patologias em nossa experiência a longo prazo.

Você acha que essas patologias podem ser transmissíveis aos seres humanos?

Muito geralmente, sim, mas não todas. Na verdade, quaisquer sinais de toxicidade em ratos devem ser tomados em conta para a proibição de um produto. Há 50 anos os estudos são realizados em ratos ou células humanas para produtos que não são testados em seres humanos (onde eles testam apenas drogas, não testam OGMs, nem pesticidas e nem químicos). E, para drogas, testes em ratos ou 2-3 mamíferos precedem qualquer ensaio clínico. Se mostram efeitos graves, os seres humanos não são tratados em seguida. Distúrbios hormonais são certamente relevantes para as mulheres para contribuir para tumores de mama e efeitos hepatorrenais foram encontrados em células humanas in vitro.

Por que você cita Zhang et al. 2012 como referência? Esta referência não se relaciona com OGMs.

Uma hipótese é que novo micro RNA produzido por OGMs pode interferir com o metabolismo. Nós não poderíamos deixar isto não dito, mas temos outras hipóteses explicativas.

Como você explica que os efeitos não são encontrados nas populações humanas? Ninguém nunca notou um aumento no câncer de mama em populações expostas ao Roundup?

Há uma explosão no número de tumores de mama que não são explicados por estudos epidemiológicos. Lembramos-lhe que os OGMs não estão sendo rotulados, o consumo de OGM nos EUA não está listado, nem para o uso do Roundup ao redor do mundo.

Recomenda-se a experimentar em 50 ratos para estudo estatutório sobre a carcinogênese. Qual o valor de trazer seus resultados em 10 ratos?

Foram estudados 200 ratos, 10 ratos/grupo. Estudos bioquímicos legais são recomendados pela OCDE em no mínimo 10 ratos por grupo.

Nenhum estudo legal que permitiu a autorização dos OGM tinha mais de 10 ratos medidos por grupo.

Portanto, fizemos os testes mais robustos do mundo, especialmente porque estávamos a analisar a longo prazo.

Nós não poderíamos antecipar os resultados dos tumores, mas nós observamos e os registramos neste estudo, o que era normal, não é o estudo dos efeitos de carcinogênese específicos com 50 ratos/grupo que não teria permitido observar os efeitos hepatorrenal e outros.

As concentrações de ácido ferúlico encontradas são correspondentes as indicadas na experiência da Monsanto?

A Monsanto infelizmente não mediu as concentrações de ácidos hepatorrenais e mama-protetor diretamente na dieta, mas apenas uma vez o ácido ferúlico no milho e no controle de OGM.

Você diz que 76% dos parâmetros no rim estão perturbados, em que isto mostra toxicidade? Eu não entendo esse método.

Registramos todos os parâmetros perturbados em comparação aos controles e comparamos com o número de parâmetros relacionados com a atividade renal, sobre o conjunto de todos os parâmetros. Nós temos 48% dos parâmetros renais entre todos os parâmetros medidos, ainda 76% dos perturbados são marcadores da atividade renal! Qualquer médico iria entrar em pânico para um paciente neste caso. A distribuição não pode ser devido ao acaso. (Esta figura foi 42% em uma de nossas publicações anteriores, de parâmetros perturbados, 24,9% medidos no rim de machos e um consumo trimestral em média de 19 OGMs, normas de ensaios). O rim é 1,5 vezes mais afetado do que outros órgãos.

Roundup aumenta o tempo de vida em machos? Isso não é um melhor indicador da segurança deste herbicida? Esse aumento é dose-dependente do mesmo. Estranhamente você não falar sobre isso, por que?

Deixamos a você esta interpretação equivocada! Machos tratados eram mais doentes do que os controles em todos os casos, mesmo em um caso em cada 6 tratamentos (3 machos + 3 fêmeas) não havia nenhuma mortalidade extra em qualquer dose antes de espectativa média de vida. Porém, estes ratos perdem peso (discutido em outra publicação) e isso pode dar-lhes alguma resistência.

Você comparou os resultados com os do estudo japonês de Sakamoto, ou algum outro? Ao contrário do que você diz você não é o primeiro a estudar a segurança de um OGM por 2 anos.

Sim. Nenhum foi tão abrangente como o nosso, e nenhum é sobre o milho NK 603 além de 3 meses.

