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A pressa de liberar a importação de milho transgênico dos EUA

31, agosto, 2016 Sem comentários

[essa mesma manobra já se repetiu pelo menos em 2000, 2003 e 2005 e visava abrir o mercado brasileiro para a contaminação pelos transgênicos importados, forçando sua posterior legalização no Brasil pela via do fato consumado]

Brasil de Fato, 30/08/2016

“Precisamos de uma verdadeira agência de análise de riscos, com estruturas próprias e ações independentes, que atribua primazia aos interesses da saúde e do ambiente”

Leonardo Melgarejo

É inaceitável a posição da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de aprovar com urgência os pedidos de liberação comercial de variedades de milho transgênico não avaliado no Brasil. O ato pode ser consumado em reunião na próxima quinta (1º).

Seu zelo para com o interesse de importadores de milho afeta o compromisso necessário com a saúde da população e do ambiente, contrariando sua necessária fidelidade ao princípio da precaução.

Refiro-me aos itens 1.5, 1.15, 1.24 e 1.25 da pauta da CTNBio, que pode ser acessada aqui. A urgência das organizações importadoras não pode ser usada como argumento para descaso às normas de segurança vigentes no país, que exigem análise cuidadosa e não rapidez de decisões.

Quando a urgência corresponde à pressa e atende a interesses econômicos de poucos, capazes de trazer riscos para a saúde e o ambiente de muitos, ela deve ser recusada. As avaliações de risco não podem ser açodadas e muito menos submetidas aos interesses do comércio.

O Brasil, país que exporta milho e, portanto, não faz estoque dos alimentos aqui produzidos após avaliação e aprovação em análises de risco oficiais, não deve suprir as lacunas geradas pela dispensa de seus grãos comprando outros, de qualidade discutível.

Salienta-se que, mesmo sem esta pressa inaceitável, nossas avaliações de risco já se mostram simplificadas, incompletas, contrariando preceitos de ministérios relevantes e em muitos casos descumprindo as normas da própria CTNBio.

Em síntese, não podemos dispensar de todo as análises de risco exigidas por lei e aprovar, sob regime de urgência, autorizações de uso que objetivam, essencialmente, permitir o consumo interno de produtos que não foram completamente estudados em nossas condições.

Se a aprovação de venda pelos países exportadores merece nossa confiança, qual a razão de onerosas estruturas nacionais, próprias, para avaliação de risco? A razão é óbvia: os estudos realizados pelos interessados em nos vender suas mercadorias não merecem, a priori, nossa total confiança.

As condições de ambiente, os microrganismos, as redes tróficas, as espécies ameaçadas de extinção, o clima e as relações ecológicas dominantes em nossos biomas impõem circunstâncias e singularidades que não podem ser captadas em análises desenvolvidas em outras realidades.

Os estudos realizados na América do Norte, no Canadá e na Austrália podem ser interessantes, mas pouco informativos para os brasileiros. De que nos vale saber que um inseto existente apenas no norte da Europa não é afetado pelo milho transgênico cultivado no Canadá, se não temos estudos do impacto daquele milho sobre insetos benéficos dominantes no Brasil? Para que nos serve uma avaliação de risco que, explicitamente, revela seu objetivo de aprovar, antes mesmo de analisar, quando a preocupação é a saúde e não o comércio?

Precisamos de uma verdadeira agência de análise de riscos, com estruturas próprias e ações independentes, que atribua primazia aos interesses da saúde e do ambiente, que dê atenção especial aos analistas dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, que gere informações capazes de atestar inocuidade dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) distribuídos no Brasil em perspectiva plurigeracional. A pressa, neste caso específico, serve a outros interesses e deve ser denunciada.

Já são muitas as críticas que permitem dúvidas quanto à qualidade dos serviços prestados pela CTNBio, bem como sobre os interesses beneficiados pelos resultados e pelas implicações de suas decisões. Mas agora estamos diante do limite da racionalidade que sustenta sua criação e existência.

