Série de Encontros Criativos combina arte, juventude e alimentação

18, abril, 2017 Sem comentários

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Durante as sessões, organizadas pelo movimento “Comer pra quê?”, os jovens conhecerão linguagens artísticas que visam estimular a criatividade e reflexão

O movimento “Comer pra quê?” pretende mobilizar e dialogar com a juventude com arte e comida para provocar reflexões e ação política a respeito do que representa o comer hoje. Durante os meses de abril e maio será realizada a série com 8 Encontros Criativos gratuitos, em universidades públicas do Rio de Janeiro.

Fanzine, Estêncil e Cinema (filme-carta) serão as linguagens artísticas apresentadas nos encontros. A ideia é colaborar para que os jovens construam suas narrativas e seus processos comunicativos, estimulando uma abordagem ética, estética e politizada da alimentação contemporânea. A série é voltada para jovens entre 15 e 24 anos.

O primeiro encontro acontecerá no dia 18 de abril, das 14h às 18h, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). O artista convidado Marcio Lazaroni, designer formado pela PUC-Rio e fundador da Fazenda Faraó, irá ensinar a técnica do Estêncil. Muito usada no grafite, esta técnica é feita ao aplicar letras, símbolos ou números usando um molde, e servirá de base para criar reflexões e provocações a respeito da alimentação como ação política.

Já no dia 19 de abril, das 14h às 18h, será a vez da artista convidada Camila Olivia Melo, educomunicadora e doutoranda em Artes&Design na PUC-Rio, ensinar a técnica de produção dos zines, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Esta técnica utiliza pequenas publicações (no estilo “faça você mesmo!”) feitas com folhas de papel, máquina de escrever, recortes de revista e desenhos. Com os zines, os participantes irão repassar questões importantes a respeito do que levamos à nossa casa, ao nosso prato e ao nosso corpo e desvendar alguns segredos que as grandes indústrias alimentícias nunca revelam.

Nos dias 24 e 25 de abril e 05 de maio, das 13h às 17h, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) irá receber o cineasta convidado Geraldo Pereira, que já trabalhou em produções como Babilônia 2000”, “Edifício Master” e na série “Cultura Ponto a Ponto”, para ensinar a produzir o filme-carta.  A técnica é uma outra maneira de comunicar, que combina a antiga forma de correspondência com as novas tecnologias digitais. Essas experimentações irão servir para pensar o “comer” de forma crítica, convidando outras pessoas a pensar junto a alimentação de hoje.

Cada sessão terá 20 vagas. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas por meio do formulário online (https://goo.gl/sGKsgl). Os participantes receberão certificado e as criações artísticas farão parte da mobilização do movimento “Comer pra quê?”.


Serviço:

ESTÊNCIL

Data: 18/04

Local: Escola de Nutrição da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio)/ 4º andar, sala 9

Endereço: Av. Pasteur, 296, Urca, Rio de Janeiro

Horário: 14h às 18h

Próximas sessões: 08, 12 e 19 de maio

 

FANZINE

Data: 19/04

Local: Escola de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)/ sala 12020/ Bloco E

Endereço: R. São Francisco Xavier, 524, Maracanã, Rio de Janeiro

Horário das 14h às 18h

Próxima sessão: 04 de maio.

 

CINEMA-CARTA

Data: 24 e 25/04 e 05/05

Hora: 13h às 17h

Local:FIOCRUZ

Endereço: Av. Brasil 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro

Horário: 13h às 17h

Próximas sessões: 06 e 13 de maio

 

Informações: ean.juventude@gmail.com

 

Sobre o “Comer pra quê?”

“Comer pra quê?” é um movimento de mobilização de juventudes sobre alimentação como ato político. O objetivo é despertar a consciência crítica sobre suas práticas alimentares, dando voz e visibilidade aos desafios para se alimentar de forma adequada e sustentável num mundo conectado e midiatizado. Os objetivos do movimento são articular, mobilizar e promover a reflexão e a troca de ideias e vivências sobre a temática da alimentação com a juventude e seus coletivos, inseridos nos mais diversos espaços sociais e segmentos; envolver instituições de educação, saúde, assistência social, esporte e lazer, juventude, cultura, comunicação, meio ambiente, assim como organizações sociais de diversas naturezas; e estimular reflexões e ações criativas presenciais e nas redes sociais. Para saber mais acesse: www.comerpraque.com.br

