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Textos com Etiquetas ‘monopólio’

Thanks, Brazil!

27, agosto, 2010 Sem comentários

Semana passada a Monsanto aprovou aqui variedade de soja transgênica jamais liberada em qualquer outro país. Conforme divulgou em nota, a empresa agora buscará a aprovação do produto em países importadores. Para isso já conta com o beneplácito do órgão competente de um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Este será sem dúvida o grande trunfo da Monsanto para pressionar pela aceitação de sua nova soja nos demais países.

O fato leva a crer que as empresas se deram conta de que a certeza de liberação no Brasil pode ser sua grande vitrine e peça estratégica na abertura do mercado global para suas novas sementes transgênicas. Até hoje a CTNBio aprovou todos os pedidos de liberação comercial sobre os quais deliberou. Não contente, dispensou todos do licenciamento ambiental prévio, escanteando o Ibama.

Mas essa estratégia pode não ser infalível. A Bayer por duas vezes tentou iniciar por aqui a comercialização de seu arroz Liberty Link, mas a rejeição pública foi mais forte e o processo foi retirado de pauta por iniciativa da empresa antes mesmo de ser votado.

- por AS-PTA

Produtor quer mais semente de soja convencional

25, agosto, 2010 Sem comentários

Folha de São Paulo, 25/08/2010.

O avanço rápido da soja transgênica em Mato Grosso fez os produtores buscarem novas alternativas para não perderem o fornecimento dessa variedade [leia-se ‘da variedade convencional’].

A soja transgênica, devido à atuação cada vez maior das multinacionais, já atinge 60% do total de sementes ofertadas no Estado. Há três anos era de apenas 20%.

Aprosoja (associação de produtores), Embrapa Soja, Abrange (que reúne produtores e processadores de grãos não transgênicos) e Aprosmat (que reúne produtores de sementes) se reúnem hoje em Cuiabá para acertar detalhes de um programa que dará força à semente convencional no Estado.

Serão escolhidas 20 áreas de Mato Grosso para o cultivo de 22 cultivares da Embrapa apropriadas à região. O objetivo é desenvolver um volume bom de semente para que o agricultor tenha produto à disposição na safra 2011/12.

O objetivo desse programa é o de “fortalecer e manter o plantio da soja convencional”, diz Luiz Nery Ribas, gerente técnico da Aprosoja, entidade que reúne produtores do Estado.

Ele deixa claro, no entanto, que a Aprosoja não é contra a soja transgênica, mas os produtores têm o direito de optar pela variedade que desejam plantar.

Alexandre Cattelan, chefe-geral da Embrapa Soja, diz que há uma boa demanda por soja convencional na região e que o objetivo é fortalecer parcerias para melhorar essa oferta.

A Embrapa, que terá uma unidade em Sinop (MT), voltará a ter forte atuação no Estado, inclusive nas áreas de algodão, arroz, milho e pecuária.

Cattelan deixa claro que, embora esse programa (por ora chamado de “Soja Livre”) procure elevar a oferta de soja convencional, a Embrapa terá também cultivares transgênicas para os produtores interessados.

N.E.: Não cansamos de repetir: não só no Brasil, mas em todo o mundo, o grande avanço das sementes transgênicas tem se dado não pela preferência dos agricultores, mas sim pela imposição das grandes multinacionais sementeiras, que controlam a oferta e reduzem, por vezes ao extremo, a disponibilidade de sementes convencionais. As vantagens agronômicas proporcionadas pelas variedades transgênicas existentes não se sustentam após algumas poucas safras. Mas quando o agricultor se dá conta e decide voltar a usar as variedades convencionais não mais as encontra no mercado. Esse é o resultado óbvio e inevitável de permitirmos que o suprimento do insumo básico da agricultura fique concentrado nas mãos de um punhado de empresas: agricultores reféns.

Sementeira do Mato Grosso se desliga da Abrasem

14, agosto, 2010 Sem comentários

Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso anuncia seu desligamento da Abrasem por entender que esta deixou de lado os interesses dos produtores brasileiros. Em bom Português: caiu nas redes da Monsanto e está deixando os sojeiros sem alternativa ao pacote Roundup Ready.

A Monsanto é afiliada da Abrasem.

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A APROSMAT – Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso, entidade ligada ao setor sementeiro do Brasil, após muitos anos associada à ABRASEM – Associação dos Brasileira de Sementes e Mudas, lamentavelmente comunica seu desligamento, infelizmente a ABRASEM deixou de atender os interesses legítimos dos produtores de sementes preocupados em manter sua estabilidade/independência no contexto nacional.

