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Textos com Etiquetas ‘União Européia’

Quem sabe quanto se planta de transgênicos?

2, junho, 2016 Sem comentários

Dados oficiais mais confundem que ajudam a explicar; empresas se beneficiam do desencontro dos números

Qual das duas fontes melhor representa a área de milho transgênico na Espanha?

A PESQUISADORA Rosa Binimelis vem procurando dados confiáveis que possam melhor indicar a realidade do plantio de milho transgênico na Espanha, o único cultivo geneticamente modificado autorizado na Europa. Ao comparar os números de duas fontes oficiais do país, o Ministério da Agricultura e o governo regional, a pesquisadora relatou variações de até 66% para um mesmo ano.

Assim como acontece no Brasil, lá também a projeção da área plantada é feita com base no volume de sementes que as empresas declaram haver vendido. Com base nesses dados os ministérios divulgam seus dados “oficiais”. No caso dos governos regionais da Espanha, a outra fonte são os próprios agricultores, que declaram qual variedade plantarão, para fins de acesso a a subsídios da Política Agrícola Comum europeia.

No primeiro caso pode-se imaginar que as empresas teriam interesse em inflar os números a fim de exaltar a adoção de transgênicos, ainda mais em solo europeu. No segundo caso, por algum motivo, os agricultores podem não declarar o tipo de semente adotada.

Fica no ar a confusão, que certamente não beneficia quem planta milho comum, crioulo e/ou orgânico e ainda impõe dificuldades para a fiscalização e a aplicação de regras de coexistência. As empresas agradecem.

– Com informações do Agri/Cultures Project (25/05/2016)

 

Futuro do herbicida glifosato em suspenso na União Europeia

20, maio, 2016 Sem comentários

Sem acordo, comité de peritos da Comissão Europeia não chegou a votar o prolongamento da autorização de venda do herbicida. Se nada for decidido até 30 de Junho, será proibida a venda de glifosato na União Europeia.

O futuro da comercialização do controverso herbicida glifosato continua em suspenso. O Comité Permanente de Plantas, Animais, Alimentos de Consumo Humano e Animal da Comissão Europeia, com representantes dos 28 Estados-membros, esteve reunido na quarta e na quinta-feira em Bruxelas para, entre outros assuntos, votar o prolongamento da venda do glifosato no espaço comunitário. A 30 de Junho, a autorização de venda deste herbicida expira. Em Março, o comité já tinha debatido o assunto sem ter chegado a uma conclusão. Nesta quinta-feira, sem os votos a favor de França e Alemanha, seria impossível obter-se uma maioria qualificada. E o assunto voltou a ser adiado.

“Já que não seria alcançada uma maioria qualificada, a votação não aconteceu”, segundo declarações oficiais de um porta-voz da Comissão Europeia no final da reunião. “A Comissão vai reflectir sobre os resultados destas discussões. Se nenhuma decisão for tomada até 30 de Junho, o glifosato não será mais autorizado na União Europeia e os Estados-membros terão de retirar a autorização [comercial] de todos os produtos à base de glifosato.”

O glifosato é um herbicida que mata uma grande variedade de espécies vegetais e é usado para queimar as ervas daninhas. É aplicado a nível urbano e na agricultura. Apesar de existir desde a década de 1970, o aparecimento de culturas geneticamente modificadas para serem resistentes ao glifosato fez disparar o uso do herbicida nas últimas décadas. Foi a gigante Monsanto que desenvolveu o químico. Mas na Europa há à venda mais de 300 herbicidas à base de glifosato de 40 empresas diferentes.

O actual impasse é um resultado directo da controvérsia existente sobre esta substância química. Em 2015, um relatório da Agência Internacional para a Investigação do Cancro, que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), concluiu que há “provas limitadas” de que o glifosato é carcinogénico. Mas um novo relatório de um comité conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da OMS concluiu, na última segunda-feira, que “é pouco provável que o glifosato tenha um risco carcinogénico”.

