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Arquivo de março, 2013

Pesquisadores da Fundação MT estudam controle da Helicoverpa armigera

28, março, 2013 Sem comentários

Agrolink, 28/03/2013

“a precaução é a melhor saída para quem não quer ter dor de cabeça com esta praga” …

Pesquisadores da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, estão trabalhando na busca por informações sobre o manejo, controle e comportamento da lagarta Helicoverpa armigera, que vem atacando as culturas de soja, milho e algodão em vários estados do Brasil e já causou prejuízos para produtores rurais, principalmente para os da Bahia, onde a incidência da praga foi altíssima nesta safra.

Após participar ativamente da identificação da espécie, agora a Fundação MT foca seus esforços em duas frentes de trabalho. A primeira é a busca por opções de manejo e controle. Além de experimento, dois pesquisadores da instituição estão na Austrália, país que já teve problemas com esta lagarta e já a tem sob controle. Eduardo Kawakami, pesquisador da Fundação MT, conta que os produtores australianos por três vezes tiveram quebra na safra do algodão por causa de problemas com pragas, inclusive a Helicoverpa, por isso hoje obedecem a risca as medidas sanitárias de manejo, conhecido como RMP (Resitance Management Plan). Esse programa tem como objetivo fundamental, evitar que ocorra o surgimento de populações de lagartas resistentes a inseticidas e principalmente as tecnologias Bts disponíveis no mercado. O pesquisador, que está na Austrália, cita que há diferenças da agricultura do Brasil e da praticada lá, mas que é possível aproveitar muito com as experiências deles.

Outras informações estão sendo levantadas pelos pesquisadores da Fundação MT. “Eles estão em contato com produtores e pesquisadores da Austrália que convivem há mais de dez anos com a Helicoverpa, conhecem o controle e podem nos dar subsídios para montarmos um plano de manejo de controle desta praga nova na agricultura brasileira. Eles também vão verificar sobre a adoção de tecnologias como uso de cultivares resistentes para combate desta lagarta”, explica Lúcia Vivan, entomologista da Fundação MT.

A segunda frente de trabalho tem o objetivo de organizar um workshop para discussão do tema passando por aspectos técnicos, manejo e controle, ameaça para o MT e experiências da classe produtora e científica com a praga.

Enquanto isso, Vivan alerta sobre a importância da classe produtora ficar atenta e tomar medidas preventivas. Monitoramento da lavoura é uma das principais recomendações enquanto não há um protocolo de manejo para controle da Helicoverpa. “Mesmo que a incidência desta praga foi pequena em Mato Grosso, a precaução é a melhor saída para quem não quer ter dor de cabeça com esta praga. Melhor agir preventivamente antes do problema se instalar no estado”.

Outra recomendação citada pela pesquisadora é uso de um produto importado liberado recentemente pelo governo brasileiro e que já é adotado no controle da lagarta em países como os Estado Unidos, Japão, União Europeia e África.

“A partir das informações que serão trazidas pelos nossos colegas da Fundação MT e mais as informações que continuamos coletando nos campos experimentais com um trabalho de investigação específico sobre a Helicoverpa, vamos poder ajudar o produtor na tomada de decisão e apresentar medidas de controle desta lagarta”, afirma a pesquisadora. Segundo ela o plano de manejo regional da praga terá como base o manejo integrado de pragas que é já usado no Brasil.

Estudo da Helicoverpa – Lúcia Vivan investiga a presença desta lagarta desta a safra 11/12. Em Mato Grosso, Vivan a encontrou na lavoura de milho na região Sul e Sudeste do estado. A presença desta praga em Mato Grosso foi considerada normal, diferente do que foi registrado na Bahia, onde desde a safra passada, ela apareceu no algodão e causou muitos prejuízos.

Nesta safra (12/13) o trabalho da entomologista começou no ciclo da soja para saber qual a espécie da praga, se era zea, gelotopoeon ou armigera. “No primeiro momento avaliei a presença de lagartas da Helicoverpa, porque a olho nu ela se parece com a lagarta da maça (Heliothis virescens). Depois com a confirmação que ela estava presente na lavoura, passei a fazer amostras para identificar a espécie”, relata a entomologista.