 

Informações para imprensa:

Juliana Dias: juliana@malaguetacomunicacao.com.br/ 9 9997-2952

Renata Rosas: renata@fairplayassessoria.com.br/ 9 8330-8855

 

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Jornada Universitária de Apoio à Reforma Agrária – ESALQ

12, abril, 2017 Sem comentários

jura-esalq

II Feira Nacional da Reforma Agrária

10, abril, 2017 Sem comentários

convite Feira RA

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Governo quer dar sumiço na Agricultura Familiar

28, março, 2017 Sem comentários

 

O censo agropecuário de 2006, cujos dados só foram divulgados em 2010, teve o mérito de revelar para o País a importância da agricultura familiar para a produção interna de alimentos e para a dinamização socioeconômica do meio rural.

Segundo informações divulgadas via whatsapp nos últimos dias e publicadas em alguns jornais, o próximo levantamento tende a omitir esse aspecto fundamental da realidade brasileira, ocultando também informações sobre o uso de agrotóxicos, entre outras. Segundo os jornais, o motivo alegado é o corte de orçamentos do IBGE, que deixou apenas 1/3 dos recenseadores originalmente previstos.

O Agro, que é pop, vai aplaudir, pois os dados oficiais que serão usados pelos próximos 10 anos tratarão da agricultura ano país como sendo uma só, seja ela de agricultores familiares, assentados ou produtores de soja no Cerrado.

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Folha de S. Paulo, 27/03/2017

por Mônica Bergamo

Atingido pelo corte de gastos no governo federal, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) encolheu o questionário do censo agropecuário, que começa em outubro. A pesquisa, que deveria ocorrer a cada dez anos para obter uma radiografia do campo no Brasil, seria feita em 2015, mas foi adiada.

O número de recenseadores também diminuiu: dos 80 mil previstos, serão contratados 26 mil. Um documento interno sobre o censo admite que “é sensível que a redução do questionário foi drástica, […] contudo ele atende minimamente à demanda de atualização”. Questões sobre agricultura familiar, uso de agrotóxicos e raça das pessoas, por exemplo, sumiram.

“Haverá um prejuízo irrecuperável para a série histórica de alguns itens”, afirma Dione Oliveira, do sindicato de servidores do instituto. O IBGE, via assessoria, diz que o censo foi “redesenhado” para ser “exequível” com o orçamento de R$ 505 milhões (50% do esperado). E que são seguidas recomendações internacionais “para preservar as informações essenciais”.

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Jornal do Brasil, 27/03/2017

O IBGE encolheu o questionário do censo agropecuário, que começa em outubro, dois anos depois do que estava planejado, com 26 mil recenseadores — contra os 80 mil que estavam previstos.

Um documento interno sobre a pesquisa, de acordo com informações da colunista Mônica Bergamo na Folha, fala na redução como “drástica”, mas diz que o questionário atenderia “minimamente à demanda de atualização”.

De acordo com a colunista, questões como agricultura familiar e uso de agrotóxicos não fazem mais parte do levantamento.

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Livro reúne mais de 750 estudos que apontam riscos e incertezas dos transgênicos

21, março, 2017 Sem comentários

Rede Brasil Atual, 21/03/2017

por Cida de Oliveira

Desprezadas por autoridades de saúde e meio ambiente de vários países, essas pesquisas científicas desmascaram o mais poderoso e perverso ramo do agronegócio e a mitologia que sustenta sua propaganda

São Paulo – Cada vez mais comum em todo o mundo, a doença celíaca é causada por inflamações intestinais que levam a deficiências nutricionais, alterações no sistema reprodutivo, inclusive infertilidade, e aumentam as chances de desenvolvimento de doenças na tireóide, insuficiência renal e câncer. Estudo publicado em 2013 pelo pesquisador independente Anthony Samsel e Stephanie Seneff, do Laboratório de Inteligência Artificial do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), ambos dos Estados Unidos, sugere que o glifosato, ingrediente ativo do herbicida Roundup, da Monsanto, é a causa mais importante nessa epidemia. Os pesquisadores perceberam que as inflamações que levam à doença celíaca são muito semelhantes àquelas encontradas por outros estudos, que constataram alterações em bactérias intestinais de peixes expostos a esse herbicida.

