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Textos com Etiquetas ‘União Européia’

Europa congela liberações de transgênicos até 2014

23, janeiro, 2013 Sem comentários

Na Europa, sede de empresas como Bayer, Basf e Syngenta, liberação de transgênicos vai para a geladeira.

AFP, 22/01/2013

A Comissão Europeia decidiu congelar os processos de aprovação de transgênicos até o final de seu mandato em 2014 enquanto busca acordo entre os estados membros da União Europeia.

“Se quisesse, a Comissão poderia deslanchar procedimentos de autorização da produção de uma soja e de seis variedades de milho GM… mas não fará isso”, disse Frederic Vincent, porta-voz do comissário para saúde Tonio Borg. “As autorizações para cultivo estão congelas”, completou.

A prioridade de Borg, que acabou de assumir sua função, é rebrir discussões com os estados membros.

As aprovações de cultivos transgênicos pela Comissão envenenou as relações com uma série de países dos 27 integrantes da União Europeia. Oito países — Áustria, Bulgária, França, Alemanha, Grécia,Hungria, Luxemburgo e Polônia — adotaram medidas que os permitem bloquear o cultivo de transgênicos em seus territórios.

Em 14 anos, a UE aprovou o cultivo de apenas dois tipos de transgênicos, a batata Amflora (Basf) e o milho MON810 (Monsanto).

A Amflora foi um fiasco comercial, e a renovação da autorização do MON810 está pendente desde 2007 e entra no “gelo” imposto agora pela Comissão.

No entanto, o  MON810 pode continuar a ser cultivado em estados que o permitem, até que a Comissão tome uma decisão.

Cerca de 50 produtos transgênicos para ração animal são permitidos no bloco. [tradução livre: pratoslimpos]

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Em tempo: após grande repercussão gerada pela declaração acima, uma nota de desmentido foi publicada no site Europolitics informando que a Comissão Europeia desfaz qualquer sugestão de congelamento do processo de aprovação do cultivo de sementes transgênicas. “A Comissão atualmente ocupa-se de avaliar os arquivos das autorizações para cultivo”, informou à Europolitics o porta voz para políticas de saúde e consumidores Frédéric Vincent, no dia 23. Ele confirmou que “a Comissão ainda não decidiu se irá o não deslanchar os procedimentos de autorização” que aguardam avaliação [seis variedades de milho e uma de soja]. Isso não significa, no entanto, segundo Vincent, que as aprovações foram congeladas até 2014. Nem o contrário…

 

Europa aceitará soja RR 2 da Monsanto

9, julho, 2012 Sem comentários

Comissão Europeia aprova comercialização do grão e reconhece segurança da semente geneticamente modificada

Globo Rural On-line, 06/07/2012

A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) comemora a decisão da Comissão Europeia que aprovou, em 28 de junho, a comercialização da nova tecnologia de soja transgênica que combina, na mesma semente, tolerância a herbicidas e resistência a insetos. Para a entidade, a aprovação representa a abertura do mercado internacional para o produto brasileiro, além do reconhecimento da segurança das sementes geneticamente modificadas para o mundo.

A Europa é o segundo principal destino das exportações brasileiras de soja, atrás apenas da China. Com a decisão, os produtores agora têm a garantia de um novo mercado consumidor para escoar a produção de soja transgênica.

De acordo com a Abrasem, o marco regulatório brasileiro é um dos mais evoluídos do mundo com relação aos organismos geneticamente modificados. No entanto, a entidade acredita que os mercados importadores não acompanham o ritmo com que as empresas brasileiras investem em novas tecnologias de sementes.