Neste movimento pela aprovação rápida de importações, a CTNBio corre risco de desmoralização completa, coroando de forma abjeta uma trajetória de criticas que compromete sua triste história.

(*) Leonardo Melgarejo é presidente da Associação Gaúcha de proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), coordenador do Grupo de Trabalho sobre agrotóxicos e transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA). Ex-representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na CTNBio

Todo o México é centro de origem do milho

14, setembro, 2014 Sem comentários

todo o mexico e centro de origem do milho

Produtividade desacelera na última década

14, outubro, 2013 Sem comentários

Maiores quedas de crescimento da produtividade foram justamente para soja e algodão, culturas que no período avaliado foram convertidas para a transgenia, sobretudo a soja. Como a adoção do milho transgênico é bem mais recente, seu efeito sobre a produtividade da cultura ainda não pôde ser avaliado. Mas a matéria é suficientemente apologética do sistema para não entrar no tema. No caso da cana o doutor entrevistado lamenta que o setor não cresceu porque não fez parcerias com multinacionais como a Monsanto. E volta a pergunta: mas os transgênicos não viriam para aumentar a produção e acabar com a fome no mundo?

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Valor Econômico, 08/10/2013

A despeito do extraordinário [sic] desempenho econômico do agronegócio, a produtividade das lavouras brasileiras cresceu em ritmo mais lento – ou mesmo caiu – na última década. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o rendimento das plantações de grãos e fibras cresceu, em média, 2,56% entre as safras 2003/04 e 2012/13, ante 4,24% nos dez anos anteriores.

As dificuldades impostas por novas pragas (como a ferrugem da soja), mudanças no uso da terra e barreiras à incorporação de novas tecnologias levaram a ganhos mais modestos no campo.

Carro-chefe do agronegócio, a soja explicita essa tendência. Na última década, a produtividade média da cultura cresceu, em média, 1,03% ao ano, ante uma taxa de 2,89% entre 1993/94 e 2002/03 e de 3,69% entre 1983/84 e 1992/93.

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Produção de grãos chega a 184,15 milhões de toneladas

9, maio, 2013 Sem comentários

CONAB, 09/05/2013

estimativas: soja > 81,5 milhões de toneladas (cerca de 75% transgênica) ; milho > 43 milhões de toneladas (cerca de 70% transgênico)

graos conab

A produção nacional de grãos do período 2012/2013 está estimada em 184,15 milhões de toneladas, quantidade 10,8% superior à da safra 2011/12, quando atingiu 166,17 milhões de toneladas. Os números são do 8º levantamento da safra, divulgado nesta quinta-feira (9/05) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Esse resultado representa um incremento de 17,98 milhões de toneladas e se deve, sobretudo, às culturas de soja e milho segunda safra, que apresentam crescimento nas áreas cultivadas de 10,7 e 15,6%, respectivamente. Também, as condições climáticas favoráveis, embora com estiagem e excesso de chuva em algumas áreas, justificam o aumento de produção.

A soja permanece como o grande destaque, com um crescimento de 22,8% sobre as 66,38 milhões de toneladas da última safra e uma produção estimada em 81,53 milhões de toneladas. Também o milho 2ª safra tem bom desempenho, com aumento de 10,4% sobre as 39,11 milhões de toneladas do último ano, chegando a 43,19 milhões de toneladas. Este número supera a produção do milho 1ª safra, estimada em 34,81 milhões de toneladas. O arroz é outro grão que obteve crescimento (3%), ao passar das 11,6 milhões de toneladas para 11,95 milhões de toneladas.

Área – A área total de plantio de grãos cresceu 4,1% em relação à safra passada (50,89 milhões de ha) e chegou a 52,98 milhões hectares. As culturas de soja e milho obtiveram também os melhores desempenhos em área plantada. O aumento da soja foi de 10,7%, passando de 25 para 27,72 milhões de hectares. Já o milho 2ª safra ampliou a área em 15,6%, passando de 7,62 para 8,81 milhões de hectares.