A polémica levou a Comissão Europeia a decidir, em Março, que o prolongamento da autorização de venda do glifosato fosse de nove anos e não de 15 anos, como estava previsto inicialmente. Em Abril, uma votação no Parlamento Europeu recomendou que a renovação fosse de apenas sete anos. Segundo o jornal The Wall Street Journal, se nada ficar decidido até Julho, as lojas têm seis meses para vender os stocks dos produtos.

Portugal foi um dos países que se abstiveram sobre o assunto no comité, como tinha dito na quarta-feira no Parlamento o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos. “Portugal absteve-se em função dos dados técnicos e científicos recolhidos, nos quais não encontrou argumentos sólidos para votar a favor ou contra”, especificou ao PÚBLICO o gabinete de comunicação do Ministério da Agricultura. Portugal esteve representado no comité por um técnico da Direcção-Geral de Agricultura e Veterinária.

“O Governo dispõe de uma margem para legislar em termos nacionais, que é considerada suficiente para dar uma resposta satisfatória à questão, enquanto não houver uma resposta europeia”, lê-se ainda na resposta por escrito do gabinete de comunicação. “Portugal já proibiu o uso da taloamina, um co-formulante utilizado em diversos herbicidas à base de glifosato, e está a ser desencadeado o processo legislativo com vista à proibição de utilização de fitofármacos em espaços públicos, com algumas excepções.”

Na quarta-feira, o projecto de lei do Bloco de Esquerda (BE) para proibir a aplicação de produtos contendo glifosato em zonas urbanas, de lazer e vias de comunicação foi chumbado com os votos contra da direita e do Partido Comunista Português. Um dos argumentos contra a substância usados pelo BE e pelos Verdes foi o princípio da precaução, que defende o não uso de uma substância até se provar que não faz mal. Do outro lado das barricadas, Pekka Pesonen, o secretário-geral de um grupo de sindicatos europeus de agricultores (Copa-Cogega), considera que a proibição do uso deste herbicida resultará numa “verdadeira desvantagem competitiva” para a Europa.

Notícia actualizada às 19h30

TTIP: já ouviu falar?

8, dezembro, 2015 Sem comentários

Tratado Transatlântico de Livre Comércio e Investimentos (TTIP, na sigla em inglês). É um acordo comercial que vem sendo negociado entre Europa e Estados Unidos e que pretende avançar sobre normas, regulamentos e tudo o mais que se entende como barreiras ao livre comércio. Caso avance esse acordo, como mostra este vídeo da Ecologistas en Acción, as grandes multinacionais do agronegócio terão livre trânsito em toda a Europa, sem beneficiar os consumidores e ameaçando a agricultura local.

 

Bruxelas passa para os Estados decisão de proibir transgénicos

16, janeiro, 2015 Sem comentários

A decisão significa também que cada país pode também, individualmente e não mais no âmbito da União Europeia, tomar a decisão de liberar os transgênicos. A situação vai variar de país a país e da capacidade da população de pressionar diretamente seus governantes. As eventuais liberações certamente trarão o desafio da contaminação mesmo para os países que seguirem com suas moratórias nacionais.

Jornal de Negócios, 13/01/2015

A partir de agora, a decisão de proibir organismos geneticamente modificados (OGM) cabe a cada Estado-membro. Portugal é um dos cinco países da UE que cultivam milho geneticamente modificado.

O Parlamento Europeu aprovou esta terça-feira, com 480 votos a favor, 159 contra e 58 abstenções, a directiva comunitária que permitirá a cada Estado-membro da União Europeia decidir unilateralmente sobre a proibição ou limitação de cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) no seu território nacional.

A nova directiva entra em vigor na próxima Primavera e põe fim a um bloqueio negocial de quatro anos entre Estrasburgo e Bruxelas.

A medida visa, de acordo com o comunicado emitido esta terça-feira, 13 de Janeiro, dar “maior liberdade” a cada Estado-membro para “abordar questões nacionais ou locais específicas suscitadas pelo cultivo de OGM”.

