Arquivo

Textos com Etiquetas ‘bayer’

Bayer diz não ter vendido milho proibido pela Justiça do Paraná

6, agosto, 2010 Sem comentários

A Bayer CropScience informou nesta quarta, dia 4, por meio de nota, que ainda não iniciou a comercialização do milho Liberty Link variedade T25 no país, cuja venda foi proibida pela Justiça Federal do Paraná no dia 26 de julho.

– Nenhuma variedade de milho T25 está disponível para o plantio em escala comercial no Brasil — diz a companhia.

A decisão, dada pela juíza federal Pepita Durski Tramontine, da Vara Ambiental de Curitiba, afirma que o produto somente poderia retornar ao mercado depois de a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovar o plano de monitoramento do produto no mercado. Na nota, a Bayer CropScience afirma que o plano foi apresentado em 2008 e ainda não foi analisado pela CTNBio. (…)

A polêmica em torno do milho transgênico dura mais de dois anos. Liberado pela CTNBio em 2007, o produto geneticamente modificado foi alvo de uma ação proibindo sua comercialização no mesmo ano. Uma liminar foi concedida e, em janeiro de 2008, revogada.

Fonte: Agência Estado, 04/08/2010.

França registra milho da Bayer e abre caminho para seu cultivo na UE

6, agosto, 2010 Sem comentários

Sob a enorme pressão da Bayer e de toda a indústria dos transgênicos, o Ministério de Agricultura da França inscreveu, em 20 de julho, duas variedades do milho transgênico T25 (Liberty Link) no Catálogo Nacional de Sementes. O ato se deu em silêncio, aproveitando o período de férias de verão.

Isto significa que, a partir de agora, qualquer país da UE poderá cultivar o milho transgênico (exceto a Áustria e a Grécia, onde este milho está proibido), uma vez que a inscrição no catálogo de um Estado pressupõe a autorização para plantio em qualquer país do bloco. O T25 havia sido aprovado na UE em 1998, mas não podia ser cultivado por não estar inscrito em nenhum catálogo nacional.

O milho em questão é tolerante à aplicação do glufosinato de amônio, um herbicida muito tóxico que está na lista dos 22 agrotóxicos que serão em breve retirados da UE — além disso, na Europa o glufosinato é proibido no cultivo de milho.

O milho da Bayer está autorizado para cultivo na Argentina, no Canadá, no Japão e nos EUA. No Brasil ele foi autorizado pela CTNBio em 2008, mas teve sua liberação suspensa pela Justiça Federal do Paraná na última semana.

A medida da França se deu no momento em que ocorre um grande debate político sobre as novas normas para autorização de transgênicos na UE, sem que tenham sido criadas as normas para o cultivo (coexistência) e sem que tenha sido implementada uma petição unânime dos 27 estados membros sobre normas mais rigorosas de avaliação e aprovação de transgênicos.

Como se não bastasse todo este absurdo, a França inscreveu ainda outras 30 variedades do milho transgênico da Monsanto MON 810 (tóxico a insetos), cujo cultivo está proibido em seu próprio território por uma cláusula de salvaguarda.

Extraído de: Greenpeace França, 02/08/2010.

Bayer e seu milho geneticamente modificado

3, agosto, 2010 Sem comentários

Por Carlos Latuff

Justiça Federal do PR proíbe milho transgênico da Bayer

28, julho, 2010 Sem comentários

Mauro Zanatta, de Brasília

Valor Economico, 28-07-2010

A Vara Ambiental da Justiça Federal do Paraná anulou ontem a liberação comercial do milho geneticamente modificado “Liberty Link”, produzido pela multinacional alemã Bayer. A decisão foi motivada pela ausência de um plano de monitoramento pós-liberação comercial para variedades transgênicas que deveria ter sido exigido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

“Impõe-se reconhecer a sua nulidade, por promover a liberação de organismo geneticamente modificado sem a prévia e necessária definição de plano de monitoramento”, escreveu, em parecer definitivo, a juíza Pepita Durski Tramontini.

A Justiça Federal também determinou a proibição da venda de sementes de milho da Bayer nas regiões Norte e Nordeste por falta de estudos de impacto ambiental específicos para os biomas da região. Em complemento, também determinou à CTNBio a adoção de um prazo máximo para a abertura de dados protegidos de processos e pareceres apresentados pelas indústrias de biotecnologia. “As informações que instruem o pedido da empresa são de interesse público, devendo ser a todos os interessados disponibilizadas, salvo declarado o seu sigilo pela CTNBio”, decidiu a juíza Tramontini.

