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Arquivo de novembro, 2010

CTNBio libera mais dois transgênicos piramidados

23, novembro, 2010 1 comentário

Mauro Zanatta | VALOR ECONÔMICO, 22/11/2010

Mesmo sob questionamentos judiciais pendentes, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou duas novas sementes geneticamente modificadas de milho no país.

Em reunião ordinária no Recife (PE), o colegiado autorizou, por 17 votos contra três e uma abstenção, a liberação comercial do milho “YeldGardProVT2”, produto resistente a insetos e a herbicidas à base de glifosato da Monsanto. A CTNBio também liberou, por 17 votos contra quatro, o milho que mistura três tecnologias (“Bt11”, “MIR162” e “GA21”) de resistência a insetos e ao glifosato, produzido pela Syngenta Seeds.

Essas variedades de transgênicos “piramidados” ainda são novidade no Brasil por combinar duas ou mais características em um produto. Em maio de 2009, a comissão travou intensos debates em torno dos “piramidados”. Parte dos membros defendia isenção de aprovação desses transgênicos pela CTNBio, já que seriam apenas combinações de modificações já autorizadas em processos anteriores. Outra parcela reivindicava a avaliação normal dos processos.

A CTNBio também aprovou a importação, armazenamento, transporte e comercialização da vacina viva “Poulvac ST” contra salmonella, da Fort Dodge. O placar foi 18 votos favoráveis e três contrários. Outros oito transgênicos não foram avaliados na reunião.

A reunião debateu ainda outros temas polêmicos. O principal foi a nota técnica do presidente do colegiado, Edílson Paiva, rebatendo questionamentos do Paraná contra a liberação comercial de milho transgênico devido à alegada “contaminação” de lavouras convencionais no Estado. Baseado em estudo de fluxo gênico nas lavouras, o Paraná questionou a insuficiência do isolamento de transgênicos e convencionais, e alegou aumento no uso de agrotóxicos devido à existência de insetos resistentes a esses produtos.

Em resposta, Paiva falou em “visão equivocada”, apontou “problemas metodológicos bastante comprometedores” e a “falta de rigor” na condução das pesquisas feitas pelas autoridades estaduais. Paiva afirmou que os autores do questionamento deveriam submeter os resultados de seus estudos a uma revista científica antes de protestar contra decisões da CTNBio.

A posição de Paiva causou polêmica na CTNBio. Muitos membros defenderam que o presidente não deveria ter assinado uma nota técnica em nome do colegiado sem antes consultar o plenário da comissão. Os membros descontentes com a postura de Paiva sugerem um grupo de trabalho para estudar as evidências apresentadas no documento do governo do Paraná. O Ministério Público Federal reforçou os questionamentos e pediu esclarecimentos ao presidente da CTNBio. Ontem, a consultoria jurídica do Ministério da Ciência e Tecnologia apresentou argumentos para defender Paiva. O caso ainda deve ter novos desdobramentos.

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Uso de defensivo por hectare recuou nas últimas décadas

22, novembro, 2010 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 22/11/2010

Ao longo das últimas décadas, a indústria de defensivos registrou uma evolução em seus produtos. Não apenas o volume das doses aplicadas sobre um hectare de lavoura ficou menor, como a toxicidade desses produtos diminuiu.


Em 2008 o Brasil passou a ser o maior consumidor de venenos agrícolas do mundo. Onde está a redução alegada pela indústria?

Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) mostram que, nos anos 60, o Brasil usava, em média, 2,1 quilos de herbicida por hectare. Nesse mesmo período, os produtores usavam, em média, 1,4 quilo de fungicida e 1,1 quilo de inseticida. Quarenta anos depois, o uso médio de herbicida caiu para 242 gramas, de fungicida, para 185 gramas e de inseticidas, para 69,75 gramas por hectare.