Por que você escolheu ratos Sprague Dawley?

Este é o modelo mais comum nesses estudos, o mais conhecido.

Você já fez o estudo em um ambiente de Boas Práticas de Labortório, é o estudo BPL? O fato de não sê-lo não o denigre?

Não havia nenhum protocolo padrão para este tipo de estudo muito longo com OGM, nós o estabelecemos enquanto o aprimoramos. Este é o primeiro no mundo. Assim, não poderia haver qualquer padrão previamente definido para esse tipo de teste. Além disso, esta pesquisa é um protocolo onde adicionamos juntamos análises, bioquímica e microscópica para entender o que estava acontecendo. Agora ele pode servir de exemplo para estabelecer padrões para BPL para OGMs, muito mais sérios do que o que as agências de saúde fazem hoje que não trabalham honestamente nem cientificamente. No entanto, nós fizemos isso em um ambiente de laboratório BPL, claro.

 

Produzido pela equipe do Prof. Séralini.

Transgênicos aumentam em até três vezes ocorrência de câncer em ratos

20, setembro, 2012 1 comentário

AFP, via IG, 19/09/2012

Estudo revelou que ratos alimentados com milho geneticamente modificado morreram mais rápido. Cientistas afirmam que resultados de pesquisa são alarmantes

No estudo, 200 ratos foram alimentados durante dois anos com três tipos diferentes de milho

O milho NK 603 está liberado para plantio e consumo no Brasil e foi considerado seguro pela CTNBio

Os ratos alimentados com organismos geneticamente modificados (OGM) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência do que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista “Food and Chemical Toxicology”, que considera os resultados “alarmantes”.

“Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com OGM. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos”, explicou Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo.

Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais utilizado do mundo) e com milho não alterado geneticamente tratado com Roundup.

Transgênicos matam mais e causam até três vezes mais câncer em ratos, diz estudo

20, setembro, 2012 Sem comentários

UOL, 19/09/2012

Ratos alimentados com alimentos transgênicos morrem antes do previsto e sofrem de câncer com mais frequência do que os outros animais da espécie, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista Food and Chemical Toxicology. 

“Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com organismos geneticamente modificados [OGM]. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos”, explicou Gilles-Eric Seralini, coordenador do estudo e professor da Universidade de Caen, na França.

Para fazer a pesquisa de dois anos, 200 ratos foram divididos em grupos e alimentados de maneiras diferentes. Eles seguiram proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos. O primeiro grupo teve 11% de sua dieta composta pelo milho OGM NK603; o segundo comeu também 11% do milho OGM NK603 tratado com Roundup, o herbicida mais usado no mundo; e o terceiro foi alimentado com milho não alterado geneticamente, mas tomava água com doses de Roundup usadas nas plantações.

O milho transgênico (NK603) e o herbicida são produtos do grupo americano Monsanto, comercializados em vários países. No Brasil, amostras foram aprovadas em setembro de 2008 pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e, no começo de 2009, o Ministério da Agricultura aprovou o registro de doze híbridos de milho com a tecnologia Roundup. O certificado de biossegurança foi aprovado pela comissão em novembro de 2010.

Segundo o estudo francês, 50% dos machos e 70% das fêmeas dos três grupos morreram prematuramente, contra 30% e 20%, respectivamente, do grupo de controle. Os tumores na pele e nos rins aparecem até 600 dias antes nos machos do que no grupo de controle. No caso das fêmeas, os tumores nas glândulas mamárias aparecem uma média de 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos. A hipófise foi o segundo órgão que mais sofreu alterações prejudiciais no período de testes – é ela quem produz hormônios importantes para o organismo, o que a torna a glândula principal do sistema nervoso.

“Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e importante durante o consumo dos produtos”, afirmou Seralini, cientista que integra comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em diversos países. “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimenta com OGM). A primeira fêmea oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com milho OGM”, explica o cientista.

“Pela primeira vez no mundo, um transgênico e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os governos e as indústrias”, disse o coordenador do estudo.

