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Arquivo de agosto, 2015

A Agroecologia no mundo e a encíclica ecológica

26, agosto, 2015 Sem comentários

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Milho transgênico não dá liga

24, agosto, 2015 Sem comentários

Pelo jeito o milho transgênico não dá liga nem no campo nem na panela…

G1, 22/08/2015

Empresas lançam ‘macarrão de milho’ em feira de agronegócio

Um macarrão feito à base de farinha de milho sem glúten, foi lançado na sexta-feira (21) na Feira do Agronegócio e Agricultura Familiar (AgroPonte), em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O alimento não contém glúten.

“Tivemos a ideia e fomos desenvolvendo a massa até chegar ao ponto certo. Além de tudo, é importante destacar que o milho transgênico não dá liga, e por isso precisamos fazer o macarrão com o milho comum, o que torna, também, um resgate da cultura”, explicou o extensionista rural da Epagri Siderópolis, José Nicolau Fernandes, que foi um dos responsáveis pela criação da novidade.

Foto: SDR Criciúma/Divulgação) via G1

O preço médio do quilo do macarrão de milho custará R$ 9, quando ele começar a ser comercializado. “Como benefícios, além do fato de ser voltado para celíacos, por não conter glúten, é que é uma comida muito mais leve do que a massa comum, o que não deixa aquela sensação de estômago pesado depois que comemos”, disse o extensionista rural.

A produção propriamente dita começará a partir de março de 2016. “Precisamos da matéria-prima, por isso já estamos planejando o plantio, que deve ser colhido no ano que vem”, completou Fernandes.

No lançamento, foram servidos 40 quilos de macarronada de milho aos que compareceram ao estande da Epagri na AgroPonte. O produto foi desenvolvido pela Epagri de Siderópolis, em parceria com a produtora rural Rita Zanelatto Comin.

Seminário: impacto dos agrotóxicos na vida e no trabalho

24, agosto, 2015 Sem comentários

Seminário agrotoxicos SP

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ASA e INSA avaliam importância da agroecologia no combate à desertificação

18, agosto, 2015 Sem comentários
Canal Ciência, 17/08/2015

Pesquisa realizada a partir de parceria entre a Articulação do Semiárido e o Instituto Nacional do Semiárido avalia importância da agroecologia no combate à desertificação

O que é a pesquisa?

O combate à desertificação provocada pelo mal uso da terra e pelas mudanças climáticas na região semiárida do Brasil devem ser uma prioridade para a sociedade, pois essa região abriga mais de 23 milhões de brasileiros, sendo que 8,6 milhões residem em áreas rurais e 14,7 milhões em áreas urbanas. Parcela significativa da população vive a realidade do meio rural, uma vez que 90% dos municípios de região semiárida são pequenos, apresentando menos de 50 mil habitantes. A região semiárida possui cerca de 1,7 milhões de estabelecimentos rurais, sendo 1 milhão com tamanho inferior a  5 ha (aproximadamente cinco campos de futebol) , mas que respondem por 31% da produção agropecuária da região. O uso intensivo da terra é a principal causa da desertificação, sendo urgente a implementação de projetos e ações adequados à situação em que se encontra a região.

Para a criação de políticas de desenvolvimento mais efetivas para a região, são necessários projetos que busquem conhecer e mapear as metodologias inovadoras adotadas pela população para conviver com a seca e para obter produção agrícola sustentável nas condições climáticas do semiárido. Esse mapeamento é necessário para que ações pontuais de sucesso possam ser multiplicadas, alcançando um número cada vez maior de agricultores e propriedades rurais, propiciando melhoria da renda da população sem agredir o meio ambiente.

Com objetivo de oferecer alternativas para uma produção sustentável no semiárido, pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), em cooperação com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), vêm desenvolvendo estudos socioeconômicos e ecológicos em 100 propriedades rurais agroecológicas (aquelas que utilizam práticas de cultivo que não agridem o meio ambiente) de nove estados da região, para que se tenha conhecimento das estratégias agrícolas, sociais e econômicas utilizadas pelos agricultores, as quais têm possibilitado a eles resistirem e recuperarem-se dos impactos provocados pelos eventos ambientais extremos associados às mudanças climáticas.