Um trabalho conjunto da Fundação MT, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Embrapa possibilitou a identificação da espécie da Helicoverpa presente em lavouras além de soja, milho e algodão, nas de feijão, sorgo e milheto no Brasil.

“Nós avaliamos a presença da lagarta, realizamos coleta, fizemos separações dos machos e fêmeas, investigamos as ações dela nas lavouras, mandamos amostras coletadas nos campos experimentais para um taxonomista, e por fim o trabalho em conjunto possibilitou a identificação da espécie”, explana Vivan.

De acordo com a pesquisadora a lagarta é muito agressiva, ataca folhas das plantas, vagens e consomem os grãos, na cultura do algodão se alimenta das folhas, flores e maças. “Há relatos de produtores na Bahia que chegaram a fazer mais de seis aplicações de inseticida. É uma praga com alta capacidade para adquirir resistência. Por isso é importante a união neste momento de todos, governo, entidades de classe, instituições de pesquisa, produtores e empresas para a montagem de um plano de controle imediato da Helicoverpa”, finaliza Vivan.

Cooperativas reforçam projeto de sementes crioulas no Paraná

26, março, 2013 Sem comentários

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Globo Rural destaca agroecologia para convivência com o semiárido

24, março, 2013 Sem comentários

O programa deste domingo trouxe matéria sobre o trabalho da AS-PTA e entidades parceiras na Paraíba mostrando como o enfoque da agroecologia tem permitido que agricultores da região atravessem períodos de seca mantendo a produção e o acesso à àgua.

Assista à reportagem: http://globotv.globo.com/

 

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Mini-curso na Associação Biodinâmica

24, março, 2013 1 comentário

CURSO

dias 06 e 07 de abril, na ABD Associação Biodinâmica, Botucatu – SP

por Prof. Dr. Andreas Attila de Wolinsk Miklós

“Modo de concepção de gênero alimentício, tríplice necessidade nutritiva e desenvolvimento humano. De Zaratustra à Pedra Fundamental da Antroposofia de Rudolf Steiner. Atualização do fenômeno de Paulus em Damasco, Não – Eu; mas o Cristo em Nós.”

· I PARTE: A Terra e o Homem

o Papel dos seres vivos na organização e dinâmica da paisagem.

o Biodiversidade e renovação das terras.

o A polaridade associação x dissociação como fenômeno vital global.

o Natureza, balanço dos quatro elementos: terra – água – ar – calor.

o Trimembração do organismo social.

o Sociedade: balanço da vida cultural, político-jurídica e econômica.

o Erosão social e natural: uma questão nutricional.

 

· II PARTE: Tríplice necessidade nutritiva e modo de concepção de gênero alimentício sob a luz da Antroposofia.

o Ciência Natural e Ciência do Espírito.

o Fundamentação espiritual para a prosperidade da agricultura.

o Tripartição do organismo agrícola e do ser humano.

o Individualidade agrícola e tetramembração do ser humano.

o O vir a ser forma viva.

o Tríplice necessidade nutritiva e desenvolvimento humano.

o Nutrição física, respiratória e sensória.

o O valor nutritivo do gênero alimentício.

 

· III PARTE: De Zaratustra à Pedra Fundamental da Antroposofia. Agricultura antroposófica pentecostal e micaélica.

o O ideal científico da Antroposofia.

o Natureza humana, vida anímica e Cristo-Etérico.

o Tríplice mistério solar.

o Culturas perso-suméricas e egipto-caldaicas e nutrição.

o Agricultura antroposófica, seres elementares, ariman, lúcifer, Cristo, nutrição e desenvolvimento humano.

o Encarnação dos fundamentos espirituais para a prosperidade da agricultura na Pentecostes de pós-Pedra fundamental. Luz-Divina; Cristo–Sol.

o Atualização do fenômeno de Paulus em Damasco; Não – Eu, mas o Cristo em Nós.

