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Justiça confirma parecer da CTNBio

8, março, 2013 2 comentários

TRF-4, 07/03/2013

O Parecer da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) que liberou a comercialização do milho transgênico Liberty Link, produzido pela multinacional Bayer Seeds, foi considerado legal pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O julgamento da 3ª Turma ocorreu ontem (6/3) e negou recurso de associações civis que buscavam anular a autorização para venda do produto geneticamente modificado.

A Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), a Associação Nacional de Pequenos Agricultores e a Terra de Direitos, juntamente com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor ajuizaram a ação civil pública sob o argumento de que os estudos realizados com o milho transgênico são insuficientes, em especial, acerca dos potenciais danos à saúde humana. A ação pede ainda maior acesso às informações sobre a construção genética inserida no cereal.

Segundo a relatora do processo, desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, a CTNBio proferiu decisão técnica no exercício da competência legalmente a ela atribuída e cumpriu todas as exigências legais do procedimento administrativo.

“A decisão técnica do CTNBio é ato administrativo com forma e conteúdo disciplinados por lei, especificamente pela Lei de Biossegurança e por sua norma regulamentadora. Da leitura do parecer vê-se que os requisitos para a higidez da norma foram cumpridos”, afirmou a desembargadora”. [Em 2007, quando a CTNBio emitiu seu parecer, Ibama e Anvisa apresentaram recursos expondo a fragilidade e deficiência dos dados apresentados pela empresa. Não foram feitos estudos nas reiões Norte e Nordeste do país, entre outras omissões]

A CTNBio pertence ao Ministério de Ciência e Tecnologia. É formada por uma equipe multidisciplinar de 27 cidadãos brasileiros de reconhecida competência técnica e tem por atribuição avaliar os pedidos de liberação comercial de Organismos Geneticamente Modificados (OGM). Suas atividades seguem as normas da Lei de Biossegurança.

Ainda cabe recurso da decisão em instâncias superiores.

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Bayer CropScience dá novo passo para crescer em sementes

7, março, 2013 1 comentário

Assim avança o controle das multinacionais sobre as sementes, que definem as estratégias de melhoramento genético e lançamento de cultivares de acordo com seus interesses na venda de insumos. Restam cada vez menos opções para os agricultores.

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VALOR ECONÔMICO, 07/03/2013

Por Gerson Freitas Jr. | De São Paulo

A Bayer CropScience anunciou ontem mais um passo em sua estratégia para crescer em sementes de soja no Brasil – um mercado no qual ainda é incipiente.

A múlti alemã oficializou a aquisição do banco de germoplasma da Agropastoril, de Cascavel (PR), e um acordo para comprar a unidade de sementes de soja da Agrícola Wehrmann e a sua divisão de melhoramento genético (a Wehrtec), com sede em Cristalina (GO). A multinacional não revelou quanto desembolsou nos dois negócios.

A Bayer CropScience já havia adquirido outras duas companhias de perfil semelhante – a CVR, em 2010, e a Soytech, no ano seguinte. Com isso, a múlti tenta criar um banco de germoplasma que a permita acelerar o desenvolvimento de novas variedades e a sua pesquisa com transgênicos.

Desde que decidiu entrar no mercado de sementes, hoje dominado por Monsanto, DuPont e Syngenta, há apenas quatro anos, a gigante do setor químico elegeu como prioridades os mercados de soja e trigo, o que colocou o Brasil no centro de sua estratégia global.

“A área plantada com soja no Brasil deve alcançar cerca de 40 milhões de hectares até 2020, ante 28 milhões cultivados na última safra”, justificou o presidente da Bayer CropScience para a América Latina, Marc Reichardt, em entrevista ao Valor.

“Temos planos muito ambiciosos para expandir e finalmente ser um líder em sementes de soja no Brasil. Estamos muito bem posicionados para isso”. Segundo o executivo, a empresa possui um amplo portfólio de produtos geneticamente modificados em processo de desenvolvimento.

Entre eles, a Bayer estuda uma variedade de soja resistente ao nematoide (verme que ataca as raízes das plantas) e plantios tolerantes a novas classes de herbicidas. Ele não revelou, porém, quando esses produtos serão submetidos a registro no Brasil.

Apenas três meses depois de assumir a cadeira de CEO global da Bayer CropScience, o irlandês Liam Condon desembarcou ontem em São Paulo para sua primeira visita ao país. “O Brasil é um dos quatro “países-alvo” [mercados considerados prioritários do ponto de vista de investimento] para a Bayer. Acreditamos que o mercado de soja vai dobrar nos próximos 20 anos e queremos participar desse crescimento”, afirmou. Estados Unidos, Índia e China são os outros países-alvo da companhia.

No ano passado, as vendas da Bayer CropScience no Brasil cresceram 38% em moeda local, para R$ 3,085 bilhões (cerca de € 1,2 bilhão). Contudo, a maior parte da receita ainda está atrelada ao mercado de defensivos agrícolas. Em 2012, o segmento respondeu por quase 80% do faturamento global de € 8,4 bilhões, enquanto a participação das sementes foi inferior a 12%.

Em 2012, a Bayer CropScience registrou um crescimento nominal de 15% (12,4% considerando os ajustes de câmbio e portfólio). O resultado foi puxado pelas vendas para América do Norte e América Latina (bloco que inclui ainda os países da África e do Oriente Médio), que cresceram respectivamente 26,5% e 18,5%, em termos nominais, seguida por Ásia, com avanço de 11,4%, e Europa, com 8%.

