O país que já proibiu o milho MON 810 da Monsanto pode agora vetar a batata transgênica recém autorizada para cultivo em solo europeu. O ministério do Meio Ambiente da França classificou como parcial a avaliação feita pelo Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) por não levar em consideração os impactos ecológicos da variedade geneticamente modificada.
O Comitê Nacional de Biotecnologia (HCB) foi requisitado a se pronunciar sobre a biossegurança da batata Amflora. Em jogo também está a autonomia dos países integrantes do bloco europeu traçarem suas próprias políticas sobre o uso de organismos transgênicos. A Comissão Europeia deve se pronunciar esta semana propondo autonomia decisória para os Estados.
Milhares de litros de agrotóxicos fabricados pela Basf, a terceira maior do setor no mundo, foram interditados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na última sexta-feira.
A medida da Anvisa abrange produtos usados em mais de 15 culturas, como as de milho, arroz, feijão e café. Ela foi tomada após inspeção realizada de quarta a sexta-feira da semana passada na fábrica da empresa em Guaratinguetá (SP).
A reportagem é de Angela Pinho e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 09-03-2010 (Via IHU-Unisinos). Leia mais…
“Há uma controvérsia sobre a questão de que os eucaliptos transgênicos são de mais alto consumo que outras espécies. De fato, como são de muito rápido crescimento, plantados em grande escala e em monocultivo, sem Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e Reservas Legais (RLs), deve haver grande consumo de água e rebaixamento do lençol freático”, explica o geneticista Paulo Kageyama. Em entrevista, concedida, por e-mail, à IHU On-Line ele fala sobre a estrutura desse tipo de eucalipto geneticamente modificado, suas principais características e formas de influência em relação ao meio ambiente onde vai ser plantado. Mas Kageyama alerta: “O que está em jogo é o custo ambiental, dado o perigo de contaminação de eucaliptos não transgênicos, voltados para a produção de outro fim que não o de celulose e papel, que seriam prejudicados”.
Paulo Kageyama é formado em Engenharia Agronômica pela Universidade de São Paulo, onde realizou mestrado e doutorado em Agronomia. É pós-doutor pela North Carolina State University. Atua no Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal e é professor da USP. Leia mais…
Roberto Requião tinha um sonho. Queria transformar o Paraná em uma área livre dos transgênicos, as famosas sementes que oferecem uma vantagem inicial, mas que transformam o agricultor em refém da multinacional que controla os organismos geneticamente modificados.
A rigor, não conseguiu realizar esse sonho porque muitos produtores rurais caíram no canto da sereia da produção mais barata, mas a posição marcante em favor de produtos naturais tornou o Paraná um destino procurado pelos mercados mais sofisticados, como o europeu, que rejeitam os produtos modificados geneticamente. Leia mais…
A FAO (órgão das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) organizou esta semana em Guadalajara, México, uma importante conferência intergovernamental sobre Biotecnologias Agrícolas nos Países em Desenvolvimento (ABDC, na sigla em inglês).
Na véspera do encontro, um dos poucos membros da sociedade civil dentro do comitê assessor internacional apresentou sua renúncia, qualificando os preparativos para o encontro entre governos e cientistas como “irremediavelmente tendencioso” e que, de forma cínica, “menosprezam aspectos socioeconômicos e científicos chave”. O dissidente foi Pat Mooney, Diretor Executivo do Grupo ETC, uma organização internacional da sociedade civil com sede no Canadá com longa história de trabalho com a FAO e em temas relacionados com a biotecnologia.
Segundo ele, “os documentos base da conferência estão irremediavelmente tendenciosos em favor da biotecnologia e refletem a intenção de dar um forte impulso a essa indústria, ao mesmo tempo em que tratam de convencer os países em desenvolvimento de que não têm outra opção senão subir no trem da biotecnologia. É inaceitável que um organismo intergovernamental supostamente neutro como a FAO permita que o convertam em um outdoor para as grandes empresas biotecnológicas.” Leia mais…
Em 23/02 foi encerrado o prazo para apresentação de emendas ao “PL Terminator”, do Dep. Cândido Vaccarezza (PT-SP), na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados. O PL trata das tecnologias genéticas de restrição de uso (GURTs, na sigla em inglês), e o nome “terminator” faz alusão ao exemplo mais conhecido de aplicação de GURTs: sementes transgênicas que produzem grãos estéreis — que, se plantados, não germinam (uma espécie de controle biológico dos direitos de patente sobre sementes, visando impedir que os agricultores possam guardar sementes de uma safra para outra). Os GURTs são expressamente proibidos pela Lei de Biossegurança, mas desde 2007 parlamentares ruralistas vêm tentando suspender a proibição (leia mais sobre o assunto em “2. Comissão de Agricultura da Câmara aprova autorização para plantas terminator”, no Boletim 446).
O PL propõe ainda a proibição do uso do símbolo que indica a presença de ingredientes transgênicos no rótulo dos alimentos (um T dentro de um triângulo amarelo), e somente foi para a Comissão de Meio Ambiente após aprovação de requerimento do Dep. Edson Duarte (PV-BA). Leia mais…
O estudo, publicado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, se concentrou sobre o herbicida atrazina, amplamente usado em plantações de milho e cana-de-açúcar há várias décadas.
Segundo os pesquisadores, da Universidade da Califórnia, as rãs macho expostas ao pesticida sofreram redução de testosterona, diminuição do tamanho das glândulas reprodutoras, desenvolvimento feminizado da laringe, supressão do comportamento de reprodução, redução da produção de espermatozoides e queda na fertilidade.