O glifosato, agrotóxico mais usado em todo o mundo, é famoso também por inibir a ação de algumas enzimas digestivas, levando à deficiência em ferro, cobalto, molibdênio, cobre e outros metais raros, associada a distúrbios como infertilidade, abortos e malformações congênitas, comuns à doença celíaca.

Segundo pesquisadores, a presença de resíduos do herbicida no trigo e em outras culturas aumentaram provavelmente devido ao uso de produtos, entre eles o próprio glifosato, para uniformizar a maturação das plantas e facilitar a colheita. Nesse processo tecnicamente chamado de dessecação, as plantas absorvem muito mais venenos. Esse amadurecimento artificial é comum em muitas culturas, e pode ter ligação, por exemplo, com o aumento de insuficiência renal entre os trabalhadores da cana de açúcar da América Central.

O trabalho dos norte-americanos Samsel e Seneff é um dos mais de 750 estudos científicos internacionais reunidos no livro Lavouras Transgênicas – Riscos e Incertezas. Fruto da pesquisa de Gilles Ferment, Leonardo Melgarejo, Gabriel Bianconi Fernandes e José Maria Ferraz, está disponível para download gratuito desde 2015. A obra foi patrocinada pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Agrário do extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Embora os links sejam direcionados para bases de referência estrangeiras, com artigos escritos em inglês, as apresentações dos tópicos sobre impactos ambientais e à saúde, especialmente, são escritos em português. Com texto acessível e claro, é uma alternativa para pessoas que queiram exercer seu direito à informação. Especialmente em relação a um outro direito humano: o da alimentação adequada e segura.

Ao longo de seis meses, com ajuda de colaboradores em universidades, centros de pesquisa e organizações, esses especialistas em agroecologia – tema que atrai cada vez mais o interesse de pesquisas científicas – e em agricultura convencional, transgênicos, agrotóxicos e toda sua relação com saúde e meio ambiente catalogaram toda a pesquisa internacional. E constataram o tamanho do descaso das autoridades reguladoras do setor.

Sistematizaram estudos sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente, chegando ao ponto de questionar impactos na interação entre as plantas transgênicas e convencionais, com outros organismos, a sobrevivência de transgenes à digestão e inúmeros outros processos químicos e biológicos. Não é à toa que esses estudos sejam desprezados por autoridades reguladoras: em geral, seus autores, com o rigor científico, desmentem o discurso hegemônico de que os transgênicos não apresentam perigos.

No final de fevereiro, foi lançada a edição em inglês. A exemplo da versão original, Transgenic Crops foi bem recebida por entidades nacionais e estrangeiras porque traduz os argumentos para o bom debate para o idioma dominante nos meios acadêmicos e científicos, além de poder subsidiar organizações em vários países. E a exemplo da primeira edição, esta também foi execrada pelo agronegócio e setores por eles controlados.

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Com edições em português e em inglês, Lavouras Transgênicas está disponível para download gratuito

Soja “Maradona”

A chegada de Transgenic Crops marca os 20 anos das primeiras sementes de soja contrabandeadas da Argentina, a famosa soja “Maradona”. Tidas como mais baratas e mais produtivas que as convencionais comercializadas no Brasil, seduziram agricultores do Rio Grande do Sul.

De lá para cá, o país foi se tornando terreno cada vez mais fértil para a lucratividade das transnacionais. E com as bênçãos da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNbio), tem aprovado todos os pedidos para pesquisa e comercialização de novas plantas geneticamente modificadas, além de estudos com animais e vacinas, com uma facilidade jamais vista em outros países.

O resultado é que o Brasil  tem aumentado sua área cultivada com transgênicos. Em 2015, eram 44,2 milhões de hectares, 5% maior que a do ano anterior, conforme o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA). De toda soja produzida no país, 94% é transgênica. No caso do milho, esse percentual é de 84%, e 66% nas culturas de algodão.

“A liberação dos transgênicos ameaça o direitos do agricultores de seguirem plantando as sementes de sua preferência, ameaçando também a base genética da qual depende o próprio futuro da nossa alimentação. Uma plantação contaminada não pode produzir sementes para plantio no ano seguinte pois assim espalhará a contaminação. O agricultor deve recorrer a colegas, feiras de sementes ou pesquisadores que tenham aquela semente para poder voltar a plantá-la. No caso das plantações certificadas como orgânicas o agricultor ainda enfrentará um prejuízo econômico por não poder vender sua plantação como orgânica”, alerta o agrônomo Gabriel Fernandes, da equipe executiva da AS PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, do Rio de Janeiro.