Embora cresça menos, a Europa ainda é o principal mercado da companhia em volume de vendas (€ 2,7 bilhões), seguida por América do Norte (€ 2,15 bilhões), América Latina (€ 2,13 bilhões) e Ásia (€ 1,3 bilhões)

“Ficamos muito felizes com esse desempenho. Foi um ano bom para o mercado, com os preços das commodities em patamares ainda elevados”, afirma Condon. Para 2013, pondera o executivo, o cenário é menos favorável. Segundo ele, os mercados de defensivos e sementes tendem a desacelerar ao longo do ano. “A expectativa é que cresçamos apenas um dígito ao ano”. “Estamos falando de um setor cíclico. Tivemos dois anos de crescimento na casa dos dois dígitos, o que é inédito, então achamos que em algum momento o mercado vai desacelerar”, afirma Condon.

Segundo ele, o mercado ainda deve se manter aquecido no primeiro semestre, mas pode perder força no segundo, caso a previsão de uma safra recorde nos Estados Unidos se confirme. “Se isso acontecer, os preços das commodities tendem a cair, o que pode desestimular os investimentos por parte dos produtores”, explicou.

Condon ponderou, no entanto, que as vendas de defensivos e sementes para a América do Sul e do Norte (sobretudo, os Estados Unidos) devem continuar a crescer de maneira acelerada, provavelmente na casa dos dois dígitos – “se o mercado concordar”. “Ainda é cedo para fazer qualquer avaliação sobre a safra americana”. “Se tivermos alguma desaceleração, será na margem”, concorda Reichardt.

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Ação contra a liberação de milho transgênico é julgada nesta quarta

5, março, 2013 Sem comentários

[veja na página da Terra de Direitos comentário sobre o julgamento de ontem, no qual dois (de uma turma de três) desembargadores deram razão aos argumentos da União, que no processo está do mesmo lado das empresas]

Terra de Direitos, 06/03/2013

Justiça Federal julga pedido de nulidade de liberação de milho transgênico

A contestação do cultivo de milho transgênico no Brasil terá novo capítulo na quarta-feira, 6 de março, com o julgamento na 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, da apelação originária da Ação Civil Pública (ACP) proposta em 2007 pela Terra de Direitos, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, a Associação Nacional de Pequenos Agricultores e a AS-PTA.

Estará em julgamento o pedido de nulidade do Parecer Técnico nº 987 de 2007, emitido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, que aprovou a liberação do milho geneticamente modificado Liberty Link, da empresa Bayer. O Parecer descumpre a Lei de Biossegurança (art. 14.) e o Princípio da Precaução no que diz respeito à previsão de riscos à saúde da população e ao meio ambiente, além de não apresentar normas para análise de riscos e negar acesso a informações do processo administrativo de liberação comercial do milho.

Para Fernando Prioste, assessor jurídico da Terra de Direitos que fará sustentação oral no julgamento em nome das entidades proponentes da ACP, a decisão da Justiça Federal coloca em jogo a seriedade dos estudos da CTNBio: “A liberação dessa variedade de milho foi feita em desacordo com regras básicas da lei, pois não foram feitos estudos de avaliação de risco do transgênico no Brasil, entre eles a possibilidade de indução de câncer. Outro ponto a ser debatido é a obrigatoriedade da CTNBio responder a questões feitas por especialistas e pela sociedade civil em audiência pública”

A partir da ACP de 2007, a CTNBio editou a Resolução Normativa 4 (RN 4), que supostamente deveria garantir a não contaminação de milhos convencionais pelos transgênicos. Apesar disso, estudos divulgados em 2012 pela Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná – SEAB apontam a ineficácia das normas de coexistência para o milho, o que coloca em risco toda a sociedade pela falta de segurança no plantio transgênico. Em 2009, as organizações entraram com uma nova Ação Civil Pública questionando a insuficiência da norma (RN 4), mas até agora aguarda decisão judicial.

O debate acerca dos malefícios causados pelos transgênicos aos consumidores reacendeu em 2012 com o estudo do pesquisador francês Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen. Em reação às constatações da pesquisa, em outubro do ano passado 25 organizações e movimentos sociais oficiaram a CTNBio, Ministério Público Federal e Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA e outros órgãos governamentais solicitando a reavaliação e imediata suspensão do milho geneticamente modificado NK 603, tolerante ao Glifosato (Milho Roundup Ready), de propriedade da transnacional Monsanto.

Contatos:
- Ednubia Ghisi, assessora de comunicação da Terra de Direitos
ednubia@terradedireitos.org.br | (41) 9827-5303
- Fernando G. V. Prioste, coordenador executivo da Terra de Direitos
fernando@terradedireitos.org.br | (41) 3232-4660
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UE suspeita de inseticidas por “sumiço” de abelhas

21, janeiro, 2013 1 comentário

As autoridades europeias informaram que três inseticidas há muito suspeitos de contribuir para a queda acentuada das populações de abelhas representam risco para os insetos, e defenderam que esses produtos químicos sejam submetidos a um exame mais detalhado.

Trata-se dos neonicotinoides clotianidina e imidacloprida, da Bayer, e do tiametoxam, da Syngenta. Exatamente os mesmos que aqui no Brasil o Ibama tentou restringir e depois acabou engolindo sua permissão para pulverização aérea formalizada em conjunto com o Ministério da Agricultura.