Como é feita a pesquisa?

A pesquisa envolve a participação dos agricultores, que avaliam suas propriedades e o meio ambiente em relação às suas práticas e capacidades de adaptação e recuperação após um período de seca. Os agricultores foram selecionados com a ajuda de organizações sociais não governamentais que trabalham com agricultura sustentável, boas práticas de produção agrícola adaptadas ao clima semiárido e ações de combate à desertificação. Também têm sido identificadas as estratégias utilizadas pelas famílias de agricultores para enfrentar as situações difíceis impostas pelos eventos ambientais extremos (por exemplo, a formação de cooperativas) e manter-se produtivas na comunidade. Os pesquisadores e agricultores promovem, junto às comunidades, debates sobre as ações mais importantes que explicam a capacidade adaptativa dos agricultores e do ambiente aos eventos extremos. Os resultados são compartilhados entre as famílias de agricultores participantes do projeto por meio de reuniões, seminários e trocas de experiências.

Qual a importância da pesquisa?

Ao final do projeto, os pesquisadores esperam ter um valioso conjunto de dados sobre o desempenho e potencialidade dos sistemas de produção familiar da região, bem como avaliadas as inovações tecnológicas identificadas ao longo do estudo. Esses dados servirão como subsídio para o desenvolvimento e disseminação de práticas agrícolas mais eficientes e viáveis para a região semiárida, indicando suas vantagens e desvantagens. Além das organizações sociais, instituições de pesquisas e os órgãos de extensão rural estaduais ajudarão a repercutir os resultados, promovendo uma aplicação mais ampla deles. De forma mais abrangente, esses resultados, em conjunto com outras atividades de pesquisa que vêm sendo realizadas, contribuirão para a consolidação da cooperação entres os diversos atores sociais (comunidades de agricultores, organizações sociais, extensionistas e instituições de pesquisa).

Publicado em 17 de agosto de 2015.

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OAB-RS debate rotulagem de transgênicos e proteção do Pampa

15, agosto, 2015 Sem comentários

Os Desafios Ambientais Contemporâneos e a Atuação da OAB/RS

19/08 QUARTA-FEIRA / a partir das 19h

Coordenação: Vice-Presidente da Comissão de Direito Ambiental, Dra. Marilia Longo do Nascimento

Local: Auditório 2º andar

Programação:

19h – Abertura

19h15 – “Direito à Informação Ambiental: da atualização do CDC à rotulagem dos transgênicos“.

Palestrante: Dra. Claudia Lima Marques, Presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB/RS e Professora da UFRGS.

Debatedor: Eng. Dr. Leonardo Melgarejo, Coordenador do GT Transgênicos ABA.

20h15 – “Proteção Constitucional do Bioma Pampa“.

Palestrante: Agrônomo Dr. Carlos Nabinger, Professor da UFRGS.
Debatedor: Dr. Ricardo Alfonsin, Advogado, Conselheiro Seccional da OAB/RS e Presidente da Comissão Especial de Direito Agrário e do Agronegócio da OAB/RS.

21h15 – Lançamento Cartilha “Consumo Sustentável”

 

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Rotular é preciso, artigo sobre a identificação de produtos transgênicos

11, agosto, 2015 Sem comentários

Revista Mundo Jovem, julho de 2015

http://www.mundojovem.com.br/

Rotular é preciso

Gabriel Bianconi Fernandes

Assessor Técnico da AS-PTA

foto T busSe os transgênicos são tão bons como alguns defendem, porque então esconder essa informação e acabar com a rotulagem desses produtos? Esse foi um dos argumentos levantados na Câmara dos Deputados durante sessão recente em que se aprovou projeto de lei que acaba com a obrigatoriedade do símbolo T no rótulo dos produtos derivados ou contendo mais de 1% de organismos geneticamente modificados (OGMs). O projeto de lei 4.148/2008 ainda precisa ser votado pelo Senado Federal para virar lei, sendo que os senadores podem tanto ratificar a visão da Câmara como derrubá-la, e assim assegurar de volta o direito dos consumidores de acesso à informação.