Em duas décadas, os transgênicos “inovaram” ao introduzir plantas resistentes a herbicidas, que exigem mais e mais agrotóxicos, e plantas que produzem seu próprio inseticida. É a soja, exportada principalmente para a produção de ração animal; o milho, que vai ser usado em alimentação infantil e até na produção de cerveja; o algodão, usado para a fabricação e óleos e outros subprodutos. Eventuais ganhos de produtividade resultam mais da planta em si do que da modificação genética que sofreu.

De lá para cá, o que se assiste é a crescente pressão do agronegócio, que conquista espaço no parlamento, no governo e nas agências que deveriam regular o setor, e não serem controladas por ele. O interesse da indústria e de ruralistas é defendido, entre outras coisas, com o falso consenso da falta de estudos que comprovem os seus prejuízos à saúde e ao meio ambiente – daí a importância de Lavouras Transgênicas.

“Há muitos cientistas, inclusive dentro da CTNBio, que fazem vista grossa para publicações científicas que sustentam a dúvida e, ao mesmo tempo, enaltecem os argumentos de propagandas veiculadas em campanhas de marketing, que reafirmam bobagens com a ilusão de que as lavouras transgênicas teriam provocado redução no uso de agrotóxicos, quando este quadruplicou. O avanço dos transgênicos ampliou e amplia mais, ano a ano, o uso no Brasil de venenos cada vez mais tóxicos, com impactos sobre a saúde e o ambiente”, afirma o coordenador do Grupo de Trabalho de Agrotóxicos e Transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Leonardo Melgarejo, e ex-membro da CTNBio.

 Parcerias

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Ferraz, Gilles, Melgarejo e Gabriel (sentido horário): seis meses de pesquisa em bancos de dados estrangeiros

As instituições que produzem pesquisa para embasar os pareceres favoráveis à indústria das sementes e dos venenos são universidades, empresas de pesquisa públicas. São as mesmas que produzem o conhecimento que contesta esses dados. Como há diminuição do financiamento público para pesquisas, as empresas de organismos geneticamente modificados e agrotóxicos seduzem pesquisadores com verbas. E tem crescido o número de empresas privadas constituídas por pesquisadores egressos de universidades e empresas de pesquisa pública, com a finalidade específica de elaborar experimentos que dão pareceres favoráveis às empresas.

“Pesquisas feitas com verbas de empresas em parceria com órgãos públicos geralmente têm contratos com cláusulas que proíbem a divulgação dos dados obtidos sem a autorização da contratante. Ou seja, só serão divulgados dados se os resultados forem favoráveis. Se forem desfavoráveis,  não serão publicados. Assim, temos empresas públicas e universidades públicas trabalhando para o interesse das empresas privadas. Uma parceria interessante para as multinacionais, que apenas pagam os salários dos pesquisadores e professores”, afirma o pesquisador aposentado da Embrapa José Maria Ferraz, pesquisador convidado do Laboratório de Engenharia Ecológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp0 e ex-membro da CTNBio.

Para os autores de Lavouras Transgênicas, o avanço dessas culturas e a perspectiva do uso de agrotóxicos cada vez mais potentes para romper a resistência de algumas plantas – uma reação da natureza – apontam para tempos ainda mais sombrios. No entanto, essa perspectiva sustentada por uma conjuntura favorável apenas para os que lucram com o envenenamento do meio ambiente e com a doença das pessoas, não é inexorável.

A transição de volta à agricultura livre de transgênicos é perfeitamente possível. Basta consciência e mobilização social para exigir o abandono dessas sementes, e apoio técnico e financeiro para o agricultor passar a adotar sistemas de rotação de culturas, consórcios, plantios intercalados ou cultivos de cobertura e adubos verdes. Com isso é possível recuperar a vida do solo e dar os primeiros passos rumos a uma agricultura sustentável para todos.