O “facto de se conceder esta possibilidade aos Estados-membros deverá facilitar o processo de concessão de autorizações no domínio dos OGM” ao mesmo tempo, defende o PE, que deverá “preservar a liberdade de escolha dos consumidores, agricultores e operadores e tornar mais clara para as partes interessadas a questão do cultivo de OGM na União”.

O “único OGM cultivado na UE” actualmente, recorda o comunicado do PE emitido esta terça-feira é o milho geneticamente modificado Mon810 (da multinacional norte-americana Monsanto). Apenas cinco países da UE o aprovaram, e Portugal foi um deles – desde 2005, tendo totalizado 8.542 hectares de área cultivada em 2014.

Os restantes Estados-membros que aprovaram o MON810 nas suas terras foram a Espanha, a República Checa, a Roménia e a Eslováquia. A França, a Alemanha, a Grécia, a Hungria e a Áustria são alguns dos Estados-membros que não aceitaram o cultivo daquele OGM. Itália chegou a cultivar o MON810, mas voltou atrás na sua decisão em Julho de 2013, por decisão do ministério da Saúde italiano.

É nessa possibilidade – o de cada Estado aceitar ou não, dentro do seu território nacional, o cultivo de OGM permitidos por Bruxelas no espaço europeu – que assenta a legislação até agora em vigor sobre regulamentação de OGM. A partir de agora, os Estados-membros podem proibir os OGM, independentemente de Bruxelas, alegando “motivos ambientais, como a manutenção da biodiverdsidade local” ou “critérios relacionados com o uso do solo”,  mas também motivos de impacto sócio-económicos.

“Entre os motivos relacionados” com a proibição de OGM, recorda o PE em comunicado, podem ser utilizados os relacionados com os objectivos de política agrícola como “a necessidade de proteger a diversidade da produção agrícola” e a “necessidade de assegurar a pureza das sementes e do material de propagação das plantas”.

Cada Estado por si só

Se a maioria do PE (Partido Popular Europeu e os sociais-democratas do S&D) aprovou as novas normas, a contestação fez-se ouvir das restantes bancadas, escreveu hoje a agência espanhola EFE.

De acordo com a agência, os deputados do grupo dos Verdes opuseram-se à directiva porque, disseram, “renacionaliza uma política europeia importantíssima”, e atribui, em paralelo, “grande poder” às multinacionais de biotecnologia – como a Monsanto ou a Bayer, entre outras – sobre a autorização de cada Estado, que passa a negociar por si só.

Mais à direita, também a Frente Nacional francesa se opôs à medida regulatória aprovada esta terça-feira, qualificando os OGM de “perigosos” porque perigam a biodiversidade, alertando que a nova directiva vai contra a vontade popular.

Mas também  as empresas de biotecnologia, agrupadas na EuropaBio, criticaram a nova directiva, avançou ainda a EFE. Argumentam que as novas disposições dão aos países “uma licença para proibir produtos sãos que foram aprovados a nível europeu e permitem basear esse veto em argumentos não científicos” – em que Bruxelas tem sustentado a sua avaliação dos OGM até agora. Critérios nacionais que podem alegar, por exemplo, os impactos socioeconómicos que a introdução de OGM podem trazer à comunidades agrícolas.

Áreas livres de transgênicos na Europa

11, junho, 2014 Sem comentários

 

Conforme dados de setembro de 2012

 

Syngenta tenta reverter proibição de pesticidas na Europa

28, janeiro, 2014 Sem comentários

é o lucro acima de tudo…

VALOR ECONÔMICO, 23/01/2014

DAVOS – O CEO da Syngenta, Michael Mack, repudiou fortemente hoje a proibição na Europa do uso de certos pesticidas, que o bloco europeu afirma que possam prejudicar a saúde das abelhas.

Em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, ele afirmou que a companhia fará “tudo o que puder” para ter a decisão revertida. Ele chamou a proibição – liderada no ano passado pela França, Alemanha e Holanda — de “política, na sua intenção”.

Os países europeus estão preocupados com a possibilidade de alguns tipos de pesticidas, conhecidos como neonicotinóides, prejudicarem as populações de abelhas do continente e, assim, afetar o suprimento de alimentos na região. Um estudo divulgado pela Autoridade de Segurança Alimentar da Europa afirmou que essas substâncias impõem um “risco agudo” às abelhas.