Um dos principais benefícios da semente transgênica, tanto para o produtor quanto para o meio ambiente, é a redução da necessidade do uso de herbicidas nas lavouras. [As redações seguem reproduzindo acriticamente mais essa falsa promessa da indústria, que não se sustenta diante dos resultados obtidos nas lavouras modificadas, como mais uma vez demonstrado pelo pesquisador americano Charles Benbrook]

Sojeros pressionam por mais transgênicos

3, julho, 2012 Sem comentários

Quando a Monsanto estava para perder a patente do glifosato, criou e patenteou a soja RR, resistente ao glifosato. Agora que acabam os prazos das patentes sobre a soja RR, a empresa lança a soja RR2, também resistente ao glifosato e que a CTNBio já correu para liberar. Mas o mercado europeu está fechado para o produto, como se lê abaixo.

Outra matéria, publicado pela Valor, informa sobre as previsões da Monsanto para aumento da taxa de royalties sobre sua “nova” soja Roundup Ready 2.

APROSOJA, 27/06/2012

Aliança Internacional de Produtores do Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai buscam (sic) liberação para comercialização de novos eventos de biotecnologia para soja na Europa

Uma delegação internacional composta por produtores do Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai, membros da Aliança Internacional de Produtores de Soja (ISGA), estão, desde a última segunda (25), em viagem a alguns países europeus com o objetivo de debater os atrasos na autorização e liberação para comercialização de novos eventos de biotecnologia nos principais mercados consumidores de soja na Europa.

As reuniões ocorrem em Bruxelas, na Bélgica, em Londres, na Inglaterra, em Berlim, na Alemanha, e em Paris, na França, com a participação das embaixadas, das agências reguladoras destes países, com representantes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu e grupos de indústrias.

De acordo com o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, atualmente o Brasil possui cinco eventos de biotecnologia para a soja aprovados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e apenas um destes eventos está aprovado para importação e comercialização na Europa.

“Temos discutido o tema da biotecnologia, a importância, o avanço e a sua implicação sobre o futuro da produção dos alimentos, em especial da soja. São inegáveis os avanços que a biotecnologia trouxe nos últimos dez anos. E no Brasil, na área da agricultura, saímos de uma posição de total atraso científico para outra privilegiada e admirada até mesmo por outros países. A biotecnologia trouxe soluções tecnológicas para problemas importantes da agricultura, como redução de custos, em razão de proporcionar maior controle sobre pragas, doenças, além do ganho de produtividade na mesma área, poupando recursos naturais”, destacou Fávaro.

A missão dos produtores quer exatamente divulgar como é realizada a produção de soja no Brasil, Argentina, Paraguai, Estados Unidos e Uruguai, que juntos respondem por cerca de 85% da produção mundial da oleaginosa. “Os membros do ISGA apoiam e possuem leis e regulamentos com base científica para garantir aos consumidores que os produtos são seguros e regulados de forma adequada. Queremos debater e a destacar a oportunidade que a biotecnologia pode trazer ao mercado consumidor da Europa”, ressaltou o presidente da Aprosoja.

O mercado europeu é extremamente rigoroso com a presença de eventos transgênicos não aprovados nos embarques de soja a estes países. “Isto inviabiliza a produção dos eventos de biotecnologia já aprovados no Brasil e nos demais países da América do Sul e nos Estados Unidos. A Europa realiza testes nas cargas importadas e se constatada qualquer mínima presença de grão geneticamente modificado, não aprovado por eles, a carga inteira é rejeitada. Estamos falando de milhões de perdas que podem ocorrer”.

A delegação brasileira dos produtores de soja é composta pelo presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, pelo vice-presidente, Ricardo Tomczyk, pelo vice-presidente Norte, Alex Utida, e pelo diretor executivo, Marcelo Duarte Monteiro.

Pela Argentina participam representantes da Associação dos Consórcios Regionais Agrícolas (AACREA, sigla em espanhol) e da Associação dos Produtores de Plantio Direto (AAPRESID, sigla em espanho), do Paraguai estão membros da Câmara de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (CAPECO) e o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Paraguai (APS). Os produtores americanos estão representados por duas organizações: United Soybean Board (USB) e a American Soybean Association (ASA) e o Uruguai integra a missão por meio da MTO, um bureau formado por instituições de produção e pesquisa de oleaginosas.

