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Textos com Etiquetas ‘multinacionais’

Conheça os impactos por trás da fusão entre Monsanto e Bayer

23, setembro, 2016 Sem comentários

Pulsar Brasil, 19/07/2016

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O anúncio da compra da norte-americana Monsanto pela alemã Bayer na semana passada trouxe um alerta para o perigo que a fusão de grandes empresas do setor agroquímico pode causar para o meio ambiente e saúde da população.

O negócio, orçado em 66 bilhões de dólares, cria a maior fornecedora de químicos e sementes agrícolas do mundo. Com um histórico de forte lobby político,  manipulação de pesquisas científicas e prejuízo aos pequenos agricultores, a Monsanto se consagrou, ao longo de 115 anos de existência, como uma das mais danosas corporações do mundo.

Com a fusão ocorrida na última quarta-feira (15) entre Bayer e Monsanto e considerando apenas o mercado de plantas transgênicas, as corporações terão, juntas, o controle de mais de 90 por cento do setor, se classificando como um dos maiores monopólios do mundo.

A Pulsar Brasil conversou com o agrônomo e consultor técnico da AS-PTA agricultura familiar e agroecologia, Gabriel Fernandes, para entender o risco  que  a fusão das duas empresas pode gerar no mercado agrícola. (pulsar)

Confira a entrevista

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Pra que servem os transgênicos

7, novembro, 2015 Sem comentários

Para Kátia Abreu, se é Bayer, é bom

6, novembro, 2015 1 comentário
Katia Bayer

Ministra da Agricultura Kátia Abreu, ao lado do presidente da Embrapa Mauricio Lopes, inaugura laboratório de agrotóxicos da Bayer (04/11). Na ocasião a ministra falou em preconceito com relação aos agroquímicos no Brasil

 

Ministério da Agricultura, 04/11/2015

 

Katia Abreu participa de inauguração de laboratórios em São Paulo

 

Ministra representou a presidenta Dilma Rousseff na solenidade

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, disse nesta quarta-feira (4) que existe preconceito em relação ao uso de agroquímicos. “Isso só será vencido se nos unirmos à ciência, que é objetiva e cristalina”, assinalou ela, ao defender o emprego desses produtos na lavoura. Kátia Abreu representou a presidenta Dilma Rousseff na inauguração de dois novos laboratórios da Bayer CropScience, na cidade de Paulínea, em São Paulo, quando falou sobre a necessidade de o setor atuar estrategicamente para combater esse preconceito.

“Virá uma campanha muito organizada contra o uso do agroquímico”, comentou a ministra. Ela citou vários dados que demonstram que o Brasil é um país com uma das legislações mais severas em relação ao uso de agroquímico. “Temos uma lei que proíbe o registro de qualquer produto com características carcinogênicas”, afirmou.

A ministra citou que o sistema Agrofit, acessado pelo portal do Mapa, tem relacionado 2.500 pragas cadastradas e 475 pragas chamadas quarentenárias ou exóticas, que não existem no país. Lembrou, ainda, os trabalhados de pesquisa e inovação realizados pela Embrapa. “Há 40 anos, o Brasil era um importador de alimentos. Agora, exportamos alimentos e frutas para países europeus, que atestam a qualidade e sanidade quando compram produtos brasileiros.”

Durante sua palestra, a ministra rebateu críticas de que os agroquímicos são prejudiciais à saúde, como foi citado ontem em um programa de televisão. Ela se referiu à cidade cearense de Limoeiro do Norte, apontada pelo programa como detentora de um dos maiores índices de câncer, para afirmar que os dados estatísticos comprovam que esse município está abaixo do índice nacional. Da mesma forma, relacionou a cidade de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, também citada por seu alto índice de casos de câncer.