Mack, no entanto, afirmou que o impedimento do uso desses pesticidas é um “mau uso da ciência” e que dados colhidos em campo refutam as conclusões da União Europeia.

(Dow Jones Newswires)

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/agro/3405300/syngenta-tenta-reverter-proibicao-de-pesticidas-na-europa#ixzz2riqgZ8Ak

 

Parlamento Europeu rejeita cultivo do milho transgênico 1507, da Pioneer

24, janeiro, 2014 Sem comentários

Países do bloco ainda votarão sobre a medida

Em votação realizada em 16 de janeiro o Parlamento Europeu rejeitou a aprovação para cultivo comercial do milho transgênico da Pioneer 1507, que é Bt (tóxico a insetos) e também tolerante à aplicação de herbicida a base de glufosinato (classificado como altamente tóxico na União Europeia).

A votação foi uma forte mensagem política para a indústria de biotecnologia, com 385 votos contra a autorização, 201 a favor e 30 abstenções.

Este, entretanto, é apenas o primeiro passo para a rejeição completa ao milho 1507 na União Europeia, pois os governos nacionais começaram no dia 17 de janeiro o processo de votação sobre a questão no âmbito da Comissão Europeia. Contrariando as regras da UE, as avaliações de risco relacionadas ao uso do herbicida associado à lavoura transgênica não foram realizadas.

Um grupo de ONGs europeias organizou a campanha Stop the Crop e está coletando assinaturas contra a liberação do milho 1507. A campanha também disponibiliza online um vídeo de 9 minutos (em inglês) que fala sobre os perigos das lavouras transgênicas e convoca os europeus a agirem contra a liberação desses produtos.

Se aprovado, o milho 1507 seria o primeiro produto transgênico autorizado para plantio na Europa desde 1998, quando foi liberado o milho Bt da Monsanto MON 810 (atualmente proibido em 7 países europeus e cultivado apenas na Espanha).

Com informações de Sustainable Pulse, 16/01/2014; GMWatch, 16/01/2014; e Stop the Crop

Leia também (em inglês) a moção aprovada pelo Parlamento Europeu em 16/01/2014

–  Via: http://aspta.org.br/campanha/660-2/

França prorroga moratória sobre milho da Monsanto

2, agosto, 2013 Sem comentários

Impusemos a moratória em nome do progresso, e não porque não queremos o progresso, disse o presidente francês François Hollande

O produto está banido na França desde março de 2012

Swissinfo, 02/08/2013

O presidente francês, François Hollande, confirmou nesta sexta-feira a prorrogação da moratória sobre o cultivo do milho transgênico MON810 da Monsanto, apesar de, na véspera, o Conselho de Estado ter anulado a proibição do cultivo deste milho geneticamente modificado [após divulgar entendimento, oposto ao da precaução, de que uma moratória só teria base legal caso o produto apresentasse sérios riscos à saúde e ao meio ambiente].

“Haverá uma prorrogação da moratória”, afirmou o presidente, acrescentando ser necessário “garantir juridicamente esta decisão em nível nacional e, sobretudo, em nível europeu”.

A França, assim como outros países europeus (Áustria, Hungria, Grécia, Romênia, Bulgária, Luxemburgo), proíbe desde 2008 o cultivo do MON801 em seu território.

“Por que fizemos a moratória sobre os OGM (organismos geneticamente modificados)? Não porque sejamos contra o progresso, mas em nome do progresso. Nós não podemos aceitar que um produto, um milho, possa ter consequências desfavoráveis sobre as outras produções”, acrescentou François Hollande, que fez essas declarações em uma propriedade na região de Sarlat, em Dordogne (sudoeste), conhecida por suas plantações de milho.

O Conselho de Estado, jurisdição administrativa francesa de maior hierarquia, suspendeu na véspera a proibição de cultivo na França do milho transgênico MON810, da empresa americana Monsanto.