“No começo, o objetivo da indústria era criar um produto que fosse eficiente contra o maior número possível de pragas e tivesse o efeito residual o mais longo possível para diminuir o número de aplicações”, diz José Roberto Da Ros, presidente do Sindag. Com o passar do tempo, a legislação dos países evoluiu e o mercado passou a exigir produtos mais especializados. “Dessa forma, o efeito do produto seria só sobre determinada praga, sem interferir no desenvolvimento de insetos, por exemplo, que não fazem mal à lavoura”, diz.

As mudanças tiveram um custo para as indústrias. Da Ros conta que para se chegar a um novo produto, nos anos 60, eram necessárias 10 mil moléculas e até oito anos. Hoje, 200 mil moléculas e ao menos 10 anos de investimentos. “O consumidor ficou cada vez mais influente e fez com que as empresas passassem a ter como meta o desenvolvimento de produtos com mínimo impacto no ambiente e máxima produtividade das lavouras”, diz Da Ros. (AI)

Contexto

Apesar dos avanços da indústria, que coloca no mercado produtos que exigem menos volumes por hectare para o mesmo grau de eficiência, o mau uso dos agrotóxicos por parte dos produtores é um problema recorrente no Brasil. Em seu último levantamento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) observou o uso indiscriminado desses produtos. De 3.130 amostras em frutas, verduras, legumes e grãos à venda para o consumidor, 29% apresentaram problemas, desde uso de defensivos não permitidos para a cultura ou sem registro no país até alto grau de resíduos de agrotóxicos no alimento. Pelo segundo ano, o pimentão teve o maior índice de irregularidades: 80% das amostras foram consideradas insatisfatórias. Em seguida estão uva, pepino e morango. Para o órgão, o resultado é bastante preocupante.

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Indústria busca nova geração de agrotóxico menos agressivo

22, novembro, 2010 Sem comentários

Alexandre Inacio | VALOR ECONÔMICO, 22/11/2010

Antonio Smith, diretor de negócios de proteção de cultivos da Monsanto, diz que a soja Roundup Ready permitiu a redução no uso de defensivos mais tóxicos

Em meio às crescentes discussões sobre sustentabilidade e à adoção de legislações ambientais cada vez mais rígidas, as principais indústrias de defensivos agrícolas – os popularmente conhecidos agrotóxicos – preparam uma nova geração de produtos que devem agradar a produtores rurais e, ao mesmo tempo, receber menos críticas de ambientalistas.

O objetivo dessas empresas é também o grande desafio do setor: o equilíbrio entre a proteção dos cultivos, o aumento da produtividade da lavoura e o menor impacto sobre o ambiente e as pessoas envolvidas no processo. Nesse contexto, os novos defensivos que já chegam ao mercado promovem avanços em três frentes: reduzem o volume de doses aplicadas, solucionam o problema da resistência e fazem combinações para proteção de lavouras contra duas pragas, usando apenas um produto.

Uma das maiores indústrias químicas do mundo, a multinacional alemã Basf lançou no ano passado um produto que consegue ser eficiente tanto contra fungos quanto insetos. De acordo com Oswaldo Marques, gerente de marketing para cultivos extensivos da empresa, em vez de o agricultor usar, por exemplo, 200 mililitros, sendo 100 para um inseticida e outros 100 para um fungicida, ele poderá concentrar o combate às duas pragas em 100 mililitros de um único produto.

“Estamos retirando do mercado os mais antigos e substituindo por outros que combinem características e ações”, informa Marques. “Além disso, seguimos com nossas pesquisas para o desenvolvimento de novas moléculas mais eficientes”.

Já a suíça Syngenta aposta no desenvolvimento de novas formas de ação de seus produtos. A ideia é que os defensivos atuem sobre as pragas em locais diferentes dos quais agem atualmente – como no sistema muscular, respiratório e nervoso, entre outros -, combatendo problemas de resistência, como os já identificados nos EUA e Argentina no caso do glifosato.

“A importância disso está no fato de que, em vez de elevar a dose para controlar uma praga, o produtor use, com outro produto, a mesma dose ou possivelmente um volume ainda menor e tenha um efeito melhor”, afirma Fernando Gallina, diretor de pesquisa e desenvolvimento de proteção de cultivos da Syngenta para a América Latina.