IOPD – Após as rodadas da missão de biotecnologia, a Aprosoja participa nos dias 01 a 03 de julho da 15ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas (IOPD – sigla em inglês), em Londres, na Inglaterra. O encontro reúne os principais países produtores e exportadores de oleaginosas, tais como Estados Unidos, Argentina, União Europeia, Brasil, China e Índia. O objetivo é debater oportunidades em comum entre estes produtores, tais como desenvolvimento de novos mercados, expansão dos biocombustíveis, produção sustentável, entre outros temas importantes relacionados à produção de óleo.

Semillas en resistencia

16, março, 2012 Sem comentários

Movimentos de preservação das sementes de diversos países da Europa  se mobilizam contras mudanças na legislação europeia que pretendem ampliar o controle das empresas sobre a agrobiodiversidade

 

França pede à UE suspensão de milho transgênico da Monsanto

21, fevereiro, 2012 Sem comentários

Reuters, via Folha on line | 20/02/2012

A França solicitou à Comissão Europeia que suspenda a autorização para semear a variedade de milho transgênico MON810 da empresa de biotecnologia Monsanto, informou nesta segunda-feira o Ministério de Meio Ambiente.

O pedido do governo francês é baseado nos “riscos significativos para o meio ambiente” que mostraram as recentes pesquisas científicas, informou o ministério em comunicado.

A França sinalizou que manterá a proibição sobre o milho MON810, a única variedade cuja semeadura é aprovada na União Europeia, apesar de ter perdido processos em tribunais locais e europeus

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p.s. O milho MON 810 foi autorizado no Brasil em 2008 pela CTNBio e é amplamente cultivado no país.

Apicultores querem controlar cultivo de transgênicos

14, fevereiro, 2012 Sem comentários

Canal Rural, 14/02/2012.

Imagem internacional de que o Brasil é o segundo maior produtor mundial de transgênicos e iminência de contaminação preocupam apicultores, que se reuniram em Brasília para demandar resposta do governo.

Mercado dos transgênicos foge da Europa por rejeição social

19, janeiro, 2012 Sem comentários

A Europa não é um continente para transgênicos. A rejeição social e política em muitos países deixou a União Europeia muito atrasada nesse campo. E o anúncio de que a multinacional alemã BASF transferirá para os EUA e para a América do Sul a maior parte de suas pesquisas sobre transgênicos é o último sintoma da vitória dos ecologistas e dos grupos de consumidores nessa dura batalha. Das grandes do setor, só a Bayer mantém centros de pesquisa na Europa.

Reportagem é de Juan Gómez e Rafael Méndez. Tradução de Moisés Sbardelotto [Via IHU-Unisinos]

EL PAÍS, 18/01/2012.

A gigante química alemã BASF justifica a sua decisão na baixa demanda por esses produtos na Europa. Segundo a porta-voz Julia Meder, a multinacional continuará suas pesquisas genéticas no continente americano. A BASF fecha seus três laboratórios genéticos com a consequente redução de quadro e transfere a sua sede central de biotecnologia de Limburgerhof (Renânia) para Raleigh (Carolina do Norte). Os produtos geneticamente modificados “não encontram suficiente aceitação na Europa” para justificar os investimentos. Só a Espanha, diz, “é aparentemente a exceção”. Mas, em conjunto, “o mercado europeu é muito reticente” para que seja rentável.

Em 2004, a suíça Syngenta tomou uma decisão similar. Como a Monsanto, Dow e DuPont não mantêm centros de pesquisa na Europa, isso implica que, das grandes empresas do setor, só a Bayer mantêm centros na UE.

Carel du Marchie Sarvaas, diretor de Biotecnologia da Europa Bio, associação empresarial do setor, considera que a situação é desastrosa. “Falamos de postos de trabalho para doutores, bem remunerados, e as empresas europeias vão levá-los para os EUA. É a típica coisa que deveria fazer com que as pessoas refletissem”. A BASF não fornece os valores sobre os investimentos cancelados, mas assegura que pesquisou a um custo de mais de um bilhão de euros nos últimos 15 anos.