 

Itália proíbe milho transgênico da Monsanto

24, julho, 2013 Sem comentários

Itália é o nono país europeu a proibir o milho da Monsanto

Com informações da Reuters, 12/07/2013.

Três ministros italianos – da agricultura, da saúde e do meio ambiente – assinaram um decreto banindo o cultivo do milho transgênico da Monsanto MON810.

O ministro da agricultura citou os impactos negativos à biodiversidade como principal justificativa para a publicação do decreto. “Nossa agricultura é baseada na biodiversidade, na qualidade, e precisamos continuar a buscar esses objetivos, sem jogos [os transgênicos] que mesmo do ponto de vista econômico não nos tornariam competitivos”, declarou o ministro.

Enquanto as aprovações para o cultivo de transgênicos na Europa são definidas de forma conjunta no nível da União Europeia, governos nacionais podem, individualmente, estabelecer salvaguardas caso considerem que o plantio represente riscos para a saúde ou o meio ambiente.

No ano passado, a França estabeleceu uma moratória similar aos transgênicos.

Segundo a maior organização de agricultores da Itália, a Coldiretti, uma pesquisa recente apontou que cerca de 80% dos italianos apoiam a proibição.

N.E.: Até hoje a União Europeia só autorizou o cultivo de dois transgênicos: o milho MON810, da Monsanto, tóxico a lagartas, e a batata Amflora, da Basf, modificada para produzir amido industrial, que foi um fiasco de mercado e já teve a comercialização suspensa pela Basf. Antes da Itália, outros nove países europeus já tinham proibido o cultivo do milho da Monsanto: Polônia, Alemanha, Áustria, Hungria, Luxemburgo, França, Grécia, Itália e Bulgária.

Já vai tarde

18, julho, 2013 Sem comentários

VALOR ECONÔMICO, 18/07/2013

Monsanto desiste de transgênicos na União Europeia

Por Bettina Barros

A multinacional Monsanto anunciou hoje que pretende retirar todos os pedidos de autorização para o cultivo de novos organismos geneticamente modificados na União Europeia (UE), que há anos esperam por aprovação.

“Nós não vamos mais perseguir as aprovações para o cultivo de novas culturas transgênicas na Europa”, disse a companhia.A decisão se deve à forte oposição dos governos e da opinião pública europeia à biotecnologia. Atualmente, alguns países permitem apenas a importação de matéria-prima transgênica para o processamento. É proibido, no entanto, cultivar essas sementes.

De acordo com a companhia, o foco a partir de agora será em seu negócio de sementes convencionais e na permissão para a importação desses produtos para a região. Recentemente, a alemã Basf também anunciou  decisão similar.

(Bettina Barros | Valor, com Dow Jones Newswires)

União Europeia financiará estudos de longo prazo sobre milho da Monsanto

3, julho, 2013 2 comentários

A publicação do edital que investirá 3 milhões de euros em pesquisa sobre efeitos carcinogênicos do milho NK 603 vem em resposta à polêmica gerada pela publicação de estudo inédito mostrando que este produto (com e sem glifosato) aumentou a mortalidade e multiplicou a incidência de tumores em ratos.

Aqui no Brasi, 15 integrantes e ex-integrantes da CTNBio demandaram ao órgão uma revisão da decisão que em 2008 liberou essa variedade de milho para plantio e comercialização. Cheio de soberba, o órgão votou e recusou o pedido, apoiando-se no quase místico conceito do “histórico de uso seguro”.

Com informações do GM Watch

 

Europa congela liberações de transgênicos até 2014

23, janeiro, 2013 Sem comentários

Na Europa, sede de empresas como Bayer, Basf e Syngenta, liberação de transgênicos vai para a geladeira.

AFP, 22/01/2013

A Comissão Europeia decidiu congelar os processos de aprovação de transgênicos até o final de seu mandato em 2014 enquanto busca acordo entre os estados membros da União Europeia.

“Se quisesse, a Comissão poderia deslanchar procedimentos de autorização da produção de uma soja e de seis variedades de milho GM… mas não fará isso”, disse Frederic Vincent, porta-voz do comissário para saúde Tonio Borg. “As autorizações para cultivo estão congelas”, completou.