 

· IV PARTE: Agricultura industrial, transgenia, subdesenvolvimento humano, encarnação do homem-máquina e recrucificação do Cristo-Etérico.

o Hino à Demeter e o Mistério de Elêusis. Drama agrícola atual.

o Agricultura industrial, hidroponia, transgenia, nutrição humana e subdesenvolvimento humano. Encarnação do homem-máquina.

o Clonagem, bioengenharia, biocibernética, eletromagnetismo e o homem biônico.

o Transgenia, as borboletas e o mundo espiritual.

o Clonagem humana e o eclipse solar de 1999 no signo do animal apocalíptico.

o Aprisionamento da alma humana.

o Jundhi Shapur, o aniversário de 1998 e Apocalipse de João.

o A fazenda São Francisco da Vereda sob a luz da Antroposofia.

o Rudolf Steiner e seu mestre. Luz e Trevas.

o A humanidade do homem, as hierarquias espirituais e o significado do nome Michael.

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Instrumentos jurídicos de proteção e valorização da sociodiversidade

24, março, 2013 Sem comentários

CURSO DE EXTENSÃO

Instrumentos jurídicos de proteção e valorização da biodiversidade e da sociodiversidade

Escola Nacional de Botânica Tropical – Rio de Janeiro – RJ

Professora: Juliana Santilli

Nível: Superior | Carga Horária: 20 horas

Público Alvo e Pré-requisitos: alunos dos cursos de pós-graduação lato sensu, stricto sensu, especialização e extensão da Escola Nacional de Botânica Tropical, pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e profissionais de outras instituições, como botânicos, biólogos, engenheiros florestais e ambientais, profissionais do Direito, gestores de unidades de conservação ambiental, etc. que lidam com a gestão, a conservação e o manejo sustentável da biodiversidade e da sociodiversidade associada.

Não há nenhum pré-requisito específico, além de formação superior. O curso adota abordagem interdisciplinar, sendo aberto a profissionais com diferentes formações acadêmicas.

Número de Vagas: 25

Realização: 25, 26 e 27 de abril (de 8:30 h às 17:30h, nos dois primeiros dias e de 8:30 às 12:30h, no último dia)

Inscrições: a partir de 25 de março (valores a confirmar)

Local: Escola Nacional de Botânica Tropical

 

Programa:

A Constituição brasileira: novos paradigmas para a conservação da diversidade biológica e cultural e a transversalidade da questão ambiental. A função socioambiental da propriedade.

Interfaces entre a proteção constitucional à diversidade biológica e à diversidade cultural.

Convenção da Diversidade Biológica (CDB): histórico, conceitos, princípios, instrumentos e mecanismos principais. Soberania dos países de origem. Consentimento Prévio Fundamentado e Repartição Justa e Eqüitativa dos Benefícios. Conservação in situ: áreas protegidas, territórios indígenas e corredores ecológicos. Conservação ex situ: bancos de germoplasma, herbários, jardins botânicos, etc. Protocolo de Nagoya à Convenção da Diversidade Biológica (CDB)

Interfaces entre diversidade biológica e diversidade cultural: Sociodiversidade e etnoconhecimento. Populações tradicionais e biodiversidade. Conhecimentos, inovações e práticas de povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais relevantes para a conservação da biodiversidade: o artigo 8 (j) da CDB. Biodiversidade, biotecnologia e propriedade intelectual: necessidade de compatibilizar a CDB e o Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (TRIPs) da Organização Mundial do Comércio (OMC). A revisão do artigo 27.3 (b) do TRIPs. Lei de Propriedade Intelectual (9.279/1996) e de Proteção de Cultivares (9.456/1997): aspectos relacionados à biodiversidade. Medida Provisória no. 2.186-16, de 23/08/2001: regulamenta a aplicação da CDB no Brasil. A proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado, a repartição de benefícios e o acesso à tecnologia para sua conservação e utilização. Histórico e aspectos jurídicos gerais. Autorizações de acesso e contratos de repartição de benefícios. Composição e funcionamento do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN).

Tratado Internacional da FAO sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura: conservação e uso sustentável da agrobiodiversidade, sistema multilateral de acesso e repartição de benefícios. Direitos dos agricultores e suas interfaces com a agrobiodiversidade . Política Nacional de Agroecologia e de Produção Orgânica (Decreto 7.794/2012): diretrizes, instrumentos, mecanismos e instâncias de gestão. Produtos da sociobiodiversidade e conservação da agrobiodiversidade dentro do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional: :

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC, Lei 9.985/2000, decretos 4.340/2002 e 5.746/2006 e instruções normativas mais importantes do ICM-BIO): visão geral, normas de manejo e principais categorias de unidades de conservação de proteção integral e de uso sustentável. Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas (Decreto 5.758/2006).