Nos últimos dois anos a APROSMAT, fez inúmeras tentativas de participação e conciliação em nome dos interesses dos produtores nacionais, porém todas elas descontinuadas e frustradas pela Direção da ABRASEM.

Portanto, não nos sobrou alternativa, que não a retirada que agora estamos comunicando.

Outrossim, solicitamos desta renomada entidade que informe também a APROSMAT todos os comunicados e convites feitos a ABRASEM, para que continuemos participando ativamente do setor.

Desde já agrademos.

Cordialmente

PIERRE MARIE JEAN PATRIAT

PRESIDENTE – APROSMAT Leia mais…

Monsanto controla 25% do mercado brasileiro de sementes de hortaliças

14, agosto, 2010 Sem comentários

A reportagem abaixo mostra a voracidade da Monsanto em controlar o mercado global de sementes, e assim, nossa comida. A múlti segue comprando empresas sementeiras em busca do monopólio também na área de hortaliças.

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Brasil Economico | Luiz Silveira, 11/08/10

Conhecida globalmente pelas sementes transgênicas para culturas agrícolas como a soja e o milho, a Monsanto está avançando em um negócio menor, mas com grande potencial: as sementes de hortaliças.

São embriões de verdura, legumes e frutas que até 2012 vão se tornar tão relevantes no balanço mundial da Monsanto quanto a soja, segundo o planejamento estratégico da companhia.

“No Brasil isso vai levar bem mais tempo para acontecer, porque a produção de soja é muito grande”, pondera o diretor de hortaliças da multinacional no Brasil, Álvaro Peixoto.

Mas o crescimento no Brasil tem sido forte. De 2007 até agora a divisão de hortaliças praticamente dobrou de faturamento, segundo Peixoto.

Embora não divulgue números, o executivo calcula que a Monsanto tenha hoje 25% do mercado brasileiro de sementes de hortaliças, que é estimado em US$ 200 milhões anuais. Leia mais…

Quem é o dono do brócolis e do tomate?

30, julho, 2010 Sem comentários

O brócolis, ou pelo menos uma de suas muitas variedades, agora é o prato principal em uma disputa que poderia ter repercussões significativas para as indústrias de alimentos, de agroquímicos e agrícola da Europa e de todo o mundo.

A questão é determinar se é permitido, ou deveria ser, patentear um vegetal. De acordo com uma diretriz da União Europeia de 1998 sobre a proteção de inovações biotecnológicas, não é permitido patentear processos biológicos na reprodução de animais e plantas. Se for demonstrado, no entanto, um novo desenvolvimento técnico na produção de um vegetal, a Agência Europeia de Patentes pode conceder a patente desse desenvolvimento específico.

O problema, portanto, resume-se a determinar se um novo sistema de produção é um processo biológico convencional ou um tecnológico patenteável. É esse princípio que está sendo colocado à prova atualmente em dois casos separados em avaliação pelo conselho de apelações da agência.

O primeiro caso envolve uma patente concedida em 2002 à empresa britânica Plant Bioscience, que desenvolveu um método para aperfeiçoar as propriedades anticancerígenas do brócolis – vegetal há muito conhecido por suas qualidades benéficas à saúde, servindo para prevenir tanto doenças cardíacas como o câncer, desde que não fervido por muito tempo.

A patente da empresa foi contestada pela Syngenta, multinacional agroquímica suíça, e pela Limagrain, uma cooperativa francesa de sementes. Elas argumentam que a patente do brócolis deveria ser revogada, já que basicamente envolve um processo biológico e, assim, não deveria ser patenteável.

O outro caso sob avaliação na agência envolve um método, desenvolvido pelo Ministério de Agricultura israelense, de produzir tomates com baixo conteúdo de água, o que os torna mais adequados para a produção de ketchup. O caso foi aberto após uma queixa da Unilever, uma grande produtora de ketchup, contra a patente israelense dos tomates.

A agência deverá dar seu veredicto sobre ambos os ainda neste ano. Mas as audiências preliminares na sede da agência já provocaram, na semana passada, polêmicas calorosas e não apenas sobre a confirmação ou revogação dessas duas patentes. Políticos, associações de agricultores, o Greenpeace e outras organizações não governamentais aproveitaram esses dois casos para questionar o princípio básico da concessão de patentes para vegetais.