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The Wall Street Journal | Valor Econômico, 18/01/2013.

França, Alemanha, Itália e outros países europeus já proibiram ou suspenderam o uso de determinados inseticidas, conhecidos como neonicotinoides, que, segundo argumentam muitos agricultores e cientistas, são a causa principal da queda das populações de abelhas comuns. A indústria de pesticidas e outros cientistas dizem que as doenças e as mudanças ambientais é quem são os responsáveis.

A avaliação de risco, publicada anteontem, afirmava que três neonicotinoides – a clotianidina e o imidaclopride, fabricados principalmente pela Bayer, e o tiametoxam, produzido pela Syngenta – representam riscos para as abelhas por meio da presença de resíduos de terra e pesticida contaminados no néctar e no pólen. O órgão europeu vê “alto e grave risco” para as abelhas na forma pela qual os três inseticidas são aplicados a cereais, algodão, canola, milho e girassol.

Sua análise “propôs uma avaliação de risco muito mais abrangente para o caso das abelhas e introduziu, além disso, um nível mais alto de atenção na interpretação dos estudos de campo”, disse a EFSA. Mas a agência observou que não há dados para concluir que os inseticidas contribuem para o colapso das colônias de abelhas.

A Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia (UE), solicitará novas informações das fabricantes dos produtos químicos, disse um porta-voz da comissão. A UE está preparada para tomar “as medidas necessárias” se novos estudos revelarem a existência de ameaça definitiva imposta pelos produtos químicos às populações de abelhas, acrescentou.

Um alto executivo da Syngenta criticou o estudo. “Fica evidente para nós que a EFSA sofreu pressão política para produzir uma avaliação de risco apressada e imprópria, que ela mesma reconhece conter alto nível de incerteza”, disse John Atkin, diretor operacional da Syngenta. “Este relatório não é digno da EFSA e seus cientistas”.

A EFSA não respondeu a uma solicitação por seus comentários.

A Bayer diz que sustenta os dados anteriores apresentados aos órgãos reguladores, que demonstravam que os produtos químicos não causam danos às abelhas se usados da maneira pela qual foram aprovados na Europa. “Consideramos que os novos relatórios da EFSA não alteram a qualidade e a validade dessas avaliações de risco e os estudos subjacentes”, disse a companhia química alemã.

O Departamento de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), que regulamenta o uso de pesticida, diz desconhecer dados que demonstrem que os neonicotinoides tenham contribuído para o colapso das colônias de abelhas. Pesquisadores do Departamento de Agricultura americano examinam a questão, mas dizem não ter encontrado prova que relacione pesticidas às mortes de abelhas.

A EPA rejeitou solicitações emergenciais de ambientalistas de que uma série de neonicotinoides seja retirada do mercado. Mas, em resposta à pressão pública, acelerou a análise periódica de segurança de produtos químicos para verificar a necessidade da adoção de restrições adicionais a seu uso.

Os grupos ambientais dizem que a EPA está se movimentando com excessiva lentidão e cogitam mover uma ação judicial para obrigar o órgão a agir. “A EPA tem um enorme problema de conformidade”, disse Jay Feldman, diretor-executivo do grupo antipesticidas Beyond Pesticides. A EPA não comentou de imediato o assunto.

Nos EUA os neonicotinoides substituíram pesticidas considerados mais perigosos, gradualmente retirados do mercado americano.

Ambientalistas pedem a suspensão de pesticidas da BAYER

17, dezembro, 2012 2 comentários

Coordinadora contra os perigos da BAYER, 17/12/2012

Ao revelar que no México se encontram 27 inseticidas altamente perigosos comercializados por Bayer, Basf e Syngenta, organizações ambientalistas enviaram carta aos executivos das transnacionais, exigindo a suspensão das vendas desses produtos “por seu impacto à saúde humana e ao meio ambiente”.

De acordo com um comunicado, “no dia internacional do Não uso de pesticidas, mais de 120 organizações e 10 mil pessoas mundialmente enviaram uma carta aos executivos das transnacionais Syngenta, Bayer e Basf, exigindo que deixem de vender pesticidas altamente perigosos à saúde humana e ao meio ambiente. Estas transnacionais fabricam, em seu conjunto, 50 inseticidas altamente perigosos que, em muitos casos, não são vendidos ou não estão registrados em seus países de origem e, no entanto, são comercializados em países da Ásia, África e América Latina”.

“A carta foi dirigida à suíça Syngenta, e as alemãs Bayer Cropscience e Basf porque elas são, em grande parte, responsáveis pelos envenenamentos e problemas ambientas causados pelos pesticidas. As três transnacionais foram beneficiadas, em 2012, com 47% das vendas do mercado mundial (seguidas das estadunidenses Monsanto, Dow e DuPont)”.

A carta foi uma iniciativa de Pestizid Aktions-Netzwerk e.V. – PAN Alemanha (rede de ação contra os pesticidas) e tem como título “Pesticidas altamente perigosos da Basf, Bayer e Syngenta. Resultados de uma investigação internacional”. Indica que há mais de 25 anos a indústria e os governos promovem o “uso seguro dos inseticidas”, no entanto, os problemas ocasionados pelos agrotóxicos continuam. Neste relatório, o PAN discrimina os produtos altamente perigosos que são divulgados em páginas eletrônicas das transnacionais em seu país e em nove países da Ásia, África e América Latina (Brasil e Argentina).