Criação, implantação e gestão de unidades de conservação. Plano de manejo e conselhos consultivos e deliberativos de unidades de conservação. Gestão compartilhada com OSCIP. Compensação por significativo impacto ambiental, reassentamento de populações tradicionais.

Outras áreas protegidas: Reservas da Biosfera. Cavidades naturais subterrâneas. Bens arqueológicos. Territórios indígenas e de Quilombolas. Direitos de populações tradicionais e a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (Decreto n• 6.040/2007). Responsabilidade civil, criminal e administrativa por danos às unidades de conservação ambiental.

Bens culturais e sua proteção jurídica: tombamento, registro de bens culturais e chancela de paisagens culturais. Indicações geográficas e os produtos da sociobiodiversidade. Leia mais…

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Milho pipoca

23, março, 2013 Sem comentários

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Alta incidência de lagartas no milho preocupa

22, março, 2013 Sem comentários

Diário de Cuiabá, 22/03/2013 [via Agrolink]

Produtores da região de Campo Verde (139 quilômetros ao sul de Cuiabá) estão preocupados com a incidência de lagartas nas lavouras de milho Bt (Bacillus thuringiensis). O milho Bt é uma designação genérica para os materiais geneticamente modificados que são tóxicos para algumas espécies de lagartas e outros insetos. Os agricultores procuraram a comissão de Gestão da Produção da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), que organizou uma visita técnica a algumas lavouras no último dia 14, acompanhada do pesquisador e doutor da Embrapa Agrossilvipastoril, Rafael Pitta.

Pitta coletou amostras de lagartas para ensaios de resistência. Assim, ele poderá quantificar a taxa de sobrevivência destes indivíduos. No local, o pesquisador observou a presença da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e não da lagarta-da-espiga de milho (Helicoverpa zea), como os produtores rurais do município suspeitavam.

Segundo Pitta, as lagartas estão em diferentes níveis de infestações em cultivares de milho com tecnologias Cry1F e/ou Cry1Ab. “No entanto, ainda é cedo para afirmar tecnicamente que está ocorrendo quebra de resistência da tecnologia Bt, pois materiais de milho que expressam apenas uma proteína inseticida, como nas áreas visitadas, podem sofrer ataques de lagartas em situações de alta pressão populacional”, explicou.

Pelo banimento dos agrotóxicos já banidos em outros países

21, março, 2013 Sem comentários

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Ceasa em São José – SC inaugura box de produtos agroecológicos

20, março, 2013 Sem comentários

ceasa sc

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Rua do Rosário

16, março, 2013 Sem comentários

Rua do Rosário, Centro, Rio de JaneiroRua do Rosário, Centro, Rio de Janeiro

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Câmara aprova relatório sobre segurança alimentar

15, março, 2013 Sem comentários

Deputado Nazareno Fontelles (PT-PI), relator da subcomissão que avaliou avanços e desafios das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional

[leia mais abaixo as recomendações da Comissão Seguridade Social e Família da Câmara ao trabalho da CTNBio]

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Informe CONSEA, 16/03/2013

Relatório sobre segurança alimentar é aprovado em comissão na Câmara

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13), por unanimidade, o relatório do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) que trata dos avanços e desafios das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional no Brasil.

O relatório apresenta fortes críticas aos agrotóxicos e organismos geneticamente modificados (OGM), os chamados transgênicos. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) participou de todas as audiências públicas.

“Esperamos contribuir para que o Brasil, que hoje é referência no mundo nas questões dos direitos humanos e na alimentação, possa dar uma contribuição ainda maior. Agora que o país está vencendo a fome, esperamos que a questão do sobrepeso, da obesidade e as doenças que têm a ver com o uso do agrotóxico, façam parte da agenda Legislativa e do Executivo”, recomendou Nazareno.

