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Curso Internacional Agroecologia e Restauração Ecológica

12, janeiro, 2017 Sem comentários

 

Curso Internacional

Agroecologia e Restauração Ecológica: Agropaisagens Sustentáveis com Resiliência

De 15 a 17 de Março de 2017, Florianópolis – SC

 

Promoção

Sociedad Cientifica Latinoamericana de Agroecología –SOCLA

Centro para la Investigación en Sistemas Sostenibles de Producción Agropecuaria – CIPAV

Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas – PGA/UFSC

Programa de Pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais – PPGRGV/UFSC

Local

Centro de Ciências Agrárias (CCA), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rodovia Admar Gonzaga, 1346, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, CEP 88.034-001

Docentes

Clara Nicholls – Universidade da Califórnia, Berkeley – SOCLA

Enrique Murgueitio – CIPAV, Colômbia

Illyas Seddiqui – PGA e PPGRGV/UFSC, Brasil

Miguel Altieri – Universidade da Califórnia, Berkeley – SOCLA

Zoraida Calle Díaz – CIPAV, Colômbia

Tópicos principais

  • Bases científicas da Agroecologia
  • Função da biodiversidade nos agroecossistemas
  • Conversão de sistemas convencionais ao manejo agroecológico
  • Criação sustentável de bovinos na América Latina e Caribe
  • Sistemas agroflorestais pecuários
  • Sistemas silvopastoris intensivos (SSPi)
  • Avaliação técnica, econômica e de bem estar animal dos SSPi
  • Bases teóricas da restauração ecológica
  • Restauração ecológica em agropaisagens.
  • Agroecologia e resiliência a mudanças climáticas
  • Sistemas Agroflorestais sucessionais
  • Construção e socialização de conhecimentos agroecológicos e agroflorestais para a resiliência socioecológica

Inscrição

O prazo de inscrição e pagamento da taxa do curso é dia 15 de Janeiro de 2017.

Interessados, por favor, enviar email a Rubens Onofre Nodari (rubens.nodari@ufsc.br) ou para Secretaria da SOCLA (m.mayrag.m@gmail.com).

Numero de vagas

30 para profissionais e 15 para estudantes.

Custo

US$ 100 dólares ou valor equivalente em Reais para profissionais e US$ 50 dólares ou valor

equivalente em Reais para 15 estudantes

O pagamento deve ser feito via PayPal ou Skype, cujo acesso está na página www.socla.co (mais detalhes serão informados proximamente). A SOCLA emitirá recibo de pagamento, que não equivale a uma nota fiscal.

Certificado

O certificado de participação será emitido pelos promotores SOCLA, CIPAV, PGA e PPGRGV/UFSC.

Para os alunos do PGA e PPGRGV, o curso poderá ser validado como um crédito em disciplinas

 

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Produção diversificada e acesso a políticas públicas garantem autonomia para famílias agricultoras, revela estudo

3, outubro, 2016 Sem comentários

ASA, 30/09/2016

Por Elka Macedo – Asacom

 

Os quintais produtivos contribuem para a resiliência das famílias agricultoras no Semiárido | Foto: Fred Jordão

A poucos meses da finalização, a pesquisa Sistemas Agrícolas Familiares Resilientes a Eventos Ambientais Extremos no Contexto do Semiárido Brasileiro: alternativas para enfrentamento aos processos de desertificação e mudanças climáticas, realizada pelo Instituto Nacional do Semiárido (INSA) em parceria com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) revelará aspectos relevantes das características e sustentabilidade de agroecossistemas diversificados e especializados de dez territórios do Semiárido.

Iniciada a cerca de três anos, o estudo está sendo desenvolvido em territórios específicos nos estados da Bahia, Piauí, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe. Aproximadamente, 50 famílias agricultoras participam da pesquisa que analisa aspectos econômicos, sociais e ecológicos das experiências, a fim de apontar a viabilidade dos diversos modos de produção, sobretudo, no período de estiagem que já se estende na região por mais de cinco anos.

“Essa pesquisa tem um lugar diferente quando eu olho para a história do Semiárido. Então, como é que a gente olha para este período de seca e para a forma como os agricultores vão construindo alternativas, sobretudo na perspectiva da resiliência. Nós sabemos que agricultores/as que têm água de beber e que têm água de produzir vivem melhor do que outros agricultores, então a nossa ideia não é comparar. A intenção é entender as famílias que têm um conjunto de inovações e, qual a importância do conjunto de estratégias de estoque dessas famílias”, explica o Coordenador do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da ASA, Antônio Barbosa.