Referindo-se ao relatório, Fernando Bejarano, coordenador da Red de Acción em Plaguicidas y sus Alternativas no México (Rapam), informou que “no México encontramos 27 inseticidas altamente perigosos comercializados pela Bayer, Basf e Syngenta que estão incluídos no informe citado pelo PAN. Portanto, nos somamos à demanda internacional para que detenham sua comercialização”.


Por Juan Garciaheredia/ El Sol de México (http://www.oem.com.mx/eloccidental/notas/n2794299.htm)

Tradução: Sandra Luiz Alves

 

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Inseticidas seriam responsáveis por morte em massa de abelhas, apontam estudos

2, abril, 2012 1 comentário

Substâncias introduzidas nos anos 1990 afetam a capacidade de orientação dos insetos.

Reportagem de Josep Corbella, publicada no jornal espanhol La Vanguardia, 29/03/2012.

Tradução: Cepat (Via IHU-Unisinos, 31/03/2012)

Duas pesquisas independentes, uma britânica e outra francesa, demonstraram que um tipo de inseticida introduzido há 20 anos prejudica a capacidade de orientação das abelhas e zangões. O estudo francês demonstra, além disso, que quando os insetos estão expostos a estes inseticidas, aumenta sua mortalidade. O britânico, que o número de abelhas rainhas cai vertiginosamente e as colmeias entram em declive.

Ambas as pesquisas, apresentadas na revista Science, se basearam em um tipo de inseticida chamado neonicotinoides que atualmente é utilizado em grande escala para proteger as colheitas em grande parte do mundo. Estes inseticidas emergem como supostos responsáveis – ou pelo menos cúmplices – pelos colapsos de abelhas observados na América do Norte e na Europa na última década. Entretanto, as pesquisas não descartam que outros fatores, tais como, transtornos imunológicos ou infecções, possam estar contribuindo para o declive das abelhas.

Os novos resultados “têm implicações importantes quando se trata de processos de autorização de inseticidas”, declarou em um comunicado Michaël Henry, primeiro autor do estudo francês, do Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica, em Aviñón. Até agora, para que um inseticida seja autorizado, deve-se demonstrar que não causa diretamente a morte de abelhas nas doses em que é empregado habitualmente. Contudo, adverte Michaël, não se observa se pode alterar o comportamento das abelhas e causar sua morte de maneira indireta.

No estudo inglês, feito pela Universidade de Stirling, foram misturadas pequenas doses de inseticida imidacloprid na dieta de 50 colônias de abelhas. Estas quantidades simulavam aquelas que os insetos encontram nas plantações de colza. A outras 25 colônias de abelhas foi dada uma dieta livre do inseticida.

Posteriormente, as abelhas foram deixadas livres durante seis semanas para que pudessem procurar seu alimento em jardins, florestas e plantações. Ao final das seis semanas, as colônias de abelhas que haviam ingerido o inseticida eram entre 8% e 12% menores que as colônias daquelas que não o haviam ingerido. Esta diferença de peso é atribuída ao fato de que os insetos tenham trazido menos alimento à colméia e haviam nascido menos operárias.

O resultado mais chamativo da pesquisa é a diferença no número de rainhas entre umas colmeias e outras. Se os insetos que não haviam ingerido o inseticida tinham uma média de 13 rainhas por colméia, as que o haviam ingerido tinham uma média de 1,7. Embora o estudo não esclareça qual seja a causa desta diferença, os autores do trabalho a atribuem ao fato de que os pesticidas afetam o sistema nervoso das abelhas e que distorce sua capacidade de orientação.

Esta interpretação coincide com os dados do estudo francês realizado com abelhas e com o inseticida tiametoxam. Neste caso fixaram chips eletrônicos ao tórax de 653 abelhas, das quais uma parte recebeu uma dose de inseticida. Os pesquisadores observaram que 43% das abelhas expostas ao inseticida morreram fora da colmeia – supostamente porque grande parte delas se perdeu. Entre as que não receberam o inseticida, 17% morreram fora da colmeia.

A BayerCropScience, fabricante de inseticidas neonicotinoides, considera que estes dados não demonstram que seus produtos sejam responsáveis pela diminuição das populações de abelhas, segundo outro artigo publicado esta semana na Science.

Dado que as abelhas ajudam a polinizar plantações economicamente importantes como a maçã e o amendoim – entre outros –, os governos começaram a estudar novas medidas para proteger os insetos. Na Europa, a Autoridade de Segurança Alimentar estuda uma nova lei para avaliar o risco dos inseticidas para as abelhas. Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental convocará um grupo de especialistas no outono para abordar a mesma questão.

A Bayer continua matando abelhas em todo o planeta

23, dezembro, 2011 Sem comentários

Coordinadora contra os perigos da BAYER

Enquanto a companhia alemã Bayer continuar fabricando e vendendo agrotóxicos neonicotinóides, populações de abelhas no mundo todo serão mortas.

É responsabilidade da Bayer o fenômeno conhecido como transtorno do colapso de colônias (CCD) – problema da mortalidade de colônias de abelhas – e está inserido entre os casos que serão apresentados de 3 a 6 de dezembro, no Tribunal Permanente dos Povos (TPP), em Bangalore (Índia) durante a sessão que processará as seis maiores multinacionais agroquímicas por violações dos direitos humanos.