Segundo Gallina, a estratégia da Syngenta para tornar seus produtos mais sustentáveis passa pelo manejo na resistência das pragas, mas também pela redução dos riscos para a saúde e o ambiente. Por isso, as pesquisas da Syngenta seguem também no tratamento de sementes – com objetivo de proteger a semente e usar menos defensivos posteriormente – e formulações mais adequadas, com a liberação controlada dos produtos.

As apostas das multinacionais, contudo, não preveem apenas o desenvolvimento de novos defensivos para a agricultura. No caso da americana Monsanto, os planos da empresa seguem a linha da biotecnologia, deixando um pouco para trás os investimentos em novos ingredientes ativos. “A escolha pela biotecnologia foi a nossa opção. A soja Roundup Ready foi nosso primeiro produto de biotecnologia e permitiu a redução de 50% em cinco anos no uso de defensivos das classes um e dois, que são os de maior toxicidade”, diz Antônio Smith, diretor de negócios de proteção de cultivos da Monsanto.

Na avaliação de Smith, redução semelhante poderá ser observada também com o milho e o algodão resistentes a insetos. A Monsanto tem direcionado boa parte de seus investimentos para a inclusão de mais de uma característica de resistência a pragas na mesma semente. “Temos o compromisso de dobrar a produtividade das culturas em que atuamos até 2030 e reduzir a necessidade dos recursos naturais em um terço”.

Outro foco de ação é a redução da toxicidade dos produtos que chegam ao mercado, aliada a uma redução do tamanho das doses aplicadas. A americana DuPont desenvolveu uma família defensivos que já é considerada uma das mais revolucionárias. A empresa chegou a um inseticida para soja em que a dose aplicada por hectare varia de dois a dez gramas, dependendo do inseto a ser combatido.

Além do baixo volume, o produto tem um grau de toxicidade de apenas 5 mil mg/quilo na unidade de medida de dose letal (DL50) – concentração de produto capaz de matar 50% dos animais em teste. Quanto maior o volume, menor o grau de toxicidade do produto, uma vez que é necessário um volume maior de produto para matar a mesma quantidade de animais.

“Para chegar à molécula com essas características foram necessárias 2.500 outras moléculas. Também pesquisamos produtos para pastagem e um fungicida para legumes e hortaliças, em que a necessidade é de quatro gramas por hectare”, diz Marcelo Okamura, diretor de marketing da DuPont.

Comentário: Dados da Secretaria de Agricultura do Paraná revelam que enter 2005 e 2007 aumentaram 85% as aplicações de Gramoxone e 52% as de Tordon (2,4-D) nas áreas de soja transgênica. Exatamente o oposto da redução de venenos classes I e II alegada na reportagem pelo representante da Monsanto.

OBS: O profissional deve está cadastrado do SICAF (Cadastro de fornecedores para o Governo federal)

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Sementes crioulas preservadas

18, novembro, 2010 Sem comentários

Zero Hora-RS, 12/11/2010

Projeto selecionou 22 produtores como guardiões da espécie

Lavouras de milho começam a se desenvolver em todo o Estado, mas, em Tenente Portela, têm um ingrediente especial: a utilização de sementes crioulas, com o objetivo de que as espécies não se percam em meio ao uso dos transgênicos.

O agricultor Leonel Lanz de Azevedo, 49 anos, maneja as sementes crioulas de milho como se fossem um tesouro. Cuidadosamente, coloca-as em garrafas. Tem consciência de que ali está guardando sua contribuição para a manutenção de uma espécie.

Morador de Alto Alegre, interior de Tenente Portela, onde cultiva dois hectares para subsistência, Azevedo é um dos 22 “guardiões” das sementes selecionados pela prefeitura para a missão de preservar espécies crioulas.– São sementes passadas de geração em geração. Sinto muito orgulho em preservá-las – explica o agricultor. Mesmo sabendo que a espécie não é tão rentável quanto o milho transgênico [ponha os custos na ponta do lápis e verá que a realidade é outra], conhece a importância da missão.