O argumento desse grupo é que se as atuais patentes de brócolis e tomates forem mantidas, permitindo-se a concessão para os vegetais em geral, haverá consequências negativas para consumidores e produtores independentes. Eles acreditam que tais patentes criariam uma concentração ainda maior do mercado agrícola e de alimentos, elevando preços.

Um advogado do Greenpeace advertiu que se a agência confirmar as patentes dos tomates e brócolis estaria abrindo as “comportas”, já que há milhares de pedidos na fila por patentes sobre a produção de vegetais e animais. (…)

Fonte: Valor Econômico, 26/07/2010.

Patentes de vegetais

21, julho, 2010 Sem comentários

A Unilever e a Syngenta estão questionando a validade das patentes europeias nos processos de reprodução para tomates e brócolis. Uma consulta, que começou ontem no Escritório Europeu de Patentes, em Munique, na Alemanha, e atraiu manifestantes, vai estabelecer a validade das patentes para vegetais para cultivo. As duas empresas afirmam que as patentes são inválidas porque elas cobrem mais um processo biológico do que um técnico. (Valor Econômico, 21/07/2010.)

P.S.: Vale lembrar que em 2005 a mesma Syngenta inscreveu 15 pedidos globais de patentes sobre milhares de sequências gênicas do arroz e de outras plantas igualmente importantes. À época, um representante da Syngenta afirmou que a empresa reivindicaria patentes sobre todas as seqüências gênicas que pudessem ser de interesse comercial. Ou seja, alegando direitos sobre as informações genéticas de arroz, a empresa tentaria ao mesmo tempo monopolizar todas as seqüências similares de outras plantas de interesse comercial. Mudaram de opinião?

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Falha do glifosato gera temor por uso de agrotóxicos ainda mais violentos

15, julho, 2010 Sem comentários

Receio é de que novos produtos tenham como base o 2,4-D, ingrediente do agente laranja, desfolhante usado pela primeira vez durante a Guerra do Vietnã.

Por João Peres, Rede Brasil Atual, com informações da Reuters, 14/07/2010.

O que leva uma grande corporação a admitir que um de seus principais produtos é falho? A pergunta vem sendo repetida nas últimas semanas, à medida que a Monsanto divulga mais informações de que o glifosato, base de seu principal herbicida, o Roundup, não dá conta das promessas de que seria infalível.

Usado em ampla escala, o produto da principal empresa de sementes e agrotóxicos do mundo foi apresentado durante anos como a solução para se obter uma lavoura com altíssima produtividade e custos mais baixos. A empresa de St. Louis, nos Estados Unidos, desenvolveu para isso as variedades de sementes Roundup Ready, que em tese resultariam nas únicas plantas resistentes à solução à base de glifosato – todo o resto ao redor morreria, inclusive as ervas daninhas que incomodam os produtores.

Mas, hoje, só nos Estados Unidos há vários tipos de super-ervas daninhas capazes de resistir ao Roundup, a maioria nas plantações de soja e de algodão. A Monsanto aponta que vai buscar uma solução para o caso. Leia mais…

Produtores acusam a Monsanto de ‘segurar’ semente convencional

15, julho, 2010 Sem comentários

Mais uma disputa entre produtores de soja de Mato Grosso e a multinacional Monsanto está em curso. Desta vez, o centro das discussões é a soja convencional.

Alexandre Inacio e Bettina Barros, Valor Econômico, 15/07/2010.

Produtores da região norte do Estado, juntamente com a Associação dos Produtores de Semente de Mato Grosso (Aprosmat), alegam que a multinacional está reduzindo a disponibilidade de variedades convencionais. A Monsanto atua na comercialização e produção de sementes de soja com a marca Monsoy.

A oferta menor é identificada, segundo os produtores, no momento em que a Monsanto oferece as cultivares aos multiplicadores de sementes. Eles afirmam haver uma gama muito maior de opções geneticamente modificadas. Leia mais…

Milho transgênico domina mercado de sementes

7, julho, 2010 Sem comentários

De cada 4 novas variedades de milho lançadas hoje no mercado, 3 são transgênicas. É isso o que mostram os dados do Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura.

Diminui a oferta de sementes convencionais

Em 2008, ano em que o plantio de milho transgênico foi liberado, mais da metade das cultivares lançadas foi de sementes transgênicas. Em 2009 essa proporção seguiu crescendo e atingiu a marca de 63%.