A identificação dos produtos transgênicos foi regulamentada no Brasil em 2003 e desde 2008 o deputado Luiz Carlo Heinze (PP/RS) tenta derrubá-la. Alinhado à bancada ruralista, o parlamentar recebeu para sua campanha doações de empresas de alimentos e do agronegócio, entre outras, passando pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Armamentos [1]. Esse exemplo, que é um grande retrocesso na legislação e na realização de direitos básicos das pessoas, nos remete para o debate mais amplo da reforma política. Não há argumento razoável para defender a ocultação desse tipo de informação ao consumidor, ainda mais tratando-se de tema tão controverso como o da modificação genética dos alimentos. Há, por exemplo, pesquisas recentes indicando que o milho transgênico pode desencadear reações alérgicas [2]. Mas sendo assim, como então evitar a exposição a esses alimentos se a informação no rótulo pode ser sonegada?

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos é contra a rotulagem [3]. Nos Estados Unidos, as empresas, tanto de alimentos como do agronegócio, fizeram campanha milionária para impedir que lá fosse criada legislação obrigando a rotulagem de produtos transgênicos [4]. E que comportamento se pode esperar dos parlamentares cujas campanhas foram financiadas por essas empresas?

Caso o Senado confirme a decisão da Câmara e de fato caia a rotulagem de produtos transgênicos, uma coisa que podemos estar certo é que seus efeitos extrapolarão as fronteiras nacionais. O Brasil é hoje o segundo maior país do mundo em área cultivada com sementes transgênicas. São cerca de 40 milhões de hectares, segundo as empresas do setor. Cerca de 90% da soja, 80% do milho e 60% do algodão produzidos no Brasil são cultivados com sementes transgênicas [5]. Ou seja, o país é hoje um dos principais mercados para as multinacionais que vendem as sementes transgênicas, que são todas patenteadas, e os agrotóxicos que são associados em seu cultivo. Além disso, a lei que regulamenta as pesquisas, uso e comercialização de OGMs no Brasil é extremamente permissiva, exigindo poucos testes sobre sua segurança. Muitos pesquisadores que já participaram do órgão responsável (CTNBio) afirmam que as liberações aqui tomadas não se basearam em informações que possam assegurar que esses produtos não trarão problema futuros, seja para a saúde, seja para o meio ambiente. Por outro lado, essas mesmas grandes empresas e os segmentos da Academia a elas vinculados defendem que o modelo brasileiro de regulação dos transgênicos é um exemplo para o mundo.

Novos transgênicos como o mosquito da dengue e o eucalipto foram liberados só no Brasil, que é assim apontado como vanguarda na área. Caso caia a rotulagem, a indústria poderá argumentar que se no Brasil, que tem o peso que tem no cenário dos transgênicos, a rotulagem foi dispensada depois de vigorar por mais de dez anos, porque seria então necessária em outras partes? Vemos então que tinha muito mais coisa em jogo na votação recente na Câmara do que “apenas” o contexto nacional. Essa pode ser uma pista para nos ajudar a entender porque mais de 300 deputados apoiaram a sonegação de informação aos consumidores, criando argumentos para defender o indefensável. Cabe agora que o Senado evite esse grande retrocesso, mas esse passo só será dado se os legisladores se sentirem pressionados pela população.

 

 

[1] http://www.asclaras.org.br/@candidato.php?CACodigo=82840&cargo=6&ano=2010

[2] Andreassen, M. et al., (2014). Disponível em: http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/09540105.2014.988128?journalCode=cfai20

[3] ABIA. http://www.abia.org.br/vs/vs_conteudo.aspx?id=28

[4] http://pratoslimpos.org.br/?p=4580

[5] Área plantada com transgênicos no mundo cresceu 3,5% em 2014. Valor Econômico, 29/01/2015

Baixe o artigo: Rotular é preciso (pdf 600 KB)

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II Curso sobre temas de Bioética e Biodireito

3, agosto, 2015 Sem comentários

cbb oab ago2015

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