Pela decisão, a Bayer está proibida de vender, semear, transportar, importar e descartar sementes transgênicas sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Em nota, a empresa afirmou não ter sido informada sobre a decisão. “A empresa aguardará comunicado para se pronunciar”.

A ação civil pública, movida pelas ONGs Terra de Direitos, AS-PTA, Idec e ANPA, também queria impedir a comercialização das sementes de milho transgênico das multinacionais Syngenta e Monsanto até a realização de medidas de coexistência com outras variedades. Mas a Justiça Federal não acolheu os argumentos. “Mais uma vez, o Poder Judiciário teve que corrigir atos ilegais da CTNBio”, diz a consultora jurídica do Idec, Andrea Lazzarini Salazar. O especialista da AS-PTA, Gabriel Fernandes, aponta “absurdo” na falta de acesso a processos públicos da CTNBio e a falta de estudos ambientais no Norte e Nordeste. “Agora, eles terão que cumprir”.

Em 16 de maio de 2007, a CTNBio aprovou o milho tolerante a herbicidas a base de glufosinato de amônio. Por 17 votos contra quatro, e com base em estudos feitos em Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, o colegiado afirmou que o milho da Bayer não apresentava “evidências de ameaça à saúde humana, animal ou ao meio ambiente”.

Desde então, setores da sociedade civil criticam a liberação. As ONGs questionam o bloqueio ao acesso aos procedimentos de liberação, o que violaria o direito à informação e seria incompatível com a publicidade garantida aos documentos de interesse público.

A decisão da Justiça uso como argumento a urgência da elaboração de medidas de biossegurança para garantir a coexistência das variedades orgânicas, convencionais ou ecológicas com as transgênicas, e termos claros para garantir o monitoramento dos transgênicos. É preciso, diz a juíza, monitorar “organismos não-alvo” (solo, parte aérea e águas, incluindo bioacumulação), “insetos-alvo”, fluxo gênico para o milho convencional e resíduo da proteína “Bt” no solo.

Justiça proíbe venda de milho transgênico da Bayer

28, julho, 2010 1 comentário

LÍGIA FORMENTI  Agencia Estado

27-07-2010

BRASÍLIA – A Justiça Federal do Paraná proibiu a venda do milho transgênico Liberty Link, produzido pela Bayer. A decisão, dada pela juíza federal Pepita Durski Tramontine, da Vara Ambiental de Curitiba, na segunda-feira, afirma que o produto somente poderá retornar ao mercado depois de a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovar o plano de monitoramento do produto no mercado.

Na sentença, a juíza também determinou a proibição do uso do milho, resistente ao herbicida glufosinato de amônio, no Norte e Nordeste até que sejam realizados estudos ambientais do produto nas regiões. “Nesses locais, não basta a aprovação do plano de monitoramento pela CTNBio. É preciso que estudos anteriores, relacionados à segurança, sejam realizados”, explicou a advogada e consultora do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Andrea Lazzarini Salazar. Leia mais…

Justiça suspende liberação de milho transgênico da Bayer

27, julho, 2010 Sem comentários

Em decisão publicada ontem, Justiça Federal do Paraná anula a autorização da liberação comercial do milho Liberty Link da Bayer e reprova atos da CTNBio

A disputa envolvendo transgênicos ganhou um novo capítulo em sua história. Por decisão judicial, a Bayer está agora proibida de comercializar o milho Liberty Link – resistente ao herbicida glufosinato de amônio – em todo o país pela ausência de um plano de monitoramento pós-liberação comercial. A juíza federal Pepita Durski Tramontini, da Vara Ambiental de Curitiba, também anulou a autorização da liberação especificamente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil por não haver estudos sobre os impactos dessa tecnologia nos biomas dessas regiões.

Pela sentença, a Bayer será multada em 50 mil reais por dia caso não suspenda imediatamente a comercialização, a semeadura, o transporte, a importação e até mesmo o descarte do Liberty Link.