A rápida substituição do milho híbrido convencional pelo transgênico vem sendo confirmada nesse primeiro semestre de 2010. Até o momento, o milho transgênico representa 76% dos lançamentos.

Com o mercado de sementes concentrado nas mãos de poucas empresas, a tendência indica que em pouquíssimo tempo os produtores de milho que não tiverem suas sementes próprias serão obrigados a plantar variedades transgênicas.

E depois as empresas argumentarão que a rápida adoção dos transgênicos é resultado de grande aceitação dos agricultores.

Grupos multinacionais ampliam domínio na área de transgênicos

Milho transgênico chega ao mercado, e rápido

Produzir soja transgênica custa mais em MT

16, junho, 2010 Sem comentários

Mauro Zafalon para a Folha de São Paulo, 16/06/2010.

Produzir soja transgênica na safra 2010/11 está mais caro do que o cultivo da convencional em Mato Grosso.

Dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) apontam que o plantio de soja transgênica está em R$ 1.544 por hectare em Campo Verde, na região sudeste do Estado.

A área de menor custo de produção é a do centro-sul, onde os gastos com soja convencional estão em R$ 1.403 em Diamantino.

Os dados de Sorriso, município do médio norte e líder de produção em Mato Grosso, indicam que o produtor vai gastar R$ 1.426 para o cultivo com soja convencional.

Essa diferença poderia ser maior ainda não fosse a dificuldade que os produtores da região têm para encontrar semente convencional, o que tem elevado os custos desse insumo em 13% neste ano.

Produtores reclamam que são obrigados a fazer “compras casadas”: só levam a semente convencional se levarem também a transgênica.

Na avaliação do Imea, os custos com defensivos estão um pouco mais brandos nesta safra do que na anterior. Mesmo assim, continuam pesando no bolso. Em Campo Verde, os defensivos somam 21% dos custos totais. Em Sorriso vão a 17%.

Os fertilizantes, após a disparada de 2008, recuaram de preço e os valores pagos neste ano são praticamente os mesmos dos do ano passado.

Na região sudeste do Estado, o gasto médio por hectare será de R$ 405, próximo dos R$ 392 previstos para Sorriso.

Monsanto em apuros

11, junho, 2010 Sem comentários

Sementes I

Monsanto em apuros

A multinacional Monsanto tem enfrentado a ira dos seus clientes: os agricultores. A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (APROSOJA) quer discutir na justiça a forma de pagamento de royalties sobre a tecnologia RR. Segundo Glauber Rocha, presidente da entidade, a empresa cobra um adicional de 2% sobre a produtividade que ultrapassam 55 sacas por hectare. “A Monsanto não pode legislar sobre o assunto, isso cabe ao Estado e vamos atrás disso”, explica.

Sementes II

O apagão de sementes

Produtores do Nordeste estão assustado com a falta de sementes para a próxima safra. “As transgênicas ainda não estão adaptadas e as convencionais não são encontradas”, desabafa Francisco Pugliesi Neto, de Balsas (MA). A Monsanto afirma que não há problemas de adaptação, enquanto a Syngenta diz que há correções em curso. Para a falta de cultivares convencionais, a distribuição local levou a culpa.

Fonte: Dinheiro Rural, Edição 068.

- p.s.: É assim que as sementes transgênicas dominam os campos: a crescente concentração do mercado limita o fornecimento de sementes a um punhado de grandes multinacionais, e estas vão cessando a venda de sementes convencionais e colocando à disposição dos agricultores somente as variedades transgênicas. Depois afirmam de boca cheia que a adoção de sementes transgênicas pelos agricultores é um sucesso e prova inconteste de que são vantajosas.

Monsanto em apuros

Sementes I

Monsanto em apuros

A multinacional Monsanto tem enfrentado a ira dos seus clientes: os agricultores. A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (APROSOJA) quer discutir na justiça a forma de pagamento de royalties sobre a tecnologia RR. Segundo Glauber Rocha, presidente da entidade, a empresa cobra um adicional de 2% sobre a produtividade que ultrapassam 55 sacas por hectare. “A Monsanto não pode legislar sobre o assunto, isso cabe ao Estado e vamos atrás disso”, explica.

Sementes II

O apagão de sementes

Produtores do Nordeste estão assustado com a falta de sementes para a próxima safra. “As transgênicas ainda não estão adaptadas e as convencionais não são encontradas”, desabafa Francisco Pugliesi Neto, de Balsas (MA). A Monsanto afirma que não há problemas de adaptação, enquanto a Syngenta diz que há correções em curso. Para a falta de cultivares convencionais, a distribuição local levou a culpa.