“A morte das abelhas é um problema global e é fundamental discutir este tema e encontrar soluções internacionalmente. É um bom sinal que o TPP, como uma iniciativa global, aborde este tema, que é um problema ambiental e uma ameaça econômica”, disse Philipp Mimkes, porta-voz da Coalizão contra os perigos da Bayer, um grupo com sede na Alemanha.

Mimkes revelou que os imidaclopride (Gaucho) e clotianidina (Poncho) são os pesticidas mais vendidos da Bayer, apesar destes produtos, conhecidos como neonicotinóides, estarem ligados à morte de colônias de abelhas.

Em 2010, as vendas do Gaucho alcançaram a cifra de US$ 820 milhões e do Poncho US$ 260 milhões. Gaucho ocupa o primeiro lugar entre os agrotóxicos vendidos pela Bayer, enquanto o Pancho está em sétimo lugar. “Esta é a razão da Bayer, apesar dos graves prejuízos ambientais, lutar com unhas e dentes contra qualquer proibição na aplicação dos neonicotinóides”, afirma Mimkes.

Na Europa, em vários países o uso dos neonicotinóides foram proibidos. Na Alemanha, Itália, França e Eslovênia o Gaucho foi proibido no tratamento das sementes de milho, que é sua principal aplicação. No entanto, sua utilização é livre em vários países, incluindo os EUA, onde desde 2006, um terço da população de abelha já morreu.

As abelhas polinizam mais de 70, entre 100, culturas que fornecem 90% de alimentos do mundo. Entre frutas e vegetais, estão, por exemplo, as maçãs, laranjas, morangos, cebolas e cenouras. O declínio na população de abelhas tem efeitos devastadores para a segurança alimentar e é meio de subsistência dos agricultores. Além disso, pode afetar o valor nutricional e a variedade de nossos alimentos.

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Basf espera lançar cana transgênica em 2020

11, dezembro, 2011 Sem comentários

As empresas Basf e Bayer têm um acordo de pesquisa na área de melhoramento genético e biotecnologia de cana-de-açúcar com o CTC

BRASIL ECONÔMICO, , 09/12/2011

por Rafael Palmeiras – O repórter viajou a convite do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC)

Durante apresentação no evento Cana Show em Piracicaba, a pesquisadora Sabrina Moutinho Chabregas, especialista em Biotecnologia, explicou que a cana transgênica pode ser até 25% mais produtiva do que as convencionais.

A Basf e Bayer são parceiras do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) desde 2009 e 2010, respectivamente, e trabalham em segmentos diferentes dentro da pesquisa.

“Nosso trabalho com a Basf é mais focado no aumento da produtividade e tolerância à seca, enquanto a linha de pesquisa da Bayer é com foco no aumento de açúcar”, explica a pesquisadora.

Segundo Luiz Louzano, diretor de biotecnologia da Basf, a produção agrícola precisa dobrar em 40 anos. “Para que isso ocorra precisamos evoluir na pesquisa e descobertas de genes.”

Louzano explica que o estudo visa aumentar em 20% a produção de cana trabalhando com a combinação de genes e germoplasmas. “Temos uma meta otimista de lançar a cana transgênica em 2020″, destaca.

O Brasil é o segundo no ranking de adoção da biotecnologia. O país já possui cinco variedades de soja, oito de algodão, uma de feijão e 18 de milho.

Da safra nacional de 2010, 46,20% da soja é geneticamente modificada, seguida por 55% da produção de milho.

* O repórter viajou a convite do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

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Bayer tenta “fisgar” grandes produtores

29, outubro, 2011 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 28/10/2011

Por Gerson Freitas Jr. | De Santiago (Chile), O jornalista viajou a convite da Bayer CropScience

Disposta a retomar a liderança no mercado doméstico de agroquímicos, perdida na última década para a Syngenta, a Bayer CropScience – divisão agrícola da multinacional alemã – quer melhorar sua relação com os grandes produtores e empresas agrícolas, um grupo que em 2010 movimentou quase 30% de um mercado estimado em US$ 8 bilhões e que deve aumentar sua fatia no bolo nos próximos anos.

Para isso, a empresa coloca suas fichas em um novo programa, baseado na oferta de serviços. A ideia é que os clientes tenham acesso a consultorias nas áreas de gestão, tecnologia, logística, sustentabilidade, capacitação de funcionários e até estratégias de sucessão. Além disso, a multinacional alemã pretende organizar viagens de negócios e patrocinar o encontro de clientes de potenciais investidores.

A nova estratégia, apresentada oficialmente na última quarta-feira em um encontro com pesos-pesados do agronegócio em Santiago, no Chile, será implementada por etapas até 2013. Ao todo, aproximadamente 300 produtores devem fazer parte do programa. Cerca de dois terços deles estão na região do Cerrado.

Alguns serviços serão oferecidos a todos os clientes, como um sistema de pronta entrega de defensivos. Uma parte deles, porém, será disponibilizada a partir de um mecanismo de pontos, semelhante a um programa de milhagem. Haverá ainda um conjunto de ações destinadas apenas aos produtores considerados “estratégicos”.