O programa Guardiões da Agrobiodiversidade é uma iniciativa do Departamento de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural de Tenente Portela, em parceria com a Emater, o Conselho de Missão Entre Índios (Comin), o Conselho Intereclesial de Igrejas e o Ministério da Agricultura.A iniciativa reúne ainda três grupos indígenas, que preservam espécies nativas.

Os guardiões recebem recursos para subsidiar o plantio das variedades e acompanhamento de técnicos para organização, planejamento da produção e melhorias nas propriedades. Até o momento, já foram identificadas e estão sendo resgatadas 14 variedades de milho crioulo e uma de milho nativo.

A Embrapa desenvolve programa semelhante. O grande diferencial das sementes crioulas está na qualidade da alimentação que proprocionam, como explica o pesquisador do órgão Gilberto Bevilaqua:

– Muitas chegam a ter 10, 20 vezes mais aminoácidos essenciais, minerais e outros micronutrientes.


Biopirataria

18, novembro, 2010 Sem comentários

da Coluna do Boechat, Revista Isto É, 17/11/2010

Que rolo!

Pioneiro na pesquisa de produtos transgênicos no Brasil, o cientista da Embrapa Elibio Rech sentiu o lado amargo do seu trabalho. Acaba de ser multado em cerca de R$ 100 mil pelo Ibama. O órgão alega que ele pegou sem licença aranhas nativas na Mata Atlântica, na Amazônia e no Cerrado. O estudo dos genes que Rech faz visa a produção de um fio sintético mais forte que o aço, a partir das teias das aranhas. Os ministérios da Ciência e Tecnologia e da Defesa apoiam o pesquisador.

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O problema da vizinhança

16, novembro, 2010 Sem comentários

Reportagem de Marina Lopes para o Zero Hora (13/11) revela o problema enfrentado em Uruguaiana (RS) por produtores vizinhos de arrozeiros. O nome do produto não é citado, mas o fato é que os venenos aplicados no arroz são carregados pelo vento e estão afetando a produção de hortaliças dos agricultores vizinhos.

O destaque da matéria vai para o pouco caso feito pelo pesquisador do IRGA, para quem a contaminação das hortaliças não causa danos à saúde dos consumidores. Fala como se fosse esse o problema. Além da impossibilidade de evitar a contaminação de suas plantações por agrotóxicos indesejados, produtores da região já relataram prejuízos de até 80%.

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Herbicida divide Uruguaiana

Produto usado no arroz estaria causando danos a pequenos produtores

Um impasse entre pequenos agricultores e arrozeiros de Uruguaiana migrou das lavouras para a promotoria e a prefeitura. Denúncias de uso indevido das pulverizações com herbicidas motivaram uma apuração do Ministério Público e uma audiência pública, realizada ontem.

De 2009 para cá, o vereador Luis Risso (PMDB), organizador da audiência pública, recebeu 50 reclamações de produtores de hortaliças e pequenas culturas de que as pulverizações com herbicidas em lavouras de arroz acabam, conforme a intensidade do vento, atingindo e danificando plantações em áreas limítrofes.

Ademir Bertolo e Derlei Vasconcellos têm cerca de um hectare e registraram o prejuízo na Polícia Civil e procuraram a promotoria.

– No ano passado, perdi 80% do que plantei. Este ano, tive de replantar 40%. E o principal mercado para o qual eu fornecia hortaliças me dispensou, porque o consumidor reclama que a folha tem sinais de agrotóxico – explica Vasconcellos.

O diretor técnico do Instituto Riograndense do Arroz (IRGA), Valmir Menezes, explica que não há relato de que o consumo humano de hortaliças atingidas cause dano à saúde:

– Mas é preciso bom senso entre vizinhos produtores, e que os arrozeiros evitem aplicações aéreas, em que o risco de deriva é maior.