Para a realização deste estudo, técnicos da Conab entraram em contato com os profissionais de cooperativas, secretarias de agricultura e órgãos de assistência técnica e extensão rural (oficiais e privados), além de produtores rurais, entre os dias 22 e 26 de abril. (Antônio Marcos da Costa /Conab)

 

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Transgênicos aumentam em até três vezes ocorrência de câncer em ratos

20, setembro, 2012 1 comentário

AFP, via IG, 19/09/2012

Estudo revelou que ratos alimentados com milho geneticamente modificado morreram mais rápido. Cientistas afirmam que resultados de pesquisa são alarmantes

No estudo, 200 ratos foram alimentados durante dois anos com três tipos diferentes de milho

O milho NK 603 está liberado para plantio e consumo no Brasil e foi considerado seguro pela CTNBio

Os ratos alimentados com organismos geneticamente modificados (OGM) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência do que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista “Food and Chemical Toxicology”, que considera os resultados “alarmantes”.

“Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com OGM. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos”, explicou Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo.

Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais utilizado do mundo) e com milho não alterado geneticamente tratado com Roundup.

Governo Tião Viana faz parceria com Monsanto para distribuir milho transgenico a agricultores no Acre

8, novembro, 2011 2 comentários

Agência Notícias do Acre, 06/11/2011

Secretaria de Agropecuária apresenta novidade para plantio de milho a agricultores

Expor soluções e novas técnicas de produção agropecuária é uma das funções da Secretaria de Estado de Agropecuária (Seap). Por isso, foirealizado no último fim de semana um encontro entre produtores rurais para apresentar uma novidade que pode ajudar a fortalecer a produção de milho em todo o Estado uma nova semente, geneticamente modificada e que apresenta inúmeras vantagens para o produtor.

O encontro foi realizado durante todo o sábado, 5, em uma propriedade rural no quilômetro 79 da BR-317, que reuniu produtores de milho das linhas 4 e 9 da Vila Caquetá. Foi apresentada a semente de milho YieldgardVTPro2. A semente transgênica é resistente à “lagarta do cartuxo”, maior praga que ataca plantações de milho, além de 10% a mais de produtividade. “Essa semente de milho traz uma tranquilidade e segurança maior para o produtor, além de uma facilidade maior do manejo”, conta Nilton Souza, engenheiro agrônomo da Seap.

A apresentação da semente YieldgardVTPro2 é uma das formas que a Seap tem conseguido de expor alternativas para os produtores e acompanhar o que está sendo feito em outros Estados. Reginaldo Pinheiro é o primeiro produtor acreano a utilizar a semente modificada. Com 13 hectares já plantados de milho transgênico, ele só deve colhê-lo em 2012, mas já nota as diferenças. “Ele está se saindo muito bem e aceita bem o veneno contra pragas e ervas daninhas.”

Mecanização

A Seap realizou a apresentação em parceria com a Boa Safra, que distribui a Agroceres Sementes [leia-se Monsanto]. Além da palestra sobre a semente, o encontro serviu para dar maiores explicações e retirar dúvidas do Mecaniza, programa de recuperação de áreas degradadas para a agricultura através de máquinas. Uma das prioridades do governo do Acre é a mecanização agrícola com base no desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.

O governo Tião Viana está investindo na aquisição de máquinas e implementos agrícolas. São R$ 50 milhões para a compra de tratores, caminhões e implementos. A ação de mecanizar a terra tem como meta levar à zona rural novas tecnologias, mais adequadas à produção familiar, aumentando a produtividade e reduzindo os danos ambientais.

 

Milho: aumenta número de plantas daninhas resistentes a herbicidas

24, outubro, 2011 Sem comentários

 

Embrapa Milho e Sorgo (Via Agrolink), 24/10/11

Aumento dos custos de produção, impactos ambientais e maior resistência de plantas daninhas a herbicidas. Esses são os principais fatores provocados por práticas culturais ineficientes e pela utilização inadequada de herbicidas na cultura do milho. Segundo o pesquisador Décio Karam, da área de Fitossanidade da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), a resistência de determinadas plantas daninhas a herbicidas foi primeiramente notificada no Brasil na década de 1980 com o surgimento da enzima ALS (acetolactato sintase), conforme relatado no site internacional de monitoramento de plantas daninhas resistentes a herbicidas (http://www.weedscience.org/in.asp).