De acordo com a sentença, a ratificação dada pelo Conselho de Ministros (o Conselho Nacional de Biossegurança) à autorização do milho também não se sustenta, pois tal decisão ministerial se baseou em ato viciado da CTNBio. Leia mais…

O arroz transgênico por Carlos Latuff

16, julho, 2010 Sem comentários

Outras charges de Carlos Latuff: http://latuff2.deviantart.com/

Rejeição dos produtores faz Bayer adiar planos de lançar arroz transgênico

30, junho, 2010 Sem comentários

DW-WORLD.DE |30.06.2010

Empresa alemã, que vende no Brasil soja e milho geneticamente modificados, desiste temporariamente de obter licença para arroz transgênico. Brasileiros não querem ser os primeiros do mundo a oferecer esse tipo de grão.

A reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que debateu aprovações comerciais de novos produtos geneticamente modificados no mercado brasileiro em 23 de junho último, era para ter sido sem surpresas.

Mas não foi: a aprovação dada como “certa” do arroz LibertyLink (semente tolerante ao herbicida glufosinato de amônio), da Bayer, não chegou sequer a ser discutida pelos membros da comissão. Por iniciativa da própria empresa alemã, o processo foi retirado temporariamente da pauta de decisões técnicas. Leia mais…

Coagida, Bayer recua

29, junho, 2010 Sem comentários

Reportagem de Lúcio Vaz para o Correio Braziliense, 24/06/2010.

Empresa retira pedido de liberação de arroz modificado geneticamente da pauta da CNTBio. Argumento é necessidade de ampliar diálogo com membros da cadeia produtiva

“É uma decisão sábia deles. Eles iriam desgastar a própria imagem e não teriam muito a ganhar, até porque os produtores não querem” – Flávio Breseghello, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão

Leia mais…

Organizações sociais pressionam governo contra aprovação de arroz transgênico

28, junho, 2010 Sem comentários

Reportagem de Karol Assunção para a ADITAL, 22/06/2010.

Na próxima quinta-feira (24), as atenções de ambientalistas e produtores de arroz estarão voltadas para a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Neste dia, membros da CTNBio poderão votar a favor ou contra o plantio e o consumo do Arroz Liberty Link LL 62, cereal transgênico resistente ao herbicida glufosinato de amônio.

De acordo com documento divulgado por diversas organizações e entidades sociais, tal arroz, desenvolvido pela empresa Bayer, ainda não foi aprovado por nenhum país. “O arroz não é plantado nem consumido em nenhum país. A população do Brasil poderá virar cobaia mundial de um produto que não foi aprovado em nenhum outro lugar”, destaca Gabriel Fernandes, integrante da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA). Leia mais…

Bayer recua e desiste do pedido de liberação do arroz transgênico

28, junho, 2010 Sem comentários

Terra de Direitos, 24/06/2010 | A empresa Bayer Cropscience informou em sua página da internet ontem que solicitou à CTNBio a retirada temporária do processo de liberação comercial do arroz Liberty Link (LL 62) da pauta de decisões técnicas. O pedido de liberação causou uma série de reações contrárias, por parte de vários grupos, desde produtores, comunidade científica e diversas organizações ambientalistas, de consumidores e movimentos sociais. Leia mais…

Arroz da Bayer fora da pauta da CTNBio

28, junho, 2010 Sem comentários

Valor Econômico, 24/06/2010.

A Bayer CropScience comunicou ontem a retirada temporária de seu arroz geneticamente modificado “LibertyLink” da pauta de discussões da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em Brasília. Em nota, a multinacional alemã informou que pretende “ampliar o diálogo” com o setor produtivo.

A decisão é uma resposta à polêmica criada com a possibilidade de aprovação do primeiro arroz transgênico no Brasil, que desde o mês passado tem levantado críticas de especialistas sobre a segurança alimentar da nova variedade e dúvidas entre produtores sobre a aceitação do cereal no mercado internacional.

Joga luz também sobre a dificuldade que produtos transgênicos direcionados ao consumo humano enfrentam. Em 2004, a americana Monsanto abandonou as pesquisas com trigo após consultas com compradores no mercado internacional revelarem que eles não tinham intenção de comprar o alimento transgênico. Leia mais…

Bayer segue pagando milhões por contaminação do arroz nos EUA

25, junho, 2010 Sem comentários

Vimos relatando neste boletim as indenizações milionárias que a Bayer tem sido obrigada a pagar nos EUA por ter deixado seu arroz transgênico Liberty Link (o mesmo que a CTNBio quer autorizar por aqui), tolerante à aplicação do herbicida glufosinato de amônio, contaminar a cadeia do arroz em 2006. O arroz transgênico não é plantado comercialmente em nenhum. Imediatamente após a divulgação da contaminação, Japão e Europa, principais importadores dos EUA, suspenderam as importações, prejudicando milhares de produtores (até hoje o mercado não foi restabelecido).