Séralini faz parte de um grupo, o Criigen, que faz uma série de pesquisa sobre segurança de alimentos. Em dezembro de 2009, ele publicou um estudo com ratos alimentados com os três principais tipos de milhos transgênicos, tanto administrados em rações de animais quanto vendidos para humanos. As amostras dos milhos NK603, MON810, MON863, da Monsanto, causaram danos sérios nos rins e nos fígados das cobaias, além de outros efeitos notados no coração, em glândulas supra-renais e no baço. (Com informações de agências internacionais)

População não conhece os riscos dos agrotóxicos

25, abril, 2012 2 comentários

O Globo | Razão Social, 24/04/2012

por Camila Nobrega

Mesmo sob a crescente pressão da sociedade civil, quem vive na área rural do Brasil ainda é constantemente impactado por agrotóxicos pulverizados nas lavouras de monocultura do País.

Muitas vezes, estes produtos são aplicados a menos de dez metros de escolas e residências. O pior: em casas de pequenos agricultores, que não fazem ideia dos riscos, acabam se tornando embalagem para acondicionar até comida. A situação é descrita no “Dossiê sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde no Brasil” feito pelos principais pesquisadores de saúde do País e que será apresentado no Congresso Mundial de Nutrição Rio 2012, na próxima sexta-feira (27), em Brasília (sic) [no Rio de Janeiro].

Segundo um dos coordenadores do dossiê, o médico e pesquisador Fernando Carneiro, a ideia é fazer frente à bancada ruralista no Congresso Nacional, que aumentou o lobby para liberação do uso de novas substâncias – muitas proibidas nos Estados Unidos e na Europa – pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Os ruralistas querem uma agência única para agilizar a aprovação de novos agrotóxicos. Isso pode tirar o poder da Anvisa. Os mecanismos de controle do País já são falhos.”

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Por que altos teores de nitrato são prejudiciais à saúde?

1, março, 2012 Sem comentários

O teor de nitrato nas plantas é a conseqüência mais conhecida do crescente aporte de adubos químicos nitrogenados para aumentar rapidamente a produtividade de hortaliças de folhas como alface, couve, agrião, chicória, etc. Porém, o uso excessivo desse fertilizante associado à irrigação freqüente aumenta o acúmulo de nitrato (NO3-) e nitrito (NO2-) nos tecidos das plantas.
Depois de ingerido, o nitrato passa à corrente sangüínea podendo, então, reduzir-se a nitritos. Estes, sim, podem fazer mal à saúde, muito mais que os nitratos. Tornam-se mais perigosos quando combinados com aminas, formando as nitrosaminas, substâncias potencialmente cancerígenas, mutagênicas e teratogênicas. Essa reação pode ocorrer especialmente no meio ácido do suco gástrico, ou seja, no estômago.
Embora alguns cientistas sustentem que os teores de nitrato em plantas cultivadas no sistema convencional e no hidropônico ainda permaneçam dentro do limite permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é preciso fornecer orientação mais adequada aos produtores sobre o manejo do nitrogênio, sobretudo em sistemas hidropônicos, além de informação aos consumidores sobre como os alimentos são produzidos em cada sistema, permitindo a escolha de produtos mais saudáveis.

Fonte: Embrapa

Anvisa publica cartilha para evitar intoxicação

3, fevereiro, 2012 Sem comentários

Diáio do Pará, 02/02/2012

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou uma cartilha com orientações para trabalhadores rurais que trabalham com agrotóxicos. O objetivo é que eles saibam como evitar intoxicações.

Clique aqui pra baixar a cartilha

De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmcaológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2009, foram registradas 188 mortes por agrotóxicos e 11.641 casos de intoxicação. O agrotóxico de uso no campo é a segunda causa de intoxicação no país, ficando atrás apenas dos medicamentos, que somaram 26.540 registros no mesmo ano.

A cartilha cita quais são os principais sintomas de intoxicação aguda, seja pela respiração, boca ou contato com a pele, e como a pessoa deve agir. Alguns dos efeitos são inchaço no corpo, alergias, dor de cabeça, câimbras, vômitos, dificuldade de respirar e irritação na pele. Nos casos agudos, a contaminação pode provocar impotência, aborto e depressão.

O material orienta o agricultor a comprar o agrotóxico seguindo as recomendações de um agrônomo, que vai indicar a substância adequada para o tipo de plantação e a dose certa. Outras dicas são sobre o transporte, armazenamento e descarte correto das embalagens.