Walter Arns, presidente da Associação dos Arrozeiros da cidade, diz que a entidade defende as boas práticas e já treinou mais de cem pessoas para aplicação correta de agroquímicos. O promotor Cláudio Ari Mello ouvirá as partes até o final do mês.

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Confira também: O prejuízo que vem do vizinho – Fruticultores reclamam de perdas na produção

Brasil livre de transgênicos

13, novembro, 2010 Sem comentários

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Cresce rejeição dos europeus aos transgênicos

12, novembro, 2010 Sem comentários

Notas enviadas pelo GMWatch em 12/11 sobre nova pesquisa de opinião sobre biotecnologia divulgada pelo Eurobarometer.

A pesquisa mostra que para o público europeu a comida transgênica não oferece benefícios, é insegura, injusta e preocupante.

De 1996 a 2010, os levantamentos realizados pelo Eurobarometer identificaram uma queda na tendência de apoio aos transgênicos na Europa, sendo que hoje são apenas 5% os que apoiam os fortemente.

Mesmo na Espanha, um dos países que mais defendem os transgênicos no continente e que cultiva milho GM comercialmente, em cinco anos caiu em 20% o apoio da população aos transgênicos.

O levantamento também registrou forte oposição à clonagem animal, com apenas 18% dos entrevistados manifestando-se favoravelmente à técnica. (p.41-45)

Alguns resultados:

=> 61% dos entrevistados são contrários aos alimentos transgênicos (no levantamento de 2007 essa taxa era de 58%)

=> 70% acreditam que os transgênicos são fundamentalmente antinaturais

=> 59% avaliam que os transgênicos não são seguros para sua saúde nem para a de sua família

=> 58% afirmam que os transgênicos não são seguros para as futuras gerações

=> menos de 1/3 dos entrevistados acredita que os produtos transgênicos são bons para a economia.

A pesquisa também aponta elevada conscientização sobre o tema (84%).

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Notas:

Special Eurobarometer 341 – 73.1 on Biotechnology.

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_341_en.pdf

Special Eurobarometer 295- 68.2 Attitudes of European citizens towards the Environment

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_295_en.pdf

The report specifically states that 63% of Europeans who have heard of GM food voice concern about the health effects of GM food compared to only 44% of those who had not heard of GM food prior to the survey. Overall, 64% of European respondents who have heard of GM food consider that its development should not be encouraged compared to 45% who had not heard of it.

Estudo relaciona bisfenol a redução de espermas em homens

12, novembro, 2010 Sem comentários


Novo estudo publicado na revista Journal of Fertility and Sterility revela que exposição ao bisfenol A (BPA) reduz qualidade do sêmen e da contagem de espermas

“Comparando-se a homens em que não se detectou BPA na urina, aqueles com BPA detectável tinham risco 3 vezes maior de redução da concentração e da vitalidade de espermas, risco 4 vezes maior de menor contagem de espermas e mais de o dobro do risco de redução da mobilidade do esperma”, disse o líder da pesquisa doutor De-Kun Li, epidemiologista perinatal e reprodutivo da Kaiser Permanente’s Division of Research in Oakland, Califórnia.

O bisfenol A é um produto químico gerado na produção de plásticos policarbonados e resinas epóxi encontradas em mamadeiras, recepientes plásticos, agrotóxicos, revestimentos de latas de conservas de bebidas e alimentos entre outros.

Embora estudos anteriores tenham mostrado efeitos prejudiciais do BPA no sistema reprodutivo de camundongos e ratos, este é o primeiro a relatar efeitos adversos em humanos, vinculando o BPA à redução da qualidade do sêmen.

Medscape Medical News – Exposure to Bisphenol A Linked to Reduced Semen Quality , 28/10/2010.

http://www.medscape.com/news

Saiba mais sobre o assunto em http://www.nossofuturoroubado.com.br/


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Ministro peruano adverte sobre pressão pelos transgênicos

11, novembro, 2010 Sem comentários


“Há uma pressão muito forte sobre o Ministério do Meio Ambiente (Minam) para que o país permita o plantio de transgênicos”, alertou o titular da pasta Antonio Brack.