“A lei brasileira proíbe o registro de qualquer produto com características carcinogênicas”, afirmou. “Precisamos tratar esse assunto com seriedade”, sugeriu a ministra, ao defender uma ação estratégica do setor para vencer o preconceito contra os agroquímicos. Lembrou que muitas pessoas falavam que a produção agropecuária iria “dilacerar” o bioma da Amazônia. “Fizemos o Código Florestal, que antes era ameaçador e agora é citado como referência de uma legislação séria.”

Obs: Matéria atualizada às 19h06.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
imprensa@agricultura.gov.br

Múltis controlam o mercado de sementes

7, maio, 2014 Sem comentários

 

Grupo de seis empresas controla mercado global de transgênicos

13, novembro, 2013 Sem comentários

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Repórter Brasil, 12/11/2013

Por Maurício Thuswohl

Produtividade desacelera na última década

14, outubro, 2013 Sem comentários

Maiores quedas de crescimento da produtividade foram justamente para soja e algodão, culturas que no período avaliado foram convertidas para a transgenia, sobretudo a soja. Como a adoção do milho transgênico é bem mais recente, seu efeito sobre a produtividade da cultura ainda não pôde ser avaliado. Mas a matéria é suficientemente apologética do sistema para não entrar no tema. No caso da cana o doutor entrevistado lamenta que o setor não cresceu porque não fez parcerias com multinacionais como a Monsanto. E volta a pergunta: mas os transgênicos não viriam para aumentar a produção e acabar com a fome no mundo?

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Valor Econômico, 08/10/2013

A despeito do extraordinário [sic] desempenho econômico do agronegócio, a produtividade das lavouras brasileiras cresceu em ritmo mais lento – ou mesmo caiu – na última década. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o rendimento das plantações de grãos e fibras cresceu, em média, 2,56% entre as safras 2003/04 e 2012/13, ante 4,24% nos dez anos anteriores.

As dificuldades impostas por novas pragas (como a ferrugem da soja), mudanças no uso da terra e barreiras à incorporação de novas tecnologias levaram a ganhos mais modestos no campo.

Carro-chefe do agronegócio, a soja explicita essa tendência. Na última década, a produtividade média da cultura cresceu, em média, 1,03% ao ano, ante uma taxa de 2,89% entre 1993/94 e 2002/03 e de 3,69% entre 1983/84 e 1992/93.

Leia mais…

Entrevista com Jean Ziegler sobre fome no mundo e necessidade de apoio à agricultura familiar

14, julho, 2013 Sem comentários

“Todas as pesquisas, não somente no Brasil, apontam que a agricultura familiar é a solução para a fome”.

Jean Ziegler foi relator da ONU para o direito humano à alimentação entre 2000 e 2008

“O poder das multinacionais da área de alimentos é maior que o das petroleiras, são elas quem decidem, a cada dia, com a definição do preço dos alimentos, quem vai comer e viver e quem vai ter fome e morrer”.

A entrevista com o sociólogo suíço foi publicada em 13/07 pelo jornal O Globo.

saiba mais em: http://www.righttofood.org/the-team/jean-ziegler/

A contaminação da ética

4, abril, 2013 Sem comentários

por Agostinho Vieira | O Globo, 04/04/2013

O Brasil caminha a passos largos para conquistar o hexacampeonato. Seria bom que fosse o do futebol, em 2014. Mas não é. Não ainda. Pelo sexto ano seguido (2008/2013) devemos ser os campeões mundiais no consumo de agrotóxicos. Cerca de 20% de todos os inseticidas, fungicidas, herbicidas, nematicidas, acaricidas, formicidas e outros defensivos agrícolas produzidos no planeta são aplicados aqui.