Na perspectiva de visualizar caminhos para estas questões, foi realizada nos dias 27 e 28 deste mês, na sede do INSA em Campina Grande-PB, a “oficina de restituição final dos estudos de caso”. O evento reuniu membros de organizações parceiras que se envolveram diretamente nos estudos, no intuito de fazer uma releitura da pesquisa por meio da apresentação dos dados já apurados pelos pesquisadores. As informações foram captadas por meio de ferramentas metodológicas como a linha do tempo, modelização de agroecossistemas, gráficos econômicos e gráficos de atributos, que revelam informações sobre renda, divisão de tarefas, canais de comercialização, áreas de preservação, estoque e outras que demonstram a autonomia dos sistemas produtivos.

Para a bolsista pesquisadora, Roselma Viana que acompanhou o estudo no território do Apodi (RN) “a pesquisa traz diversos resultados, dentre eles destaco a visibilidade da importância do papel da mulher dentro da unidade familiar, da comunidade e do território e a importância das tecnologias sociais para famílias, que além de garantir a segurança hídrica possibilita o aumento da produção ou até mesmo mantê-la durante estiagens prolongadas. Essa é uma metodologia diferenciada, pois prioriza uma pesquisa participativa com base nos diálogos e nas experiências implementadas nos agroecossistemas, além de uma sistematização das estratégias agrícolas e sociais adotadas pelas famílias pesquisadas”, disse.

Embora parta das experiências, a pesquisa tem um papel importante na percepção e análise das transformações sociais nos territórios em que as famílias estão inseridas como salienta a coordenadora da ASA pelo estado da Paraíba, Glória Araújo. “É importante olhar para o território porque é lá que as coisas ocorrem, este é também um lugar de construção do projeto político e sociorganizativo das famílias na perspectiva da convivência e da agroecologia. Não se promove agroecologia e desenvolvimento territorial só dentro do agroecossistema. Neste contexto, o fortalecimento das redes são elementos para a construção de uma nova perspectiva de agricultura e, portanto, a gente tem que sistematizar porque isso serve também para o próprio processo de formação das organizações de agricultores/as”.

Nos dados apresentados durante a oficina é possível perceber e comparar a transformação na vida das famílias agricultoras após o acesso a políticas públicas estruturantes de à água para beber e produzir, crédito, mercados institucionais (PAA e PNAE) e da participação em espaços coletivos de discussão de políticas, a exemplo das associações, grupos, sindicatos e articulações.

Luciano Silveira destaca como a agricultura familiar se desenvolveu nos últimos anos | Foto: Elka Macedo

“A agricultura familiar além de ser majoritária ela é dona de seus meios de produção, ou seja, a terra está nas mãos dos agricultores, mas tem um novo desafio hoje que é a pressão sobre o espaço produtivo porque muitas dessas terras foram partilhadas por herança e você tem um processo de minifundização. A gente vive uma crise agrária e a degradação é enorme. No entanto, nesses últimos 20 anos há um conjunto importante de politicas novas, dirigidas à valorização da agricultura familiar e segurança alimentar que emergem nesse período e que têm uma influencia nas transformações que vivemos no Semiárido”, salienta Luciano Silveira da AS-PTA.

O desfecho do estudo está previsto para novembro deste ano e a apresentação dos resultados finais deve ser feita durante um seminário no primeiro semestre de 2017. Para dar visibilidade ao conteúdo, membros do INSA e da ASA e pesquisadores envolvidos na ação estão se organizando para apresentar a pesquisa em congressos, fóruns e outros eventos, a exemplo da nona edição do Encontro Nacional da ASA (Enconasa), que acontece de 21 a 25 de novembro deste ano em Mossoró-RN.

“A gente tem uma amostra poderosa dos efeitos que geram nos territórios o projeto da convivência com o semiárido. Nós temos condições de gerar demonstrações importantes da viabilidade da convivência e do impacto que isso gera concretamente na vida das famílias. Nosso desafio agora é como a gente dá esse desfecho na pesquisa e em que espaços a gente vai comunicar os efeitos que a pesquisa está demonstrando numa rede gigantesca de organizações que estão atuando no território do Semiárido”, ressalta Gabriel Fernandes, da AS-PTA.