De acordo com a Anvisa, 20 mil exemplares da publicação foram distribuídos para as vigilâncias sanitárias estaduais, a Associação Brasileira de Supermercados, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e os ministérios da Agricultura e Saúde. (Abr)

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Veneno na água de beber – entrevista com prof. Wanderlei Pignati

2, fevereiro, 2012 Sem comentários

Reportagens do Jornal Nacional sobre agrotóxicos

9, dezembro, 2011 3 comentários

Anvisa divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação (06/12)


Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo (07/12)

Saiba o que pode ser feito para reduzir a quantidade de agrotóxicos nos alimentos (08/12)

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Campanha Contra os Agrotóxicos realiza 3º encontro de formação no Rio

27, outubro, 2011 Sem comentários

por Alan Tygel, do boletim do MST RJ | 26/10 a 8/11

 

O comitê RJ da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida aproveitou o dia mundial da alimentação (16/10) para realizar o seu terceiro encontro de formação. Desta vez, o assunto foram as doenças causadas pelos agrotóxicos. Na parte da manhã foram abordados aspectos laterais às doenças, como classificação toxicológica, medidas e sistemas de notificação. Após o almoço, discutiu-se as doenças em si, com a apresentação do estudo da pesquisadora Silvana Rubatto (ENSP/Fiocruz) sobre o assunto.

Dada a gravidade do assunto, o grupo optou por começar o dia com uma mística animadora. Após cantar a música Xote Ecológico, de Aguinaldo Batista e Luiz Gonzaga, o grupo cantou o recém composto Xote Agroecológico, de Igor Conde. A primeira música, composta em 1989, um ano após o assassinato de Chico Mendes, traz uma visão bem pessimista sobre os efeitos da ação do homem sobre a natureza. Já a nova versão traz um alento a todos nós que acreditamos num futuro agroecológico:

Xote Ecológico (1989)
Aguinaldo Batista e Luiz Gonzaga

Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
Se plantar não nasce se nasce não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar

Cadê a flor que estava aqui? (Poluição comeu)
E o peixe que é do mar? (Poluição comeu)
E o verde onde que está? (Poluição comeu)
Nem o Chico Mendes sobreviveu

Xote Agroecológico (2011)
Igor Conde

Já posso respirar e voltar a plantar
A terra renascendo, brotando sem parar
É Agroecologia e agricultura familiar
Com organização e resistência popular

Cadê o arroz e o feijão? (Plantou e colheu)
E o milho de São joão? (Plantou e colheu)
E a agrofloresta como tá? (Plantou e colheu)
Transgênico e veneno desapareceu

Em seguida, Ivi Tavares apresentou um panorama geral sobre as classificações dos agrotóxicos e os tipos de doença que cada um pode causar. Os venenos podem ser classificados quanto ao seu grupo químico – organoclorados, organofosforados, carbamatos, etc, – quanto à sua toxicidade – extremamente tóxicos (Faixa vermelha), altamente tóxicos (Faixa Amarela), mediamente tóxicos (Faixa Azul) e pouco ou muito pouco tóxicos (Faixa Verde) ou ainda quanto ao seu efeito: fungicidas, herbicidas, inseticidas, etc. Essa última classificação levou o grupo a debater sobre a possibilidade de se chamar os agrotóxicos de biocidas, reforçando que eles agem não só contra a vida de insetos, fungos, plantas, mas também contra a do ser humano.

Em seguida, Gabriel Fernandes apresentou dois conceitos muito controversos: limite máximo de resíduos (LMR) e ingestão diária aceitável (IDA). Ambos são definidos de forma extremamente arbitrária, e muitas vezes baseados em pesquisas das próprias empresas. Mas o absurdo não para por aí: estes estudos, além de tudo, não são publicados em revistas especializadas. Ou seja, não passam pelo crivo da comunidade científica. Esta situação foi ilustrada com um trecho do filme “O veneno nosso de cada dia”, que retrata muito bem as portas giratórias entre governos, empresas e agências reguladoras.

Gabriel chamou ainda a atenção para a falsa imagem de segurança que estes limites criam. Ele exemplificou: “Quando temos uma intoxicação aguda, na qual o agricultor é exposto a altas doses de venenos e apresenta sintomas poucas horas depois, pode-se argumentar que foi uma acidente, uma situação não prevista, mesmo que este argumento seja bastante frágil. Mas no caso das intoxicações crônicas, que aparecem após anos de exposição a baixas doses de agrotóxicos, não há justificativa. Foi tudo dentro do permitido, dentro do limite seguro, e mesmo assim surgem as doenças graves como câncer, má-formação e depressão, que em muitos casos leva ao suicídio.”