As dificuldades de implementação na Europa não se devem tanto a restrições legais para a pesquisa e o cultivo, mas sim à rejeição do consumidor. Um inquérito Eurobarômetro de 2010, com 16 mil enquetes, constatou um incremente na rejeição aos transgênicos: havia subido de 57% em 2005 para 61%. Enquanto isso, o apoio caiu de 27% para 23% (na Espanha, de 66% em 1996 para 35%). “Ao contrário da indústria e dos cientistas, os europeus consideram que os transgênicos não oferecem benefícios e são inseguros”, concluiu. Isso, apesar de que nas quase duas décadas de uso dos transgênicos até a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a sua segurança. Então, só seis países cultivavam transgênicos: Espanha (líder em milho resistente à praga do caruncho), a República Tcheca, Portugal, Romênia, Polônia e Eslováquia. Na Europa, havia apenas cerca de 100 mil hectares, comparadas com os 134 milhões no mundo.

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Basf deixará de produzir transgênicos para a Europa

17, janeiro, 2012 Sem comentários

G1, 16/01/2012 – Atualizado em 16/01/2012

Empresa vai focar em mercados como Estados Unidos e Brasil.

Do G1, com informações da France Presse [veja também matéria do New York Times]

Ante a desconfiança persistente na Europa sobre os alimentos transgênicos, a empresa alemã Basf vai abandonar o desenvolvimento de novos produtos destinados ao mercado europeu, centrando suas atividades em mercados mais permissivos como Estados Unidos e Brasil.

“Estamos convencidos de que as biotecnologias verdes são cruciais para o século XXI, mas não são suficientemente aceitas em muitas regiões da Europa pela maioria dos consumidores, agricultores e responsáveis políticos”, disse em um conferência telefônica Stefan Marcinowski, membro do diretório da Basf encarregado da área de biotecnologia vegetal.

“É por isso que não faz sentido econômico seguir investindo nestes produtos, que devem ser exclusivamente cultivados neste mercado”, disse. “Vamos, portanto, concentrar-se nos mercados atraentes para a biotecnologia de plantas na América do Norte e do Sul e os mercados de crescimento na Ásia.”

Batata transgênica

O grupo alemão, número um do setor químico, havia lutado durante uma década para obter em 2010 a autorização de comercializar na União Europeia a Amflora, uma batata transgênica reforçada com amido.

Contudo, pouco tempo depois, a Basf cultivou por engano em um campo de Amflora na Suécia outra de suas batatas OGM, a Amadea, que ainda não foi autorizada pelas autoridades europeias.

Após o escândalo, “o sentimento europeu sobre os transgênicos foi deteriorado”, disse Marcinowski, que não espera uma “mudança rápida nas mentalidades”.

Por esta razão, a Basf decidiu suspender nesta segunda-feira (16) totalmente o cultivo e a comercialização da Amflora para 2013.

O desenvolvimento de outros produtos transgênicos dedicados exclusivamente ao mercado europeu, como uma batata com amido resistente ao mildiu, um fungo, e uma variedade de trigo resistente também aos fungos, vai ser abandonada.

Em troca, o grupo decidiu prosseguir com o processo de demanda de autorização da União Europeia das batatas transgênicas já desenvolvidas: Amadea, Modena e Fortuna.

União Europeia reabre debate sobre proibição de transgênicos

20, dezembro, 2011 Sem comentários

Estadão.com.br, 19/12/2011

A Dinamarca apresentou nesta segunda-feira, 19, as principais linhas de sua política ambiental da próxima presidência da União Europeia, que voltará a debater a proibição dos polêmicos transgênicos, juntamente com a eficiência energética e a luta contra as mudanças climáticas.

A ministra do Meio Ambiente, Ida Auken, assinalou em entrevista coletiva que uma de suas prioridades será voltar a debater a possibilidade que cada país tenha mais liberdade para proibir o cultivo dos transgênicos.