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Agroecology for climate resilience in semi-arid regions

13, fevereiro, 2015 Sem comentários

Agricultures, February 2015

Farmers’ knowledge and agroecological experiences are the cornerstone of resilience. This was the main message coming out of the international seminar Building Agroecological Resilience in Semi-arid Regions, which took place in Campina Grande in Brazil from January 21-23, 2015. The AgriCultures Network supported the seminar, and made contributions from Senegal and Brazil.

The seminar followed two days of field visits to agroecological initiatives in Paraiba, Borborema and Cariri. It  attracted a few hundred farmers, researchers, activists and policy makers.

Reversing hunger with agroecology

The first speaker was Souleymane Cissé of IED Afrique in Senegal, a member of the AgriCultures Network. He emphasised that climate change and droughts are highly worrisome in the Sahel. Recent droughts were responsible for the degradation of 67% of land in the Sahel, where 60% of the food is produced by family farmers. This has its effects on food security with malnutrition reaching 16 million people and generating losses of 9 billion.

Revived traditional agroecological experiences have contributed to reversing the situation of hunger and malnutrition, and also to reducing rural migration of young people to European countries”, Cissé said. Although agroecology is relatively small in Africa when compared to Brazil, Souleymane notes that agroecology is making advances as a result of the growing networks that promote it.

According to Clara Nicholls, coordinator of Redagres Colombia and a member of SOCLA, agroecological systems are much more energy-efficient than conventional systems. Conventional systems spend more energy per unit of production, mainly because they are vulnerable to droughts and only productive with a lot of water, raw materials and energy. The knowledge of farmers is often disregarded in these systems. This is different in agroecology, Nicholls stated: “Agroecology does not work with ready-made recipes, but with mutual learning“.

Democratising access

Video: an impression of the international seminar (in Portuguese)


Video: farmers in Remigio receive visitors from the seminar (in Portuguese)

The seminar, co-organized by AS-PTA, the Articulation of the Brazilian Semiarid (ASA) and the National Institute of the Semi-Arid (INSA), took place at the start of the International Year of Soils.

The concentration of land in semi-arid regions is one of the major obstacles to the resilience of family farmers in the region. Access to land must be democratised and public policies reoriented so that the experience of family farmers who manage to successfully live in and with semi-arid conditions can be multiplied, broadened and consolidated” said Paulo Petersen, executive coordinator of AS-PTA.

ASA, a civil society network, has been engaging with the knowledge and practices of farmers since they were founded, 15 years ago. According to Gloria Araujo, coordinator of ASA, linking this knowledge to policy decisions in essence is a process of democratization.

Luciano Silveira, coordinator of AS-PTA and ASA representative, in the Brazilian semi-arid region, where 35% of family farmers in the country are situated, export oriented agriculture has resulted in a concentration of land and water resources. The problem however is framed as one of ‘drought relief’, rather than one of access. Luciano explained how considerable successes were booked in decentralizing access to resources, especially land and water, by ensuring the economic and social participation of communities. In the end families were better able to cope with periods of drought.

Building new policies from below

Systematizing experiences, facilitating exchange and entering into dialogue with public institutions were important in this process. Over the past 15 years, ASA systematized 1,500 experiences and performed more than 1,300 exchanges with the involvement of 34,000 farmers. By entering into a partnership with the Federal Government, ASA has moreover been able to change public policy, which is now better geared to support these farmers and their practices, through a bottom-up strategy.

Ricardo Padilla from the United Nations Food and Agriculture Organization (FAO) stated how important seminars like these are to bring together different actors and come to joint visions and action in the area of climate change and desertification. This is also what the National Institute of the Semi-Arid (INSA) in Brazil plans to do. At the seminar, participants evaluated the preliminary results of ASA/INSA research on how agroecology was used to build resilience in various regions in Brazil. Ignacio Salcedo, representing INSA, said that they plan to work more closely with social movements and to take on board the knowledge of family farmers in a more integral way.

After the seminar, Souleymane Cissé from Senegal said his participation in the seminar was a great learning opportunity: “I came back from Brazil with a head full of new ideas and insights. Surely this will also inspire our own work in Senegal in the future”.

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