Desde 2005, a Bayer adotou um conjunto de medidas para reforçar sua estratégia comercial. “Entendíamos que a Bayer tinha tecnologia e um bom portfólio de produtos, mas precisávamos melhorar nosso acesso ao mercado”, conta Gerhard Bohne, diretor de Operações de Negócios da Bayer CropScience no Brasil.

A ideia de estreitar a relação com os grandes produtores surgiu há aproximadamente 15 meses, e partiu do diagnóstico de que a importância dos grandes grupos na aquisição de insumos agrícolas vem aumentando em ritmo acelerado e que essa tendência deverá se manter nos próximos anos.

Os grandes grupos agrícolas, estima Bohne, já respondem por 29% das compras de defensivos no País – os 71% restantes são comercializadas via revendas e cooperativas aos produtores de menor porte. A aposta é que os grandes, que possuem um expressivo poder de barganha em suas negociações, vão abocanhar uma fatia ainda mais relevante no futuro, um desafio aos fornecedores de insumos.

“Com as consolidações e o aumento da concentração no campo, somadas à expansão do Cerrado e do setor sucroalcooleiro, a participação das vendas diretas vai crescer no Brasil”, assegura Bohne, que não arrisca um número. Não à toa, a Bayer criou equipes técnicas e de venda voltadas exclusivamente para esses clientes, assim como uma divisão específica na área de logística para atender a esses players.

A criação de uma área de serviços se insere nessa estratégia de diferenciação. “Entendemos que apenas tecnologia e inovação não são mais suficientes. Os serviços agora se tornam parte integrante da nossa oferta de soluções”, afirma o executivo.

Mas a preocupação em oferecer serviços tão diversos não poderia desviar a Bayer de seu foco principal? Bohne garante que não. “Vamos terceirizar tudo aquilo em que não somos experts. Não vamos ter uma empresa de capacitação em sucessão, e nem queremos isso. Nosso negócio continua a ser tecnologia”, afirma. A área de serviços, acrescenta, não terá uma receita própria.

A Bayer CropScience é a segunda maior empresa de defensivos do mundo, atrás da Syngenta. No primeiro semestre, a companhia faturou €4,2 bilhões em todo o mundo, dos quais 15% na América Latina, África e Oriente Médio. As vendas de defensivos representam aproximadamente três quartos desse valor. A companhia não abre seus números relativos ao Brasil.

 

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12 anos depois do prometido, Bayer retira do mercado agrotóxicos letais

21, setembro, 2011 Sem comentários

Nota de prensa, 21 de Septiembre de 2011

Coordinación contra los peligros de BAYER

 

BAYER retira del mercado pesticidas letales

 

 

Éxito de las organizaciones defensoras del medio ambiente / Campañas desde los años 80 / “¡Doce años después de lo prometido!”

 

La compañía BAYER anunció que retirará del mercado los pesticidas más peligrosos (clase 1). Los compuestos de esta clase dejarán de venderse a finales de 2012.

Para Philipp Mimkes, de Coordinación contra los Peligros de BAYER (CBG): “Es un gran éxito para las organizaciones medioambientales y las asociaciones de agricultores que desde hace años luchan contra la utilización de pesticidas letales. Pero no podemos olvidar que BAYER ya rompió su promesa de retirar del mercado los compuestos más peligrosos antes del año 2000. Desde entonces se habrían podido salvar muchas vidas humanas! Además, es vergonzoso que la compañía se haya decidido a retirar estas bombas de tiempo químicas sólo cuando ya no le reportan suficientes beneficios”.

La CBG escribió una carta abierta a la presidencia de BAYER que fue suscrita por doscientas organizaciones de cuarenta países. En las asambleas generales de la compañía, en multitud de ocasiones han intervenido activistas reclamando que cesara la venta de los pesticidas de clase 1.

Con una cuota de mercado que ronda el 20%, la compañía BAYER CROPSCIENCE es el segundo mayor productor de pesticidas del mundo. En su informe anual de 1995 la empresa anunció lo siguiente: “En un programa de tres puntos, para los próximos cinco años nos hemos propuesto metas claras con respecto al desarrollo y la comercialización de productos fitosanitarios. De este modo, continuaremos reduciendo la dosis de producto necesaria por aplicación e iremos sustituyendo los productos de toxicidad clase 1 por preparados menos tóxicos”. Sin embargo, después de 2000, productos de clase 1 como el tiodicarbón, el disulfotón, el triazofos, el fenamifos o el metamidofos continuaban presentes en los catálogos de BAYER.

La Organización Mundial de la Salud (OMS) estima que, anualmente, entre 3 y 25 millones de personas sufren intoxicaciones por pesticidas. Estas intoxicaciones cuestan la vida al menos a 40.000 personas al año, si bien la cifra real es más elevada. Alrededor del 99% de las intoxicaciones se producen en los países del sur. Los productos de clase 1, los más peligrosos, son los responsables de buena parte de los daños a la salud que se producen en dichos países.

La CBG exige además que se retire en todo el mundo de la venta el herbicida glufosinato (“Liberty”). Esta sustancia está clasificada como peligrosa en la gestación, ya que provoca malformaciones en el feto. El glufosinato está incluido en el conjunto de 22 pesticidas que según la nueva legislación de la UE en materia de pesticidas han de desaparecer del mercado. Hace pocas semanas la compañía dejó de vender Liberty en Alemania. Sin embargo, hace dos años BAYER inauguró en Huerth (Colonia) una nueva planta de producción para incrementar la exportación a países de fuera de la UE. Para CBG, un “claro caso de doble rasero”.