Prêmio Juliana Santilli Agrobiodiversidade

20, março, 2017 Sem comentários

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Articulação de Agroecologia lança novas publicações

17, março, 2017 Sem comentários

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Os alimentos do mundo têm dono, na GloboNews

13, março, 2017 Sem comentários

 

Assista aqui: https://youtu.be/So01xsMjdtw

 

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CIDADES E SOLUÇÕES

Os alimentos do mundo têm dono

Você sabia que um grupo muito pequeno de empresas controla os alimentos do mundo, produzindo a maior parte das sementes, os fertilizantes e até os agrotóxicos para combater as pragas?! Essas gigantes do mercado definem o que você encontra com mais facilidade no supermercado ou no hortifruti. Nos últimos anos, fusões e incorporações, como o anúncio da compra da Monsanto pela Bayer, tornaram esse mercado ainda mais restrito. No Cidades e Soluções dessa semana, você vai ver como isso pode afetar a sua vida e o alimento que vai para sua mesa.

Segunda-feira, 21h30, na GloboNews

 

Transgenic crops hazards and uncertainties: more than 750 studies disregarded by the GMOs regulatory bodies

10, março, 2017 Sem comentários

This new book edited by the former brazilian Ministry of Agrarian Development (currently Special Secretariat for Family Farming and Agrarian Development) compiles the omitted science in the approval of GM seeds

“Transgenic Crops: hazards and uncertainties” has a different format from the conventional ones that propose to present a bibliographic review of scientific publications related to a certain subject. It innovates by placing questions about aspects of the scientific debate on the genetic modification of living organisms for, subsequently, presenting a list of references opposed to the versions adopted by regulatory agencies such as the National Technical Biosafety Commission (CTNBio) and disclosed in marketing campaigns sponsored by the GM industry.

download: http://bit.ly/750studies

 

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Soja convencional é alternativa em áreas com plantas daninhas resistentes ao glifosato

21, fevereiro, 2017 Sem comentários

Antes era aplicar o glifosato para economizar outros produtos, agora é aplicar outros produtos para economizar no glifosato…

 
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Buva viceja em meio a campo de soja transgênica em Alto Paraná, Paraguai. Resistência de plantas espontâneas a herbicidas aumenta o uso de químicos e enseja novos pacotes pela empresas, como  o2,4-D, da Dow, e o Dicamba, da Monsanto. Foto: AS-PTA

 

 

 

 

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Embrapa, 20/02/2017

Soja convencional é alternativa em áreas com plantas daninhas resistentes ao glifosato

A praticidade do uso de glifosato no manejo de plantas daninhas em soja RR é um dos motivos que fazem com que produtores optem por cultivares transgênicas. Porém, com o aumento da incidência de ervas tolerantes e resistentes a esse herbicida, o cultivo de soja convencional passa a ser uma boa alternativa.

Para o pesquisador da Embrapa Sidnei Cavalieri, como muitas vezes o produtor já precisa utilizar outros mecanismos de ação na soja RR, o manejo e o custo operacional acabam não sendo muito diferentes daqueles empregados em lavouras convencionais.

“Optando pela soja convencional, o produtor vai utilizar herbicidas tradicionalmente usados, sem o glifosato. Ele vai economizar essa aplicação do glifosato. Então, entrando com uma soja convencional, seguida da aplicação de um pré-emergente ou de pós-emergentes com outros mecanismos de ação, realiza o controle da mesma forma, possibilitando ter maior ganho financeiro, comparado à soja transgênica, por conta do prêmio”, afirma o pesquisador se referindo ao maior valor pago pela soja convencional. Atualmente, o bônus chega a R$ 10 por saca em algumas trades.

Conhecimento da área

Para cultivar soja convencional, uma das exigências é que o produtor conheça muito bem sua área, quais as espécies de plantas daninhas mais comuns e qual o grau de infestação delas. A partir daí é que poderá definir a forma de manejo dessas invasoras e quais herbicidas utilizar.

O pesquisador ressalta ainda a importância de sempre se trabalhar com herbicidas pré-emergentes, garantindo maior segurança no controle das plantas daninhas.

“No caso de soja convencional, gosto de recomendar a aplicação de herbicida pré-emergente para possibilitar que a cultura se desenvolva no limpo desde o início. Até porque temos uma limitação quanto ao estádio de controle com pós-emergente. Se, por ventura, começar a chover muito na época em que a soja está se desenvolvendo e passar o ponto indicado para o controle, muito possivelmente o produtor terá dificuldade de controle usando somente pós-emergentes. Dai então a aplicação fundamental dos pré-emergentes, com os pós-emergentes entrando para complementar o controle”, orienta o pesquisador Sidnei Cavalieri.