A partir dessa data, outras espécies foram sendo descritas como resistentes, sendo que herbicidas inibidores dessa enzima – ALS – são os produtos que mais selecionaram plantas daninhas resistentes no Brasil e no mundo, de acordo com o pesquisador. “Com a introdução das culturas transgênicas resistentes ao herbicida glyphosate, a pressão de seleção imposta pelas glicinas tende a aumentar e veremos, consequentemente, o surgimento de mais populações resistentes a esse grupo herbicida”, explica Karam.
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Transgênico ameaça produção orgânica

30, junho, 2011 1 comentário

Folha de São Paulo, 24/06/2011

AGNALDO BRITO

ENVIADO ESPECIAL A CAPANEMA (PR)

O cultivo de variedades transgênicas de soja e de milho está ameaçando a frágil cadeia de produção orgânica no sudoeste do Paraná -área cujo perfil fundiário é o da pequena propriedade rural.

A dificuldade na obtenção de grãos convencionais e a deficiência da logística são apontadas como as responsáveis pela contaminação da produção.

“Está cada vez mais difícil obter sementes não transgênicas para os produtores orgânicos. Além disso, há o problema da contaminação na colheita ou no transporte da safra”, afirma Marcio Alberto Challiol, diretor da Gebana, empresa com sede em Zurique, Suíça.

A Gebana, especializada na comercialização de soja, milho e trigo orgânicos, negocia por ano 10 mil toneladas de cereais do Brasil. É uma gota, diante dos volumes da safra brasileira.

Mas a história desse modelo de produção (livre de agrotóxicos e de transgênicos) tem relevo não pelos volumes, mas como prova de que a prerrogativa da Lei de Biossegurança no Brasil não está sendo cumprida.

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Monsanto tem lucro de US$ 1,02 bilhão no 2º trimestre fiscal

6, abril, 2011 Sem comentários

Valor OnLine, via G1, 06/04/2011

Alta foi de 15,4% ante ganho de US$ 887 milhões obtido um ano antes.

Entre principais motivadores estão as vendas de sementes de milho.

A Monsanto Co. apresentou lucro líquido de US$ 1,02 bilhão (US$ 1,88 por ação) no segundo trimestre fiscal de 2011, encerrado em 28 de fevereiro, superando em 15,4% o ganho de US$ 887 milhões (US$ 1,60 por ação) obtido um ano antes.

 

A receita da maior produtora de sementes do mundo somou US$ 4,13 bilhões – 6,2% superior ao resultado de US$ 3,89 bilhões reportado no segundo trimestre fiscal do ano anterior.

 

Entre os principais motivadores do resultado da companhia americana no segundo trimestre estão as vendas de sementes de milho, que geraram receita de US$ 2,4 bilhões no período – crescimento de 7% em relação ao resultado de US$ 2,25 bilhões apresentado no trimestre equivalente de 2010.

 

A empresa também reforçou a projeção de ganho por ação no ano fiscal de 2011 na faixa de US$ 2,72 a US$ 2,82 em uma base contínua.

 

Produtores de grãos não-transgênicos do país são mapeados na internet

6, novembro, 2010 Sem comentários

O cadastro pode pressionar fabricantes a identificar no rótulo dos produtos se a matéria-prima usada é convencional ou geneticamente modificada

Os produtores de grãos não-transgênicos do país já podem ser identificados por meio de uma plataforma na internet que está em desenvolvimento pela Associação Brasileira de Grãos Não-Geneticamente Modificados (Abrange). O projeto, que deve ficar disponível ao público em dezembro, teve início em razão de uma necessidade do mercado, afinal o comprador precisa saber onde encontrar produtores de grãos que não são modificados geneticamente.