 

Traducido por Javier Fernández Retenaga (Tlaxcala)

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Bayer deve pagar US$ 750 milhões a produtores por arroz contaminado nos Estados Unidos

4, julho, 2011 Sem comentários

 

Companhia foi processada após variedades transgênicas contaminarem lavouras

Agência Estado,02/07/2011

A companhia alemã Bayer acertou nesta sexta, dia 1º, o pagamento de uma indenização de US$ 750 milhões a produtores de arroz dos Estados Unidos. Eles processaram a companhia depois que duas variedades transgênicas contaminaram as lavouras entre 1998 e 2001, durante experimentos com a variedade de arroz em campos dos Estados Unidos.

O acordo conclui um caso de quatro anos, que sucedeu a revelação de que traços de dois tipos de arroz geneticamente modificados entraram nos canais de oferta dos Estados Unidos sem autorização dos reguladores federais. A descoberta levou uma série importadores a proibir a entrada de arroz norte-americano ou a exigir testes rigorosos antes de autorizar sua distribuição. Isso derrubou os preços da commodity no país.

Naquele momento, o arroz pertencia à química Aventis e foi desenvolvido para resistir ao seu próprio herbicida. A Bayer comprou partes da Aventis em outubro de 2001, incluindo traços de arroz, e os tornou parte da subsidiária Bayer CropScience. A Bayer foi responsabilizada pela contaminação e por demorar pelo menos dois meses para notificar o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mesmo depois de ter conhecimento do problema. O USDA anunciou a situação em agosto de 2006, segundo os advogados dos produtores.

Segundo o advogado Adam Levitt, os produtores continuam sentindo o impacto do problema até hoje. Ele afirmou que a indústria ainda “encontra dificuldades para retomar sua primazia” no mercado internacional e que o processo na Justiça tinha como objetivo fazer a Bayer assumir a responsabilidade sobre os danos causados aos produtores.

– Essa solução excelente ocorre após um longo caminho para alcançar a meta – acrescentou Levitt.

Cerca de 11 mil produtores em cinco Estados dividirão os US$ 750 milhões, no Arkansas, em Louisiana, no Mississippi, no Missouri e no Texas. Agricultores que plantaram arroz em cada um dos cinco anos de 2006 a 2010 poderão receber US$ 310 por acre, de acordo com os advogados. Os que plantaram um tipo específico de arroz contaminado em 2006 receberão mais US$ 100 por acre (um acre = 0,40 hectare).

AGÊNCIA ESTADO

veja também: www.nwitimes.com/business/article_7ba6dc9b-5451-5d75-8526-078bde177b88.html

 

 

Bayer compra Soytech

7, junho, 2011 2 comentários

VALOR ECONÔMICO, 07/06/2011

A Bayer CropScience anunciou ontem um acordo para adquirir a totalidade de ações da holding Goiânia Investimentos e Participações (GIP), que controla a brasileira SoyTech Seeds, especializada em melhoramento genético de sementes na cultura da soja. A aquisição possibilitará à empresa elevar sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento de variedades de soja. “Continuaremos a investir no segmento para atender as demandas dos agricultores por alta tecnologia e soluções integradas”, disse Marc Reichardt, presidente para o Brasil e América Latina.

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p.s. Com a aquisição a empresa ampliará acesso de sementes de soja para venda do transgênico resistente ao herbicida glufosinato de amônio

Bayer é novamente condenada por contaminação do arroz nos EUA em 2006

20, abril, 2011 Sem comentários

Um tribunal do município de Arkansas, no estado de mesmo nome, EUA, determinou no final de março o pagamento de US$ 136,8 milhões à empresa Riceland Foods, considerando que a Bayer CropScience foi negligente e causou prejuízos à Riceland quando o seu arroz transgênico Liberty Link (tolerante ao herbicida Liberty – glufosinato de amônio), que estava sendo testado a campo, contaminou a cadeia alimentar.

Quando a contaminação veio à tona, em 2006, ao União Europeia suspendeu todas as importações de arroz nos EUA. Cinco anos depois as exportações do cereal ainda não foram restabelecidas.

O júri de Arkansas determinou que a Bayer terá que pagar US$ 16,9 milhões em compensação por perdas, mas considerou que neste caso a negligência foi dividida em 70% para a Bayer e 30% para a Riceland, o que reduziu a multa para US$ 11,8. O júri determinou ainda o pagamento de US$ 125 milhões à Riceland por danos morais.

Há ainda centenas de casos judiciais referentes à contaminação do arroz pela variedade Liberty Link pendentes de julgamento — 31 só no município de Arkansas. Alguns dos que aguardam decisão esperam que o ritmo de julgamentos seja retomado.

Extraído de: Dewitt Era Enterprise, 23/03/2011.

 

N.E.: Saiba mais sobre as condenações da Bayer pela contaminação provocada pelo arroz Liberty Link em Pratos Limpos.

Bayer e Syngenta anunciam acordo

8, abril, 2011 Sem comentários

Para combater os problemas provocados pela soja transgênica tolerante a herbicidas, as empresas anunciam a criação de mais uma soja transgênica tolerante a herbicidas.