Para o deputado, o relatório – que já havia sido aprovado na subcomissão criada para debater o tema – ganha maior relevância com a aprovação pela comissão de Seguridade Social e Família. “As propostas e sugestões, tanto para o Executivo (mais de 40) quanto para o Legislativo, que giram em torno de 15, passam a ter peso maior”, avaliou Nazareno, que é presidente da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional no Congresso Nacional.

As principais recomendações foram feitas ao Executivo. O documento atribui à segurança alimentar e nutricional a mesma importância que tem a política energética, o uso industrial e a irrigação no contexto da política hídrica. O texto também recomenda a expansão do Programa Cisternas, de modo a torná-lo capaz de atender todas as famílias que preencham os requisitos do Programa Água para Todos, bem como o fortalecimento e expansão da Política Nacional de Agroecologia, entre outros.

Na área Legislativa, o documento sugere que a Câmara priorize algumas proposições, entre elas, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 618/98), do Executivo, que inclui o patrimônio genético, exceto o humano, nos bens da União; o projeto de lei (PL 6680/09), do deputado Marco Maia (PT-RS), que inclui produtos extrativos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e autoriza a subvenção de preços em apoio à agricultura familiar.

Clique aqui para ler a íntegra do relatório

com informações do gabinete do deputado Nazareno Fontelles (PT-PI)

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Considerações da Subcomissão sobre Organismos geneticamente modificados (OGM):

Na audiência pública realizada em 22 de novembro de 2012 ficou demonstrado que a Lei 11.105/2005 concedeu poderes excessivos à CTNBio. Organismos geneticamente modificados têm sido liberados para uso comercial de forma imprudente, desconsiderando o princípio da precaução. Assume-se a segurança da transgenia, ainda que em evidente conflito com evidências científicas. Em muitos dos pareceres técnicos exarados pela CTNBio encontra-se a afirmação de que a atividade que envolve OGM “não é potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente ou de agravos à saúde humana e animal”.

O Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS, formado por Ministros, somente se reuniu por três vezes, até o presente. Em todas aquelas oportunidades, apoiou o posicionamento da CTNBio, inclusive quando contraposto às posições da Anvisa ou do Ibama. O CNBS deveria ser a instância política decisória, de modo a equilibrar as posições divergentes acerca da questão dos transgênicos.

A CTNBio tomou uma posição, enquanto o CNBS não assumiu a decisão política de dizer se a liberação de OGM sem uma apreciação mais cuidadosa quanto aos riscos à saúde e ao meio ambiente é ou não conveniente para a sociedade brasileira. Trata-se, sim, de uma decisão política, que está além da ciência, eis que envolve o imponderável da economia e da sociedade.

Esta Subcomissão recomenda a manutenção de uma atitude duvidosa com respeito à segurança dos OGM e a observância do princípio da precaução, assim expresso na Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, de 1992:

“quando houver ameaça de danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza científica não será utilizada como razão para o adiamento de medidas economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental”.

Esta Subcomissão considera necessário efetuarem-se alterações na Lei no 11.105, de 2005, de modo a estabelecer:

  • que as reuniões da CTNBio sejam públicas, medida fundamental para assegurar a transparência que a sociedade espera daquele instituição;
  • que a solicitação de uso comercial de OGM seja previamente apreciada pelos órgãos públicos federais nas áreas de saúde, meio ambiente e agricultura/pecuária ou pesca/aquicultura, no prazo máximo de 180 dias, contado simultaneamente, para não prejudicar a tramitação dos processos;
  • que, concluída a análise prévia, caberá à CTNBio proceder à análise técnica, quanto aos aspectos de sua competência e, sendo favoráveis todos os pareceres, a CTNBio deliberará sobre a autorização de uso comercial do OGM (salvo se o CNBS avocar a si a decisão); sendo contrários todos os pareceres, estará indeferida a solicitação; havendo pareceres divergentes, caberá ao CNBS deliberar conclusivamente sobre a autorização de uso comercial do OGM; e
  • que órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados ou do Distrito Federal; partidos políticos com representação no Congresso Nacional; entidades de classe e outras entidades legalmente constituídas poderão apresentar recurso ao CNBS contra a decisão da CTNBio sobre a liberação comercial de OGM e derivados.