Soja livre

Estas e outras orientações o pesquisador Sidnei Cavalieri passou aos produtores e técnicos que participaram do Dia de Campo do Programa Soja Livre realizado na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), nessa segunda-feira, dia 20.

O evento apresentou oito cultivares de soja convencionais desenvolvidas pela Embrapa, Agronorte e TMG e que são recomendadas para o cultivo em Mato Grosso. Entre os materiais há diferentes características de ciclos produtivos e de resistência a nematoides. Todos, contudo, com alto potencial produtivo.

O dia de campo ainda abordou o grande mercado da soja convencional, atendendo, sobretudo, aos países Europeus e, em demanda crescente, a China e a Rússia.

O Programa Soja Livre é coordenado pela Aprosoja e Embrapa, juntamente com uma rede de parceiros e busca garantir a oferta de sementes de soja convencional no mercado, mantendo o direito de escolha do produtor.

Além do evento em Sinop, outros dez eventos estão sendo realizados em todas as regiões de Mato Grosso nesta safra. A programação de dias de campo segue esta semana com eventos em Sorriso, no dia 21, em Tangará da Serra, dia 22, e em Deciolândia no dia 24.

Conheça as cultivares de soja convencionais da Embrapa e saiba mais sobre o Programa Soja Livre

Gabriel Faria (mtb 15.624 MG JP)

Embrapa Agrossilvipastoril

agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br

Telefone: 66 3211-4227

– Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

 

 

 

 

 

 

 

 

Grupo de consumidores da igreja Vida Nova visita propriedade agroecológica

17, fevereiro, 2017 Sem comentários

Folha de Palmeira, 17/02/2017

André Emílio Jantara | Assessor Técnico da AS-PTA

Na tarde de ontem, foi realizada uma visita a campo em nosso município na propriedade agroecológica de Nilce e Roberto Gurski, comunidade de Faxinal dos Quartins, onde estiveram presentes o grupo de mulheres da Igreja Menonita Vida Nova e assessores técnicos da AS-PTA- Agricultura Familiar e Agroecologia.

Apresentação dos participantes

Apresentação aos participantes pelo Roberto sobre a agroindústria

O objetivo principal da visita que a AS-PTA vem organizando é mostrar a produção de alimentos saudáveis agroecológicos produzidos pelas famílias agricultoras colocando os consumidores em contato com o dia a dia das famílias, mostrando os sistemas que utilizam para a produção, colheita e processamento de alimentos até chegar ao consumidor, sendo através de feiras agroecológicas e entregas de sacolas domiciliar.

No primeiro momento, além de uma breve apresentação e depois a família contou a sua história de vida e a forma que produzem alimentos saudáveis, mostrando as dificuldades que enfrentam, mas os pontos positivos em viver em harmonia com a natureza, conservando o meio ambiente, hoje tão agredido pelo uso indiscriminado dos agroquímicos.

Debate sobre produção agroecológica

Este projeto que a AS-PTA vem executando no município junto com a APEP e CAFPAL- Cooperativa da Agricultura Familiar de Palmeira, tendo como o título a Promoção da articulação entre CIDADE E CAMPO em dinâmicas locais e regionais de abastecimento agroecológico, conjugado com incidência política em soberania e segurança alimentar.

Também se estende pelos municípios de São João do Triunfo junto ao sindicato dos trabalhadores rurais e a COAFTRIL- cooperativa de agricultores familiares e São Mateus do Sul, junto com o sindicato e cooperativa também. Este projeto está sendo financiado por MISEREOR-KatholischeZentralstellefürEntwicklungshilfe da Alemanha.

Para a próxima etapa do projeto é organizar mais algumas caravanas de consumidores interessados em participar e conhecer sistemas de produção agroecológicos em nosso município e em sequência reunir estes consumidores para um encontro de formação e capacitação em temas que ainda desconhecem sobre a produção de alimentos saudáveis.

No final da visita, foi servido um café a todos os participantes com alimentos que a família vem produzindo e como temos chamados de CAFÉ DA BIODIVERSIDADE.


Produção na agroindústria

Visita a propriedade

Café da biodiversidade

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As mentiras sobre o glifosato

10, fevereiro, 2017 Sem comentários

Família de Palmeira produz alimentos agroecológicos há mais de 20 anos

24, janeiro, 2017 Sem comentários

leiafolha.com.br

 

por Rogério Lima –

Há mais de 20 anos, a família de Nilce e Roberto Gurski, residente na localidade de Faxinal dos Quartins, interior do município de Palmeira, vem produzindo alimentos agroecológicos saudáveis. A propriedade da família tem três alqueires e a área cultivada ocupa apenas a metade do total, sendo o restante composto por matas e proteção de fontes.