No último domingo o Fantástico, da TV Globo, divulgou uma longa reportagem sobre os agrotóxicos chineses que entram ilegalmente no Brasil através das fronteiras com o Paraguai e o Uruguai. Segundo a matéria, o produto ilegal pode chegar a custar dez vezes mais barato que os produtos registrados e comercializados legalmente no País.
“Temos informações de que a quantidade que o Paraguai importa desses produtos, principalmente dos países asiáticos, seria suficiente para aplicar de cinco a seis vezes em todo o território do Paraguai. Ou seja, fica claro que esse produto é importado pelo Paraguai com o objetivo de atender ao mercado brasileiro na verdade”, diz Gilberto Tragansin, funcionário da Receita Federal de Foz do Iguaçu. Leia mais…
Globo Rural, 16nov12009 | A reportagem não fala da origem do problema, que é o sistema soja Roundup Ready e herbicida Roundup, que estimula desenvolvimento de resistência pelo mato.
O Instituto Nacional de Cultura do governo peruano declarou como “patrimônio cultural” o conjunto de conhecimentos associados ao cultivo de uma variedade de milho branco de grãos gigantes. A declaração aconteceu em 04 de janeiro.
Esta declaração — a primeira que se outorga no país sobre métodos de produção de um cultivo — significa que os ditos conhecimentos são considerados parte da identidade e cultura do povo peruano e serão protegidos para as futuras gerações. O milho é conhecido como Paraqay Sara na língua indígena quechua. Leia mais…
… a área com transgênicos diminuiu em 7 países em 2009: China (3%), Paraguai (19%), Espanha (4%), Alemanha (100%, resultado da moratória), República Tcheca (31%), Romênia (57%), Eslováquia (54%). Além da Alemanha, França, Áustria, Grécia, Hungria e Luxemburgo proibiram o milho Bt YeldGuard MON 810 da Monsanto em decorrência de seus impactos á saúde e ao meio ambiente.
No mesmo período abordado pelo último relatório dessa ONG da indústria de biotecnologia, nenhum novo país abriu suas portas para as sementes transgênicas.
Já o Brasil aparece na lista do ISAAA como o segundo maior plantador de transgênicos do mundo, ficando atrás somente dos EUA. E não por acaso, o Basil é também o maior consumidor de agrotóxicos do mundo.
Em 2009, os produtores da União Europeia (UE) reduziram em 11% a área plantada com transgênicos, segundo relatório do Greenpeace divulgado pela Bloomberg. A área de milho com semente da Monsanto, a única usada pelos produtores europeus, recuou de 106,7 mil hectares em 2008 para 94,7 mil em 2009. De acordo com a Bloomberg, o Greenpeace atribui a queda aos altos preços das sementes, à falta de mercado e às exigências de segregação na UE.
Pesquisa independente avaliará impactos ambientais do milho transgênico em Santa Catarina. A reportagem que segue foi publcada no Diário Catarinense em 22 de fevereiro, e destaca que os dados serão inéditos, fato que só reforça que essas sementes foram liberadas desrespeitando-se o princípio da precaução.
“A tecnologia foi legalizada, mas ainda é nebulosa”, avalia o coordenador da pesquisa professor Rubens Nodari.
A reportagem abaixo, do Zero Hora do último dia 12, mostra o problema que há décadas enfrentam produtores vizinhos de plantações banhadas com herbicidas de amplo espectro ou outros produtos que afetam lavouras, pomares, hortas, pastos e criações. A matéria traz o depoimento de um produtor que teve suas videiras queimadas pelo 2,4-D pulverizado em soja a mais de 1,5 km de distância. Note que o veneno foi empregado para controlar o mato que ficou resistente ao glifosato usado no sistema da soja Roundup Ready. Como se não bastasse, em breve a CTNBio deve aprovar soja transgênica resistente ao 2,4-D, que só fará aumentar o uso e os impactos desse nocivo veneno. E tem gente que ainda chama isso de tecnologia moderna… Leia mais…
Representantes do Ejido (propriedade rural de uso coletivo) El Consuelo, no município mexicano de Carichí, no estado de Chihuahua, denuciaram a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação (Sagarpa, na sigla em espanhol), a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (Profepa) e a Procuradoria Geral da República (PGR) ante a Comissão Interammericana de Direitos Humanos (CIDH) por falta de investigação sobre o caso de entrada ilegal de cultivos de milho transgênico no estado de Chihuahua, violando os direitos dos consumidores e dos produtores, assim como seus direitos culturais.
Segundo Aleira Lara, do Greenpeace, “O caso de Chihuaha é uma evidência contundente da falta de capacidade efetiva e de vontade política do governo mexicano para deter a contaminação transgênica do milho. É inadmissível que em um centro de origem e de diversidade genética, como é o México para o milho, o governo federal falhe em aplicar efetivamente a legislação ambiental. A demora de dois anos e três meses entre o primeiro anúncio de semeadora ilegal e as primeiras atuações das autoridades colocaram em risco as 23 raças e o resto das variedades locais de milho que existem no estado de Chihuahua”. Leia mais…
O país que já proibiu o milho MON 810 da Monsanto pode agora vetar a batata transgênica recém autorizada para cultivo em solo europeu. O ministério do Meio Ambiente da França classificou como parcial a avaliação feita pelo Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) por não levar em consideração os impactos ecológicos da variedade geneticamente [...] […]
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