Uma grave questão que foi colocada concerne ao controle das sementes versus soberania alimentar. Poderá ser imensurável o prejuízo causado ao Brasil e ao povo brasileiro pelo monopólio de sementes transgênicas controladas por algumas poucas empresas transnacionais. A Subcomissão recomenda o apoio governamental à conservação, multiplicação e plantio de sementes crioulas e ao emprego de tecnologias tradicionais.

 

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Governo libera produtos para controle de lagarta

15, março, 2013 Sem comentários

mais uma matério do Valor Econômico que fala da expolsão dessa praga sem relacionar o fenômeno à expansão das lavouras transgênicas (inseticidas do tipo Bt);

O MAPA aproveitou a deixa para incluir no pacote métodos de controle biológico e alternativo.

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VALOR ECONÔMICO, 15/03/2013

O Ministério da Agricultura autorizou ontem a utilização de dois produtos biológicos (o vírus VPN HzSNPV, conhecido como Baculovírus, e o Bacillus Thuringiensis, um tipo de bactéria) e três químicos (Clorantraniliprole, Clorfenapyr e Indoxacarbe) no combate à Helicoverpa zea, uma lagarta antes comum em lavouras de milho, que passou a causar danos significativos em campos de soja e algodão. 

A estimativa é que a lagarta tenha causado prejuízos de R$ 2 bilhões nas últimas duas safras no Brasil, sendo R$ 1 bilhão apenas na região oeste da Bahia.

Os produtos autorizados pelo ministério já tinham registro no Brasil, e a extensão de sua aplicação deve ser publicada no Diário Oficial da União entre hoje e segunda-feira, quando estarão liberados para comercialização.

A decisão do governo, que faz parte de um conjunto de estratégias delineadas para conter o avanço da Helicoverpa, abre ainda uma preciosa oportunidade para o mercado de controle biológico. Essa modalidade de combate a pragas já é forte no segmento de cana-de-açúcar há cerca de 30 anos no Brasil, mas ainda incipiente entre os cultivos de grãos.

Gustavo Herrmann, presidente da Associação Brasileira de Controle Biológico (ABCbio), calcula que esse mercado movimente entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões anualmente no Brasil, com cerca de 80 empresas já em atividade ou em processo de registro, mas o peso do segmento tende a crescer com a intensificação do manejo integrado de pragas, uma das saídas apontadas inclusive pela Embrapa para conter a lagarta. “Seria um controle casado”, diz.

O manejo integrado incentiva a ação de inimigos naturais sobre os agressores de uma planta, mas não elimina a necessidade de defensivos químicos, embora reduza a quantidade utilizada. Somente no oeste da Bahia, onde o ataque da Helicoverpa é mais grave, uma lavoura de soja que recebia normalmente oito aplicações de inseticidas, a US$ 100,00 por hectare, passou a custar US$ 200,00 por conta da praga, já que subiu para 15 o número de aplicações. “Num primeiro momento, já seria possível reduzir em 10% essa aplicação de defensivos com os produtos biológicos”, afirma Herrmann. O custo giraria em torno de US$ 30 a US$ 50 por hectare.

Além dos produtos já liberados pelo governo, há outros que ainda aguardam autorização. A subsidiária brasileira da multinacional holandesa Koppert Biological Systems (uma das maiores de defensivos biológicos e polinizadores do mundo) iniciou seus trabalhos em 2011 em Piracicaba (SP), e no ano passado já havia entrado com pedido de registro para o uso do inseto Trichogramma pretiosum contra a Helicoverpa.

Herrmann, que acumula o cargo na ABCBio com o de diretor comercial da Koppert, explica que o Trichogramma pretiosum é uma vespinha, do mesmo gênero da utilizada nas lavouras de cana. Em laboratório, ela é exposta a ovos de Helicoverpa, do qual se alimenta e onde também deposita seus ovos, impedindo a praga de se desenvolver. Depois, cápsulas com ovos da Helicoverpa parasitados pelo Trichogramma são lançadas no campo, onde a vespa nasce, voa, encontra outro ovo da lagarta e volta a parasitá-lo. Isso contribui para reduzir progressivamente a população da lagarta.

Com o registro do produto em mãos, a Koppert espera atender de 100 mil a 200 mil hectares no país.