Fonte: Dinheiro Rural, Edição 068.

N.E.: É assim que as sementes transgênicas dominam os campos: a crescente concentração do mercado limita o fornecimento de sementes a um punhado de grandes multinacionais, e estas vão cessando a venda de sementes convencionais e colocando à disposição dos agricultores somente as variedades transgênicas. Depois afirmam de boca cheia que a adoção de sementes transgênicas pelos agricultores é um sucesso e prova inconteste de que são vantajosas.

Agricultores reclamam de monopólio da Monsanto

21, maio, 2010 Sem comentários

Empresa está tirando semente de soja convencional do mercado e empurrando soja transgênica goela abaixo dos produtores

Agência Brasil, 18/05/2010 | A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) estudam recorrer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, contra a Monsanto. Segundo as duas entidades, a empresa norte-americana está restringindo o acesso de produtores a sementes de soja convencional (não transgênica).

“Eles estão impondo uma proporção de venda de 85% de sementes transgênicas para 15% de convencionais. A produção de sementes tem que atender ao mercado. Não se pode monopolizar ou fazer o mercado”, reclamou o novo presidente da Aprosoja, Glabuer Silveira.

A estimativa do setor produtivo é que aproximadamente 55% das sementes de soja plantadas no país sejam transgênicas. Silveira disse que o problema não é o uso da biotecnologia, mas sim a retirada da opção que o produtor tem de plantar a semente convencional. “A Monsanto tem uns 70% do mercado brasileiro. O problema não é ela ter o mercado, mas querer moldá-lo. Não estamos tendo direito de opção”. (…)

Silvio Munchalack, produtor de milho e soja de Nova Mutum, em Mato Grosso, disse que até há alguns anos não plantava soja transgênica, mas isso está cada vez mais difícil. “A Fundação Mato Grosso fornece sementes convencionais, mas não tem para todo mundo. Vai ter que ser tudo transgênico”, afirmou o agricultor, que na safra passada conseguiu comprar apenas 40% de sementes convencionais, do total plantado em sua propriedade.

Além do receio de uma futura dependência de uma única empresa, o que tem levado alguns produtores a preferir plantar soja convencional é que estão conseguindo mais rentabilidade, principalmente devido ao prêmio que países europeus e asiáticos pagam por esse tipo de produto.

O diretor executivo da Abrange, Ricardo Tatesuzi de Souza, reclama de abuso de poder econômico e de falta de transparência na cobrança dos royalties. “Na nota fiscal não vem quanto está se pagando de royalties. A lei de patente permite a eles cobrarem quanto quiserem”. (…)

N.E.: E depois dizem que a alta adoção dos transgênicos pelos agricultores é prova de suas vantagens agronômicas. Na verdade, aqui como alhures, o amplo uso de sementes transgênicas tem se dado mais por falta de opção do que por qualquer outra coisa. Leia mais…

Monsanto surfa na onda do monopólio

15, março, 2010 Sem comentários

Gráfico: Produção e custo da soja em Illinois – áreas de elevada produtividade.

Em 2009, nos Estados Unidos, em plena crise econômica, a Monsanto seguiu elevando o preço de suas sementes transgênicas. As de milho ficaram 32% mais caras e as de soja, 24%. Desde 2001, o preço da semente de milho modificado está 135% mais caro e o da soja, 108%. Hoje, 93% da soja estadunidense leva a patente da Monsanto. Como mostra o gráfico acima, só a produtividade da soja é que não cresce.

Todd Leake, agricultor do estado de Dakota do Norte, resume a situação: “Não sobrou quase nada, você tem que usar a sementes deles e pagar o preço que eles querem”.

Com informações do New York Times e do Los Angeles Times, ambos de 11/03/2010.

Contratos secretos da Monsanto são revelados

11, janeiro, 2010 Sem comentários

Contratos confidenciais que detalham as práticas de negócios da Monsanto Co. revelam como a maior desenvolvedora de sementes do mundo está pressionando competidores, controlando companhias menores de sementes e protegendo seu domínio sobre o mercado multibilionário de sementes geneticamente modificadas.

A reportagem é de Chirstopher Loenard, publicada pela Associated Press e pelo sítio The Atlanta Journal-Constitution, 14-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto e foi publicado pelo IHU-Unisinos. Leia mais…