A Comissão Europeia propôs no ano passado mudar as políticas sobre o assunto. Seis países aplicam restrições contra o cultivo – França, Grécia, Alemanha, Luxemburgo, Áustria e Hungria – enquanto que no outro extremo estão os sete membros que exploram comercialmente esses cultivos.

Espanha está no último grupo e é, concretamente, o país com maior superfície de transgênicos e o produtor de 80% do milho transgênico cultivado na União Europeia.

Auken adiantou que o debate será complicado, já que continua havendo uma minoria de países que bloqueiam a aprovação dessa medida e favoráveis a que decisões sobre estes produtos continuem sendo tomadas em nível comunitário.

Atualmente, na União Europeia pode-se cultivar dois tipos de transgênicos: uma linhagem de milho e outra de batata.

Outras prioridades da presidência dinamarquesa serão reforçar as infraestruturas energéticas e abordar questões como o conteúdo de enxofre nos combustíveis das embarcações.

EFSA impõe restrições para milho TC 1507

2, dezembro, 2011 Sem comentários

A autoridade europeia em segurança alimentar reviu sua avaliação de risco referente ao milho Bt 1507 (Pioneer), letal para alguns tipos de lagartas. Diante de novas evidências científicas, o órgão estabeleceu medidas de restrição para seu cultivo e monitoramento.

O Painel sobre OGMs concluiu que a variedade não deve levantar preocupações acerca de sua segurança ambiental desde que medidas apropriadas de manejo sejam implementadas durante seu cultivo. Foram recomendadas medidas para enfrentar o desenvolvimento de resistência ao inseticida Cry1F presente no milho 1507 pelos insetos praga e para reduzir a exposição de insetos altamente sensíveis como borboletas e mariposas ao pólen da planta.

Além disso, o Painel reconheceu a necessidade de atualizar sua posição anterior, emitida em 2005, e também concluiu que o desenvolvimento de resistência nos insetos praga pode gerar danos adversos ao meio ambiente, que seriam traduzidos na necessidade de novas medidas de manejo para controlar os insetos resistentes.

A publicação do EFSA está disponível em: http://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/pub/2429.htm

Com informações do GENET.

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p.s.: É importante que um órgão regulador reconheça que deve rever suas decisões de tempos em tempos ou sempre que apareçam fatos novos. Por outro lado, como evitar que borboletas ou mariposas se aproximem das lavouras transgênicas ou entrem em contato com o pólen produzido por suas plantas? Parece que o único jeito seria proibir o plantio dessa variedade.

Essa mesma variedade TC 1507 está liberada no Brasil e para o seu cultivo não existe nenhum tipo de restrição ou recomendação . Para completar, a mesma CTNBio que a liberou acaba de descartar a necessidade de realização de monitoramento pós-comercialização, que foi uma das recomendações da EFSA.

12 anos depois do prometido, Bayer retira do mercado agrotóxicos letais

21, setembro, 2011 Sem comentários

Nota de prensa, 21 de Septiembre de 2011

Coordinación contra los peligros de BAYER

 

BAYER retira del mercado pesticidas letales

 

 

Éxito de las organizaciones defensoras del medio ambiente / Campañas desde los años 80 / “¡Doce años después de lo prometido!”

 

La compañía BAYER anunció que retirará del mercado los pesticidas más peligrosos (clase 1). Los compuestos de esta clase dejarán de venderse a finales de 2012.

Para Philipp Mimkes, de Coordinación contra los Peligros de BAYER (CBG): “Es un gran éxito para las organizaciones medioambientales y las asociaciones de agricultores que desde hace años luchan contra la utilización de pesticidas letales. Pero no podemos olvidar que BAYER ya rompió su promesa de retirar del mercado los compuestos más peligrosos antes del año 2000. Desde entonces se habrían podido salvar muchas vidas humanas! Además, es vergonzoso que la compañía se haya decidido a retirar estas bombas de tiempo químicas sólo cuando ya no le reportan suficientes beneficios”.