Gabriel apresentou ainda o PARA – Programa de Monitoramento e Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos. Realizado pela ANVISA, o programa analisa diversas variedades de frutas, legumes e verduras nos supermercados e faz duas avaliações: se há mais resíduos de agrotóxicos do que o permitido (LMR), e se há a presença de agrotóxicos não permitidos para aquela cultura.

Além do PARA oficial, existem alguns programas similares nos níveis estadual e municipal. Um dos mais interessante é o aplicado no Ceasa de Pernambuco. Financiado através de uma taxa cobrada de cada caminhão que entra, o programa, além de fazer as medições, rastreia a origem dos produtos irregulares. Em caso de problemas, a mercadoria do produtor irregular é proibida de entrar no mercado. Agentes de fiscalização são enviados para a propriedade, que é obrigada a sanar os problemas antes de voltar a comercializar a produção.

Após o almoço, foi encenada uma mística. Nela, buscou-se retratar uma situação que infelizmente ainda é cotidiana entre os agricultores familiares. Um trabalhador, preocupado com sua lavoura, aplica altas doses de veneno. Seu companheiro tenta alertar, avisando que aquele produto é nocivo à saúde, mas o aviso é recebido com escárnio: “Isso não faz mal não, eu sou forte, posso aguentar.” Após seguidas aplicações, o agricultor desmaia. A partir de então, ele decide parar de usar agrotóxicos.

A formação seguiu-se com a apresentação dos sistemas de informações sobre intoxicações. Alan Tygel ressaltou a importância de se ter dados confiáveis sobre as intoxicações: “Em primeiro lugar, os dados são importantes comprovarmos os estragos que estão sendo causados pelos agrotóxicos. Além disso, eles servem para planejar as ações de saúde pública. Mas o mais importante é a capacidade que os dados têm de consolidar uma imagem de que os agrotóxicos fazem mal e devem ser banidos da sociedade. Assim como ocorreu no caso do fumo e do amianto, qualquer pessoa deve saber os riscos que estamos correndo como maiores utilizadores de agrotóxicos no mundo.”

Apesar de todos os problemas, que vêm desde a dificuldade no diagnóstico até as falhas na hora da notificação, o Sinitox ainda é a melhor base de dados que temos disponível. Os dados chegam até esse sistema através dos CIATs – Centros de Informação e Assistência Toxicológica, que recebem as ligações do disque-intoxicação. Umas das dificuldades é que as intoxicações não são obrigatoriamente notificadas aos CIATs, e a notificação do CIATs para o Sinitox também é voluntária. Além disso, alguns CIATs passaram a notificar as ocorrências para o Notivisa, sistema coordenado pela ANVISA.

Em seguida, a pesquisadora Silvana Rubatto apresentou sua pesquisa acerca das ocorrências de câncer relacionadas à profissão dos pacientes, na região serrana do Rio de Janeiro. A região é a maior produtora de hortaliças do estado, com alto índice de consumo de agrotóxicos.

A primeira parte da exposição da pesquisadora abordou questões gerais relacionadas aos agrotóxicos e as doenças que causam. Em seguida, Silvana abordou as causas de morte mais frequentes no Brasil e entrou mais especificamente nos dados sobre o câncer. Segundo ela, em 2002 foram registrados 10 milhões de casos no mundo, e para 2020 são projetados 15 milhões. O número de mortes, no entanto, deve subir mais: dos 6 milhões verificados em 2002, projeta-se 12 milhões para 2020, sendo a alimentação o maior fator de risco, seguido pelo tabaco.

O estudo na região serrana foi motivado pelo alto índice de câncer verificado naquela região, onde o consumo de agrotóxicos é 1822% maior que a média do estado do RJ. O estudo concluiu que alto índice de ocorrência de câncer é motivado por fatores ambientais. No entanto, a falta de dados mais precisos nos prontuários, como a profissão do paciente, impediu a pesquisa de relacionar os casos diretamente ao manuseio de agrotóxicos. Entretanto, verificar um alto índice de câncer na região que mais utiliza agrotóxicos no RJ já nos dá uma pista dos males que este produtos causam a quem os aplica.