O primeiro produto do mapeamento é o milho. De acordo com Ivan Paghi, diretor-técnico da Abrange, o milho teve a preferência porque sua procedência é pouco conhecida no mercado, além do que “vale a pena iniciar o monitoramento por uma cultura em que se estima ter um menor número de produtores que a soja, por exemplo”. (…) Após o lançamento da ferramenta web do milho, serão iniciados, em paralelo, os monitoramentos dos produtores de algodão e soja. Os três produtos foram escolhidos para o mapeamento porque têm sua versão geneticamente modificada liberada no Brasil.

A busca pelos produtores de não-transgênicos será apoiada também pelas secretarias de Agricultura dos estados, que vão divulgar o serviço nas associações de agricultores das cidades. O produtor interessado em fazer com que sua plantação seja inserida na plataforma da Abrange terá de se submeter à verificação de transgenia (avaliação biológica/química para saber se o grão é transgênico). O serviço é gratuito e o monitoramento completo leva de três a quatro meses. Cerca de dez técnicos vão a campo realizar um único rastreamento. (…)   Desde 2004 existe a lei de rotulagem de transgênicos, que visa informar ao consumidor final se ele está levando para casa o produto modificado geneticamente. Mas não são todos os fabricantes que exibem esta informação nos rótulos de seus produtos acabados. (…)   “Com o trabalho de mapeamento, o comprador do grão convencional poderá destacar isto na embalagem, colocando-se como um diferencial perante o mercado”, avisa o diretor-técnico da Abrange. O consumidor final também pode pressionar para que os fabricantes sejam claros nas escolhas de suas matérias-primas. Ligar para o SAC e exigir nas redes sociais das empresas a rotulagem correta daquilo que é vendido são boas iniciativas.

Fonte: Instituto Akatu, 27/10/2010.

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Jornada em Pelotas leva variedades e derivados de milho ao calçadão

20, agosto, 2010 Sem comentários

Diário Popular, 20/08/2010

Sementes, pães, biscoitos, artesanato e muita informação sobre o milho crioulo e varietal vão estar à disposição da comunidade no próximo sábado (21). Agrônomos, técnicos e agricultores familiares, representantes das entidades integrantes da jornada pelo cereal típico da região, vão fazer uma grande exposição de derivados de milho, no calçadão da Sete de Setembro, a partir das 9h.

Entre distribuição de sementes, receitas culinárias, exposições de fotos e degustações de iguarias à base de milho, profissionais do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa) e integrantes de cooperativas ecológicas vão orientar a população sobre as ações de preservação das culturas de milho crioulo e das variedades encontradas na zona sul.

Outro objetivo é o de alertar para os perigos da disseminação das sementes de milho transgênicas que estão inclusas no programa estadual de financiamento Troca-troca, as implicações na cadeia produtiva e reações na saúde alimentar. Os que forem contrários à cultura do milho transgênico na agricultura familiar poderão colaborar preenchendo um abaixo-assinado.

“Será mais uma grande mobilização da nossa jornada que tem como foco mostrar a qualidade do milho crioulo e suas variedades, além de trazer à tona as discussões sobre a inserção das sementes modificadas nas iniciativas públicas e que estão prestes a chegar às lavouras da agricultura familiar da nossa região”, comentou o agrônomo do Capa, Roni Bonow, sensibilizando à participação de todos.

Apóiam e integram as atividades o Capa, Embrapa, Cooperativa Sul Ecológica, Sintraf-Sul, Grupo de Agroecologia da UFPel, Unaic, Arpasul, Gabinete da Vereadora Miriam Marroni, Crehnor e Alpag.
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http://www.diariopopular.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?id=12&noticia=25686

Etanol de milho no Mato Grosso

4, agosto, 2010 Sem comentários

A Secretaria de Desenvolvimento Rural do Mato Grosso informou que destinará excedente de milho produzido no estado para a produção de etanol. A crise dos alimentos que estourou em 2008 foi em grande parte atribuída à política estadunidense de desviar o grão do abastecimento alimentar para o dos carros. A medida baixou a oferta do cereal no mercado e fez seu preço subir, afetando a população mais pobre. Destaca-se na matéria do Diário do Mato Grosso reproduzida abaixo que o ténico da unidade Agroenergia da Embrapa lista uma série de desvantagens da transformação de milho em combustível.