La CBG escribió una carta abierta a la presidencia de BAYER que fue suscrita por doscientas organizaciones de cuarenta países. En las asambleas generales de la compañía, en multitud de ocasiones han intervenido activistas reclamando que cesara la venta de los pesticidas de clase 1.

Con una cuota de mercado que ronda el 20%, la compañía BAYER CROPSCIENCE es el segundo mayor productor de pesticidas del mundo. En su informe anual de 1995 la empresa anunció lo siguiente: “En un programa de tres puntos, para los próximos cinco años nos hemos propuesto metas claras con respecto al desarrollo y la comercialización de productos fitosanitarios. De este modo, continuaremos reduciendo la dosis de producto necesaria por aplicación e iremos sustituyendo los productos de toxicidad clase 1 por preparados menos tóxicos”. Sin embargo, después de 2000, productos de clase 1 como el tiodicarbón, el disulfotón, el triazofos, el fenamifos o el metamidofos continuaban presentes en los catálogos de BAYER.

La Organización Mundial de la Salud (OMS) estima que, anualmente, entre 3 y 25 millones de personas sufren intoxicaciones por pesticidas. Estas intoxicaciones cuestan la vida al menos a 40.000 personas al año, si bien la cifra real es más elevada. Alrededor del 99% de las intoxicaciones se producen en los países del sur. Los productos de clase 1, los más peligrosos, son los responsables de buena parte de los daños a la salud que se producen en dichos países.

La CBG exige además que se retire en todo el mundo de la venta el herbicida glufosinato (“Liberty”). Esta sustancia está clasificada como peligrosa en la gestación, ya que provoca malformaciones en el feto. El glufosinato está incluido en el conjunto de 22 pesticidas que según la nueva legislación de la UE en materia de pesticidas han de desaparecer del mercado. Hace pocas semanas la compañía dejó de vender Liberty en Alemania. Sin embargo, hace dos años BAYER inauguró en Huerth (Colonia) una nueva planta de producción para incrementar la exportación a países de fuera de la UE. Para CBG, un “claro caso de doble rasero”.

 

Traducido por Javier Fernández Retenaga (Tlaxcala)

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Aumenta a preocupação com regras da UE para defensivos

29, agosto, 2011 Sem comentários

Ao invés de buscar modernizar suas práticas agrícolas, a indústria se mobiliza para defender seus interesses e manter no mercado antigos produtos tóxicos.

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Aumenta a preocupação com regras da UE para defensivos (sic)

VALOR ECONÔMICO, 29/08/2011

Por Tarso Veloso

Se for levada ao pé da letra, a revisão das regras para o uso de pesticidas na União Europeia poderá prejudicar 59% das exportações agropecuárias do Brasil para o continente em 2014, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag).

O banimento de centenas de agroquímicos no mercado europeu não envolve apenas a própria produção da UE, mas também os resíduos eventualmente encontrados nas exportações para a região. Dessa forma, os insumos que forem proibidos não poderão ser aplicados nas vendas brasileiras ao bloco. A revisão foi definida em 2008. De 1.111 produtos analisados, foram permitidos 215. Os cortes serão realizados gradualmente, até 2014.

Para o Sindag, os produtores do Brasil serão penalizados porque vários defensivos usados no país serão banidos pelo novo regulamento. Segundo cálculos da entidade, 36 dos 49 inseticidas utilizados pelos produtores brasileiros de soja serão proibidos. Para combater a ferrugem asiática, por exemplo, os sojicultores só terão como opção fungicidas com o grupo químico estrobirulinas – que, de acordo com a entidade, são cada vez menos eficientes.

Segundo Silvia de Toledo Ligabó, executiva do Sindag, uma das opções para driblar as restrições europeias é negociar a liberação de defensivos propícios para países tropicais, já que a maioria dos produtos barrados não são usados na UE.