A prioridade de Borg, que acabou de assumir sua função, é rebrir discussões com os estados membros.

As aprovações de cultivos transgênicos pela Comissão envenenou as relações com uma série de países dos 27 integrantes da União Europeia. Oito países — Áustria, Bulgária, França, Alemanha, Grécia,Hungria, Luxemburgo e Polônia — adotaram medidas que os permitem bloquear o cultivo de transgênicos em seus territórios.

Em 14 anos, a UE aprovou o cultivo de apenas dois tipos de transgênicos, a batata Amflora (Basf) e o milho MON810 (Monsanto).

A Amflora foi um fiasco comercial, e a renovação da autorização do MON810 está pendente desde 2007 e entra no “gelo” imposto agora pela Comissão.

No entanto, o  MON810 pode continuar a ser cultivado em estados que o permitem, até que a Comissão tome uma decisão.

Cerca de 50 produtos transgênicos para ração animal são permitidos no bloco. [tradução livre: pratoslimpos]

Em tempo: após grande repercussão gerada pela declaração acima, uma nota de desmentido foi publicada no site Europolitics informando que a Comissão Europeia desfaz qualquer sugestão de congelamento do processo de aprovação do cultivo de sementes transgênicas. “A Comissão atualmente ocupa-se de avaliar os arquivos das autorizações para cultivo”, informou à Europolitics o porta voz para políticas de saúde e consumidores Frédéric Vincent, no dia 23. Ele confirmou que “a Comissão ainda não decidiu se irá o não deslanchar os procedimentos de autorização” que aguardam avaliação [seis variedades de milho e uma de soja]. Isso não significa, no entanto, segundo Vincent, que as aprovações foram congeladas até 2014. Nem o contrário…

 

Europa aceitará soja RR 2 da Monsanto

9, julho, 2012 Sem comentários

Comissão Europeia aprova comercialização do grão e reconhece segurança da semente geneticamente modificada

Globo Rural On-line, 06/07/2012

A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) comemora a decisão da Comissão Europeia que aprovou, em 28 de junho, a comercialização da nova tecnologia de soja transgênica que combina, na mesma semente, tolerância a herbicidas e resistência a insetos. Para a entidade, a aprovação representa a abertura do mercado internacional para o produto brasileiro, além do reconhecimento da segurança das sementes geneticamente modificadas para o mundo.

A Europa é o segundo principal destino das exportações brasileiras de soja, atrás apenas da China. Com a decisão, os produtores agora têm a garantia de um novo mercado consumidor para escoar a produção de soja transgênica.

De acordo com a Abrasem, o marco regulatório brasileiro é um dos mais evoluídos do mundo com relação aos organismos geneticamente modificados. No entanto, a entidade acredita que os mercados importadores não acompanham o ritmo com que as empresas brasileiras investem em novas tecnologias de sementes.

Um dos principais benefícios da semente transgênica, tanto para o produtor quanto para o meio ambiente, é a redução da necessidade do uso de herbicidas nas lavouras. [As redações seguem reproduzindo acriticamente mais essa falsa promessa da indústria, que não se sustenta diante dos resultados obtidos nas lavouras modificadas, como mais uma vez demonstrado pelo pesquisador americano Charles Benbrook]

Sojeros pressionam por mais transgênicos

3, julho, 2012 Sem comentários

Quando a Monsanto estava para perder a patente do glifosato, criou e patenteou a soja RR, resistente ao glifosato. Agora que acabam os prazos das patentes sobre a soja RR, a empresa lança a soja RR2, também resistente ao glifosato e que a CTNBio já correu para liberar. Mas o mercado europeu está fechado para o produto, como se lê abaixo.

Outra matéria, publicado pela Valor, informa sobre as previsões da Monsanto para aumento da taxa de royalties sobre sua “nova” soja Roundup Ready 2.