Em tempo: como será que se define “excedente de milho”?

Em tempo 2: 2008, ano da crise dos alimentos, foi também o recorde histórico mundial de produção de milho.

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DIÁRIO DE CUIABÁ – MT  |  02/08/2010

Usinas vão aproveitar grão excedente

Da Reportagem

O governo do Estado pretende viabilizar a utilização do excedente de milho para a produção de etanol em Mato Grosso. A produção de milho, que também tem ajudado os produtores de soja a manter a produtividade da terra, encontra condições favoráveis e o excedente – que este ano chegou a 3,1 milhões de toneladas – tende a ser uma constante nos próximos anos. Leia mais…

Entidades protestam contra governo gaucho pela distribuição de sementes transgênicas de milho aos pequenos agricultores

14, junho, 2010 Sem comentários

O Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa), órgão vinculado à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, e o Fórum de Agricultura Familiar da Região Sul do Rio Grande do Sul repudiaram, em nota à imprensa, a distribuição de sementes transgênicas de milho.

A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 11-06-2010 e foi distribuída pelo IHU-Unisinos.

A decisão foi tomada no final de maio pelo Conselho do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), que liberou a inclusão de sementes transgênicas de milho no Troca-Troca, programa de financiamento e subsídio para a aquisição de sementes por agricultores familiares.

“O estímulo dado por um órgão do governo ao uso de material transgênico é inconsequente. Traz graves implicações para o meio ambiente, para a manutenção da biodiversidade e para os próprios agricultores familiares, em uma área estratégica para a produção de alimentos”, diz a nota do Capa e do Fórum.

Eles alertam que é impossível implantar qualquer processo de isolamento no ambiente das pequenas propriedades rurais. Leia mais…

Contaminação por transgênicos põe em risco o meio ambiente e viola o Direito dos Agricultores

16, abril, 2010 1 comentário

Para o Ministério da Agricultura contaminação seria de 0,002 a 120 metros; já para a CTNBIo, contaminação a 20 metros seria menor que 1%.

Secretaria de Agricultura do Paraná divulga estudo comprovando contaminação do milho convencional distante até 120 metros do transgênico e isolado por 25 metros de milho comum. A CTNBio criou regra afirmando que seriam necessários apenas 10 metros de bordadura e mais 20 m de isolamento para se evitar a contminação. O estudo inédito do Paraná faz cair por terra a suposta validade científica da regra da CTNBio. A contaminação das espigas coletas a 120 metros chegou a 1,3%. Leia mais…

EUA: agricultura orgânica cada vez mais contaminada

9, abril, 2010 1 comentário

Um grupo de agricultores orgânicos do meio oeste dos EUA relatou que os níveis de contaminação do milho orgânico por transgênicos estão cada vez mais altos, o que está ameaçando suas vendas nos mercados de grãos orgânicos.

Um porta-voz do grupo disse que eles estão fazendo mais testes e vendo, cada vez mais, baixos níveis de contaminação por OGMs. O grupo vende milhos branco e amarelo orgânicos destinados à alimentação humana.

Segundo o porta-voz, cerca de um terço dos carregamentos de milho orgânico apresenta resultados positivos para contaminação por OGM em baixos níveis. Ele explica que os agricultores usam sementes não transgênicas e tomam precauções para evitar a contaminação, tais como isolar as áreas, plantar mais tarde que seus vizinhos e limpar equipamentos de colheita e transporte. Mas estas medidas não têm sido suficientes para impedir a invasão dos transgênicos. Leia mais…