Segundo o ministro, a discussão com o Ministério da Agricultura está travada. Ele insiste no projeto de lei que tramita no Congresso, que declara moratória aos transgênicos.

Brack lembrou que a legislação peruana sobre biossegurança foi elaborada antes da criação de seu ministério e que por isso é urgente que se adeque a regulamentação da atividade. “Não somos contra os transgênicos, somos sim a favor de regulamentar nossos recursos genéticos”, destacou.

O ministro Brack reafirmou sua posição de privilegiar a proteção e o desenvolvimento dos recursos genéticos do país antes de se promover o uso de organismos geneticamente modificados. O ministro informou que atualmente 55 mil agricultores contam com certificação internacional orgânica.

“O consumo de produtos orgânicos está crescendo de forma acelerada no mundo todo e esse é o nosso futuro”. Em nota, comentou que cerca da metade das agroexportações do Peru são de produtos naturais.

Peru21.pe, 02/11/2010.

http://peru21.pe/noticia/662897/brack-advierte-presiones-transgenicos


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Agrotóxicos, Saúde e Meio Ambiente: o direito à informação

11, novembro, 2010 Sem comentários

Com o objetivo de discutir e combater os problemas que os agrotóxicos causam à saúde do trabalhador, ao consumidor e ao meio ambiente, acontece nos dias 25 e 26 de novembro, em Recife (PE), o Congresso “Agrotóxicos, Saúde e Meio Ambiente: o direito à informação”. Gratuita e aberta ao público, a atividade oferece 150 vagas. Os interessados têm até as 12h do dia 18 de novembro para se inscreverem pelo portal da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), instituição realizadora do congresso. O endereço é o www.esmpu.gov.br, link “Inscrições”.

Entre os objetivos do congresso está a criação de uma rede nacional de proteção ante os impactos causados pelos agrotóxicos, inclusive no combate ao contrabando, assunto que deve ser debatido ao longo de toda a atividade. A programação incluirá palestras temáticas apresentadas por acadêmicos, especialistas e membros do Ministério Público. A atuação dos órgãos reguladores do Estado no controle dos agrotóxicos no Brasil, a responsabilidade civil e penal ante a contaminação por defensivos agrícolas e o direito à informação serão alguns dos temas em destaque.

A atividade terá carga horária de 14 horas-aula e todos os participantes receberão certificado emitido pela ESMPU. Outras informações podem ser obtidas no portal da Escola na internet (www.esmpu.gov.br) ou pelo e-mail inscricoes@esmpu.gov.br.

Serviço:

Congresso “Agrotóxicos, Saúde e Meio Ambiente: o direito à informação”

Quando: 25 e 26 de novembro de 2010

Onde: Auditório Edson Hatem da Fundacentro – Rua Djalma Farias, 126 – Torreão – Recife (PE)

Vagas: 150 (abertas ao público)

Inscrições: até as 12h de 18 de novembro, pelo sítio www.esmpu.gov.br

Informações: inscricoes@esmpu.gov.br

Assessoria de Comunicação
Escola Superior do Ministério Público da União (61) 3313-5132 / 5126 Twitter: @escolampu

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Grama transgênica é encontrada no estado de Oregon

10, novembro, 2010 Sem comentários

Plantas de bentgrass Roundup Ready foram encontradas em Malheur County; contaminação pode ter se originado de campo experimental de 2005

A professora da unversidade Oregon Carol Mallory-Smith confirmou a presença de plantas de transgênicas de bentgrass crescendo em vários quilômetros de canais de irrigação e nas margens das áreas cultivadas entre Ontario e Nyssa.

O alerta foi feito por um morador de Malheur County que descobriu as plantas resistentes ao herbicida Roundup (glifosato) e enviou amostras da planta para a universidade. Os testes confirmaram tratar-se de variedade transgênica.