APROSOJA, 27/06/2012

Aliança Internacional de Produtores do Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai buscam (sic) liberação para comercialização de novos eventos de biotecnologia para soja na Europa

Uma delegação internacional composta por produtores do Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai, membros da Aliança Internacional de Produtores de Soja (ISGA), estão, desde a última segunda (25), em viagem a alguns países europeus com o objetivo de debater os atrasos na autorização e liberação para comercialização de novos eventos de biotecnologia nos principais mercados consumidores de soja na Europa.

As reuniões ocorrem em Bruxelas, na Bélgica, em Londres, na Inglaterra, em Berlim, na Alemanha, e em Paris, na França, com a participação das embaixadas, das agências reguladoras destes países, com representantes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu e grupos de indústrias.

De acordo com o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, atualmente o Brasil possui cinco eventos de biotecnologia para a soja aprovados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e apenas um destes eventos está aprovado para importação e comercialização na Europa.

“Temos discutido o tema da biotecnologia, a importância, o avanço e a sua implicação sobre o futuro da produção dos alimentos, em especial da soja. São inegáveis os avanços que a biotecnologia trouxe nos últimos dez anos. E no Brasil, na área da agricultura, saímos de uma posição de total atraso científico para outra privilegiada e admirada até mesmo por outros países. A biotecnologia trouxe soluções tecnológicas para problemas importantes da agricultura, como redução de custos, em razão de proporcionar maior controle sobre pragas, doenças, além do ganho de produtividade na mesma área, poupando recursos naturais”, destacou Fávaro.

A missão dos produtores quer exatamente divulgar como é realizada a produção de soja no Brasil, Argentina, Paraguai, Estados Unidos e Uruguai, que juntos respondem por cerca de 85% da produção mundial da oleaginosa. “Os membros do ISGA apoiam e possuem leis e regulamentos com base científica para garantir aos consumidores que os produtos são seguros e regulados de forma adequada. Queremos debater e a destacar a oportunidade que a biotecnologia pode trazer ao mercado consumidor da Europa”, ressaltou o presidente da Aprosoja.

O mercado europeu é extremamente rigoroso com a presença de eventos transgênicos não aprovados nos embarques de soja a estes países. “Isto inviabiliza a produção dos eventos de biotecnologia já aprovados no Brasil e nos demais países da América do Sul e nos Estados Unidos. A Europa realiza testes nas cargas importadas e se constatada qualquer mínima presença de grão geneticamente modificado, não aprovado por eles, a carga inteira é rejeitada. Estamos falando de milhões de perdas que podem ocorrer”.

A delegação brasileira dos produtores de soja é composta pelo presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, pelo vice-presidente, Ricardo Tomczyk, pelo vice-presidente Norte, Alex Utida, e pelo diretor executivo, Marcelo Duarte Monteiro.

Pela Argentina participam representantes da Associação dos Consórcios Regionais Agrícolas (AACREA, sigla em espanhol) e da Associação dos Produtores de Plantio Direto (AAPRESID, sigla em espanho), do Paraguai estão membros da Câmara de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (CAPECO) e o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Paraguai (APS). Os produtores americanos estão representados por duas organizações: United Soybean Board (USB) e a American Soybean Association (ASA) e o Uruguai integra a missão por meio da MTO, um bureau formado por instituições de produção e pesquisa de oleaginosas.

IOPD – Após as rodadas da missão de biotecnologia, a Aprosoja participa nos dias 01 a 03 de julho da 15ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas (IOPD – sigla em inglês), em Londres, na Inglaterra. O encontro reúne os principais países produtores e exportadores de oleaginosas, tais como Estados Unidos, Argentina, União Europeia, Brasil, China e Índia. O objetivo é debater oportunidades em comum entre estes produtores, tais como desenvolvimento de novos mercados, expansão dos biocombustíveis, produção sustentável, entre outros temas importantes relacionados à produção de óleo.

Semillas en resistencia

16, março, 2012 Sem comentários

Movimentos de preservação das sementes de diversos países da Europa  se mobilizam contras mudanças na legislação europeia que pretendem ampliar o controle das empresas sobre a agrobiodiversidade