Parlamento Europeu apoia direito dos países de proibir transgênicos

6, julho, 2011 Sem comentários

Proposta foi votada nesta terça, dia 5, mas terá de ser aprovada pelos países membros

Agência Estado, 05/07/2011

Legisladores da União Europeia (UE) votaram pelo fortalecimento dos direitos dos países membros do bloco de proibir o cultivo de safras transgênicas em seus territórios. A Comissão Europeia, braço executivo da UE, havia apresentado uma proposta para que os países pudessem decidir suas próprias políticas para organismos geneticamente modificados (OGM), numa tentativa de resolver uma longa controvérsia.

Conforme uma diretiva de 2001, os Estados membros seriam autorizados a proibir o cultivo de transgênicos, exceto por motivos de saúde ou de preservação ambiental, que só poderiam ser avaliados e identificados pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar. Mas pela emenda aprovada nesta terça, dia 5, os legisladores defenderam a ideia de que os países podem proibir o cultivo invocando motivos ambientais locais ou regionais, como a resistência aos pesticidas, a preservação da biodiversidade local ou a falta de informação sobre consequências da utilização de transgênicos.

Os deputados desejam também que a decisão dos países possa se basear em critérios socioeconômicos, como o alto custo de manutenção da coexistência de safras tradicionais com safras transgênicas. O parlamento recordou que “os Estados membros devem tomar todas as medidas apropriadas para impedir a presença acidental de OGM em outros produtos no seu território e nas regiões fronteiriças dos Estados vizinhos”.

A proposta votada pelo Parlamento Europeu ainda terá de ser negociada e aprovada pelos países membros. Países como Grécia, França, Áustria e Hungria se opõem ao cultivo de transgênicos e até à sua importação. Mas outros, como o Reino Unido, são favoráveis.

AGÊNCIA ESTADO

 

Conflitos de interesse também na Europa

20, abril, 2011 Sem comentários

Segundo um relatório recém divulgado, alguns dos membros da agência europeia responsável por regulamentar agrotóxicos e alimentos são próximos demais da indústria que eles deveriam policiar.

Em março deste ano Angelo Moretto renunciou da comissão de Produtos para a Proteção de Plantas e seus Resíduos da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA PPR Panel), que avalia a segurança dos agrotóxicos, em seguida a revelações relativas a conflito de interesse. Moretto estava ligado a uma empresa de consultoria chamada Melete Srl., fundada para ajudar empresas a cumprir as determinações da agência europeia REACH, que regulamenta o uso de substâncias químicas.

O novo relatório, intitulado “Reguladores europeus sobre agrotóxicos e segurança dos alimentos – para quem eles trabalham?” (na tradução livre do inglês), revela que o conflito de interesse de Moretto com relação à Melete é apenas a ponta do iceberg. Moretto é apenas um dos vários membros da EFSA ligados ao ILSI (International Life Sciences Institute), uma organização dos EUA fundada por multinacionais de agrotóxicos, substâncias químicas, sementes transgênicas e indústrias alimentícias. Os patrocinadores do ILSI incluem a Monsanto, Basf, Bayer, ADM, Cargill, DuPont, Kraft, Mars, Syngenta e Unilever.

Claire Robinson, autora do relatório, diz que “o ILSI se dedica a redesenhar processos de avaliação de risco de agrotóxicos, substâncias químicas e alimentos transgênicos nos EUA e na Europa. A organização se apresenta como imparcial, mas suas recomendações científicas seguem a tendência de reduzir os custos e rigor dos testes de segurança. Isto atende bem à indústria, mas coloca a população em risco de saúde. O ILSI foi duramente criticado por grupos dos EUA, como o Natural Resources Defense Council (Conselho de Defesa dos Recursos Naturais) e o United Steelworkers of America (organização de trabalhadores na indústria do aço) por afrouxar os padrões da regulamentação. E a organização está se esforçando para fazer o mesmo na Europa.”

O relatório aponta os nomes de vários membros da EFSA ligados ao ILSI. A presidente do conselho de administração da EFSA, Diana Banati, esteve nas manchetes no final do ano passado depois que foram reveladas suas ligações com a organização. De forma controversa, ela se desligou do ILSI mas manteve sua posição na EFSA.