Em dezembro de 2009 a Bayer foi condenada a pagar US$ 2 milhões a agricultores de Missouri por perdas provocadas pela contaminação. Logo depois, em fevereiro de 2010, a multinacional foi condenada a pagar US$ 1,5 milhão a três agricultores de Arkansas e Mississippi. Em abril de 2010 o tribunal estadual de Arkansas ordenou o pagamento de pouco mais de US$ 1 milhão ao rizicultor Lenny Joe Kyle, sendo metade do valor da multa referente a danos morais. No último julgamento, também em abril, a Bayer foi condenada a indenizar 12 agricultores de Arkansas em US$ 50 milhões, sendo US$ 6 milhões por compensação por perdas e US$ 42 por danos morais.

(Ver Boletins 477, 484 e 489).

Segundo notícias divulgadas esta semana, a Bayer fez agora um acordo para pagar US$ 5,8 milhões à empresa Riviana Foods e suas afiliadas. Trata-se do primeiro acordo deste tipo entre os casos multidistritais sobre a contaminação do arroz.

Além disso, começou esta semana (21/06) um novo julgamento, que deverá durar várias semanas. Agricultores de Missouri, Arkansas, Texas, Louisiana e Mississippi impetraram ações múltiplas. Dezenas deles serão contemplados pelo julgamento iniciado agora.

Nem é preciso discorrer sobre o risco que correm os rizicultores daqui. E não é à toa que eles estão todos mobilizados contra a liberação.

Com informações de:

- Settlement reached in one GM rice suit; court issues order in another – Lexology.com, 18/06/2010.

- Rice contamination trial begins – stltoday.com, 22/06/2010.

Cadeia produtiva do arroz discute transgênico

22, junho, 2010 Sem comentários

18/06/2010 | A cadeia produtiva do arroz esteve reunida na sede da Farsul, nessa quinta-feira, 17/06, para debater a utilização do arroz transgênico na produção. De acordo com o coordenador da comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, a fase de pesquisas já foi superada e está na pauta de votação da CTNBIO a regulamentação do grão geneticamente modificado. ”Por isso reunimos a cadeia produtiva e pesquisadores para discutir a utilização ou não do grão. Após um longo debate, concluímos que somos favoráveis a tecnologia transgênica, mas pelo momento comercial do grão, entendemos que não devemos usar ainda o arroz geneticamente modificado, em função do mercado externo conquistado nos últimos anos.” concluiu Schardong.

Participaram da reunião o coordenador da comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong; o presidente da Federarroz, Renato Rocha e o presidente do Irga, Maurício Fischer; o professor da UFRGS, Marcelo Gravina e a pesquisadora da Fundação Zoobotânica e membro da CTNBIO, Luiza Chomenko.

Na próxima semana, Francisco Schardong estará em Brasília, onde falará sobre o tema na reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários (21/06) e participará de reunião (22/06) com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, para falar sobre endividamento da orizicultura e aumento da TEC, entre outros temas.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

http://www.farsul.org.br/pg_informes.php?id_noticia=1112

Categories: transgênicos Tags: , , ,

ARROZ TRANSGÊNICO – Entenda o que está em jogo

21, junho, 2010 Sem comentários

Dentro de poucos dias o Brasil pode se tornar a cobaia do mundo, ao permitir o plantio e o consumo de arroz transgênico não aprovado em nenhum país.

O pedido da empresa alemã Bayer está praticamente pronto para ser votado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio. Trata-se do Arroz Liberty Link LL 62, resistente ao herbicida glufosinato de amônio (processo 01200.003386/2003-79). Neste caso, até os produtores e a Embrapa Arroz e Feijão estão contra. Parece que só a CTNBio está do lado da Bayer. Como vai se posicionar o governo LULA?

Arroz transgenico-o que esta em jogo (versão pdf 320 KB)

Leia mais…