Estão registrados no mercado brasileiro mais de 400 ingredientes ativos que, combinados, se transformam em quase 2.500 fórmulas de agrotóxicos largamente utilizados nas nossas lavouras. Das 50 substâncias mais usadas, 24 já foram banidas nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa e em alguns países da Ásia. Desde 2008, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reavalia a utilização de 14 desses insumos. Apenas dois já foram proibidos e um deverá sair do mercado no meio do ano. Os outros 11 seguem sendo usados em todo o país sem qualquer restrição.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são registradas, todos os anos, cerca de três milhões de intoxicações agudas por agrotóxicos, com 220 mil mortes. Aproximadamente 70% dos casos acontecem nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Mas o pior é que a própria OMS admite que para cada 50 quadros de intoxicação, apenas um é efetivamente notificado e contabilizado.

Para os líderes do agronegócio, no entanto, o uso de defensivos em grande escala é o preço que temos que pagar para ter uma economia agrária pujante e uma balança comercial positiva. As safras recordes garantem os preços baixos, a inflação reduzida e os juros comportados. Temas recorrentes nas páginas de economia. Os agrotóxicos seriam um mal necessário. Única forma de garantir alimentos baratos.

Será? Fico imaginando um plebiscito para ouvir a população sobre o uso desses produtos. Com uma pergunta mais ou menos assim: “A população está crescendo e precisamos alimentá-la. Os agrotóxicos aumentam a produtividade agrícola, mas provocam algumas doenças e mortes. Você concorda com a sua adoção em larga escala no país?” Durante a campanha do plebiscito seriam divulgadas pesquisas e estatísticas de mortes. Cinco mortos no campo e um na cidade é um número razoável? Se forem dez no campo e dois na cidade já seria inaceitável?

É claro que esse exercício é absurdo. E não existe nenhum número “aceitável” de mortes. Na prática, no entanto, é mais ou menos isso que acontece. Sem a consulta popular. Na verdade, a questão principal não é se devemos ou não usar agrotóxicos. Tema polêmico no mundo todo. A pergunta que não quer calar é: por que ainda usamos produtos que já foram banidos no resto do mundo?

Realmente, essa é uma pergunta difícil de responder sem ficar vermelho de vergonha. Será que todos os países que proibiram a comercialização, incluindo os mais desenvolvidos do planeta, estavam errados? Só nós estamos certos? Teria essa gente alegre e bronzeada que vive por aqui menos chances de ser contaminada? É óbvio que não. Trata-se de uma mistura perversa de bagunça, burocracia, lobby eficiente da indústria e um forte interesse econômico.

Pode parecer ingenuidade, mas tenho curiosidade em saber se ao longo desses anos foi registrado algum conflito ético, moral ou mesmo um pouco de culpa. Imagine uma reunião de diretoria de uma dessas grandes empresas químicas. Um dos participantes levanta o braço e diz: “Eu sei que os ambientalistas são uns chatos, reclamam de tudo, mas esse nosso produto já foi proibido em 50 países, será que a gente devia mesmo vender no Brasil?”

Não sei se a pergunta foi feita, mas a resposta é óbvia. Com a crise econômica na Europa e nos EUA, aumenta a oferta de produtos e caem os preços. Produtos proibidos lá ganham ares de oferta por aqui. E o que torna a história ainda mais escabrosa é que vários países baniram a venda, mas não impediram a produção. Ou seja, a fabricação de agrotóxicos gera empregos e divisas lá e contaminação aqui.

Na próxima terça-feira, o gabinete da presidente Dilma e as presidências da Câmara e do Senado vão receber um abaixo-assinado com milhares de nomes. A campanha, encabeçada por entidades de vários setores, pede a suspensão imediata da produção, venda e uso de substâncias que já estão proibidas em outros países. Não dá para saber se o volume de assinaturas se iguala ao dos movimentos “Fora Renan” e “Abaixo Feliciano”. Mas seria bom que não acabasse na mesma gaveta espaçosa.