Claire Robinson disse que “a EFSA está neste momento procurando novos consultores científicos e membros para o conselho de especialistas. Pedimos que a EFSA faça uma limpeza em seus quadros, retirando pessoas afiliadas ao ILSI e outras indústrias e substituindo-as por especialistas que reconheçam sua função de proteger a saúde da população e do meio ambiente, e não os interesses das indústrias.”

Fonte: GMWatch, 08/04/2011.

Transgênico novo de Basf e Embrapa fica para 2012/13

2, março, 2011 Sem comentários

Bettina Barros para o VALOR ECONÔMICO, 01/03/2011.

As sementes de soja transgênica desenvolvidas pela Basf e Embrapa só deverão chegar ao mercado na safra 2012/13. As empresas preferiram desacelerar os planos e, antes de lançar o produto em território nacional, querem garantir o registro das variedades em mercados internacionais importantes para o Brasil – União Europeia, que compra sobretudo farelo de soja para ração animal, China, Estados Unidos e Canadá, referências de mercado.

A nova tecnologia, tolerante a herbicidas, foi aprovada em dezembro de 2009 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), e a expectativa era que as primeiras sementes fossem plantadas já na safra 2011/12, cujo cultivo começa entre o fim de setembro e outubro. “Mas nos comprometemos em colocar no mercado só depois que os outros mercados tivessem também aprovado a tecnologia”, afirma Luiz Carlos Louzano, gerente de biotecnologia da Basf para o Brasil.

De acordo com a multinacional alemã, a expectativa é que até lá duas ou três variedades de soja transgênica já tenham obtido o registro junto às autoridades brasileiras. São variedades para as regiões Sul e Centro-Oeste, onde está concentrada a maior parte das lavouras de soja no país. Com isso, a Basf pretende abocanhar de 20% a 30% do mercado nacional de sementes de soja.

Por ora, Basf e Embrapa estão “contendo” a tecnologia. A Embrapa fez apenas as chamadas sementes básicas, mas ainda não as passou para as multiplicadoras parceiras da estatal. Neste ano, a estimativa é que uma quantidade simbólica seja semeada. “Não estamos ainda trabalhando em grande escala. Deverão ser de cinco a 10 mil hectares plantados, o que representam 10 mil sacos de sementes”, diz o executivo.

Nesse meio tempo, a Basf está trocando experiências com os produtores agrícolas. Tem ido a campo sondar o mercado, fazer o trabalho imprescindível de divulgação do novo produto e ouvir o produtor. “Queremos saber o que deu certo e o que deu errado. E percebemos que o setor quer alternativas de tecnologia economicamente viáveis”, diz Louzano. Até hoje, só a americana Monsanto comercializa sementes transgênicas de soja no Brasil, um mercado em franca expansão. Cerca de 80% da área plantada com a oleaginosa no país já utiliza sementes geneticamente modificadas.

De acordo com o executivo, a Basf continua dando suporte às associações de trabalhadores para boas práticas agrícolas no campo. Noções básicas de plantio, como a rotação de culturas, são mais válidas do que nunca. No ano passado, a Monsanto teve de lidar com uma série em cascata de reclamações de sua soja Roundup Ready (RR), que estaria sendo atacada por ervas daninhas. Os casos mais problemáticos ocorreram nos Estados Unidos e na Argentina, com reclamações pontuais no Rio Grande do Sul.

À época, a Monsanto alegou que grande parte da culpa era do produtor, pelo manuseio incorreto da tecnologia. “Quando a soja está em alta, quem vai querer fazer rotação de cultura? Ninguém. E uma coisa é ter o embasamento científico, outra é fazer o produtor mudar. É muito difícil”, diz Louzano. Ao expandir a informação sobre boas práticas, a Basf pretende evitar que o problema de sua concorrente no futuro bata à sua porta também.