 

Mulheres marcham na Paraíba contra a violência e pela agroecologia

14, março, 2013 Sem comentários

Polo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema e AS-PTA acreditam que a superação das desigualdades entre homens e mulheres e a violência, como expressão mais cruel dessas desigualdades, constituem um caminho para que a agricultura familiar de base ecológica se consolide como modo de produção e de vida para as famílias agricultoras.

Reportagem da TV Cultura

VTS 01 1~3 from AS-PTA on Vimeo.

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Monsanto ameça processar EFSA

14, março, 2013 Sem comentários

A Monsanto ameaçou processar a EFSA Agência Europeia de Segurança dos Alimentos por ter publicizado os dados usados para autorizar a comercialização de seu milho NK 603.

Em entrevista ao jornal francês Le Monde, Corinne Lepage, que é advogada e membro do Parlamento Europeu disse que é improvável que a empresa tenha sucesso no judiciário, uma vez que a legislação do bloco estipula a transparência como princípio para o tratamento de dados relativos à saúde humana e ao meio ambiente.

Fossem consistentes os estudos a empresa não estaria preocupada com sua divulgação.

Com informação do GMWatch

Lagarta pode levar governo a decretar situação de emergência

13, março, 2013 3 comentários

A matéria abaixo trata do assunto sem informar ao leitor os motivos que ocasionaram a explosão populacional dessa lagarta. A expansão das lavouras transgênicas Bt, que são plantas inseticidas, está reduzindo fortemente a presença dos predadores naturais da Helicoverpa, até então uma praga secundária, mas que na ausência de seu inimigo natural vem se multiplicando e causando os estragos a que se refere o texto. A indústria da biotecnologia-agrotóxicos lucrou vendendo as sementes transgênicas e junto a promessa de redução do uso de agroquímicos; agora vai lucrar de novo com a venda de inseticidas para a “emergência fitossanitária”. De novo a pergunta, qual a responsabilidade dos que autorizaram esses cultivos no Brasil sabendo que esses danos era previsíveis?

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VALOR ECONÔMICO, 12/03/2013

Por Mariana Caetano e Tarso Veloso | De São Paulo e Brasília

Autoridades do governo federal discutiram ontem a possibilidade de ser decretada situação de emergência fitossanitária no país em virtude da proliferação da Helicoverpa, uma lagarta comum em lavouras de milho que passou a causar danos significativos em plantações de soja e algodão, com prejuízos estimados R$ 2 bilhões nas últimas duas safras no Brasil.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques, foi à Casa Civil na tarde de ontem para explicar os detalhes do problema. Mais cedo, ele havia se reunido com representantes de produtores, que pediram uma intervenção rápida do governo na tentativa de impedir que a lagarta traga danos a mais Estados do país, além dos 11 já afetados.

“Estamos buscando uma solução a curto prazo para a safra de algodão que está em andamento e deve ser colhida entre 60 e 90 dias. Vamos tentar autorizar a importação de defensivos eficazes contra a lagarta”, disse Marques. Atualmente, não há inseticidas contra a Helicoverpa registrados no país, embora esses produtos já estejam disponíveis no exterior. Ainda nesta semana, o ministério vai discutir com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a liberação da importação desses produtos.

Durante a reunião de ontem, o Ministério da Agricultura também decidiu criar um grupo de estudos, que incluirá especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “O objetivo dessa equipe é traçar estratégias de combate à Helicoverpa em todo o país, para evitar que outros Estados paguem o mesmo preço que a Bahia”, disse Celito Breda, produtor do oeste bahiano que compareceu à reunião em nome da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Na semana passada, já havia sido decretada situação de emergência fitossanitária na Bahia. O Estado é o que mais tem sofrido com a Helicoverpa, com prejuízos calculados em R$ 1 bilhão. Estima-se que os gastos com inseticidas nas lavouras do oeste da Bahia tenham dobrado por conta da Helicoverpa na atual safra 2012/13. Normalmente, o plantio de um hectare de soja na região custa por volta de US$ 100 por hectare, mas a praga fez esse montante avançar para US$ 200. No caso do algodão, os gastos passaram de US$ 400 para US$ 800 por hectare.