Na propriedade dos Gurski, hoje são cultivadas diversas espécies de hortaliças, tubérculos e também cereais como milho e feijão, tudo com a comercialização garantida. A venda dos produtos acontece na feira agroecológica que é realizada todos os sábados na cidade, bem como com a entrega de sacolas em forma de kits nas casas dos consumidores, mercados locais, restaurantes e merenda escolar. Na casa da família vende-se a produção para vizinhos e os Gurski consomem o que produzem na alimentação da própria família.

Além de produzir, a família também transforma os produtos. Na propriedade, funciona uma agroindústria devidamente regularizada pela Vigilância Sanitária, na qual são produzidos conservas de diversas espécies, picles, molho de tomate, compotas, doces caseiros e sucos de frutas.

A propriedade dos Gurski é certificada como agroecológica pelo Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) e também pela Rede Ecovida, o que é destacado na rotulagem dos alimentos comercializados.

Segundo a família, a demanda de alimentos para a comercialização no município é maior do que a produção que se tem na propriedade. “Se tivéssemos o dobro da produção de hoje, a venda era garantida, pois comércio tem, basta ter a insistência, teimosia e dedicação para produzir alimentos saudáveis agroecológicos”, afirma Roberto.

A produção das hortaliças e do morango é feita em estufas cobertas, o que evita danos dependendo da época do ano, como doenças e fungos que possam prejudicar a produção.

A família, que participa de um projeto desenvolvido por entidades do setor agrícola, tem o hábito de receber grupos de pessoas, incluindo consumidores, que buscam conhecer como são produzidos os alimentos. São grupos de vários municípios da região, mas principalmente de Palmeira.

Projeto

O projeto que a AS-PTA vem executando no município junto com a Associação dos Produtores Ecológicos de Palmeira (APEP) e a Cooperativa da Agricultura Familiar de Palmeira (Cafpal), do qual participa a família Gurski, tem como o título “Promoção da articulação entre cidade e campo em dinâmicas locais e regionais de abastecimento agroecológico, conjugado com incidência política em soberania e segurança alimentar”.

Segundo o assessor técnico da AS-PTA, André Emílio Jantara, “o objetivo principal do projeto é promover e articular as dinâmicas locais e regionais de produção, processamento e abastecimento agroecológico em organizações do campo e da cidade, orientadas em relações solidárias e nos princípios da soberania e segurança alimentar das populações”.

Na região, o projeto alcança os municípios, desenvolvido junto ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São João do Triunfo e a Cooperativa de Agricultores Familiares de São Mateus do Sul. O projeto recebe financiamento externo da organização MISEREOR-Katholische Zentralstelle für Entwicklungshilfe, da Alemanha.

Também participam do projeto outras entidades ligadas à produção agroecológica nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde também estão executando as atividades propostas junto aos consumidores locais de alimentos agroecológicos em suas respectivas regiões.

Intercâmbio

Jantara informa que em Palmeira, uma próxima etapa do projeto, ainda neste ano, é realizar algumas visitas de intercâmbio entre os consumidores locais e os agricultores que estão produzindo. “Assim, o consumidor poderá ver a forma como são produzidos os alimentos agroecológicos, preparados e até processados para que cheguem à sua mesa através da feira, mercados, restaurantes e das sacolas entregues em seus domicílios”, explica o assessor técnico da AS-PTA.

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Agroecología y los Objetivos de Desarrollo Sostenible

23, janeiro, 2017 Sem comentários

edición especial

En esta edición especial, publicamos estudios de caso realizados en los países de América Latina sobre la contribución de la agroecología a la realización del potencial multifuncional de la agricultura familiar campesina.

Los efectos positivos sistematizados a partir de diferentes perspectivas de análisis explican el papel central que el campesinado puede desempeñar para contribuir al logro de los Objetivos del Desarrollo Sostenible (#ODS).

 

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Agroecologia e os ODS

18, janeiro, 2017 Sem comentários

#ODS

A Agroecologia contribui diretamente para pelo menos 10 dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

 

Conheça nesta edição de Agriculturas experiências de 7 países da América Latina sobre benefícios da Agroecologia:

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