Com a Monsanto no colo

4, maio, 2010 Sem comentários

Em entrevista à revista Caros Amigos de março, o ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende reconhece que Monsanto faz o que bem quer no País e que governo teve que ceder à influência da empresa. Apesar disso, disse que as decisões da CTNBio são feitas com base em ciência. Confira trecho da entrevista:

(…) Marijane Lisboa – Os movimentos sociais consideram que a atuação da CTNBio tem deixado bastante a desejar do ponto de vista científico. Acabou-se de terminar o mandato de presidente do dr. Walter Colli, e eu gostaria de saber como o senhor se coloca diante das coisas que ele disse. Ele propôs que se anulasse uma instrução normativa que estabelece que depois de liberado no mercado um transgênico deve ser monitorado posteriormente. Defende que se a CTNBio já liberou uma vez porque considera que não há riscos, então não há riscos. Qual é a sua posição?

Quero começar dizendo que sou a favor de todos os avanços da ciência que possam ser utilizados em benefício da população desde que, como você disse, o princípio da precaução esteja norteando tudo. Não sou contra os transgênicos, eu sou contra os transgênicos ruins. A ciência trabalha com melhoramento genético há muito tempo, mas um melhoramento genético feito apenas tradicionalmente. Testa-se dez tipos de sementes diferentes, e aquela mais produtiva você pega. A transgenia permite fazer isso cientificamente. A CTNBio é exatamente uma comissão de biossegurança que por meio de análises científicas pode aprovar ou não liberações comerciais, liberações para pesquisas e assim por diante.

José Arbex Jr. – Fazendo uma pequena recapitulação histórica, vamos lembrar como os transgênicos entraram no Brasil, pelo Rio Grande do Sul e Mato Grosso, contrabandeados em uma operação ilegal de grandes proporções feita por uma empresa conhecida que é a Monsanto. Bem, o governo Lula colocou a Monsanto no colo: “Ah! Vocês infringiram a lei brasileira? Vocês contrabandearam soja transgênica? Tudo bem, o governo vai lhes dar um prêmio, o governo vai autorizar que a partir de hoje vocês liberem a plantação de transgênicos”. Quer dizer, é o fim do mundo. Tinham que prender o executivo da Monsanto. Eu queria saber: a lei brasileira diz que todo produto transgênico tem que ter rótulo dizendo “contém transgênico”. Eu nunca vi isso. A Monsanto pode fazer o que ela quer? O governo Lula deixa a Monsanto fazer o que quiser, pode contrabandear, pode ignorar rótulo, pode tudo?

Eu nunca vi no mercado, eu conheço o rótulo, eu sei que no supermercado que eu vou não tem.

Marijane Lisboa – Os da Bunge foram obrigados a ser rotulados pela Justiça, o Greenpeace pegou um carregamento que era de soja transgênica e aí foi para a Justiça e o juiz obrigou a rotular.

Nós já concordamos que o país está sob influência das multinacinais nas telecomunicações. O presidente Lula entendeu que ele não ia poder fazer tudo que ele gostaria de fazer, e por causa disso muitas pessoas que o apoiaram ficaram radicalmente contra, mudaram de partido e assim por diante. Ele percebeu que o país é muito mais complexo. Você não pega um país que tem 500 anos de história de dominação e diz: “Agora eu vou fazer o que quiser”, tendo a elite que nós temos, com tudo que ela representa. Estamos em um governo bastante realista, que está, na minha visão, fazendo um grande avanço para a população com um todo, mas sem fazer bravata com o sistema que nos domina.

(…)

A gripe suína e a influenza dos laboratórios

22, janeiro, 2010 Sem comentários

LOBBY: Quatorze membros da Assembleia Parlamentar europeia asseguram que as companhias farmacêuticas influíram sobre os responsáveis da saúde pública para promover suas vacinas no episódio do surto de gripe suína. Um especialista da OMS admitiu que seu instituto é financiado por um laboratório.

O jornal argentino Página/12, publicou uma longa reportagem sobre o caso, que foi traduzida para o português por Vanessa Aves. Leia abaixo alguns trechos: Leia mais…