 

Depois do glifosato, teremos sojas tolerantes a imidazolinonas (desenvolvida em parceria pela Basf e pela Embrapa), sojas tolerantes a sulfonilureias (da Coodetec), soja tolerante ao dicamba (desenvolvida pela Monsanto com a Basf) e, se a CTNBio quiser, até “soja laranja” tolerante ao 2,4-D, componente do famoso agente laranja da guerra do Vietnã (saiba mais – Boletim 530).

 

A última “inovação” deste grupo é a soja tolerante ao herbicida HPPD, desenvolvida em parceria pela Syngenta e pela Bayer.

 

É o que informa reportagem do Valor Econômico de 08/04/2011 que segue logo abaixo (disponível na íntegra em Pratos Limpos).

 

Uma observação que faltou à matéria do Valor (abaixo) foi a de que, nos EUA, já está sendo verificada resistência de Amaranthus (caruru) ao HPPD. A resistência do mato ao produto foi comprovada por pesquisadores da Universidade de Illinois em julho de 2010 e divulgada em diversos meios eletrônicos nos EUA (por exemplo, AgWeb, 19/07/2010). A novidade da Syngenta e da Bayer é mais uma tecnologia que decerto não vai longe, mas deixará grandes estragos.

VALOR ECONÔMICO, 08/04/2011

Alexandre Inacio

O aumento da resistência de ervas daninhas ao glifosato fez com que duas gigantes do mercado de defensivos, sementes e transgênicos se unissem para desenvolver uma nova tecnologia para a soja. Ontem, a alemã Bayer CropScience e a suíça Syngenta anunciaram um acordo global para desenvolver uma semente de soja resistente ao herbicida HPPD. Os valores envolvidos no projeto não foram divulgados, mas a expectativa é que o produto seja lançado nos EUA na segunda metade desta década.

 

O HPPD é a sigla para a enzima hidróxi fenil piruvato dioxigenase. O defensivo, que leva o mesmo nome, age sobre essa enzima, interrompendo o ciclo de fotossíntese, matando assim as plantas expostas a ele. Com a tecnologia, a soja ganhará tolerância ao defensivo, sobrevivendo mesmo após as aplicações, que matará apenas as ervas daninhas.

 

Pelo acordo, a Syngenta e Bayer combinarão suas tecnologias já existentes e experiências no setor para desenvolver o novo sistema de tolerância ao herbicida. Cada uma das partes, no entanto, terá o direito de adotar a estratégia comercial que for mais conveniente. As duas multinacionais terão a co-propriedade da tecnologia, podendo utilizá-la dentro de suas respectivas linhas de produtos, podendo, no futuro, licenciá-la para outras companhias.

 

Em nota, o diretor-executivo da Syngenta, Davor Pisk, disse que a nova tecnologia transgênica “será uma ferramenta importante para os produtores de soja que enfrentam pressão crescente com ervas daninhas resistentes”. “Vai ampliar as opções disponíveis para agricultores e expandir a oportunidade no mercado para nosso herbicida líder”, disse Pisk no comunicado. Ainda em nota, Lykele van der Broek, diretor-executivo da Bayer CropScience disse que com a colaboração a empresa permitirá um complemento ao portfólio de herbicida para a soja.

 

A decisão em criar uma soja tolerante a um novo herbicida decorre o rápido crescimento de ervas daninhas resistentes ao glifosato. Estimativas das indústrias indicam que já existam hoje pelo menos onze espécies de ervas daninhas resistentes ao glifosato nos Estados Unidos. O problema já cobriu uma área de quase 3 milhões de hectares na última safra e as expectativas é que atinja mais de 15 milhões de hectares em 2013.

 

O princípio da tecnologia que está sendo desenvolvida pelas empresas europeias é semelhante à criada pela americana Monsanto, com o glifosato. A diferença, contudo, é que o glifosato inibe a produção de uma enzima que sintetiza aminoácidos necessários ao desenvolvimento dos vegetais.

 

Também no caminho de ser uma alternativa ao glifosato, a alemã Basf desenvolveu em parceria com a Embrapa uma soja resistente a seu herbicida. A tecnologia foi liberada em 2009 e tinha previsão de lançamento na safra 2011/12. O lançamento foi adiado em um ano para que fossem obtidos os registros nos países importadores.

Bayer fecha fábrica de Temik nos EUA

18, março, 2011 Sem comentários
O Temik é registrado no Brasil para uso em algodão, batata, café, cana-de-açúcar, citros, feijão e banana.
Produto será eliminado até 2012

A Coalizão Contra os Perigos da Bayer, com sede na Alemanha, e os moradores do Vale de Kanawha, em Viginia Ocidental, nos EUA, alcançaram um triunfo histórico: após meio século de campanha, a multinacional química Bayer fechará a fábrica que possui nesta localidade para a produção de isocianato de metila (MIC), substância responsável, entre outras catástrofes, pela morte de milhares de pessoas na tragédia de Bhopal, Índia, ocorrida em 1984.

O produto é usado para a fabricação do Aldicarbe, ingrediente ativo do herbicida Temik. Em 2010 a empresa firmou um acordo com a Agência de Proteção Ambiental, do governo norteamericano, para cessar a produção do Temik até 2012.
A unidade vinha sendo vistoriada pelos órgãos de Saúde e Segurança do Trabalho do governo dos EUA, mas a decisão da empresa se antecipou aos resultados da avaliação.


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