A formação terminou com uma conversa sobre os rumos da campanha, e as próximas ações a serem desenvolvidas. Entre elas, estão a participação em feiras na cidade, e as ações diretamente com agricultores.

Argentinos expostos a herbicida usado em transgênicos se queixam de doenças

11, agosto, 2011 Sem comentários

Câncer, leucemia, malformações fetais, abortos espontâneos, problemas respiratórios, oculares e dermatológicos: é interminável a lista de doenças das quais os habitantes de San Jorge se dizem vítimas.

A 600 quilômetros de Buenos Aires, com seus 25 mil habitantes, San Jorge é um agradável vilarejo de Santa Fe, uma das mais ricas províncias agrícolas da Argentina. No bairro pobre de Urquiza, somente uma rua de terra separa a casa de Viviana Peralta dos campos de soja onde a pulverização de pesticidas se faz por avião. Foi somente quando ela percebeu que Ailen, sua filha de um ano e meio, estava tendo crises agudas de asma cada vez que o avião sobrevoava sua casa, que a sra. Peralta fez a associação. No hospital, uma pediatra confirmou a presença de glifosato no sangue de Ailen.

 

A reportagem é de Christine Legrand, publicada pelo Le Monde e reproduzida pelo Portal Uol, 09/08/2011 (Via IHU Unisinos).

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Novas acusações atingem herbicida Roundup

11, agosto, 2011 Sem comentários

por Stéphane Foucart

Le Monde (UOL Notícias, 09/08/2011)

Pesquisadores criticam Bruxelas por sua demora em reavaliar a toxicidade do herbicida à luz de estudos recentes

O Roundup e seu princípio ativo, o glifosato, estão novamente no centro de uma controvérsia. Em um relatório editado pela Earth Open Source (EOS), uma pequena ONG britânica, uma dezena de pesquisadores criticam as autoridades europeias por sua falta de pressa em reavaliar, à luz de novos dados, o herbicida de amplo espectro mais utilizado no mundo. O texto, que vem circulando na internet desde junho, reúne indícios segundo os quais o principal pesticida da Monsanto seria potencialmente teratogênico – ou seja, responsável por malformações fetais.

Os autores do relatório citam, entre outros, um estudo publicado no final de 2010 na “Chemical Research in Toxicology”, segundo o qual a exposição direta de embriões de anfíbios (Xenopus laevis) a doses muito pequenas de herbicida à base de glifosato causa malformações. Conduzidos pela equipe do embriologista Andrés Carrasco, da Universidade de Buenos Aires, esses trabalhos identificam também o mecanismo biológico responsável pelo fenômeno: expostos ao agrotóxico, os embriões de Xenopus laevis sintetizam mais tretinoína, cujo efeito teratogênico é notório entre os vertebrados.

A Monsanto refuta essas conclusões, explicando que uma exposição direta, “pouco realista”, permitiria também concluir que a cafeína é teratogênica… “O glifosato não tem efeitos nocivos sobre a reprodução dos animais adultos e não causa malformações entre a descendência dos animais expostos ao glifosato, mesmo em doses muito grandes”, diz a Monsanto em seu website.

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Estudo indica anomalias em ratos que consumiram transgênicos

21, julho, 2011 Sem comentários

rfi Português, 21/07/2011

por Ana Carolina Dani

Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo francês Gilles-Eric Séralini, acabou de publicar um estudo sobre os transgênicos que mostra que ratos que consumiram alimentos geneticamente modificados apresentaram anomalias nos rins e fígado. Além dos problemas, o estudo indica que o lobby pró-transgênico teria tentado dissimular os resultados das análises. O Dr. Gilles-Eric Séralini realiza, há anos, pesquisas sobre transgênicos. Ele é o presidente do Conselho Científico do Griigen, o Comitê para Pesquisa e Informação Independente sobre Engenharia Genética e professor de Biologia Molecular na Universidade de Caen.

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A pesquisa realizada pela equipe do doutor Gilles-Eric Seralini foi publicada no Environmental Sciences Europe (2011, 23, 10-20) e está disponível na íntegra na página: http://www.enveurope.com/content/23/1/10