Mallory-Smith suspeita que as plantas tenham se espalhado de um campo de sementes plantado em 2005 ao longo do rio de Malheur, perto de Parma, Idaho.

A grama transgênica pra campos de golf foi desenvolvida Scotts Co. E sobre ela seria aplicado o herbicida da Monsanto.

Em 2007 a Scotts foi condenada a pagar multa de 500 mil dólares por ter descumprido as regras americanas sobre condução de experimento a campo com plantas transgênicas. A decisão abarcou os experimentos com bentgrass (Agrostis spp.) em Oregon e outros 20 estados.

Um ano depois, um estudo confirmou que o transgene da grama modificada não só foi encontrado fora dos campos experimentais, como continuou a se espalhar durante 3 anos após a interrupção do experimento. Já em 2004, pesquisadores da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) em Corvallis mostraram que o pólen da grama foi disperso a até 21 km na direção do vento, superando muitas das estimativas existentes.

Com informações de Capital Press, 09/11/2010.

http://www.capitalpress.com/oregon/ml-gmo-bentgrass-111210


Paraguai bane endossulfam

10, novembro, 2010 Sem comentários

Fica proibida sua utilização em frutas e hortaliças; aplicações terrestres serão gradualmente reduzidas

O Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e de Sementes (SENAVE) suspendeu a emissão de novos registros e a importação de produtos técnicos e formulados à base de endossulfam, em todas suas concentrações.

A medida, estabelecida pela resolução 635/10 de 02 de novembro, proíbe o uso deses produtos em frutas e hortaliças e estabelece sua suspensão gradual em culturas extensivas, no prazo de dois anos.

A partir de agora estão proibidas as aplicações aéreas do produto, ficando seu uso restrito às aplicações terrestres.

O agrônomo Jorge Torres, diretor de Agroquímicos do Senave, destacou que a medida atende a recomendação da Convenção de Rotterdam, e explicou que as empresas terão prazo de 45 dias para apresentar informes sobre estoques e projeções de venda ou uso do produto.

Os produtos que haviam recebido autorizações prévias para importação poderão ingressar no país.

Após o prazo de 2 anos, os produtos à base de endossulfam deverão ser recolhidos, desativados ou destruídos pelo registrante ou importador.

Senave, 04/11/2010.

http://www.senave.gov.py/noticias.php?cd=55

Pó de rochas recuperam solos no Sul do país

9, novembro, 2010 Sem comentários

Melhores resultados aparecem quando rochagem é complementada por técnicas que promovem a vida no solo, como adubação verde, orgânica, plantio direto, rotação de culturas e eliminação de herbicidas.

Leia reportagem publicada pelo Correio Riograndense, de Caxias do Sul, em 13/10/2010.

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Bayer é multada em US$ 3,3 milhões por propaganda enganosa

8, novembro, 2010 Sem comentários

Se é Bayer…

Laboratório farmacêutico Bayer pagará US$ 3,3 milhões por propaganda enganosa de vitaminas

Portal Terra, 27/10/10

O laboratório farmacêutico alemão Bayer deve pagar US$ 3,3 milhões a três Estados americanos por ter propagado sem provas científicas as propriedades anticancerígenas de um coquetel de vitaminas.

O grupo havia promovido essas vitaminas “One a Day Men’s” como componentes que ajudariam na redução dos riscos de câncer de próstata, em publicidades usando jogadores da Liga Nacional de Baseball (MLB) como modelos.

O laboratório “sabia ou deveria saber que seu coquetel de vitaminas não reduz os riscos de desenvolver este câncer, e que grandes doses de certas vitaminas podem até mesmo aumentar o risco para alguns homens”, escreveu a procuradora de Illinois Lisa Madigan no veredicto.

O grupo que inventou a aspirina deve pagar US$ 3,3 milhões aos Estados de Illinois, Califórnia e Oregon, que serão destinados principalmente a propagandas contendo informações corretas para os consumidores, segundo um acordo judicial.

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